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1 SEMIOLOGIA DE PELE E ANEXOS – MONITORIA 2019.2 JULIANO BARROS, LUÍSA RANIERI, RAFAELA PINHO E VINÍCIUS SOUZA EXAME FÍSICO DERMATOLÓGICO Condições Necessárias: • Luminosidade adequada • Exame integral da pele e mucosas • Limpeza prévia das lesões • Sentido céfalo – podálico • Respeitar o pudor do paciente Etapas ▪ Inspeção de toda a pele ▪ Palpação: para verificar a sensibilidade, consistência (amolecida, endurecida ou pétrea), temperatura e mobilidade. Se necessário, pode – se utilizar a compressão, vitropressão e digitopressão para o diagnóstico. ▪ Digitopressão ou vitropressão: pela pressão dos dedos ou com uma lâmina → diferenciar eritema x púrpura ▪ Compressão: provoca depressão para classificação do edema Elementos a serem investigados 1. Coloração 2. Continuidade ou integridade 3. Elasticidade 4. Espessura 5. Textura 6. Temperatura 7. Turgor 8. Mobilidade 9. Umidade 10. Sensibilidade 2 SEMIOLOGIA DE PELE E ANEXOS – MONITORIA 2019.2 JULIANO BARROS, LUÍSA RANIERI, RAFAELA PINHO E VINÍCIUS SOUZA 1. Coloração: classificar desde a identificação, utilizando o critério de Fitzpatrick. Alterações de Coloração: A) Palidez: atenuação ou desaparecimento da cor rósea da pele, deve ser pesquisada em toda a extensão incluindo as regiões palmo plantares (em pardos e negros, só se identifica nesses locais) B) Vermelhidão ou eritrose: exagero na coloração rósea da pele e indica aumento da quantidade de sangue na rede vascular cutânea, podendo decorrer de vasodilatação. C) Cianose: cor azulada da pele e das mucosas, devido ao aumento da hemoglobina reduzida no sangue. Pesquisar em todo o rosto, especialmente ao redor dos lábios, na ponta do nariz, nos lobos das orelhas e nas extremidades das mãos e dos pés. Classificada como leve, moderada e extensa. 3 SEMIOLOGIA DE PELE E ANEXOS – MONITORIA 2019.2 JULIANO BARROS, LUÍSA RANIERI, RAFAELA PINHO E VINÍCIUS SOUZA D) Icterícia: coloração amarelada da pele, das mucosas visíveis e da esclerótica, resultante de acúmulo de bilirrubina no sangue. E) Albinismo: coloração branco – leite da pele em decorrência de uma síntese defeituosa de melanina. F) Bronzeamento da pele: mais comum em pessoas de pele branca, decorrente da exposição ao sol ou substancias químicas bronzeadoras. G) Fenômeno de Raynaud: reação vasomotora caracterizada por mudança da coloração das extremidades: palidez → cianose → eritema. 4 SEMIOLOGIA DE PELE E ANEXOS – MONITORIA 2019.2 JULIANO BARROS, LUÍSA RANIERI, RAFAELA PINHO E VINÍCIUS SOUZA 2. Continuidade ou Integridade: lesões elementares 3. Elasticidade: Pinçar prega cutânea com o polegar e o indicador e soltar. • Normal • Aumentada (hiperelástica) • Diminuída (hipoelástica) 4. Espessura: pinçar dobra cutânea, usando o polegar e o indicador, sem alcançar o tecido celular subcutâneo • Normal • Atrófica (idosos) • Hipertrófica (trabalhadores expostos ao sol) 5. Textura: deslizar as polpas digitais sobre a superfície cutânea do paciente • Normal • Pele fina ou lisa (idosos) • Pele áspera (lavradores e pescadores) • Pele enrugada (idosos ou após emagrecimento rápido) 6. Temperatura: avaliar com a face dorsal das mãos ou dos dedos, comparando – se com o lado homólogo. Discrepâncias de 2oC indicam área de isquemia. • Normal • Aumentada • Diminuída 7. Turgor: pinçar com o polegar e o indicador uma prega de pele que abranja o tecido subcutâneo • Normal • Diminuído (desidratação) 8. Mobilidade: pousar a palma da mão sobre a pele e movimentar para os lados, fazendo – a deslizar sobre as estruturas adjacentes. • Normal • Diminuída • Aumentada 9. Umidade: avaliada por meio da palpação com as polpas digitais ou com a palma das mãos. • Normal • Aumentada: pele sudorenta • Diminuída: pele seca 10. Sensibilidade A) Dolorosa: avaliar com objetos pontiagudos ▪ Hipoalgesia ou analgesia: diminuição ou ausência de dor ▪ Hiperestesia: toques leves e suaves despertam dor B) Tátil: fricciona – se levemente o local com uma mecha de algodão ▪ Anestesia ou hipoestesia: perda ou diminuição da sensibilidade tátil C) Térmica: pesquisa – se com 2 tubos de ensaio, um com água quente e outro com água fria. 5 SEMIOLOGIA DE PELE E ANEXOS – MONITORIA 2019.2 JULIANO BARROS, LUÍSA RANIERI, RAFAELA PINHO E VINÍCIUS SOUZA LESÕES ELEMENTARES Padrões de alteração no tegumento que podem ocorrer por causas físicas, biológicas, imunológicas, psíquicas ou desconhecidas. Os mecanismos indutores são de natureza circulatória, inflamatória, metabólica, degenerativa ou hiperplásica. MÁCULA HIPERCRÔMICA HIPOCRÔMICA ACRÔMICA PÚRPURA PETÉQUIA VIBÍCE EQUIMOSE HEMATOMA ALTERAÇÃO VASCULAR ERITEMA/ ENANTEMA/EXANTEMA CIANOSE/CIANEMA ANGIOMA TELANGIECTASIA CONTEÚDO SÓLIDO PÁPULA PLACA NÓDULO CISTO TUMORAÇÃO VEGETAÇÃO CERATOSE ESCLEROSE LIQUENIFICAÇÃO INFILTRAÇÃO CONTEÚDO LÍQUIDO VESICULA BOLHA PÚSTULA URTICA EDEMA CADUCAS ESCAMA CROSTA ESCARA SOLUÇÃO DE CONTINUIDADE EROSÃO EXULCERAÇÃO ULCERA FISSURA FÍSTULA SEQUELAS ATROFIA CICATRIZ 6 SEMIOLOGIA DE PELE E ANEXOS – MONITORIA 2019.2 JULIANO BARROS, LUÍSA RANIERI, RAFAELA PINHO E VINÍCIUS SOUZA 1. Lesões por modificação da cor Mancha ou mácula é toda e qualquer alteração da cor da pele, sem relevo, independentemente da sua natureza, causa ou mecanismo. ✓ Manchas Pigmentares ▪ Mancha acrômica: ausência de melanina ▪ Mancha hipocrômica: diminuição de melanina ▪ Mancha hipercrômica: excesso de melanina ▪ Por pigmentos endógenos • Hiperbilirrubinemia: icterícia • Caroteno: tonalidade amarelada (xantocromia) 7 SEMIOLOGIA DE PELE E ANEXOS – MONITORIA 2019.2 JULIANO BARROS, LUÍSA RANIERI, RAFAELA PINHO E VINÍCIUS SOUZA ▪ Por pigmentos exógenos • Tatuagens • Medicamentos: clofazamina (cor escura), antimaláricos (cor amarelada), amiodarona (tonalidade azul – acinzentada) ✓ Púrpuras (pigmento hemático) ocorrem nos casos de hemorragias, em geral dérmicas e, menos frequentemente, hipodérmicas, levando a uma modificação da cor da pele, do vermelho ao amarelado e castanho, dependendo da evolução do tempo da hemorragia. Podem ser classificadas em 4 tipos: ▪ Petéquia: lesão purpúrica puntiforme; em geral múltipla 8 SEMIOLOGIA DE PELE E ANEXOS – MONITORIA 2019.2 JULIANO BARROS, LUÍSA RANIERI, RAFAELA PINHO E VINÍCIUS SOUZA ▪ Víbice: lesão purpúrica linear; sempre de natureza traumática ▪ Equimose: lesão purpúrica em lençol e, portanto, de dimensões maiores que a petéquia e víbice. ▪ Hematoma: grandes coleções, ocorre abaulamento local. É de origem traumática. Muitas vezes, pode ter a mesma expressão clínica da equimose. 9 SEMIOLOGIA DE PELE E ANEXOS – MONITORIA 2019.2 JULIANO BARROS, LUÍSA RANIERI, RAFAELA PINHO E VINÍCIUS SOUZA 2. Lesões por alterações vasculares Estão relacionadas com alterações dos vasos sanguíneos ✓ Transitórias ▪ Eritema e enantema: Eritema (na pele) e enantema (nas mucosas) são caracterizados pela cor avermelhada, mais ou menos intensa, em decorrência de afluxo maior de sangue arterial consequente a hiperemia ativa. O eritema em áreas extensas recebe o nome de EXANTEMA ▪ Cianose e cinema: Cianose (na pele) e cianema (nas mucosas) são identificados pela coloração azulada da pele que se manifesta quando a concentração de hemoglobina é reduzida no sangue. bem observada nas extremidadesdigitais, no leito ungueal, nas orelhas e nas conjuntivas. 10 SEMIOLOGIA DE PELE E ANEXOS – MONITORIA 2019.2 JULIANO BARROS, LUÍSA RANIERI, RAFAELA PINHO E VINÍCIUS SOUZA ✓ Permanentes ▪ Angioma: caracterizam-se pelo aumento do número de vasos; podem ser planas ou elevadas; dependendo do aspecto ou da cor ganham sua especificação ▪ Telangiectasia: é uma dilatação permanente do calibre de pequenos vasos 11 SEMIOLOGIA DE PELE E ANEXOS – MONITORIA 2019.2 JULIANO BARROS, LUÍSA RANIERI, RAFAELA PINHO E VINÍCIUS SOUZA 3. Lesões elementares de conteúdo sólido ✓ Pápula Lesão de consistência dura, superficial, que mede, geralmente, menos de 5 mm. Provoca certa elevação e, ao involuir, não deixa cicatriz. PLACAS são lesões elevada, em platô, que surgem como consequência da confluência de numerosas pápulas. ✓ Tubérculo Lesão de consistência dura, elevada, medindo, em geral, mais de 5 mm. Resulta da infiltração de células mesenquimais ao nível de toda a derme e, consequentemente, deixando, muitas vezes, cicatriz ao sofrer involução 12 SEMIOLOGIA DE PELE E ANEXOS – MONITORIA 2019.2 JULIANO BARROS, LUÍSA RANIERI, RAFAELA PINHO E VINÍCIUS SOUZA ✓ Nódulo Lesão de consistência endurecida, de dimensões variáveis, por vezes visível à simples inspeção, outras vezes reconhecida exclusivamente pela palpação, decorrente do aumento do número de células na derme, em geral profunda e/ou ao nível da hipoderme ✓ Cisto Cistos são nódulos de superfície lisa, de consistência não endurecida e, em geral, circundados por cápsula de linhagem epitelial. ✓ Tumoração Nodosidade ou tumoração são empregados como sinônimos e servem para descrever lesões maiores que 3 cm. Opta-se, nesta obra, pelo termo nodosidade, pois não necessariamente a lesão é de natureza neoplásica, tumoral ✓ Vegetação Lesão que cresce para o exterior em função da hipertrofia de algumas papilas dérmicas ▪ Verrucosa: é seca, pois a epiderme que a recobre está íntegra, inclusive com grande aumento da camada córnea 13 SEMIOLOGIA DE PELE E ANEXOS – MONITORIA 2019.2 JULIANO BARROS, LUÍSA RANIERI, RAFAELA PINHO E VINÍCIUS SOUZA ▪ Condilomatosa: é úmida, porque a epiderme apresenta-se com a camada córnea normal ou diminuída, tornando possível, assim, que haja exosserose; ocorre nas mucosas ou nas dobras ✓ Ceratose Trata-se de um espessamento superficial da epiderme decorrente da proliferação exclusiva da camada córnea. A superfície das ceratoses costuma ser áspera e esbranquiçada ✓ Esclerose É o endurecimento da pele consequente à proliferação de tecido colágeno que dificulta o pregueamento 14 SEMIOLOGIA DE PELE E ANEXOS – MONITORIA 2019.2 JULIANO BARROS, LUÍSA RANIERI, RAFAELA PINHO E VINÍCIUS SOUZA ✓ Liquenificação É uma lesão, em geral circunscrita, produzida por espessamento da pele, que passa a evidenciar com maior nitidez todos os seus sulcos e saliências. É consequente ao ato de coçar prolongado e frequente. ✓ Infiltração Corresponde a um espessamento circunscrito ou difuso da pele. Quando decorrente do aumento do número de células, pode ser de natureza tumoral (neoplásica) ou inflamatória (hanseníase, leishmaniose etc.) 15 SEMIOLOGIA DE PELE E ANEXOS – MONITORIA 2019.2 JULIANO BARROS, LUÍSA RANIERI, RAFAELA PINHO E VINÍCIUS SOUZA 4. Lesões elementares de conteúdo líquido ✓ Vesícula Corresponde a um elemento circunscrito de pequenas dimensões (alguns milímetros), com conteúdo seroso citrino fazendo uma pequena saliência cônica ao nível da pele Presença de bolhas e vesículas ✓ Bolha (Flictena) Corresponde a um elemento líquido (seroso) de dimensões bem maiores (centímetros) e costuma ser maior que a vesícula, fazendo saliência em abóbada 16 SEMIOLOGIA DE PELE E ANEXOS – MONITORIA 2019.2 JULIANO BARROS, LUÍSA RANIERI, RAFAELA PINHO E VINÍCIUS SOUZA ✓ Pústula Corresponde a um elemento de conteúdo líquido purulento de dimensões variáveis. Abscesso é a coleção de pus na profundidade dos tecidos. ✓ Urtica É de tamanho variável (alguns milímetros a centímetros), fazendo saliência na pele, com coloração que varia do eritematoso ao anêmico ✓ Edema Os edemas podem ser decorrentes de: ▪ distúrbios onco-hidrostáticos: nesse tipo, a pele apresenta-se lisa, normotérmica, indolor, deixando fóvea ▪ insuficiência na rede linfática (linfedema): nesse caso, o edema é duro, e, portanto, não deixa fóvea. Quando crônico, a pele pode ter aspecto verrucoso ou musgoso. ▪ inflamação: nesse caso, a pele apresenta-se com calor, rubor e dor. Pode acompanhar inúmeros processos infecciosos. Em geral, todos os elementos de conteúdo líquido, ao involuírem, não deixam cicatriz, a não ser no caso de abscesso. 17 SEMIOLOGIA DE PELE E ANEXOS – MONITORIA 2019.2 JULIANO BARROS, LUÍSA RANIERI, RAFAELA PINHO E VINÍCIUS SOUZA 5. Lesões elementares caducas ✓ Escama É uma solução de continuidade de trajeto linear, em geral sinuoso, que muitas vezes se inicia a partir de estruturas profundas ou mesmo da hipoderme, através da qual há eliminação de material necrótico e de outros elementos ✓ Crosta Decorre do ressecamento de exsudato, seja seroso, purulento (crosta melicérica) ou hemático (crosta hemática) 18 SEMIOLOGIA DE PELE E ANEXOS – MONITORIA 2019.2 JULIANO BARROS, LUÍSA RANIERI, RAFAELA PINHO E VINÍCIUS SOUZA ✓ Escara Trata-se de uma lesão por necrose do tecido, de cor negra em seu estágio final. Apresenta graus variáveis de espessura, chegando a planos profundos (osso). 6. Lesões elementares por solução de continuidade ✓ Erosão Trata-se de uma solução de continuidade do tegumento, por mecanismo patológico superficial que compromete apenas a epiderme. Já a escoriação é a ruptura da continuidade por mecanismo traumático 19 SEMIOLOGIA DE PELE E ANEXOS – MONITORIA 2019.2 JULIANO BARROS, LUÍSA RANIERI, RAFAELA PINHO E VINÍCIUS SOUZA ✓ Exulceração Corresponde a uma erosão mais profunda, acometendo a derme papilar ✓ Ulcera/ulceração É um processo da mesma natureza que o anterior, porém com maior profundidade, pois pode atingir toda a derme, até mesmo a hipoderme, o músculo e o osso 20 SEMIOLOGIA DE PELE E ANEXOS – MONITORIA 2019.2 JULIANO BARROS, LUÍSA RANIERI, RAFAELA PINHO E VINÍCIUS SOUZA ✓ Fissura É uma solução de continuidade linear e estreita ✓ Fistula É uma solução de continuidade de trajeto linear, em geral sinuoso, que muitas vezes se inicia a partir de estruturas profundas ou mesmo da hipoderme, através da qual há eliminação de material necrótico e de outros elementos 21 SEMIOLOGIA DE PELE E ANEXOS – MONITORIA 2019.2 JULIANO BARROS, LUÍSA RANIERI, RAFAELA PINHO E VINÍCIUS SOUZA 7. sequelas ✓ Atrofia Redução da espessura da pele em decorrência da diminuição do número ou do tamanho das células, ao nível de qualquer camada da pele ✓ Cicatriz É uma sequela, de dimensões as mais variadas, decorrente da proliferação de tecido fibroso, e não deve ser confundida com reparação, pois nesta a pele volta a apresentar suas características originais. As cicatrizes podem ser atróficas, hipertróficas ou queloidianas. A diferenciação entre cicatriz hipertrófica e queloide é que nesta a proliferação fibroblástica ultrapassa os limites do trauma desencadeante e, portanto, atinge maior dimensão, podendo chegar a grandes dimensões. Queloide 22 SEMIOLOGIA DE PELE E ANEXOS – MONITORIA 2019.2 JULIANO BARROS, LUÍSA RANIERI, RAFAELA PINHO E VINÍCIUS SOUZA DESCRIÇÃO DAS LESÕES ELEMENTARES ▪ Quanto ao tipo de erupção: A erupção está relacionada ao aparecimento de uma ou mais lesões elementares(elemento eruptivo), independente da modalidade. Monomorfas: presença de apenas um tipo eruptivo. Como exemplo temos a herpes simples, causando o aparecimento de vesículas. Polimorfas: presença de vários tipos de elementos eruptivos. Como exemplo tempos o lúpus eritematoso sistêmico, podendo ser polimorfa, já que podemos observar eritema, purpura, bola, atrofia, etc. Podendo estar presentes ao mesmo tempo. Localização: Local onde a lesão está localizada anatomicamente. Ex: localizada na região posterior do antebraço, na região dorsal do pé… QUANDO NÃO DER PRA IDENTIFICAR O LOCAL: Podemos colocar em pele glabra (sem pelos) ou em pele pilosa (presença dos folículos pilosos e dos pelos.) Distribuição: Por onde se distribui a lesão nos segmentos anatômicos 1. Simétrica ou Assimétrica: avaliar se as lesões se apresentam distribuídas igualmente dos dois lados do corpo. 2. Localizadas: Regional, Segmentar ou Folicular 3. Universal: quando a distribuição das lesões compromete toda a pele. Comum em reações alérgicas. 4. Generalizada: Distribuição das lesões é de grande extensão, porem havendo partes intercaladas com a pele sã. 5. Em áreas expostas. Tamanho: Tamanho da lesão. Nesse caso quando houver mais de uma lesão, podemos utilizar a da lesao de maior diametro. É importante avaliar o tamanho da lesão, ja que algumas vão ser diferenciadas de acordo com o seu tamanho. Limites: Limite entre a área lesionada pela lesão e a pele sã Nítidos: Quando conseguimos visualizar com clareza o ponto de limite entre a pele sã e a pele lesionada Não Nítidos: não há clareza na visualização do limite entre pele acometida e pele sã 23 SEMIOLOGIA DE PELE E ANEXOS – MONITORIA 2019.2 JULIANO BARROS, LUÍSA RANIERI, RAFAELA PINHO E VINÍCIUS SOUZA Contornos: Trajeto realizado pela lesão. 1. Irregulares 2. Regulares Bordas: UTILIZADO SOMENTE PARA ÚLCERAS 1. Elevadas 2. Hiperemiadas 3. Edemaciadas 4. Purulentas 5. Em borda de piscina Superficie da lesão: Pode palpar caso seja preciso 1. Áspera 2. Lisa 3. Rugosa Coloração da pele em torno da lesão: podem assumir diferentes formas em um mesmo tipo de lesão 1. Eritematoso 2. Limpo 3. Hipercrômico 4. Hipocrômico 5. Violáceo 24 SEMIOLOGIA DE PELE E ANEXOS – MONITORIA 2019.2 JULIANO BARROS, LUÍSA RANIERI, RAFAELA PINHO E VINÍCIUS SOUZA Morfologia das lesões: A forma que a lesão assume. 1. Anular: morfologia anelar, em forma de anel. Como exemplo temos a sarcoidose. 2. Circinada: Em circulo, formato circular, apresentando um centro ``curado``. Exemplo: dermatofitose. 3. Numular: Arredondada, toda preenchida, semelhante a uma moeda. 4. Em íris ou em alvo: Lesão com centro eritematoviolaceo, circundando por um halo mais claro e a borda externa mais eritematosa. 5. Serpeginosa: Como um rastro de uma serpente. Exemplo: Larva migrans 6. Puntiforme: em pontos. 7. Discoide: Em formato de disco. 8. Em placa: Elevada e plana, extensão grande. 9. Umbilicada: Lesao deprimida no centro 10. Pedunculada: Lembra um saco, mole e tem uma base pequena. 11. Acuminada: Lesão pontiaguda 12. Arciforme: Lesão em formato de arco 25 SEMIOLOGIA DE PELE E ANEXOS – MONITORIA 2019.2 JULIANO BARROS, LUÍSA RANIERI, RAFAELA PINHO E VINÍCIUS SOUZA Organização: Forma na qual a lesão encontra-se organizada. 1. Linear: disposta linearmente. 2. Zosteriforme: Linear, mas segue o trajeto de um dermatomo. 3. Herpetiforme: Lesões de conteúdo LÍQUIDO agrupadas. 4. Agminata: Lesões organizadas de maneira agrupada. 5. Reticulada ou Retiforme: Dispostas em rede sobre a pele. 6. Confluentes: Lesões que se sobrepoem sobre as outras. Comum em bolhas. 7. Coalescentes: Lesões que se aproximam apontando pra uma mesma direção. Relevo: Usado somente para as lesões de conteúdo sólido 1. Acuminado: Pontiaguda 2. Umbilicado: Lesão deprimida no centro. 3. Pendunculado: Lembra um saco, base pequena 4. Plano 5. Arredondando 6. Verrucoso: Períodos intercalados de depressões. 7. Séssil: diâmetro da base é menor do que do topo da lesão, superfície plana Conteúdo do exsudato: utilizado pra descrever o conteúdo presente nas lesões de conteúdo líquido 1. Citrino: Material límpido, transparente, formado principalmente por água e sais. 2. Purulento: Presença de material purulento, comum das pústulas 3. Hemático: Presença de sangue, coloração avermelhada 4. Seroso: Ultrafiltrado do plasma sanguineo, transparente. 26 SEMIOLOGIA DE PELE E ANEXOS – MONITORIA 2019.2 JULIANO BARROS, LUÍSA RANIERI, RAFAELA PINHO E VINÍCIUS SOUZA Forma de progressão das lesões: Comos elas evoluem com o tempo. 1. Fagedênica: Quando a lesão é maior em extensao do que em profundidade. Como exemplo as manchas. 2. Terebrante: Quando a lesão é mais profunda do que extensa em comprimento. Como exemplo as ulceras. 3. Centrífuga: Cresce do centro pra periferia. 4. Centrípeta: Cresce da periferia pro centro.