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a definição política do país no qual operam. Isto 
porque elas são entidades que buscam lucratividade, ao passo que o papel do Estado é providen-
ciar as condições necessárias para que a empresa possa se estabelecer e realizar seus negócios.
exemplO
Uma empresa norte-americana, que pretende abrir uma filial de uma cadeia de lan-
chonetes no Brasil, deve estar atenta à legislação ambiental, tributária, civil e traba-
lhista. Além disso, ela deve estar devidamente regularizada em órgãos de esfera 
municipal, estadual e federal. 
Figura 2 – Definições políticas internacional do RSC.
Fonte: ChameleonsEye/Shutterstock.com
FIque AtentO!
Antes de examinar a questão do relacionamento entre ética e as diferentes políticas 
e países no exterior, ou seja, a globalização, faz-se necessário estudar os funda-
mentos teóricos das relações internacionais. Economia, política, ética e responsa-
bilidade social estão intimamente relacionados, sendo todos os itens importantes 
objetos de estudo do comportamento humano.
Outro importante fator é a Responsabilidade Ambiental. Conforme Gomes e Moretti (2007), 
é essencial que as empresas socialmente responsáveis busquem modelos de gestão ambiental 
adequados, contendo itens como indicadores para análise de desempenho ambiental, certifica-
ções e prevenção de incidentes e acidentes ambientais, além do controle do descarte.
Ainda segundo Gomes e Moretti (2007), alguns elementos são preponderantes para a RSC, 
pois as empresas buscam adequar-se não somente ao meio em que atuam, mas também em 
outras áreas de atividades sustentáveis. Como as normas para analisar o desempenho das ações 
sociais das empresas, questões relacionadas à segurança e saúde no trabalho, qualidade de vida 
dos trabalhadores, marketing social (endógeno e exógeno), agenda positiva (ou seja, agenda que 
realiza várias ações voltadas diretamente para o bem estar da sociedade e funcionários) função 
da Responsabilidade Social Corporativa, chamada empresa do bem.
Figura 3 – Responsabilidade social, corporativa e ambiental.
Fonte: tonefotografia/Shutterstock.com
Para organizações socialmente responsáveis há, também, a prestação de informações. As 
empresas precisam divulgar seus resultados de forma isenta e idônea, seja por meio de balanços 
de demonstrativos de resultados de exercícios, nos casos de empresas de capital aberto, seja por 
meio dos novos balanços sociais. 
Segundo Srour (2008), as empresas que tem parceria com associações da sociedade civil 
devem demonstrar suas ações e os valores de suas atividades, deixando claro quais são os reais 
ganhos para a sociedade, por meio do balanço social.
SAIbA mAIS!
Segundo Gomes e Moretti (2007), a RSC deve ser contabilizada e, para tanto, devem-
se apresentar os números para os stakeholders sobre o que foi positivo ou negativo 
nas iniciativas sustentáveis. Para saber mais sobre o tema balanço social, leia a 
obra “A responsabilidade e o social: uma discussão sobre o papel das empresas”, 
de Adriano Gomes e Sérgio Moretti.
2 evolução de Responsabilidade Social Corporativa
Segundo Gomes e Moretti (2007), a RSC passou por algumas etapas até chegar ao ponto que 
conhecemos hoje. A seguir, confira a explicação para cada estágio! 
 • Anos 1930 a 1970. Com o crescimento do consumo e da industrialização em níveis 
mundiais, as empresas e países começaram a pensar nas possibilidades de criarem 
regras, normas e leis que pudessem frear práticas desleais de comércio, antiéticas e 
estimular a transparência nas transações.
 • Anos 1980 a 2000. Empresas começaram a adequar seus produtos e ações de marke-
ting empresarial a ações responsáveis para com as comunidades que atuam. Houve 
também a criação de modelos de processos, como ISO9000 (2015) e ISO14000, para 
certificar processos gerenciais e ambientais.
 • Anos 2000 até os dias atuais. Criação das chamadas empresas do bem, e ranking de 
atuação de empresas sustentáveis, além da criação e utilização dos balanços sociais.
SAIbA mAIS!
Devemos compreender que a RSC diz respeito a um fenômeno que impõe limites 
à atuação empresarial. Alguns argumentam, entretanto, que ao invés de delimitar 
as ações, a RSC pode acabar por potencializar o poder das empresas. Para saber 
mais sobre o tema, leia o artigo: “Responsabilidade Social Corporativa: Limites 
e Possibilidades”, de Jocimari Tres Schroeder e Ivani Schroeder, disponível em: 
<http://www.scielo.br/pdf/raeel/v3n1/v3n1a01>.
Podemos concluir, portanto, que o conceito de RSC sofreu transformações ao longo do 
século XX, sendo aperfeiçoado de acordo com o contexto social e econômico vigente. 
Figura 4 – A busca pela melhoria nos processos.
Fonte: Biz Idea Production/Shutterstock.com 
Fechamento
Nesta aula, você teve a oportunidade de aprender sobre as empresas que possuem respon-
sabilidade social no âmbito corporativo e ambiental, atuando por meio de códigos de conduta e 
ética internos. Aqui, você pôde: 
 • aprender sobre Responsabilidade Social Corporativa (RSC);
 • conhecer o conceito de balanço social;
 • entender o conceito de ética aplicado à RSC;
 • entender como ocorreu a evolução da RSC no decorrer dos anos.
Referências
ARRUDA, Maria Cecília Coutinho; WHITAKER, Maria do Carmo; RAMOS, José Maria Rodriguez. 
Fundamentos de Ética Empresarial e Econômica. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2009.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRAS DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 16001, Responsabilidade social - Sis-
tema da gestão, 2004. Disponível em: <http://www.inmetro.gov.br/qualidade/responsabilidade_
social/norma_nacional.asp>. Acesso em: 20 ago. 2016. 
GOMES, Adriano, MORETTI, Sérgio. A responsabilidade e o social: uma discussão sobre o papel 
das empresas. São Paulo: Saraiva, 2007.
SCHROEDER, Jocimari Tres; SCHROEDER, Ivanir. Responsabilidade Social Corporativa: Limites e 
Possibilidades. RAE-eletrônica, v. 3, n. 1, art. 1 jan/jun. 2004, São Paulo: Fundação Getulio Vargas 
(FGV) – Escola de Administração de Empresas de São Paulo. Disponível em: <http://www.scielo.
br/pdf/raeel/v3n1/v3n1a01>. Acesso em: 20 ago. 2016.
SOCIAL ACCOUNTABILITY INTERNATIONAL. SA8000. Disponível em: <http://www.sa-intl.org/
index.cfm?fuseaction=page.viewpage&pageid=1689>. Acesso em: 20 ago. 2016.
SROUR, Robert Henry. Ética Empresarial: O Ciclo Virtuoso dos Negócios. 3. ed. Rio de Janeiro: 
Elsevier, 2009. 
______. Ética Empresarial: A Gestão da Reputação. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. 
Gestão ambiental e sustentabilidade
Rogério Dias Chaves
Introdução
Você já ouviu falar em gestão ambiental? Entende sua importância para a sustentabilidade do 
meio ambiente? Sabe como pode contribuir para alcançarmos esta proteção? Nesta aula, aprofun-
daremos nosso conhecimento em relação à gestão ambiental e ao conceito de sustentabilidade.
Objetivos de aprendizagem
Ao final desta aula, você será capaz de:
 • conhecer o que são e quais são os objetivos das políticas ambientais para uma gestão 
ambiental;
 • compreender o conceito de sustentabilidade;
 • reconhecer o papel individual e coletivo na construção de uma sociedade sustentável.
1 Políticas para a gestão ambiental
Um conceito de gestão ambiental pública amplamente utilizado no Brasil é o que foi apresen-
tado no seminário sobre a Formação do Educador para atuar no Processo de Gestão Ambiental, 
realizado em Brasília, em 1995. 
Gestão ambiental pública é um processo de mediação de interesses e conflitos entre ato-
res sociais que agem sobre os meios físico-natural e construído. Este processo de media-
ção define e redefine, continuamente, o modo como os diferentes atores sociais, através de 
suas práticas, alteram a qualidade do meio ambiente e também, como se distribuem na so-
ciedade os custos e os benefícios decorrentes da ação destes agentes (IBAMA, 1995, p. 6).
Políticas de gestão ambiental são conjuntos de iniciativas, definições e ações direcionadas 
à

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