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Prova Doenças Infecciosas e parasitárias 1B

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1. De acordo com as doenças fúngicas e bacterianas em felinos, CARACTERIZE a possível lesão que a imagem demonstra, os possíveis diagnósticos diferenciais e ELABORE um esquema terapêutico para essa provável etiologia. *
Esporotricose cutânea disseminada. 
O diagnóstico diferencial inclui diversas doenças bacterianas e fúngicas,
condições neoplásicas e infecções parasitária, como pioderma, micobacteriose, nocardiose, actinomicose, criptococose, neoplasia, etc.
O diágnóstico é baseado em três pontos importantes; 
-Citopatologia: deve ser feita associada a histopatologia ou a cultura. É a impressão aspiratória com uma agulha fina, do conteúdo do nódulo para análise.
- Histopatologia (fecha o diagnóstico): Utilizando o saca bocado ou excisional 
- Cultura: cultura do MO para identificação
Tratamento contínuo com Itraconazol, via oral, 10mg/kg, uma vez ao dia, durante 4 a 8 semanas após a cura do animal.
2. Um gato, SRD, de 3 meses de idade, está apresentando diarreia e vômito há 2 dias, tem apatia e anorexia. O animal não é vacinado e se encontra em estado de inconsciência mental. A leucometria total apresentou 300 leucócitos/μL de sangue. EXPLIQUE qual é o seu provável diagnóstico e JUSTIFIQUE sua resposta. ESCLAREÇA sobre quais medidas devem ser adotadas em relação aos cuidados e desinfecção de sua clínica/hospital. * O provável diagnóstico é Panleucopenia Viral Felina, dado as características marcantes da doença em sua forma hiperaguda em animais com 3 a 5 meses de idade, citadas na anamnese do animal, como a leucopenia, a inconsciência (coma), ausência de vacina, diarreia e vômito. Animais com suspeita, ou diagnosticados, devem ser separados dos demais, e as baias do hospital/clínica e fômites, devem ser extremamente higienizados, afim de evitar a disseminação do vírus, essa higienização pode ser feita com hipoclorito ou glutaraldeído, com ação de 10 min no mínimo.
3. Numa pesquisa realizada em tecidos de 638 gatos necropsiados, foram encontrados 13 casos (2,03%) de peritonite infecciosa felina. Oito desses casos (61,53%) eram da forma efusiva ou úmida, e 5 apresentavam a forma seca ou não-efusiva da doença. A idade dos gatos afetados variou de 2 meses a 3 anos. Doze gatos (92,30%) eram de raças puras, cinco deles (38,47%) eram oriundos de ambientes onde havia mais de um gato e três eram provenientes de um mesmo gatil. A duração da doença clínica foi de 7 a 45 dias e os sinais clínicos incluíram emagrecimento, anorexia, diarreia, icterícia, vômito, linfadenopatia e distúrbios neurológicos. Os achados de necropsia na forma úmida incluíam excesso de líquido viscoso (50ml a 1 litro), translúcido ou levemente opaco na cavidade peritoneal e, em um caso, na cavidade torácica. Exsudato fibrinoso cobria as superfícies serosas dos órgãos abdominais dando-lhes aspecto granular e brancacento. Na forma seca, havia múltiplos focos granulomatosos sob a superfície serosa e para o interior do parênquima de órgãos abdominais; esses achados eram particularmente proeminentes nos rins. Opacidade de córnea foi observada em um gato. Histologicamente, havia graus variáveis de vasculite e perivasculite piogranulomatosa, particularmente em arteríolas. Meningite ou meningoencefalite piogranulomatosa foram observadas em três gatos com a forma seca de peritonite infecciosa felina.De acordo com a coronavirose, em um animal com suspeita de PIF, CARACTERIZE qual a metodologia utilizada, que não a histopatológica, para a realização do diagnóstico e que permite a confiabilidade de mais de 98% em animais positivos. *
Existem critérios de diagnóstico, os quais caracterizam-se pela alteração nos valores de referência de linfopenia, hiperglobulinemia e titulação FCoV. Se todos esses critérios forem compreendidos a chance de ser PIF é de 88,9%, e se não forem a chance é de 98,8% de não ser PIF.
Linfopenia (<1.500/uL)
Hiperglobulinemia (> 5,1 g/dL)
FCoV (_> 1:160)
4. Convulsões ocorrem devido à lesões irritativas nos neurônios da região proencefálica (tálamo-cortex), constatando-se uma perda de consciência, decúbito, movimentos tônico-clônicos, enrijecimento de mandíbula, espasmos faciais e sinais autonômicos (midríase, salivação, micção). Embora não seja tão frequente como nos cães, as inúmeras possibilidades etiológicas devem ser discorridas e compreendidas para o diagnóstico em um felino com convulsão. As principais causas de convulsão em felinos são as encefalites, principalmente as virais, tumores e lesões por encefalopatias isquêmicas. As causas tóxicas, como envenenamentos, podem ser comuns, dependendo da região e estilo de vida do animal. Outras causas que devemos incluir são as nutricionais (deficiência de tiamina), meningoencefalites não-supurativas, infecções fúngicas e protozoárias e também traumas cranianos. Causas metabólicas e a epilepsia idiopática são raras em felinos.De acordo com o texto, CARACTERIZE duas causas infecciosas que podem causar convulsões em gatos. *
-Peritonite infecciosa felina (PIF): Na sua forma não efusiva a PIF causa, meningoencefalite granulomatosa multifocal, distúrbios neuronais, convulsões, hidrocefalia, etc.
- Panleucopenia viral felina: Em neonatos causa convulsão, além de ataxia, incordenação motora, perda de equilíbrio, perda de reflexo,tremores intencionais cabeça, etc.