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AULA - QUINTO DIA - ESTRUTURA ORGANIZACIONAL BRASILEIRA (Direito Facar)

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AULA 7-8
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DO ESTADO BRASILEIRO
TITULO III DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: 
Da Organização do Estado (Arts. 18 ao 43)
06.03.2018 
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Prefeitura de Aracaju decreta ponto facultativo no Carnaval
“O prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) assinou nesta segunda-feira (25) o decreto que estabelece o ponto facultativo nos órgãos, entidades e empresas da administração no dias 4, 5 e 6 de março, período em que ocorre o Carnaval.”
(G1, 25/02/2019)
Governo do Estado decreta ponto facultativo no Carnaval
“O governador Belivaldo Chagas decretou ponto facultativo em todas as repartições e órgãos estaduais da administração direta e indireta nos dias 04, 05 e 06 de março, conforme o decreto estadual de número 40.208, de 19 de dezembro de 2018, em virtude das festividades de Carnaval.”
(Infonet, 26.02. 2019)
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1. ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA
Diz respeito à divisão espacial e vertical do Poder, ao estabelecer a organização territorial do Estado brasileiro (forma de Estado), que é uma federação - e não um Estado unitário - e adota o federalismo cooperativo. O federalismo confere a seguinte autonomia aos entes federados locais: auto-organização e autolegislação, autogoverno e auto-administração.
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1.2 CARACTERÍSTICAS DA AUTONOMIA POLÍTICO-ADMINISTRATIVA
Auto-organização e autolegislação: capacidade de elaborar Constituição (art. 25) ou Lei Orgânica (art. 29) e competência legislativa específica e mesmo concorrente (arts. 23 e 30).
Autogoverno: o Estado-membro possui Poder Legislativo próprio, organizado em Assembléia Legislativa; Poder Executivo, exercido pelo Governador e pelos Secretários; e Poder Judiciário, representado pelo Tribunal de Justiça, Tribunal de Justiça Militar (em poucos Estados) e juízes de primeiro grau (arts. 27, 28 e 125). Embora não tenha órgão judiciário, o Município detém Poder Executivo e Poder Legislativo próprios.
Autoadministração: bens e gestão próprios, autonomizados dos demais entes federados (servidores públicos estaduais, empresas públicas municipais etc.). Inclui a autonomia tributária, financeira e orçamentária, pois Estados e Municípios têm orçamentos (plano plurianual, LDO e LOA) e tributos exclusivos (impostos, taxas e contribuições).
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1.2 Alguns dispositivos constitucionais
CF, artigo 18: “A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição.”
Decorre de um princípio fundamental (art. 1º)
Constituição Federal, art. 155: “Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: “I - transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos; II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior; III - propriedade de veículos automotores.”
Constituição Federal, art. 156: “Compete aos Municípios instituir impostos sobre: I - propriedade predial e territorial urbana; II - transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição; III - serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, definidos em lei complementar.”
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1.3 Constituição de Sergipe - I
Art. 1º: “O Estado de Sergipe, unidade da República Federativa do Brasil, autônomo e constituído sob o regime da democracia representativa, rege-se por esta Constituição e leis que adotar dentro de sua competência e promoverá a defesa da cidadania, da dignidade da pessoa humana, da moralidade, da probidade e eficiência administrativas, dos valores sociais do trabalho, da livre iniciativa, objetivando a construção de uma sociedade democrática, livre, desenvolvida e justa.”
Art. 12: “O território do Estado de Sergipe é dividido em Municípios como unidades territoriais dotadas de autonomia política, administrativa e financeira, nos termos assegurados pela Constituição da República e por esta Constituição.”
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1.3 Constituição de Sergipe - II
“Art. 25. A administração pública, em todos os níveis e de qualquer dos Poderes do Estado e dos Municípios, estruturar-se-á e funcionará em obediência aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, transparência, razoabilidade, publicidade, eficiência e ao seguinte:
§ 4º. A administração pública é direta quando efetivada por órgão de qualquer dos Poderes do Estado.
§ 5º. A administração pública indireta é composta de: I - autarquia; II - sociedade de economia mista; III - empresa pública; IV - fundação pública; V - demais entidades de direito privado, sob o controle direto ou indireto do Estado.”
Art. 46: “Cabe à Assembléia Legislativa, com a sanção do Governador do Estado, não exigida esta para o especificado no art. 47, dispor sobre todas as matérias de competência do Estado e especialmente sobre: I - tributos, arrecadação e distribuição de rendas; II - plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamento anual, operações de crédito e da dívida pública (...).”
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1.4 Lei Orgânica de Aracaju - I
Art. 1º: “O MUNICÍPIO DE ARACAJU integra, com autonomia político-administrativa e financeira, o Estado de Sergipe, membro da República Federativa do Brasil.
Parágrafo Único – O município organiza-se e rege-se por esta Lei Orgânica e demais leis que adotar, observados os princípios constitucionais da República e do Estado.”
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1.4 Lei Orgânica de Aracaju - II
Art. 17: “São Poderes do Município, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo e o Executivo.
Parágrafo Único – Salvo as exceções previstas nesta Lei Orgânica, é vedado a qualquer dos Poderes delegar atribuições de seus membros aos integrantes do outro.”
Art. 18: “A autonomia do Município configura-se, especialmente, por meio de:
I – elaboração e promulgação da Lei Orgânica;
II – eleição do Prefeito e Vice-Prefeito;
III – organização de seu Governo e Administração”.
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1.5 Notícia
“Plenário mantém competência dos municípios de regulamentar aplicativos de transporte” (Câmara Notícias, 28.02.2018)
Projeto de Lei da Câmara 5.587/16 alterando a Lei 12.587/2012, que institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, redação final do art. 4º, X, da Câmara após aprovação de emenda no Senado: “transporte remunerado privado individual de passageiros: serviço remunerado de transporte de passageiros, não aberto ao público, por meio de veículos de aluguel, para a realização de viagens individualizadas ou compartilhadas solicitadas exclusivamente por usuários previamente cadastrados em aplicativos ou outras plataformas de comunicação em rede”.
Inclui também o art. 11-A da mesma Lei: “Compete exclusivamente aos Municípios e ao Distrito Federal regulamentar e fiscalizar o serviço de transporte remunerado privado individual de passageiros previsto no inciso X do art. 4º desta Lei no âmbito dos seus territórios.”
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1.6 Precedentes do STF
“A Constituição Federal conferiu ênfase à autonomia municipal ao mencionar os Municípios como integrantes do sistema federativo (art. 1º da CF/1988) e ao fixá-la junto com os Estados e o Distrito Federal (art. 18 da CF/1988). A essência da autonomia municipal contém primordialmente (i) autoadministração, que implica capacidade decisória quanto aos interesses locais, sem delegação ou aprovação hierárquica; e (ii) autogoverno, que determina a eleição do chefe do Poder Executivo e dos representantes no Legislativo. O interesse comum e a compulsoriedade da integração metropolitana não são incompatíveis com a autonomia municipal. O mencionado interesse comum não é comum apenas aos Municípios envolvidos, mas ao Estado e aos Municípios do agrupamento urbano.” (ADI 1.842, Pleno, 06.03.2013)
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“A regência dos vencimentos dos servidores estaduais decorre de normas do próprio Estado. Não cabe, sob o ângulo da isonomia, acionar legislação federal. “ (RE 459.128, 1ª Turma, 07.04.2009)