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1 Ana Beatriz Monteiro Medicina – UFAL P2 Diabetes Mellitus Compreender a fisiopatologia do diabetes; O diabetes melito não é uma entidade patológica única, mas, em vez disso, um grupo de distúrbios metabólicos que compartilham a característica subjacente comum de hiperglicemia. A hiperglicemia no diabetes resulta de defeitos na secreção de insulina, na ação da insulina ou, mais comumente, de ambos Diabetes Mellitus tipo 1: Caracterizada pela deficiência absoluta de secreção de insulina provocada pela destruição das células beta pancreáticas, geralmente resultante de ataque autoimune. Corresponde a aproximadamente 10% de todos os casos de diabete melito. Fisiologia normal da glicose: Obs: A captação da glicose por outros tecidos periféricos, mais notadamente o cérebro, é independente da insulina. O diabetes do tipo 1 é uma doença autoimune na qual a destruição das ilhotas é provocada primariamente por células efetoras imunes reagindo contra antígenos endógenos das células beta. O diabetes do tipo 1 mais comumente se desenvolve na infância, torna-se manifesto na puberdade e progride com a idade. A maior parte dos pacientes com diabetes do tipo 1 depende de insulina exógena para a sua sobrevivência; sem a insulina, eles desenvolvem graves complicações, como a cetoacidose e o coma. Embora o início clínico do diabetes do tipo 1 seja abrupto, essa doença, na verdade, resulta de um ataque autoimune às células beta que geralmente começa muitos anos antes que a doença se torne evidente. A anomalia imunológica fundamental no diabetes do tipo 1 é a perda da autotolerância nas células T. a patogenia do diabetes do tipo 1 envolve a interação da suscetibilidade genética com fatores ambientais. o principal locus para o diabetes do tipo 1 se localiza na região cromossômica que codifica as moléculas MHC classe II no 6p21 (HLA-D). fatores ambientais, especialmente as infecções, estam envolvidos no diabetes do tipo 1, determinados vírus (vírus da caxumba, rubéola e coxsackie B, em particular) podem constituir um fator desencadeante inicial. Diabetes Melito tipo 2: O diabetes do tipo 2 (DT2) é provocado por uma combinação de resistência periférica à ação da insulina com a resposta compensatória inadequada de secreção de insulina pelas células beta pancreáticas (deficiência insulínica relativa). Aproximadamente 80-90% dos pacientes apresentam diabetes do tipo 2. Os dois defeitos metabólicos que caracterizam o diabetes do tipo 2 são (1) a redução da capacidade dos tecidos periféricos de responderem à insulina (resistência insulínica) e (2) a disfunção das células beta, que se manifesta como secreção inadequada de insulina em face da resistência insulínica e da hiperglicemia. 2 Ana Beatriz Monteiro Medicina – UFAL P2 Resistência insulínica: Caracterizada por redução da captação de glicose pelo músculo, redução da glicólise e da oxidação dos ácidos graxos no fígado, e incapacidade de suprimir a gliconeogênese hepática. Poucos fatores desempenham um papel tão importante no desenvolvimento da resistência insulínica quanto à obesidade. Vias que levam à resistência insulínica: 1. FFAs (excesso de ácidos graxos livres) – correlação inversa entre os FFAs plasmáticos de jejum e a sensibilidade insulínica. Os triglicerídeos intracelulares são potentes inibidores da sinalização insulínica e resultam em um estado de resistência insulínica adquirida. 2. Inflamação - importante fator na patogenia do diabetes do tipo 2 porque estimula citocinas pró-inflamatórias que são secretadas em resposta ao excesso de nutrientes como os FFAs) resulta tanto em resistência insulínica periférica quanto em disfunção das células beta. citocina interleucina IL-1b medeia a secreção de citocinas pró-inflamatórias 3. Tecido adiposo – Adipocinas: liberam IL-1b e outras citocinas pró-inflamatórias na circulação em resposta ao excesso de FFAs. Adiponectina é uma adipocina com ação sensibilizante à insulina, que provavelmente atua moderando a resposta inflamatória. 3 Ana Beatriz Monteiro Medicina – UFAL P2 Complicações do Diabetes e Manifestações Clínicas 4 Ana Beatriz Monteiro Medicina – UFAL P2 →A combinação entre polifagia e perda ponderal é paradoxal e deve sempre apontar para a possibilidade diagnóstica de diabetes. →Em pacientes com diabetes do tipo 1, desvios da ingesta dietética normal, atividade física fora do habitual, infecção ou qualquer outra forma de estresse podem rapidamente influenciar o traiçoeiramente frágil equilíbrio metabólico, predispondo a pessoa afetada à cetoacidose diabética. 5 Ana Beatriz Monteiro Medicina – UFAL P2