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04_Nocoes_de_Criminalistica

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dos locais de crime e do isolamento de local. 
(A) Para fins de exame do local do crime, a autoridade providenciará imediatamente para que não se 
altere o estado das coisas até a chegada dos peritos, que registrarão, no laudo, as alterações do estado 
das coisas, sendo-lhes vedado discutir, no relatório, as consequências dessas alterações na dinâmica 
dos fatos. 
(B) Entende-se por local interno aquele que não sofreu qualquer tipo de alteração e onde foi possível 
proceder a um isolamento satisfatório até a chegada do perito. 
(C) Quanto à área, o local será classificado de acordo com o tipo de ocorrência que o gerou, podendo 
ser local de morte violenta, de incêndio, de furto, de acidente, entre outros. 
(D) Locais relacionados são aqueles onde há maior concentração de vestígios da ocorrência do fato. 
(E) Os locais externos são subdivididos em área mediata externa e área imediata externa. 
 
03. (PC/SP - Auxiliar de Necropsia – VUNESP). O local de crime pode ser classificado segundo 
diversos critérios, dentre eles quanto à natureza da área, configurando- se como exemplo de local externo 
(A) garagens. 
(B) residências. 
(C) lojas. 
(D) apartamentos. 
(E) estádio de futebol. 
 
04. (PC/SP - Auxiliar de Necropsia – VUNESP/2014). Levantamento pericial de local de crime quanto 
à região de ocorrência, referindo-se isto quanto à área de maior concentração de vestígios da ocorrência 
do fato, é denominado de 
(A) imediato. 
(B) aberto. 
(C) interno. 
(D) preservado. 
(E) autônomo. 
 
05. (PC/SP - Auxiliar de Necropsia – VUNESP/2014). Local de crime em que o cenário do evento 
infracional e demais vestígios não foram alterados em nenhum dos seus aspectos é classificado como 
(A) aliterado. 
(B) violado. 
(C) conspurcado. 
(D) idôneo. 
(E) inidôneo. 
 
06. (PC/MG - Perito Criminal – FUMNARC). O estudo dos vestígios em um local de crime tem como 
objetivo, EXCETO: 
(A) estabelecer a dinâmica do evento. 
(B) trabalhar para a identificação da vítima. 
(C) reconstruir a cena do fato em apuração. 
(D) demonstrar subjetivamente a existência do fato delituoso. 
 
07. (IGP/RS - Auxiliar de Perícia – FDRH). Os levantamentos de locais de infrações penais, exigidos 
pelo Código de Processo Penal, são 
(A) o descritivo e o fotográfico. 
(B) o fotográfico e o topográfico. 
(C) o fotográfico e a perinecroscopia. 
(D) o fotográfico e o desenho (esquemático) do local. 
(E) o descritivo e o fototopográfico. 
 
08. (IGP/RS - Auxiliar de Perícia – FDRH). Verificar se houve, ou não, infração penal, qualificá-la, 
colher vestígios materiais, perenizar o estado dos locais e as posições relativas entre a vítima e os 
vestígios e destes entre si são 
(A) finalidades dos levantamentos dos locais. 
(B) exames dos fenômenos cadavéricos. 
(C) processos para determinar as áreas contíguas ao local do crime. 
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(D) processos para comprovar os depoimentos testemunhais. 
(E) exames perinecroscópicos. 
 
Respostas 
 
01. Resposta: A 
A preservação do local de crime e sua caracterização é um ponto de extrema relevância na demanda 
persecutória criminal, onde, o Código de Processo Penal Brasileiro, em seu artigo 6º, inciso I, já 
previamente citado, dispõe que logo que tiver conhecimento da prática da infração penal, a autoridade 
policial deverá dirigir-se ao local, providenciando que não se alterem o estado e conservação das coisas, 
até a chegada dos peritos criminais. 
 
02. Resposta: E 
São classificados em: 
a. Internos; 
b. Área Mediata Aberta; 
c. Área Imediata Interna; 
d. Externos; 
e. Área Mediata Externa; 
g Locais Relacionados. 
 
03. Resposta: E 
Ocorre em locais abertos, como por exemplo, a calçada, ruas e etc. Está exposto a intempéries (sol, 
chuva, vento e etc.). 
 
04. Resposta: A 
Área Imediata: é o local em que o crime, de fato ocorreu. 
 
05. Resposta: D 
É o local preservado, não houve nenhum tipo de violação e nenhum tipo de trânsito de pessoas ou 
veículos pelo local delimitado, permanece imaculado. 
 
06. Resposta: D 
A alternativa está errada pelo fato da perícia não levar em conta o elemento subjetivo, mas sim 
elementos concretos. 
 
07. Resposta: A 
São etapas compreendidas no levantamento pericial: 
1. Procedimentos anteriores ao exame; 
2. Procedimentos Preliminares; 
3. Levantamento Descritivo do Local; 
4. Levantamento Topográfico e confecção do croqui; 
5. Levantamento fotográfico completo; 
6. Coleta, identificação e preservação dos vestígios; 
7. Exame completo do cadáver e das vestes; 
8. Procedimentos finais e liberação do local; 
9. Acompanhamento da necropsia no IML. 
 
08. Resposta: A 
A finalidade das técnicas é em verificar se houve, ou não, infração penal, qualificá-la, colher vestígios 
materiais, perenizar o estado dos locais e as posições relativas entre a vítima e os vestígios. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Locais de morte: Conceituação; Morte violenta (homicídio, suicídio, acidente); Local de morte 
por arma de fogo; Local de morte por instrumentos contundentes, cortantes, perfurantes ou 
mistos; Morte produzida por queimadura; Morte por eletroplessão e fulminação; Morte provoca 
por asfixia. 
 
Conceituação 
 
Normalmente, o local de morte é chamado de local do crime. Mas, nem sempre o local de uma morte 
é necessariamente o local de um crime. 
Além das mortes criminosas, há também as mortes acidentais, naturais e oriundas de suicídios, e 
nessas hipóteses não dá para se falar em crimes. 
Segundo o ilustre doutrinador Odon Ramos Maranhão: A conceituação precisa ser ampla, pois ao 
tempo do inquérito é possível que não se disponha de elementos para estabelecer clara distinção entre 
crime, acidente, simulação e autolesões ou similares. Além disso, em certos casos pouco frequentes, 
porém exequíveis, trata-se de crime impossível (provocar lesões mortais num cadáver, p. ex.). 
Somente o estudo e análise cuidadosa dos indícios irá dizer se se trata de um homicídio, um suicídio, 
um acidente, etc. Logo, só se irá falar de “crime” a posteriori. 
O exame do local da morte, poderá ser denominado também de exame do local do fato, sugestão dada 
por Genival Veloso de França, ou perinecroscopia, expressão utilizada por Oscar Freire. 
 
O Código de Processo Penal determina no artigo 6º, inciso I, à autoridade policial, ante o pronto 
conhecimento da ocorrência de uma infração penal, dirigir-se ao local, providenciando para que não se 
altere o estado de conservação das coisas. 
O perito deverá proceder ao exame minucioso e circunstanciado do local, referindo: 
a) posição e situação do cadáver que deverão ser fotografados; 
b) a distância em que o cadáver se encontra de elementos de ordem material relacionados com o 
evento, como a arma de fogo, o agente contundente ativo, a impressão deixada pela marca do projétil, 
as manchas de sangue etc; 
c) a presença de pegadas, impressão digital, vestígios de luta etc. 
O local de morte, para perícia, tanto poderá ser interno ou fechado (quarto, banheiro, sala etc), ou 
externo ou aberto (estrada, campos, matas). 
Assim, a preservação do local, a elaboração das perícias através dos laudos periciais e a descrição 
minuciosa daquilo que foi observado podem representar a chave conclusiva de casos aparentemente sem 
solução. 
Geralmente o laudo vem instruído com fotos, facilitando o titular da futura ação penal quanto a 
visualização do local tal como foi encontrado. 
Em síntese, vislumbra-se que os peritos criminais têm atribuição para exame do local e instrumentos 
do crime, devendo efetuar o exame perinecroscópico para orientação de seus trabalhos, fotografando o 
corpo na posição em que for encontrado, bem como todas as lesões externas e vestígios deixados no 
local do crime, em obediência ao art. 164 do Código de Processo Penal. 
Cabe destacar aqui que não deve ser confundido o exame perinecroscópico com a necropsia, que é 
realizado por médico legista e exame

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