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04_Nocoes_de_Criminalistica

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periciais. 
III Na custódia externa, estão incluídas todas as etapas relacionadas à amostragem e ao 
processamento das análises referentes àquelas amostras submetidas à seleção e ao tratamento do 
vestígio ou do elemento de prova. 
IV Essas ações são isoladas e não integradas, ou seja: para cada uma das etapas da cadeia de 
custódia, que visam à manutenção da integridade e da idoneidade do vestígio, haverá de se proceder à 
respectiva documentação, em que devem estar contidos os nomes ou iniciais dos indivíduos que coletam 
e tramitam os vestígios, de cada pessoa ou entidade que os tenha custodiado subsequentemente, a data 
em que os itens foram coletados ou transferidos, o nome do órgão e da autoridade requisitante, o número 
da ocorrência, do inquérito ou do processo (se nesta fase existirem), o nome da vítima ou do suspeito e 
uma breve descrição do item. 
 
Assinale a alternativa correta. 
(A) Nenhum item está certo. 
(B) Apenas um item está certo. 
(C) Apenas dois itens estão certos. 
(D) Apenas três itens estão certos. 
(E) Todos os itens estão certos. 
 
02. (IGP/RS - Perito Criminal – FDRH). O que torna obrigatórios o isolamento e a custódia de locais 
de crime pela autoridade policial? 
(A) A tradição das análises criminalísticas. 
(B) As condições adversas do trabalho pericial. 
(C) A necessidade de remover o cadáver com urgência. 
(D) As exigências de normas do Código de Processo Penal. 
(E) O resguardo da segurança dos populares. 
 
Respostas 
 
01. Resposta: B 
Segundo CHASIN, a cadeia de custódia se divide em externa e interna: 
- a fase externa: seria o transporte do local de coleta até a chegada ao laboratório. 
- a fase interna: refere-se ao procedimento interno no laboratório, até o descarte das amostras. 
 
02. Resposta: D 
Dispõe o art. 6º, do CPP: “Logo que tiver conhecimento da prática da infração penal, a autoridade 
policial deverá: 
I - dirigir-se ao local, providenciando para que não se alterem o estado e conservação das coisas, até 
a chegada dos peritos criminais; 
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II - apreender os objetos que tiverem relação com o fato, após liberados pelos peritos criminais; 
III - colher todas as provas que servirem para o esclarecimento do fato e suas circunstâncias;” 
 
 
 
Ao falarmos em indícios e vestígios, não há uma denominação concisa sobre sua relação com a prova, 
tendo em vista que os civilistas adotam o termo presunções, enquanto os criminalistas usam a expressão 
indícios. 
 
Portanto, para diferenciá-los vale ressaltar a diferença entre ambos 
 
Indício é toda circunstância provada e conhecida, a partir da qual, por raciocínio lógico, pelo método 
indutivo, em que se obtém a conclusão sobre um fato. 
 
O indício possui natureza jurídica de provas, por mais que muitos doutrinadores contestem e discordem 
desse ponto de vista, uma vez que o legislador assim o enquadrou na legislação penal. Nada mais é do 
que uma prova indireta, de modo que é obtida através do raciocínio lógico. 
 
O artigo 239 do Código de Processo Penal traz: 
 
Art. 239. Considera-se indício a circunstância conhecida e provada, que, tendo relação com o fato, 
autorize, por indução, concluir-se a existência de outra ou outras circunstâncias. 
 
Todo indício tem relação com a sua colocação no tempo, geralmente diz respeito ao passado, não se 
refere a um termo futuro. Os indícios pesam-se e não se contam. 
 
Ao tratarmos da perícia, os indícios das marcas materiais do delito podem identificar o meio, tempo, 
lugar e autoria da infração. 
 
Vestígio é qualquer marca, traço, rastro, mancha, sinal considerada de modo impreciso. De forma 
abrangente, tudo que puder ser encontrado no local do fato e que pode ou não ter relação com a natureza 
jurídica do evento ou vier a ser utilizado como meio de prova. 
 
Presunções são os julgamentos, as opiniões pessoais, convicções ou suspeitas são baseadas nos 
indícios, vestígios e circunstâncias. 
Podemos considerar como presunção de um assassinato, a arma no local do crime, sinais de sangue 
pelo chão. 
 
Classificação dos indícios materiais e vestígios 
 
Os vestígios e indícios materiais podem ser organizados de acordo com alguns critérios. Trata-se de 
divisão exemplificativa, pois vários são os vestígios e indícios, aqui abordaremos os mais comuns: 
 
 propositais 
 
Quanto ao modo de produção acidentais 
 
 
 visíveis 
 
Quanto à percepção latentes 
 
 
 
 
 
 
6. Vestígios de interesse Forense. 
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 perenes 
 
Quanto à durabilidade persinstentes 
 
 fugazes 
 
a. Propositais e acidentais 
 
Os vestígios e indícios materiais são os deliberadamente deixados no local por alguma finalidade. A 
finalidade de um vestígio ou indício proposital não é a de provar um fato, mas apenas de indicar 
determinada qualidade ou condição de maneira a torná-las conhecidas de plano, por meio da identificação 
imediata do símbolo característico. 
 
O interesse desse tipo de indício e vestígio apenas têm interesse quando se destinam a comprovar a 
autenticidade de alguma coisa em confronto com similares ou quando configuram uma simulação. 
Na simulação, o autor de um fato definido como crime pode tentar destruir eventuais evidências 
existentes ou deixar, no local, provas falsas, como a carta forjada de suicídio, impressões da vítima que 
tentem confundir as investigações. 
 
Ao tentar remover os vestígios, outros são produzidos e posteriormente apreciados pelo perito. Quando 
houver falsas provas introduzidas no processo, um exame minuciosos irá demonstrar sua inconsistência. 
 
Os vestígios e materiais acidentais são aqueles produzidos de forma involuntária pelo agente. São 
exemplos: impressões digitais, manchas de material orgânico, sinais de luta, projéteis de arma de fogo. 
 
b. Perceptíveis e latentes 
 
Os perceptíveis são os vestígios e indícios materiais que podem ser diretamente captados pelos 
sentidos humanos, não precisando ter auxílio de qualquer artifício ou aparelho. 
 
Os latentes reclamam a utilização de técnicas ou aparelhos especiais para serem observados e 
aproveitados. Nesta categoria temos as manchas de esperma, os microrresíduos que são deixados pelo 
disparo de arma de fogo. 
 
c. Perenes, persistentes e fugazes 
 
Os vestígios perenes são materiais que não desaparecem com o tempo, apenas serão destruídos por 
evento natural incomum e de grandes proporções, pela ação do homem. Podemos citar como exemplos 
as ossadas, os danos decorrentes de acidentes automobilísticos. 
 
Os persistentes, por sua vez, não reclamam a ação imediata do perito na sua recolha, já que 
permanecerão indeléveis por um período mais ou menos longo, permitindo sua apreciação tardia. 
Podemos citar como exemplo as manchas de sangue em tecidos, pelos, fibras. 
 
Os fugazes desaparecem com maior facilidade, é o caso das marcas de pneus e pegadas, substâncias 
voláteis. 
 
Questões 
 
01. (SEGPLAN/GO - Perito Criminal – FUNIVERSA/2015). Quanto à maneira como os vestígios são 
percebidos (percepção dos vestígios) na cena do crime, assinale a alternativa correta. 
(A) Podem ser classificados como vestígios latentes, materiais, de forma, de impressão, de situação e 
relativos. 
(B) Os vestígios relativos são aqueles que só podem ser percebidos após serem revelados, como, por 
exemplo, a impressão digital em um vidro de um carro ou a imagem contida em um filme fotográfico. 
(C) Vestígios que podem ser percebidos diretamente e ainda guardam uma relação direta com o fato 
em análise são classificados como absolutos. 
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(D) Vestígios de impressão podem ser reproduzidos, de forma quase idêntica, pelo instrumento que o 
produziu, tendo como exemplo as impressões de pneus ou de calçados e das estrias e microestrias nas 
superfícies de projetis de arma de fogo.

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