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Apostila Direito do Consumidor - AV1 - COMPLETO

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o mínimo 7 dias e máximo de 30 dias. 
OBS.: Nos contratos de adesão é preciso ter uma 
cláusula específica tratando sobre a flexibilização do 
prazo. 
 
• O que o consumidor fará após adquirir um 
produto com vício??? 
 
Seguindo a ordem abaixo o consumidor deve: 
 
1. Fazer uma reclamação e essa não precisa 
ter nenhuma formalidade; 
 
2. Assim serão dadas algumas opções para o 
consumidor, essas presentes no §1º do art. 
18, essas são: 
 
 
19 
 Substituição do produto por outro 
da mesma espécie, marca e 
modelo ou substituição por produto 
de outra espécie, marca ou modelo 
(se o produto for mais caro o 
consumidor paga a diferença, bem 
como se for mais barato o 
consumidor tem direito de receber 
a diferença); 
 Restituição da quantia paga (sem 
prejuízo de eventuais perdas e 
danos); 
 Abatimento proporcional do preço. 
 
No hipótese apresentada no §3º do artigo 18 é 
possível que o consumidor tenha validada alguma as 
opções acima imediatamente, não precisando 
aguardar o prazo de flexível de 30 dias, essa 
situação será possível em 3 casos: 
 Substituição das partes viciadas 
comprometer o produto; 
 Diminui o valor ao sanar o vício; 
 Quando o produto por essencial (ex.: 
remédio). 
 
Obs.: Nessa hipótese não há direito a troca. 
 
Vício do Produto por QUANTIDADE : 
 
 
A inobservância da quantidade do produto colocado 
no mercado de consumo, fará com que seja possível 
a responsabilidade solidária dos fornecedores, 
conforme disciplina o Art. 19 do CDC: 
 
Art. 19. Os fornecedores respondem 
SOLIDARIAMENTE pelos vícios de quantidade do 
produto sempre que, respeitadas as variações 
decorrentes de sua natureza, seu conteúdo líquido 
for inferior às indicações constantes do recipiente, 
da embalagem, rotulagem ou de mensagem 
publicitária, podendo o consumidor exigir, 
alternativamente e à sua escolha: 
 
I. o abatimento proporcional do preço; 
 
II. complementação do peso ou medida; 
 
III. a substituição do produto por outro da 
mesma espécie, marca ou modelo, sem os 
aludidos vícios; 
 
IV. a restituição imediata da quantia paga, 
monetariamente atualizada, sem prejuízo de 
eventuais perdas e danos. 
 
§ 1° Aplica-se a este artigo o disposto no § 4° do 
artigo anterior. 
 
§ 2° O fornecedor imediato será responsável quando 
fizer a pesagem ou a medição e o instrumento 
utilizado não estiver aferido segundo os padrões 
oficiais. 
 
Aqui o legislador não previu prazo para que o 
fornecedor sane vício do produto por quantidade, 
então, entende a doutrina que as alternativas podem 
ser imediatamente escolhidas pelo consumidor. Essas 
alternativas estão expostas nos incisos do art. 19. 
 
Ex.: Alexandre vai a uma lanchonete com sua 
namorada Cecília, chegando lá ambos pedem 
hamburgueres, uma porção de fritas, um copo de 
suco e um refrigerante de coca. Quando o pedido 
chega até a mesa Alexandre percebe que o seu 
copo de refri veio com um exagero de gelo, quase 
sem refrigerante, onde ele basicamente estaria 
pagando pelo gelo. Assim ele reclama, pedindo para 
que seja retirado um pouco do gelo e complementado 
com o refrigerante. 
 
 
Pontua o autor Daniel Amorim: “Aqui aplica-se a 
regra da solidariedade, entre todos os envolvidos 
com a prestação. Em outras palavras, se um serviço 
contratado tiver sido mal prestado, responderão 
todos os envolvidos. Nos termos do § 2º do art. 20 
do CDC, são considerados como impróprios os 
serviços que se mostrem inadequados para os fins 
que razoavelmente dele se esperam, bem como, 
aquele que não atendam as normas regulamentares 
 
 
20 
de prestabilidade. Em casos tais, enuncia o caput do 
mesmo preceito legal que o prestador de serviços 
responde pelos vícios de qualidade que os tornem 
impróprios ao consumo ou lhes diminuíam o valor, 
assim como por aqueles decorrentes da disparidade 
com as indicações constantes da oferta ou 
mensagem publicitária”. 
 
Art. 20. O fornecedor de serviços responde pelos 
vícios de qualidade que os tornem impróprios ao 
consumo ou lhes diminuam o valor, assim como por 
aqueles decorrentes da disparidade com as 
indicações constantes da oferta ou mensagem 
publicitária, podendo o consumidor exigir, 
alternativamente e à sua escolha: 
 
I. a reexecução dos serviços, sem custo 
adicional e quando cabível; 
 
II. a restituição imediata da quantia paga, 
monetariamente atualizada, sem prejuízo de 
eventuais perdas e danos; 
 
III. o abatimento proporcional do preço. 
 
§ 1° A reexecução dos serviços poderá ser confiada 
a terceiros devidamente capacitados, por conta e 
risco do fornecedor. 
 
§ 2° São impróprios os serviços que se mostrem 
inadequados para os fins que razoavelmente deles 
se esperam, bem como aqueles que não atendam as 
normas regulamentares de prestabilidade. 
 
Aqui o legislador não previu prazo para que o 
fornecedor sane vício do serviço. Mas expos 
alternativas reparatórias, essas se encontram nos 
incisos do artigo ascendente, vejamos de forma mais 
detalhada cada uma delas: 
 
• Reexecução do serviço: o fornecedor fará o 
serviço novamente sem custo adicional; 
 Aqui é possível que a reexecução pode 
ser feita por um terceiro, por exemplo, 
após a instalação de uma piscina pela 
empresa Blue Space S.A, a contratante 
Viviane, reparou que havia uma 
rachadura no fundo da mesma. Assim 
ela pede a empresa que contrate uma 
empresa terceira para realizar a 
reparação, pois não gostou do serviço e 
se estressou muito com a primeira 
empresa contratada. 
 
• Restituição da quantia paga: é clara e direta, 
aqui a restituição deve ser atualizada, mas é 
difícil que aconteça na prática; 
 
• Abatimento proporcional do valor. 
 
O artigo 20 trata sobre os vícios de QUALIDADE em 
relação responsabilidade civil pelo vício do SERVIÇO, 
já sobre os vícios de quantidade o Código do 
Consumidor não previu hipóteses. Então, em casos 
que isso aconteçam será utilizada a analogia, nos 
levanto aos artigos 19 e 20 do CDC, sendo aplicadas 
as mesmas regas. Um exemplo de vício de quantidade 
de um serviço é um pintor, que foi contratado para 
realizar a pintura de toda casa (área externa e 
interna), só entrega a pintura da parte interna do 
imóvel. Nesse caso, como já falado, seriam utilizados 
os artigos 19 e 20 por analogia, assim vamos 
relembrar as alternativas apresentadas nesses 
artigos: 
1. Complementação; 
 
2. Restituição; 
 
3. Abatimento no preço. 
Garantia 
 
Garantia – substantivo feminino, definido como: 
aquilo que assegura que algo vá ser cumprido. 
Quando adquirimos um serviço ou produto 
esperamos que o estipulado no acordo das partes 
se cumpra, por exemplo, quando compramos um 
celular é esperado que ele tenha um bom 
funcionamento, sem demais problemas e caso isso 
não venha a ocorrer é esperado que seja efetivada 
uma garantia, uma segurança sobre a compra 
realizada. 
 
 
 
21 
No código do consumidor estão especificadas duas 
modalidades de garantia, essas são: 
 
 
Art. 24. A garantia legal de adequação do produto 
ou serviço independe de termo expresso, vedada a 
exoneração contratual do fornecedor. 
 
Art. 25. É vedada a estipulação contratual de 
cláusula que impossibilite, exonere ou atenue a 
obrigação de indenizar prevista nesta e nas seções 
anteriores. 
 
§ 1° Havendo mais de um responsável pela causação 
do dano, todos responderão solidariamente pela 
reparação prevista nesta e nas seções anteriores. 
 
§ 2° Sendo o dano causado por componente ou peça 
incorporada ao produto ou serviço, são responsáveis 
solidários seu fabricante, construtor ou importador 
e o que realizou a incorporação. 
 
Art. 26. O direito de reclamar pelos vícios 
APARENTES ou DE FÁCIL CONSTATAÇÃO caduca 
em: 
 
I. trinta dias, tratando-se de fornecimento de 
serviço e de produtos não duráveis; 
 
II. noventa dias, tratando-se de fornecimento 
de serviço e de produtos duráveis. 
 
§ 1° Inicia-se a contagem do PRAZO DECADENCIAL a 
partir da entrega efetiva do produto ou do término 
da execução dos serviços. 
 
§ 2° Obstam

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