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CLÍNICA MÉDICA 01-03-21 INICIO ECG

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CLÍNICA MÉDICA 01-03-21:
ELETROCARDIOGRAMA:
Registro eletrocardiográfico dos impulsos elétricos que acontecem no coração e que isso representa a contratilidade cardíaca e se caso tenha alguma alteração (como fibrose, ou algo na contratilidade, se tem hipertrofia, bloqueio) ele vai mostrar. 
Nó sinusal fica na transição entre a veia cava superior e o átrio direito, e nele que inicia o estimulo elétrico (através dos feixes intermodais ele vai atravessar todo esse átrio tanto o Direito como o Esquerdo e vai chegar no ventrículo). Para acontecer esse estimulo no Nó sinusal não preciso de nenhum estimulo ou comando externo para funcionar, ele tem um AUTOMATISMO (gera impulsos de forma autônoma – o automatismo médio é de 70-75 bpM mas varia de pessoa para pessoa).
OBS O nó sinusal apesar de não precisar de nada para ter seu automatismo pode ser que o parassimpático e o simpático em algumas situações mudem seu ritmo (simpático: pessoa leva um susto e isso faz com que o coração tenha uma taquicardia; parassimpático: pessoa está relaxada vai levar a uma bradicardia). 
A partir do momento que tenho o estimulo elétrico e a passagem dele pelos átrios vai acontecer a DESPOLARIZAÇÃO ATRIAL (no eletro ela é representada pela onda P).
ONDA P: onda positiva que precede o QRS. Representa a despolarização do átrio. 
A ONDA P está na fase da diástole ventricular (relaxamento ventricular) e na seta vemos que nessa fase há o enchimento rápido do ventrículo (aumento do volume ventricular) pela contração desse átrio e também na linha acima gera a onda A (no circulo) do pulso venoso com um pouquinho de aumento da pressão no ventrículo por conta da contração atrial.
Nessa fase de diástole ventricular temos a abertura das válvulas atrioventriculares (mitral e tricúspide) para o sangue passar do átrio para o ventrículo e as semilunares estão fechadas para que não tenha o refluxo pulmonar e aórtico (senão temos uma insuficiência aórtica e uma pulmonar). 
Entre o nó sinusal e o nó atrioventricular (estrutura que interliga os estímulos dos átrios para os ventrículos) temos os feixes intermodais (transmitem um estimulo elétrico do nó sinusal para o nó atrioventricular para que essa transmissão seja mais rápida) e também tem um feixe que sai do nó sinusal e vai para o átrio esquerdo que é chamado de feixe de bachmann (despolariza no átrio esquerdo).
A primeira parte da onda P é representada pela despolarização do átrio direito, já a segunda parte dessa onda é representada pela despolarização do átrio esquerdo. 
 
VCS: veia cava superior. AD: átrio direito. CD: coronária direita. 
Vias internodais: nó sinusal para o nó atrioventricular. Via intra-atrial: é de um átrio para o outro. 
Tempo de duração é o comprimento dela (na horizontal – cada quadradinho na vertical vale 1mm - 0,1mv e na horizontal medimos a voltagem 0,04 s – 40 ms). 
Nesse exemplo então temos 2mm na vertical (altura) e 80ms na horizontal (comprimento).
Primeira parte da onda P é feita pela despolarização do AD como mostra no desenho acima e depois a despolarização do AE.
Temos o nó atrioventricular, feixe de his, ramo direito e ramo esquerdo estruturas que fazem a conexão para despolarizar o ventrículo e origina a sístole ventricular.
QRS: despolarização ventricular (sístole ventricular). Esse complexo não precisa necessariamente ter as três ondas.
Se eu estiver fazendo uma ausculta cardíaca na onda QRS vai representar o TUM (primeiro som cardíaco – inicio da sístole – TUM significa o fechamento das válvulas atrioventriculares). A linha de pressão mostra o aumento da pressão inicial (na fase de contração isovolumétrica – quando a linha está subindo), a fase de ejeção é quando a linha chega lá no topo e depois temos a diminuição de pressão (que ocorre quando a linha desce). Na linha de volume ventricular temos uma curva inversa, pois na fase da contração isovolumétrica o volume permanece estável pois as válvulas ainda estão fechadas contudo a partir do momento que vence a pressão da raiz da aorta o volume é ejetado então o volume começa a cair e ai começa novamente o ciclo cardíaco novamente. 
Válvulas mitrais e tricúspides estarão fechadas e a válvula troncopulmonar e aorta estarão abertas. 
OBS: Sopro sistólico no foco aórtico – é um sopro de estenose ou de insuficiência aórtica? Na sístole temos a válvula aórtica aberta, contudo temos um sopro nela e isso quer dizer que ela não esta abrindo completamente e isso é uma ESTENOSE. TEM MAIS SOBRE ISSO NO FINAL.
As válvulas estão ancoradas no septo fibroso. 
No sistema de condução manda quem tem maior automatismo. 
Propriedade decremental:capacidade de lentificar o impulso elétrico – isso é importante para que eu tenha um intervalo entre a contração do átrio e ventrículo.
 
Desde o inicio da despolarização do átrio até o inicio da despolarização do ventrículo tenho o intervalo P-R, isso é importante, pois tem algumas bradi-arritimias que altera ela. Então esse intervalo é do inicio da onda P até o inicio da onda Q. 
OBS: conforme vou descendo o sistema de condução vai ficando menor o automatismo dessa estrutura. 
Coronária direita através da descendente posterior (DP) como da coronária esquerda através da descendente anterior (DA). EX: quando temos um infarto anterior extenso que obstrui a coronária lá em cima pode ter um bloqueio de ramo esquerdo mostrando uma gravidade muito alta para esse paciente 
 
EX: quando tiver um bloqueio de ramo direito ou esquerdo não vamos conseguir utilizar essas fibras de Purkinje/rede endocárdica, ai a despolarização vai se dar de célula a célula, isso vai ser mais lento então vai alterar o QRS e deixa-lo mais alargado. 
· A na seta: onda Q
· B: onda R 
· C: onda R e onda S
· D: onda Q, onda R e onda S
· E: onda R, onda S e onda R’ 
· F: onda R, S, R’ e S’
· G: onda QS
Na maior parte R’ é patológica, principalmente em bloqueio de ramo. 
 
Diástole ventricular (relaxamento) é representada pela letra T.
A contração é rápida, já o relaxamento é algo mais demorado.
A porção inicial da onda P é ascendente e mais lenta, depois a parte descendente é mais rápida. 
Conseguimos ver o segmento ST que do final do QRS ao inicio da onda T ele é importante nas síndromes isquêmicas como no infarto (com supra desnivelamento do segmento ST; com infra desnivelamento do segmento ST).
Alteração em distúrbios hidroeletrolíticos ou até mesmo em síndromes genéticas que causam a morte súbita (paciente que morre dormindo, que morre com um susto, que morre fazendo uma atividade física) faz aumentar o intervalo QT (QT longo).
O normal é que a onda T seja assimétrica em que a primeira porção seja mais lenta (subida) e depois mais rápida (descida). 
A onda U não é presente em todos os ECG e não é obrigatório e representa a fase final da repolarização ventricular que nem sempre se identifica. 
Estimulo elétrico e seu caminho pela seta até chegar no ápice do coração com isso ele dá o sentido do eixo elétrico (que sai da direita e vai para a esquerda; que sai de cima e vai para baixo; que vem de trás e vem para frente).
Tudo que chega perto da ponta da seta (como um eletrodo) vai ser positivo, já o eixo se afastando da ponta vai ser negativo.
 IRRIGAÇÃO:
 
Segunda imagem: Coronária direita sai lá do seio coronariano que dá volta no coração e emite a descendente posterior e a ventricular posterior.
Na bola temos o tronco da coronária esquerda, na seta a descendente anterior (que tem os ramos diagonais e também as septais que está ali no meio que será aquelas que vão perfurar o septo interventricular e acabam irrigando essa parte) e a outra será a circunflexa (que tem os ramos marginais)
NSA: nó sinoatria. NAV: nós atrioventricular. 
A voltagem é representada pela letra N (ex: fiz um ECG com voltagem bem pequena em que o QRS veio bem suprimido, em que não consigo identificar onda P, então podemos dobrar o ganho desse ECG, então vão falar para dobrar o N que vai ser para dobrar a voltagem)
Não precisamos mexer na velocidade, pois normalmente é um padrão que não se mexe. 
“Juntando 5 quadradinhos