Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Brasília-DF. 
IntradermoterapIa, preenchImento 
FacIal, toxIna BotulínIca, 
carBoxIterapIa, 
mIcroagulhamento e crIolIpólIse
Elaboração
Juliana Tironi Machado
Produção
Equipe Técnica de Avaliação, Revisão Linguística e Editoração
Sumário
APRESENTAÇÃO ................................................................................................................................. 6
ORGANIZAÇÃO DO CADERNO DE ESTUDOS E PESQUISA .................................................................... 7
INTRODUÇÃO.................................................................................................................................... 9
UNIDADE I
MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA ................................................................................. 11
CAPÍTULO 1
INTRODUÇÃO À INTRADERMOTERAPIA .................................................................................... 11
CAPÍTULO 2
MEDICAMENTOS UTILIZADOS NA INTRADERMOTERAPIA ............................................................ 17
CAPÍTULO 3
PROTOCOLOS E TÉCNICAS DE APLICAÇÃO DE INTRADERMOTERAPIA: SUGESTÕES DE 
PROTOCOLOS DE INTRADERMOTERAPIA .................................................................................. 41
CAPÍTULO 4
CLASSIFICAÇÃO DE GORDURA LOCALIZADA ......................................................................... 61
UNIDADE II
PREENCHIMENTO FACIAL ..................................................................................................................... 68
CAPÍTULO 1
INTRODUÇÃO AO PREENCHIMENTO FACIAL ........................................................................... 68
CAPÍTULO 2
TÉCNICAS DE APLICAÇÃO DE PREENCHEDORES .................................................................... 82
UNIDADE III
TOXINA BOTULÍNICA ........................................................................................................................... 113
CAPÍTULO 1
INTRODUÇÃO À TOXINA BOTULÍNICA .................................................................................... 113
CAPÍTULO 2
TIPOS DE TOXINA BOTULÍNICA ............................................................................................... 118
CAPÍTULO 3
ANATOMIA ........................................................................................................................... 122
CAPÍTULO 4
RESULTADOS DE APLICAÇÃO DA TOXINA BOTULÍNICA ............................................................ 126
UNIDADE IV
PEIM ................................................................................................................................................. 136
CAPÍTULO 1
PROCEDIMENTO ESTÉTICO INJETÁVEL PARA MICROVASOS .................................................... 136
UNIDADE V
INFUSÃO CONTROLADA DE CO2 ................................................................................................................................................................................... 142
CAPÍTULO 1
INTRODUÇÃO E HISTÓRIA DA INFUSÃO CONTROLADA DE CO2 ................................................................................ 142
CAPÍTULO 2
CARBOXITERAPIA E SUAS APLICAÇÕES ................................................................................. 151
CAPÍTULO 3
CARBOXITERAPIA NAS ALTERAÇÕES ESTÉTICAS ...................................................................... 156
UNIDADE VI
MICROAGULHAMENTO ...................................................................................................................... 179
CAPÍTULO 1
INTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 179
CAPÍTULO 2
OS MECANISMOS DA MICROPUNTURA ................................................................................. 184
CAPÍTULO 3
APLICAÇÃO DA MICROPUNTURA .......................................................................................... 194
UNIDADE VII
CRIOLIPÓLISE .................................................................................................................................... 199
CAPÍTULO 1
INTRODUÇÃO À CRIOLIPÓLISE .............................................................................................. 199
CAPÍTULO 2
OS MECANISMOS DA CRIOLIPÓLISE ..................................................................................... 202
CAPÍTULO 3
INDICAÇÕES DE CRIOLIPÓLISE ............................................................................................. 206
UNIDADE VIII
ENDERMOLOGIA – DERMOTONIA ...................................................................................................... 212
5
CAPÍTULO 1
ENTENDENDO A ENDERMOLOGIA ........................................................................................ 212
CAPÍTULO 2
TÉCNICAS ............................................................................................................................ 216
CAPÍTULO 3
TIPOS DE PROTOCOLO ......................................................................................................... 220
PARA (NÃO) FINALIZAR ................................................................................................................... 225
REFERÊNCIAS ................................................................................................................................ 226
6
Apresentação
Caro aluno
A proposta editorial deste Caderno de Estudos e Pesquisa reúne elementos que se 
entendem necessários para o desenvolvimento do estudo com segurança e qualidade. 
Caracteriza-se pela atualidade, dinâmica e pertinência de seu conteúdo, bem como pela 
interatividade e modernidade de sua estrutura formal, adequadas à metodologia da 
Educação a Distância – EaD.
Pretende-se, com este material, levá-lo à reflexão e à compreensão da pluralidade 
dos conhecimentos a serem oferecidos, possibilitando-lhe ampliar conceitos 
específicos da área e atuar de forma competente e conscienciosa, como convém 
ao profissional que busca a formação continuada para vencer os desafios que a 
evolução científico-tecnológica impõe ao mundo contemporâneo.
Elaborou-se a presente publicação com a intenção de torná-la subsídio valioso, de modo 
a facilitar sua caminhada na trajetória a ser percorrida tanto na vida pessoal quanto na 
profissional. Utilize-a como instrumento para seu sucesso na carreira.
Conselho Editorial
7
Organização do Caderno 
de Estudos e Pesquisa
Para facilitar seu estudo, os conteúdos são organizados em unidades, subdivididas em 
capítulos, de forma didática, objetiva e coerente. Eles serão abordados por meio de textos 
básicos, com questões para reflexão, entre outros recursos editoriais que visam tornar 
sua leitura mais agradável. Ao final, serão indicadas, também, fontes de consulta para 
aprofundar seus estudos com leituras e pesquisas complementares.
A seguir, apresentamos uma breve descrição dos ícones utilizados na organização dos 
Cadernos de Estudos e Pesquisa.
Provocação
Textos que buscam instigar o aluno a refletir sobre determinado assunto antes 
mesmo de iniciar sua leitura ou após algum trecho pertinente para o autor 
conteudista.
Para refletir
Questões inseridas no decorrer do estudo a fim de que o aluno faça uma pausa e reflita 
sobre o conteúdo estudado ou temas que o ajudem em seu raciocínio. É importante 
que ele verifique seus conhecimentos, suas experiências e seus sentimentos. As 
reflexões são o ponto de partida para a construção de suas conclusões.
Sugestão de estudo complementar
Sugestões de leituras adicionais, filmes e sites para aprofundamento do estudo, 
discussões em fóruns ou encontros presenciais quando for o caso.
Atenção
Chamadas para alertar detalhes/tópicos importantes que contribuam para a 
síntese/conclusão do assunto abordado.
8
Saiba mais
Informações complementares para elucidar a construção das sínteses/conclusões 
sobre o assunto abordado.
Sintetizando
Trechoque busca resumir informações relevantes do conteúdo, facilitando o 
entendimento pelo aluno sobre trechos mais complexos.
Para (não) finalizar
Texto integrador, ao final do módulo, que motiva o aluno a continuar a aprendizagem 
ou estimula ponderações complementares sobre o módulo estudado.
9
Introdução
Esta, sem dúvida, é a apostila mais aguardada pelos alunos deste curso. A partir 
de resoluções específicas, alguns cursos foram capazes de habilitar profissionais a 
entrar na área dos procedimentos estéticos injetáveis. Desse modo, esta apostila 
disponibilizará a vocês conhecimentos sobre quais ativos são usados na área da estética 
para tratamentos de disfunções estéticas e seu modo de aplicação. Também serão 
abordadas as técnicas de preenchimento com ácido hialurônico e toxina botulínica, 
carboxiterapia, microagulhamento, Procedimento Estético Injetável para Microvasos 
(PEIM), criolipólise e endermologia. Esses são tratamentos tanto faciais quanto 
corporais para obter conhecimento fisiológico e clínico ao mesmo tempo.
A partir disso, o aluno poderá ter conhecimento teórico e domínio sobre as técnicas 
exigidas pelos seus respectivos conselhos na área de estética, poderá saber quais 
medicações devem ser usadas para uma finalidade específica, seja para rejuvenescimento, 
gordura localizada ou celulite e o porquê disso.
Objetivos
 » Promover o conhecimento fisiológico, farmacológico e terapêutico 
das técnicas de intradermoterapia, aplicação de toxina botulínica, 
preenchimento facial e bioestimulação de colágeno, criolipólise e PEIM.
 » Compreender o mecanismo de ação das técnicas de intradermoterapia, 
aplicação de toxina botulínica, preenchimento facial e bioestimuladores 
faciais, criolipólise e PEIM.
 » Compreender o método de aplicação mais atual das técnicas de 
intradermoterapia, aplicação de toxina botulínica, preenchimento facial 
e bioestimuladores faciais, criolipólise e PEIM.
 » Ter domínio teórico sobre os procedimentos injetáveis.
10
11
UNIDADE I
MESOTERAPIA 
– INJETÁVEIS 
INTRADERMOTERAPIA
CAPÍTULO 1
Introdução à Intradermoterapia
Linha do tempo da mesoterapia
A mesoterapia também é denominada Intradermoterapia. Ela é uma técnica bastante 
utilizada pelos profissionais da área da saúde estética, pois os resultados obtidos são 
extremamente relevantes e sua aplicação é relativamente simples. Porém, com o objetivo 
de compreender melhor os princípios que envolvem os tratamentos que utilizam a 
intradermoterapia, faz-se necessário ter um conhecimento prévio sobre os processos 
históricos que fundamentaram a técnica.
400 a.C: Hipócrates teria usado folha de figueira da Barbária (cacto) para tratar dores 
no ombro de um pastor local. No entanto, chineses já usavam essa técnica há 2.000 
anos com martelos guarnecidos de pontas, denominada, acupuntura (LE COZ, 2012).
1793: foi comprovada a ação terapêutica de substâncias injetáveis, pelo Dr. Pravaz (LE 
COZ, 2012).
1832: o Dr. Pravaz inventa a seringa e a agulha oca (LE COZ, 2012).1900: na França, 
surge o “Ressuscitador”, aparelho que contém numerosas agulhas maciças fixadas. 
Com a ajuda de um sistema elástico essas numerosas agulhas são espetadas na pele, 
por unguento (LE COZ, 2012).
1910: na Bélgica, o Dr. Lemaire observa aplicações de procaína para tratar neuralgias, 
e, mais tarde, Leriche aplica procaína em gânglios e tendões dolorosos (LE COZ, 2012).
1948 a 1950 → os drs. Pistor e Lebel expandem as infiltrações locais de procaína para 
diversas áreas de aplicações (LE COZ, 2012).
12
UNIDADE I │ MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA
1952→ marco da mesoterapia – Dr. Pistor trata um sapateiro asmático com uma injeção 
de 10 mL de procaína por via intravenosa. No entanto, não há melhora evidente da 
dispneia, enquanto que a surdez dele diminui. Desse modo, Pistor teve a ideia de injetar 
localmente, ou seja, próximo ao lóbulo da orelha, doses baixas de procaína que resultou 
em diminuição substancial da surdez (LE COZ, 2012).
1953 → a técnica de Pistor é divulgada e muitos o procuram, no entanto, ele observa que a 
técnica não é eficaz para todos os pacientes surdos que ele trata. Entretanto, ele observa 
melhora em outros aspectos, por exemplo: dores da articulação temporomandibular 
são eliminadas, eczemas do conduto auditivo desaparecem e os zumbidos são reduzidos 
(LE COZ, 2012).
1953 a 1958→ os locais de injeção se multiplicam, promovendo a descoberta de outras 
indicações (LE COZ, 2012).
1958→ o nome mesoterapia é proposto na imprensa médica em um artigo publicado 
na revista La Presse Medicale em 4 de junho, por Pistor. Nesse artigo, ele destacava as 
novas propriedades da procaína local na patologia humana. Propõe que “A ação sobre os 
tecidos originários do mesoderma é tão significativa que esses tratamentos mereceriam 
o nome global de mesoterapia” (LE COZ, 2012).
É interessante ressaltar nesse momento que, atualmente, a técnica não abrange 
somente tecidos da mesoderme (vasos, tendões, tecidos conectivos etc.), mas lesões 
dermatológicas (ectoderma), patologias digestivas (endoderma) também podem ser 
amenizadas pela mesoterapia (LE COZ, 2012).
1960 → o prof. Bordet pede ao Dr. Pistor que ensine mesoterapia aos estudantes de 
medicina veterinária. Isso vai até 1965, quando Bordet toma a liderança do ensinamento 
para os alunos (LE COZ, 2012).
1961→ primeiro livro publicado de Pistor: La Mésothérapie (LE COZ, 2012).
1964 → é criada por Pistor a Sociedade Francesa de Mesoterapia, nomeando o Dr. Lebel 
para a presidência. De primeira instância foram reunidos dezesseis médicos (LE COZ, 
2012).
1976 → Pistor resumiu a técnica de mesoterapia com as seguintes palavras – “POUCO, 
POUCAS VEZES E NO LOCAL ADEQUADO” (LE COZ, 2012).
Ainda nesse ano, Pistor reconheceu que suas recomendações eram empíricas, baseadas 
em sua própria experiência clínica (LE COZ, 2012).
1978 → Pistor faz uma conferência nos EUA, em Nova York (LE COZ, 2012).
13
MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA │ UNIDADE I
1980 → Pistor cria o multipuntor (seringa com multipunturas) (LE COZ, 2012).
1982→ falecimento do Dr. Lebel, sobre quem Pistor disse: “O homem que mais ajudou 
a mesoterapia em seus momentos difíceis acaba de falecer. Ele era meu mestre e meu 
amigo. Se a mesoterapia de hoje reúne nomes que começam a ser conhecidos, um 
deles, particularmente insubstituível, que está estritamente ligado ao início histórico 
da mesoterapia e que não poderá jamais ser esquecido, é o nome de Mario Lebel” ( LE 
COZ, 2012).
Lebel teve três ideias e ações principais que foram:
 » a agulha curta ser o pequeno elo entre todos;
 » ter sido o primeiro presidente da Sociedade Francesa de Mesoterapia, em 
1964;
 » a difusão da técnica entre os veterinários.
1912 → criado o primeiro diploma da Universidade de Mesoterapia pela Faculdade de 
Paris XIII (LE COZ, 2012).
1991→ Dr. Pistor cede seu lugar à frente da Sociedade Francesa de Mesoterapia ao Dr. 
Le Coz (Le Coz, 2012).
1992 a 2002→ os drs. Pistor e Le Coz viajam juntos pelo mundo para difundir 
a mesoterapia e ensiná-la aos médicos da América do Sul, Europa e África (LE 
COZ, 2012).2001→ surgiram trabalhos indexados no MedLine sobre o uso da 
intradermoterapia/mesoterapia para as dermatoses inestéticas (LE COZ, 2012).
2002→ criação do diploma interuniversitário. Qualificação do ato mesoterápico pelo 
Caisse Nationale d´Assurance Maladie (CNAM) (LE COZ, 2012).
2003→ falecimento do Dr. Pistor (LE COZ, 2012).
2004 → médicos americanos encontram-se na França (Paris) para estágios do Dr. Le 
Coz e partem para difundir a técnica de origem francesa para o outro lado do Atlântico. 
A partir daí Le Coz é regularmente convidado para ir ao Canadá e EUA ensinar a técnica 
aos colegas (LE COZ, 2012).
2005 → Ásia administra a nova abordagem terapêutica (LE COZ, 2012).
2007 → o diploma interuniversitário de mesoterapia já compreende cinco faculdades 
(LE COZ, 2012).
14
UNIDADE I │ MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA
2008 → até o momento o ato mesoterápicointroduzido na nomenclatura do CNAM 
ainda não foi numerado (LE COZ, 2012).
Intradermoterapia na prática 
A intradermoterapia é uma técnica minimamente invasiva que consiste em injeções 
intradérmicas ou subcutâneas de várias misturas diluídas de extratos naturais de 
plantas, agentes homeopáticos, produtos farmacêuticos, vitaminas e outras substâncias 
bioativas que são infundidas em quantidades muito pequenas que variam de 0,1 mL a 
0,2 mL por meio de múltiplas punturas dérmicas ao invés de poucas injeções (BROWN, 
2006; TANRIKULU,2007; KALIL, 2006). Essa técnica também é conhecida como 
mesoterapia, no entanto, este nome não condiz apenas com um tratamento estético em 
específico, e sim, descreve um método de fornecimento de drogas. Além disso, o termo 
mesoterapia é proveniente da mesoderme, uma das três camadas germinativas do 
embrião que origina tecido conjuntivo, muscular, circulatório, entre outros (ROTUNDA; 
KOLODNEY, 2006).
É interessante ressaltar que, antes da mesoterapia ser aceita como uma modalidade 
de tratamento estético, a intradermoterapia era utilizada no tratamento de diversas 
patologias, principalmente para dores e reumatismo (KALIL, 2006). Em 1952, Michel 
Pistor, um médico francês, foi o primeiro a relatar a utilização da mesoterapia com 
injeções de procaína próxima à orelha de pacientes com deficiência auditiva para 
melhorar a audição. Embora essa tenha sido restaurada por um curto período, foi 
relatada melhoria nas articulações, zumbido e eczema na região tratada (ROTUNDA; 
KOLODNEY, 2006; PISTOR, 1964). 
Desde então, a intradermoterapia vem se tornando cada vez mais popular no ramo 
estético, principalmente por sua extensa finalidade, pois pode ser usada para tratamento 
de rejuvenescimento facial, flacidez, hidrolipodistrofia ginoide, alopecia, redução de 
medidas e emagrecimento (DUNCAN; ROTUNDA, 2011; ROTUNDA, 2009).
Mecanismo de ação da intradermoterapia
Segundo Sivagnanam (2010), a derme é uma junção das funções imunológicas, 
circulatórias e neurológicas. Desse modo, ele propõe que a ação medicamentosa da 
técnica de intradermoterapia pode atuar em uma dessas funções desencadeando o 
processo de reparo, seja na flacidez ou na estria, produzindo colágeno e elastina, seja 
pela vasodilatação aumentando o processo lipolítico no local, por exemplo. 
15
MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA │ UNIDADE I
A pele tem uma propriedade de reservatório, principalmente no nível da camada 
córnea. A função de barreira é assegurada pela camada córnea, cuja eliminação aumenta 
consideravelmente a permeabilidade da pele (WEPIERRE, 1980a). Desse modo, os 
produtos injetáveis ativam os receptores dérmicos e se difundem lentamente, por meio 
da microcirculação. Não é necessária a presença física do fármaco no órgão alvo, pois 
o produto pode atuar por meio de receptores responsáveis por desencadear um influxo 
nervoso por liberar mediadores químicos com ações a distância. Esses receptores são 
numerosos, porém variam em quantidade segundo sua localização e profundidade 
(KAPLAN; COUTRIS, 1992).
De modo geral, na mesoterapia preconiza-se a aplicação do medicamento na região 
mais próxima do órgão-alvo. É possível pensarmos que o produto injetado localmente 
tenha um valor energético, mais do que químico, em certas condições. Além disso, as 
moléculas grandes e os compostos fortemente lipofílicos são reabsorvidos de forma 
lenta e preponderantemente por via linfática. As moléculas pequenas são absorvidas 
principalmente por via sanguínea (WEPIERRE, 1980b).
A retenção nas estruturas cutâneas e subcutâneas permite ao medicamento permanecer 
concentrado sob a zona de aplicação e produzir efeitos farmacológicos locais, enquanto 
sua difusão periférica permanece reduzida e não acarreta ação sistemática (LE COZ, 
2012).
A persistência de medicamentos nas regiões profundas da pele foi comprovada após 
aplicação de alguns corticoides, de tiroxina, de estradiol, entre outros. Esse experimento 
mostrou que, após a absorção, os medicamentos aplicados retornam diretamente ao 
coração sem passar pelo fígado (WEPIERRE,1980c). Os efeitos secundários por via 
intradérmica são reduzidos com relação às vias subcutâneas e intramuscular, uma vez 
que essas atingem a grande circulação de forma mais rápida quando comparada à via 
intradérmica (LE COZ, 2012).
Disponível em: htp://www.vichy.pt/international/Lalaborat%C3%B3rios-Vichy/
Camada-granulosa-1cmp1204.aspx.
Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/abd/v86n1/v86n1a13.pdf
Disponível em: http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls
000439406&fd=y.
A puntura promove um estímulo no sistema neuroendócrino, dando origem à 
liberação de uma série de neurotransmissores, tais como: a encefalina responsável 
pela modulação da dor, promovendo um efeito anestésico após a sua liberação; a 
16
UNIDADE I │ MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA
betaendorfina responsável pela ação lipolítica e aumento da imunidade, aumentando 
a concentração de linfócitos T, como acontece também na prática de exercícios físicos; 
a substância decapeptídio, envolvida nas respostas inflamatórias, liberada quando 
se provoca uma irritação ao tecido, causando vasodilatação, taquifilaxia, aumento 
da permeabilidade venular (edema), eritema, liberação de ânion superóxido e outros 
mediadores como, histamina, prostaglandinas, enzimas lisossômicas e, finalmente 
induz a reação inflamatória irritativa, desencadeando reflexos somáticos e viscerais. 
A puntura promove também estímulo à produção de colágeno e elastina (recuperação 
tecidual) (MAYA, 2007).
Mrejen em 1992, observou que injetando medicações em diferentes profundidades 
dérmicas, no caso entre 4 mm e 10 mm havia diferença no tempo de excreção da 
medicação. Aplicando em uma profundidade de 10 mm percebeu-se que o produto 
atingia a circulação mais rapidamente e sua eliminação ocorria antes do desejado. 
No entanto, quando o produto era aplicado em uma profundidade de 4 mm o tempo 
que o medicamento ficava disponível na camada era maior. Com isso, padronizou-
se a aplicação da intradermoterapia em uma profundidade ideal de 4 mm. Nessa 
profundidade, após 10 minutos decorrentes da aplicação, a quantidade do fármaco no 
local da aplicação permanece em 50%. Em profundidades maiores que 4 mm, após 10 
minutos a permanência do fármaco declina para 16% (TENNSTEDT, 1976; AMIN et al 
,2006). 
Dessa forma, é evidente que as injeções intradérmicas se difundem por via sanguínea. 
Assim, concluiu-se que a difusão de um produto em intradermoterapia depende 
da profundidade a que é injetado. Esta diferença pode ser ilustrada com curvas 
de eliminação: o caminho intradérmica superficial teria uma curva de eliminação 
monoexponencial, enquanto que o caminho intradérmica mais profunda iria ter uma 
curva biexponencial (eliminação inicial mais rápido, correspondendo a uma injeção 
intravenosa, seguida de eliminação mais lenta no reservatório derme) (MREJEN,1992).
Por muito tempo, a base de cada mistura foi a procaína. Atualmente, além 
da procaína utilizamos com muita frequência lidocaína ou soro fisiológico 
como solvente de base (LE COZ, 2012). Na hora da mistura das medicações 
na mesoterapia é importante saber que elas precisam ser preparadas em uma 
ordem precisa de pH para evitar flóculo (LE COZ,2012).
17
CAPÍTULO 2
Medicamentos Utilizados na 
Intradermoterapia
Medicações
Em 2012, saiu a Resolução nº 4.302 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária 
(ANVISA) proibindo o uso de alguns extratos vegetais isolados ou associados com 
outras substâncias, são eles:
 » chá verde;
 » centella asiática;
 » ginkgo biloba;
 » melilotus;
 » castanha-da-Índia;
 » dente-de-leão;
 » sinetrol;
 » ayslim;
 » girassol.
Posteriormente, em 2013, foi publicada outra Resolução, a nº 128 da ANVISA, proibindo 
o princípio ativo Tiratricol. Além disso, substâncias alcoólicas e oleosas foram proscritas 
dos tratamentos injetáveis mesoterápicos por apresentarem risco de desenvolvimento 
de necrosetecidual.
Atualmente, outras substâncias também foram proibidas pela ANVISA, como os 
lipossomas de girassol, por não ter nenhuma comprovação científica, em relação 
a sua eficácia e por poder irritar e causar alergias na pele. Extrato de polifenóis 
da alcachofra, pois, quando aplicada no corpo, essa substância pode deixar 
vermelhidão, coceiras e manchas arroxeadas que não saem. Mais recentemente, 
a ANVIS, suspendeu uso de desoxicolato de sódio e seus derivados.
18
UNIDADE I │ MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA
Não obstante, a intradermoterapia tem uma vasta variedade de medicamentos que 
podem ser utilizados em diferentes tratamentos. A seguir, estão listadas algumas classes 
medicamentosas e os medicamentos que fazem partes delas.
 » anestésicos/paticolíticos;
 » venotróficos (venolinfáticos ou vasoativos);
 » lipolíticos;
 » eutróficos entre outros.
Anestésicos/paticolíticos
Na grande maioria dos protocolos de intradermoterapia, os anestésicos, 
preferencialmente utilizados para minimizar a dor do procedimento, são lidocaína 
a 1% (para as condições agudas) ou procaína a 1% (para condições crônicas) sem 
epinefrina. Na França, drogas como buflomedil (vasodilatador) e pentoxifilina também 
são utilizados, pois se acredita que podem aumentar a microcirculação no tecido local, 
e facilitar a eliminação de resíduos metabólicos.(ADELSON, 2005).
Em estudos com animais, a pentoxifilina tem demonstrado ter um efeito anti-
hiperalgésico. Ervas como alcachofra, ginko biloba, melilotus também são utilizadas 
para melhorar a circulação local (VALE et al., 2004).
Procaína (pH - 5,0)
A procaína é uma amina secundária, pertencente ao grupo éster. É considerada um 
anestésico fraco de curta duração (~1h). Sua toxicidade é 110 vezes maior por via 
intravenosa em relação à via subcutânea. A procaína é utilizada na mesoterapia por 
suas propriedades simpaticolíticas, analgésicas e vasodilatadoras (CALAIS,1987).
Lidocaína (1% ou 10 mg/mL)
A lidocaína é um anestésico local de pH neutro (6,0-7,5) mais potente que a procaína com 
potência de 60 a 75 minutos. Apresenta um período de latência menor que a procaína 
sendo o mais estável entre todos os anestésicos conhecidos. É uma amida. Existem 
várias diluições de lidocaína na mesoterapia, sendo a mais encontrada e utilizada a 
de 1%. Um estudo sobre as reações secundárias com 2.839 pessoas que aplicaram 
19
MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA │ UNIDADE I
injeções de mistura contendo lidocaína não mostrou nenhum choque anafilático ou 
vagal (CAHIER,1990).
Anestésicos locais geralmente atravessam a bainha do nervo na forma não ionizada, 
porém interagem com os receptores situados na membrana neural na forma ionizada, 
estabilizando o potencial da referida membrana, bloqueando a condução nervosa. A 
despolarização talvez ocorra devido à interferência com o fluxo de íons Na+ e K+ através 
da membrana plasmática (CAHIER,1990). A lidocaína assim como outros anestésicos 
locais podem ser ineficazes em áreas inflamadas, pois, nessas, o pH, por ser mais baixo 
facilita a ionização das moléculas de lidocaína, dificultando assim sua penetração nas 
fibras nervosas (CAHIER,1990).
Apesar da sua grande utilização na prática clínica, a lidocaína pode apresentar alguns 
efeitos adversos, tais como: reações locais de origem alérgica ou citotóxicas, dores, 
edemas, neurite e dermatite e eczematoide.
Venotróficos (venolinfáticos ou vasoativos)
Os vasoativos são muito usados na mesoterapia, e sua utilização parece ter efeito 
importante. São fármacos responsáveis pelo efeito vasodilatador, permitem uma 
melhor absorção e difusão dos outros fármacos (LE COZ, 2012).
Segundo Mrejen (1992), haveria uma terceira circulação no corpo humano, além 
da sanguínea e da linfática. Existiria uma circulação entre o plasma e o líquido 
intersticial, mais especificamente na substância fundamental amorfa da derme. Assim, 
os medicamentos injetados ficariam no interstício dérmico e seriam absorvidos por 
unidades microcirculatórias, atravessariam a parede capilar e atingiriam a circulação 
linfática ou sanguínea, de acordo com a especificidade do produto (HERREROS et al., 
2011).
Buflomedil (Alfabloqueador 10mg/mL pH-6,5)
Utilizado nos fenômenos de insuficiência venosa, pois é um vasodilatador arteriolar, é 
importante para o aporte de oxigênio no tecido. Estimula a drenagem de toxinas. Além 
disso, inibe a agregação plaquetária melhorando o fluxo sanguíneo. O mesmo pode ser 
usado via intradérmica em celulite e alopecia e subcutânea para gordura localizada. Por 
fim, não se observam reações adversas em intradermoterapia devido à baixa dosagem 
utilizada (ADELSON, 2005).
20
UNIDADE I │ MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA
Minoxidil
O minoxidil promove ação vasodilatadora periférica. É indicado para alopecia, pois 
estimula a microcirculação em torno do folículo piloso auxiliando o crescimento capilar 
(LE COZ, 2012). Estimula os folículos em fase de miniaturização, ou seja, de pequeno 
diâmetro e hipopigmentados, estimula a multiplicação de células da matriz (na raiz do 
cabelo). Deve ser usado por 1 a 4 meses, para se observar o crescimento. Deve-se passar 
por manutenções.
Finasterida
A finasterida é inibidora da 5alfa-redutase tipo 2. Ela reduz em dois terços a 
transformação de testosterona em DHT. Este composto não reduz as ações fisiológicas 
da testosterona, diminui apenas as concentrações de DHT. Ocorre inicialmente um 
aumento na contagem folicular, com pico aos doze meses, e logo após, aumento na 
espessura dos fios. Os efeitos se perdem após doze meses de descontinuação do uso. É 
importante fazer manutenção.
Benzopirona (5mg/mL pH-7,0)
A benzopirona é conhecida também como cumarina. Ela atua principalmente na redução 
do edema, aumentando a resistência da parede dos vasos e diminuindo o conteúdo 
de macromoléculas no interstício (o que faz com que o edema se perpetue). Por ser 
uma substância marcadora (substância ativa) do Melilotus, diminui a fragilidade dos 
capilares, otimiza o retorno venoso e assim diminui o edema local. Favorece a migração 
de macrófagos para o local do edema e, dessa forma, contribui para a fagocitose de 
macromoléculas impróprias do interstício que desencadeiam o edema (VALE et al., 
2004). Ela também reduz a inflamação.
Benzopirona com rutina (pH -0,5%-2,5%)
A benzopirona e a rutina atuam em sinergismo melhorando a circulação periférica e 
diminuindo a fragilidade capilar. Dessa forma, otimizam o retorno venoso e reduzem o 
edema. São indicados para a realização de protocolos para o eixo vascular. Apresentam 
ação antioxidante (MREJEN, 1992).
A rutina é um flavonoide, age na cadeia do ácido araquidônico diminuindo a inflamação 
e a permeabilidade capilar. Sintetiza colágeno, aumenta a produção de elastina e 
proteoglicanos. O uso desse composto é intradérmico. É um composto considerado 
21
MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA │ UNIDADE I
vasculoprotetor e venotônico (MREJEN,1992). Apresenta ação lipolítica estimulada 
pelas catecolaminas e hormônios lipolíticos.
Pentoxifilina (20mg/mL pH-7,0-8,5)
As pentoxifilinas apresentam ação sobre a deformabilidade das hemácias. São 
consideradas vasodilatadores periféricos. Além disso, elas são utilizadas em membros 
inferiores por serem considerados medicamentos interessantes para celulite em grau 
III e IV (JULL et al, 2002). Além de sua ação vascular, atribui-se a ela propriedades 
anti-inflamatórias, fibrinolíticas e lipolíticas (GEORGE, 2008).
Medicamentos lipolíticos
São aqueles medicamentos que por meio de diferentes mecanismos de ação têm 
a capacidade de quebrar a gordura localizada. Estimulam a lipólise e/ou inibem a 
lipogênese no nosso organismo (RIBEIRO, 2010).
Sabe-se que a quebra de gordura estocada nos adipócitos é regulada pelos receptores 
α-2 e β-receptores, na superfície da célula adipocitária. A lipólise ocorre por hormônios, 
incluindo estrógeno ou estimulantes químicos, incluindo a cafeína, por exemplo. 
A atividadedo β-receptor aumenta a lipólise. Já a atividade do receptor α-2 inibe o 
β-receptor. Por isso, a ativação β-adrenérgica e a inibição α-2 adrenérgica aumentam a 
lipólise nos adipócitos (MATARASSO; PFEIFFER, 2005).
O número de razão de α-2 e β-receptores nos adipócitos varia em diferentes áreas do 
corpo, por exemplo: quadril e coxa contêm mais α-2-receptores. Desse modo, a gordura 
nessas áreas é mais resistente à lipólise. Já os β–receptores são encontrados em maior 
quantidade no abdômen (MATARASSO; PFEIFFER, 2005).
É interessante salientar que a lipólise representa um processo pelo qual os triglicérides 
intracelular são hidrolisados, ou seja, degradados em ácidos graxos livres e glicerol, 
os quais ficam disponíveis na circulação. No entanto, a lipólise não produz um efeito 
permanente, tais como: apoptose ou necrose celular. Em vez disso, a lipólise dispara uma 
resposta metabólica aguda que é, com toda a probabilidade, transitória (ROTUNDA, 
2005). Devido a isso, deve ser orientado para a paciente, tanto durante quanto após o 
tratamento estético, permanecer com a reeducação alimentar e a prática de exercício 
físico, para assim manter por mais tempo os resultados da intradermotrapia. Não 
obstante, estudos já salientaram que o desoxicolato de sódio também é capaz de levar 
o adipócito a morte celular por apoptose e necrose (MATARASSO; PFEIFFER, 2005; 
JAYASINGHE et al., 2013).
22
UNIDADE I │ MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA
Os lipolíticos apresentam mecanismos importantes como, diminuição na formação de 
triglicérides (lipogênese); inibição na fosfodiesterase e aumento de AMPc, que, quando 
ativada, inibe a lipólise; bloqueio dos alfa receptores; estímulo dos beta receptores 
e bloqueio dos receptores neuropeptídeos (esses agem principalmente na celulite, 
restabelecendo a macrocirculação local e diminuindo o edema) (RAWLINGS, 2006; 
DUNCAN, 2007; RIBEIRO, 2010).
Não é recomendado o uso de terapias que estimulem a circulação periférica logo 
após o procedimento nem mesmo a realização de atividades físicas. O aumento 
da circulação periférica induz a perda de medicamento do tecido para a corrente 
sanguínea, contrariando o princípio da técnica.
Algumas medicações e mesclas medicamentosas, assim como formas de 
aplicações podem vir a causar uma discreta reação de resposta celular no nível do 
panículo adiposo que reveste o plano muscular. Trata-se de um pequeno afluxo 
de células linfoides diversas (fibrócitos, histiócitos, macrófagos, plasmócitos) 
localizados na periferia das grandes células vasculares de gordura. Nota-se 
também uma vasodilatação dos capilares.
Tipos de medicamentos lipolíticos
Cafeína (250mg/mL, 5% ou 50mg/mL, pH- 7,0)
A cafeína ou 1,3,7-trimetilxantina é lipossolúvel e, quando ingerida, é rapidamente 
absorvida pelo trato gastrointestinal. Sua metabolização acontece no fígado, iniciando 
com a retirada dos grupos metila 1 e 7, reação catalisada pelo citocromo P450 1A2, 
levando à formação de três grupos metilxantinas. Sua ação lipolítica se deve à 
mobilização dos ácidos graxos livres dos tecidos ou estoques intramusculares. Atua 
ainda como competidor dos receptores de adenosina e, como esses atuam inibindo 
a lipólise, tem-se um aumento nos níveis de AMPc, que ativa as lipases hormônios 
sensíveis, promovendo a lipólise (MELLO; KUNZLER; FARAH, 2007).
Sua ingestão pode contribuir para o aumento da perda de peso e para a manutenção 
dele, por meio da oxidação da gordura e termogênese (DUNCAN, 2007). Seu efeito 
estimulante sobre o sistema nervoso central se dá pelo aumento da concentração 
plasmática de noradrenalina. Assim, estimula o processo lipolítico ao inibir a 
fosfodiesterase, aumentar a meia-vida do AMPc e, consequentemente, a atividade da 
proteína quinase A (PKA) e da lipase hormônio sensível (LSH) (CURI et al., 2003).
23
MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA │ UNIDADE I
Além disso, parece aumentar os níveis de proteínas desacopladoras do tipo 3 (UCP-
3) no tecido adiposo branco. As proteínas desacopladoras estão presentes nas 
mitocôndrias das células e têm a capacidade de desacoplar a fosforilação oxidativa por 
dissipar, na forma de calor, o gradiente eletroquímico que foi gerado pelo processo 
respiratório. É por meio desse processo que nos mantemos aquecidos durante o 
inverno, a chamada termogênese. Foi demonstrado que animais transgênicos que 
expressavam essas proteínas além do normal apresentaram redução do tecido 
adiposo. Portanto, esta seria outra ação da cafeína na lipodistrofia localizada e no 
fibroedema ginoide (RAWLINGS, 2006; MORI et al., 2009).
A cafeína também é encontrada no mercado na forma combinada com a sinefrina, 
que é extraída da laranja amarga, recebendo o nome comercial de Amarashape®. A 
sinefrina tem estrutura semelhante à adrenalina, se liga a receptores adrenérgicos 
dos adipócitos e aumenta a quantidade de AMPc intracelular levando à lipólise. 
Considerando que a cafeína é a substância lipolítica mais conhecida, que atua 
inibindo a fosfodiesterase (que faz a quebra do AMPc), a junção desses dois princípios 
aumenta a quantidade de AMPc e, consequentemente, a atividade lipolítica (TERRA; 
MININ; CHORILLI, 2009).
A teofilina, outra metilxantina, tem taxa de permeação cutânea inferior à cafeína, 
baixa solubilidade em água e efeitos secundários marcantes, mas o ácido teofilino 
acético, um derivado da teofilina, é hidrossolúvel e seguro para uso tópico (RIBEIRO, 
2010).
Resumindo, a cafeína inibe de fosfodiesterase, aumenta o AMPc intra-adipocitário e 
consequentemente estimula a lipólise. Faz parte da família das xantinas. É indicada 
para tratamentos com gordura localizada e celulite (hidrolipodistrofias) e estimula 
o SNC. (MORI et al., 2009). Além disso, aumenta a termogênese e a oxidação 
das gorduras (maior metabolização dos ácidos graxos). Geralmente utilizada nas 
hidrolipodistrofias, mas favorece claramente os hematomas. É preferível, portanto, 
injetá-la por meio subcutâneo com dose baixa, diluída (MORI et al., 2009).
No entanto, este composto pode ser visto em aplicações intradérmicas (para gordura 
localizada) e intramuscular (melhora o desempenho físico, pois ativa o metabolismo) 
também (MORI et al., 2009).
Na aplicação intramuscular, pode apresentar reações como taquicardia e insônia 
em pacientes mais sensíveis. Além disso, podem ocorrer interações em pacientes 
fumantes, metabolizando mais rápido o composto, ou em pacientes que fazem uso 
de anticoncepcional, retardando a metabolização (RIBEIRO, 2010).
24
UNIDADE I │ MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA
Contraindicação: para pacientes que apresentam hipersensibilidade às xantinas, 
hipertensos e cardiopatas (RIBEIRO, 2010).
Substâncias da família das xantinas como cafeína, aminofilina entre outras são 
estimulantes lipolíticos, ou seja, aumentam os beta-receptores dos tecidos 
adiposos promovendo a lipólise no local tratado (VELASCO et al., 2008; 
MORIMOTO et al., 2001).
Pentoxifilina (pH-7,0)
Como já falado no tópico dos venotróficos, esta xantina apresenta efeito benéfico na 
microcirculação por inibir a agregação plaquetária, melhorar a deformidade dos 
eritrócitos diminuindo a viscosidade do sangue e por apresentar efeito vasodilatador 
sobre os capilares (GUIRRO; GUIRRO, 2007).
Indicada para tratamentos com gordura localizada e celulite. As reações adversas 
que pode apresentar são urticária e prurido no local da aplicação, mas que regride ao 
término do tratamento (GUIRRO; GUIRRO, 2007).
Aminofilina (pH-9,0)
Esta última xantina apresentada também tem ação lipolítica aumentando a produção 
de AMPc e consequentemente quebrando os triglicérides em ácidos graxos e glicerol. 
Ela inibe a produção de prostaglandinas e liberação de histamina e leucotrienos 
diminuindo o processo inflamatório. Também é indicada para tratamento de celulite 
(GUIRRO; GUIRRO, 2007). Pode apresentar dor no local da aplicação e sensação de 
calor. É contraindicada para aplicação intramuscular em para cardiopatas (GUIRRO;GUIRRO, 2007).
Ioimbina (0,5%, 5 mg/mL, pH-5,0)
Alcaloide da planta Pausinistalia yoimbina, antagonista de receptor alfa adrenérgico 
em adipócitos. Este antagonismo induz a lipólise intra-adipocitária. Em outras palavras, 
se liga a receptores alfa 2 adrenérgicos aumentando a disponibilidade de ligação da 
norepinefrina a receptores beta 2 adrenérgicos, consequentemente aumentando a 
lipólise e diminuindo a lipogênense (RASCOVSKI, 2000).
É indicada para tratamento com gordura localizada, nas mulheres: quadril e coxa; nos 
homens: região lateral do tronco (RASCOVSKI, 2000). Não deve exceder dose máxima 
de 10 mg/mL por sessão (RASCOVSKI, 2000).
25
MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA │ UNIDADE I
Não se deve associar este composto com cafeína (xantinas) e a outras substâncias 
de pH alcalino ─ precipitação.
As reações locais podem ser de ardor no momento da aplicação e, por ter uma ação 
vasodilatadora, podem ocorrer hematomas. É contraindicado para pacientes com 
hipersensibilidade à ioimbina, hipertensão ou problemas cardíacos. Essa medicação 
apresenta complicações na maioria dos pacientes, muitos relatam sentir reações como 
calafrios e náuseas por 3 horas após a aplicação. Geralmente recomenda-se ao paciente 
não se alimentar por 2 horas antes de aplicar este composto (RASCOVSKI, 2000).
L-carnitina (30%, 300mg/mL, pH-7,0)
É um aminoácido sintetizado nos tecidos, que favorece a hidrólise total da molécula de 
ácido graxo na mitocôndria. Aumenta o ATP nos músculos quando associado ao exercício 
físico (KEDE; SABATOVICH, 2009; RIBEIRO, 2010). É responsável por transportar os 
ácidos graxos livres do citosol para as mitocôndrias para assim serem oxidados. Além 
disso, pode ser usada via intradérmica e intramuscular. As reações causadas podem ser 
de ardor no local da aplicação (KEDE; SABATOVICH, 2009; RIBEIRO, 2010).
Outros aminoácidos podem também ser utilizados, como L-ornitina associado com 
L-arginina atuam na mobilização de gorduras do organismo. L-taurina evita a degradação 
das proteínas favorecendo o uso de gorduras como fonte de energia e aumentando 
a insulina, a qual melhora o metabolismo da glicose. Na aplicação intramuscular é 
interessante associar com inositol trifosfato (KEDE; SABATOVICH, 2009; RIBEIRO, 
2010).
Para melhorar o desempenho recomenda-se fazer restrição de carboidratos e gorduras 
na dieta, fazer exercícios físicos. Também é interessante utilizá-la com outros lipolíticos 
trifosfato (KEDE; SABATOVICH, 2009).
Mesoglicano (pH-7,0)
Apresenta ação lipolítica estimulando a lípase e inibindo e dificultando a deposição de 
gordura, sendo ideal para tratamento de celulite graus III e IV. Tem tendência a causar 
hematomas, sendo interessante associar com benzopirona. Além da sua ação lipolítica, 
o mesoglicano apresenta ação fibrinolítica e antiedema por lisar as traves fibrinogênicas 
e reorganizá-las (CHORILLI et al., 2007).
26
UNIDADE I │ MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA
Desoxicolato de sódio (4,75% pH-7,0)
O desoxicolato de sódio é um sal biliar solúvel em água que promove a lise celular, 
levando à redução do tecido adiposo subcutâneo (ROTUNDA et al., 2004), além 
disso, também tem sido demonstrada redução de lipomas (ROTUNDA et al., 2005). 
No intestino, ele é capaz de emulsificar a gordura proveniente da alimentação, sendo 
também um produto metabólico de bactérias intestinas (JAYASINGHE et al., 2013). 
Brown (2006) discutiu o possível papel do desoxicolato de sódio no tecido adiposo.
Ele sugeriu que este composto dentro do tecido subcutâneo, poderia desempenhar 
quatro diferentes formas, a micela, vesículas e/ou monômeros e cristais. Deste modo, 
o desoxicolato de sódio em forma de vesículas e/ou monômeros leva à necrose celular. 
Quando na forma de micela, poderia resultar na mobilização da saída da gordura 
dos adipócitos, e, por fim, na forma de cristal poderia ser prejudicial às células, o 
que dependeria da sua concentração (BROWN, 2006). Matarasso (2009) relata que 
a associação de desoxicolato de sódio com vasodilatadores resulta em uma rápida 
absorção do desoxicolato de sódio para dentro da célula.
Sua aplicação deve ser subcutânea. Se aplicado via intraderme causa necrose, sendo que 
5% dos pacientes têm chances de formação de nódulos doloridos. Sua duração persiste 
de 7 a 15 dias. As reações comuns da aplicação deste composto são vermelhidão, prurido, 
inchaço (até 5 dias), leve incomodo no local, que persiste durante todo o tratamento 
(BROWN, 2006).
Desox-sil (desoxicolato de sódio 4,75%/silício 3%) – exclusivo da marca PINEDA. 
Apresenta ação emulsionante de gorduras, a formulação especial permite o 
uso do desoxicolato de sódio em veículo diferenciado fosfolipídico com maior 
biocompatibilidade, facilitando a dispersão pelo tecido, aumentando o número de 
células atingidas com redução dos efeitos colaterais. Apresenta menor edema e menor 
risco de fibrose e formação de nódulos
Para tratamentos com desoxicolato de sódio, aconselhe seu paciente a fazer 
semanalmente drenagem linfática, sempre 48 horas após a aplicação. Caso 
ocorra nódulo, indique na hora do banho para que massageie o local ou então, 
faça massagem no local com uma compressa de água quente. Para que ocorra 
o mínimo possível de nódulo, é essencial aplicar 0,1 mL por ponto. No entanto, 
não é só isso que fará ocorrer o nódulo, já que este faz parte do mecanismo de 
ação do composto.
Este produto deve ser usado sempre com um anestésico e venolinotrófico.
27
MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA │ UNIDADE I
Não fazer retroinjeção com desoxicolato de sódio
Figura 1. Após duas sessões de intradermoterapia com o protocolo desoxicolato de sódio, L-carnitina, buflomedil, 
lidocaína, cafeína, houve uma redução de 13 cm na circunferência abdominal total.
 
 Fonte: Machado, autorizada pelo paciente da autora da apostila, 2015.
Figura 2. Complicações com desoxicolato de sódio após má conduta na aplicação ─ Necrose tecidual.
Fonte: http://www.arinosnoticias.com.br/noticia/6657/Aumenta-numero-de-mulheres-feridas-ao-tentar-eliminar-gordura-em-
Cuiaba.
Silício orgânico (0,5%, ou 5 mg/mL, pH6,0)
Apresenta ação lipolítica pelo aumento de AMPc, consequentemente bloqueando a 
enzima fosfodiesterase como também apresenta ação eutrófica regenerando as fibras 
dérmicas. É elemento estrutural do colágeno, elastina, proteoglicanos e glicoproteínas. 
Apresenta ação antifibrótica e antioxidante, opondo-se a peroxidação lipídica. É 
indicada para lipodistrofias, celulite, mesolifting facial, hidratante, antinflamatória, 
antienvelhecimento e estrias (KEDE; SABATOVICH, 2009).
28
UNIDADE I │ MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA
Eutróficos
São responsáveis por melhorar o tecido conjuntivo, desse modo, agem estimulando 
as produções de fibras colágenas, reorganizam as já existentes e contribuem para a 
formação da matriz extracelular deste tecido (LE COZ, 2012).
Fatores de crescimento
Os fatores de crescimento são proteínas reguladoras, mediadores de vias de sinalização 
no interior das células e entre elas. Eles são encontrados em vários tecidos em fase de 
cicatrização e renovação celular (ZOE, 2009). São mediadores biológicos naturais que 
atuam sobre os processos de reparo e regeneração. Os fatores de crescimento podem ser 
aplicados em cicatrização e cura de ferimentos, ação anti-aging, estímulo de crescimento 
capilar, inibição de crescimento de pelos, crescimento de cílios e tratamento para 
manchas, sendo utilizados com o intuito de remover células epidermais danificadas, 
estimular a produção de novas células e nutrir as existentes (BEN et al., 2006).
São indicadas para estrias, flacidez e rejuvenescimento facial:
 » IGF: aumenta níveis de colágeno e elastina, estimula a mitose celular, 
estimula os folículos capilares a produzirem um cabelo mais denso e 
forte. Importante papel no crescimento capilar (BEN et al., 2006).
 » EGF: melhora a aparência de cicatrizes e manchas, reduz e previne rugas 
pela ativação de novas célulasda epiderme (BEN et al., 2006);
 » TGFb3: estimula novas células da epiderme, reduz rugas e estrias pelo 
estímulo da síntese de colágeno e elastina (BEN et al., 2006);
 » b-FGF: melhora a elasticidade da pele e a circulação periférica (BEN et 
al., 2006); acelera a cicatrização em feridas abertas e as repara, reduz 
e previne linhas e rugas de expressão pela ativação de novas células na 
derme;
 » VEGF: estimula o crescimento capilar, facilita a nutrição do folículo e 
induz a angiogênese (BEN et al., 2006).
 » AFGF-FC: estimula o crescimento capilar e inibie sua despigmentação, 
aumenta a circulação sanguínea do couro cabeludo e promove a 
revitalização dos folículos capilares; induz síntese de colágeno e elastina.
29
MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA │ UNIDADE I
Ácido alfa-lipoico (0,05%)
O ácido alfa-lipoico é sintetizado naturalmente pelo organismo, com atuação no fígado, 
rins e coração. Foi descoberto em 1951, por sua atividade nos processos de síntese de 
energia como coenzima atuando na descarboxilação oxidativa do ácido pirúvico e dos 
alfas cetoácidos. Mais tarde suas propriedades antioxidantes foram descobertas e, então, 
sua utilização foi voltada para a redução de processos inflamatórios e em combate ao 
envelhecimento. Atualmente, é utilizado para tratamentos em estrias, flacidez e rugas, 
é um importante antioxidante, anti-inflamatório e lipotrópico. É contraindicado para 
pessoas com hipersensibilidade aos componentes da formulação (PERRICONE, 2001)
O ácido alfa-lipoico apresenta dupla solubilidade (em água e em gordura ─ lípides), 
dessa forma consegue penetrar facilmente em todas as partes e estruturas da célula 
protegendo-a contra a ação dos radicais livres. Por ser um elemento sintetizado 
naturalmente pelo organismo, o ácido alfa-lipoico exerce diversas funções no organismo, 
dentre as quais podem ser citadas: regulação do metabolismo lipídico e carbônico, ação 
lipotrópica, ação anti-inflamatória, atuando como antioxidante metabólico por controle 
de radicais livres. Provoca restituição das funções mitocondriais devido à atividade 
antioxidante e por fazer parte do complexo de enzimas presentes nesta categoria 
(PERRICONE, 2001).
Benefícios após a aplicação:
 » redução da inflamação;
 » melhora do aspecto da elasticidade e tônus da pele; 
 » diminuição de rugas finas;
 » diminuição das dimensões, coloração e profundidade das estrias;
 » prevenção do eritema causado pela exposição ao sol;
 » alisamento do relevo das cicatrizes hipertróficas e normotróficas;
 » suavisa as rugas profundas.
Sugestão de protocolo de aplicação
Aplicação ponto a ponto ou retroinjeção uma vez por semana durante seis semanas a 
depender da avaliação/anamnese. 
30
UNIDADE I │ MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA
Ácido glicólico (1%)
O ácido glicólico é um agente ceratolítico de pH 3,5 extraído da cana de açúcar 
pertencente ao grupo dos alfa-hidroxi-ácidos. É constituído por dois átomos de carbono 
que lhe conferem uma rápida difusão a nível intercelular por ser hidrofílico. Por não 
necessitar de proteínas plasmáticas para exercer sua função é indicado para tratamentos 
como fotoenvelhecimento, mesolifting facial, estrias jovens e flacidez (HERNANDEZ; 
FRESNEL, 1999).
O ácido glicólico apresenta ação ceratolítica por diminuir a coesão de corneócitos 
por interferência na formação de ligações iônicas, destruindo a proteína que une 
um corneócito a outro. Além disso, atua na síntese de glicosaminoglicano e outras 
substâncias da matriz intracelular da derme (HERNANDEZ; FRESNEL, 1999).
Os glicosaminoglicanos promovem uma intensa hidratação devido à grande 
capacidade de absorção de água. Por esta razão, preenche as lacunas deixadas nas 
estrias, rugas, flacidez cutânea. Histologicamente, observa-se aumento na espessura 
do estrato granuloso na epiderme na adesão da união dermoepidérmica e do número 
de fibras elásticas, colágenas e seu reordenamento, reposicionando-as paralelamente 
(HERNANDEZ; FRESNEL, 1999). Consequentemente estimula a síntese de colágeno 
e elastina. Aumenta a incorporação de prolina no colágeno (HERNANDEZ; FRESNEL, 
1999).
Ácido mandélico (pH- 5,0)
Apresenta as mesmas propriedades que o ácido glicólico, só difere no tamanho da 
molécula, sendo esta última maior. É contraindicado para pessoas com hipersensibilidade 
aos componentes da formulação e aos alfa-hidroxi-ácidos (GARG et al.,2009)
Glucosaminoglicanos (GAG)
Gel amorfo constituído por condroitin sulfato, queratan sulfato, heparan sulfato e 
dermatan sulfato. Apresenta forte agregação às proteínas de ligação, é uma estrutura 
organizada e estimula a síntese de matriz extracelular, promove efeito esponja na derme 
(CHORILLI et al., 2007).
Indicado para preenchimento transitório, flacidez dérmica facial e corporal, estrias 
jovens e antigas (CHORILLI et al., 2007).
31
MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA │ UNIDADE I
Ácido hialurônico (40mg/2mL ou 2,5% ou 60mg/mL)
O ácido hialurônico, um polissacarídeo aniônico (anteriormente chamado de 
mucopolissacarídeo de alto peso molecular, está presente naturalmente na matriz 
extracelular do tecido conjuntivo, liga-se a proteínas e outros polissacarídeos aniônicos, 
atraindo moléculas de água formando uma matriz em forma de gel, dando sustentação 
aos tecidos. Aumenta a espessura derme-epiderme mantendo sua elasticidade e 
auxiliando em suas trocas metabólicas. Principal glicosaminoglicano da pele. É 
indicado para tratamentos como flacidez facial e corporal, mesolifting facial e estria, 
por apresentar poder hidratante, cicatrizante e hidroscópico (CHORILLI et al., 2007; 
HERREROS et al.,2011).
O ácido hialurônico tem grande capacidade de absorção de água (cada molécula de ácido 
hialurônico consegue reter de 200 a 500 moléculas de água). Quando aplicado por via 
intradérmica também ocorre hidratação intensa, preenchendo as lacunas deixadas pela 
estria e pela flacidez cutânea. O ácido hialurônico incorpora-se à matriz que proporciona 
elasticidade, tonicidade e maciez à pele. Além disso, devido a sua ação anti-inflamatória 
impede a criação de cicatrizes e aderências. É contraindicado para pacientes alérgicos a 
polissacarídeos. Deve-se evitar aplicações próximas a áreas vascularizadas (irritação e 
inflamação) (CHORILLI et al., 2007; HERREROS et al., 2011).
Ácido hialurônico com condroitin (XADN)
O condroitin também é um polissacarídeo que auxilia no equilíbrio do tecido conjuntivo 
(HERREROS et al., 2011).
Essa associação XADN é indicada para flacidez por melhorar a hidratação da pele, o uso 
intradérmico, e em estrias, devido à ação anti-inflamatória do condoritin, melhora a 
cicatrização. Seu uso é por retroinjeção. É contraindicado para pessoas com alergia aos 
componentes da fórmula (HERREROS et al., 2011).
Colágeno (1%)
O colágeno é uma das proteínas que formam as fibras do organismo. É constituído 
principalmente pelos aminoácidos glicina hidroxiprolina, hidroxilisina e prolina. 
O colágeno está presente em grande quantidade nos tendões, pele, ligamentos e 
músculos. Suas fibras formadas por um arranjo regular de moléculas de tropocolágeno 
são praticamente inextensíveis e tem como característica principal a resistência a 
tensões. É indicado para tratamentos de flacidez facial e corporal e estrias, devido ao 
32
UNIDADE I │ MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA
seu poder hidratante e eutrófico do tecido conjuntivo (MACIEL; OLIVEIRA, 2011; 
KEDE; SABATOVICH, 2009).
Quando aplicado por via injetável, o colágeno exerce o eritema de preenchimento em 
locais no qual as fibras de colágeno e elastina estão danificadas, como em estrias, sulcos 
e regiões que apresentam flacidez (MACIEL; OLIVEIRA,2011; KEDE; SABATOVICH, 
2009).
O colágeno hidrolisado é 90% mais digerível do que o colágeno nativo. Ele também 
diminui a aparência das rugas e evita o envelhecimento precoce. Para melhorar a 
absorção de colágeno pelo organismo deve-se aliar sua ingestão com alimentos ricos 
em vitamina C. O colágeno hidrolisadoé muito importante para os adeptos das dietas 
pouco calóricas, pois o baixo valor calórico na alimentação contribui para a perda de 
colágeno. 
Cabelos e pele são diretamente beneficiados com o seu uso. 
DMAE (3%)
DMAE ou 2-Dimetilaminoetanol é um composto que funciona como estabilizador e 
antioxidante da membrana plasmática celular e eficaz anti-aging. Tem excelente ação 
tensora a curto e longo prazo, sendo precursor da acetilcolina, o neurotransmissor 
responsável pela contração muscular. Além disso, estimula a produção de fibroblasto 
na síntese de matriz extracelular (PERRICONE, 2001).
Apresenta efeitos lifting antirrugas, anti-idade, diminuindo os sinais do envelhecimento. 
Desse modo, é indicado para o tratamento de flacidez dérmica e muscular tanto facial 
quanto corporal (abdômen, parte interna de braços e pernas) (PERRICONE, 2001).
Deve ser injetado uma vez por semana ponto a ponto, em todo o rosto, mesmo ao redor 
dos olhos e pálpebras superiores e inferiores e pescoço. O efeito lifting dura em torno 
de 3 a 4 horas, no entanto, há efeito acumulativo com o uso (PERRICONE, 2001).
A reação adversa pode ser coceira e vermelhidão. Este tratamento é contraindicado 
para pacientes que usam botox, por possuir efeito antagônico (PERRICONE, 2001).
Elastina (1%)
A elastina é uma das proteínas que formam as fibras do organismo, sendo indicada 
para flacidez corporal e facial e estrias. Apresenta grande poder hidratante e nutritivo 
(KEDE; SABATOVICH, 2009).
33
MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA │ UNIDADE I
Com o envelhecimento, vários processos ocorrem na derme e epiderme que podem 
danificar as fibras colágenas, tais como: ação de radicais livres, associação de lipídeos aos 
grupamentos hidrofóbicos e aumento de conteúdo de cálcio e magnésio. Esses fatores 
formam as fibras mais espessas e frágeis, fato que leva à perda de sua flexibilidade com 
risco de consequente rompimento. Alterações bruscas de peso, que promovem o chamado 
“efeito sanfona”, também podem romper essas fibras, provocando o aparecimento 
de estrias, linhas de expressão e flacidez na pele (MACIEL; OLIVEIRA,2011; KEDE; 
SABATOVICH,2009).
Silício orgânico (1mg pH-7,0) - Trissilinol
O silício orgânico apresenta efeito lipolítico, como também antioxidante e eutrófico 
no tecido conjuntivo. É indicado para tratamentos de flacidez facial, estrias, gordura 
localizada, celulite associada a flacidez e rugas ─ geralmente associado a um venotrófico 
(KEDE; SABATOVICH, 2009).
No organismo humano constitui um elemento estrutural do tecido conjuntivo atuando 
como um blocatalizador, intervindo em diferentes processos enzimáticos (KEDE; 
SABATOVICH, 2009).
O silício orgânico participa da constituição das macromoléculas que formam o tecido 
conjuntivo como elastina, colágeno, proteoglicanos e glicoproteínas evitando sua 
degeneração e favorecendo e estimulando sua regeneração induzida e regulando a 
proliferação dos fibroblastos (KEDE; SABATOVICH, 2009). Atua também como 
regulador, normalizador, estimulante e protetor dos processos metabólicos e de 
divisão celular atuando como agente antioxidante, opondo-se a peroxidação lipídica 
por reorganizar os fosfolípides da membrana. Dessa forma, o silício participa do 
envelhecimento precoce (KEDE; SABATOVICH, 2009).
O silício induz e regula a produção de fibroblastos no tecido conjuntivo; atua como 
antioxidante inibindo a formação de radicais livres por participar da constituição das 
macromoléculas que formam o tecido conjuntivo; reduz a degeneração das fibras de 
colágeno e elastina e estimula sua regeneração (KEDE; SABATOVICH, 2009).
O silício orgânico não deve ser aplicado em pessoas que apresentam alergia aos 
componentes da fórmula e aos salicilatos e seus derivados (KEDE; SABATOVICH, 
2009). DMAE está citado nos artigos científicos para uso tópico na sua forma base 
(líquida).
34
UNIDADE I │ MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA
Vitamina C (20% ou 222mg/mL, pH-6,0)
Trabalhos demonstram que, embora a capacidade proliferativa e a síntese de colágeno 
dependam da idade, o ácido ascórbico é capaz de estimular a proliferação celular bem 
como, a síntese de colágeno pelos fibroblastos dérmicos independente da idade. A 
vitamina C atua também como importante cofator para enzimas (PERRICONE, 2001).
É essencial para a formação do colágeno e não é produzida pelo organismo. À medida 
que a pele envelhece, a derme torna-se fina e seu colágeno diminui. Essas alterações 
aceleram-se ainda mais com a exposição a raios UVA e UVB de forma crônica 
(PERRICONE, 2001).
Por sua ação na biossíntese do colágeno e por seu efeito redutor de radicais livres, 
a possibilidade de liberar doses farmacológicas de ácido L-ascórbico via percutânea 
apresenta-se como uma importante terapêutica (PERRICONE, 2001).
Benefício:
 » potente ação antioxidante;
 » restaura a luminosidade da pele fotoenvelhecida;
 » estimula a síntese de colágeno e elastina.
Uso intradérmico, sua principal indicação é flacidez, mesolifting facial e estrias. 
Apresenta reações como ardor momentâneo no local da aplicação.
Outros tipos de medicamentos utilizados
São aqueles fármacos que não se enquadram em nenhuma das categorias citadas 
anteriormente ou por possuírem mecanismo de ação diferente.
Mesoglicano (pH- 7,0)
Além do que já se observou nos comentários do tópico lipolítico, o composto 
mesoglicano apresenta ação fibrinolítica. Seu estímulo se dá pela lipase advinda das 
lipoproteínas. Desse modo, inibe depósito de lípides e melhora o endotélio vascular. 
Seu uso é intradérmico. Tem efeito adverso por causar hematoma e quando associado 
a benzopirona. É contraindicado a pessoas com hipersensibilidade a heparinoides 
(CHORILLI et al., 2007).
35
MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA │ UNIDADE I
Hialuronidase (pH-5,5)
É uma enzima proteolítica. Este produto parece poder ser degradado pela aplicação de 
antisséptico alcoólico. Atribui-se a ele uma responsabilidade de “descompartimentação” 
na celulite, bem como propriedades de estimulação dos fibroblastos. No entanto, 
ele pode causar reações locais intensas imediatas ou retardadas. É capaz de mudar a 
permeabilidade do tecido conjuntivo, diminuir edema. Seu uso pode ser intradérmico 
para celulite ou subcutâneo para gordura localizada (CHORILLI et al., 2007).
Há necessidade de fazer teste cutâneo
As reações que podem vir a causar são processos alérgicos (eritema, prurido, 
vermelhidão) até depois da 4ª aplicação.
A aplicação deve ser feita intralesional em uma concentração de 200 UTR por 
local onde foi feito o preenchimento irregular.
Frasco: 3000URT em 10mL soro
200 UTR = 0,7mL
Ácido tranexâmico
Age nos compostos que atuam na diferenciação dos melanócitos inibindo-os e assim 
evitando a formação de mais células produtoras de melanina.
É indicado para a redução da pigmentação do melasma; a remoção de hemossiderina; a 
remoção da hiperpigmentação da pele resultante de cicatrizes de acne; manchas senis; 
hormonais, medicamentosas e por exposição solar e para tratamento para olheiras 
(ALBUQUERQUE, 2005). Reduz a atividade da tirosinase (enzima responsável pela 
síntese de melanina).
Ácido kójico
Despigmentante natural, não é fotossensível e não causa alergia, diminui a produção de 
melanina pela tirosinase (MAYUMI et al.,2007).
Associando dois despigmentantes na fórmula de ação sinérgica otimizam-se os 
resultados. Exemplo: ácido glicólico, vit C, entre outros ativos (MAYUMI et al.,2007). 
Tem ação antioxidante e ajuda na prevenção do envelhecimento cutâneo. 
36
UNIDADE I │ MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA
Tripeptídeo – 41
Derivado do fator de crescimento TGFβ, é um produto nanolipossomado. Desse modo, 
apresenta facilidade na absorção. É indicado para tratamentos de gordura localizada e 
celulite (ROVER et al., 2001; CHORILLI et al., 2007).
O tripepdeo-41 ativa NFkb que aumenta a produção de citocinas pró-inflamatórias 
como o TNFα. Ele aumenta o AMPc em adipócitos e bloqueia o Ɣ (esses são receptores 
importantesna adipogênese). Reduz a expressão de C/EBP (fator de transcrição 
essencial na adipogênese) e, por último, mas não menos importante reduz o acúmulo 
de triglicérides pela inibição de PPARƔ C/EBP (ROVER et al., 2001; CHORILLI et al., 
2007).
Coenzima Q10
Desempenha papel fundamental no metabolismo energético, e na proteção antioxidante 
das células. No entanto, diminui a partir dos 30 anos. Conhecido como ubiquitinona, 
esta coenzima é encontrada em todas as células do nosso organismo, principalmente 
nas musculares, cardíacas e do músculo esquelético. 
Fortalece sistema imunológico, ativa a produção de anticorpos, tem ação antioxidante, 
neutraliza os radicais livres, retarda o envelhecimento e ajuda a regenerar a vit C e a vit 
E. Previne doenças cardíacas e melhora distúrbios cardiovasculares como a hipertensão.
Biotina
É a vitamina do complexo B, conhecida como vit B7 e vitamina H. Processa gorduras, 
proteínas e carboidratos, gerando energia para o corpo e produzindo ácidos que mantêm 
a pele, as unhas e os cabelos em ótimo estado. Sua ausência pode deixar a pele seca, 
escamosa e com vermelhidão ao redor da boca e nariz. 
Metionina
Aminoácido essencial, não é produzido pelo organismo e deve ser ingerido através da 
dieta. Contém enxofre, substância necessária para a produção do antioxidante natural. 
A glutationa, também produz a cisteína e a taurina. Ajuda no processo de eliminação 
das toxinas, cria tecidos saudáveis e promove a saúde cardiovascular. 
37
MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA │ UNIDADE I
Crisina
Extraída da planta Passiflora coeruela, apresenta atividade fitoestrogênica, antioxidante 
e ansiolítica. É considerada uma “isoflavona anabólica”, pelo seu efeito antiestrógeno, 
impedindo a conversão da testosterona em estrogênios. 
D-Pantenol
Vitamina D, o D-pantenol, forma ativa do ácido pantotênico do grupo da coenzima A, é 
uma substância que apresenta papel dos mais importantes na regulação dos processos 
de suprimento de energia. Ele se fixa em cada célula viva e, auxilia na construção da 
célula e manutenção normal do crescimento. Ao ser aplicado na pele ou nos cabelos, 
ele se converte em vitamina B5, sua forma bioativa, exerce poder hidratante e acelera a 
regeneração celular, promove também a queratinização da pele e do cabelo.
Inositol
Apresenta ação no metabolismo celular, com ação energética. Membro das vitaminas do 
complexo B, hidrossolúvel, essencial para o metabolismo das gorduras, e pode auxiliar 
na redução dos níveis do colesterol. Ajuda na redução da aterosclerose. 
L-taurina
Utilizada como suplemento energético devido ao seu efeito desintoxicante, facilita 
a excreção de substâncias não mais úteis ao organismo. Produz aumento do fluxo 
sanguíneo, auxilia na utilização da gordura como fonte de energia. 
L-arginina
Lipolítica, drena toxinas e combate flacidez. Muito utilizada em todos os tipos de 
lipodistrofias e níveis de celulite; tratamento de pequenos panículos de gordura; bons 
resultados para protocolos combinados com carboxiterapia. 
L-prolina
Atua na produção de colágeno. Quando associado a lisina, vit C e cobre apresenta 
melhores resultados. Suas funções são fortalecer tendões e ligamentos, reparar 
musculatura e tecido vascular, cardioprotetor e ajuda no envelhecimento cutâneo.
38
UNIDADE I │ MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA
L-lisina
Efeito supressor: impede a replicação do vírus Herpes simplex, não pode associar a 
L-arginina (serve de meio de cultura ao vírus). 
L-fenilalanina
Atua na produção de tirosina; aumenta a dopamina (melhora a depressão e Parkison); 
aumenta a produção de colecistoquina que é um sacietogênico, pois aumenta o tempo 
do alimento no estômago – protocolos de apetite/emagrecimento. Contraindicado 
associado a fenilcetonúricos.
L-ornitina
Aminoácido essencial, produzido pela utilização da hidrólise da L-arginina. Ornitina tem 
papel importante na produção do hormônio do crescimento e é usada para aumentar a 
massa muscular durante a redução de gordura corporal. 
HMB
Betahidroxibetametilbutirato (HMB) é o aminoácido que deriva do metabolismo da 
leucina. Sua ação decorre da redução da proteólise muscular e aumento da massa 
magra, desse modo, auxilia na eliminação da massa gorda corporal. Apresenta ação 
anticatabólica, ou seja, preserva a quantidade de massa magra durante os exercícios. 
Atua de modo a beneficiar o crescimento das células e a produção de proteínas, o que 
garante a hipertrofia muscular. 
BCAA
São aminoácidos de cadeia ramificada; sua forma injetável se assemelha com a oral, 
mas os comprimidos ou o pó dessa substância ao ingerir apresenta ação generalizada, 
enquanto que ao injeta-la, apresenta ação local, ganho de massa muscular. Composição: 
isoleucina, valina e leucina, associado a l-carnitina, l-arginina, vit B6, magnésio, zinco 
e lidocaína. Realizado uma vez por semana, após a aplicação o paciente, deve realizar 
atividade física em um período curto, de apenas 2 horas, para conseguir um maior efeito 
desse composto nas fibras musculares.
39
MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA │ UNIDADE I
Picolinato de cromo
Mineral essencial para a produção de insulina. O aumento da insulina melhora o 
recebimento de glicose, e a circulação sanguínea e a manutenção dos níveis de açúcar no 
sangue. Pode resultar em ganho de energia, queima de gordura e construção de massa 
muscular. Indicado para pessoas que não conseguem emagrecer porque consomem 
altas taxas de doce. Inibidor de apetite e vontades.
Picolinato de cromo + exercício físico = diminui gordura e melhora a massa muscular.
5HTP
Hidroxitriptofano, age da mesma forma que o triptofano, é percursora da serotonina, 
neutransmissor responsável pela sensação de bem-estar. Este composto sai facilmente 
da corrente sanguínea em direção ao cérebro e aumenta os níveis de serotonina no 
sistema nervoso central, contribuindo para o humor. Ele também favorece a liberação 
da leptina, hormônio da saciedade, e também melhora a qualidade do sono e o combate 
dos sintomas da TPM.
Morosil
Suplemento natural, feito a partir do extrato seco da laranja Moro, encontrada no 
Mediterrâneo. Seus benefícios são: gerenciamento do peso, aumento da sensibilidade 
a insulina, redução dos triglicérides e colesterol total, redução da gordura abdominal, 
potente antioxidante.
Vitamina B12 – metilcobalamina
Necessárias reações de metilação: trio (complexo B, b12 e B9) +taurina
Indicações: distrofia muscular – regenera terminais nervosos motores; esclerose 
múltipla, Alzheimer – melhora a memória e a comunicação; Parkinson – atua no 
metabolismo, L-dopamina, autismo (SC), sistema imunológico, hipotireoidismo, 
doença renal e psoríase
Deficiência: exame dosar b12 (211 – 911pg/mL)
Ideal é acima de 700 pg/mL
Dose diária 1000 mcg
40
UNIDADE I │ MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA
Efeito colateral – acne temporária
Benefícios da vitamina B12 - Auxilia na formação e reparo de células. Previne anemia, 
protege o sistema nervoso; fornece resistência e energia; previne o surgimento do 
câncer; atua na pele, unhas e cabelos; auxilia na fertilidade masculina; reduz peso; 
aumenta massa magra.
Não há diferença na quantidade recomendada para homens e mulheres, mas gestantes 
necessitam de apenas 0,0026 mg diários, enquanto as lactantes precisam de 0,0028 
mg também diário. 
A vitamina b12 é hidrossolúvel: o excesso é eliminado sem qualquer tipo de 
armazenamento. Desse modo, deve-se consumir as quantidades recomendadas 
diariamente. 
PQQ
Vitamina do complexo B: 100x mais potente que a vitamina C. Apresenta co-fator de 
oxirredução: neutraliza superóxidos e hidroxilos – cardioprotetor e neuroprotetor. 
Aumenta o número de mitocôndrias, promove biogênese (ativa genes de reprodução).
Protege DNA mitocondrial e preserva os já existentes.
Indicação: envelhecimento precoce, terapia oxidativa, metabolismo, melhora 
performance, atividade física, previne cabelos brancos.
Cuidado: IM/EV promove um calor súbito seguido detontura (duração de 30-40 min). 
Gluconato de cobre
O íon cobre melhora a tonalidade da pele agindo como cofator da tirosinase responsável 
por transformar a tirosina em melanina. 
41
CAPÍTULO 3
Protocolos e Técnicas de Aplicação 
de Intradermoterapia: sugestões de 
protocolos de intradermoterapia
Os protocolos são essenciais no nosso dia a dia; no entanto, para que possamos 
desenvolvê-los da melhor forma possível, precisamos ser capazes de dominar a técnica, 
além de ter conhecimento dos ativos, mas isso já foi visto no capítulo anterior. Além 
disso, precisamos saber avaliar o real problema do nosso paciente. Dessa forma 
saberemos qual protocolo deve ser utilizado para obter os melhores resultados. 
Abaixo, são apresentados alguns exemplos de protocolos, sugestões interessantes 
a serem usadas no cotidiano. Contudo, na prática, acabamos desenvolvendo nossos 
próprios protocolos, sem contar que, em muitos casos, será necessário desenvolver 
protocolos personalizados, o que os diferenciará no mercado de trabalho. 
Atualmente, além dos tratamentos injetáveis, sempre fazemos prescrições de cápsulas 
ou tópicos, dependendo para o que for o tratamento, para que o paciente/cliente 
permaneça com a conduta home care. Assim, obtemos melhores resultados pela 
associação e pela rotina de tratamentos que o paciente acaba entrando, trazendo mais 
assiduidade e desempenho dele. 
Despigmentante
Aplicação intradérmica por toda a extensão da mancha a ser tratada, adicionar 0,1mL 
por ponto durante doze semanas, sendo realizada uma vez por semana.
 » ácido tranexâmico 8mg;
 » ácido kójico 20mg;
 » lidocaína 8mg;
 » veículo qsp 2mL.
Flacidez corporal ou facial ou estrias
 » ADN (ácido hialurônico 10% + condroitin 2,5%) 2mL;
 » elastina 1% 2 mL;
42
UNIDADE I │ MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA
 » lidocaína 1% 2mL;
 » silício orgânico 1mg/2mL;
 » DMAE 3%/2mL.
Rugas e linhas de expressão
 » ácido hialurônico 40mg/4mL;
 » glucosamina 20%/4mL;
 » silício orgânico 1mg/2mL.
Flacidez corporal
 » ácido hialurônico 10%/2mL;
 » DMAE 3%/2mL;
 » condroitin sulfato 200mg/2mL.
Flacidez facial I
 » ácido glicólico 1%/2mL;
 » DMAE 3%/2mL;
 » ácido hialurônico 40mg/2mL;
 » lidocaína 1%/2mL.
Flacidez facial II
 » condroitin sulfato 10%;
 » ácido hialurônico 0,06%;
 » silício orgânico 0,5%;
 » DMAE 2,5%;
 » lidocaína 1%.
43
MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA │ UNIDADE I
Rejuvenescimento facial I
 » DMAE 7%;
 » lidocaína 2%.
Rejuvenescimento facial II
 » IGF;TGP2;
 » EGF;
 » ácido mandélico;
 » ácido kójico;
 » GAG.
Estria vermelha
 » IGF;
 » vitamina C 20%;
 » ácido hialurônico 1% + condroitin 2,5% (XADN);
 » silício orgânico 10mg/mL;
 » glicerinol;
 » lidocaína 1%.
Estria branca
Mescla I
 » IGF;
 » vitamina C;
 » polidocanol 0,5% - 0,5mL;
44
UNIDADE I │ MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA
 » silício orgânico 10mg/mL;
 » componente isolado - Gluconato de Cobre 0,28% - 0,5mL.
Mescla II
 » ácido hialurônico 0,06%;
 » buflomedil 1%;
 » sulf. magnésio 10%;
 » silicium P 3%;
 » lidocaína 1%.
Observação Importante
Em casos de estrias em que a aparência delas está branca é indicado utilizar nas 
primeiras aplicações o Gluconato de cobre observando a necessidade de aplicação em 
cada sessão, uma vez que ele persiste agindo no local por uma semana e obtendo a 
coloração desejada da pele retirar o medicamente da mescla.
Flacidez corporal
Mescla I
 » silício orgânico 10mg/ml;
 » colágeno 2%;
 » IGF;
 » TGF;
 » ácido hialurônico 1%.
Mescla II
 » DMAE 2,5%;
 » silício orgânico 0,5%;
45
MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA │ UNIDADE I
 » polidocanol 0,5%;
 » lidocaína 1%;
 » GAG 17,2%.
Celulite
 » benzopirona + Rutina 1mg/2mL;
 » cafeína 50 mg/2mL;
 » mesoglicana;
 » lidocaína 2%.
Celulite grau II
 » ioimbina 0,5%;
 » buflomedil 1%;
 » crisina 100mcg;
 » L-carnitina 30%;
 » lidocaína 10%.
Celulite grau III
 » desoxicolato 122mg;
 » pentoxifilina 2%;
 » crisina 100mcg;
 » silício orgânico 0,5%;
 » lidocaína 1%.
46
UNIDADE I │ MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA
Para gordura localizada
Mescla I
 » desoxicolato de sódio 4,75%;
 » cafeína 100mg/2mL;
 » silício orgânico 10mg/mL;
 » buflomedil 10mg/2mL;
 » lidocaína 1%.
Mescla II
 » tripeptideo -41 1,2% 2mL;
 » cafeína 10mg/2mL;
 » lidocaína 1%;
 » silício orgânico 10mg/2mL;
 » aminofilina 40mg/2mL.
Intramuscular ─ emagrecimento
 » aminofilina 20mg;
 » furosemida 5mg;
 » lidocaína 40 mg;
 » cafeína 100 mg;
 » inositol 100mg
 » ceículo qsp 5mL.
47
MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA │ UNIDADE I
Emagrecimento grau I
Mescla I
 » picolinato de cromo 200mcg;
 » L-ornitina 150mg;
 » L-fenilalanina 50mg;
 » inositol + taurina 200mg;
 » lidocaína 10 mg.
Mescla II
 » vitamina B12 + metionina + inositol + colina 2mL;
 » L-cornitina 600mg;
 » L-ornitina 150mg;
 » L-fenialanina 2,5%;
 » lidocaína 2%.
Mescla III
 » L-carnitina 600mg/ 2mL Emagrecimento grau II e III;
 » L-Fenilalanina 2,5%/ 2mL;
 » L-ornitina 150 mg / 2mL;
 » lidocaína 1% 2mL.
Os protocolos devem ser desenvolvidos uma vez na semana, pois são técnicas 
desconfortáveis e podem gerar hematomas. Muitas vezes o hematoma não desaparece 
em uma semana. Na hora do procedimento não pode aplicar na região que ainda 
apresenta o hematoma, pois o paciente terá dor e não terá efeito naquele local. Alguns 
protocolos de flacidez podem ser realizados a cada duas semanas, para ocorrer o 
estímulo de colágeno, se atentar nos ativos envolvidos. 
48
UNIDADE I │ MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA
Protocolos para gordura localizada: pode ocorrer de alguns pacientes incharem muito, 
desse modo realiza-se a aplicação a cada 15 dias.
Técnicas manuais de aplicação
As técnicas manuais de aplicação são realizadas por via parenteral, sendo as mais 
utilizadas na intradermoterapia ou mesoterapia a intradérmica, a subcutânea 
e a intramuscular. A aplicação intramuscular não é considerada uma técnica 
mesoterápica, uma vez que Pistor relata que a técnica consiste em injeções 
intradérmicas ou subcutâneas de um fármaco ou de uma mistura de vários 
produtos denominada, melánge ou mesclas.
Outras técnicas conhecidas e utilizadas na aplicação é a técnica ponto por ponto, 
descrita pela primeira vez por Pistor, a qual envolve a aplicação da mescla no 
volume de 0,02 a 0,05mL perpendicular à pele (4 mm de profundidade) com 
uma distância de 1 a 2 cm entre os pontos. As injeções são aplicadas com pouco 
volume sempre perpendicularmente à pele em uma profundidade precisa na 
derme profunda, distanciando em torno de 1 a 2 cm. Como relatado acima, esta 
técnica é usada principalmente para redução da gordura localizada (ADELSON, 
2005).
A técnica Nappage é mais superficial (2 mm de profundidade), ocorre pressão 
constante sobre o êmbolo durante a aplicação, como se imitasse uma máquina 
de costura em um ângulo de 45°, com uma agulha de 4 mm. Este procedimento 
é um dos mais desconfortáveis para o paciente. G técnica é utilizada no couro 
cabeludo e na celulite (ADELSON, 2005).
Nesta técnica de Nappage, com um movimento de vibração rápido no pulso, o 
profissional produz múltiplos impactos invisíveis no nível da epiderme. O gesto 
deve ser perfeitamente dominado para evitar escoriações cutâneas durante o 
mesolifting bem como o sangramento. O produto depositado nessas multipucturas 
é absorvido rapidamente. Isso porque esta técnica permite estimular as seguintes 
estruturas sub-basais e basais(LE COZ, 2012):
 » unidade microcirculatória: importante efeito vasoativo (alternância 
cruzada de vasoconstrição e vasodilatação) (LE COZ, 2012);
 » unidade de competência nervosa: efeito mecânico direto da ponta da 
agulha sobre os receptores sensitivos da camada córnea (LE COZ, 2012);
49
MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA │ UNIDADE I
 » unidade de competência imunitária: efeito farmacológico dos 
medicamentos utilizados na camada basal para a imunoestimulação(LE 
COZ, 2012);
 » unidade de competência fundamental: a absorção cutânea dos produtos é 
rápida. Ela segue uma passagem transdérmica. A substância fundamental 
é supostamente visada por essa passagem (LE COZ, 2012). Esta técnica é 
realizada em toda a extensão da face e pescoço, principalmente.
A técnica epidérmica será relatada no tópico a seguir.
Figura 3. Ângulos de inserção da agulha segundo a via de administração: intramuscular (IM), 
subcutânea (SC) e intradérmica (ID).
 
 
Intradérmica 10º-
Intravenosa Subcutânea 
Intramuscular 90º 
Músculo 
Tec. subcutâneo 
Derme 
Epiderme 
Intramuscular 90º Subcutâneo 45º Intravenoso 25º Intradérmico 10º-
Fonte: http://carlos-sobrinho.blogspot.com/2013/06/angulo-de-perfuracao-com-agulha.html.
Intraepidérmica
Esta é a mais superficial (1 mm de profundidade) de todas as técnicas, em que a camada 
basal da pele não é penetrada. As agulhas de calibres 27-31 são usadas com o bisel 
orientado para longe da pele e arrastado ao longo com uma leve pressão positiva 
aplicada ao êmbolo, feito de um padrão em grelha, a intervalos de 1 cm ao longo de toda 
a área afetada. Esta técnica é útil para pacientes com baixo limiar de dor e é ideal para 
o rejuvenescimento facial (ADELSON, 2005).
50
UNIDADE I │ MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA
Múltiplas injeções de pequenas doses de medicamentos, em locais precisos, em uma 
única sessão que exigem muito do profissional. Para superar esta difícil tarefa, muitos 
profissionais usam um dispositivo chamado Mesogun. Os benefícios da Mesogun 
incluem injeções mais rápidas, entrega precisa da dose, profundidade consistente de 
penetração e mais conforto para o profissional e o paciente (LEIBASCHOFF, 2006).
Além das tradicionais agulhas e seringas para o tratamento, também podem ser utilizadas 
sofisticadas pistolas de mesoterapia. Essas pistolas possuem injetores eletrônicos 
de múltiplos pontos que permitem a quantificação do volume e da profundidade da 
aplicação. A desvantagem no uso da pistola está na dificuldade de esterilização de todo 
o conjunto, uma vez que somente a agulha é descartável (HERREROS et al., 2011; 
ROHRICH et al., 2005).
Nesta técnica de injeção utiliza-se uma agulha de 13 mm de comprimento com um 
diâmetro de 0,29 mm (30 G) (LE COZ, 2012). A agulha é colocada superficialmente à 
pele, ou seja, a 15º aproximadamente com o bisel para cima.
A técnica tradicional pode ser utilizada para tratamento de estrias, flacidez e 
rejuvenescimento facial. Nestes procedimentos é necessário fazer uma pápula para 
administrar a medicação, também a 15º. Na estria esse tratamento deve ser aplicado 
dentro dela; na flacidez, em toda a extensão e no rejuvenescimento, em pontos-chave 
para a produção de colágeno e elastina da área tratada (LE COZ, 2012).
Quando for aplicar a técnica de intradermoterapia para rejuvenescimento na face e 
pescoço, os principais pontos a considerar serão:
 » oval do rosto pescoço e colo;
 » músculo plastima;
 » músculo orbicular oral;
 » zona dos malares;
 » músculo orbicular ocular;
 » músculo prócero;
 » músculo corrugador do supercílio;
 » zona da testa;
 » profundidade das injeções 0,5 a 4,0 mm.
51
MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA │ UNIDADE I
Quando o produto a ser injetado for líquido, injetar como pápula, quando o 
produto for denso, injetar na derme e não mais na epiderme, caso contrário, o 
composto pode permanecer dias aparente na pele. Já o líquido, quando aplicado 
em pápula, fica alguns minutos, horas no máximo.
Intradérmica
Utiliza-se a mesma agulha 30 G, no entanto, aplica-se a 45º, acometendo um plano 
mais profundo quando comparado à via epidérmica (LE COZ,2012). Os lugares devem 
ter poucos pelos, pouca pigmentação e pouca vascularização; por exemplo: face (LE 
COZ, 2012).
Geralmente é injetado em torno de 0,05 a 0,1mL por ponto. Em aplicações intradérmicas, 
duas técnicas são bastante usadas: a ponto por ponto e a múltiplos pontos (ADELSON, 
2005).
A técnica de múltiplos pontos necessita do posicionamento preciso do ângulo da 
agulha a 45º, fazendo-a penetrar de 0,5 a 2 mm de profundidade (derme superficial). É 
interessante salientar que somente 1/3 da dose propelida é injetada (ADELSON, 2005).
“A escolha da técnica de múltiplos pontos é guiada pela noção de‘INTERFACE-MESO’” 
─ definida pelo Dr. Kaplan, que diz
A ação de estímuloterapia local e a ação farmacológica local ou 
sistemática da mistura injetada vão depender do número de receptores 
ativados, que é nomeado de nociceptores cutâneos, de unidades 
microcirculatórias ou de unidades de competências imunológicas 
(KAPLAN; COUTRIS, 1992).
Desse modo, a superfície de contato entre a mistura injetada e o tecido-hospedeiro é 
bem maior em reconstrução do que em injeções contínuas ponto por ponto. Assim, para 
1 mL de líquido injetado em 10 pontos de 0,10 mL, a interface-meso será de 10 cm2, mas 
se para o mesmo volume, injetar em 200 pontos a reconstrução será de 0,005mL e 
então, a interface-meso será de 28,5 cm2 (KAPLAN; COUTRIS, 1992).
A INTERFACE-MESO seria a superfície de contato estabelecida entre os produtos 
injetados e o tecido injetado. Assim, quanto mais fragmentada a substância (por 
múltiplos pontos, com menor quantidade de substância), maior a interface-
meso e maior o número de nociceptores/receptores dérmicos ativados (KAPLAN; 
COUTRIS, 1992).
52
UNIDADE I │ MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA
Já a injeção intradérmica profunda é feita entre 1 a 3 mm de profundidade sem pápula, 
com dose variando de 0,1 a 0,2 mL por ponto.
Figura 4. Esquematização de aplicação intra-epidérmica na técnica de intradermoterapia.
Fonte: http://sa.sol-m.com/noticias/agulhas-e-seringas-indicadas-para-aplicacao-intradermica/.
Figura 5. Esquematização de aplicação intradérmica na técnica de intradermoterapia.
 
 
Músculo 
Tecido subcutâneo 
Derme 
Epiderme 
Fonte: http://sa.sol-m.com/noticias/agulhas-e-seringas-indicadas-para-aplicacao-intradermica/.
Hipodérmica – subcutânea
A absorção é lenta e, por meio dos capilares ocorre de forma contínua e segura. As 
regiões de aplicação podem ser, por exemplo: braço (apresenta velocidade média de 
absorção da medicação), abdome e flancos (velocidade rápida), perna e subglúteo 
(velocidade lenta). O local da aplicação deve ser revezado quando for aplicado por 
período indeterminado (LE COZ, 2012).
Essas injeções podem variar de 4 a 13 mm de profundidade em função das localizações, 
a aplicação ocorre com a agulha no ângulo de 90º dependendo da prega adipocitária. Se 
o paciente for muito magro, deve-se fazer ângulo de 45º, no entanto, padroniza-se usar 
agulha 30 G para tratamentos de gordura localizada (LE COZ, 2012).
53
MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA │ UNIDADE I
Complicações que a técnica hipodérmica pode 
apresentar
 » infecções inespecíficas;
 » formação de tecido fibrótico;
 » embolias por lesão de vaso ou uso de drogas oleosas ou em suspensões;
 » lesão de nervos;
 » úlcera ou necrose de tecidos.
Figura 6. Esquematização da aplicação subcutânea na técnica de intradermoterapia.
 
 
Músculo 
Tecido subcutâneo 
Derme 
Epiderme 
Fonte: http://sa.sol-m.com/noticias/como-fazer-aplicacao-subcutanea-com-seguranca/.
Intramuscular ─ IM
Não são todos os profissionais na área da estética que se beneficiam desta aplicação, 
como esteticistas, fisioterapeutas, biólogos. 
A aplicação IM é de rápida absorção. O músculo escolhido dever ser bem desenvolvido 
e de fácil acesso, não possuir grandes calibres nem nervos.
Os músculos e volumes injetados são:
 » deltoide – de 2 a 3 ml;
54
UNIDADE I │ MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA
 » glúteo – de 4 a 5 ml;
 » músculo da coxa (quadríceps – vasto lateral) - de 3 a 4 mL.
Aplicação do músculo glúteo
Dividir o glúteo em quatro quadrantes e aplicar no quadrante superior externo.
Complicações que a técnica intramuscular no músculo 
glúteo pode apresentar
As complicações que podem ocorrer na aplicação IM são: embolia,infecção e abscessos. 
O profissional deve tomar cuidado com o nervo ciático na aplicação na região glútea.
Figura 7. Ilustrações da aplicação intramuscular para a técnica de intradermoterapia na região do glúteo.
 
 Fonte: https://medifoco.com.br/injecao-intramuscular/.
55
MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA │ UNIDADE I
Aplicação do músculo deltoide
5 a 6 cm depois do final do ombro (~ 4 dedos)
Complicações que a técnica intramuscular no músculo 
deltoide pode apresentar
Vásculos-nervosas com paralisia muscular.
Figura 8. Ilustração da aplicação intramuscular da técnica de intradermoterapia na região deltoide.
Fonte: https://www.tuasaude.com/como-aplicar-injecao-intramuscular/.
Aplicação no músculo da coxa
Distanciar um palmo a partir do joelho até o vasto lateral.
Complicações que a técnica intramuscular no músculo 
da coxa pode apresentar
Nesta aplicação o(a) biomédico(a) esteta deve tomar cuidado com o nervo fêmuro-
cutâneo. A técnica ode causar, abscessos, nódulos e dores.
56
UNIDADE I │ MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA
Figura 9. Ilustração para aplicação intramuscular na região vasto lateral da coxa.
Fonte: https://www.tuasaude.com/como-aplicar-injecao-intramuscular/.
O pool de aminoácidos é um tratamento injetável de enzimas intramusculares indicado 
para ganho rápido de massa muscular e manutenção da massa muscular; aumento 
da força e contração muscular; aumento da carga nos exercícios; ganho de resistência 
e fôlego durante o exercício; síntese muscular perfeita; prevenção e tratamento da 
sarcopenia; pacientes em estados hipercatabólicos, traumatizados ou desnutridos; 
aumento do transporte de oxigênio; auxílio em dietas de emagrecimento; redução da 
fadiga mental e muscular e ajuda na manutenção dos níveis de serotonina e melatonina 
no cérebro. 
Seringas utilizadas na intradermoterapia
Lembre-se que a seringa estéril, descartável, em plástico é utilizada individualmente 
para cada paciente em cada sessão. Cada tipo de seringa pode ser usado com um tipo 
de aparelhagem específico para o seu tamanho. Seu tamanho varia, por exemplo (LE 
LOZ, 2012):
 » seringas com volume de 1 a 2,5 mL geralmente são usadas para 
intervenções na face ou sobre o couro cabeludo, pois as graduações são 
mais precisas e a pressão na injeção menor;
 » seringa de 5 mL geralmente servem para intervenções manuais de áreas 
médias;
 » seringa de 10 mL na maioria das vezes é utilizada para grandes áreas, 
para tratamento de gordura localizada, celulite, flacidez (dependendo da 
região), estria (dependendo da quantidade) (LE COZ, 2012).
57
MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA │ UNIDADE I
É preciso sempre prestar atenção nas graduações da seringa para controlar as 
quantidades injetadas. É prudente manter uma compressa ou um algodão seco na 
hora da aplicação, após a assepsia do local (um algodão embebido no álcool faz sangrar 
novamente). Esse algodão serve para comprimir os pontos de injeção para evitar que 
eles sangrem, mas não deve tocar a agulha (LE COZ, 2012).
O excesso do conteúdo inserido nas seringas só deve ser expelido após a 
colocação da agulha, desse modo, serão retirados o ar e as bolhas que haviam 
ficado até então lá dentro.
Agulhas utilizadas na intradermoterapia
Cada agulha ou perfuro cortante deve ser descartado em um recipiente sólido feito para 
este fim ou em um incinerador (LE COZ, 2012).
As agulhas geralmente usadas são classificadas em:
 » para ressuspender a medicação usa-se a de 18G 1½ 40 x 1,2mm (rosa);
 » para gordura localizada usa-se a de 30G ½ 13mm (aplicação SC) (amarela);
 » para estrias, lipodistrofia e flacidez ou rejuvenescimento pode-se utilizar 
a de 30G1/2 13 mm (técnica de retroinjeção para estria; aplicação SC para 
lipodistrofia, ponto por ponto e flacidez aplicação ID) ou 30G ½ 4 mm 
(técnica ponto a ponto – ID para todas as disfunções);
 » para aplicações IM usa-se a de 22G 1 ¼ 0,70 x 30mm (cinza).
Figura 10. Ilustração das agulhas usadas na intradermoterapia e seus respectivos tamanhos.
Rosa – 18G ½” – 40 x 1,20
Preta – 22G ¼” – 30 x 0,70
Amarela – 30G ½”- 4mm (pequena) / 30G ½” -13 x 0,30 (maior – mão ilustrada)
Fonte: http://www.metsavaht.com.br/ortopedia/mesoterapia/.
58
UNIDADE I │ MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA
Produtos
As ampolas devem ser abertas no último momento, pois alguns produtos são degradáveis 
à luz. É imprudente, até mesmo perigoso, preparar misturas com antecedência. Além 
disso, é proibido pela ANIVSA. Desse modo, opte por comprar kits de ampolas separadas 
e não mesclas já prontas (LE COZ, 2012).
As preparações devem comportar poucos produtos a fim de diminuir os riscos de 
incompatibilidades física e química. Na hora que preparar, atente para o pH das 
ampolas, sempre ordenando do pH maior para o menor ou do menor para o maior, 
para que assim você não desestabilize a mistura. ISSO É MUITO IMPORTANTE.
Se não fizer dessa forma, a mistura pode turvar, e o composto não fará efeito podendo 
gerar efeito colateral na maioria das vezes (LE COZ, 2012; ADELSON, 2005).
Antes de preparar qualquer produto observar se a solução está límpida isenta de grumos 
ou partículas.
Para quebrar a ampola, segure no corpo dela, com uma das mãos, deixando-a na 
posição de 45º, assim minimiza-se o risco de contaminação ao abrir. Com o dedo 
indicador envolva a parte superior da ampola, e com a ponta do polegar faça apoio no 
estrangulamento, puxando para trás. 
Aplicação
Não injetar uma quantidade muito grande por ponto, pois isso pode provocar dor e 
nódulos que demoram a desaparecerem.
Uma quantidade excessiva do produto pode provocar adenopatias.
Técnicas
Em determinados casos, a injeção pode causar dor ao paciente, isso pode estar 
relacionado aos seguintes fatores:
 » a agulha tocou um pequeno vaso;
 » a agulha atingiu uma ramificação nervosa;
 » a injeção foi aplicada muito rapidamente;
 » a quantidade injetada foi muito grande;
59
MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA │ UNIDADE I
 » o produto foi mal diluído;
 » a injeção foi muito superficial.
Desse modo, é interessante intervir no primeiro momento, fazendo uma aplicação 
rápida da agulha (para isso requer experiência), e no segundo momento, fazendo uma 
injeção progressiva do produto (LE COZ, 2012).
Observe sempre seu paciente para perceber sua feição. Caso o paciente demonstre estar 
sentido dor é indicado mudar o movimento.
Além disso, não se deve repetir as sessões muito aproximadamente. Isso é inútil (o 
efeito benéfico da sessão precedente é diminuído) e, às vezes, perigoso (multiplicação 
dos hematomas). Não se deve aplicar em cima de hematoma (LE COZ, 2012). A dor é 
maior, a região apresenta edema e inflamação. 
Figura 11. Técnica por retroinjeção.
 
 
Fonte: Autora, 2020.
Figura 12. Técnica ponto a ponto, deve ser espaçada de 1 a 2cm por ponto.
 
 
Fonte: Autora, 2020.
60
UNIDADE I │ MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA
Anestésicos
Alguns pacientes apresentam muita sensibilidade na hora da aplicação do anestésico, 
sendo muito doloroso e até mesmo traumatizante a técnica de intradermoterapia, 
principalmente as aplicações na epiderme (intra-epidérmica) e derme (intradérmica 
e subcutâneo). Com isso, é importante pensarmos no conforto do paciente, já que as 
sessões são realizadas na maioria das vezes semanalmente. Assim, antes de iniciar as 
injeções deve-se fazer compressa de gelo na região, podendo ser com bolsa de gelo ou 
para áreas menores com caneta Skin Cooler ou o Massageador facial anti-idade vibração 
harmonização energy. 
Também podem ser usados os próprios anestésicos principalmente para a região da 
face como EMLA®, DERMOMAX®, Piaglis®, ou até mesmo anestésicos manipulados, 
que trazem conforto ao paciente.
61
CAPÍTULO 4
Classificação de Gordura Localizada 
Hiperlipodistrofia
A gordura corporal tem um papel fundamental nas reservas energéticas do ser 
humano, equilibrando a temperatura e homeostase corporal, transporte de vitaminas 
lipossolúveise proteção de órgãos vitais contra choques. Além disso, é sabido que o 
tecido adiposo é o principal reservatório energético do corpo (XAVIER; PETRI, 2009).
No entanto, sempre que um indivíduo excede a ingestão da quantidade de caloria em 
relação ao seu gasto energético diário a energia acaba sendo reservada em forma de 
gordura (XAVIER; PETRI, 2009).
Desse modo, deduz-se que indivíduos sedentários em sobrepeso ou obesos apresentam 
gordura corporal em excesso, pela ingestão ser maior que o gasto energético (XAVIER; 
PETRI, 2009).
A hiperlipodistrofia resume-se ao aumento exacerbado e anormal de gordura 
proveniente da alimentação, armazenada na forma de triglicérides nos adipócitos. Este 
armazenamento acomete áreas diferentes dependendo do gênero, sendo nos homens na 
região abdominal na maioria dos casos e, nas mulheres, na região glúteo-femoral, por 
representar áreas de menor atividade metabólica. Além disso, o aumento da gordura 
localizada está relacionado ao ganho de peso (LE COZ, 2012) (Figura 13).
Contudo, deve-se frisar que as mulheres que estão no período de mudanças como a 
menopausa, ou que já passaram dela, tendem apresentam taxas hormonais baixas, o 
que interfere no acúmulo, metabolismo e consequentemente disposição da gordura 
corporal, que muitas vezes se torna uma gordura de aspecto androide e não mais ginoide. 
62
UNIDADE I │ MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA
Figura 13. Desenho mostrando as regiões que acometem maior quantidade de gordura localizada na mulher 
(pera ─ ginoide) e no homem (maçã ─ androide).
Fonte: https://www.bemestardehoje.com.br/doencas-cronicas/obesidade-ginoide-ou-androide.
Os fatores etiológicos que podem desencadear a hiperlipodistrofia são:
 » genéticos/ hormonais;
 » qualidade de vida.
Para avaliar a hiperlipodistrofia leve em consideração:
 » IMC (Índice de Massa Corpórea) 25;
 » medidas de circunferência.
Quadro 1. Classificação segundo Organização Mundial da Saúde (OMS) do IMC.
IMC Classificações
Menor que 18,5 Abaixo do peso normal
18,5-24,9 Peso normal
25,0-29,9 Excesso de peso
30,0-34,9 Obesidade classe I
35,0-39,9 Obesidade classe II
Maior ou igual a 40,0 Obesidade classe III
Fonte: autora, 2019.
IMC = peso/ altura2
63
MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA │ UNIDADE I
Quadro 2. Valores de comprimento de circunferência abdominal considerados como risco para doenças 
associadas à obesidade.
Risco elevado Risco muito elevado
Mulheres ≥80 ≥88
Homens ≥94 ≥102
Fonte: Sampaio, 2004.
O tratamento eficaz para essa condição é o emagrecimento primordialmente e qualquer 
que seja o programa de emagrecimento, todos devem estar associados a uma atividade 
física regular. Existem diferenças na resposta lipolítica ao exercício em função da 
localização dos tecidos adiposos (BORGES, 2006; GARCIA et. al, 2006).
Durante o exercício, em ambos os sexos, a lipólise do tecido adiposo subcutâneo 
abdominal aumenta exacerbadamente. No entanto, a do tecido adiposo fêmuro-gluteal 
aumenta, mas de forma mais insignificante. Essa diferença é ainda mais marcante na 
mulher, o que pode explicar a dificuldade de conseguir reduzir essa região, mesmo 
durante exercícios que estimulam a lipólise dos outros depósitos de gordura. Desse 
modo, conseguimos propor de forma decrescente as partes do corpo dos homens e das 
mulheres que apresentam um gasto energético maior durante o exercício físico (LE 
COZ, 2012; BORGES, 2006; GARCIA et. al, 2006). Ou seja, no homem, durante o 
exercício físico o gasto energético começa no abdome tronco braços pernas, enquanto 
que na mulher o maior gasto energético começa nos braços tronco pernas.
Um tratamento intradermotérapico que vem se associar a uma reeducação alimentar, 
exercício físico regular e/ou tratamento medicamentoso é o tratamento intramuscular 
de intradermoterapia. A associação desses fatores pode corroborar para um 
emagrecimento mais rápido.
É muito importante solicitar os últimos exames laboratoriais do paciente e ver se ele 
está apto para fazer o tratamento em questão, ou se é um paciente que apresenta uma 
das contraindicações como citado acima. Caso o paciente não esteja com os exames 
em dia, oriente-o a ir no médico, ou faça uma parceria com um, para que você, como 
profissional, saiba sempre as condições fisiológicas do paciente. 
Para a aplicação das mesclas, por exemplo de gordura localizada na técnica de 
intradermoterapia, antes de mais nada deve-se medir o paciente com fita métrica. 
Nesse caso divide-se em três partes o abdome, escolhendo sempre a maior área para ser 
trabalhada. A divisão deve ser de 5 cm de distância entre as três medidas. Por exemplo, 
se a maior área de gordura for a região central do abdome, meça 5 cm acima do umbigo, 
no umbigo e 5 cm abaixo do umbigo. Essa medição deve ser feita sempre na mesma 
região e todas as vezes que o paciente retornar para fazer a aplicação. A medida deve ser 
64
UNIDADE I │ MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA
feita antes e não após a sessão. Na primeira e última sessões, deve-e tirar foto da região. 
A câmera precisa estar posicionada da mesma maneira em todos os momentos. Além 
da fita métrica também é importante medir a quantidade de gordura com o adipômetro. 
Pregas menores que 1,5 não devereceber a enzima para gordura localizada a 90º, por 
exemplo, pela falta de espessura de gordura na região. Antes de começar o tratamento, 
limpe sempre a área com clorexidine ou álcool 70º. Com um lápis de olho, marque os 
pontos, para facilitar na hora da aplicação. Deve-se espaçar no mínimo 1 cm e não mais 
que 5 cm cada ponto. Trabalhe sempre a região que apresentar maior prega de gordura. 
Observe se o paciente apresenta espessura de prega para que você consiga aplicar a 
90º o produto, senão aplique a 45º. Na hora que for injetar o produto, injete devagar 
o líquido para amenizar o desconforto do paciente. As regiões que podemos trabalhar 
são: abdome inferior, abdome superior, abdome total, flancos, culote, interno de coxa, 
interno dos joelhos, dorso inferior, dorso superior, sub-glúteo, posterior do braço, back 
shape (área inferior das costas, acima do bumbum).
Limpar a área com gaze seca é a melhor opção para parar o sangramento. É normal o 
paciente sentir-se inchado, dolorido, ficar com eritema, por até 5 dias em média, e ter 
hematomas na região, por até 7 dias em média. Recomenda-se o uso de pomada para 
hematoma, exemplo: Hirudoid®, Arnica, Trombofob®.
Após 48 horas deve-se indicar drenagem linfática, para eliminar as toxinas acumuladas 
na corrente sanguínea, com a consequente redução dos adipócitos. Para associar a 
atividade física, apenas após 6 a 8 horas, quando a mescla já desempenhou seu papel 
no organismo de fato. Nesse momento pode-se indicar a cinta modeladora, a ser usada 
durante a prática de atividade física.
Qualquer tratamento que se queira associar, deve fazer antes da aplicação de enzima, 
essa deve ser sempre realizada por último, para a medicação permanecer no local da 
aplicação. Dependendo do procedimento, o produto pode ser absorvido mais rápido, 
diminuindo seu resultado. 
Muitos pacientes têm a percepção errada de que após a aplicação de enzima deve-se 
fazer exercício físico no local aplicado. Por exemplo, aplicou-se enzima no abdome, e 
o paciente faz abdominal. Desse modo, é importante deixar claro ao paciente a forma 
como atua o produto na fisiologia, para que ele não diminua o resultado que possa vir 
a obter. 
Para os tratamentos faciais e flacidez, faça também os pontos para facilitar as aplicações. 
Já para estria, faça retroinjeções em cada uma das estrias. Na celulite aplique dentro 
dela a 45º. Dependendo do grau da celulite associe com carboxiterapia para romper as 
65
MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA │ UNIDADE I
fibras ou até mesmo fazer subincisão. Para tratamento capilar, aplique ponto a ponto 
a 15º. 
Após os tratamentos faciais deve-se sempre finalizar com protetor solar. Para 
tratamentos capilares, peça para o pacientetrazer o manipulado que você irá prescrever 
para ele, para que ao final da sessão você o aplique, ou então manipule um que possa ser 
aplicado em todos os tipos de queda capilar e deixe em seu consultório. 
As contraindicações para o tratamento de intradermoterapia dependem de qual composto 
for usar, sendo bem específico. Em sua maioria não pode realizar esse tratamento 
pacientes que estão com triglicérides, enzimas hepáticas e colesterol alterados, diabetes 
descontrolado, assim como hipertensão. Pacientes que estão em tratamento de câncer 
ou que terminaram em até 3 anos a 5 anos, devem ter uma autorização ao médico. 
Doenças autoimunes, gestantes e lactantes também são contraindicações. 
As indicações são para os pacientes que almejam resultado para flacidez, estrias, queda e 
nutrição de cabelo, gordura localizada, perda de peso, melhora da performance, acelerar 
o metabolismo, crescimento muscular, clareamento de manchas e rejuvenescimento.
Skinbooster
Como sabemos, o envelhecimento causa uma série de mudanças, como a redução da 
funcionalidade dos fibroblastos; redução progressiva no conteúdo de ácido hialurônico 
na pele; e redução e desestruturação do colágeno e das fibras elásticas.
Como consequência, as propriedades viscoelásticas (compactação, tônus e equilíbrio 
hídrico) e mecânicas (espessura e elasticidade) ficam reduzidas, assim como as trocas 
metabólicas. A estrutura da derme e o consequente suporte para as veias é enfraquecido. 
Após os 30 anos (acentuando-se aos 50 anos de idade) o conteúdo de ácido hialurônico 
é reduzido assim como a hidratação da derme, e as trocas entre sangue e tecidos sofrem 
alterações. 
As funções do ácido hialurônico na pele são: modulação das funções da pele; preservação 
da integridade, mobilidade e proliferação celular; estimulação da formação de novo 
colágeno; reconstrução da estrutura da pele (matriz extracelular); manutenção de 
hidratação balanceada; contribuição para preservação e melhora das propriedades 
elásticas; prevenção e redução da formação de linhas e rugas; contribuição para o 
aumento da firmeza.
66
UNIDADE I │ MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA
O ácido hialurônico tem alto poder hidratante já que é capaz de se ligar e manter grandes 
volumes de água, até 500 vezes seu próprio peso, por exemplo: 20 mg de AH se ligam 
a ~ 10 g de água. 
Nesta abordagem ao cuidado da pele fazemos uso de diferentes categorias 
de tratamento com injeção de ácido hialurônico que são muito empregadas, 
principalmente na Europa. Com esses tratamentos busca-se melhorar a aparência 
superficial da pele, sua textura, além de restaurar o tônus, a elasticidade e obter 
hidratação equilibrada. Uma dessas categorias, a “biorrevitalização”, é baseada no 
uso de ácido hialurônico natural não modificado, com ou sem adição de substâncias, 
como vitaminas, aminoácidos entre outros (bioestimulação). Em alguns países 
europeus e não europeus essa categoria também é denominada mesoterapia. Outra 
categoria de tratamento com injeção, disseminada desde 2004, é conhecida como 
skinbooster (intensificadora da pele). Baseia-se no uso de uma forma particular 
de ácido hialurônico, o gel NASHA, que foi submetido a pequenas modificações 
(estabilização) para maior persistência da pele. 
Diferentemente do que ocorre com a biorrevitalização/bioestimulação, em que 
o ácido hialurônico natural permanece muito pouco tempo no tecido, com o 
NASHA, graças ao processo de estabilização, o efeito na pele é prolongado, com 
hidratação profunda na forma de reservatórios dérmicos de ácido hialurônico, o 
que é cientificamente demonstrado. Os skinboosters da marca Restylane, Princess, 
Rennova e alguns outros são os únicos produtos com base em ácido hialurônico 
não reticulado estabilizado disponíveis em fórmulas injetáveis para o cuidado 
com a pele. A revitalização e os intensificadores da pele são tratamentos a serem 
administrados em múltiplas sessões. No caso da revitalização, o número de sessões 
varia e não há padrão pré-definido (entre 3 e 7 ou 8 sessões com intervalos de 7 a 
15 dias). Para os intensificadores comprovou-se efetivamente por até 6 meses com 
ciclos de 3 sessões a cada 20 ou 30 dias e uma única sessão de manutenção após 4 
ou 6 meses. 
Russo & Fundaró (2016) se baseiam principalmente no uso de intensificadores tanto 
como tratamento exclusivo quanto como tratamento preliminar ou complementar 
para correção de volume ou com preenchimento de rugas. A preferência por 
intensificação em detrimento da revitalização é baseada em experiências clínicas 
positivas em termos de efetividade e satisfação dos pacientes, corroboradas por 
resultados em estudos que demonstram melhora significativa e duradoura no 
que se refere a elasticidade, tônus e turgor da pele, assim como em parâmetros 
como identificação clínica de elastose solar e luminosidade da pele. Em um estudo 
comparativo sobre rejuvenescimento da pele no dorso e na mão comprovou-se a 
67
MESOTERAPIA – INJETÁVEIS INTRADERMOTERAPIA │ UNIDADE I
maior efetividade do gel NASHA em comparação com as fórmulas contendo ácido 
hialurônico natural não modificado. 
Programa de tratamento – Objetiva melhorar a qualidade da pele, promovendo 
hidratação profunda e duradoura e reestruturação gradual. O programa, como já 
mencionado, pede três sessões, uma vez por mês, e uma única sessão de manutenção 
após 4 ou 6 meses. Este programa também deve ser individualizado de acordo 
com as necessidades específicas de cada paciente. Dependendo das características 
da pele e das necessidades do paciente, identifica-se tratamento mais adequado 
e correto. A partir de então será possível administrar microinjeções em regiões 
específicas da face, pescoço e colo. Imediatamente após a sessão de tratamento é 
possível que haja um pequeno edema, que deve desaparecer espontaneamente em 
2 a 3 dias. 
As microinjeções devem ser aplicadas com a agulha tangenciando a pele (5 
a 10 graus de inclinação) com cerca de 1 cm de distância entre elas, utilizando 
agulhas convencionais ou microcânulas flexíveis que não permitem tratar toda 
a face com muito poucos orifícios de entrada. As injeções devem ser na camada 
intermediária (deve ser aplicada injeções breves, lineares ou multipunções pode 
usar microcânula) ou profunda da derme (que não devem ser aplicadas com 
técnica de microgotas visível), deve ser curta, linear com microdepósitos do gel. 
Isso vai depender do produto que for usar. 
Pode-se concluir que as injeções de NASHA estimulam a produção de colágeno 
por diferentes mecanismos de ação, incluindo tração mecânica de fibroblastos, 
estimulação de fatores de crescimento e inibição da degradação do colágeno, com 
efeitos evidentes já na primeira sessão. 
A biorevitalização feita com mesclas de produtos que contêm ácido hialurônico, 
vitaminas, minerais, fatores de crescimento, aminoácidos, entre outros, também 
apresentam excelentes resultados, na elasticidade, clareamento da pele, firmeza, 
diminuição de rugas finas. Esse produto pode ser manipulado como mencionado 
acima, denominado técnica de mesoterapia. Ou pode ser industrializado, como o 
da Filorga NCTF®.
Seu plano de tratamento deve ser feito em 5 sessões com manutenção anual. As 
três primeiras sessões devem ser feitas de 15 em 15 dias e as duas últimas, uma 
vez por mês. A melhora é vista logo na primeira sessão. A pele clareia, enrijece, 
melhora o tônus. Deve ser feita anualmente a manutenção, com pelo menos uma 
sessão. 
68
UNIDADE IIPREENCHIMENTO 
FACIAL
CAPÍTULO 1
Introdução ao Preenchimento Facial
História
A partir do século XIX foi possível a realização de procedimentos cirúrgicos devido ao 
desenvolvimento de anestesia local e geral, o que deu origem a procedimentos estéticos 
cada vez mais invasivos. No século XX, a gordura tornou-se o preenchedor mais comum 
da época, principalmente após pacientes sofrerem grandes traumas; no entanto, ela 
não tinha efeito duradouro. Nos anos 1970, a cosmética estava no seu auge, estudos 
estavam sendo desenvolvidoscom base na produção do colágeno bovino, isso porque, 
nesse momento, o mundo já se dava conta de que o envelhecimento era um processo 
natural e cronológico, não obstante, retardá-lo, traria grandes promessas à pesquisa 
como também ao setor financeiro (PECK; PECK, 1983; WATSON et al., 1983).
O desenvolvimento do preenchedor foi pensado primeiramente em repor a perda de 
volume e/ou correção das imperfeições dérmicas, subcutâneas e até mesmo musculares 
que resultaram de um traumatismo, defeito cirúrgico, condição de lipoatrofia ─ cicatrizes 
de acne, agentes ambientais, por HIV ─ fotoenvelhecimento ou envelhecimento 
cronológico. Esta técnica foi pensada nas mulheres que se preocupam com a beleza e 
que por motivos de tempo não têm mais tanta disponibilidade de se ausentar das suas 
tarefas rotineiras como antes, uma vez que o procedimento em questão não requer 
tempo de recuperação (GLADSTONE; CARRUTHERS, 2005; AVRAM et al., 2008). 
Com isso, a técnica de preenchimento transformou-se na primeira opção de tratamento 
estético antes da escolha da correção cirúrgica.
Desse modo, para se preencher uma face devemos levar em consideração a idade 
da pessoa, fatores externos e genéticos, para então repor o volume perdido seja de 
compartimento de gordura, ou reabsorção óssea, ou então, somente tratar rítides, 
sulcos ou contornos.
69
PREENCHIMENTO FACIAL │ UNIDADE II
Atualmente, profissionais habilitados na área de saúde estética podem utilizar para 
preencher faces compostos como o ácido hialurônico (AH), hidroxiapatita de cálcio e 
a policaprolactona, produtos que são volumizadores. Contudo, o ácido hialurônico é o 
mais aplicado e usado pelos profissionais habilitados na área dos injetáveis. No entanto, 
é interessante ressaltar que a hidroxiapatita de cálcio como também a policaprolactona 
são produtos que, além de reduzir rugas, restaurar volume e redefinir contorno 
também produzem colágeno na região tratada, aumentando o tempo do resultado de 
rejuvenescimento na região. Diferentemente, o ácido hialurônico não consegue produzir 
colágeno suficiente para aumentar sua durabilidade, somente hidrata e volumiza a 
região, consequentemente a durabilidade dele é menor que a dos demais. Contudo, por 
que será que mesmo assim o AH ainda é o mais usado pelos profissionais?
A mobilidade do AH é muito maior comparada com esses outros compostos e, com 
isso, o produto traz versatilidade ao profissional como também ao paciente. Ele pode 
ser usado em diversas regiões/planos com uma segurança muito maior comparada aos 
demais e, além disso, o ácido hialurônico é o único preenchedor até o momento que 
apresenta um antígeno, a HIALURONIDASE, o que aumenta ainda mais a segurança 
no manuseio deste produto.
A hidroxiapatita de cálcio (CaHA), com o nome comercial Radiesse®, apresenta 30% 
de hidroxiapatita de cálcio suspendido em 70% de um gel carreador que contém 
basicamente carboximetilcelulose mas também, glicerina e alta pureza de água. As 
microesferas de CaHA são componentes muito semelhantes aos produzidos no dente e 
nos ossos. Quando injetado em tecidos, o Radiesse® é degradado em torno de 3 a 6 meses 
e assim, as partículas de CaHA atuam para a formação e produção de novos colágenos. 
O Radiesse® é usado basicamente para a correção de rugas médias e profundas, como, 
por exemplo, o sulco nasolabial, no plano subdermal e para a correção de perda de 
gordura na face (volumização no plano supraperiostal). Desse modo, a CaHA, é muito 
utilizado para planos profundos como, contorno de face, mandíbula, mento e malar. 
A durabilidade do produto é em média de 1 ano e 6 meses. Apresenta validade de 3 
anos quando não aberta e aconselha-se o manuseio do produto para aplicação com 
cânula, pela segurança da técnica, lembrando que, pela composição do produto, a força 
no êmbolo deve ser maior, quando comparado ao AH (MIN e AHN (2007).
A aplicação na região e no plano deve acontecer de maneira correta caso contrário 
nota-se o aparecimento de nódulos na região. Diferente do AH, a CaHA não apresenta 
antígeno, por isso, o profissional deve dominar ainda mais a anatomia e a técnica para 
que não haja compressão de vasos ou aplicação do produto dentro da luz no vaso, o que 
pode gerar uma complicação de necrose, com conduta cirúrgica apenas para reparo. 
70
UNIDADE II │ PREENCHIMENTO FACIAL
Atualmente já existem outras marcas de CaHA no mercado, até mesmo de farmácias de 
manipulação, exemplos: Diamond - Rennova®, ou da farmácia Victalab. 
A policaprolactona (PCL), apresenta nome comercial Ellansé®. Esse produto combina 
durabilidade e resultado imediato de volumização. Ele é composto por microesferas 
de policaprolactona e um gel aquoso de carboximetilcelulose. São biocompatíveis e 
biodegradáveis, no entanto, apresentam durabilidade do produto maior comparado 
aos outros compostos. Eles apresentam quatro tipos de versões de durabilidades: de 1 
ano, 2 anos, 3 anos e 4 anos. A biodegradação da PCL difere da de CaHa, que ocorre por 
fagocitose. Nesse caso, acontece por hidrólise dos ésteres, levando ao produto final CO2 
e H2O, totalmente degradado e eliminado pelo corpo. Enquanto a carboximetilcelulose 
é degradada em 6 a 8 semanas, pelos magrófagos, a PCL estimula a neocolagenase. No 
entanto, o tempo de duração de cada versão depende na verdade do comprimento da 
cadeia inicial do polímero e do tempo total de biorresorção do produto. Os planos de 
tratamentos para este produto são profundos, sendo, na face, subcutâneo e supraperiostal 
e, nas mãos, subcutâneo. Os bolus devem ser distribuídos quando a aplicação for no 
plano subcutâneo de no máximo 0,2mL por ponto sendo gentilmente massageado. Este 
produto não é indicado para tratar, gabela, boca e rugas periobiculares. Usar sempre 
cânula no manuseio da distribuição do produto. (de Melo et al., 2017). 
Do mesmo modo que a CaHa, a PCL também não apresenta antígeno. Novamente 
salienta-se a importância do domínio da anatomia para a aplicação desses produtos.
Nesta apostila, o AH será abordado por maior facilidade de compra, manuseio, 
aplicabilidade, por ser aplicado em todos os planos e por apresentar o antígeno. 
Todos os produtos apresentados na apostila são liberados pela ANVISA; quando não o 
forem, isso será mencionadp.
Anatomia e indicação
Para que possamos entender a indicação e técnica de aplicação de um preenchimento, 
é essencial entendermos primeiramente a anatomia da face. Para isso, precisamos 
conhecer os principais músculos e regiões nas quais serão e poderão ser aplicados o 
preenchedor pelos profissionais habilitados em saúde estética. Este é um curso de 
especialização modo básico, devido a isso, vamos ensinar na teoria o preenchimento do 
terço inferior apenas. Essa região é mais indicada para iniciar a técnica de preenchimento 
facial. Além disso, essa região supracitada é a mais comumente relatada em cursos de 
pós-graduação.
71
PREENCHIMENTO FACIAL │ UNIDADE II
Partindo do suposto que todos tiveram aula de anatomia na graduação, a explicação 
será direcionada ao aprendizado em questão.
Abaixo deixo referências de livros de anatomia importantes para o estudo básico 
ser aprimorado.
SOBOTTA, Johannes et al. Sobotta atlas de anatomia humana. 23. ed. Rio de 
Janeiro: Guanabara Koogan, 2012. 3 v.
MADEIRA, Miguel Carlos; RIZZOLO, Roelf J. Cruz. Anatomia Facial - Com 
Fundamentos de Anatomia Sistêmica Geral - 4ª Ed. 2012.
Anatomicamente, a face é composta de pele dividida em epiderme, derme e hipoderme 
ou tecido subcutâneo. Esse apresenta compartimentos de gorduras superficiais e 
profundos, existem vários compartimentos e cada um recebe um nome específico de 
acordo com a sua localização na face. Além disso, a face também apresenta linfonodos, 
veias, artérias e nervos, distribuídos em todo o seguimento facial, músculos faciais 
(músc. Depressor, músc. Elevador e músc. Esfincterianos) cada um responsável por 
uma ação – mecanismo e, por último, o osso da face.
Conhecer a anatomia da face e cada nome desdeos compartimentos de gordura até o 
osso facial traz segurança em relação às técnicas injetáveis, e, claro, conhecimento.
Ao olhar o rosto de um paciente e conhecer a anatomia facial, é fácil saber se será 
interessante preencher a têmpora, o sulco nasolabial ou então o malar, por exemplo. 
Saber identificar se houve perda de gordura, reabsorção óssea ou ambos ou somente 
flacidez de pele trará melhor resultado do que simplesmente preencher, como uma 
receita de bolo. O paciente/cliente saíra muito mais satisfeito porque você tratou a causa 
e não somente o incômodo. E, para isso, é preciso ter conhecimento sobre anatomia.
Atualmente está na moda e aposto também que você já ouviu falar em harmonização 
facial.
Levando ao pé da letra, nada mais é do que trazer harmonia a uma face. Quando 
pensamos em harmonia, lembramos de proporções e simetrias. Muitos falam que a 
beleza está na perfeição. Mas como sabemos não há simetria perfeita. Entre os lados da 
face, é comum encontramos assimetrias na proporção de até 3:4, considerando largura 
e altura.
Existem várias teorias de proporção facial que trazem harmonia, ou seja, beleza. Abaixo, 
discrimino algumas:
72
UNIDADE II │ PREENCHIMENTO FACIAL
Primeiramente, nossa face é dividida em três regiões: superior, média e inferior, como 
demonstrado na figura 15. O terço superior se estende da linha da implantação do 
cabelo até a glabela, o médio vai da glabela até a região subnasal e o terço inferior se 
estende da região subnasal até o mento (TAN;GLOAU, 2005). O último terço pode 
ser novamente dividido em outras duas partes: um terço do subnasal até o estômio e 
outros dois terços do estômio até o mento. Esses terços da horizontal se similiarizam 
na altura vertical. Se todas essas linhas apresentarem proporções umas com as outras 
temos então uma face harmoniosa, caso contrário, onde não se observa a harmonia 
deve-se restabelecer a harmonia, através, por exemplo, de um preenchimento facial. 
Encontramos também na literatura três tipos de biotipos faciais:
 » Os BRAQUIFACIAIS: são indivíduos que apresentam a altura facial 
reduzida e a face mais larga
 » Os MESOFACIAIS: são indivíduos que apresentam dimensões horizontais 
e verticais correspondentes
 » Os DOLICOFACIAIS: são indivíduos que apresentam a altura facial mais 
alongada e a face mais estreita.
 » Além disso, o biotipo facial também se encaixa na mecânica ortodôntica 
ou perfil mandibular, classificados como:
 » ORTOGNATA: mandíbula normal;
 » RETROGNATA: mandíbula retrusa;
 » PROGNATA: mandíbula protusa.
Tipos de face
De maneira menos acadêmica, também podemos caracterizar as formas faciais por meio 
do contorno e da proporção entre as dimensões horizontais e verticais, veja abaixo:
 » formato de coração: assemelha-se a um coração, possui a testa mais larga 
e vai estreitando até chegar a mandíbula com queixo pontudo.
 » formato oval: considerado o formato ideal, o comprimento do rosto é 
igual a uma vez e meia a largura e pode ser dividido em três partes iguais.
 » formato quadrado: O comprimento do rosto é semelhante à largura, 
possui as linhas do queixo, e a mandíbula fica abaixo da linha da boca. 
73
PREENCHIMENTO FACIAL │ UNIDADE II
 » formato redondo: A largura é igual ao comprimento, a mandíbula não é 
marcada e tem queixo curto, largo e arredondado. 
 » formato triangular: a testa é estreita e vai se alargando até chegar à 
mandíbula. Normalmente tem um queixo pequeno e proeminente. 
 » formato diamante: maçãs do rosto proeminentes com testa e mandíbula 
retraídos. 
 » formato triângulo invertido: parecido com o coração, mas sem o arco do 
couro cabeludo, apresenta queixo fino e testa mais alongada. 
 » formato retangular: formas alongadas e estreitas, fronte alta, com traços 
quadrados na testa, mandíbula e queixo. 
Figura 14. Divisão do rosto em terço superior, médio e inferior.
 
 
Estômio 
1/3 superior 
1/3 médio 
1/3 inferior 
Fonte: https://injectors.com.br/dermatologista-preenchimento-sp/preenchimento-terco-inferior-da-face-queixo-e-mandibula-
sao-paulo/.
Na região do lábio também deve existir proporções. O lábio superior deve ser de 1/3 e 
do lábio inferior de 2/3, sendo o inferior maior que o superior, e deve ser avaliado com 
o lábio relaxado.
Entre o sexo feminino e o masculino também se observa diferença na anatomia facial 
de cada um. Isso deve ser levado em consideração no momento da harmonização 
facial, o que também se aplica a diferenças raciais, como características físicas entre 
caucasianos, latinos, africanos, asiáticos e indígenas.
Não podemos esquecer também das diferenças de face masculina e feminina, que será 
comentada mais adiante. 
74
UNIDADE II │ PREENCHIMENTO FACIAL
O profissional, quando especializado na área estética, poderá fazer preenchimento com 
ácido hialurônico em toda a região da face, denominada a técnica de full face, o que 
gera volume e rejuvenescimento. As regiões que podem ser preenchidas são:
Terço superior da face:
 » têmpora;
 » supercílios;
 » glabela (muito perigoso o preenchimento nessa área, é zona de risco pelas 
veias e artérias de grande calibre que passam nessas regiões, mas pode 
ser feito por profissionais mais habilidosos). 
Terço médio face:
 » sulco Nasojugal (olheira);
 » malar;
 » zigomático;
 » nariz.
Terço inferior da face:
 » sulco nasolabial (bigode chinês);sulco labiomentoniano (marionete);
 » linha da mandíbula;
 » comissura labial;
 » rugas periorais;
 » lábios;
 » mento;
 » mandíbula.
O preenchimento com ácido hialurônico pode ser feito para melhorar a cicatriz de acne 
também. 
Existem diversas técnicas que podem ser feitas para aplicar o preenchimento com 
ácido hialurônico para sustentar e volumizar o tecido. Serão citadas nesta apostila as 
75
PREENCHIMENTO FACIAL │ UNIDADE II
técnicas de MD Codes, desenvolvida pelo cirurgião plástico brasileiro Mauricio de Maio 
e licenciada pela Allergan. 
As linhas do sorriso ou linhas de marionete, em indivíduos mais idosos ou 
com acnes acentuadas apresentam flacidez facial. O preenchimento desses 
sulcos pode criar pequenas ondas laterais à zona de injeção. Assim, faz-se o 
uso concomitante de toxina botulínica nos músculos depressor do ângulo da 
boca, do mento e orbicular da boca, prolongando e melhorando a aplicação do 
preenchedor (GLADSTONE; CARRUTHERS, 2005). 
Em determinados pontos da face a aplicação do ácido hialurônico é contraindicada, 
além de outros pontos como já citado acima serem áreas muito difíceis, até mesmo para 
cursos avançados, por conta do risco que a região traz. Relembrando as regiões para 
aplicaç: 
 » linhas de preocupação ou frontais; 
 » linhas periorbitais superficiais;
 » outras regiões como têmpora, glabela, fronte, supercílios e nariz são feitas 
apenas quando o profissional conhece bem a anatomia e já é habilidoso 
nas outras regiões da face.
Há relatos de aplicações realizadas nessas regiões que ocasionaram oclusão arterial, 
isquemia e até mesmo embolismo, uma vez que o ácido hialurônico apresenta facilidade 
de se deslocar do local de aplicação para as regiões relatadas. Com isso, o profissional 
que realizar a aplicação do produto nessas regiões deve ter bastante prática e assumir o 
risco das complicações que possam aparecer (TAMURA, 2010). 
Desse modo, quando se está iniciando na área dos preenchedores, é de extrema 
importância aprimorar primeiramente as técnicas básicas de preenchimento e 
sempre iniciar nas regiões de menor risco. Mesmo assim, isso não impede de ocorrer 
complicações. Sendo assim, friso aqui a obrigatoriedade de realizar cursos práticos na 
área. 
76
UNIDADE II │ PREENCHIMENTO FACIAL
Figura 15. Foto ilustrativa das regiões de aplicação de preenchimento com ácido hialurônico, nível básico e 
avançado, para indicação de profissional Esteta.
 
 
1 
2 
3 
4 
5 
6 
7 8 
9 
10 
1
12 
13 
14 
15 
16 
17 
Fonte: https://dravanessadefelicibus.com.br/toxina-botulinica-ou-preenchimento-facial/.
1. linhasde preocupação;
2. linhas da glabela;
3. linhas periorbitais;
4. contorno labial;
5. linhas periorais;
6. linhas do sorriso – marionete;
7. comissuras orais;
8. aumento dos lábios;
9. aumento do mento;
10. sulco nasogeniano;
11. aumento do malar;
77
PREENCHIMENTO FACIAL │ UNIDADE II
12. área infra-orbital;
13. contorno de mandíbula; 
14. linha da mandíbula;
15. nariz;
16. lóbulo da orelha;
17. cicatriz de Acne.
Envelhecimento
Para se usar de maneira apropriada o ácido hialurônico, maximizando o seu efeito 
cosmético e ao mesmo tempo minimizando o risco de complicações, o profissional deve 
ter um entendimento amplo da estética da face e das mudanças que ocorrem com o 
envelhecimento.
A estética geralmente tende a exibir um padrão de beleza, no entanto, este padrão 
difere em relação aos rostos atraentes de homens e mulheres, pois esses apresentam 
características distintas, ou seja, cada um obedece a um formato e proporção. Assim, a 
face feminina deve exibir alguns desses tópicos:
 » testa maior e suave com nariz menor;
 » sobrancelhas arqueadas ou com formato de asa de gaivota;
 » olhos um pouco distantes, causando um olhar expressivo e largo;
 » maçãs do rosto proeminentes;
 » estreitamento em formato de coração da parte inferior da face, com uma 
razão menor entre a parte inferior e superior do rosto;
 » lábios cheios e vermelhos.
Resumindo: apresenta supercílios entre 1,0 a 1,5 cm acima do rebordo orbitário, região 
malar mais arredondada e lábios maios volumosos, mento mais arredondado. 
A face ideal masculina deve exibir:
 » sobrancelhas proeminentes e horizontais com arqueamento mínimo;
78
UNIDADE II │ PREENCHIMENTO FACIAL
 » olhos mais profundos e próximos;
 » nariz ligeiramente maior;
 » boca mais larga;
 » região inferior da face com formato quadrado com uma razão mais 
equilibrada entre as partes superior e inferior;
 » barba ou superfície áspera na pele da região inferior da face.
Resumindo: apresenta supercílios na mesma altura ou 0,5 cm acima do rebordo 
orbitário, zigoma e mandíbula projetados, mento mais quadrado.
Contudo, a estética se realiza pela harmonia e o equilíbrio da face que existe em toda 
grande forma, tamanho e configurações das partes individuais. Desse modo, devemos 
considerar e entender essas mudanças que a face sofre com o passar do tempo. 
Como já foi dito anteriormente, o envelhecimento é um processo natural e cronológico. 
Entretanto, diversos fatores podem desencadeá-lo de maneira mais rápida trazendo 
consequências danosas à pele, principalmente. A exposição solar pela radiação 
ultravioleta, tabagismo, desidratação, grandes perdas e ganhos de peso são alguns 
desses fatores.
Além desses fatores externos que podem influenciar e adiantar o processo de 
envelhecimento. O próprio envelhecimento, por si só gera:
Tan e Gloau (2005, p.12)
Perda de gordura subcutânea: em geral, com a idade, existe 
uma perda do volume e da circunferência dos contornos da face, que 
são observados na juventude, resultando na aparência achatada ou 
afundada das estruturas faciais.
Mudanças na musculatura intrínseca das expressões faciais e 
sua influência na pele: os músculos da expressão facial são os únicos, 
pois eles se inserem diretamente na pele. Anos de expressões faciais 
constantemente dobrando a pele, resulta na formação progressiva 
de rugas hiperdinâmicas que inicialmente aparecem apenas com o 
movimento facial, mas posteriormente permanecem como rugas em 
repouso. Rugas hiperdinâmicas são mais proeminentes em áreas onde 
os músculos e a fáscia subjacentes estão mais diretamente ligados à pele, 
tal como nas regiões frontal, glabelar, nasolabial, perioral e periocular.
79
PREENCHIMENTO FACIAL │ UNIDADE II
Mudanças gravitacionais pela perda de elasticidade tecidual: 
com o envelhecimento, as partes moles da face perdem sua elasticidade 
inerente e sua habilidade a resistir o repuxamento. Inevitavelmente 
eles começam a ceder e decair sob os efeitos da gravidade.
Remodelamento das estruturas ósseas e cartilaginosas 
subjacentes: com o tempo, a reabsorção óssea pode resultar em 
uma diminuição do volume facial aparente, e a força gravitacional em 
estruturas cartilaginosas pode resultar na queda de algumas estruturas, 
como a ponta nasal. Assimetria facial devido a mudanças nas estruturas 
ósseas e cartilaginosas é difícil de corrigir,e indicar estas diferenças 
aos pacientes no início da consulta é importante para adequar as suas 
expectativas.
Quadro 3. Classificação de Glogau do fotoenvelhecimento.
Tipo I – Sem rugas
 » fotoenvelhecimento inicial;
 » alterações de pigmentos leves; sem ceratoses; rugas mínimas;
 » pacientes jovens – 20 ou 30 anos (maquiagem mínima ou ausente).
Tipo II – Rugas em movimento (Rugas Dinâmicas)
 » fotoenvelhecimento leve a moderado;
 » lentigos senis visíveis iniciais; ceratoses palpáveis, mas não visíveis; linhas paralelas ao sorriso começando aparecer lateralmente à boca;
Pacientes final dos 30 e 40 anos (geralmente usam alguma maquiagem).
Tipo III Rugas em repouso – (Rugas Estáticas)
 » fotoenvelhecimento avançado;
 » discromia visível e telangiectasias; ceratoses visíveis; rugas mesmo sem movimentação facial;
Pacientes – 50 anos ou mais velhos (sempre usam base corretiva em quantidade).
Tipo IV Apenas Rugas
 » fotoenvelhecimento grave;
 » pele com coloração amarelo-cinzentada malignidades cutâneas prévias; rugas por todas a face, não há pele normal;
Paciente ─ sexta ou sétima década, não pode usar maquiagem, pele de aspecto “rachado”.
Fonte: adaptado de Glogau (1994, 1996).
As mudanças do envelhecimento manifestam redução de volume da região temporal, 
ptose de sobrancelhas, aumento da profundidade da região orbitária, aumento do 
sulco lacrimal, redução e descolamento da gordura de Bichat, acentuação do sulco 
nasogeniano, ptose de comissura labial, acentuação da linha da marionete, diminuição 
da concavidade entre a mandíbula e o pescoço e formação de bandas platismais mais 
evidentes. Desse modo, as linhas do bigode chinês, por exemplo, são o resultado 
aparente de um processo de envelhecimento total que envolve osso, gordura, músculo 
e pele. 
80
UNIDADE II │ PREENCHIMENTO FACIAL
A partir do envelhecimento ocorrem alterações morfológicas importantes. O 
envelhecimento ósseo, por exemplo, inicia-se a partir dos 22 anos de idade na mulher e 
aos 25 anos de idade no homem, sendo observados principalmente no malar, mandíbula 
e na região orbital. Isso gera perda tridimensional no tecido adiposo e na musculatura, 
para os quais o osso serve de apoio, promovendo importantes alterações estéticas.
Sabemos conforme mencionado anteriormente que o rosto apresenta diversos 
compartimentos de gordura que, quando jovem, tem forma equilibrada, separados os 
compartimentos por septos fibrosos, apresenta quantidade de gordura suficiente, ou 
seja, número e volume adequados. O envelhecimento provoca a queda desses coxins de 
gordura. O que antes trazia um aspecto de juventude com o triângulo invertido na face, 
agora traz um aspecto envelhecido pela ptose da gordura invertendo o triângulo, o que 
diminui as proporções superiores da face e aumenta as inferiores. 
http://www.surgicalcosmetic.org.br/detalhe-artigo/318/-Quadralizacao-facial--
no-processo-do-envelhecimento 
O fotoenvelhecimento do terço inferior da face, afeta principalmente os lábios, o 
queixo, a região da bochecha e o pescoço. As rugas que se formam ao redor do lábio 
são decorrentes do repuxamento constante do músculo orbicular da boca quando a 
pele dos lábios superior e inferior se torna mais inelástica, criando rugas angulares, 
radiais e verticais. O efeito da gravidade resulta em uma queda das comissuras orais 
lateralmente e para baixo, o que leva a uma aparência mais triste e cansada. A perda de 
elasticidade aumenta a queda da pele. Ainda no envelhecimento acontece atrofia nos 
músculos orbiculares da boca e perda de tecido subcutâneo levando a um achatamento 
e perda de volumedos lábios com menor área vermelha aparente (GLOGAU, 2002). 
Assim, como vimos, o envelhecimento apresenta fatores externos que 
potencializam sua ação ocorrendo, desse modo, o aparecimento do 
fotoenvelhecimento cutâneo com:
 » linhas dinâmicas de expressão;
 » rugas estáticas;
 » pregas causadas por fotodano e elastose da pele e perda de suporte 
tecidual posterior por remodelamento ósseo e atrofia de gordura. 
O plastima, músculo localizado na região do pescoço, atualmente tem sido muito 
estudado por estar envolvido no envelhecimento facial do terço inferior. Sabe-se que 
o platisma tem origem (onde o músculo é fixado) no tórax e ombro e inserção (onde 
http://www.surgicalcosmetic.org.br/detalhe-artigo/318/-Quadralizacao-facial--no-processo-do-envelhecimento
http://www.surgicalcosmetic.org.br/detalhe-artigo/318/-Quadralizacao-facial--no-processo-do-envelhecimento
81
PREENCHIMENTO FACIAL │ UNIDADE II
o músculo apresenta mobilidade) na mandíbula. Durante a contração os músculos 
seguem vetores de força que geralmente fogem da sua área de inserção, determinando 
linhas hipercinéticas perpendiculares à direção da contração, o qual resulta em rugas 
horizontais, verticais e/ou oblíquas. Não só as contrações persistentes enrugam a pele, 
mas o aumento do tônus muscular do platisma em repouso também.
O músculo platisma está envolvido também com os músculos orbicular da boca, 
depressor do ângulo da boca, depressor do lábio inferior, risório, masseter e mento pois 
são os músculos inferiores da face responsáveis pela complexa expressão facial. Desse 
modo, quando a força do músculo plastima é muito elevada, ele pode acarretar em 
prejuízo, ou seja, envelhecimento precoce, para os outros músculos que tendem a serem 
puxados, já que as fibras musculares desses músculos são interligadas. O platisma, por 
exemplo, puxa o canto da boca lateralmente, provocando queda, linhas e enrugamento 
nessa região (ADA et al., 2017).
82
CAPÍTULO 2
Técnicas de Aplicação de 
Preenchedores
Tipos de preenchedores
Existe uma vasta quantidade e marcas de substâncias denominadas preenchedores 
hoje no mercado, tanto como substâncias biodegradáveis e não permanentes quanto 
como não biodegradáveis e permanentes. Os preenchedores mais tradicionais são 
os biodegradáveis, ou seja, aqueles que podem ser absorvidos e excretados pelo 
organismo em determinado tempo, geralmente curto. Sabe-se que, por mais que estas 
substâncias apresentem reações de hipersensibilidade, elas têm segurança comprovada 
(GLADSTONE; CARRUTHERS, 2005). 
Além dos preenchedores biodegradáveis, existem os semi-permanentes e os 
permanentes. No entanto, é interessante evidenciar que os profissionais habilitados na 
área dos injetáveis só podem aplicar os biodegradáveis, no caso o ácido hialurônico e 
os que foram citados na introdução, o CaHa e o PCL. No entanto, o PCL com duração 
a partir de 3 anos não pode ser usado por não médicos por ser considerado semi-
permanente. 
Os semi-permanentes apresentam efeito mais duradouro, entretanto, podem causar 
maiores complicações, como granulomas, uma vez que, desenvolvem-se tardiamente 
(mais que um ano depois do tratamento), como por exemplo, a PCL de 3 e 4 anos. 
Esses costumam conter microsferas que não são biodegradáveis. Os preenchedores 
permanentes resultam em alta incidência de granuloma e extrusão, como por exemplo 
o polimetilmetacrilato ─ PMMA e o silicone, no entanto, alguns autores consideram o 
PMMA como sendo um preenchedor semipermanente (GLADSTONE; CARRUTHERS, 
2005). 
Ácido hialurônico 
O ácido hialurônico aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) em 2003, 
representa um grande avanço na história dos preenchedores. Isso porque esta substância 
é gerada por fermentação bacteriana e também de crista de galos, não existindo a 
necessidade de testes alérgicos. Este é um preenchedor versátil e parece ter efeito mais 
prolongado que o próprio colágeno.
83
PREENCHIMENTO FACIAL │ UNIDADE II
O ácido hialurônico (AH) é um polissacarídeo linear que ocorre na natureza composto 
de resíduos alternados dos monossacarídeos D-glicurônico e N-acetil-D-glicosamina. 
Este composto é altamente distribuído na matrix extracelular dos tecidos conjuntivos, 
no fluído sinovial, nos humores aquoso e vítreo do olho e em outros tecidos. Sua 
estrutura química é uniforme por toda a natureza e, portanto, não tem potencial para 
imunogenicidade na sua forma pura. Na pele, o AH forma a matrix fluída elastoviscosa 
na qual fibras de colágeno, fibras elásticas e outras estruturas intercelulares estão 
embebidas. Sintetizado nas membranas celulares e então secretado no espaço 
extracelular, o AH é o maior (50kDa) e é o glicosaminoglicano (GAG) mais abundante 
na matriz extracelular da derme. Ele difere dos demais GAG, pois não é sulfatado ou 
ligado a uma proteína central (BOWMMAN; NARINS, 2005).
O AH liga-se a uma grande quantidade de água e múltiplas cadeias de AH se emaranham 
e se interpenetram umas nas outras para formar soluções altamente elastoviscosas, o 
que dá à pele maleabilidade e elasticidade. Assim como dá volume e preenche o local 
injetado. Em contrapartida, a quantidade de ácido hialurônico na pele diminui com 
o envelhecimento, resultando em uma menor hidratação e consequentemente no 
aumento do enrugamento (BOWMMAN; NARINS, 2005). Além disso, a meia vida do 
AH no tecido é de apenas 1 a 2 dias (o AH exógeno é rapidamente removido da derme 
e degradado no fígado a dióxido de carbono e água), sendo um candidato ruim para 
preenchimento tecidual em sua forma não modificada (BOWMMAN; NARINS, 2005).
Já os géis de AH conhecidos como hilanos, são géis químicos, conectados por ligações 
covalentes, como também hidrogéis, pois são inchados com 95% do seu peso por água, 
sendo lentamente absorvidos do tecido com o passar dos meses (BOWMMAN; NARINS, 
2005). 
Produto a ser implantado
Existem vários tipos de preenchedores e marcas de ácido hialurônico. Existem os 
preenchedores finos, que são denominados preenchedores que apresentam cadeias de 
baixo peso molecular. Eles obtêm menos reticulação e devem ser aplicados na derme 
média a superior, e são utilizados para rugas finas e superficiais. Existem preenchedores 
mais espessos, chamados de preenchedores com média reticulação para rugas mais 
profundas, que devem ser colocados mais profundamente na derme e por fim, 
preenchedores mais robustos, que apresentam alto peso molecular ou alta reticulação 
para áreas que requerem aumento substancial de volume como região supraperiostal, 
rugas ou sulcos muito profundos com colocação na interface derme/subcutâneo 
(BOWMMAN; NARINS, 2005). Atualmente, empresas como Allergan,conseguem 
84
UNIDADE II │ PREENCHIMENTO FACIAL
misturar as cadeias altas e baixas de peso molecular promovendo moldabilidade e 
efeito lifting, um preenchedor de alta performance.
Um exemplo de produto é o Restylane®, pois existem três formulações iguais às citadas 
acima de hilano para serem preenchidos em profundidades diferentes na derme: 
Restylane®, Restylane Fine Lines® e Restylane Perlane®. A concentração de AH nesses 
produtos é de 20mg/mL. O que diferencia os produtos é o tamanho das partículas de 
AH, número de partículas de gel por mL, e a profundidade do alvo do implante.
 » O Restylane Fine Lines® apresenta as menores partículas, 
consequentemente é menos viscoso, ou seja, menos reticulado. O 
produto é injetado pela agulha de 30G ou cânula 27G ou 25G e é usado 
na derme mais superficial para corrigir linhas finas. O seu uso é indicado, 
em geral para, por exemplo, preencher olheiras, boca, glabela, linhas 
periorbiculares e linhas do sorriso, se houver necessidade.
 » O Restylane® apresenta partículas maiores e é injetado por uma agulha 
de 30 G ou cânula 25G ou 22G. Sua aplicação é realizada na derme média 
para corrigir geralmente os sulcos nasogenianos leves a moderados e 
fornecer aumento labial. Ademais, é indicado, em geral, para linhas 
glabelares, crista do filtro, pregas nasolabiais,contorno labial, aumento 
labial, linhas do sorriso, rinomodelação e comissuras orais, dependendo 
do grau.
 » O Restylane Perlane® apresenta partícula de maior tamanho, 
consequentemente é mais viscoso. O produto é injetado por uma agulha 
de 27G ou cânula 22G, no plano profundo, supraperiostal ou no tecido 
subcutâneo superficial, para tratar pregas profundas. É indicado, em 
geral, para pregas nasolabiais, aumento do mento, contorno mandibular, 
malar e zigomático.
O Juvederm®, da Allergan, apresenta:
 » Juvéderm Voluma® para estruturação, ou seja, usado para plano profundo 
– osso, pois restaura volume e proporciona suporte para terço médio, 
têmporas, mento e mandíbula (até 2mL por área tratada por sessão, é o 
indicado).
 » Juvéderm Volift® para preenchimento e contorno, usado para sulcos 
e rugas médias.Delinear lábios, corrigir assimetrias, deformidades de 
contorno ou perda de volume.
85
PREENCHIMENTO FACIAL │ UNIDADE II
 » Juvéderm Volbella® para refinamento usado para planos superficiais, 
menos que 0,3 mL.
 » Juvérderm Volite® para hidratação profunda como se fosse um 
skinbooster.
Aqui foram citadas duas ótimas marcas de ácido hialurônico, no entanto, existem outras 
muito boas como: Perfectha®, Belotero®, Rennova®, Princess®, Perlane®, Teosyal®, 
entre outras. Recomendo que, no início, o profissional use diversas marcas conceituadas 
no mercado, pois conforme adquirir experiência na aplicação de AH, será mais fácil 
perceber que usar tal marca em uma região específica lhe trará melhor resultado do que 
outra por exemplo, isso porque existem algumas particularidades muito importantes a 
serem observadas em um preenchedor, como as características reológicas que incluem 
o módulo de elasticidade (G´- falasse G prime) e a viscosidade. Esses elementos podem 
afetar a durabilidade do produto dependendo da marca e da área de aplicação, veja a 
seguir. 
Sundaram et al., (2013) observaram que os preenchedores Restyane® e Perlane® eram 
relativamente firmes e não se espalhavam muito após a implantação, desse modo, esses 
efeitos refletiram na sua maior elasticidade (G´) e viscosidade, já Juvéderm Volbella 
e Volift eram mais suaves e tendiam a espalhar mais após a implantação, isso é em 
grande parte atribuído ao seu menor G´ e viscosidade. 
Baseado nesses dados e nas experiências, sabemos que marcas com maior G´ e 
viscosidades são mais utilizadas em face média, pois conferem menos dispersão, dando 
estabilidade no contorno e firmeza da carga. Já as de menor G´ e menor viscosidade são 
preferidas em lábios, por exemplo, onde pode ocorrer maior dispersão e ser considerável 
atraente.
Como apresentado acima, mais de um tipo de Restylane® ou Juvérderm®, por exemplo, 
pode ser usado no mesmo local de aplicação. O que se deve considera para definir qual 
produto usar, será a camada que irá aplicar. Muitas vezes em uma paciente jovem que 
já apresenta um sulco nasogeniano marcado podemos usar um preenchedor de pouca 
reticulação ou reticulação média, pois essa paciente ainda apresenta coxins de gordura 
e o tecido ósseo organizado na face. Sendo assim, a marca pode ter ocorrido pela 
movimentação da pele. Poderia ser considerado também recomendar algumas sessões 
de skinbooster. 
No caso de uma paciente na faixa dos 50 anos, já temos reabsorção óssea e dos coxins de 
gordura, apresentando flacidez. Muitas vezes neste caso do sulco nasogeniano teremos 
que usar preenchedor de alta reticulação e de média reticulação, porém em camadas 
86
UNIDADE II │ PREENCHIMENTO FACIAL
dérmicas diferentes, sendo subcutânea e derme, respectivamente. Começar sempre 
com a camada mais profunda. Quanto maior for a profundidade do sulco, o ideal é 
usar a técnica de leque e cruzada, explicadas mais à frente. Depois muda-se a camada 
com outro preenchedor médio, não se deve usar o mesmo preenchedor em camadas 
superficiais, para que sejam evitadas complicações, como nódulos, o preenchimento 
ficar aparente, aumentar a flacidez, entre outras situações. 
É comum termos que aplicar o ácido hialurônico por sessões, a cada 15 a 20 dias 
ao invés de aplicar tudo no mesmo dia, isso diminui também as chances de ocorrer 
complicações. 
Sabe-se que aplicar mais de 7 mL de AH em uma face toda, em um dia aumentam-se 
os riscos de complicação no paciente. A partir dessa quantidade o paciente leva em 
média 30 dias para obter um resultado final, isso corresponde ao tempo que o ácido 
hialurônico demora para se adaptar à face. Pede-se então que o paciente retorne, caso 
não tenha ocorrido complicação no decorrer em 30-45 dias. 
Após a aplicação do AH, é comum inchar a região, após 72 horas deve-se começar a 
apresentar uniformidade, caso contrário, aplicou-se mais que o devido ou alguma outra 
complicação, como rejeição, alergia, entre outros. Existem exceções, ou seja, alguns 
pacientes podem vir a permanecer mais tempo com o inchaço, por isso, sempre se deve 
avaliar bem seu paciente, fazê-lo assinar a anamnese, o termo de consentimento e o 
contrato de prestação de serviço. Falaremos mais à frente sobre outras complicações. 
Recomendo utilizar sempre cânula para a aplicação. 
Sugestões para se basear:
Sulco nasogeniano
De acordo com a figura abaixo, se for uma linha, usar skinbooster - 1 sessão/mês por 
3 meses. (Skinbooster explicado na Unidade I) ou preenchedor de baixa reticulação 
geralmente 1 mL total (para ambos os lados do sulconasogeniano).
Ruga – Preenchedor de reticulação média, usar de 1 - 2 mL total 
Prega/Sulco – Preenchedor de alta reticulação ou associar alta e média reticulação, 
sempre respeitando as camadas. Nesse caso, é interessante usar a técnica de MD codes, 
comentada mais à frente. 2 – 4 mL
87
PREENCHIMENTO FACIAL │ UNIDADE II
Figura 16. Camada superficial da pele que demonstra a linha, ruga e sulco/prega da face.
 
 
Camada 
Superficial 
da pele 
Camada 
Intermediária da pele 
Linha Ruga Prega 
Gordura 
Músculo 
Fonte: http://www.tratamentopararugas.med.br/preenchimento.html. Acesso em: 28 jun. 2015.
Boca
Para a aplicação na região labial o ácido hialurônico é utilizado com menor reticulação, 
pois, como vimos acima, ele precisa ter espalhabilidade e menos viscosidade, já que 
essa região é muito movimentada, é exposta a altas e baixas temperaturas entre outras 
situações. 
A aplicação deve ser feita na mucosa superficial, se atentar com as artérias labiais tanto 
superior quanto inferior, pois passam praticamente no meio dos lábios, numa camada 
mais profunda de mucosa. 
Quando se aplica o AH nessa região, logo se observa o inchaço pelo acúmulo de água na 
região, quando se aprofunda o material, você irá perceber que o inchaço não aparecerá 
e terá que colocar mais produto, cuidado nessa hora, pois aumenta-se a chance de 
complicação. 
Recomendo utilizar sempre cânula, pela segurança, mesmo assim faça a aspiração antes 
de injetar o produto. A aspiração deve ser feita tanto com cânula quanto com agulha, o 
que serve para qualquer região. 
Em lábios jovens, geralmente damos volume, quase não tem necessidade de contorno. 
Por isso, a avaliação deve ser bem feita para que haja um bom resultado e que supere 
o objetivo do paciente. Escutar o que o paciente quer é sempre o melhor caminho. No 
entanto, como profissional, você deve ter noção do que deve ser feito e respeitar sempre 
o bom senso e a fisiologia. Deve-se mostrar ao paciente as situações prováveis que 
podem vir a ocorrer. 
88
UNIDADE II │ PREENCHIMENTO FACIAL
Devem ser levados em conta o tamanho de face e as proporções de boca para saber a 
quantidade de produto utilizado. Num primeiro momento ocorrerá inchaço na região 
aplicada. Passadas 72 horas o inchaço diminuirá e até 30% da quantidade de produto. 
Desse modo, muitas vezes também fazemos o lábio por sessão. Em uma primeira sessão 
de 1-2 mL, em muitos casos não há necessidade de adicionar mais produto após 20-30 
dias. 
Lábios maduros, há perda de gordura, desse modo, muitos pacientes questionam que 
quando jovens os lábios eram maiores,ou que perderam o contorno do lábio. Nesses 
pacientes é indicado fazer a aplicação de AH nos filtros, arco do cupido, contorno labial 
e dar volume. Também é indicado fazer em sessões. Pode ser utilizado como sugestão 
de 1 até 3 mL de AH, tudo vai depender da necessidade do paciente em primeiro lugar 
e do que ele quer. 
Lábios masculinos não devem apresentar muita definição de contorno mais volume. 
O volume também deve ser menor que dos lábios femininos, mantendo sempre as 
proporções, lábio superior menor que o inferior. Lábios femininos prioriza-se o 
contorno labial e volume. 
Mento
Como citado acima, o mento difere de homem e de mulher assim como os lábios, o 
contorno de mandíbula, o zigomático e o malar. 
O mento é uma região mais segura e pode ser aplicado o AH com agulha, mas também 
não exclui a possibilidade da cânula. 
No caso da mulher, o mento deve ser mais oval. Para isso, com um lápis de marcação, 
marca-se uma linha reta a partir da asa do nariz de ambos os lados até a ponta do mento, 
o foco da aplicação do produto será no meio entre esses dois pontos. Logo após, deve-
se massagear. Se for com agulha, a aplicação é supraperiostal, não esquecer de fazer a 
aspiração. Se for com cânula, fazer o pertuito (furinho com a agulha para introduzir a 
cânula) na linha da comissura labial na mesma altura do mento. A projeção do mento 
se faz quando o paciente apresenta mandíbula retrógrada, seu aumento melhora toda a 
proporção facial. Muitas vezes também é indicado para pacientes com nariz projetado. 
O mento equilibra a harmonização da face, tirando o foco do nariz. 
No homem, o mento é mais quadrado, trazendo masculinidade à face. Para isso, com 
um lápis de marcação, marca-se uma linha reta a partir da asa do nariz de ambos os 
lados até a ponta do mento, o foco da aplicação do produto diferente do da mulher, será 
na linha e não no meio delas. Sempre após a aplicação, massagear. 
89
PREENCHIMENTO FACIAL │ UNIDADE II
A quantidade de mL de AH é variável, em média 1-3 ml. 
Marionete
Com o envelhecimento, é comum apresentar essa ruga que desce até a mandíbula, 
originada a partir da comissura labial. Muitas vezes ela acaba se unindo com o sulco 
nasogeniano. 
Acomete mais mulheres e homens maduros. Muitas vezes, quando realizam 
preenchimento labial, os pacientes já pedem para incluir o preenchimento da marionete. 
Se não, é indicado sugerir, se houver necessidade, para trazer maior resultado e 
satisfação ao paciente. 
A aplicação é igual ao sulco nasogeniano, vai depender da sua profundidade. Lembrando 
que nessa região passam artérias calibrosas, deve-se tomar cuidado. Sempre realizar 
travas, ou seja, aplicar técnica, cruzada.
Quantidade varia em torno de 1 -3 ml
 Contorno mandibular 
Além do contorno mandibular ser perdido com o tempo, ele provoca mais envelhecimento 
pela flacidez que gera. Por isso, é interessante restabelecer esse contorno nos pacientes 
que têm necessidade. Por exemplo, é comum obter melhores resultados em tratamentos 
de marionete e sulco nasogeniano, aplicando AH no contorno mandibular e no 
zigomático. 
O contorno mandibular também difere nos homens e mulheres, sendo que o rosto 
feminino é mais delicado, apresenta a mandíbula mais oval, ou seja, não tão marcada, 
já o homem, apresenta uma mandíbula marcada e acentuada.
Para aplicação de contorno masculino deve-se usar a camada supraperiostal e a derme 
profunda, utilizando duas técnicas diferentes. Na supraperiostal ir no arco ou ângulo 
mandibular perpendicularmente e aplicar o produto, sempre fazendo a aspiração antes 
de 7 a 10 segundos. Assim, a agulha deve tocar no osso e subir um mínimo, deve ser 
feita a aspiração e então, aplicada. Muitos pacientes perdem essa região óssea. Quando 
isso acontece, deve-se realizar apenas a aplicação de derme profunda. 
É importante salientar que, quando aplicamos o AH em camadas profundas, demora 
para ser observado seu volume. Assim, acaba-se utilizando mais produto. Contudo, em 
algumas regiões considero importante a utilização da aplicação em camadas profundas 
para aumentar a durabilidade do tratamento, e manter a sustentação do tecido. Já 
90
UNIDADE II │ PREENCHIMENTO FACIAL
sabemos que o AH em camadas superficiais apresenta menor durabilidade quando 
comparado na aplicação de camadas profundas. 
Para a aplicação na derme profunda ou até mesmo no subcutâneo, recomendo a 
utilização de cânula.
Para isso, com um lápis de marcação, marque na região do ângulo mandibular um 
triângulo. Faz-se uma reta do ramo da mandíbula até o ângulo da mandíbula, outra reta 
do ângulo da mandíbula para o corpo mandibular e fecha-se o triângulo com outra reta 
do corpo da mandíbula até o ramo mandibular. Esse desenho é feito para se orientar 
quanto ao depósito de AH. No homem, o ângulo do triângulo é mais fechado e na mulher 
é mais aberto. Logo em seguida, se faz um pertuito no meio do corpo mandibular, 
introduz-se a cânula até o ângulo mandibular, aspira-se por 7 a 10 segundos, e injeta-se 
o AH. Na retroinjeção, volte aplicando AH no corpo mandibular. Ainda nesse pertuito, 
volte a cânula para a entrada e faça a deposição do AH em leque indo até o ramo e 
voltando injetando (para dar volume à região). Faça outro pertuito no ramo mandibular 
e introduza a cânula até o ângulo da mandíbula, voltando com retroinjeção. Na mulher, 
a aplicação é igual, o que difere é a abertura do desenho do triângulo, e na maioria 
dos casos não fazemos aplicação supraperiostal, somente subcutânea, mas isso vai 
depender do grau de flacidez da pele. 
Muito cuidado pois o corpo mandibular apresenta nervo facial, artérias e veias faciais. 
Na região do ramo da mandíbula, deve-se atentar para o nervo facial, ramo marginal da 
mandíbula e a parótida, principalmente.
Pacientes que apresentam estrutura do rosto quadrada são beneficiadas no 
envelhecimento, por não ter tanta flacidez no contorno mandibular. 
A quantidade de AH usada nessa região é variável, sugestão 2-3 ml por lado. A reticulação 
é sempre a maior a ser usada nessa região. 
Olheira
Do terço médio será abordado apenas a olheira para preenchimento. A região 
infraorbitária deve ser preenchida com AH, somente quando houver profundidade, 
mesmo assim devemos avaliar bem o paciente para que a volumização da área não nos 
traga futuras complicações. Nessa região é recomendado somente o preenchimento de 
AH com reticulação baixa, pelo grande edema que ocorre. 
A olheira deve ser preenchida somente com cânula, na região de derme. Deve-se atentar 
para não superficializar o produto na pele, formando o efeito Tindell, pigmentação 
91
PREENCHIMENTO FACIAL │ UNIDADE II
azulada na região. Para a aplicação, com um lápis de marcação, faça uma linha reta a 
partir da asa do nariz até a ponta do olho, e outra linha reta que desce para se juntar com 
essa. Após faça uma linha diagonal, na junção dessas duas até o ponto lacrimal. Faça 
um pertuito na junção das três linhas e introduza a cânula. Aplique o AH, somente nas 
regiões profundas. É importante fazer essa região por sessão, pois é uma área de muito 
inchaço. Faça no máximo 1ml (total para os dois lados), e após 15 a 20 dias avalie para 
ver a necessidade de aplicar mais. Muitas vezes, passados 30 dias ocorre reabsorção de 
produto, geralmente mais de um lado do que do outro (do lado que a pessoa dorme). 
Isso ocorre para qualquer área, por isso, é importante solicitar ao paciente que durma, 
por pelo menos três dias de barriga para cima e não faça atividade física, o que deve ser 
colocado em seu termo de consentimento. 
Técnica
Para a correta aplicação do ácido hialurônico no paciente, alguns protocolos precisam 
ser adotados pelo profissional para garantir que o procedimento seja realizado com 
segurança. 
Dessa maneira, os resultados obtidos serão altamente relevantes. Abaixo está listado 
um protocolo básico de aplicação do produto.
 » tenha sempre em mãos hialuronidase (será abordada mais à frente);
 » após entrar em acordo com o pacienteem relação à técnica e ao valor do 
procedimento, preencha os termos, contratos e anamnese;
 » remova a maquiagem, a área deve ser limpa com clorexidina 0,5%;
 » fotografe de diversos ângulos, com a pele do paciente limpa, o paciente 
deve estar em pé e o plano de fundo deve ser de uma cor só;
 » aplique anestesia tópica 30 a 40 min antes do procedimento. Após 
limpar a região, pode-se fazer botão anestésico onde for aplicar o produto 
também com lidocaína estéril a 1%.;
 » com o paciente sentado faça a marcação dos pontos onde precisa ser 
injetado o AH, onde há profundidade. Use um lápis de olho, por exemplo. 
A aplicação pode ocorrer com o paciente sentado ou deitado;
 » a maioria dos autores recomendam manter o bisel da agulha para cima, 
pois, na maioria das vezes a ponta da agulha é vista e mais precisamente 
controlada quando a pele é perfurada. A entrada da agulha na pele 
92
UNIDADE II │ PREENCHIMENTO FACIAL
geralmente é uma questão individual, no entanto, alguns profissionais 
entram em ângulo de 30º ou 45°, se supraperiostal entram a 90°.
 » o preenchimento pode ser feito com agulha ou cânula, se for com cânula 
deve ser feito um pertuito antes para assim inseri-la, caso contrário não 
conseguirá inserir, pois a ponta estará romba.;
 » antes de injetar o AH aspire por 10 segundos para reduzir as chances 
de pegar um vaso, ou aplicar dentro dele. É importante aplicar pouco 
produto sempre perto de vasos calibrosos e principalmente quando 
não há espaço na região, pois pode ocorrer compressão de vasos e gerar 
necrose tecidual;
 » após a retirada da agulha ou cânula é normal extravasar sangue através 
do pertuito, use uma gaze seca e faça compressão;
 » massageie moldando o local após a aplicação para o AH moldar na região;
 » observe a coloração do tecido, pode ficar roxo caso pegue um vaso. O 
mais comum é ficar vermelho, porém controlado; se a coloração estiver 
esbranquiçada, fique alerta! Sinal de compressão ou de que injetou 
produto no vaso, nesse caso massageie bem até voltar à cor normal. Caso 
não volte, aplique hialuronidase. 
A hialuronidase é a única enzima capaz de degradar o ácido hialurônico. Você 
sempre deve tê-la em seu consultório com a data de validade no período para 
ser usada. Isso é de extrema importância. A compra é feita em farmácia de 
manipulação, e deve-se prescrever hialuronidase de 2000 UTR ou 3000 UTR. No 
consultório, antes de aplicar, deve-se diluir com 5 ml de soro fisiológico estéril. 
Aplicar 0,3ml por ponto, distanciar os pontos em 0,5 cm. 
É importante, após ou durante esta pós-graduação, fazer um curso de 
complicações, pois a partir do momento em que você começar a realizar 
procedimentos pode acontecer de ocorrer uma complicação. Só não observa 
complicações quem não tem paciente, então você precisa estar preparado para 
resolvê-las.
Como a viscosidade do ácido hialurônico diminui com o aumento da 
temperatura, o aquecimento da seringa, provocado pela mão que a segura 
antes de aplicar a injeção pode ajudar. Assim, ocorre diminuição de força na 
injeção na hora da aplicação.
93
PREENCHIMENTO FACIAL │ UNIDADE II
Figura 17. Agulha indicada para aplicação do ácido hialurônico com baixa reticulação e média reticulação: 
30G (mesma usada na intradermoterapia) e cânula indicada para preenchimento com baixa e média 
reticulação 25G ou 27G e alta reticulação 22G.
 
 
Fonte: http://www.fibracirurgica.com.br/agulha-descartavel-13-x-03-30g1-2-40120-c-100-sr-3525/p ; http://drfaissal.com.br/
blog/agulhas-ou-canulas/
A técnica de aplicação linear retrógrada é a mais usada. Segurando a seringa paralela ao 
comprimento da ruga ou prega a ser tratada, perfure a pele e avance com a agulha por 
toda a sua extensão. Enquanto retira lentamente a agulha da pele, aplique uma pressão 
constante no êmbolo para liberar o material na derme (em rugas finas e superficiais, 
observe a saída do material enquanto retira a agulha retrogradamente). Rugas ou linhas 
superficiais curtas podem ser eliminadas em apenas uma aplicação. Esta técnica pode 
ser usada com cânula também.
A técnica das punturas seriadas é a mais fácil tecnicamente (pois a ponta da agulha 
não se move durante a injeção) e é a preferida dos iniciantes. Para esta técnica a agulha 
perfura a pele até a profundidade desejada, deposita uma pequena quantidade do 
produto e então a agulha é retirada. Injeções individuais desse tipo funcionam bem 
para cicatrizes de acne, enquanto as sucessivas podem diminuir rugas.
Para você saber se está na derme média, quando for aplicar um preenchedor 
próprio para essa área, é só observar se o contorno da seringa fica visível ao 
injetar, mas não deve ver a cor da agulha/cânula.
http://drfaissal.com.br/blog/agulhas-ou-canulas/
http://drfaissal.com.br/blog/agulhas-ou-canulas/
94
UNIDADE II │ PREENCHIMENTO FACIAL
Guie o seu tratamento, sabendo que para materiais (ácido hialurônico) mais 
finos, deve-se atentar para parâmetros visuais e, para materiais mais espessos, 
deve-se atentar para parâmetros táteis. A resistência deve ser sentida na derme 
profunda.
As técnicas em leque e com aplicação cruzada são apenas variações da técnica 
retrógrada, geralmente usada quando se preenche com maior quantidade de material 
e em maior profundidade. Caso ocorra erro ao injetar o material no plano profundo, 
as rugas não são corrigidas, mas o erro é visível. Já quando o erro ocorre na superfície 
do tecido, os defeitos são passíveis de correção, no entanto, a superfície pode ficar com 
irregularidades.
Após a injeção é recomendado massagear levemente o local no qual o preenchedor 
foi aplicado, para que, dessa forma, seja excluída qualquer propensão a nódulo ou 
irregularidades na região. Dessa forma, estamos garantindo que o produto se acomode 
aos contornos dos tecidos. No entanto, quando o local é massageado, mais de 20% do 
produto pode ser eliminado. Com isso, deve-se fazer a hipercorreção. Por fim, deve 
haver um limite de 1,5-2,0 mL por sessão e o retoque pode ser feito de 2 a 4 semanas 
depois da aplicação. 
Figura 18. Técnicas de implantação dos hilanos (ácido hialurônico).
 
 
1- Linear Retrógrada 
2- Punturada seriada 
3 - Em leque 
4 - Cruzada 
Fonte: autora, 2019.
95
PREENCHIMENTO FACIAL │ UNIDADE II
Figura 19. Preenchimento labial.
Fonte:https://terezascardua.com.br/cursos-de-harmonizacao-facial/escultura-labial-tecnica-lipts/.
Não há uma sequência na técnica de aplicação de ácido hialurônico labial, o que vai 
depender da preferência pessoal. No entanto, muitos profissionais começam pelo canto 
direito do lábio inferior.
Caso haja necessidade de contornar e preencher, comece contornando o lábio, pode ser 
com cânula ou agulha. A agulha fornece mais precisão, no entanto, pode vir a trazer 
futuras complicações, além dos hematomas. A cânula é mais segura, mas não tem tanta 
precisão, contudo reduz significativamente os hematomas. 
Volume e contorno definidos caracterizam lábios jovens. Curvatura em forma de M do 
vermelhão da boca é denominada de arco do cupido, e a proeminência linear que parte 
dos ápices do M em direção às narinas é chamada de filtro. É importante relatar que, 
nas proporções ideais, em mulheres caucasianas, o lábio deve ter a proporção de 1:1,6, 
ou seja, o lábio inferior mais volumoso que o superior. Em perfil, o formato dos lábios 
deve ser convexo e o superior deve ser projetado 2 milímetros anteriormente ao lábio 
inferior. 
Injeção no vermelhão do lábio ajuda a definir sua linha. Os tubérculos labiais (3 no 
lábio superior e 2 no lábio inferior), podem ser tratados. Isso proporciona a forma 
arredondada e o volume natural ao lábio. 
Aplicação da técnica MD codesTM
Em 2010, o cirurgião plástico brasileiro Maurício de Maio demonstrou a técnica 8-point 
lift, que consiste no tratamento facial com aplicação de AH da Juvederm®, em pontos 
96
UNIDADE II │ PREENCHIMENTO FACIAL
específicos da face, pontos denominados de L1 a L8, sendo que a letra L corresponde a 
lift e os númeroscorrespondem às subunidades anatômicas.
Em 2015, ele melhorou a técnica e lançou o código médico mais conhecido atualmente 
como MD codesTM, que foi licenciado pela Allergan. Este é considerado uma técnica de 
reestruturação facial para o tratamento global do envelhecimento cutâneo por meio de 
um mapeamento completo de toda a face. Essa técnica é mundialmente conhecida.
Quadro 4. Entendendo o 8-point lift.
Código Áreas de 
aplicação
Volume 
(mL)
Técnica de 
aplicação
Efeitos da aplicação Observações
L1 (Ck1) Arco zigomático – osso 0,1-0,2 – 
com agulha
Bolus pequeno
Eleva a região malar; Oferece suporte 
ao supercílio e à pálpebra.
L2 (Ck2) Proeminência 
zigomática – osso
0,2-0,4 – 
com agulha
Bolus pequeno
Projeta a região malar e encurta a 
distância pálpebro-malar.
Não aplique na artéria 
zogmático-facial.
L3 (Ck3) Malar anteromedial – 
osso ou subcutêno
0,1-0,5 – 
com agulha ou 
cânula
Bolus pequeno ou 
em leque
Melhora a junção pálpebro-malar-
medial e suaviza o tear through.
Não aplique na artéria 
infraorbital.
L4 (NL) Sulco nasolabial – 
subcutâneo
0,1-0,5 – 
agulha ou 
cânula
Linear
Reduz a proeminência do sulco 
nasolabial.
Não aplique na artéria facial. 
Aplique levemente da medial ao 
sulco nasolabial.
L5 (M) “linha de marionete” – 
subcutâneo
0,1-0,5 – 
agulha ou 
cânula
Linear
Fortalece e eleva a mucosa da 
comissura oral e melhora a aparência 
das “linhas de marionete”.
Não aplique na artéria facial. 
Aplique levemente da medial ao 
sulco nasolabial.
L6 (C6) Sulco prejowl – osso e/
ou subcutâneo
0,1-0,5 – 
agulha ou 
cânula
Bolus pequeno 
ou Linear ou em 
leque
Reduz a proeminência do sulco 
prejowl.
L7 (JW1) Ângulo da mandíbula – 
osso; subcutâneo
0,1-0,5 - 
agulha
Bolus pequeno ou 
em leque
Remodela e eleva a linha da 
mandíbula.
L8 (Ck4, 
Ck5)
Parótida e área 
submalar – subcutâneo
0,2-1,0 – 
agulha ou 
cânula
Em leque
Foca a área de depressão e melhora 
a perda de volume submalar e pré-
auricular; eleva a linha da mandíbula.
Não aplique na glândula 
parótida, no nervo bucal, na 
artéria e nas veias faciais.
Fonte: Borba, 2018.
Decifrando as letras
Região frontal: F
Região temporal: T
Sobrancelha (eyebrow): E
Sulco Lacrimal (tear through): Tt
Região malar/bochecha (cheek): Ck
Nariz: N
97
PREENCHIMENTO FACIAL │ UNIDADE II
Sulco nasolabial: NL
Lábio (lip):Lp
Sulco labiomentoniano (Marionete): M
Queixo (chin): C
Contorno mandibular (jowl line): Jw
Recomenda-se, na maioria dos pacientes, após a avaliação facial, que o tratamento se 
inicie pelo terço médio. O remodelamento da região malar começa com a aplicação de 
Ck1(com agulha) pois eleva a região malar e sustenta os tecidos além de dar suporte à 
pálpebra inferior.
Após a reestruturação supraperiostal nas regiões de contorno de Ck1 e Ck2, por meio da 
cânula distribui-se o AH retroinjetando, remodelando essa região. Essa técnica leva ao 
efeito de top model look com maior sombreamento da região submalar. 
Quanto ao volume injetado em cada ponto, isso dependerá da avaliação e da perda de 
cada paciente. Contudo, é importante evitar que, em cada região, sejam aplicados mais 
de 2 ml por sessão, e é prudente que, em cada ponto, não seja injetado mais do que 0,5 
ml por sessão. Devemos sempre fazer injeções com aspirações prévias, lentamente e 
com pequenos volumes. Em relação ao volume total injetado, é importante salientar 
que pode ser feito em sessões e distribuído ao longo do planejamento, até que o objetivo 
final seja alcançado. 
Remodelação da região malar
A região malar é a das bochechas e faz parte do contorno facial. Ela pode influenciar 
diretamente no aspecto do rosto, para aparentar ser mais magro, por exemplo. Para a 
região malar, há 5 pontos de reestruturação: Ck1 na parte lateral do arco zigomático; 
Ck2 na eminência zigomática; Ck3 na região anteromedial; Ck4 na parte lateral baixa 
e Ck5 na região submalar. Deve-se atentar para a região do forame infraorbitário, 
por onde passam nervos e vasos. O ponto Ck3 encontra-se sobre a região do forame 
infraorbitário, sendo uma área de alto risco. O Ck5 é necessário para pacientes muito 
magros, que perderam a gordura malar submuscular. As áreas de injeção de acordo 
com os pontos, são:
 » Ck1- arco zigomático; 0,1-0,3ml – bolus, supraperiostal;
 » Ck2 – eminência zigomática; 0,2-0,4 ml – bolus, supraperiostal;
98
UNIDADE II │ PREENCHIMENTO FACIAL
 » Ck3 – malar anteromedial; 0,1-0,5ml – bolus ou em leque, supraperiostal 
ou subcutâneo;
 » Ck4 – malar lateral inferior; 0,2-1,0ml – em leque, subcutâneo;
 » Ck5 – submalar.0,2-0,5ml – em leque, subcutâneo.
Remodelamento do sulco nasolabial 
(nasogeniano)
O sulco nasolabial estende-se da asa do nariz até a comissura labial e está situado sobre 
o caminho da artéria facial, que percorre profundamente a região. Deve ser aplicado na 
derme e pode-se usar agulha ou cânula. São feitos três pontos ao longo desse sulco, que 
são:
 » NL1 – sulco nasolabial superior: 0,1-0,4 ml, em leque;
 » NL2 – sulco nasolabial central: 0,2-0,4 ml, linear;
 » NL3 – sulco nasolabial inferior: 0,1-0,2 ml, linear. 
Remodelação da região labial
Existem oito pontos para a reestruturação labial, são eles:
 » Lp1: vermelhão do lábio (superior e inferior) – 0,05-0,1ml; bolus pequeno;
 » Lp2: arco do cupido – 0,05-0,1ml; linear;
 » Lp3 borda do lábio – 0,05-0,1ml; linear;
 » Lp4: tubérculo medial – 0,05-0,1ml; bolus pequeno;
 » Lp5: tubérculos laterais – 0,05-0,1ml; bolus pequeno;
 » Lp6: comissura labial – 0,05-0,1ml; linear ou em leque;
 » Lp7: filtro labial – 0,05-0,1ml; linear;
 » Lp8: linhas periorais – 0,1-0,2ml; microponto.
99
PREENCHIMENTO FACIAL │ UNIDADE II
Remodelação do sulco labiomentoniano
Estende-se da comissura labial até a região do forame mentoniano, também conhecido 
como linha da marionete. Os três pontos a serem tratados, são:
 » M1: sulco labiomentoniano superior; 0,1-0,2ml -linear;
 » M2: sulco labiomentoniano central; 0,2-0,4ml, linear;
 » M3: sulco labiomentoniano inferior; 0,2-0,4ml, linear.
Remodelação do mento
Essa região é irrigada pelos vasos mentonianos que partem do forame mentoniano, e 
tem seis pontos de tratamento, que são:
 » C1: ângulo mentoniano; 0,5-1,0ml – linear ou leque;
 » C2 (Jw5): ápice mentoniano; 0,2-0,4ml – bolus pequeno; 
 » C3: pogônio; 0,2-0,4ml – bolus pequeno;
 » C4: submentoniano; 0,2-0,4ml – bolus pequeno;
 » C5: mentolateral; 0,2-0,4ml- bolus pequeno;
 » C6 (Jw4): prejowl; 0,1-0,5 ml – linear ou bolus pequeno.
Remodelação de contorno mandibular
Deve-se tomar cuidado ao fazer o Jw3, uma vez que está sobre a emergência da artéria 
facial, que passa profundamente. As áreas de injeção são:
 » Jw1: ângulo da mandíbula; 0,2-0,5ml –bolus pequeno – alarga a face, 
eleva e define o ângulo da mandíbula;
 » Jw2: região pré-auricular; 0,5-1,0ml – em leque – eleva a pele e reduz a 
flacidez da linha da mandíbula;
 » Jw3: corpo da mandíbula; 2-0,5ml – linear – melhora a definição da 
linha mandibular;
100
UNIDADE II │ PREENCHIMENTO FACIAL
 » Jw4 (C6): prejowl; 0,1-0,5ml –linear ou bolus ou em leque – reduz a 
proeminência do sulco prejowl;
 » Jw5 (C2): ápice mentoniano; 0,2-0,5ml linear ou em bolus – melhora a 
dimensão vertical altura do mento.
As fotos de todos os remodelamentos serão postadas na biblioteca do portal. 
Anamnese
Existem questões importantes a serem feitas na anamnese do paciente antes da 
aplicação do ácido hialurônico, tais como:
 » experiência passada com outros preenchedores;
 » história de cicatrizes e queloides;
 » história de infecção por herpes simples;
 » história de hematomas/sangramento fácil;
 » condições dermatológicas que exibem patergias;
 » qualquer inflamação ativa na área a ser tratada;
 » tolerância alta a dor;
 » planos sociais importantes nos próximos 3-7 dias;
 » expectativas realísticas.
É interessante fazer as perguntas acima para o profissional ficar ciente do quadro 
do paciente, como também se ele já obteve satisfação em uma realização anteriordo 
tratamento. Qualquer relato citado acima e confirmado pelo paciente deve influir no 
tratamento pelo profissional, devido a grandes chances do tratamento dar errado 
(BOWMMAN; NARINS, 2005).
O paciente que for fazer o preenchimento facial não deve tomar aspirina por pelo menos 
8 dias; e vitamina E, anti-inflamatórios não esteroidais (AINES) por pelo menos cinco 
dias antes do tratamento. Deve ainda suspender os fitoterápicos a base de cumarina 
e Gingko biloba. Já, a aplicação de Arnica montana, no local da aplicação no pré-
procedimento parece reduzir o surgimento de equimoses, por mais que ainda não tenha 
evidências científicas. 
101
PREENCHIMENTO FACIAL │ UNIDADE II
Além disso, fazer fotos do pré-procedimento e do pós-procedimento de ângulos frontal, 
oblíquo e perfil são extremamente importantes para a satisfação do paciente. 
Após o procedimento é aconselhável deixar o paciente descansar por alguns minutos, 
devido à ansiedade causada pelo trauma da agulha. Compressas frias, ou até mesmo o 
gelo irão reduzir o edema e a sensibilidade causada pelas múltiplas punturas realizadas. 
Oriente o paciente a reduzir as expressões faciais pelas primeiras 48 horas.
Orientações de cuidados pré e pós aplicação do AH (GLADSTONE; CARRUTHERS, 
2005). 
 » O paciente deve evitar ou suspender medicamentos como: ácido 
acetilsalicílico, anticoaculante oral, anti-inflamatório não esteroide e 
suplementos ou vitaminas que acarretam em equimose;
 » o profissional deve averiguar se o paciente não apresenta nenhuma lesão 
cutânea com infecção bacteriana ou viral ativa;
 » após a aplicação recomenda-se o uso de água termal ou máscara calmante, 
bem como de bolsa de gelo que deve estender até 72h pois ajuda a 
melhorar o eritema e o edema;
 » não praticar atividade física por 24 horas.
Reações adversas e complicações
A abordagem das complicações deve ser bem conhecida do especialista, pois, 
embora também possam ser decorrência de má técnica, acidentes na aplicação e 
variações anatômicas podem contribuir para o seu aparecimento. Em 2017, Almeida 
et al., categorizaram os eventos adversos relacionados ao ácido hialurônico, em três 
momentos que são: imediato, precoce e tardio. E, foi proposto um novo termo para 
eventos adversos que apresentam edema tardio intermitente persistente (ETIP). 
102
UNIDADE II │ PREENCHIMENTO FACIAL
Quadro 5. Recomendações de consenso sobre a classificação de eventos adversos relacionados ao ácido 
hialurônico em relação ao momento de início: possíveis sinais, sintomas e diagnóstico.
Início imediato (em até 24 
horas)
Início precoce (24 h a 30 dias) Início tardio (depois de 30 dias)
Alterações de cor: eritema, equimose, 
hematoma, cianose, branqueamento;
Nódulo;
Pruridoa; ddor grave; edema grave; 
alterações visuais; irregularidades; 
alterações neurológicas; alterações 
vasculares: embolização, oclusão 
arterialb; hematoma; equimose; reação 
alérgica; sobrecorreção, parestesia.
Alterações de cor: eritema, equimose, hematoma, 
cianose, efeito tyndall; nódulo; cicatriz; dor grave; 
edema grave; linfadenopatia e febre; irregularidades; 
úlcera com pústula e crostas cutâneas; 
telangiectasias; alterações neurológicas; alterações 
vasculares: isquemia, necrose, telangiectasia; 
alterações de cor: eritema persistente, equimose, 
efeito tyndall, hiperpigmentação pós-inflamatória; 
alterações sistêmicas: infecção, inflamação; 
parestesia; cicatrizes: hipertróficas, atróficas; 
irregularidades: sobrecorreção, infiltração (celulite), 
nodulação 
Alteração de cor: eritema;
Hipercromia;
Nódulo;
Edema tardio intermitente persistente; cicatriz; 
edema grave; telangiectasia; neovascularização; 
alterações vasculares: telangiectasia; alterações 
de cor: hiperpigmentação pós-inflamatória, 
eritema persistente; cicatriz: atrófica, queloide; 
irregularidades: edema tardio intermitente persistente, 
nodulação, edema tardio. 
a= considerar reação que pode causar hipersensibilidade tipo I ou reação alérgica;
b= alterações visuais e neurológicas estão incluídas;
c= parestesia resultante apenas do trauma periférico. 
Fonte: Borba, 2018
Quadro 6. Tratamentos de eventos adversos relacionados ao ácido hialurônico de início precoce.
Alterações 
vasculares 
(isquemia 
ou necrose, 
telangiectasia)
Alterações de cor 
(eritema persistente, 
equimose, 
efeito tyndall, 
hiperpigmentação – 
pós inflamatória
Alterações 
sistêmicas 
(infecção e 
inflamação)
Alterações de 
sensibilidade 
(parestesia)
Cicatriz 
(hipertrófica e 
atrófica)
Irregularidades 
(sobrecorreção, 
infiltração, 
nódulos)
Hialuronidase
Compressas quentes
Ácido acetilsalicílico 
300 mg (2cp) – 1 
semana
Luz pulsada/ laser Nad/Yag
Hialuronidase
Clareadores físicos e 
químicos, peeling, laser: 
Nd:yag, luz pulsada, uso de 
corticoides 
Alterações 
sistêmicas foram 
consideradas 
gatilhos que 
podem influenciar 
os eventos 
adversos 
relacionados ao 
AH, serão tratados 
de acordo com sua 
etiologia. 
Corticoides orais por 
trauma de agulha. Se a 
compressão do agente 
de preenchimento 
for a causa suspeita, 
considerar o uso 
de hialuronidase, 
considerar 
eletroetimulação
Corticoides orais – 
tratamento tópico 
com bioestimulação
Hialuronidase, 
antibioticoterapia
Fonte: Borba, 2018.
103
PREENCHIMENTO FACIAL │ UNIDADE II
Quadro 7. Tratamentos de eventos adversos de formação de nódulos relacionados ao ácido 
hialurônico de início tardio.
Inflamatória Não inflamatória
Infecção supurativa – abcesso (biofilme deve ser considerado); drenagem 
com biópsia e cultura tecidual, considerar ultrassom como um guia, 
antibioticoterapia com macrolídeos e quinolonas até os resultados 
do antibiograma, considerar hialuronidase depois de uma semana de 
antibioticoterapia. 
Não inflamatória - Reação de corpo estranho – espera com vigilância, 
massagem, hialuronidase, injeção local de corticoides, anti-inflamatório não 
esteroide oral.
Infecção não supurativa – biofilme; biópsia com cultura tecidual: considerar 
ultrassom como um guia, antibioticoterapia, com macrolídeos e quinolonas 
até os resultados de antibiograma, considerar hialuronidase depois de uma 
semana de antibioticoterapia.
Não inflamatória - Acúmulo do produto – hialuronidase.
Inflamatória sem infecção – reação de corpo estranho; biópsia com cultura 
tecidual, considerar ultrassom como um guia, antibioticoterapia com 
macrolídeos e quinolonas até os resultados do antibiograma, considerar 
hialuronidase depois de uma semana de antiobioticoterapia.
Fonte: Borba, 2018.
A hialuronidase age despolimerizando reversivelmente o ácido hialurônico existente 
ao redor das células do tecido conjuntivo, reduzindo temporariamente a viscosidade 
desse tecido e tornando-o mais permeável à difusão dos líquidos. A hialuronidase é 
uma substância ativa enzimática, sendo seu pó fino, quase branco de origem bovina, 
liofilizada estéril. O produto apresenta como excipiente o talco farmacêutico, cuja 
finalidade é veicular o ativo em sua formulação, com função inerte. 
Bioestimuladores de Colágeno 
Fios de Polidioxanona (PDO)
Os sinais de envelhecimento envolvem todas as partes da face. Por exemplo, há um 
aumento da altura da testa devido à ptose tecidual, rugas glabelares, aparência orbital 
mais ampla e profunda, distorção na borda orbital súperolateral. Borda superior com 
excesso de pálpebra e dobras, absorção óssea na borda infraorbital, com aumento 
da flacidez nos músculos e na pele, dobras nasolabiais mais visíveis, diminuição do 
volume dos compartimentos de gordura, linha da mandíbula marcada por ptose de pele 
e gordura, acúmulo de gordura submentoniana, ângulo submental e cervical alterado 
com retração do músculo platisma e ptose da pele. 
Diante disso, a procura por uma melhora na aparência e atratividade facial tem 
aumentado cada vez mais. A tendência atual é a escolha por procedimentos minimamente 
invasivos. O menor tempo na execução da técnica e a recuperação pós-procedimento 
são as principais justificativas. Ostratamentos sem downtime, ou seja, sem afastamento 
das atividades normais dos pacientes, são os mais procurados atualmente. As principais 
104
UNIDADE II │ PREENCHIMENTO FACIAL
técnicas incluem, bioestimuladores de colágeno, preenchedores, volumizadores, toxina 
botulínica, reguladores de cor e hidratação de derme. 
Os fios de polidioxanona (PDO) são considerados bioestimuladores de colágeno, 
pois reestruturam a face, melhorando sua aparência e atratividade. 
Os egípcios foram os primeiros a usar os fios de sutura em 3500 a.C. para o 
fechamento de feridas. Desde então, os fios vêm sendo utilizados em diversos 
procedimentos injetáveis. A utilização de fios para promover um lifting facial 
iniciou há mais de 30 anos. Diversos tipos de fios são utilizados com diferentes 
protocolos de implantação. Os fios não absorvíveis eram primeiramente utilizados 
na face. Sulamanidze introduziu os primeiros fios (não absorvíveis) anti-ptose em 
1998. Porém, devido a relatos de eventos adversos tardios, a tendência atual é por 
biomateriais absorvíveis. Nos anos 2000, surgiu um novo conceito, os fios de ácido 
poli-L-lático, visando promover a sustentação dos tecidos. São fabricados com alta 
tecnologia, mas o custo elevado vem sendo responsável pelo decréscimo do seu uso. 
No início de 2011, o tratamento com o fio de polidioxanona (PDO) foi introduzido 
para o rejuvenescimento facial na Coreia. 
O fio de PDO foi originalmente usado em cirurgia cardíaca. Ele permanece em média 
seis meses e após a hidrólise, onde o p-dioxanona é convertido em gás carbônico 
e água e desaparece completamente dentro do tecido. Portanto, uma variedade de 
produtos foi desenvolvida com a expectativa de que os eventos adversos tardios 
sejam menos prováveis de ocorrer do que ao promover um lifting da face com um 
fio não absorvível. 
A técnica foi descoberta na Coreia pelo cirurgião Kown Han, em meados de 2006, 
que percebeu que a cicatriz ficava menos evidente quando utilizava o fio de PDO, 
e a pele em volta ficava com um aspecto mais jovem. A partir disso, o trabalho foi 
desenvolver uma técnica que introduzisse o fio sob a pele de uma forma menos 
traumática possível. Para tal, ele desenvolveu uma agulha, tão fina como a de 
acupuntura, capaz de deixar o fio sob a pele. 
O fio de PDO é um monofilamento sintético, absorvível, preparado a partir do 
poliéster poli (p-dioxanona). Trata-se de um material não alergênico, não piogênico, 
que provoca ligeira reação tecidual durante a absorção. É extremamente bem 
tolerado pelo organismo e foi o primeiro fio sintético absorvível antimicrobiano e 
bioestimulante. Tem a capacidade de preservar 70% da sua resistência tensional 
após duas semanas, 50% em quatro semanas e 25% em seis semanas.
105
PREENCHIMENTO FACIAL │ UNIDADE II
Entre as principais indicações podemos citar a bioestimulação de colágeno. Pode 
ser utilizado em sinergia com outros biomateriais no tratamento de ptoses leves, 
promovendo um efeito lifting, na preservação do envelhecimento da pele, no 
tratamento de cicatrizes (ex.: acne) e no tratamento de intercorrências com outros 
fios e/ou complementação. 
As principais contraindicações são as doenças de base não controladas, lesões de 
pele não diagnosticadas, expectativas irreais sobre o tratamento e infecções na 
região a ser tratada. Essa técnica não é indicada quando há fotoenvelhecimento 
significativo ou rugas muito proeminentes. Peles finas devem ser avaliadas com 
critério diferenciando devido a sua fragilidade e transparência, limitando o 
tratamento com fios a camadas mais profundas.
Relatos de complicações sérias com a utilização de fios absorvíveis são baixos. Dentre 
as complicações raras incluem –se a quebra de suturas, mau posicionamento e falha 
em manter o suporte. Há, no entanto, o potencial para complicações de cicatrizes 
não reversíveis após uma infecção por inserção de fios. Possíveis danos a longo 
prazo na camada superficial do SMAS causados por cicatrizes repetitivas também 
devem ser considerados. Um criterioso cuidado na execução da técnica com medidas 
estéreis deve ser adotado. Deve-se atentar também para não aprofundar muito o 
fio, podendo pegar nervos e músculos e manter sempre o mesmo plano. 
A busca de tratamentos para o rejuvenescimento facial com menor tempo de 
recuperação e menores complicações em relação aos procedimentos invasivos 
tradicionais tem sido um dos principais motivos que levam os pacientes a optarem 
por esses tratamentos, embora os resultados sejam um pouco mais limitados. Foi 
relatado, através de estudos, que a inserção de fios PDO melhora a textura da pele, 
deixando-a com mais brilho e elasticidade. No entanto, o mecanismo subjacente a 
essas mudanças positivas na pele permanece incerto. Propõe-se que uma pequena 
lesão nos tecidos moles causada por um fio PDO possa ativar a proliferação 
de miofibroblastos e aumentar o endurecimento da pele. Além disso, também é 
esperado que o aumento da circulação via aumento capilar melhore a textura da 
pele e diminua o volume de gordura pela desnaturação dos adipócitos, melhorando 
o contorno facial. 
O fio retém sua forma em aproximadamente 12 semanas, torna-se fragmentado em 
24 semanas e é totalmente dissolvido em 48 semanas. Estudos relatam o aumento 
da produção de colágeno em torno do fio de PDO inserido no tecido. As alterações 
no fio após a inserção podem ser observadas ao longo do tempo, ou seja, o efeito, na 
maioria das vezes, não é imediato, como dos tecidos. O que ocorre é uma recuperação 
106
UNIDADE II │ PREENCHIMENTO FACIAL
tecidual que provoca um efeito lifting facial deve considerar o fato de que os tecidos 
mais profundos devem ser reposicionados ou preenchidos em combinação de 
técnicas para que a pele seja tracionada. Os resultados são potencializados quando 
combinados com toxina botulínica, preenchedores e outros bioestimuladores. Mais 
estudos são necessários para avaliar técnicas combinadas. 
O planejamento adequado é essencial para qualquer tipo de tratamento. Logo, uma 
avaliação clínica, psicológica e sistêmica do paciente deve ser realizada através 
da anamnese e exames complementares. Para selecionar a técnica apropriada 
para cada paciente, o profissional deve avaliar e se concentrar no planejamento e, 
principalmente, na queixa principal do paciente. 
O tratamento com a utilização de fios foi chamado de lunch time lifting (lifting 
da hora do almoço), devido à rapidez na execução da técnica e relativa facilidade 
de implantação nos tecidos, além de: baixo índice global de complicações e 
eventos adversos; procedimento feito com anestesia tópica; rápida recuperação 
e sem necessidade de afastamento das atividades laborais e sociais; bom nível 
de satisfação; poder ser utilizado em combinação com outros biomateriais para 
otimizar os resultados; não alterar as características do paciente, proporcionando 
um efeito natural. 
Após a inserção do fio, estudos hitopatológicos indicam reação a corpo estranho 
dérmico e subcutâneo, com infiltração de linfócitos, deposição de colágeno e fibrose. 
A neocolagênese pode explicar a contratura e remodelação da pele. A síntese de pró-
colágeno inicia no terceiro dia e os resultados são percebidos após 2 a 3 semanas. 
A reabsorção por hidrólise ocorre em 6 a 8 meses. Estudos relatam que o efeito 
continua após a reabsorção. Há um consequente efeito lifting pela melhora na 
textura e flacidez da pele. Estudos também apontam que se o procedimento for 
realizado com a finalidade de produção de colágeno, o efeito durará mais de 48 
semanas, tendo sido observado efeitos por até 24 meses. 
Os fios de PDO podem aumentar os fibroblastos, as fibras de colágeno, as fibras 
elásticas, o ácido hialurônico na matriz e o ácido da matriz extracelular. 
Se houver flacidez grave da pele ou excesso de tecido adiposo, mais fios podem 
ser inseridos. Para o endurecimento e rejuvenescimento da pele, insira os fios na 
derme. Para lipólise, insira os fios mais profundamente na camada subcutânea.Os fios são apresentados em fios lisos (mono ou duplo) ou parafuso (mono ou duplo) 
e com garra (espiculado bidirecional). O fio liso só promove colágeno e a partir do 
resultado final pode vir a dar um efeito lifting, enquanto que o espiculado faz o lifting 
107
PREENCHIMENTO FACIAL │ UNIDADE II
imediato pelas garras que apresenta, além de também estimular o colágeno. Os fios 
lisos são apresentados inseridos a agulha e os fios espiculados são apresentados em 
cânulas. O resultado final de todos os fios é em torno de 45 dias.
Para realizar o procedimento deve-se:
 » fazer a marcação;
 » fazer a antissepsia;
 » aplicar anestésico;
 » inserir os fios; 
 » limpar a área e aplicar compressas de gelo na área tratada com fios 
seguindo o procedimento para minimizar o edema e os hematomas;
 » dar instruções pós aplicação dos fios. 
Para fios lisos, a inserção acontece a 45º até chegar na derme, seguida de paralelismo 
com a derme. Estica-se a pele, deve-se entrar com movimentos giratórios no sentido 
horário até o stop, então remove-se a agulha. Se for no subcutâneo, aplica-ses na 
camada correta lentamente. 
Para fios espiculados, deve-se fazer um pertuito na área de inserção, com uma agulha 
de calibre maior que a cânula do fio fazer a inserção, introduzir a cânula a 90º, até a 
camada correta. Sente-se uma espécie de rompimento. Nesse momento vira-se a cânula 
a 45º e insere-se lentamente com movimentos rotacionais até chegar ao stop. 
Na superfície da pele segura-se a ponta do fio inserido no SMAS e, puxa-se devagar a 
cânula para fora da pele. Nesse momento, com uma gaze seca passa-se na superfície 
da pele de cima para baixo e de baixo para cima, para que com esse movimento se 
possa abrir as garras do fio e ele seja inserido no tecido. Feito isso, percebe-se que irá 
sobrar um pedaço do fio para fora, esse pedaço deve ser segurado e puxado a favor da 
gravidade, ou seja, contra a sua posição. Em seguida, percebe-se que a pele do paciente 
se repuxa. Nesse momento, com uma tesoura estéril corta-se o excesso de fio. Para 
reposicionar o tecido coloque as mãos em sentidos opostos na zona de aplicação e faça 
tração, você sentirá o fio se reposicionar no tecido. 
Para fios de tração (com garra) é indicado colocar micropore seguindo a região de 
inserção. Não há necessidade para fios lisos. O paciente deve tomar cuidado pois em 
até 3 dias o fio pode sair uma pontinha para fora, caso ele mexa a região, por isso, é 
recomendado não fazer exercícios físicos por 3 a 5 dias, dormir de barriga para cima, 
108
UNIDADE II │ PREENCHIMENTO FACIAL
não tocar muito a região tratada, lavar o rosto com sabonete antisséptico, evitar cremes 
e maquiagem nas primeiras 24 horas. Após as 24 horas, aplicar filtro solar 3 vezes ao 
dia e evitar exposição ao sol. 
Após começar a inserir o fio liso, lembre-se este está envolvido dentro de uma 
agulha, mantenha sempre o plano, após inserir na derme, nunca retire a agulha 
sem ainda ter posicionado o fio na derme, caso contrário perderá aquele fio. 
Após posicionado segure o “stop” (uma bolinha de borracha) e retire a agulha. 
No caso de fios espiculados, o problema é mais grave. Ao introduzir o fio, 
mantenha-o sempre no mesmo plano, nunca volte a cânula, mesmo com o fio 
não posicionado corretamente, pois isso acarretará em dor ao paciente e o fio 
será posicionado de maneira errada. Uma vez inserido o fio, não se pode retirá-
lo. Então, tenha total domínio da técnica antes de realizar o procedimento, caso 
contrário a remoção poderá ser cirúrgica. É normal o paciente relatar dor após 
a aplicação e dificuldade de abrir a boca (quando aplicado nessa região). A dor 
pode persistir por alguns dias. Em algumas situações conseguimos quebrar o fio 
de maneira mais rápida aplicando radiofrequência em cima, caso tenha interesse 
em removê-lo, ou caso fique superficializado. 
Os fios lisos podem ser inseridos em qualquer região do corpo e sempre que 
houver uma flacidez de grau baixo a moderado. Para se ter maior resultado 
aplica-se em malha. Os fios parafuso, além de promoverem colágeno dão um 
pouco de volume à região. 
Os fios espiculados devem ser posicionados em pontos estratégicos para fazer 
o efeito lifting, próximo à têmpora, arco do zigomático e ângulo da mandíbula. 
Podem ser aplicados a partir de um pertuito vários fios em formato de leque. 
O fio espiculado também pode ser aplicado em qualquer região do corpo, no 
entanto, quando há flacidez na região o mais indicado são fios lisos. Em regiões 
pesadas que contêm gordura deve-se aumentar a quantidade de fios para se 
obter um resultado. 
Entendendo o SMAS (sistema superficial musculoaponeurótico) - é a camada 
septo fibrosa da pele abaixo da derme e, acima dos vasos da fáscia. Há uma 
camada de gordura sem septo entre o músculo facial profundo e o SMAS, 
principais vasos sanguíneos e o sistema nerval são mais profundos que o SMAS. 
O que forma a camada superficial do SMAS é o plexo subdérmicio. O SMAS é 
responsável pela distribuição da força muscular e atividades no músculo facial. 
109
PREENCHIMENTO FACIAL │ UNIDADE II
Ácido poli-L-lático - Sculptra®
Ácido poli-L-lático (PLLA), mais conhecido como Sculptra®, é um polímero sintético 
de alfa-hidroxi-ácido biodegradável, biocompatível, visto primeiramente na Europa em 
1999, denominado New Fill, que foi aprovado pelo FDA, desde 2009 para correções 
de uso estético. A primeira aprovação deste composto pelo FDA foi em 2004, para 
aplicação em paciente HIV positivo que apresentava lipodistrofia atrófica. No Brasil, 
surgiu primeiro em 2005, para os pacientes com HIV que apresentavam lipodistrofia 
atrófica e posteriormente para fins estéticos. Mais de 150 mil pacientes eram tratados 
em mais de 30 países até 2006. Como visto anteriormente, o PLLA era introduzido na 
estética como fios de sutura. Devido ao seu alto valor, decidiu-se trabalhar com ele em 
forma de pó liofilizado. 
As partículas de PLLA são grandes o suficiente para escapar da fagocitose mediada 
pelos macrófagos e, incitam diretamente uma resposta inflamatória local subclínica 
que resulta em encapsulamento e fibroplasia secundária. Embora a degradação da 
microesfera de PLLA possa estar completa em nove meses, a proliferação subsequente 
de fibroblastos e a neocolagênese persiste por 2 anos ou mais (~ 25 meses). Portanto, 
embora muitas vezes descrito como um produto semipermanente, o PLLA, não produz 
efeito volumizador imediato, levando a um aumento gradual, progressivo e duradouro 
dos tecidos, devido à formação de neocolagênese. Dependendo da quantidade de 
material aplicado, os efeitos podem ser progressivamente de melhora da textura da 
pele, firmeza ou aumento de volume. 
A capacidade do PLLA de estimular a produção de colágeno o torna ideal para 
suprir a perda de volume estrutural em várias camadas de tecido, incluindo déficits 
dérmicos, subcutâneos e relacionados aos ossos. A restauração do volume médio da 
face é alcançada com a combinação de uma técnica em leque e aplicação retrógrada 
em um plano subcutâneo para restaurar o volume nos compartimentos nasolabial e 
malar (bochecha) e injeção supraperiosteal na área zigomática-malar para corrigir a 
reabsorção óssea do arco zigomático. O PLLA aplicado em plano supraperiosteal nas 
concavidades temporais e sua aplicação em leque na camada subcutânea na área do 
zigmático – malar restauram o volume da face lateral. O PPLA apresenta tamanho de 
40-63 µm. 
A atrofia dos tecidos moles e a reabsorção mandibular, contribuem para o envelhecimento 
do terço inferior da face que também pode ser corrigida com aplicações de PLLA, 
supraperiostal e derme profunda dos ângulos mandibulares, sulcos prévios e queixo. 
Deve-se evitar a aplicação do PLLA diretamente nas fibras dos músculos, pois pode 
causar nódulos nessa região. Também deve-se evitar a aplicação nas comissuras labiais, 
110
UNIDADE II │ PREENCHIMENTO FACIAL
no músculo do ângulo depressor da boca (paciente sente muita dor nessa região),bem 
como nos músculos do contorno da mandíbula/platisma. Todos os citados podem levar 
à formação de nódulos, pela captura da partícula. 
As áreas de segurança para realizar o tratamento são contorno do terço lateral do 
ângulo da mandíbula, compartimento inferior lateral do zigmático e do malar. As 
injeções devem ser feitas na camada subcutânea, ou seja, acima da glândula parótida e 
do músculo masseter. Também podem ser aplicadas injeções na camada supraperiostal 
na região do mento e nos sulcos prejowl. Nessas áreas podem ser usadas agulhas 26 
G, aplicando 0,1 mL por técnica de malha ou a 25 G aplicando de 0,1-0,3 mL/cm2 
por técnica de leque. Injeções pontuais de 0,3-0,5 mL seguidas de massagens firmes 
podem ser utilizadas. A aspiração sempre antes da injeção pode diminuir o risco de 
uma aplicação intravascular inadvertida, por exemplo. Esse tratamento pode ser feito 
com cânula também. 
Este tratamento é realizado em sessões, desse modo, não queira em uma sessão 
arrumar todas as irregularidades, pois isso irá causar superabundância de partículas e 
consequentemente formação de nódulos. A correção volumétrica será alcançada pelo 
número de sessões, pois a formação de colágeno aumenta e distende o tecido, tornando 
mais fácil evitar a supercorreção. 
A recomendação envolve reconstituir o pó liofilizado usando volumes de diluição mais 
altos (8 mL ou mais) pelo menos 24 horas antes, deixar em temperatura ambiente e 
somente homogeneizar o produto pouco antes de iniciar o procedimento. Para a face, 
completar com 2 mL de lidocaína estéril a 1%, para o corpo completar com 4 mL de 
lidocaina estéril a 1%, tratamentos faciais podem ser injetados até 20 mL de PLLA 
reconstituído, na face no máximo 12 mL. Este tratamento pode ser realizado além da 
face, mãos, pescoço, glúteo, colo, abdome, braços, interno de coxa, ou seja, qualquer 
região que apresente flacidez. 
Para o tratamento, deve-se ter em mãos lápis de marcação. Marcar os pontos que 
serão aplicados é de extrema importância, para que você não se perca na quantidade 
de produto que será distribuído por toda a região, além de se orientar. Lidocaína para 
realizar o pertuito, sugiro aplicar sempre o produto com cânula na técnica de leque, 
ou com agulha para região supraperiostal. Apenas assim minimizam-se as eventuais 
complicações. Mesmo com cânula não esqueça de fazer a aspiração. Faça a massagem 
firme imediatamente após o implante e durante o período de acompanhamento a 
curto prazo, ou seja, a massagem deve ser realizada durante 5 dias, 5 vezes ao dia por 5 
minutos cada massagem.
111
PREENCHIMENTO FACIAL │ UNIDADE II
Não fazer atividade física durante 72 horas. Lábios, nariz e áreas infraorbitais também 
devem ser evitados, dado o maior potencial de sobrecorreção e nodularidade. Foi 
observado infarto orbital com perda visual relatada após a colocação de PLLA nasal e 
periorbital.
Hidroxiapatita de Cálcio - Radiesse® 
Atualmente existem diversas marcas de hidroxiapatita de cálcio (CaHA), como já citado 
anteriormente, para tratamentos estéticos. Contudo, irei abordar a marca Radiesse® 
que foi a primeira a ser lançada para essa finalidade. 
Radiesse® é um preenchedor injetável que consiste em microesferas de hidroxiapatita 
de cálcio (CaHA), suspensas em um gel carreador de matrix aquoso, em uma proporção 
respectiva de 30% a 70%. Este gel consiste em carboximetilcelulose de sódio, glicerina 
e água altamente purificada. As microesferas de CaHA apresentam um tamanho de 
25-45 µm e são idênticas a componentes inorgânicos do osso e do dente. Desse modo, 
o CaHA é biocompatível, biocerâmica, biodegradável e não irritante, a fagocitose é 
mediada pelos macrófagos, na qual resulta na degradação deste composto.
Quando o Radiesse® é injetado nos tecidos, ele promove de imediato um nível de 
correção superficial, passado de 3 a 6 meses, o gel carreador é degradado e as partículas 
remanescentes de CaHA atuam como um andaime para o depósito de novos colágenos, 
através da resposta fibroblástica. Esse processo é pensado para conseguir a correção 
prolongada do tecido, como um produto semi-permanente. Este produto é atualmente 
aprovado pelo FDA, para a correção moderada a severa de rugas faciais e também para 
Lipodistrofia, assim como o Sculptra®, mas é aprovado somente para volumizar essas 
regiões. No entanto, como técnicas off-label usamos também para melhora de vincos 
profundos, como sulco nasolabial, comissuras orais, para vincos profundos na glabela, 
vincos horizontais e cicatrizes de acne. Ele também é usado para dar volume na região 
malar, submalar, prejowl e até no dorso nasal. 
O Radiesse® não requer refrigeração e sua validade é de 3 anos, quando não aberto. 
Pode ser apresentado em seringas de 1,3 mL, 1,5mL, 0,8 mL com ou sem lidocaína. 
Geralmente é injetado com agulha de 27 G, que permite um fluxo suave e uniforme 
do material sem obstruí-lo, pois ele apresenta uma consistência de pasta grossa e é 
facilmente administrado ao realizar uma pressão sobre a seringa. Pode ser aplicado na 
subderme e supraperiostal. Muita atenção deve ser dada ao aplicar o produto na região 
correta, caso contrário, leva à visibilidade do material branco e à formação de nódulos. 
Planos muito profundos, como a aplicação supraperiostal, requerem a aplicação de 
112
UNIDADE II │ PREENCHIMENTO FACIAL
mais produto para uma adequada correção. Teoricamente, autores relatam que esse 
tipo de aplicação pode levar a injeção intravascular, além de causar muitas equimoses. 
O volume final resultante é diretamente proporcional à quantidade de produto injetado, 
não sendo aconselhada a supercorreção. Este tratamento é mais seguro quando 
realizado com cânula e também deve ser realizado por sessão. O Radiesse® em sua 
primeira apresentação é usado como preenchimento, o ideal é sua aplicação em leque 
ou malha. Quando diluído, pode ser usado como bioestimulador de colágeno apenas. 
O CaHA, quando aplicado no osso, promove a formação de um novo osso, combinando 
atividade de osteoblastos e osteoclastos. 
A associação de CaHA juntamente com AH pode ser feita considerando planos 
diferentes. Após a aplicação, sugere-se fazer compressa de gelo para diminuir o edema. 
Recomenda-se ao paciente não manipular a área aplicada e é comum o aparecimento de 
edema, eritema e equimose por alguns dias. Para manter a longevidade do tratamento 
sugere-se a reaplicação do produto na área tratada após 2 a 3 meses da primeira sessão 
para restabelecer a perda de volume causado pela degradação do gel. O produto pode 
durar de 1 a 2 anos. 
O CaHA usado como bioestimulador deve ser diluído para promover somente a formação 
de colágeno e não mais a volumização. Para isso, seguem as respectivas diluições para 
cada região. 
 » face, diluir de 1:1 ou 1:2; 
 » pescoço e colo, diluir 1:2 ou 1:4; 
 » glúteo, coxa, braço, joelho, abdome, diluir 1:1, 1:2 e 1:4;
 » peles muito finas diluir na primeira sessão 1:5. 
A aplicação deve ser pontual, linear retrógada. Pode ser aplicado nas linhas de tração. 
Deve ser massageado imediatamente. Evitar exercícios até 72 horas e anti-inflamatório. 
113
UNIDADE IIITOXINA 
BOTULÍNICA
CAPÍTULO 1
Introdução à Toxina Botulínica
Envelhecimento e atuação da toxina 
botulínica
O envelhecimento é um processo natural que o organismo passa durante o seu clico de 
vida, ocasionando alterações fisiológicas e funcionais nos órgãos, tecidos e sistemas. 
Um dos primeiros órgãos a denunciar que determinado organismo está envelhecendo é 
a pele, causando incômodo e queda na autoestima em muitas pessoas. As características 
de uma pele envelhecida denunciam a idade e até mesmos os hábitos de vida de uma 
pessoa, pois as regiões que apresentam os primeiros sinais do envelhecimento são 
justamente aquelas que ficam mais expostas, tais como: face, pescoço e colo. Essas 
regiões, além de sofrerem com o envelhecimento cronológico também são afetadas por 
fatores epigenéticos, como o sol (BIOT et al., 2012).
A toxina botulínica (Tb) revolucionouos tratamentos estéticos em todo o mundo 
para paciente de ambos os sexos. O terço superior da face é o local que recebe a maior 
atenção em tratamentos que utilizam a neurotoxina, obtendo-se resultados bastante 
satisfatórios na correção de rugas dinâmicas. Não obstante, virou consenso entre os 
profissionais da saúde que trabalham com a toxina que o seu uso deve ser realizado 
de forma moderada nos tratamentos. O objetivo é evitar o aspecto de congelamento 
da face (ausência de expressão) em especial nos pacientes do sexo masculino (MESKI, 
2012).
Introdução e história
O uso da neurotoxina botulínica tipo A originou-se em 1970, como uma alternativa não 
cirúrgica, primeiramente usada para o tratamento do estrabismo. A partir daí, a lista 
114
UNIDADE III │ TOXINA BOTULÍNICA
de utilizações médicas para essa toxina em questão foi crescendo rapidamente. Como 
técnica estética ela foi averiguada após o tratamento de blefaroespasmo, na qual se 
observou pela primeira vez a diminuição das rugas (BERRY; STANEK, 2012).
A história da neurotoxina botulínica tipo A começou entre 1817 e 1822 com o alemão 
Justinus Kerner, que denominou a toxina sausage poison, por observar a presença 
dessa toxina em salsichas, enlatados e produtos com carnes mal preparadas. Meio 
século depois, seu compatriota Muller Latinised, denominou a doença como botulismo 
proveniente de botulus = salsicha. No entanto, a bactéria causadora dessa doença, 
Clostridium botulinum só foi cultivada pela primeira vez, em 1897 por Van Ermengen 
(ERBGUTH, 2004; VAN ERMENGEN,1897). Em 1949, foi descoberto o mecanismo 
de ação mais conhecido atualmente na área da estética, proveniente dessa toxina, o 
bloqueio neuromuscular (BURGEN; DICKENS; ZATMAN, 1949). 
Um dos primeiros estudos científicos sobre a neurotoxina botulínica tipo A como 
cosmético foi certamente relatada pelo casal de autores Carruthers em 1992, abordando 
a melhoria no enrugamento da pele próximo ao tratamento de blefaroespasmo 
(CARRUTHERS, 1992).
Taxonomia e fisiologia
Clostridium botulinum é uma bactéria gram positiva, anaeróbica. Apresenta-se 
em forma de bacilo e forma esporos, os quais produzem uma potente exotoxina, 
direcionada neurologicamente. Existem oito tipos sorológicos de exotoxina, que são 
reconhecidos com base na especificidade antigênica de cada exotoxina. Esses oito 
tipos sorológicos são: A, B, C1, C2, D, E, F e G. No entanto, somente os sorotipos A 
e B são as formas disponíveis comercialmente, sendo a toxina botulínica do tipo A a 
mais potente. Devido a isso, ela foi utilizada primeiramente para fins terapêuticos e 
somente anos mais tarde foi utilizada na estética. Já a neurotoxina tipo B é indicada 
para tratar distúrbios neurológicos, principalmente (PECORA; FILHO, 2012). 
Ademais, apresentam funções semelhantes e são antigenicamente diferentes, o que 
permite que aqueles poucos pacientes que desenvolverem anticorpos ainda podem 
se beneficiar com o tratamento da outra neurotoxina (BERRY; STANEK, 2012).
É importante salientar que a ação da neurotoxina botulínica apresenta diferentes 
consequências quando injetada dentro da pele, com a finalidade de uso de técnicas 
estéticas. Isso porque, injeta-se 200 milhões de vezes menos do que a dose letal 
(CARTEE; MONHEIT, 2011).
115
TOXINA BOTULÍNICA │ UNIDADE III
Propriedades da toxina botulínica – 
mecanismo de ação
Existem atualmente no mercado mundial diferentes marcas de toxinas botulínicas do 
tipo A (Tba). No entanto, no mercado brasileiro há a comercialização de cinco marcas, 
são elas: Botox® (toxina onabotulínica), Dysport® (toxina abobotulínica), Prosigne®, 
Xeomin® (toxina incobotulínica) e Botulift® (PEROCA; FILHO, 2012). Atualmente, 
saiu a Bottulium®, muito similar a Botulift®. 
A neurotoxina é formada por duas cadeias, uma leve que possui 50 KDa (kilo daltons) 
e uma pesada constituída por 100 KDa, elas são unidas por uma ponte de dissulfeto. 
Quando a toxina botulínica se encontra na forma ativa (150 KDa) ela é envolvida por 
um complexo proteico constituído por hemaglutininas e não hemaglutininas (proteínas 
não tóxicas). Essas proteínas protegem a neurotoxina do ataque do suco gástrico 
quando a toxina se encontra em algum alimento contaminado ocasionando, portanto, 
o botulismo. (PECORA; FILHO, 2012).
O tamanho do complexo proteico da toxina é obtido através da somatória da porção 
ativa (150 KDa) com as proteínas associadas, que são as hemaglutininas e as não 
hemaglutininas. Essa composição do complexo pode variar de acordo com o fabricante do 
produto (PECORA; FILHO, 2012). Além disso, a presença ou ausência de um complexo 
proteico pode interferir no tamanho do complexo de toxina e consequentemente na 
antigenicidade do produto (DRESSLER; HALLETT, 2006).
Quando a neurotoxina é ingerida ou injetada, o seu mecanismo de ação fica limitado 
ao sistema nervoso periférico, ou seja, a toxina irá atacar os nervos. Ela não tem a 
capacidade de ultrapassar a barreira hematomeníngea, ocasionando na musculatura 
uma paralisia flácida.
Este mecanismo de ação pode ser divido em quatro etapas:
 » ligação da toxina em um dos receptores presentes na porção terminal do 
neurônio alvo;
 » penetração ou internalização na terminação nervosa do complexo 
presente entre a neurotoxina e o receptor do neurônico nas suas vesículas 
de endocitose;
 » translocação da cadeia leve do compartimento das vesículas até o citosol 
da célula;
116
UNIDADE III │ TOXINA BOTULÍNICA
 » ataque proteolítico (protease) pela cadeia leve de uma das proteínas de 
ligação do fator sensível à N-etilmaleimida solúvel (SNARE), responsável 
pelo acoplamento da membrana e pela fusão das vesículas sinápticas que 
liberam a acetilcolina, ocasionando a interrupção da exocitose.
Além dessas principais etapas, ainda sobre o mecanismo de ação temos:
 › As proteínas dentro do complexo SNARE incluem a sináptica neural-
associada a SNAP-25, a sintaxina e as proteínas de membrana associadas 
a vesículas (vesicle-associated membrane proteins [VAMP]). A toxina 
botulínica tem como alvo essas proteínas. 
 › As vesículas contendo a toxina botulínica fundem-se com vacúolos 
digestivos, que clivam a molécula da toxina botulínica em cadeias 
leves e pesadas separadamente. A cadeia leve (50 kDa) exerce o efeito 
de paralisia da toxina botulínica ao inativar o complexo RNA-guided 
Fokl Nucleases (RFNs) bloqueando, assim, a liberação de acetilcolina 
na junção neuromuscular. Cada sorotipo de toxina botulínica liga-se 
a uma região específica do terminal nervoso pré-sináptico, e cada um 
deles cliva proteínas exclusivas dentro do próprio terminal. Todos os 
sorotipos da toxina botulínica atuam no complexo SNARE. 
A ligação entre a toxina e o neurônio-alvo ocorre por meio de uma ligação altamente 
específica entre a cadeia pesada e os receptores que ficam expostos na superfície do 
neurônio durante a liberação dos neurotransmissores na fenda sináptica (PEROCA; 
FILHO, 2012). Ressalta-se que o receptor da toxina botulínica varia dependendo do 
sorotipo injetado, quando injetado, os sorotipos A, C e E clivam a molécula SNAP-
25. O receptor é a proteína SV2, quando injetado o sorotipo B, D, F e G clivam a 
sinaptotagmina ou a VAMP, cada um em um local distinto.
Em todas as situações, a TBa inativa enzimaticamente uma proteína específica e 
necessária para o ancoramento e a fusão de vesículas contendo acetilcolina na junção 
neuromuscular. A inibição da liberação de acetilcolina resulta em fraqueza muscular 
localizada (paralisia), a qual é gradualmente revertida ao longo tempo. O mecanismo 
pelo qual a fraqueza muscular induzida pela Tb é revertida ainda é desconhecido, mas 
pode envolver turnover intraneural das proteínas de ancoragem afetadas, responsáveis 
pela liberação de acetilcolina na junção neuromuscular e pelo surgimento de novos 
terminais nervosos ou uma combinação de ambos os mecanismos. 
117
TOXINA BOTULÍNICA │ UNIDADE III
Ademais, o tempo de ação desses sorotipos também é diferente, a toxina botulínicado 
tipo A tem um tempo de ação de vários meses, enquanto que a do tipo B age por um 
tempo menor.
Em alguns casos, depois de passar um tempo da aplicação da toxina botulínica, mas 
antes que a terminação nervosa tenha recuperado por completo sua funcionalidade, 
pode vir a ocorrer, a chamada neoinervação, que é o brotamento das terminações 
nervosas, podendo levar à antecipação da contração muscular. No entanto, isso só 
acontece quando ainda há ação da toxina botulínica no local. Após sua finalização essa 
neoinvervação se retrai (POULAINA et al.,2009; WORTZMAN; PICKETT, 2009). 
Resumindo o mecanismo de ação
A toxina botulínica atua na placa das terminações neuromusculares colinérgicas pré-
sinápticas, inibindo a liberação de vesículas de acetilcolina nessas terminações. As 
toxinas apresentam diferentes sítios de ação no receptor conhecido como SNARE. A 
recuperação funcional pode ocorrer em 3 a 4 meses, depois que os brotamentos dos 
axônios novos substituem as placas terminais bloqueadas. A ação da toxina botulínica 
em nível molecular consiste na sua ligação extracelular a estruturas glicoproteicas em 
terminais nervosos colinérgicos e no bloqueio intracelular da secreção de acetilcolina 
(DE MAIO, 2011).
A toxina botulínica está relacionada não somente a paralisia muscular, mas também 
à inibição reflexa espinal, promovendo ainda o bloqueio de fibras autonômicas para 
músculos lisos e glândulas exócrinas, bem como efeito analgésico por bloqueio da 
substância P, do glutamato e do peptídeo relacionado ao gene da calcitonina (DE MAIO, 
2011).
Além disso, a toxina apresenta efeitos indiretos sobre o SNC por não ultrapassar a 
barreira hematoencefálica, que são: inibição reflexa, reversão das alterações da inibição 
recíproca, da inibição intracortical e de potenciais evocados somatossensoriais (DE 
MAIO, 2011). 
118
CAPÍTULO 2
Tipos de Toxina Botulínica
Difusão da toxina botulínica no organismo
A difusão da neurotoxina no organismo é objeto de estudo de várias pesquisas clínicas. 
Tais estudos relatam que, se a toxina for aplicada em excesso, ela pode ocasionar o 
aparecimento de efeitos colaterais indesejados. Vários fatores podem dificultar a 
difusão correta da substância, tais como (PEROCA; FILHO, 2012):
 » massa molar;
 » volume elevado de soro na reconstituição da toxina;
 » altas doses;
 » conservação inadequada da toxina.
De acordo com os princípios de Fick, quanto menor a massa molecular, maior será o 
raio de difusão de uma substância. Com isso, complexos de neurotoxinas com peso 
molecular baixo têm maior raio de difusão quando comparados a complexos com um 
peso molecular elevado (BEYLOt, 2009). Entretanto, esse conceito não é compartilhado 
por todos os pesquisadores, uma vez que outros cientistas abordam que, se houver 
diferença na difusão, será por conta da dose e volume inapropriados (PICKETT, DODD, 
RZANY,2008; PICKETT,2009; WOHLFARTH et al., 2008).
Atividade biologia e grau de pureza da toxina
Ao longo dos anos a quantidade de proteína clostridial presente nos frascos de toxina foi 
diminuindo. Na década de 1990 o Botox apresentava 25 ng/frasco de 100 U. Atualmente, 
esse valor foi reduzido para 5 ng/frasco de 100 U. O valor de proteína clostridial 
corresponde à quantidade de toxina ativa e inativa presentes no frasco (FREVERT; 
DRUGS, 2010). Durante a produção e armazenamento, parte da neurotoxina pode ser 
inativada, ademais, todas as preparações têm alguma porcentagem de toxina inativa, 
consequentemente essa toxina inativa não apresenta efeito terapêutico, mas funciona 
como antígeno na produção de anticorpos neutralizantes (BEYLOT, 2009).
119
TOXINA BOTULÍNICA │ UNIDADE III
A quantidade de toxina presente em um frasco é chamada de atividade biológica 
específica. Quanto menor a quantidade de neurotoxina inativa e proteína clostridial 
associada à toxina ativa, maior será o grau de pureza da neurotoxina. A atividade 
biológica é expressa em U/ng de proteína, e deve ser a maior possível (FREVERT; 
DRUGS, 2010).
Antigenicidade da toxina botulínica
Determinadas formulações de neurotoxinas podem levar ao desenvolvimento de 
anticorpos que podem ser neutralizantes contra o complexo proteico. Os anticorpos 
neutralizantes são aqueles formulados para atacar a toxina botulínica ativa, causando 
a anulação ou redução do efeito do tratamento. Os anticorpos que atuam contra o 
complexo proteico são denominados não neutralizantes e, como o próprio nome já diz, 
não apresentam efeito direto na ação terapêutica (PEROCA; FILHO, 2012).
Basicamente qualquer princípio proteico não humano pode agir como antígeno, 
provocando a criação de anticorpos. Outro fator que deve ser levado em consideração 
quando estamos analisando a antigenicidade da toxina é a quantidade de neurotoxina 
inativa presente no frasco, porque, apesar de não apresentar efeito terapêutico, ela tem 
a capacidade de induzir a criação de anticorpos neutralizantes. Além disso, aplicações 
frequentes com curtos intervalos entre uma sessão e outra (Exemplo: um mês), com 
dosagens superiores a 200 U (unidades) e injeções intravenosas acidentais também 
ocasionam a formação de anticorpos neutralizantes (DRESSLER; HALLETT, 2006).
Reconstituição da toxina botulínica tipo A
O volume utilizado para a reconstituição da neurotoxina pode ser adaptado de acordo 
com as preferências do profissional habilitado em saúde estética e às necessidades do 
paciente. No entanto, algumas recomendações de protocolo devem ser mantidas para 
garantir a eficácia e segurança do tratamento (FILHO; PECORA, 2012).
Toxina de qualquer marca deve sempre ser reconstituída em uma solução de cloreto 
de sódio (NaCL) a 0,9% sem preservativo (soro fisiológico - SF 0,9%) estéril. Algumas 
marcas são mais sensíveis a fortes diluições e ao turbilhonamento do frasco, pois isso 
pode provocar a fixação de toxina ativa no frasco, ocasionando perda da sua potência 
(FILHO; PECORA, 2012). 
Quando a neurotoxina é utilizada para fins estéticos, é usada uma reconstituição padrão. 
Frascos com 100 U de toxina são reconstituídos em 1mL de SF a 0,9% estéril, para 
120
UNIDADE III │ TOXINA BOTULÍNICA
reduzir a possibilidade de difusão e tornar a aplicação menos dolorosa, pois, quanto 
menor o volume, menor será a distensão (FILHO; PECORA, 2012).
Para outros tipos de aplicações, como ocorre no caso dos tratamentos de hiperidrose 
ou neuralgia pós-herpética, é indicado realizar uma reconstituição em 2mL de SF 0,9%, 
porque neste tipo de tratamento é preconizado que a toxina atinja uma maior dispersão 
(FILHO; PECORA, 2012).
Quadro 8. Volume de reconstituição.
U Botox®/Prosigne®/
Xeomin®/ Botulift®
U Dysport® 1:2,5
(em relação ao Botox®)
U Dysport 1:3
(em relação ao Botox®)
Dose 1U 2,5U 3U
Volume de 
reconstituição
1mL(frasco 100U)
0,01mL =1U
2mL(frasco 500U)
0,01mL =2,5U
1,66mL(frasco 500U)
0,01mL =3U
Volume de 
reconstituição
2mL(frasco 100U)
0,02mL =1U
4mL(frasco 500U)
0,02mL =2,5U
3,32mL(frasco 500U)
0,02mL =3U
Fonte: Adaptado de Filho e Pecora (2012).
Os laboratórios recomendam a reconstituição do frasco de toxina botulínica na hora da 
aplicação e manutenção sob refrigeração (2ºC a 8ºC) por até 8 horas.
Para estabelecimento de uma nomenclatura internacional, a toxina botulínica 
Dysport® é denominada Speywood, em referência à companhia que desenvolveu 
o produto.
Potência e razão de conversão
A primeira toxina botulínica a ter aprovação para uso tanto terapêutico quanto estético 
foi o Botox®, em 1989. Logo após, as outras toxinas que vieram a ser aprovadas 
buscaram a liberação por meio de estudos científicos que as comparassem com o 
Botox®, demonstrando uma baixa prevalência de eventos adversos e equivalência nos 
resultados clínicos. Sendo assim, seguem na tabela abaixo as comparações entre as 
marcas de toxinas botulínicas disponibilizadas atualmente no Brasil.
121
TOXINA BOTULÍNICA │ UNIDADE III
Quadro 9. Comparações entre as principais toxinas botulínicas disponíveis no Brasil.
BOTOX® DYSPORT®PROSIGNE® XEOMIN® BOTULIFT®
Aprovação 1989 1991 2005 2005 2004
Nome Onabotulínica Abobotulínica - Incobotulínica -
Fabricante Allergan Beaufor-Ipsen 
Galderma
Lanzhou Cristalia Merz-Biolab
Medy-Tox 
Bergamo
Tamanho 900kDa 500kDa 900kDa 150kDa 950kDa
Conservação -5ºC a 8ºC 2ºC a 8ºC 2ºC a 8ºC 15ºC a 30ºC 2ºC a 8ºC
Pós-
reconstituído
2ºC a 8ºC 2ºC a 8ºC 2ºC a 8ºC 2ºC a 8ºC 2ºC a 8ºC
Apresentação 100 U 500 U 50 a 100 U 100 U 100 U
Estabilização Secagem à vácuo Liofilização Liofilização Liofilização Liofilização
Validade 36 m 12 m 24/36 m 24 m 24 m
Potência 1U = LD 50 1U = LD 50 1U = LD 50 1U = LD 50 1U = LD 50
Razão 1U 2,5U 1U 1U 1U
Fonte: Adaptado de Filho & Pecora (2012).
Material utilizado na aplicação da toxina botulínica
As seringas utilizadas na aplicação da toxina são escolhidas de acordo com a 
reconstituição. Para neurotoxinas que apresentam 100 U no frasco, nas quais é adotada 
a diluição utilizando 1 mL de SF 0,9%, o indicado é utilizar seringas de insulina com 30 
U (0,3 mL) ou seringas de insulina de 50 U (0,5 mL) com agulhas curtas (30 G, 13 mm). 
Tais seringas são graduadas de 0,01 mL, na qual 0,01 mL corresponde a 1 U (FILHO; 
PECORA, 2012).
O tipo de seringa mais indicado para reconstituição em 2 mL é a de insulina de 100 U 
(1mL), com graduação referente a 0,02mL, em que 1 U corresponde a 0,02 mL (FILHO; 
PECORA, 2012).
122
CAPÍTULO 3
Anatomia
Classificação estética do padrão muscular 
segundo De Maio
A musculatura facial é importantíssima para expressar os sentimentos de uma pessoa, 
sendo por meio da contração ou relaxamento muscular, ou até mesmo pela junção desses 
fatores o que determina e caracteriza muitas vezes a personalidade do indivíduo. Por 
exemplo, existem pessoas que apresentam uma expressão ou contração mais enrijecida 
(forte), ou seja, cinética, enquanto outros apresentam expressões hipocinéticas. Desse 
modo, o tratamento com toxina botulínica deve ser adequado pela característica pessoal 
ser humano (DE MAIO, 2011). 
Tipos de Indivíduos
Cinéticos: apresentam movimentação natural, ou seja, apresentam movimentos 
suficientes e não exagerados, exemplo: ao sorrir, contrai-se o músculo orbicular do olho 
e forma-se linha de expressão natural e suave na região periorbital (DE MAIO, 2011).
Hipercinéticos: apresentam movimentação excessiva de determinado grupo 
muscular, como por exemplo, o palhaço, que eleva excessivamente o supercílio, ou 
pessoas constantemente bravas que contraem a região glabelar ou o músculo frontal 
(DE MAIO, 2011).
Hipocinético: apresentam movimentação lenta de determinado grupo muscular. Sua 
expressividade é baixa (DE MAIO, 2011).
Tônico: apresentam o tônus muscular normal, e para sua expressividade as estruturas 
anatômicas estão posicionadas corretamente (DE MAIO, 2011). 
Hipertônicos: apresentam distorção anatômica e formação de rugas compostas, 
perderam a capacidade de relaxar determinado grupo muscular. Isso é comum nas 
regiões frontal, glabelar, periorbital, comissuras dos lábios e pescoço, assim como as 
platismais (DE MAIO, 2011).
Hipotônicos e/ou hipocinéticos: apresentam flacidez cutânea, relaxamento 
excessivo e pouca expressividade. Com o tempo, podem desencadear algumas 
123
TOXINA BOTULÍNICA │ UNIDADE III
características, como a flacidez, por exemplo, que podem já estar presentes. Além da 
flacidez, pode haver ptose de determinadas estruturas anatômicas (DE MAIO, 2011).
Muitos indivíduos podem apresentar padrões musculares variados na face, podendo ser 
um grupo muscular hipercinético e outro cinético. Desse modo, cada região necessitará 
de um tratamento específico (DE MAIO, 2011).
Locais de aplicação no terço superior da face
É necessário o conhecimento minucioso da musculatura e da anatomia facial para o uso 
e a administração adequados da toxina botulínica.
Músculo levantador:
 » músculo frontal.
Músculos abaixadores:
 » músculo corrugador;
 » músculo prócero;
 » músculo orbicular do olho.
Observação: os músculos corrugadores e prócero formam a glabela.
O músculo frontal origina-se na gálea óssea frontal, e se insere nas fibras do prócero, 
corrugador e orbicular do olho. O modo de contração desse músculo varia entre as 
pessoas. Existem as que contraem de forma igual e outras que contrai de forma desigual. 
Nos pacientes calvos a contração da musculatura é perceptível, desse modo, deve-se 
aplicar na área sem o cabelo (FAGIEN,1999).
Os pontos devem ser marcados ao longo das linhas transversais da fronte. Em geral, 
utilizam-se pontos de 1 a 3 unidades adicionadas a intervalos de 1,5 cm através do meio 
da testa, a um mínimo de 2 cm acima da parte superior das sobrancelhas. Já pacientes 
que apresentam ptose de sobrancelhas ou ptose da pálpebra superior, aplica-se 3 cm 
acima, mas às vezes a melhor opção é não tratar o músculo frontal (CARRUTHERS; 
CARRUTHERS, 2001);
Complicações na região frontal por altas doses:
 » ausência de expressão;
 » dificuldade de olhar para cima;
 » ptose de sobrancelha e piora na ptose de pálpebra superior.
124
UNIDADE III │ TOXINA BOTULÍNICA
As assimetrias podem ocorrer, em geral, pela ausência de aplicação de toxina 
botulínica nas regiões mais laterais, causando elevação exagerada da porção 
lateral das sobrancelhas, conferindo um olhar diabólico (MESKI, 2012). Caso 
esse erro ocorra nas sobrancelhas, elas podem ser corrigidas aplicando a toxina 
botulínica em uma região mais alta, para que a região inferior do músculo frontal 
que não recebeu toxina aumente o tônus de repouso e eleve a sobrancelha (MESKI, 
2012). Outro ponto chave que deve ser aplicado é acima da linha mediopupilar 
ou na porção média do orbicular do olho, para que a sobrancelha não fique com 
aspecto de acento circunflexo (CARRUTHERS; CARRUTHERS, 2007).
O tratamento da aplicação de toxina botulínica na região frontal faz total diferença para 
o rejuvenescimento e para a prevenção do envelhecimento precoce tanto em homens 
quanto em mulheres. No entanto, ele deve vir sempre acompanhado do tratamento da 
aplicação na região glabelar, o que permite um resultado mais natural e suave na face 
(MESKI, 2012). Depois de aplicada a toxina botulínica, em até 15 dias pode-se esperar 
os resultados que podem ser obtidos pela sua ação. Desse modo, deve-se tomar cuidado 
com a reaplicação de toxina antes do tempo na região tratada.
Na glabela encontram-se os músculos corrugador dos supercílios e o prócero. O 
complexo glabelar origina-se na porção nasal do osso frontal, e se estende no sentido 
lateral e para cima, para inserir no terço médio da sobrancelha. O corrugador é um 
músculo mais profundo na porção medial e superficial lateral. É visível uma ondulação 
na pele durante sua contração. O prócero é um músculo fino, estreito e superficial, é 
o responsável pela formação de rugas horizontais sobre o ápice nasal (KNIZE, 2000; 
GOODMAN,1998). 
Os pontos de aplicação nos músculos corrugadores geralmente são em duas partes: a 
parte inferior e a superior dos corrugadores. Nos homens, as doses da aplicação variam 
de 4 a 12 unidades na região superior e 2 a 8 unidades na região inferior. Nas mulheres 
de 4 a 8 e 2 a 6 U, respectivamente (MESKI, 2012).
A aplicação deve ser feita 1 cm acima da margem óssea supraorbital, para evitar 
complicações. Já no prócero, aplica-se de 2 a 8 U em um único ponto central, em uma 
linha média, abaixo da linha da junção dos supercíclios (MESKI,2012). 
O músculo orbicular do olho circula a região periorbitária e se insere nos tendões 
dos cantos interno e externo, assim como nas fibras dos músculos frontal, prócero e 
corrugadores dos supercílios (AVRAM et al., 2008). Pacientes que apresentam rugas 
na região periobicular dos olhos (pés de galinha) que surgem na área do canto externo 
125
TOXINA BOTULÍNICA │ UNIDADE III
dos olhos se beneficiam com a aplicação demasiada na elevação das sobrancelhas, pois 
estas as atenuam(MESKI, 2012).
É importante saber diferenciar as rugas das linhas que formam no sorriso pela contração 
dosmúsculos zigmáticos que elevam a região malar. Isso porque o excesso de toxina 
neste local pode indicar um efeito artificial e, em homens, pode causar aspecto feminino 
(WIEDER; MOY, 1998).
Os pontos de aplicação no músculo periocular, geralmente são entre 2 e 5 variando de 
2 a 4 unidades por ponto. Os pontos de aplicação são determinados com o paciente 
forçando ao máximo o sorriso. As aplicações são realizadas nas áreas que se formam 
as rugas, distanciando 1 a 2 cm da margem óssea orbital, para se evitar complicações 
(MESKI, 2012). A complicação mais evidente nessa área é a formação de hematomas, 
por isso a injeção deve ser bem superficial, intradérmica (MESKI, 2012).
Envelhecimento e mímica
A musculatura da face deve ser analisada com um conjunto de forças vetoriais que 
atuam de forma sinérgica e antagônica. Desse modo, deve-se ter cuidado, por exemplo, 
com a cauda do supercílio que poderá ser cada vez mais elevada quanto mais fraca 
for a força de ação da porção temporal depressora do músculo orbicular do olho ou 
quanto mais fortes forem as fibras laterais do músculo frontal. Contudo, essa força de 
ação resultante pode ser modificada com o tempo, no processo de envelhecimento (DE 
MAIO, 2011). 
A partir da mímica podemos notar que a ação de um músculo ou de um grupo muscular 
interfere em outros músculos da mesma região. Isso acontece por conta das fibras dos 
músculos que atuam sobre uma área específica, ou seja, a contração de um músculo 
provoca relaxamento de seu antagonista e vice-versa.
Com o envelhecimento, o vetor gravitacional (descendente) supera os vetores 
responsáveis pelo aspecto natural e jovem da estrutura facial, observando queda de 
estruturas anatômicas em sentido caudal (DE MAIO, 2011).
126
CAPÍTULO 4
Resultados de Aplicação da Toxina 
Botulínica
Técnicas de aplicações
As toxinas mais utilizadas na prática clínica são o Botox® e o Dysport®. Segundo 
os fabricantes, o tempo de uso desses compostos é de 24h e 8h após abertos, 
respectivamente. No entanto, sabe-se que, na prática clínica, a toxina botulínica 
normalmente é armazenada no refrigerador por dias ou até semanas. Com o passar do 
tempo, tende a diminuir sua eficácia e aumentar o risco de contaminação (DE MAIO, 
2011). 
Diferente do preenchimento que há diversas técnicas de aplicação, a toxina apresenta 
apenas dois tipos de aplicações: a técnica padrão e a microinjeção. Na técnica padrão, 
injeta-se no músculo um volume de 0,05 mL ou mais a depender do tipo do músculo 
conforme já visto nos capítulos anteriores. Usa-se uma agulha de calibre 30 ou 32, em 
ângulo perpendicular ou oblíquo. Esta técnica apresenta um risco de comprometimento 
menor de músculos vizinhos (DE MAIO, 2011; AVRAM et al.,2008). 
Na técnica de Microinjeção injetam-se na derme pequenas quantidades de toxina 
botulínica, ou seja, quantidades menores a 0,025 mL a uma distância média de 1 cm, 
muito superficialmente também com uma agulha no calibre de 30 ou 32. A fim de 
proporcionar o efeito de mesobotox (AVRAM et al.,2008).
Indicações estéticas para aplicação de toxina 
botulínica
Fronte
O paciente deve fazer a contração do músculo frontal, elevando as sobrancelhas, para 
observar as assimetrias e linhas de expressão. O objetivo é diminuir as rugas da fronte 
provocadas pela contração do músculo occipitofrontal. Geralmente, faz-se um total de 
4 a 6 pontos, a dose depende do tipo de musculatura e do produto que estiver usando. 
Em média, usa-se a dose de Botox® de 10 a 15 UI e de Dysport® de 25 a 40 UI (DE 
MAIO, 2011). 
127
TOXINA BOTULÍNICA │ UNIDADE III
Os pontos laterais determinam o grau de movimento das sobrancelhas, assim, quanto 
mais medial a aplicação, maior o movimento lateral (sobrancelha arqueada). A injeção 
deve ser feita profundamente, sem contato com o periósteo (AVRAM et al., 2008).
As complicações mais aparentes são: ptose de sobrancelha. Deve-se lembrar de afastar 
um dedo pra cima para poder aplicar o primeiro ponto, sinal de Mefisto (quando se 
restringe a aplicação dos pontos na área entra as linhas médias das pupilas, arqueando 
as sobrancelhas exageradamente) e rugas residuais de supercílio (DE MAIO, 2011). 
Classificação dos padrões de contração 
frontal
Padrão total
É o mais frequente, apresenta rugas (rítides) horizontais por toda a região frontal 
que avançam lateralmente além das linhas mediopupilares, até o final da cauda dos 
supercílios. Sugere-se ponto de aplicação ao longo de toda a musculatura, com doses 
maiores na região central e menores na região lateral (Figura X) (BRAZ; SAKUMA, 
2010)
Figura 20. Padrão total de contração do músculo frontal A) Anatomia B) Paciente em contração máxima C) 
Sugestão de distribuição dos pontos de aplicação da toxina.
 
 Fonte: Braz; Sakuma(2010).
Padrão Médial
As rugas horizontais se concentram na região central da fronte, geralmente até a região 
mediopupilar. Para esses pacientes sugere-se pontos de aplicação, variando de um a 
três, na região medial da fronte. Quando utilizam três pontos formam-se um triângulo 
ao contrário (BRAZ; SAKUMA, 2010).
128
UNIDADE III │ TOXINA BOTULÍNICA
Figura 21. Padrão medial de contração do músculo frontal A) Anatomia B) Paciente em contração máxima C) 
Sugestão de distribuição dos pontos de aplicação da toxina.
 
 
Fonte: Braz; Sakuma (2010).
Padrão lateral
É o tipo menos frequente, as rugas horizontais apresentam-se nas laterais da fronte, a 
maioria após a linha mediopupilar. Geralmente apresentam sobrancelhas arqueadas 
diferentes das outras pessoas. Para esses pacientes sugerimos pontos de aplicação nas 
regiões laterais, com doses baixas, para não comprometer o movimento da cauda da 
sobrancelha. Muitas vezes não é necessário pontos na região central (BRAZ; SAKUMA, 
2010).
Figura 22. Padrão lateral de contração do músculo frontal A) Anatomia B) Paciente em contração máxima C) 
Sugestão de distribuição dos pontos de aplicação da toxina.
 
 
Fonte: Braz; Sakuma (2010).
Glabela
Normalmente esta é a primeira região a ser tratada com a toxina botulínica. O 
paciente deve fazer a contração dos músculos corrugador e prócero, fazendo uma 
feição enfurecida, por exemplo. O objetivo é reduzir as linhas verticais proporcionadas 
pelos músculos corrugadores e as linhas horizontais originadas pelo músculo prócero. 
As possíveis complicações são: ptose palpebral e alargamento entre as sobrancelhas. 
129
TOXINA BOTULÍNICA │ UNIDADE III
A injeção deve ser feita profundamente, sem contato com o periósteo (DE MAIO, 2011; 
AVRAM et al., 2008).
Figura 23. Forçando os corrugadores e próceros.
Fonte: https://www.huffpostbrasil.com/2014/08/30/todos-fazemos-a-mesma-cara-de-bravo-quando-estamos-com-
raiva_a_21677656/.
Orbicular (pés de galinha e pálpebra inferior)
O paciente deve fazer a contração do orbicular dos olhos, sorrindo, por exemplo. Essas 
rugas são estáticas e dinâmicas, localizando-se na parte lateral da pálpebra inferior. 
São injetados superficialmente. A injeção na pálpebra inferior deve ser feita com 
cautela para evitar resultados indesejáveis, como ressecamento ocular, lagoftalmo 
(incapacidade total ou parcial da pálpebra fechar) e aparecimento de bolsas palpebrais. 
As complicações podem ser: equimoses e hematomas (DE MAIO, 2011; AVRAM et al., 
2008). 
Figura 24. Região do pé de galinha com rugas na região de pálpebra inferior e sorriso gengival.
Fonte: https://www.iped.com.br/materias/estetica-e-beleza/possivel-eliminar-pes-galinha.html.
130
UNIDADE III │ TOXINA BOTULÍNICA
Avaliação clínica
A avaliação clínica é primordial para o sucesso do tratamento. Desse modo, o exame 
da função da musculatura facial é feito pela observação do paciente em repouso, com 
verificação do tônus muscular, da simetria, de contrações e espasmos musculares e das 
linhas e expressões faciais, incluindo sulco nasogeniano. A função motora também é 
testada. Deve-se solicitar ao paciente que eleve os supercílios, feche os olhos firmemente, 
mostre os dentes, contraia os lábios entreoutras expressões/mímicas (DE MAIO, 2011). 
Conforme o paciente realizar as mímicas citadas acima e as linhas de expressão 
aparecerem, com um lápis de maquiagem branco, por exemplo, o profissional irá marcar 
a área na qual será aplicada a toxina fazendo pontos entre as linhas que surgirem. 
Esses pontos devem ser feitos em locais precisos para que não ocorra ptose, como já 
comentado em capítulos anteriores (DE MAIO, 2011; AVRAM et al., 2008).
Contraindicações
Pacientes com esclerose lateral amiotrófica, miastenia gravis, esclerose múltipla, e 
síndrome de Eaton Lambert apresentam transmissão neuromuscular que podem 
se agravar em contato com a toxina botulínica (DE MAIO, 2011). Pacientes com 
hipersensibilidade ou alergia à classe de toxina botulínica ou seus incipientes não 
devem receber esta toxina (DE MAIO, 2011).
Interações medicamentosas - algumas substâncias como: aminoglicosídeos, 
ciclosporinas, D-penicililamida, quinidina, sullfato de magnésio, lincosamidas e 
aminoquinolonas podem interferir na transmissão neuromuscular ou neuroglandular 
se associadas com a toxina botulínica (DE MAIO, 2011; AVRAM et al., 2008). 
Além disso, o profissional deve ter cuidado com pacientes dismórficos, pois esses são 
excessivamente preocupados com defeitos reais ou imaginários. Desse modo, cabe 
ao profissional que irá realizar a aplicação esclarecer todos os possíveis resultados do 
procedimento, ainda mais quando se sabe que o resultado esperado pelo paciente não 
será atingido (DE MAIO, 2011).
Até o presente momento não foram publicados dados confiáveis sobre efeitos 
teratogênicos da toxina botulínica em humanos, mesmo assim devemos evitar 
tratamentos com mulheres grávidas, lactantes ou pacientes em tratamentos oncológicos 
(DE MAIO, 2011; AVRAM et al., 2008). 
131
TOXINA BOTULÍNICA │ UNIDADE III
Efeitos adversos da toxina botulínica
Equimoses
Os lugares mais comuns do ocorrer são na região frontal e na região periobicular. Para 
evitarmos esse evento logo após a aplicação pode-se colocar uma compressa gelada 
no local fazendo pressão. Além disso, o paciente pode ser orientado a suspender o uso 
de anti-inflamatório não hormonal, alfa-tocoferol e Ginkgo biloba dez dias antes da 
aplicação (FILHO; PECORA, 2012).
Cefaleia
A toxina botulínica pode induzir cefaleia em alguns casos, principalmente quando 
aplicada na região frontal, com etiologia desconhecida, podendo durar até quatro 
semanas sendo necessário a administração de analgésicos (FILHO; PECORA, 2012).
Muscular
A toxina botulínica em excesso pode acarretar em perda de expressão facial, paralisia 
muscular incompleta, paralisia de músculos inadequados por dispersão da toxina para 
grupos musculares indesejados (FILHO; PECORA, 2012). 
Ptose palpebral
Pode ocorrer dispersão da toxina botulínica por meio do forame orbital, com 
acometimento do músculo levantador da pálpebra superior, levando ao aparecimento 
de ptose palpebral entre 2 e 10 dias. Para evitar essa complicação deve-se respeitar 
a distância de 1 cm da margem óssea orbital superior, assim como evitar a injeção 
muito baixa na lateral do nariz, com dispersão da toxina por meio do septo orbital e 
acometimento do músculo levantados da pálpebra superior. Esse evento geralmente 
desaparece por volta de um mês. O que pode melhorar e antecipar o estímulo da 
musculatura é a carboxiterapia, eletroestimulação no local da ptose. Colírio de Tartarato 
de Brimonidina 0,2%, e agonista alfa-adrenérgico, que estimula o músculo Müller 
também ajudam (1 gota no olho acometido a cada 8 horas) (FILHO; PECORA, 2012). 
132
UNIDADE III │ TOXINA BOTULÍNICA
Figura 25. Ptose palpebral à esquerda após aplicação de toxina botulínica A para tratamento de espasmo 
hemifacial.
 
 Fonte: OLIVEIRA et al., 2010.
Ptose de sobrancelha
Ocorre geralmente com altas doses nos pontos da região frontal. Nessa região a aplicação 
da toxina botulínica deve ser de 2,5 cm acima da sobrancelha, mantendo sempre alguma 
atividade do músculo frontal diminuindo o aspecto de congelamento, lembrando que 
os pontos devem ser sempre entre as linhas hemipupilares (FILHO; PECORA, 2012).
Sinal mefisto
Caracteriza-se pelo paciente apresentar a sobrancelha com aspecto demoníaco. A 
correção desse evento indesejado se faz com aplicação posterior de 1 ou 2 U de toxina 
botulínica (Botox®) nas fibras laterais da região frontal (FILHO; PECORA, 2012).
133
TOXINA BOTULÍNICA │ UNIDADE III
Figura 26. Sinal mefisto, sobrancelha arqueada com aspecto demoníaco. Excesso de 
ponto na linha mediopupilar.
 
 Fonte: https://mdemulher.abril.com.br/famosos-e-tv/famosas-que-colocaram-botox-veja-o-antes-e-depois/.
Bunny lines
Consiste na intensificação ou aparecimento de linhas nasais após a aplicação de toxina 
botulínica tipo A na glabela, evidenciada no sorriso. Pode ser corrigida aplicando 2 
UI de Botox® de cada lado da lateral do nariz, no músculo nasal. No entanto, deve-
se ter atenção nessa aplicação, o ideal é aplicar acima da linha nasofacial, evitando o 
acometimento do músculo levantador do lábio superior e da asa nasal, com consequente 
ptose labial (FILHO; PECORA, 2012). 
134
UNIDADE III │ TOXINA BOTULÍNICA
Figura 27. Linhas Nasais proeminentes a partir do sorriso ou de uma mímica.
 
 Fonte: http://www.lkaesthetics.com/botox-treatments/2015/9/3/botox-for-bunny-lines .Acesso em: 21 nov. 2015.
Diplopia
No tratamento de rugas periorbiculares deve ser respeitada a distância de pelo menos 
1 cm da margem óssea lateral da órbita, e além disso, deve utilizar volumes pequenos, 
para evitar acometimento do músculo retolateral, com consequente diplopia a até 
mesmo estrabismo (FILHO; PECORA, 2012).
Novidades sobre a toxina botulínica 
Atualmente, sabemos que a toxina botulínica pode atuar não somente para paralisação 
da musculatura, mas também na redução da glândula sudorípara, atuando na 
hiperidrose para pacientes que transpiram muito em pés e mãos. Atua também nas 
glândulas sebáceas, pode ser usada para reduzir a oleosidade do cabelo, como também 
da face. Existe uma técnica bem recente, a Microtox, que atua reduzindo poros dilatados, 
melhorando a cicatrização de acne, reduzindo a oleosidade da pele e melhorando as 
rugas finas. A diferença de aplicação é que, nesse caso diluímos mais a toxina. Toxinas 
botulínicas que apresentam 100 U são diluídas em 5 ml de soro fisiológico e aplicadas 
na derme, para obter esse resultado. Os dados são recentes, por isso, ainda não está 
totalmente evidenciado sobre a possibilidade de gerar vacina, nessa aplicação, uma 
vez que é aplicado muito mais produto em sessões. Esse tratamento é feito para 
paralização da musculatura para rejuvenescimento facial e muitos pacientes que fazem 
um tratamento acabam fazendo o outro. Aumentam-se as unidades no corpo sendo 
aplicadas mais vezes no ano. 
135
TOXINA BOTULÍNICA │ UNIDADE III
Além de aplicar toxina botulínica no terço superior estamos trabalhando bastante 
no terço inferior da face, para afinar a face aplicando no masseter, ou até mesmo no 
músculo platisma para rejuvenescer o contorno facial e melhorar as rugas do pescoço. 
Aplica-se bastante também no músculo depressor do ângulo da boca, no depressor do 
lábio inferior e no mento, tudo para melhorar o contorno da face e do lábio reduzindo 
as rugas, trazendo rejuvenescimento. Também se aplica no nariz, além das bunny lines. 
Pode-se aplicar no ápice do nariz e na columela como também nas asas do nariz, isso 
fará arrebitar e afinar essa região tão incômoda para muitos pacientes. 
136
UNIDADE IVPEIM
CAPÍTULO 1
Procedimento Estético Injetável para 
Microvasos
Como o objetivo dos profissionais da área de saúde estética é tratar telangiectasia 
e microvarizes (grau estético), darei mais ênfase abordando este assunto. As 
telangiectasias são pequenos vasos, de localização dérmica, medindo de 0,1 a 1mm de 
diâmetro, resultantes da dilatação de uma vênula, capilar ou arteríola e que podem 
aparecer isoladamente ou ser confluentes, dando o aspectode “teia de aranha”. As 
microvarizes são pequenas veias de localização subcutânea com trajeto tortuoso ou 
retilíneo, de aproximadamente 1 a 2mm de largura, apresentando-se salientes na pele. 
Quando as telangiectasias e microvarizes ocorrem associadas a varizes, que são veias 
salientes e visíveis, com alterações definidas e não reversíveis de suas propriedades 
anatômicas, causando elevação da pele, deve-se proceder primeiramente com a cirurgia 
das varizes para posteriormente realizar o PEIM. Isso potencializa os resultados 
cirúrgicos, ou caso estas estruturas apareçam sem estar associadas a varizes pode-se 
realizar a técnica estética no consultório mesmo. 
As teorias para explicar o aparecimento ou o agravamento da doença varicosa são 
aumento na circulação pélvica, hormônio, teoria mecânica, predisposição hereditária, 
aumento da volemia, alterações estruturais da parede venosa, alterações anatômicas 
das válvulas venosas, entre outros. Porém, o que é mais aceito pela literatura são as 
causas por problemas hormonais. 
Desse modo, a alta prevalência dos vasinhos é dada pelo aumento das taxas de estrógeno 
e progesterona, que ocorre durante a gravidez. 
Os fatores de risco são idade, número de gestações, antecedentes familiares, uso de 
salto alto, permanecer muito tempo em pé, musculação pesada, trauma, alimentação, 
batidas. No caso do salto alto, ele impede a circulação correta. Desse modo, orienta-se 
137
PEIM │ UNIDADE IV
que o salto deve ser de tamanho pequeno para ocorrer o retorno venoso. Também não 
é indicado sapatos como por exemplo all star.
Para os tratamentos dos vasos, decorrente da fragilidade capilar, na estética podem ser 
tratados aqueles vasos que apresentam coloração arroxeadas ou avermelhadas, que são 
considerados vasos não funcionais. Os vasos azulados e esverdeados são considerados 
vasos funcionais e, sendo assim, não devem ser mexidos. 
Pela classificação de Francischelli, os vasos tratáveis são:
Tipo 1 - apresentam insuficiência venosa de importância predominantemente estética, 
são as varizes reticuladas e as telangiectasias. Talangiectasias são definidas como 
sendo a confluência de vênulas intradérmicas dilatadas com calibre inferior a 1mm e 
compreendem, junto com as veias reticulares, a classe I de Francischelli. Os tratamentos 
mais indicados para esse tipo são: escleroterapia, também chamado procedimento 
estético injetável para microvasos (PEIM), Laser NdYAG, luz pulsada, crioescleroterapia 
e microcirugia das telangiectasias, essas duas últimas realizadas somente por médicos. 
A partir do tipo 2, o tratamento não é apenas estético, é necessário indicar para o médico 
vascular. 
Tipo 2 - Insuficiência venosa funcional e estética, apresentam-se como varizes de médio 
calibre, sente dor e já tem nódulos. Os tratamentos mais indicados são escleroterapia, 
crioescleroterapia, laser NdYAG, luz pulsada, flebectomia ambulatorial com agulha de 
crochê, cirurgia convencional de varizes, cirurgia endovascular venosa com laser EVLT 
e tratamento continuado de varizes – TCV. 
Tipo 3 - Insuficiência venosa funcional assintomática, são varizes de grande calibre, 
não provocam dor. Nesse caso o tratamento é voltado mais para as questões funcionais 
da doença venosa, embora os cuidados com manchas e cicatrizes sejam tomados pelo 
cirurgião. Os tratamentos mais indicados para esse tipo são: flebectomia ambulatorial 
com agulha de crochê, cirurgia convencional de varizes e cirurgia endovascular venosa 
com laser EVLT.
Tipo 4 - São varizes de grosso calibre e que já provocam problemas de saúde. Podem 
apresentar necrose tecidual. Nesses casos as complicações mais frequentes são: 
tromboflebite, hiperpigmentação, eczema venoso, úlcera varicosa, hemorragia, fibrose, 
dermatite ocre, infecção. Geralmente são pacientes que estão há muito tempo sem 
tratamento. Após a cirurgia muitos pacientes precisam fazer o tratamento estético de 
vasinhos, pela quantidade de vasos que se formam. Para este tipo, os tratamentos mais 
indicados são: cirurgia convencional de varizes e cirurgia endovenosas com Laser EVLT.
138
UNIDADE IV │ PEIM
Durante a consulta e a avaliação deve-se questionar sobre:
 » os vasos que mais incomodam o paciente
 » em que momento eles apareceram;
 » se o paciente apresenta alguma doença relacionada (vascular e/ou 
diabetes); No caso de diabetes fazer a aplicação com glicose 50% e não 
75%.
 » que doenças teve anteriormente;
 » se tem alergias;
 » qual a rotina diária;
 » se já fez aplicação alguma vez; se gostou do resultado; qual produto foi 
utilizado; há quanto tempo fez a última sessão;
 » se pratica atividade física. Após a realização da técnica não deve fazer 
atividade física, somente após 2 a 3 dias. Se fizer antes acabará sentindo 
dor;
 » se o paciente é fumante, caso em que vasos acabam sendo recorrentes;
 » se costuma tomar sol, o que deve ser suspendido por pelo menos 20 dias. 
 » se faz uso contínuo de algum medicamento; por exemplo: roacutan, caso 
em que precisa esperar de 6 a 8 meses para realizar a aplicação senão 
haverá altas chances de manchar a pele. 
 » Além disso, deve-se sempre tirar foto antes e depois.
Os agentes esclerosantes se classificam em orgânicos e inorgânicos. Esses últimos são 
efetivos para os vasos, porém são mais agressivos para a pele. A glicose hipertônica 
constitui-se em um dos esclerosantes mais importantes. Ela é bastante eficiente e vem 
sendo utilizada pela maioria dos profissionais no Brasil. 
A velocidade da glicose na aplicação não pode ser alta pois pode pigmentar a região. 
A glicose 50% deve ser utilizada em diabéticos compensados na quantidade de no 
máximo 3 mL. Deve-se usar também essa porcentagem pelos profissionais que não 
têm muita experiência, para não pigmentar o paciente, e em paciente com fototipos 5 e 
6. A glicose 75% é muito eficiente, mas deve-se saber usar de acordo com as sugestões 
139
PEIM │ UNIDADE IV
já mencionadas. O volume máximo por aplicação são 10 mL, sendo que a quantidade 
usual por aplicação é de 3 a 6 mL. 
É interessante usar glicose 50% em pacientes com telangiectasias claras e muito 
fininhas e em diabéticos compensados. A glicose 75% é indicada para pacientes com 
telangiectasias mais grossas e escuras. 
Em relação ao mecanismo de ação, ocorre irritação no vaso em que o líquido esclerosante 
foi aplicado, o que faz com que o vaso se contraia, feche e desapareça após até 15 dias. 
Após a aplicação, o sangue não volta a entrar nos vasos tratados o que evita a formação 
de novos vasinhos no local. 
As desvantagens da glicose são o ardor e a coceira, apenas. As vantagens são segurança 
por ser agente orgânico, não produzir reações alérgicas, ser de fácil obtenção. A 
eficiência, apesar dos poucos trabalhos disponíveis, já foi comprovada historicamente, 
podendo ser utilizada. Além disso, apresenta baixo custo. 
O princípio básico da técnica é eliminar a veia varicosa, com uma injeção de substância 
esclerosante (glicose 50 a 75%) no interior do vaso, que provoca a destruição de sua 
camada endotelial, levando a fibrose daquele vaso, e seu desaparecimento. 
A inclinação da agulha deve ser de 10º a 20º no máximo. O bísel deve estar posicionado 
para cima e a velocidade da aplicação deve ser lenta. Introduz-se a agulha a 10º, com a 
seringa encostada na pele praticamente. Com cuidado para não transfixar o microvaso 
começa-se a injetar a glicose. Se injetar e perceber que ele não desapareceu, volta-se um 
pouco com a seringa ou abaixa-ses mais e tenta-se injetar novamente. 
Caso não visualize o vaso sumindo, é porque não pegou o vaso. Não insista e deixe para 
a próxima sessão, pois a região vai inchar e não será mais possível acertar o vasinho. 
Tome cuidado pois não se deve fazer pápula na região, isso pode aumentar as chances 
de hiperpigmentar. 
Para minimizar o desconforto do paciente, pode-se aplicar lidocaína ou o skincooler, 
que apresenta ação imediata. Os efeitos colaterais são manchas temporárias, pequenas 
feridas temporárias,manchas ao redor da área tratada e sensação de queimação no 
local, mas todos desaparecem. Já as complicações podem ser hiperpigmentação 
pós PEIM, a destruição do vaso pode gerar alta liberação de ferro na região, edema 
temporário, pela reação de inflamação, coceira temporária. Deve-se lembrar o paciente 
de não coçar, pois pode manchar. Se isso acontecer, deve-se aguardar 30 dias para 
fazer a despigmentação. Dentre ainda as complicações estão: úlcera cutânea, manchas 
140
UNIDADE IV │ PEIM
marrons e necrose cutânea que são manchas pretas, provocadas pelo acentuado 
aumento de glicose na região, para o que é necessário realizar raspagem.
As melhores seringas para serem utililzadas são de 1mL e de 3 mL, a agulha de 30G. 
O vaso demora em torno de 15 dias para esclerosar por inteiro. No momento da 
aplicação deve-se observar que o vaso desaparecerá, logo após ele vai escurecer para 
então finalmente clarear a partir do dia seguinte. Para a aplicação da glicose, deve-
se aplicar no máximo 6 mL por sessão. Se aplicar mais, o paciente relatará peso nas 
pernas. 
O intervalo das sessões deve ser de no mínimo 20 dias. No dia da aplicação não se deve 
usar salto.
Na hora do tratamento recomenda-se aplicar a agulha sempre na ponta do vaso e a 
glicose deve passar por toda sua extensão fazendo o caso desaparecer.
Após a aplicação é normal sentir a perna cansada. 
Fórmula despigmentante:
 » Ácido tioglicólico ................ 10-15% (mais indicado 8%)
 » Loção ou creme qsp .......... 30 mL ou 30g
Deve ser aplicado nas manchas das pernas, com a pele seca e limpar 2x ao dia:de manhã 
e antes de dormir. Não se expor ao sol durante todo o período do tratamento. 
O PEIM ou escleroterapia é contraindicado para pacientes portadores de varizes 
maiores, em decorrência da alta incidência de recidivas e dos bons resultados funcionais 
e estéticos das cirurgias de varizes. Além disso, é contraindicada aos pacientes em 
vigência de processos infecciosos ou alérgicos; em pessoas com diabetes melito 
descompensado; em pacientes com patologia grave em que a escleroterapia ou PEIM 
não é prioritária diante do quadro geral; naqueles com insuficiência arterial periférica 
importante; gestantes; lactantes; pacientes em uso de roacutan; com lesões no local; 
hemofilia e outros problemas de coagulação; e, em fototipos altos, deve-se tomar 
cuidado e doenças autoimunes. 
Recomendações importantes: usar roupas confortáveis no dia da aplicação, não usar 
saltos, evitar depilar a região até 1 dia antes, não passar cremes um dia antes também. 
Após o procedimento fazer uso de meias de compressão (terapêutica) ou faixas de 
compressão por 4 ou 6 horas após a aplicação, não praticar atividade física por até 
3 dias após o procedimento, evitar atividades que necessitem ficar muito tempo em 
141
PEIM │ UNIDADE IV
pé, principalmente no dia da aplicação e não se expor ao sol até que os roxinhos 
desapareçam, o que pode levar até 20 dias. 
É importante salientar que PEIM é um tratamento de meio e não de fim, o que depende da 
resposta de cada paciente e da quantidade de sessões em cada caso. É muito importante 
explicar ao paciente que pode ser necessário realizar outras aplicações para chegar ao 
resultado final. Em relação às fotos de antes e depois, sempre se deve usar o mesmo 
fundo escuro (ambiente), com a mesma luz e a mesma posição. Não fazer zoom pois 
perde a qualidade da foto, e sempre pedir para que o paciente autorize o uso das fotos 
para divulgar seu trabalho dentro da clínica. Sempre fazer termo de consentimento e 
contrato de prestação de serviço. 
142
UNIDADE V
INFUSÃO 
CONTROLADA DE 
CO2
CAPÍTULO 1
Introdução e História da Infusão 
Controlada de CO2
Introdução e história da infusão controlada de 
CO2
O dióxido de carbono, que é um gás inodoro e incolor, que foi descoberto em meados 
de 1648. É produzido e eliminado diariamente pelo organismo humano em grandes 
quantidades pelos pulmões no processo de respiração. Sua produção no organismo 
acontece graças ao resultado do metabolismo e reações oxidativas celulares. Seu 
uso terapêutico iniciou-se somente três séculos depois de seu descobrimento, mais 
precisamente no ano de 1932, na Estação Termal do Spy de Royat, França, por Pierre 
Laloutte. Com a experiência adquirida na câmara de fumigação com sais de mercúrio, 
ele passou a expor os portadores de úlceras crônicas aos vapores de combustão da 
magnésia alba de forma seriada, aplicada a cada dois ou três dias. Esse foi o primeiro 
método de tratamento sistemático do CO2
 (BRANDI, 2001). Porém, a partir da década 
de 30, surgiram os primeiros trabalhos sobre o tema, como o do cardiologista Jean 
Baptiste Romuef, que teve sua publicação em 1953, após 20 anos de experiência 
utilizando em seus tratamentos com injeções subcutâneas de CO2 (ABRAMO, 2010).
Ainda atuando em patologias vasculares em 2002, Toryama mostrou excelentes 
resultados na melhora da circulação periférica em pacientes com isquemia crítica, com 
redução de 83% dos casos de amputação. 
A produção industrial do gás carbônico permitiu sua utilização fora das estâncias 
termais, abrindo uma nova perspectiva para a terapêutica com o CO2. No século XX 
essa forma de obtenção criou um período na evolução terapêutica com o CO2 chamado 
de “Período Terapêutico Recreativo Estético” (BRANDI, 2001).
143
 INFUSÃO CONTROLADA DE CO2 │ UNIDADE V
Após a descoberta dos efeitos do dióxido de carbono e das suas utilizações na medicina, 
os métodos foram se desenvolvendo. Nos dias atuais, graças a equipamentos capazes de 
controlar o fluxo injetado por minuto, é possível usar esse procedimento em vários tipos 
de tratamentos terapêuticos e até mesmo estéticos, como, por exemplo, no tratamento 
de estrias, cicatrizes, celulite, gordura localizada, flacidez cutânea, rugas, olheiras, 
feridas, calvície, psoríase, dentre vários outros (MARSILI, 2006).
Tudo isso fez com que seu conhecimento terapêutico fosse disseminado não só na França, 
mas também na Itália e em vários outros países da Europa e de outros continentes, como 
o Brasil. Na Itália já se trabalha com a técnica há dez anos, e hoje é a mais realizada nos 
tratamentos de F.E.G. e adiposidade localizada (FRASCA, 2002; MARSILI, 2006).
A infusão controlada de CO2, conhecida popularmente como carboxiterapia, é uma 
técnica que trabalha com injeção do dióxido de carbono (CO2) no tecido subcutâneo. É 
uma prática que tem proporcionado melhora fisiológica, com melhor irrigação sanguínea 
do local e, consequentemente, melhor oxigenação do tecido (ABRAMO, 2010).
O gás carbônico medicinal é aquele utilizado em cirurgias com videolaparoscopia para a 
insuflação da cavidade abdominal, histeroscopia, cardíacas, oculares e como contraste 
em arteriografia e ventriculopatia (ABRAMO, 2010).
A primeira coisa que precisamos gravar na memória é que o CO2 tem um poder de 
difusão muito forte, por esse motivo não oferece riscos ao paciente. Ele é atóxico e é 
eliminado facilmente do tecido, sendo assim, os riscos de embolia gasosa fatal nesse 
tratamento são mínimos (BRANDI, 2001).
Um dos principais produtos do metabolismo celular é o ácido carbônico (H2CO3), 
excretado através dos pulmões sob a forma de gás carbônico (CO2). Portanto é totalmente 
inócuo para nosso organismo (GUIRRO e GUIRRO, 2002).
CO2 é vinte vezes mais difundido que o O2, portanto o aumento de volume que ocorre 
após a aplicação é rapidamente absorvido e eliminado, ficando somente o efeito 
vasodilatador que irá promover os benefícios locais, ou seja, uma área pequena como 
os olhos entre 3 a 5 minutos o gás já foi absorvido e o enfisema observado já foi também 
absorvido (BRANDI, 2004). 
O dióxido de carbono 
O ácido carbônico (H2CO3) é produzido durante o metabolismo e excretado em forma 
de CO2 pelos pulmões no processo de respiração. A quantidade de CO2 transportada em 
144
UNIDADE V │ INFUSÃO CONTROLADA DE CO2
sangue venoso é de aproximadamente 200 ml/min no adulto em repouso, mas pode ser 
aumentada durantea atividade física (FRASCA, 2002; MARSILI, 2006).
Com a ajuda de uma enzima denominada anidrase carbônica, o CO2 é hidratado 
no interior do eritrócito e forma o ácido carbônico (H2CO3). A dissociação de um 
hidrogênio é espontânea e rápida, liberando um H+ livre e bicarbonato (HCO3). 
Quando esses são muitos dentro do eritrócito, difundem-se para fora dele. O 
hidrogênio liberado liga-se à hemoglobina formando hemoglobina reduzida e 
liberando O2, fazendo com que haja maior disponibilidade dessa substância para as 
reações metabólicas do corpo (ABRAMO, 2010).
A infusão controlada de CO2 possibilita, especialmente no tecido conjuntivo, uma 
melhor drenagem vaso linfática devido ao aumento da vasodilatação e consequente 
melhoria na oxigenação do tecido tratado. Estudos experimentais demonstram que, 
em casos de isquemia crítica, o tratamento com carboxiterapia já chegou a evitar 
mais de 80% das amputações (FRASCA, 2002; MARSILI, 2006).
A infusão do gás provoca distensão tecidual e aumento da concentração de 
barorreceptores, corpúsculos de Golgi e Paccini, causando liberação de substâncias 
como histamina, bradicinina, serotonina, catecolamina, que atuam em receptores 
beta-adrenérgicos, que ativam a adenilciclase, ocasionando aumento da AMPc 
tissular e quebra de triglicérides. Isso faz com que a carboxiterapia seja utilizada como 
uma importante forma de diminuição do tecido adiposo acumulado e consequente 
redução de medidas. O CO2 utilizado pela carboxiterapia no Brasil tem, em média, 
99,99% de pureza, o que o torna ótimo para o tratamento terapêutico.
O volume de aplicação do dióxido de carbono por sessão pode variar entre 500 ml a 
2.000 ml. O que se deve levar em consideração é que a aplicação é punturada e em 
cada ponto deve ser aplicada de uma a duas vezes dependendo do peso da pessoa que 
esteja realizando o tratamento. Isso será explicado mais adiante, quando falarmos 
de velocidade (ABRAMO, 2010; EGRAND et al., 2009; FRASCA, 2002; MARSILI, 
2006).
Nos banhos em água carbonada, a espessura da camada de queratina e a compactação 
das suas fibras não impedem a difusão do CO2 para os tecidos mais profundos, mas 
impedem a passagem e retêm, no seu interior, algumas moléculas do gás (BORGES 
et al., 2008).
A perda dessas moléculas faz com que a concentração na água do banho prejudique 
parcialmente a efetividade do procedimento. Essa técnica só é utilizada dentro de 
spa com a finalidade de relaxamento. De maneira distinta, na infusão controlada do 
145
 INFUSÃO CONTROLADA DE CO2 │ UNIDADE V
gás carbônico medicinal, o CO2 é injetado diretamente no interior da pele, não sofrendo 
bloqueio e retenção das suas moléculas durante a aplicação (BRANDI, 2001).
Com isso, mantém nos tecidos o mesmo volume programado pelo aparelho insuflador 
do gás. Como o volume injetado representa a concentração do CO2 nos tecidos, a infusão 
controlada do gás carbônico medicinal apresenta 100% de aproveitamento (BRANDI, 
2001).
Mecanismo de ação
Após a aplicação, o CO2 irá agir no local e rapidamente será difundido, de 5 a 30 
minutos dependendo da quantidade gás injetado. Dixará apenas seus efeitos, 
tais como, aumento da microcirculação, ativação de barorreceptores cutâneos, 
potencialização do efeito Bohr e vasodilatação. O CO2 possui ação direta local pelo 
miócito e indireto mediado pelo sistema nervoso simpático, com isso a vasodilatação 
arteriolar é evidente imediatamente à aplicação pela observação da hiperemia 
que a pele apresenta. A ação direta do CO2 sobre o miócito vascular prevalece em 
nível local e indireto mediado pelo sistema simpático, que pode ser registrado a 
distância. O CO2 atua, sobretudo, na microcirculação vascular do tecido conjuntivo, 
promovendo uma vasodilatação e um aumento da drenagem venolinfática (LEVER 
e LEVER, 1991).
O aumento da circulação interfere no aumento da oxigenação local e, por sua vez, 
um tecido bem oxigenado tem um metabolismo mais acelerado, resultando em 
maior lipólise, melhor cicatrização e maior produção de colágeno, que irá refletir, 
por exemplo, na cicatrização de feridas, perda de peso, melhoria das estrias e de 
problemas como flacidez e rugas. O aumento do oxigênio é importante, pois elimina 
a formação de fluidos entre as células. O resultado é um menor número de células 
gordurosas e um subcutâneo mais firme. Portanto, a utilização desse gás promove o 
aumento do fluxo dos vasos sanguíneos, com consequente aumento do metabolismo 
e vascularização da área a ser tratada (LEVER; LEVER, 1991; LOPES, 2005).
Após a aplicação, há, além da melhoria da circulação e da distribuição do 
oxigênio, a ativação de receptores devido à hiperdistensão subcutânea, ativando 
os barorreceptores. Esses são os corpúsculos de Golgi, sensíveis a baixas pressões, 
e os corpúsculos de Pacini, sensíveis a altas pressões, com consequente liberação 
de substâncias como bradicinina, catecolamina, histamina e serotonina. Essas 
substâncias atuam em receptores beta-adrenérgicos ativando a adenilciclase, 
promovendo assim o aumento do AMP tissular e consequente ação final hidrolítica 
sobre os triglicérides dos adipócitos (LEVER; LEVER, 1991).
146
UNIDADE V │ INFUSÃO CONTROLADA DE CO2
Além disso, a afinidade do CO2 pela hemoglobina ao ser inversamente proporcional 
à concentração de gás carbônico causa hiperoxidação do tecido, com efeito lipolítico 
oxidativo. Esse processo pode ser explicado pela potencialização do efeito Bohr. A 
ação do CO2 injetado envolve vasodilatação local com consequente aumento do fluxo 
sanguíneo local e da pressão parcial de oxigênio (PpO2). O aumento da PpO2 é resultante 
da potencialização do efeito Bohr, ou seja, há redução da afinidade da hemoglobina pelo 
oxigênio, acarretando uma maior quantidade de O2 que estava retido pela hemoglobina 
para ficar disponível para o tecido a ser tratado (LOPEZ, 2005).
A presença de CO2 nos tecidos reduz o pH no local da aplicação e resulta numa resposta 
inflamatória. Isso interfere na hemodinâmica celular resultando em formação de novos 
vasos sanguíneos. O que mais interfere na resposta do organismo à infusão de CO2 é a 
pressão parcial de gás nos tecidos, mostrando a importância de se aplicar a concentração 
adequada de CO2 para alcançar eficácia nos resultados
 (KEDE; SABATOVICH, 2003; 
LOPES, 2005).
A pressão de infusão do CO2 é correspondente à pressão de gás medicinal injetado 
nos tecidos, e não ao gás existente no cilindro de armazenamento. Essa pressão é 
influenciada por fatores, sendo estes a válvula de controle de gás acoplada ao cilindro e 
o mecanismo de autorregulação do aparelho insuflador (ABRAMO, 2010). 
A velocidade do fluxo de aplicação nos tecidos é importante por determinar a 
intensidade do estímulo desencadeador da resposta inflamatória, variando conforme o 
local e a resistência tecidual. Essa velocidade vai de 1 a 180 mlCO2/min, porém os mais 
utilizados variam de entre 80 a 180 mlCO2/min
 (ABRAMO, 2010; MARSILI, 2006; 
LOPES, 2005).
147
 INFUSÃO CONTROLADA DE CO2 │ UNIDADE V
Quadro 10. Resumo do mecanismo de ação.
Vasodilatação arteriolar
Ação direta sobre o miócito vascular prevalece em nível local e indireto mediado pelo 
sistema simpático, que pode ser registrado a distância. Atua, sobretudo, na microcirculação 
vascular do tecido conjuntivo, promovendo uma vasodilatação e um aumento da drenagem 
venolinfática.
Potencialização Efeito Bohr
Há redução da afinidade da hemoglobina pelo oxigênio, acarretando uma maior quantidade 
de O
2
 que estava retido pela hemoglobina para ficar disponível para o tecido a ser tratado. 
Simplificando, é a tendência de o O
2
 deixar a corrente sanguínea quando a concentração 
de CO
2
 aumenta.
Aumento velocidade microcirculatória
Promove o aumento do fluxo dos vasos sanguíneos, com consequente aumento do 
metabolismo e vascularização da área a ser tratada.
Ativação barorreceptores cutâneos
Devido à hiperdistensão do subcutâneo, há estímulo dos barorreceptores - corpúsculos de 
Golgi (sensível a baixas pressões)e de Pacini (altas pressões) - e consequente liberação de 
substâncias como: bradicinina, catecolamina, histamina e serotonina.
Fonte: Menegat (2015).
Caso tenha interesse em saber mais sobre este assunto indico os seguintes 
artigos:
 » ABRAMO, A. C. Infusão controlada de CO2: carboinsuflação. São 
Paulo: Ed. Do Autor, 2010.
 » RESCH, K. L.; JUST, U. Possibilidades e limites da carboxiterapia. 
Review German, 2004, v. 3, n. 1: p. 45-50.
 » KOUTNA, N. (2006) Carboxytherapy: a new noninvasive method in 
aesthetic medicine. Cas Lek Cesk, 145:841–843.
 » PARASSONI, L.; VARLARO, V. La Carbossiterapia: una metodica 
in evoluzione. Riv. La Medicina Estetica.1997. 21(1). Editrice Salus 
Internazionale, Roma.
148
UNIDADE V │ INFUSÃO CONTROLADA DE CO2
 » BROCKOW, T.; HAUSNER, T.; DILLNER, A.; RESCH, K. L. Clinical Evidence 
of Subcutaneous CO2 Insufflations: A Systematic Review. J Altern 
Complement Med. 2000; vol 6 (5): 403.
Os equipamentos
O fluxo e o volume total de aplicação na infusão controlada de CO2 são controlados por 
equipamentos apropriados. No Brasil, o aparelho a ser utilizado deve ser registrado 
pela ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a fim de proporcionar maior 
conforto e segurança a quem recebe a aplicação (ABRAMO, 2010; EGRAND et al., 
2009).
Independentemente da marca ou do modelo do aparelho, este irá apresentar 
características comuns, tais como um cilindro que se liga ao aparelho por meio de um 
regulador de pressão de gás. Ele é injetado por meio de uma sonda com agulha pequena 
diretamente na pele do paciente. Quanto ao fluxo utilizado, muitos são os autores que 
discutem a quantidade necessária de aplicação para cada tipo de tratamento (MARSILI, 
2006).
Esse equipamento é composto por três segmentos distintos: equipo descartável, 
aparelho insuflador do gás e sistema cilindro-válvula controladora de pressão que 
armazena e regula a pressão da saída do gás carbônico medicinal para o circuito do 
aparelho insuflador. 
O equipo utilizado deve ser atóxico, estéril, apirogênico e descartável, formado 
por agulha 30G½ acoplada a um filtro que, por sua vez, é conectado ao cateter de 
poliprolipeno com diâmetro de 0,3cm, portanto, um fixador na extremidade livre. O 
reduzido diâmetro da agulha, em relação ao diâmetro do cateter, permite que o gás 
seja introduzido com maior pressão, facilitando sua difusão através dos tecidos. O 
filtro possui uma lâmina de policloreto de vinila, com espessura de 0,2µ na grade de 
filtragem, do tipo microbiológico e hidrofóbico, cuja função é reter possíveis impurezas 
existentes no interior do cateter ou no circuito do insuflador (RESCH; JUST, 2004).
149
 INFUSÃO CONTROLADA DE CO2 │ UNIDADE V
Figura 28. Equipo atóxico para insuflação de CO2 e agulha 30G½. 
 
 Fonte: Menegat (2015).
A pressão de infusão do CO2 corresponde à pressão do gás carbônico medicinal que 
é introduzido no interior dos tecidos e não deve ser confundida com a pressão do gás 
carbônico no interior do cilindro de armazenamento (BRANDI, 2001).
O sistema que controla a pressão de entrada do CO2 no aparelho insuflador é composto 
pelo cilindro armazenador do gás carbônico medicinal, por uma válvula reguladora da 
pressão do gás que sai do cilindro e um manômetro, indicador da quantidade de CO2, 
no estado gasoso, no interior do cilindro. A válvula de controle de pressão do gás está 
ligada ao aparelho insuflador do CO2 por meio de uma mangueira de material plástico 
ou polipropileno flexível, fechando o circuito de condução do gás no equipamento. 
150
UNIDADE V │ INFUSÃO CONTROLADA DE CO2
Figura 29. Sistema cilindro e válvula controladora de pressão. 
 
 
 
Válvula reguladora de 
pressão 
Quando o registro do 
cilindro está aberto e o 
ponteiro do manômetro 
posicionado entre 40 e 60 
kgf/cm², é indicado que o 
CO2 se encontre 
pressurizado, no estado 
gasoso, no interior do 
cilindro, apto para executar 
a infusão tecidual. 
Fonte: Menegat (2015).
151
CAPÍTULO 2
Carboxiterapia e suas Aplicações
Métodos de aplicação
A velocidade do fluxo da infusão de CO2 nos tecidos determina a intensidade do 
estímulo lesivo que desencadeia a resposta inflamatória no local da aplicação, 
variando conforme a região anatômica e a resistência imposta pelo tecido. O 
programa do aparelho regula a rapidez com que o CO2 será injetado no interior 
dos tecidos. Velocidades do fluxo de infusão compreendidas entre 80 a 180 ml/
min são consideradas efetivas para desempenho da carboinsuflação. 
Será que regular somente a velocidade é o suficiente para obter resultado 
satisfatório quando tratamos de disfunções do tecido adiposo? 
A manutenção da temperatura do ambiente, ao redor de 24°C a 25°C, no local 
onde se realiza a carboinsuflação promove maior conforto durante a aplicação e, 
ao mesmo tempo, potencializa a ação vasodilatadora local do CO2. 
Antes de iniciar a aplicação do dia ou se o aparelho ficar mais de cinco horas 
parado, deve-se deixar escapar 150 ml de gás, pois o O2 parado, quando aplicado, 
faz com que a região fique inchada por duas semanas.
A profundidade da aplicação é determinada de acordo com o propósito a que se destina 
o procedimento. Quando o objetivo está direcionado para atividades terapêuticas de 
características não estéticas, a aplicação do gás deve ser realizada profundamente, no 
interior do tecido (RESCH; JUST, 2004).
A aplicação profunda tem como objetivo promover a lise do tecido adiposo subcutâneo, 
com o propósito de reduzir o excesso de gordura localizada, melhorando o contorno 
corporal da região comprometida. Assim, quando tratarmos gordura localizada e 
F.E.G, ou seja, tecido adiposo, a agulha deverá estar de 90° a 45° em relação à pele, 
dependendo da espessura do tecido adiposo subcutâneo da região (ABRAMO, 2010).
A pouca espessura da derme, em média 1 a 2 mm, acrescida da resistência da camada 
córnea da epiderme e ao diâmetro da agulha, torna difícil afirmar que a infusão 
controlada de CO2 pode ser realizada com precisão em dois ou três planos dérmicos 
distintos: superficial, intermediário e profundo. Nesse plano, somente a ponta da 
152
UNIDADE V │ INFUSÃO CONTROLADA DE CO2
agulha bizel voltada para cima deverá ser introduzida, para garantir a superficialidade 
durante a injeção (MENEGAT, 2014).
A distensão e a pápula branca que se observa na pele durante a infusão do gás demonstra 
que a aplicação está sendo realizada superficialmente, ou seja, no interior da derme 
(CARVALHO; VIANA; ERAZO, 2005) Essa aplicação atende a dois propósitos:
 » reposição e remodelação das fibras de colágeno, reticular e elástica da 
derme, para recuperar a consistência e elasticidade da pele;
 » aumento do fluxo sanguíneo da microcirculação cutânea da região 
infundida, elevando numericamente os pequenos vasos pré-capilares e 
pós-capilares locais, assim como promovendo a sua dilatação.
Figura 30. Inclinação da agulha.
 
 
A B 
Fonte: Menegat (2015).
Figura 31. Pápula branca sendo observada durante a infusão do gás de CO2.
 
 
Fonte: Menegat (2015).
153
 INFUSÃO CONTROLADA DE CO2 │ UNIDADE V
Volume do gás na infusão controlada do CO2
Como já dito anteriormente, nosso organismo em repouso produz 200 ml/min de CO2. 
No exercício físico pode aumentar até dez vezes. O volume total de dióxido de carbono 
usado em uma sessão corresponde à somatória dos volumes infundidos em cada 
puntura, podendo chegar em um total de 2.000 ml. Valores acima disso não causam 
grandes prejuízos porém induzem mais ao desconforto do paciente podendo levá-lo ao 
desmaio. 
É preciso considerar que existe uma relação direta entre o peso do indivíduo e o 
conjunto formado pela extensão da superfície cutânea e o volume do tecido adiposo 
ao longo dessa superfície. Por essa razão, parece ser adequado relacionar o volume 
do gás aplicado na infusão controlada do CO2 com o peso ponderal, estabelecendo 
valores dirigidos às necessidades de cada indivíduo. Para um melhor aproveitamento 
do CO2, o volume do gása ser injetado é calculado de acordo com o peso ponderal, e não 
com índice de massa corporal. Dessa maneira, consegue-se atingir uma concentração 
adequada do CO2 nos tecidos para desencadear uma resposta inflamatória no local da 
aplicação. Assim sendo, considera-se como fator de eficiência a variação do volume 
de 1 ml até 2 ml de CO2 por quilo de peso do indivíduo, representado por mlCO2/kg. A 
distância entre as punturas no abdome, por exemplo, fica 3 a 15 cm, entre elas. O volume 
escolhido é aplicado por puntura, ou seja, unitariamente em cada um dos pontos onde 
o gás será injetado (ABRAMO, 2010). O cálculo do volume de gás baseado no peso 
ponderal do indivíduo se aplica no tratamento de alterações do tecido adiposo (RESCH 
e JUST, 2004).
Exemplo:
 » Peso 50 kg
 » Mínimo por ponto será 50 mlCO2/cm
 » Máximo por ponto 100 mlCO2/cm
Velocidade do fluxo de infusão ou velocidade 
de aplicação do CO2
Esse é um dos fatores decisivos para a efetividade da infusão, e não deverá ser confundido 
com o volume de gás aplicado em cada puntura. Sua escolha é influenciada pela 
resistência dos tecidos e pela intensidade do efeito lesivo que se deseja promover, razão 
pela qual ela pode deferir em diferentes áreas de um mesmo indivíduo. O descolamento 
154
UNIDADE V │ INFUSÃO CONTROLADA DE CO2
ou distensão dos tecidos e a intensidade de ruptura tecidual são proporcionais à 
velocidade do fluxo de infusão do gás (CARVALHO; VIANA; ERAZO, 2005).
Velocidade entre 150 a 180 ml CO2/min promove uma distensão tecidual rápida, 
eficiente e segura, aumenta o desconforto provocando dor durante aplicação, mas 
traz os melhores resultados em razão de o dano interno ser maior. Áreas de menor 
resistência, como pálpebras, suportam melhor a velocidade de 80 a 100ml CO2/min 
(ABRAMO, 2010; MENEGAT, 2014).
Eraso (2011) nos mostrou que a velocidade no tratamento facial terá resultado de 80 
a 150ml/min, a melhor velocidade é aquela que o terapeuta melhor se adapta para 
controlar o enfisema criado durante a aplicação.
60 a 80ml/min controle de metabolismo como acne, psoríase, ponto gatilho.
80 a 100ml CO2/min, alterações de origem funcional e reparadora, como flacidez 
tissular corporal, microvasos, alopecia. 
100 a 150ml CO2/min alterações morfológicas da pele, como papada, 
adiposidade de sutiã. 
150 a 180ml CO2/min qualquer distúrbio corporal de hipoderme. 
Caso tenha interesse em saber mais sobre este assunto indico os seguintes 
artigos:
 » ABRAMO, A. C. Infusão controlada de CO2: carboinsuflação. São 
Paulo: Ed. Do Autor, 2010.
 » BORGES, F.; SCORZA, F. Carboxiterapia: uma revisão. Revista 
Fisioterapia Ser – 2008, v. 3, n. 4: p. 108-17. 
 » MENEGAT, T. A. Guia Prático de Carboxiterapia. São Paulo, Ed. Aiko 
Ltda, 2014. 
Indicações e contraindicações
Indicações
A infusão controlada de CO2 é um tratamento indicado para os seguintes casos:
 » estrias; 
 » acne;
155
 INFUSÃO CONTROLADA DE CO2 │ UNIDADE V
 » controle glândula sudorípara;
 » flacidez tissular;
 » F.E.G.;
 » adiposidade localizada;
 » olheiras; 
 » linhas de expressão;
 » revitalização facial;
 » tratamento complementar à lipoaspiração;
 » pós-operatório de cirurgias plásticas;
 » calvície;
 » microvarizes;
 » feridas abertas;
 » psoríase. 
Contraindicações
Não há importantes contraindicações, por ser um gás atóxico, não embólico, que já está 
normalmente presente no organismo, é amplamente aplicado na medicina e isento de 
efeitos sistêmicos nas doses empregadas. 
 » patologias crônicas de pulmões ou coração;
 » infecção no local de aplicação;
 » gravidez;
 » hipertensão crônica;
 » Anemia;
 » colagenoses (lupus, esclerodermia, dermatomiosite);
 » epilepsia. 
(ABRAMO, 2010; BORGES; SCORZA 2008; MENEGAT, 2014)
156
CAPÍTULO 3
Carboxiterapia nas Alterações Estéticas
Adiposidade localizada
O tecido adiposo, também chamado de hipoderme é um tipo especializado de 
tecido conjuntivo composto por células denominadas adipócitos. Os adipócitos são 
reservatórios de energia que são acumulados em forma de lipídio (triglicerídeos). Eles 
são adquiridos graças ao desequilíbrio entre as necessidades energéticas diárias e a 
quantidade ingerida. Caso a ingestão seja maior que a necessária, a pessoa irá armazenar 
o excesso nesse tecido (ABRAMO, 2010; COSTA, 2011).
O tecido adiposo é altamente vascularizado, resultando em constantes trocas gasosas 
entre ele e a corrente sanguínea. Até pouco tempo esse tecido era considerado um 
depósito passivo de energia, porém, nos dias atuais, estudos mostraram que ele é 
um tecido metabolicamente ativo, com funções de isolamento térmico, secretor de 
proteínas, produtor de peptídeos bioativos, amortecedor de trauma e modelador da 
superfície do corpo (ABRAMO, 2010).
Esse tecido é formado por três camadas: areolar, intermediária e profunda. A camada 
areolar é a camada superficial e mais propensa à lipólise. A intermediária situa-se entre 
a areolar e a profunda e é fibrosa e delgada. A camada profunda é mais resistente à 
lipólise e tem maior espessura (Figura 35) (ALTECHEK; SODRE; AZULAY, 2006; 
GUIRRO; GUIRRO, 2002; COSTA, 2011).
O padrão de localização de gordura varia do sexo feminino para o masculino, sendo que 
as mulheres apresentam um padrão ginoide, com gordura predominante nos flancos, 
quadril, glúteos, face interna da coxa, região troncantérica e face medial do braço. No 
padrão masculino ou androide, a gordura costuma localizar-se na parede abdominal 
superior, flancos e região cervical (ABRAMO, 2010; KEDE; SABATOVICH, 2003).
A carboxiterapia tem sido largamente utilizada no tratamento da gordura localizada, 
sendo aplicada nos locais que apresentam maior porcentual de gordura, conforme 
mencionado anteriormente, e tem a função de aumentar ainda mais a vascularização 
tecidual, o que proporciona maior concentração de oxigênio e aumento do metabolismo 
local, levando à lipólise e à diminuição da quantidade de gordura. A injeção controlada 
de CO2 tem maior atuação na camada areolar, no entanto age também na camada 
157
 INFUSÃO CONTROLADA DE CO2 │ UNIDADE V
profunda em razão da vascularização e facilidade de difusão de gás nessa localidade 
(COSTA, 2011).
A carboinsuflação apresenta eficácia na destruição dos adipócitos, reduzindo assim 
a adiposidade localizada. Deve ser aplicada em um ou mais ciclos, que devem ser 
estabelecidos de acordo com o porcentual de gordura e com as respostas fisiológicas 
do tratamento (COSTA, 2010). Cada ciclo é formado por dez sessões divididas em duas 
etapas, a primeira constituída de quatro sessões com intervalo de 24 horas e a segunda 
formada por seis sessões com intervalo de 72 horas (ABRAMO, 2010; COSTA, 2010). 
Para se obter uma elevada concentração de CO2 nos tecidos, é necessário que as quatro 
primeiras sessões sejam em dias seguidos, enquanto que, para manter a concentração 
de gás elevada, o intervalo entre uma sessão e outra deve ser de 72 horas (COSTA, 2011).
A infusão de gás é profunda e feita por punturação, caso em que é necessário fazer o 
cálculo multiplicando o peso ponderal do paciente por 1,5 ou 2 ml CO2. O valor obtido 
será a quantidade a ser aplicada por ponto. A quantidade de punturas é variável, 
dependendo da extensão e do objetivo do tratamento. A distância entre as punturas 
também altera conforme o tratamento, podendo variar entre 3 e 5 cm. A velocidade 
do fluxo varia de 100 a 180 mlCO2/min, dependendo do volume do tecido adiposo
 
(ABRAMO, 2010; BRANDI, 2001; COSTA, 2010).
O CO2 atua primeiramente diminuindo o pH da região. A lise do tecido ocorre pela 
destruição mecânica do adipócito, ou seja, a velocidade infundida e a oxidação dos 
lipídeos da célula gordurosa induzidas pelo CO2 injetado no local. Ao mesmo tempo, 
a hipercapnia que se instala após a infusão do gás carbônico nos tecidos potencializa 
o efeito Bohr dentro das hemácias, desviando a curva de dissociação, o que aumenta a 
oferta de oxigênio aos tecidos (EGRAND et al., 2009).
Resumo de adiposidade – métodode aplicação
Punturado, sendo 1,5 a 2 ml por kg.
Velocidade 100 a 180 ml CO2/min. 
Distância dos pontos: 3 a 5 cm.
É necessário serem realizadas no mínimo dez sessões, com intervalos de 24 horas 
nas três primeiras e nas demais com intervalo de 72 horas.
Já na hidrolipo com Carboxi (H.L.C que significa hidrolipoclasia não aspirativa), 
o procedimento consiste na aplicação de soro fisiológico na região com adiposidade 
localizada, em seguida é realizada uma sessão de ultrassom ou manthus e, para finalizar, 
158
UNIDADE V │ INFUSÃO CONTROLADA DE CO2
aplicação de carboxiterapia. Após um período de 48 horas é feita uma drenagem linfática 
manual (COSTA, 2011).
O soro fisiológico em contato com o gás carbônico forma uma reação química, com 
liberação de íons, proporcionando um meio ácido no local da aplicação. Essa acidez 
tecidual confere um aumento da oxidação lipídica por meio da ativação das lipoproteínas 
lípases (LPL), potencializando o poder de lipólise (MENEGAT, 2014).
Figura 32. Sequência da H.L.C.
 
 
Aplicação de 20 ml de soro 
fisiológico em cada região 
Após 48hrs 
aplicação de 
DLM 
Aplicação de 5 
minutos por 
ponto de 
Manthus ou 
US Aplicação de 
carboxiterapia forma 
puntural 
Fonte: Menegat (2015). 
RESUMO DE H.L.C. – MÉTODO DE APLICAÇÃO
1o DIA- DIA DE REDUÇÃO
Punturado, sendo 5 ml por ponto corporal ou 1 ml para papada.
Distância dos pontos: 3 a 5 cm corporal e 1 a 3cm papada.
159
 INFUSÃO CONTROLADA DE CO2 │ UNIDADE V
U.S ou Manthus por 20 minutos no máximo, sendo 5 minutos por quadrante 
no mínimo. Também muito indicado atuar com US cavitacional onde obtemos 
melhores resultados.
Carboxiterapia tradicional para gordura seguida de pontos de flacidez
Paciente deve já sair da sessão com cinta de remodelar, chamadas cintas estéticas, 
que possuem barbatana a favor do músculo com alta compressão.
2o DIA – DIA DE REMODELAR
Nesse dia precisamos criar novas formas corporais. Na cabeça do paciente, 
a redução de gordura já inclui formas corporais, mas a verdade é que se não 
entrarmos com procedimento para criar novas formas corporais isso não irá 
acontecer.
É indicado qualquer tipo de tratamento para remodelar a área como: 
endermologia, vácuo, vibrocell, entre outros. Pode ser aplicado após novamente 
a carboxiterapia.
Outro ponto importante a ser dito da HLC é que precisa pensar no que o paciente 
irá fazer em casa, por isso a importância da cinta em casa de 3 a 5 horas diárias, 
nutracêuticos como MOROSIL OU DIGLOTHIN, CACTINEA etc.
Caso tenha interesse em saber mais sobre este assunto indico os seguintes 
artigos:
 » COSTA, C. S.; OTOCH, J. P.; SEELAENDER, M. C. L.; NEVES, R. X.; MARTINEZ, 
C. A. R.; MARGARIDO, N. F. Avaliação citométrica dos adipócitos 
localizados no tecido subcutâneo da parede anterior do abdome após 
infiltração percutânea de CO2. Rev Col Bras Cir. 2011; 38(1). 
 » ERASO, Juan C.; MOTTA, Angela M. Hidrolipoclasia abdominal: 
Variaciones técnicas y resultados antropométricos en tres centros de 
medicina estética de Bogotá. Colegio Mayor de Nuestra Señora del 
Rosario Escuela de Medicina y Ciencias de la Salud Especialización en 
Medicina Estética 2011 
 » BRANDI, C.; D`ANIELO, D.; GRIMALDI, L.; BOSI, B.; DEI, I et al. Carbon 
Dioxide Theraphy in the Treatment of Localized Adiposities: Clinical 
Study and Histopathological Correlations. Aesthet Plast Surg. 2001; 
25:170- 174.
160
UNIDADE V │ INFUSÃO CONTROLADA DE CO2
 » BROCKOW; HAUSNER; DILLNER; RESCH. Clinical Evidence of 
Subcutaneous CO2 Insufflations: A Systematic Review. J Altern 
Complement Med. 2000; vol 6 (5): 403. 
 » ABRAMO, A. C. Infusão controlada de CO2: carboinsuflação. São 
Paulo: Ed. Do Autor, 2010.
 » MENEGAT, T. A. Guia Prático de Carboxiterapia. São Paulo, Ed. Aiko 
Ltda, 2014. 
F.E.G – Fibro Edema Geloide
Disfunção que aparece em 99% da população feminina, a F.E.G, vulgo celulite. Hoje 
algumas pesquisas já consideram a F.E.G como característica ligada ao sexo feminino, 
sendo comum e normal tê-la antes dos 15 anos de idade. A F.E.G chega a atingir 80% 
das mulheres com mais de 35 anos de idade (CORRÊA, 2008).
O tecido adiposo acumulado no corpo forma em certas regiões o aparecimento de 
celulites. As celulites aparecem graças ao mau funcionamento dos adipócitos, que retêm 
maior quantidade de líquido e maior teor de lipídeos, causando também má circulação 
na região, devido à compressão dos vasos sanguíneos pelo aumento do volume da célula 
(CORRÊA, 2008; LEE, 2010).
Histologicamente, o tecido celulítico apresenta alteração do interstício, com aumento 
da viscosidade, hipo-oxigenação, estase venulocapilar e, caso não seja tratada, pode 
evoluir para um estágio de fibrose cicatricial (LEVER; LEVER, 1991).
Apresenta-se em diferentes graus e tipos. Ela pode ser na forma flácida, que vem 
acompanhada de flacidez muscular e/ou tissular. Esse tipo ocorre mais em mulheres 
com o biotipo magro e com pele mais branca, pois são pessoas com menor quantidade 
de melanina e esta, por sua vez, também ajuda na tonicidade da pele. Outra forma 
é a compacta, que está associada a depósitos de gordura localizada, sem nenhuma 
diferença histológica. Existe também a forma edematosa, que é provocada pela 
retenção hídrica, e a forma mista, na qual podemos ter mais de um tipo de F.E.G. em 
um mesmo individuo (GUIRRO; GUIRRO, 2002).
A F.E.G. foi classificada em vários estágios, e de acordo com o estágio em que se 
encontram as manifestações cutâneas, mostram-se mais exacerbadas. Atualmente, 
consideram-se os quatro estágios a seguir (CORRÊA, 2008):
161
 INFUSÃO CONTROLADA DE CO2 │ UNIDADE V
 » Estágio I ou Edematoso: só aparece quando fazemos compressão 
da região. Há uma alteração das células do tecido adiposo, porém a 
região afetada não apresenta modificação circulatória, nem dos tecidos 
de sustentação, apenas uma dilatação venosa. Não há sinais visíveis na 
pele nem dor nesse estágio da celulite. Ela só aparece quando fazemos 
compressão da região.
 » Estágio II ou Exsudativa: nesse estágio a F.E.G. caracteriza-se 
por uma alteração circulatória por compressão das microveias e vasos 
linfáticos. O sangue e a linfa ficam estagnados e, consequentemente, 
ocorre um edema intercelular. Também há um endurecimento do tecido 
de sustentação e as irregularidades na pele ficam aparentes, mas ainda 
não existe dor.
 » Estágio III ou de Fibrose: nesse estágio os recursos utilizados devem 
ser bem mais variados para que haja resultados consideráveis. A F.E.G 
apresenta-se com o aspecto de “casca de laranja” e fica dolorida. A fibrose 
se instala e a circulação fica comprometida. Vasinhos e microvarizes 
podem surgir, além de uma sensação de peso e cansaço nas pernas. 
 » Estágio IV ou de Esclerose: é a fase considerada mais grave, com as 
fibras mais duras, formando nódulos, e circulação prejudicada. A pele 
apresenta depressões e tem aspecto acolchoado. Ocorrem aderências à 
aponeurose muscular. Na termografia, os aspectos anteriores aparecem 
verdadeiros “buracos negros”, que são regiões de circulação diminuída, 
representando a formação de fibroses. As pernas ficam pesadas, inchadas 
e doloridas e a sensação de cansaço é frequente, até sem o menor esforço. 
Atuação do CO2: O CO2 atua, sobretudo, na microcirculação vascular do tecido conectivo, 
promovendo vasodilatação e aumento da drenagem venolinfática. Com a vasodilatação, 
o fluxo de nutrientes aumenta, entre eles as proteinases necessárias para remodelar os 
componentes da matriz extracelular (MEC) (LEVER; LEVER, 1991; CORRÊA, 2008).
A ação lipolítica oxidativa atua diretamente na etiologia da F.E.G. quebrando o círculo 
vicioso que envolve a alteração bioquímica do interstício (aumento de viscosidade), 
estase venulocapilar, com hipo-oxigenação e, consequentemente, sofrimento do 
adipócito. Como a microcirculação se altera na panicolopatia fibroesclerótica, o aumento 
do fluxo sanguíneo que a injeção de CO2 exerce importante papel no tratamento dessa 
patologia (LEVER;LEVER, 1991).
162
UNIDADE V │ INFUSÃO CONTROLADA DE CO2
As punturas são unitárias, aplicadas no centro das ondulações. A aplicação inicia-
se apenas com a ponta da agulha introduzida na pele e, posteriormente, esta será 
introduzida na gordura. Esta forma de aplicação estimula a vascularização e fibrogênese, 
melhorando a elasticidade e fortificando o tecido conjuntivo, provocando a lise dos 
lipídeos e, consequentemente, diminuindo a projeção do lobo de gordura (ABRAMO, 
2010; CORRÊA, 2008; MENEGAT, 2014).
RESUMO DE F.E.G. – MÉTODO DE APLICAÇÃO
Punturado, sendo 1 a 2 ml por kg.
Velocidade 100 a 180 ml CO2/min. 
Aplicado dentro de cada FEG. Lembrando que FEG flácida é necessário aplicar 
pontos para flacidez também.
É necessário realizar no mínimo doze sessões, com intervalos de 24 horas nas 
três primeiras, e nas demais com intervalo de 72 horas.
Caso tenha interesse em saber mais sobre este assunto indico os seguintes 
artigos:
 » ABRAMO, A. C. Infusão controlada de CO2: carboinsuflação. São 
Paulo: Ed. Do Autor, 2010.
 » MENEGAT, T. A. Guia Prático de Carboxiterapia. São Paulo, Ed. Aiko 
Ltda, 2014. 
 » LEE, G. Carbon Dioxide Therapy in the Treatment of Cellulite: An Audit 
of Clinical Practice. Aesth Plast Surg (2010) 34:239–243.
 » CAMPOS, V.; BLOCH, L.; CORDEIRO, T. (2007) Carboxytherapy for 
gynoid lipodystrophy treatment: the Brazilian experience. J Am Acad 
Dermatol. 56:AB196.
Atrofia linear cutânea
A atrofia linear cutânea, comumente chamada de estria, refere-se a distúrbios estéticos 
de grande relevância social em razão de seu efeito no corpo e seu impacto no psicológico 
do indivíduo. Seu aparecimento geralmente se dá em adultos, mas pode ocorrer também 
em jovens, dependendo de fatores biológicos e mecânicos. São mais frequentes no sexo 
163
 INFUSÃO CONTROLADA DE CO2 │ UNIDADE V
feminino e surgem especialmente nos glúteos, mamas, abdome, flancos, dorso e coxa 
(SILVA; TAKEMURA; SCHWARTZ, 1999).
Trata-se de uma distensão exagerada da pele, causada especialmente por ganho 
exagerado de peso, alterações hormonais tanto na puberdade quanto na idade madura, 
exercícios físicos abusivos e gravidez. Porém, fatores genéticos, uso de corticoides e 
déficit proteico podem desencadear aparecimento de estrias (SILVA; TAKEMURA; 
SCHWARTZ, 1999).
São cicatrizes internas causadas pelo rompimento ou diminuição da conexão entre 
as fibras dérmicas, tais como colágeno e elastina. Apresentam-se na maioria dos 
casos paralelas entre si, atingindo variados comprimentos e larguras que vão de 
poucos milímetros até cerca de um centímetro. Inicialmente têm coloração vermelho 
escura, devido ao aumento da vascularização causado pelo processo inflamatório. 
Depois evoluem para uma tonalidade nacarada e, em pessoas de pele morena, podem 
apresentar uma coloração mais escura. Sua evolução pode variar de um até dois anos 
(BRANDI, 2004).
As estrias podem aparecer em ambos os sexos, no entanto são predominantes nas 
mulheres. Nas meninas podem aparecer entre 12 a 14 anos e nos meninos entre 13 
e 15 anos. Localizam-se frequentemente nos glúteos, seios, abdômen, coxas, região 
lombossacra, e são menos comuns, mas podem surgir na fossa poplítea, região ilíaca, 
tórax, antebraço e porção anterior do cotovelo (RESCH; JUST, 2004).
A infusão controlada de CO2 tem sido aplicada no tratamento de estrias, alcançando 
grande sucesso como tratamento primário ou complementar, causando efeitos 
hemodinâmicos, fibrogênicos e vasculares, recuperando assim a aparência da atrofia 
linear cutânea (SILVA, TAKEMURA e SCHWARTZ, 1999). A aplicação controlada de 
CO2 apresenta metodologia própria em estrias. As aplicações devem ser realizadas 
superficialmente, com a agulha posicionada paralelamente à pele. O volume de 
CO2 por aplicação é mínimo e determinado pelo leito da estria (MENEGAT, 2014; 
BRANDI, 2004).
Os efeitos hemodinâmicos, vasculares e fibrogênicos que se instalam nos tecidos após 
a aplicação do gás são os fatores indutores para recuperação da aparência das estrias. 
A ação conjunta desses fatores estimula o processo de transdução de sinais das fibras 
conjuntivas na matriz extracelular, remodelando o leito da estria. A vasodilatação, 
a formação de novos vasos sanguíneos e o aumento de fibras de colágeno e elástica, 
promovidas pela neofibrogênese na matriz extracelular, reduzem o comprimento, a 
largura e a depressão que caracterizam a atrofia tecidual das estrias. A fibrogênese é 
estimulada pelo fator de crescimento do fibroblasto básico e pelo fator de crescimento 
164
UNIDADE V │ INFUSÃO CONTROLADA DE CO2
transformador, sintetizados no local após a infusão do CO2 (SILVA; TAKEMURA; 
SCHWARTZ, 1999).
Para eficácia no tratamento é importante que ele seja feito em pelo menos três ciclos 
de dez sessões aplicadas num intervalo de 72 horas, sendo que o segundo ciclo deve 
ser cerca de 30 dias após o primeiro e o terceiro deve ser seis meses após o segundo 
(BRANDI, 2004).
A aplicação do gás deve ser bem superficial, apenas com a ponta da agulha. O efeito 
inicial é a hiperemia, causada pelo aumento da vasodilatação. O número de punturas é 
sempre elevado e determinado pela extensão do descolamento promovido pelo CO2, o 
que interfere também na distância entre uma aplicação e outra, pois o procedimento é 
determinado pela resistência que as fibras oferecem à difusão do gás (BRANDI, 2004).
Continuo.
Velocidade 100 a 180 ml CO2/min. 
Preenchimento da estria toda.
É necessário serem realizadas no mínimo dez sessões, com intervalos de 72 
horas ou uma vez por semana.
Atualmente o melhor tratamento para estrias é jato de plasma (sem fulguração) 
seguido de carboxiterapia imediata e finalizando com sérum de fatores de 
crescimento. Uma aplicação por semana, por no mínimo 6 semanas. 
Caso tenha interesse em saber mais sobre este assunto indico os seguintes 
artigos:
 » ABRAM, A. C. Infusão controlada de CO2: carboinsuflação. São Paulo: 
Ed. Do Autor, 2010.
 » MENEGAT, T. A. Guia Prático de Carboxiterapia. São Paulo, Ed. Aiko 
Ltda, 2014 
 » DOMINGUES, A. C. S.; MACÊDO, C. S. A. C. Efeito microscópico do 
dióxido de carbono na atrofia linear cutânea. Trabalho de conclusão 
de curso (Fisioterapia). 131p Universidade da Amazônia. Belém/Pará: 
2006. 
 » MARSILI, C. Carboxiterapia – Sociedade Brasileira de Cirurgia e 
Medicina Plástica Estética – São Paulo, 2007. 
165
 INFUSÃO CONTROLADA DE CO2 │ UNIDADE V
 » ALTCHEK, D.; SODRÉ, C.; AZULAY, D. Dermatologia. 4. Ed. Rio de 
Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. 
Rugas, linhas de expressão e flacidez
O envelhecimento celular é inevitável e acontece com todos os seres humanos, mais 
cedo ou mais tarde. Pode ser retardado, mas nunca paralisado. Pode ser acelerado sob 
a influência do meio ambiente. Num mesmo indivíduo, a pele pode estar preservada 
normalmente em áreas cobertas pela roupa, e mais envelhecida em áreas expostas à 
ação acumulativa das radiações solares (CARVALHO, VIANA e ERAZO, 2005).
O processo de envelhecimento acomete todas as camadas da pele. Vamos ver o que 
ocorre fisiologicamente e o que acontece em cada camada nesse processo (GUIRRO; 
GUIRRO, 2002):
 » Epiderme: a epiderme se adelgaça em razão do aplainamento dos cones 
interpapilares e da diminuição do número e volume das células.
 » Derme: na derme ocorre a atrofia por destruição das fibras colágenas 
e fibras elásticas, dando à pele um aspecto característico, chamado de 
elastose solar. Ocorre frequentemente em regiões expostas às radiações 
dos raios ultravioleta do sol.
 » Tecido adiposo: a alteração da epiderme e da derme caracteriza-se pelo 
afinamento da pele cuja cor adquire tonalidade ligeiramente amarelada, 
com aparecimento de pregas, rugas, telengectasias (pequenos vasos) e 
manchas escuras (melanose solar).
Envelhecer é natural e, para ser um processo sem traumas, alguns cuidados são 
necessários. Ao mesmo tempo em que cresce a expectativa de vida, valoriza-se cada vez 
mais a jovialidade. O envelhecimento é caracterizado pelodesgaste dos vários setores do 
organismo, gerando alterações no seu funcionamento (CARVALHO; VIANA; ERAZO, 
2005).
Há diferenças marcantes entre o envelhecimento intrínseco e o fotoenvelhecimento 
que são coerentes com as alterações bioquímicas e moleculares. No envelhecimento 
pela idade, a textura da pele é lisa, homogênea e suave, com atrofia da epiderme 
e derme, com menor número de manchas e discreta formação de rugas. No 
fotoenvelhecimento, a superfície da cútis é áspera, nodular, espessada, com 
inúmeras manchas e rugas profundas e demarcadas.
166
UNIDADE V │ INFUSÃO CONTROLADA DE CO2
Histologicamente, a atrofia e a retificação da epiderme no envelhecimento cronológico 
contrastam com a acantose da pele actínica (CARVALHO; VIANA; ERAZO, 2005). Veja 
o esquema abaixo que resume o envelhecer.
Figura 33. Esquema que resume como envelhecemos.
 
 
Envelhecimento 
Cutâneo 
Desgaste 
Pele 
Sofre 
Modificam 
Alterações 
Decorrem de 
Fatores 
Irritações 
Ressecamento 
Flacidez 
Estresse 
Fumo 
Radiação 
Solar Externos 
Internos viscosidade 
Hidratação 
Elasticidade 
Glicosaminoglicana 
Ocorrem nas 
célula
localizadas 
epiderme 
diminuem 
Renovação Celular 
chamada 
é 
elastina 
colágeno 
Gel coloidal 
perde 
Substância 
Gelatinosa 
formam derme 
perde 
Sofre redução 
qualidade 
quantidade 
Nutrir e 
oxigenar 
equilíbrio água 
toxinas 
capacidade 
manter 
reter 
eliminar 
Fonte: Menegat (2015).
As rugas se dividem em:
 » Primária: depressão linear que interrompe a uniformidade da superfície 
cutânea por diminuição da camada hipodérmica ou por atrofia dérmica.
 » Secundária: continuação das rugas da primeira fase. A troca de 
fase é variável no tempo e depende de cada indivíduo, acentuando a 
profundidade inicial.
 » Terciária: a aparição tardia ocorre por ptose cutânea (queda ou 
deslocamento). É observável em uma pele que perdeu sua elasticidade 
167
 INFUSÃO CONTROLADA DE CO2 │ UNIDADE V
e tonicidade pelo peso do tecido, ou seja, por flacidez, levando ao 
deslocamento em queda da pele da face.
Tipos de envelhecimento (CARVALHO; VIANA; ERAZO, 2005):
 » Envelhecimento verdadeiro intrínseco: esperado (previsível 
inevitável e progressivo). Pode ser retardado, mas nunca parado. 
 » Envelhecimento extrínseco ou fotoenvelhecimento: por 
exposição continuada e abusiva aos raios solares. A pele apresenta, 
precocemente, alterações comuns à pele senil.
Agora, falando dos tipos de rugas, temos dois descritos a seguir:
Figura 34. Tipos de rugas.
Rugas de expressão: é a acentuação permanente das pregas normais da 
face. Exemplos: pés de ,galinha (pequenas rugas do ângulo externo do olho); 
pequenas rugas peribucais (em torno da boca). 
Sulcos: os sulcos são secundários ao afrouxamento cutâneo muscular por 
alteração da derme-hipoderme e ação da gravidade. Exemplos: queixo duplo, 
sulcos nasogenianos - queda do tecido gorduroso contribui para acentuação dos 
sulcos (do nariz aos lábios).
Fonte: Guia Prático de Carboxiterapia (2014). 
A flacidez é a falta de tonicidade da pele ou músculo. Ela se refere ao estado mobilizado, 
frouxo ou lânguido do tecido. Pode ser muscular ou cutânea, sendo a sua causa 
multifatorial, o que inclui fatores genéticos, ambientais e de maus hábitos, como o 
sedentarismo. Não há um fator único e específico que cause flacidez.
Na flacidez tissular percebe-se que a maior incidência de casos é na mulher, em 
consequência de fatores hormonais e da gestação. Porém, outros fatores, como o excesso 
de sol (fotoenvelhecimento), sedentarismo, alimentação inadequada e efeito sanfona, 
contribuem para o envelhecimento fisiológico, que tem seu início por volta dos 30 anos. 
Os idosos também repõem menor quantidade de colágeno e elastina, que são as fibras 
168
UNIDADE V │ INFUSÃO CONTROLADA DE CO2
mais importantes da tonicidade da pele. Cirurgias que promovam perda de peso rápida 
também favorecem a flacidez.
Diferença entre flacidez de pele e flacidez de 
músculos
A flacidez tecidual ou tissular acontece quando a pele fica flácida, frouxa. Já a muscular 
ocorre quando os músculos se encontram de uma maneira “mole”, não tonificada. A pele 
geralmente está sobreposta ao músculo e acompanha a sua tonicidade. Se o músculo 
está flácido, a pele também parece flácida, porém, se a pele está flácida e o músculo 
tonificado, então a aparência não é tão evidente. A pele tem um tecido e o músculo tem 
outro. O músculo espessa ou “cresce” conforme os exercícios, já a pele não (GUIRRO; 
GUIRRO, 2002).
Para um tratamento adequado, é necessária uma avaliação rigorosa com uma boa 
diferenciação dos dois tipos de flacidez (GUIRRO; GUIRRO, 2002). Veremos a seguir 
quais procedimentos devem ser adotados.
 » Flacidez dérmica: com os dedos polegar e indicador em forma de pinça 
aperte e estique a pele. Se a pele voltar ao normal e ficar esticada, não há 
flacidez dérmica. Mas, se demorar a normalizar, a flacidez está presente.
 » Flacidez muscular: contraia a musculatura da área. Se o músculo 
apresentar mobilidade e contornos não definidos, isso é sinal de flacidez. 
Para tratamento das rugas, a aplicação deve ser superficial, usando apenas a ponta da 
agulha com bisel voltado para a superfície, evitando que haja infusão de gás nos tecidos 
mais profundos e também no músculo orbicular. O volume aplicado por puntura não 
está relacionado com o peso do indivíduo, mas com a distensão tecidual provocada pela 
infusão do CO2. Os ciclos podem ser realizados em cinco ou dez sessões, dependendo da 
resposta do tecido ao tratamento (ABRAMO, 2010; MENEGAT, 2014). 
Novos estudos demonstraram que essa quantidade de fluxo pode ser menor, cerca de 
60 a 150 ml/min, dependendo da pessoa, e que são necessárias no mínimo doze sessões.
169
 INFUSÃO CONTROLADA DE CO2 │ UNIDADE V
Figura 35. Pontos básicos para aplicação facial. 
 
 
Linha segue a favor da 
musculatura 
Linha de expressão, ruga ou 
sulco a ser trabalhado, entra a 
agulha em paralelo a pele e 
retira com movimento de 
rotação 
Ponto a ser trabalhado para 
flacidez tissular, revitalização 
da pele e olheiras 
Fonte: Guia Prático de Carboxiterapia (2014). 
Os efeitos hemodinâmicos, vasculares e fibrogênicos que se instalam nos tecidos após 
a aplicação do gás são os fatores indutores para a recuperação da pele. A ação conjunta 
desses fatores estimula o processo de transdução de sinais das fibras conjuntivas na 
matriz extracelular, remodelando a região. A vasodilatação, a formação de novos vasos 
sanguíneos e o aumento de fibras colágenas e elásticas, promovidas pela neofibrogênese 
na matriz extracelular, reduzem o comprimento, a largura e a depressão que caracterizam 
a atrofia tecidual das rugas. A fibrogênese é estimulada pelo fator de crescimento do 
fibroblasto básico e pelo fator de crescimento transformador, sintetizados no local após 
a infusão do CO2 (ABRAMO, 2010).
Dessa forma, a carboxiterapia no tratamento facial proporciona maior velocidade de 
troca (aumento do fluxo sanguíneo) e melhora da oxigenação tecidual.
RESUMO DE RUGAS, LINHAS DE EXPRESSÃO E FLACIDEZ – MÉTODO DE 
APLICAÇÃO
Contínuo.
Velocidade 80 a 150 ml CO2/min. Dependendo da destreza do terapeuta. 
170
UNIDADE V │ INFUSÃO CONTROLADA DE CO2
Realizando sempre a favor da musculatura da região com distância de 2 a 3 cm 
de ponto para ponto.
É necessário serem realizadas no mínimo dez sessões, com intervalos de 72 horas 
ou uma vez por semana. Em fumantes não fica tão bom o tratamento.
Olheira
As olheiras são caracterizadas pelo escurecimento causado pela hiperpigmentação 
periorbital nas pálpebras. Os motivos dessa hiperpigmentação podem ser genéticos; 
excesso de adiposidades localizadas na região dos olhos, cansaço, estresse, sono, 
tabagismo, falta de vitamina K podem ser fatores determinantes para o problema. 
Geralmente pessoas de pele fina também estão suscetíveis (ABRAMO, 2010).
A carboinsuflação é um procedimento de caráter minimamente invasivo que ajuda a 
corrigir esta hiperpigmentação.A velocidade de fluxo nas aplicações varia de acordo 
com a distensão tecidual. São necessários no mínimo dois ciclos com intervalos de 
120 dias entre si, sendo que cada ciclo é composto por dez sessões (ABRAMO, 2010). 
Indica-se um fluxo de 80 a 150 ml/min com aplicações contínuas. 
Figura 36. Pontos básicos para olheiras. 
 
 
OPÇÕES DE PONTOS 
 
 
Punctura separando a insuflação 
de pálpebras e bolsa 
 
Punctura para insuflação 
de pálpebras juntas 
 
Fonte: Guia Prático de Carboxiterapia (2014). 
Acne
Acne é um distúrbio que ocorre quando os folículos pilosos ficam obstruídos por 
excesso de sebo e células mortas, contribuindo para colonização de bactérias 
que geram inflamação. Dependendo do grau, incidência, infecção e dimensão 
dos pontos de acne, a principal consequência são as cicatrizes que deixam.
171
 INFUSÃO CONTROLADA DE CO2 │ UNIDADE V
O mecanismo de ação da carboxiterapia na acne é fator de hiperoxigenação, ou 
seja, ao infundirmos o gás carbônico medicinal, pelas laterais da acne, nunca 
em cima dela, levamos a uma hiperoxigenação da área. A bactéria presente se 
dissiparáa, levando a acne a secar em um prazo de até 24 horas.
Método de aplicação
Contínuo
Velocidade: 60 a 80ml/min
Aplicar na lateral da acne
Caso tenha interesse em saber mais sobre este assunto indico os seguintes 
artigos:
 » ABRAMO, A. C. Infusão controlada de CO2: carboinsuflação. São 
Paulo: Ed. Do Autor, 2010.
 » MENEGAT, T. A. Guia Prático de Carboxiterapia. São Paulo, Ed. Aiko 
Ltda, 2014. 
 » EGRAND, J.; BARTOLETTI, C.; PINTO, R. Manual Prático de Medicina 
Estética. Buenos Aires, Camaronês, 2009. 
 » CARVALHO, A. C. O.; VIANA, P. C.; ERAZO, P. Carboxiterapia – Nova 
Proposta para Rejuvenescimento Cutâneo. São Paulo, 2005. 
DEEP CARBOXI - Descolamento 
Compartimental com Carboxiterapia
Têm sido descritas várias técnicas de aplicação da carboxiterapia, e uma das mais 
importantes consiste nos níveis de aplicação de grande uso na estética facial. A partir 
desta e pelas propriedades específicas que o gás carbônico possui, passamos a realizar 
uma técnica profunda de descolamento em pontos específicos preestabelecidos sempre 
próximos à região óssea (criado pela Dra. Patricia Erazo – cirurgiã plástica em 2010).
Em qualquer método de tratamento devemos sempre respeitar o grau e o tipo 
de envelhecimento. Em nossa avaliação devemos utilizar a escala de Glogau de 
envelhecimento, observe a figura abaixo.
172
UNIDADE V │ INFUSÃO CONTROLADA DE CO2
Figura 37. Graus de envelhecimento.
 
 
Tipo I Tipo II Tipo III Tipo IV 
Fonte: Menegat (2015)
Tipo I – 20 a 30 anos, sem rugas, sem manchas ou com manchas leves, necessita pouca 
maquiagem
Tipo II – 31 a 40 anos, rugas dinâmicas, lentigo, queratose, manchas moderadas, 
necessita maquiagem e creme antirrugas.
Tipo III – 41 a 60 anos, rugas estáticas, discromias, queratose, telangectasias, 
maquiagem e creme habituais não são suficientes.
Tipo IV – Mais de 61 anos, rugas estáticas e gravitacionais, cor amarela ou cinza, câncer 
de pele, maquiagem pesada
Figura 38. Resposta orgânica perante a ação mecânica da infusão controlada do CO2 – DEEP Carboxi.
 
 
O gás carbônico produz 
vasodilatação local com 
aumento do fluxo vascular, 
potencializando o efeito Bohr
Consequentemente uma 
hiperoxigenação local dos 
tecidos
Ao introduzir o gás no tecido 
subcutâneo provoca um 
deslocamento, um enfisema 
sem trauma
Passa a cumprir as fases 
biológicas do processo de 
cicatrização incentivando a 
qualidade e agrupação de 
colágeno
Fonte: Menegat (2015)
173
 INFUSÃO CONTROLADA DE CO2 │ UNIDADE V
A aplicação do gás carbônico deve ser realizada nos dois planos:
 » Plano superficial: aplicação superficial do gás somente entrando a lança 
do bisel, para revitalização. Esse plano é realizado a cada aplicação por 
semana utilizando fluxo 80 a 100 ml/min.
 » Plano intermediário: descolamento de estruturas flácidas com fluxo 
contínuo de 80 a 100 ml/min
Revejam os pontos da face superficial. 
 » Plano profundo: realizado de maneira rápida, com agulha perpendicular 
chegando até o osso em pontos específicos de tração nas regiões mastoidea 
(retroauricular), malar, frontal zigomático e o platisma (não tem ponto 
ósseo de referência), clavícula. Consegue-se assim uma remodelação e 
levantamento dos tecidos moles. 
Imediatamente ao aplicarmos o gás de maneira rápida com fluxo contínuo de 80 a 150 
ml/min realizamos com essa manobra um descolamento da face dos compartimentos 
específicos para logo reposicionar o retalho descolado, tracionando-o e levando-o para 
cima (vetores de tração).
Após a aplicação do gás e o descolamento, produz-se a hiperemia, que é gerada pelo 
aumento da vascularização na região, sendo este o efeito químico do gás. 
Imediatamente em seguida aplicamos topicamente princípios ativos tensores, por 
exemplo, Argireline Densiskin ou DMAE. Faz-se massagem remodeladora tracionando 
o retalho descolado anteriormente com o gás, iniciando na clavícula, pescoço (platisma), 
região mandibular, zigomático, região periorbital e frontal com movimentos ascendentes 
para cima e para fora, simulando o lifting. O paciente deve continuar utilizando em 
casa creme com efeito tensor.
O tratamento em face com DEEP Carboxi só pode ser feito a cada 21 dias, respeitando as 
fases de cicatrização de maneira prática dos 30 dias. Atualmente fazemos o descolamento 
compartimental em todos os graus de envelhecimento, dessa maneira reestruturamos e 
devolvemos volume na face envelhecida.
GRAU 1 1 sessão por mês
GRAU 2 1 sessão por mês x 2 meses
GRAU 3 1 sessão por mês x 3 meses
GRAU 4 1 sessão por mês x 4 meses
174
UNIDADE V │ INFUSÃO CONTROLADA DE CO2
Alopecia
O couro cabeludo é uma pele com abundância de pelos, ricamente vascularizado, que 
reveste o crânio humano. O crescimento do cabelo ocorre dentro do folículo piloso, 
contendo uma raiz e uma haste dentro de cada folículo, recobertos por melanina. Vale 
lembrar que a haste não tem células vivas, que estão presentes apenas na raiz, que 
penetra aproximadamente 2 a 4 ml na superfície da pele (ABRAMO, 2010).
O crescimento dos fios não acontece gradualmente, mas em períodos cíclicos, 
apresentando-se em fase ativa, quando há intenso crescimento, fase de repouso e 
fase de queda. As alterações que interferem nesse segmento de fases é a seborreia 
(caspa), prurido e queda dos fios. A dermatite seborreica é causada pelo excesso de 
oleosidade ocasionada pela produção das glândulas sebáceas, e causa descamação no 
couro cabeludo. O prurido também pode ser causado pela oleosidade e intensificado em 
situações de estresse (ABRAMO, 2010).
Porém, a calvície ou queda permanente do cabelo está relacionada com o 
comprometimento do folículo piloso, podendo ser considerada a mais grave alteração 
do couro cabeludo. O que influencia esse comprometimento pode ser o tabagismo, 
alterações hormonais, estresse, problemas nutricionais e quimioterapia. A causa mais 
grave é a alopecia androgenética, que destrói o bulbo capilar e o substitui por fibrose. 
Nas mulheres a alopecia geralmente compromete todo o couro cabeludo e, por outro 
lado, nos homens é mais comum o comprometimento central (SOUZA; GARCEZ, 2005).
A infusão controlada de CO2 tem se destacado como terapia na medicina estética, uma 
vez que proporciona importante vasodilatação local e melhora do fluxo sanguíneo, 
melhorando a perfusão no local onde há queda. A hipercapenia resultante da 
administração do gás promove a vasodilatação e o consequente aumento do fluxo 
sanguíneo cutâneo, estimulando a celularidade e melhoria da fisiologia local. O CO2 
auxilia na nutrição do couro cabeludo estimulando o folículo piloso, sendo o resultado 
o crescimento de um fio mais firme e grosso.
RESUMO DE ALOPECIA – MÉTODO DE APLICAÇÃO
Contínuo.
Velocidade 80 a 100 ml CO2/min. 
São necessárias no mínimo dez sessões, sendo realizado duas vezes por semana 
e manutenção de três em três meses duas sessões. 
175
 INFUSÃO CONTROLADADE CO2 │ UNIDADE V
Caso tenha interesse em saber mais sobre este assunto indico os seguintes 
artigos:
 » ABRAMO, A. C. Infusão controlada de CO2: carboinsuflação. São 
Paulo: Ed. Do Autor, 2010.
 » MENEGAT, T. A. Guia Prático de Carboxiterapia. São Paulo, Ed. Aiko 
Ltda, 2014. 
Microvasos
Os chamados microvasos são um incômodo que notamos aparecer mais precocemente 
nas novas gerações. Pessoas cada vez mais jovens têm apresentado essas dilatações 
vasculares da pele, que representam uma dificuldade de retorno do sangue ao coração.
Microvarizes ou telangiectasias, são varizes intradérmicas, superficiais e, por esse 
motivo, adquirem uma coloração mais avermelhada ou arroxeada.
Podem ter várias causas, como a diminuição da velocidade de circulação sanguínea, 
dificuldade de fechamento correto das pequenas válvulas venosas e gestação, entre 
outras (SONMEZ et al., 2009).
Um estudo recente demonstra que no Brasil há mais de 20 milhões de pessoas com esse 
problema. Dentre essas pessoas as mulheres são mais atingidas que os homens. 
Isso ocorre devido à progesterona que é um hormônio feminino que colabora com a 
dilatação da veia.
Outros fatores hormonais como a gestação, menstruação e menopausa parecem ter 
relação com a maior facilidade de dilatação das veias. Segundo a Sociedade Brasileira 
de Cirurgia Vascular, alguns pesquisadores relataram que as terapias de reposição 
hormonal e anticoncepcionais aumentam o risco de varizes. Normalmente esses 
problemas aparecem por volta dos 30 anos de idade (SOUZA; GARCEZ, 2005).
As artérias levam o sangue do coração para as extremidades, e as veias têm a função de 
levar o sangue de volta ao coração, impulsionado, principalmente pela bomba muscular 
das panturrilhas. Dentro das veias existem pequenas válvulas que impedem o retorno 
venoso para as extremidades. Quando as válvulas não se fecham adequadamente, 
acontece esse retorno, que se denomina refluxo. Quando acontece o refluxo, aumenta a 
quantidade de sangue dentro das veias, o que faz com que elas se dilatem. 
176
UNIDADE V │ INFUSÃO CONTROLADA DE CO2
A melhor forma de combatê-las é a prevenção, como evitar a permanência de pé sem 
mover-se por um longo tempo, manter as pernas mais elevadas e pouco dobradas, 
praticar exercícios regulares e, em casos selecionados, usar meia elástica (SOUZA e 
GARCEZ, 2005).
A distensão tecidual produzida pelo gás, logo após a infusão, exerce forte pressão contra 
a parede externa da vênula, promovendo seu colapso. Conforme a pressão do gás vai 
diminuindo, o fluxo sanguíneo é aumentado (BORGES; SCORZA, 2008). 
Resumindo, a resposta em microvasos se desenvolve em duas etapas: a primeira de 
oclusão do vaso e a segunda sua dilatação, com o aumento do fluxo sanguíneo em seu 
interior.
RESUMO DE MICROVASOS – MÉTODO DE APLICAÇÃO
Contínuo.
Velocidade 80 a 150 ml CO2/min. 
São necessárias no mínimo dez sessões, sendo realizadas uma vez por semana. 
Caso tenha interesse em saber mais sobre este assunto indico os seguintes 
artigos:
 » ABRAMO, A. C. Infusão controlada de CO2: carboinsuflação. São 
Paulo: Ed. Do Autor, 2010.
 » MENEGAT, T. A. Guia Prático de Carboxiterapia. São Paulo, Ed. Aiko 
Ltda, 2014. 
 » CORASA, J et al. Uso da carboxiterapia no tratamento de distúrbios 
vasculares: resultados preliminares. SETEMBRO/OUTUBRO - Nº 5 - 
2006 - Revista de Angiologia e Cirurgia Vascular.
Ferida aberta e cicatrizes
No ramo da cirurgia plástica, a carboxiterapia tem sido empregada para correção 
de irregularidades pós-lipoaspiração, ou mesmo no pré-operatório para melhorar a 
vascularização de retalhos cirúrgicos (ABRAMO, 2010; MARSILI, 2006; MENEGAT, 
2014).
177
 INFUSÃO CONTROLADA DE CO2 │ UNIDADE V
No estudo realizado por Brandi, em 2004, foi verificada uma melhora estatisticamente 
significativa no que diz respeito à elasticidade da pele e às irregularidades cutâneas pós-
lipoaspiração. Com isso, podemos esperar efeitos positivos da terapia com CO2 sobre 
a adiposidade localizada e a elasticidade cutânea da pele em pacientes que realizaram 
lipoaspiração.
O descolamento da pele provocado pelo gás leva à perda da integridade tecidual 
e à exposição do colágeno, com consequente ativação do processo de cicatrização 
(ABRAMO, 2010; MENEGAT, 2014).
A carboxiterapia também pode ser indicada para o tratamento de cicatrizes aderentes 
após o transcurso do processo cicatricial (MARSILI, 2006). Isso se justifica pela ação 
mecânica do gás ao promover um “descolamento” das estruturas aderidas durante o 
processo de reparo tecidual, proporcionando efeitos benéficos à aderência cicatricial 
(ABRAMO, 2010; SILVA, TAKEMURA; SCHWARTZ, 1999).
Durante um período de quatro anos, Wollina et al. (2004) trataram 86 pacientes 
com feridas crônicas (úlcera venosa crônica, úlceras neuropáticas, escaras, úlceras 
reumáticas) com aplicação transdérmica de CO2. Os achados apontam para uma 
mudança positiva na microcirculação e subsequente melhoria no tecido de granulação 
(quer cicatrização completa quer significativa diminuição da inflamação, dor e odor). 
O CO2, ao ser injetado na pele, estimula um processo de oxigenação tecidual imediata 
e tardia, com formação de novos vasos sanguíneos e linfáticos. Por isso é amplamente 
utilizado no tratamento de doenças vasculares, úlceras venosas e diabéticas, 
auxiliando na cicatrização de feridas. Apresenta ótimos resultados no tratamento das 
teleangiectasias, pois age na recuperação do endotélio (BORGES; SCORZA, 2008)
O tecido cicatrizado formado possui as mesmas características da pele normal, 
auxiliando na recuperação de cicatrizes pós-cirúrgicas, sequelas de queimaduras, cortes 
e cicatrizes inestéticas (BORGES; SCORZA, 2008).
RESUMO DE CICATRIZES E FERIDAS – MÉTODO DE APLICAÇÃO
* Feridas abertas: cinco sessões em 24 horas e após isso a cada 72 até fechar a 
ferida. Introduzir a agulha na borda da ferida voltada para o centro da lesão, 
aplicar na forma de punturação 1 mlCO2/kg peso ponderal do paciente em 
velocidade de 60 a 80 mlCO2/min.
Em fibroses de pós-lipoaspiração a agulha deve ser introduzida completamente. 
Serão cinco sessões realizadas a cada 24 horas com volume de 1,5 ml CO2/kg do 
peso ponderal, por punturação e velocidade alta de 150 ml/min.
178
UNIDADE V │ INFUSÃO CONTROLADA DE CO2
Figura 39. Pontos ferida aberta e cicatriz. 
 
 
Fonte: Menegat (2015). 
Caso tenha interesse em saber mais sobre este assunto indico os seguintes 
artigos:
 » ABRAMO, A. C. Infusão controlada de CO2: carboinsuflação. São 
Paulo: Ed. Do Autor, 2010.
 » MENEGAT, T. A. Guia Prático de Carboxiterapia. São Paulo, Ed. Aiko 
Ltda, 2014. 
 » SONMEZ, A.; YAMAN, M.; YALÇN, O.; ERSOY, B.; SERIN, M.; SAY, A. Carbon 
dioxide therapy increases capillary formation on random pedicled skin 
flaps in the rat. J Plast. 2009; vol 62:236-237.
 » TORIYAMA, T.; KUMADA, Y.; MATSUBARA, T.; MURATA, A.; OGINO, 
A.; HAYASHI, H.; NAKASHIMA, H.; TAKAHASHI, H.; MATSUO, H.; 
KAWAHARA, H. Efeito do dióxido de carbono em pacientes portadores 
de arteriopatia periférica com isquemia crítica. Int Angiol. 2002.
 » WOLLINA, U.; HEINIG, B.; UHLEMANN, C. Transdermal CO2 Application 
in Chronic Wounds. The Int. J. of Low. 2004; vol3(2):103–106.
179
UNIDADE VIMICROAGULHAMENTO
CAPÍTULO 1
Introdução
O melhor método de revitalizar uma pele é provocar pequenas lesões, onde o corpo 
vai imediatamente começar a reparar a lesão. Esse é o princípio fundamental das 
micropunturas, também chamada de microagulhamento ou famoso Dermaroller®. A 
lesão tem que ser apenas grave o suficiente para desencadear os processos de cura, 
mas não é grave o suficiente para causar danos permanentes na pele (BAL, CAUSSIAN, 
PAVEL e BOUWSTRA, 2008)
O mesmo princípio está por trás da maioria dos tratamentos a laser de rejuvenescimento, 
como laser de CO2 fracionado, peeling ácido e outros métodos minimamente invasivos. 
(FABBROCINI; PADOVA; VITA; NUZIO; PASTORE, 2009)
Os skins rollers (Figura 42) têm sido usados para tratar grandes áreas comobjetivo 
cosmético e para aumentar a permeabilidade cutânea para administração de cosmecêutico 
(AUST, 2008). Após a perfuração transdérmica, pode ocorrer uma penetração do ativo 
muito maior na área tratada do que na área não tratada (FABBROCINI; PADOVA; 
VITA; NUZIO; PASTORE, 2009). Além disso, a inserção sequencial das microagulhas 
requer uma menor pressão a ser exercida na pele, lesionando menos tecido. Por isso, 
essa técnica, micropunturas, é uma maneira simples de aumentar a permeabilidade da 
pele, otimizando assim seus resultados. (FERNANDES 2008).
180
UNIDADE VI │ MICROAGULHAMENTO
Figura 40. Alguns modelos de skin roller. 
Fonte: Menegat, (2015).
Figura 41. O que faz?
 
 
O que é? 
É o estímulo mecânico à 
produção de colágeno realizado 
por meio do rolamento de um 
cilindro com pequenas agulhas, 
que provocam micro lesões na 
pele. 
Fonte: Menegat (2015). 
Comparação
O microagulhamento é um método alternativo à Luz Intensa Pulsada, Laser de CO2 e 
Peeling de alta concentração que agem de forma mais ablativa. O Microagulhamento 
age de forma construtiva (mais fisiológico), podendo ser utilizado em qualquer tipo de 
pele (BAL; CAUSSIAN; PAVEL ; BOUWSTRA, 2008).
181
MICROAGULHAMENTO │ UNIDADE VI
A aplicação é uma alternativa mais segura e melhora as seguintes condições:
 » O microagulhamento cria mais de 500.000 canais em 5 minutos, até 
a derme, que é a maior obstrução à penetração de ingredientes ativos 
(AUST, 2008).
 » Os discos agulhados criam um dano mínimo à derme sem a remoção da 
epiderme saudável, o que acontece com a aplicação de outras técnicas. 
Pelo fato de a epiderme ficar intacta, o período de cicatrização é rápido. 
Então mais colágeno pode ser produzido naturalmente (FABBROCINI; 
PADOVA; VITA; NUZIO; PASTORE, 2009).
As micropunturas agem mecanicamente, ou seja, um dispositivo de agulhamento que 
contém várias pequenas agulhas cirúrgicas, com comprimentos de agulha entre 0,13 e 
3 mm; com diâmetro de aproximadamente 0,25 mm na sua base. O tratamento de laser 
de CO² fraccionado traz uma lesão térmica, trazendo diversas complicações. O princípio 
da micropuntura é o mesmo, desde o procedimento, mas sem ter as complicações que 
ele desenvolve. A produção de colágeno resultante irá avançar lentamente até meses 
após o tratamento (FERNANDES , 2008).
FABBROCINI, G.; PADOVA, M. P.; VITA, V.; FARDELLA, N.; PASTORE, F.; TOSTI, A. 
Periorbital wrinkles treatment using collagen induction therapy. Surgical & 
Cosmetic Dermatology. 2009. 
182
UNIDADE VI │ MICROAGULHAMENTO
Figura 42. Laser e roller. 
Laser x Microagulhamento 
LASER MICROAGULHEMNTO 
 
Laser e ácido evaporam na epiderme. 
Extrato 
córneo 
Epiderme 
Derme 
Vasos 
sanguíneos 
 
Picadas de finas agulhas alcançam a 
epiderme e derme. 
 
Há uma queimadura de 2º grau. A 
maturação da pele pode levar um 
mês. 
 
 
Os canais picados fecham em 1 hora. 
Pele e epiderme permanecem 
intactas. Processo de cicatrização é 
imediato. 
 
Uma camada relativamente fina de 
colágeno novo cresce. A pele se torna 
mais fina no total. Um 2º tratamento, 
em geral, não é possível. 
 
 
Uma nova camada de colágeno está 
situada perto do cório. A pele se torna 
mais espessa. O tratamento pode ser 
repetido várias vezes. 
Fonte: Barretto (2010). 
 
Fonte: Barretto (2010). 
Assim, resumimos as vantagens do microagulhamento:
O procedimento permite estímulo na produção de colágeno sem remover a 
epiderme.
O tempo de cicatrização é mais curto, e o risco de efeitos colaterais é reduzido 
em comparação ao de técnicas ablativas.
183
MICROAGULHAMENTO │ UNIDADE VI
A pele se torna mais resistente e espessa, divergindo de técnicas ablativas, em 
que o tecido cicatricial resultante está mais sujeito ao fotodano.
Tem sua indicação ampliada a todos os tipos e cores de pele, e pode ser utilizada 
também em áreas de menor concentração de glândulas sebáceas.
Baixo custo quando comparado ao de procedimentos que exigem tecnologias 
com alto investimento.
184
CAPÍTULO 2
Os Mecanismos da Micropuntura
Mecanismo de ação
As microagulhas penetram nas camadas basais da pele (epiderme e derme), criando 
milhares de microlesões, provocando assim, uma lesão intencional na pele. Isso cria um 
caminho para os cremes cosméticos penetrarem mais facilmente, aumentando muito a 
sua eficácia. Como há pele intacta ao redor das lesões, ela reage para cicatrizar a pele 
agredida. Ao fazer isso, grande quantidade de colágeno é produzida em toda a área 
(BAL; CAUSSIAN; PAVEL; BOUWSTRA, 2008).
Esse é o mesmo princípio do “Laser de CO2 fracionado”, um excelente equipamento, 
porém de custo mais elevado e não pode ser realizado por qualquer profissional 
(FABBROCINI, PADOVA; VITA; NUZIO; PASTORE, 2009). A expressão “fracionado” 
significa, explicitamente, que em torno de mínimas lesões ficam áreas intactas de pele, 
o que é determinante para uma rápida recuperação do paciente submetido a esse tipo 
de tratamento (FERNANDES , 2008).
Produção Natural de Colágeno (PNC)
Inúmeras rotas micro transcelulares induzem uma aceleração na cicatrização por 
meio da produção natural de colágeno nas camadas dérmicas.
Sistema de Acesso Transdermal de Ingrediente (SATI)
As rotas de absorção de ingredientes ativos se dão por meio da penetração das 
agulhas na epiderme e derme. O microagulhamento cria canais profundos até 
a derme da pele, que é a principal obstrução na penetração de ingredientes 
ativos. Os ingredientes ativos presentes nos produtos de tratamento de pele 
podem alcançar as partes mais profundas da pele com mais eficiência do que se 
fossem aplicados de maneira tópica, como ácido hialurônico, vitamina C, DMAE, 
entre outros. 
A vantagem desse procedimento é ser feito em consultório, ter custo baixo, ser bem 
tolerado, com período curto de recuperação e com pouca dor. A expectativa é de melhora 
após a primeira sessão dependendo do tamanho da agulha (AUST, 2008).
185
MICROAGULHAMENTO │ UNIDADE VI
Cicatrização
Imediatamente após a lesão, ocorre hemorragia mais ou menos importante, porque 
vasos sanguíneos (capilares, artérias e veias) são seccionados durante a lesão (BALBINO, 
PEREIRA e CURI, 2005).
Depois de um determinado tempo ocorre o fenômeno da homeostasia, devido à 
coagulação; esse fenômeno acontece nos primeiros minutos após a lesão e tem como 
objetivo impedir a perda sanguínea (BALBINO; PEREIRA; CURI, 2005).
Fases da cicatrização
Independentemente do tipo da ferida causada e da extensão de tecido afetado, qualquer 
cicatrização de uma ferida é realizada por fases. A subdivisão em fases baseia-se nas 
modificações morfológicas básicas que acontecem durante o processo de cicatrização 
sendo (BALBINO, PEREIRA e CURI, 2005):
 » fase inflamatória e/ou exsudativa;
 » fase proliferativa: reconstrução dos tecidos granulares;
 » fase de maturação: maturação e epitelização.
Figura 43. A Fases da cicatrização. 
Fonte: https://www.plasticadosonho.com.br/blog/outras-cirurgias/processo-de-cicatrizacao/.
Inicia-se uma ferida profunda na pele provocada por lesão dos vasos sanguíneos. Forma-
se um coágulo sanguíneo que, ao secar, constitui uma crosta. Tem início o processo 
de reparação, um tecido cicatricial se forma. Ao mesmo tempo, as células epiteliais se 
multiplicam e preenchem a região entre tecido cicatricial e crosta. Quando o epitélio 
186
UNIDADE VI │ MICROAGULHAMENTO
está completo, a crosta cai. O resultado é uma camada regenerada e íntegra de epitélio 
sobre a região da cicatriz.
Fase inflamatória/exsudativa
A fase inflamatória/exsudativa inicia-se desde o momento da lesão, e a sua duração é 
aproximadamente de três dias, que dependem das condições fisiológicas (BALBINO, 
PEREIRA e CURI, 2005).
É caracterizada pela homeostase, coagulação, ativação da resposta imune local, 
fagocitose e migração celular. Por meio do aumento da permeabilidade vascular é 
possível intensificar a quantidade de plasma sanguíneo no espaço intersticial. Com isso 
é iniciada a migração dos leucócitospara a área da lesão, principalmente neutrófilos e 
macrófagos cuja função prioritária consiste em limpar e proteger a ferida de possíveis 
infecções pela fagocitose. Ao mesmo tempo mediadores liberam substâncias que ativam 
células de grande importância para a fase seguinte do processo curativo da ferida. A 
inflamação é caracterizada por apresentar quatro sintomas: rubor, calor, tumor e 
dor (BALBINO, PEREIRA e CURI, 2005).
Na fase inicial da inflamação prevalecem os neutrófilos, que se encarregam de liberar 
substâncias diversas (os mensageiros estimulantes da inflamação, as citocinas), 
preponderantes na fagocitose de bactérias. Isso representa uma primeira limpeza 
da ferida. Transcorridas 24 horas e depois dos granulócitos, ocorre migração dos 
monócitos para o setor da ferida continuando a fagocitose, e intervindo de um modo 
decisivo no sucesso de limpeza da ferida dado que libertam fatores de crescimento e 
citocinas (BALBINO, PEREIRA e CURI, 2005).
Figura 44. Pós roller imediato apresentando rubor, calor e tumor. 
Foto: Menegat (2015).
187
MICROAGULHAMENTO │ UNIDADE VI
Fase proliferativa
Na segunda fase da cura da ferida a proliferação celular prevalece, com o propósito de 
alcançar a reconstrução vascular e de recheio da área da lesão por meio do tecido de 
granulação (BALBINO, PEREIRA e CURI, 2005).
Essa fase começa aproximadamente a partir do quarto dia desde que a lesão ocorreu 
e as condições necessárias já foram previamente estabelecidas na fase inflamatório/
exsudativa: os fibroblastos podem migrar até o coágulo e retícula de fibrina, que foram 
formados por meio da coagulação sanguínea, e usar isso como útero temporário. As 
citocinas e os fatores de crescimento estimulam e regulam a migração e proliferação de 
novas células (BALBINO; PEREIRA; CURI, 2005).
Ocorre simultaneamente reconstrução vascular, porém o novo capilar tem uma 
capacidade de resistência menor. Em interdependência temporária com a reconstrução 
vascular, a partir do quarto dia após lesão, é necessário preencher a área lesionada com 
tecido novo (BALBINO; PEREIRA; CURI, 2005).
Os fibroblastos produzem colágeno que amadurece fora das células até se tornar uma 
fibra e proteoglicanos que constitui a substância básica de tipo gelatinoso do espaço 
extracelular (BALBINO; PEREIRA; CURI, 2005).
Figura 45. Fase de proliferação.
 
 
1 SEMANA PÓS ROLLER 
Fonte: Menegat (2015). 
188
UNIDADE VI │ MICROAGULHAMENTO
Fase de maturação
Por volta do 24o dia inicia-se a maturação das fibras de colágeno. A ferida contrai, 
diminui a presença vascular e a quantidade de água no tecido granular que ganha em 
consistência. A epitelização encerra o processo de cura da ferida. (BALBINO; PEREIRA; 
CURI, 2005)
Esse processo inclui a reconstrução das células da epiderme pela mitose e a imigração 
celular, principalmente das bordas da ferida. É uma fase final em que observamos 
inicialmente um tecido frágil e rosado, o qual lentamente perde sua coloração inicial, 
tornando-se mais pálido e mais forte (BALBINO; PEREIRA; CURI, 2005).
É a fase mais longa do processo de cicatrização. O tecido cicatricial, após a finalização 
do processo, não ultrapassa 50% da força tênsil nos primeiros três meses pós-lesão 
(BALBINO; PEREIRA; CURI; 2005).
Figura 46. Fases da cicatrização.
 
 
Inflamação 
Proliferação 
Remodelação 
N
° c
el
ul
ar
 re
la
tiv
o 
Tempo (dias) 3 20 100 
Fibrócito Neutrófilo 
Macrófago 
Fibroblasto Miofibroblasto 
Endoteliócito 
Fonte: https://plasticaplexus.com.br/cirurgia-plastica/cicatrizacao/.
189
MICROAGULHAMENTO │ UNIDADE VI
Equipamentos
Existem diversos equipamentos e marcas no mercado hoje em dia, mas o mais importante 
é que, seja qual for a marca, ela tenha a liberação da ANVISA para o equipamento ser 
vendido.
Cuidados antes de comprar
De um modo geral, nunca pedir um roller se for muito barato, pois não existe roller 
com liberação da ANVISA por valor baixo. 
Sempre comprar de uma empresa respeitável, e não de alguma loja desconhecida. 
Saber exatamente o modelo de roller específico que você está pensando adquirir.
Ter cuidado extra com roller sem marca. Se um vendedor ou site afirmar que eles são 
de fabricação própria, esse produto será altamente suspeito. 
Os produtos com registro na ANVISA não têm necessidade de colocar o logo no aparelho, 
mas precisam ter na embalagem o número da ANVISA. 
Hoje em dia existem os chamados rollers (diversos tamanhos de agulha) e o mesmo 
procedimento pode ser realizado com equipamento dermógrafo, igual ao utilizado em 
micropigmentação e os dermo pen (caneta específica para micropuntura).
Diferença entre Dermaroller® - skin roller e 
Dermapen® 
Com o Dermapen® é você que move o dispositivo sobre a pele, em vez de o dispositivo 
produzir o movimento “em si”, como um trem nos trilhos, ou, uma analogia melhor, 
uma peça sobre a outra roda dentada. É você que move um Dermaroller® ─ skin roller, 
mas sempre de forma imutável ─ em frente. Isso é muito importante, pois assegura 
que, no referido princípio, é impossível provocar lesões desnecessárias na pele. Quando 
a “fila” de agulhas é levantada para fora da pele, elas não podem “rasgar a pele”, porque 
a “linha do meio” e “linha de frente” são para garantir o skin roller firmemente no lugar, 
ou seja, não o torna flexível (LEWIS, 2014)
Não é assim com o Dermapen®. Ele funciona como uma máquina de tatuagem com 
muitas agulhas. A grande vantagem desse sistema é que você pode movê-lo em qualquer 
direção com qualquer velocidade, e que, enquanto você estiver em movimento, as 
agulhas entram e saem em uma velocidade muito alta. A velocidade das agulhas é 
190
UNIDADE VI │ MICROAGULHAMENTO
independente da velocidade que se está movendo com a caneta. Isso é o oposto do 
que acontece com um skin roller que se move com a velocidade exata que você está 
movendo a cabeça de rolo (LEWIS, 2014).
Figura 47. Dermapen®.
 
 Fonte: Youtube vídeo carregado por Dermapen®, utilizado em Fair Use. URL: http://www.youtube.com/watch?feature=player_
detailpage&v=29bWwHzl1ec.
Outra diferença é que os skin roller são descartáveis, ou seja, para uma única utilização, 
já nos Dermapen® será descartado somente o cabeçote das agulhas, tendo um custo 
menor. Outro substituto para o Dermapen® seria o dermógrafo de micropigmentação, 
mas com a desvantagem de que com ele só se consegue trabalhar dentro dos sulcos, 
rugas e estrias, porém o custo menor ainda, uma vez que só há necessidade de trocar as 
agulhas (LEWIS, 2014).
Atualmente, o Smart Derma Pen® é o único com ANVISA no Brasil. Nele você só troca o 
cabeçote como citado acima e pode regular o tamanho da agulha pelo próprio aparelho, 
diferente do roller que é necessário comprar no tamanho da agulha que se deseja utilizar. 
A versatilidade da caneta atualmente é maior no rosto pois existem áreas com maior e 
menor quantidade de gordura e nesse momento pode-se diminuir o comprimento da 
agulha para que não haja desconforto para o paciente. 
191
MICROAGULHAMENTO │ UNIDADE VI
Figura 48. Troca da ponteira das agulhas.
 
 Fonte: https://www.bleymed.com.br/p/995/caneta-eletrica-de-microagulhamento---smart-dermapen---smart.
Figura 49. Diferença entre skin roller e Dermopen®. 
Fonte: www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=29bWwHzl1ec.
192
UNIDADE VI │ MICROAGULHAMENTO
Figura 50. Dermógrafo de micropigmentação que pode ser usado em micropunturas.
 
 
Fonte: https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-852022071-dermografo-para-micropigmentaco-dermomag- 
pen-com-fonte-_JM.
Indicações e contraindicações
Indicações
Os tratamentos com a técnica de microagulhamento são:
 » rugas e linhas de expressão;
 » auxiliar no tratamento de manchas;
 » cicatrizes, inclusive de acne e de queimaduras;
 » aumento da penetração de princípios ativos;
 » melhoria na textura da pele;
 » estrias brancas e vermelhas;
 » revitalização da face;
 » alopecia;
 » hipo ou hiperpigmentação;
 » poros dilatados;
 » resurfacing da pele;
193
MICROAGULHAMENTO│ UNIDADE VI
 » pele danificada pelo sol;
 » flacidez leve;
 » revitalização do colo e mãos. 
Contraindicações
	» lesões cancerígenas; 
	» verrugas;
	» hiperqueratose solar;
	» psoríase;
	» infecção no sítio de aplicação (ainda que sejam lesões acneicas infectadas);
	» herpes ou acne ativa; 
	» uso de anticoagulantes; 
	» distúrbios de coagulação. 
Apesar de não haver contraindicação, evite o uso em diabéticos e imunodeprimidos 
em função da maior facilidade de adquirirem infecção (AUST, 2008; FABBROCINI; 
PADOVA; VITA; NUZIO; PASTORE, 2009; FERNANDES; MASSIMO, 2008).
194
CAPÍTULO 3
Aplicação da Micropuntura
Primeiro passo
1. Assinar termo de consentimento. Segue um exemplo do termo:
Quadro 11. Termo de Consentimento.
TERMO CONSENTIMENTO – MICROPUNTURA
Eu, _________________________________, portadora do R.G____________________, CPF____________________, estou 
ciente de que esse procedimento irá provocar na pele: hiperemia (como queimaduras solares), deixá-la sensível, podendo ficar um pouco edemaciada 
por várias horas.
Durante todo o tratamento: 
 Não usar nenhum cosmético sem o consentimento da Dr(a). 
 A descamação após roller pode ocorrer a partir do 3º dia, podendo ficar descamando por até 8 dias. Neste período usar somente loção hidratante 
(indicada pela profissional) e protetor solar fator 60. NUNCA PUXAR A PELE QUE ESTIVER SOLTANDO.
Por quatro semanas não se deve ir à praia ou piscina.
 Não são todas as peles que descamam. Há tipos de peles que são mais resistentes. Isso não significa menor eficiência do tratamento.
 Importante: uso de fotoprotetor fator 60, aplicado duas a três vezes ao dia, mesmo se o dia não estiver ensolarado. A pele após aplicação do roller 
estará mais sensível.
 Lavar o local somente com sabonete neutro duas vezes por dia: manhã e noite.
Não usar maquiagem por dois dias.
Usar de quatro a oito vezes ao dia cosmético indicado pelo(a) Dr.(a)________________.
 Se estiver ardendo ou com irritação, borrifar água termal ou bepantol liquid; ou fazer compressa com esses mesmos produtos ou soro fisiológico 
gelado.
 Deverão ser evitados por duas semanas: banho quente, entrar no carro quente, secador de cabelo, chapinha, exposição solar, enfim, tudo que possa 
esquentar a pele que foi tratada.
São Paulo, ___________ de ________________ de 20____
Afirmo que li e entendi todas as explicações relacionadas com o procedimento de micropunturas que irei realizar de livre e espontânea vontade.
Assinatura:______________________________________________
Fonte: Menegat (2015). 
2. Aplicar anestésico, pode ser Emla®, ou manipular lidocaína 2 a 10%, 
deixando agir por 20 a 30 min.
É necessário aplicar uma grande quantidade e fazer a oclusão para melhor absorção.
3. Higienizar a área com clorexedina alcoólica. 
195
MICROAGULHAMENTO │ UNIDADE VI
Figura 51. Clorexidina.
Fonte: Menegat (2015).
4. Aplicar o roller, laminando a área ou dermógrafo ou Dermapen® dentro 
dos sulcos. Deve ser aplicado de quatro a oito vezes em cada direção.
Figura 52. Como passar o roller.
 
 PRESSÃO MODERADA NO MÍNIMO 4X EM TODOS ATÉ UM PADRÃO UNIFORME DE PETÉQUIAS APARECER.
Fonte: BAL, CAUSSIAN, PAVEL e BOUWSTRA (2008). 
196
UNIDADE VI │ MICROAGULHAMENTO
Verificar o tamanho da agulha perante o distúrbio estético a ser tratado conforme o 
quadro abaixo:
Quadro 12. Tamanho das agulhas e suas indicações
PATOLOGIAS TAMANHO AGULHA
Aumentar a penetração de cosméticos ou crescimento de cabelo Máximo 0,3 mm
Rugas finas 1-1,5 mm
Rugas médias/profundas 1,5 a 2,5mm
Fotoenvelhecimento 1,0 a 1,5 mm.
Flacidez tissular 1,5mm e áreas sensíveis 0,5mm
Manchas 0,5 a 1,0 mm
Cicatrizes de acne/queimaduras 1,5 a 2,5mm
Cicatrizes e estrias 1,0 a 1,5mm
Fonte: Menegat (2015).
Figura 53. Tamanho das agulhas perante penetração na pele.
 
 Fonte: https://portuguese.alibaba.com/product-detail/pex-laser-new-600-needles-360-degree-rotating-micro-needle-derma-
roller-60549418146.html.
197
MICROAGULHAMENTO │ UNIDADE VI
Também deve-se atentar para a região a ser laminada, principalmente quando 
trabalhada para foto revitalização.
O intervalo entre as sessões depende do tamanho da agulha:
 » 0,2 ou 0,25 mm: pode ser usada todos os dias.
 » 0,3 a 0,5 mm: pode ser utilizada uma vez por semana.
 » 1 a 1,5 mm: pode ser usada de duas em duas semanas. 
 » 2,0 a 2,5 mm: pode ser usada apenas uma vez cada três a quatro 
semanas.
5. Aplicar o cosmético desejado, exemplo DMAE 10%, fatores de crescimento, 
vitamina C etc.
6. Laminar mais uma vez.
7. Pode-se realizar compressa de soro fisiológico gelado para aliviar a 
sensação de queimação ou utilização de skin cooler. 
Figura 54. Skin Cooler. 
Fonte: https://www.utilidadesclinicas.com.br/rolo-p-resfriamento-de-pele-mini-skin-cooler-14583.html.
8. Indicar o cosmético correto para o paciente usar em casa. 
198
UNIDADE VI │ MICROAGULHAMENTO
Pós roller
Se você rolar com agulhas 0,5 mm ou menos, não necessita de cuidado especial após a 
sessão.
Se você rolar com agulhas mais longas do que 0,5 mm, a pele fica com hiperemia (como 
queimaduras solares), sensível e pode ficar um pouco edemaciada por até 72 horas. 
Manter a área úmida. Para a primeira semana, a melhor escolha é cobrir a área com 
uma camada muito fina de uma pomada oclusiva que contenha vitaminas A e D. 
Não expor as áreas de laminados ao sol por dez dias e, posteriormente, usar um protetor 
solar com um elevado fator de proteção.
Esperar dois ou três dias para a aplicação de maquiagem.
A área de laminados pode começar a descamar depois de três a cinco dias. Não se deve 
puxar a pele solta (BAL; CAUSSIAN; PAVEL e BOUWSTRA, 2008; FERNANDES e 
MASSIMO, 2008).
199
UNIDADE VIICRIOLIPÓLISE
CAPÍTULO 1
Introdução à Criolipólise
Introdução
Nos tempos atuais, ter um corpo bem definido é o desejo de quase todas as mulheres. 
Os padrões de beleza impostos pela mídia e pela sociedade acabam mobilizando o 
indivíduo em sua percepção de si e, concomitantemente, afetando sua autoestima. 
(FERRAZ, SERRALTA, 2007). Na busca de um padrão estético social, é cada vez maior 
o número de mulheres que recorrem a diversas terapias, com o intuito de minimizar as 
disfunções estéticas (ROCHA, 2013).
Ao longo da vida algumas áreas corporais apresentam nítidas alterações morfológicas 
com efeito antiestético, sendo as mais acometidas as regiões de abdômen e flancos. 
Essa gordura localizada se dá por uma hipertrofia das células adiposas uniloculares, 
que levam as pessoas de ambos os sexos, principalmente o feminino, a procurarem 
recursos para eliminá-las (ALBUQUERQUE; MACEDO).
A síndrome da desarmonia corporal (SDC) é denominada como o conjunto de alterações 
estéticas, como a fibroedema geloide (F.E.G), adiposidade localizada, aumento de 
gordura corporal total e flacidez muscular. Essas alterações estéticas causam grande 
impacto na imagem corporal, que são fortemente influenciadas pela mídia. Como estão 
quase sempre associadas, os tratamentos estéticos devem considerá-las conjuntamente, 
a fim de promover ou manter a harmonia corporal. Esse conjunto de quesitos favorece 
o desenvolvimento de novas tecnologias que objetivam a remodelação corporal, 
principalmente, tendo em vista que as dietas associadas à atividade física muitas vezes 
não são capazes de remover a gordura localizada de determinadas regiões (FERRAZ; 
SERRALTA, 2007).
200
UNIDADE VII │ CRIOLIPÓLISE
O procedimento de lipoaspiração está associado a grandes índices de significativas 
complicações de morbidade e mortalidade, podendo ocorrer tanto no processo 
operatório quanto no pós-operatório, e vão desde as complicações clássicas até o 
surgimento de outras imperfeições estéticas (ROCHA, 2013).
Tendo em vista os riscos e a forma invasiva da lipoaspiração, despertou-se uma contínua 
busca por tecnologias não invasivas de modelação corporal (AVRAM; HARRY, 2009) 
com o mínimo de efeitos colaterais para facilitar ao indivíduo sair do procedimento e 
retornar à vida normalmente, sem restrições (ROCHA,2013).
Em decorrência das inovações tecnológicas associadas aos riscos inerentes a esse 
procedimento, o número de cirurgias de lipoaspiração tende a diminuir com a introdução 
de recursos não invasivos. Dentre as tecnologias não invasivas, cita-se a criolipólise, 
a radiofrequência e ultrassom cavitacional. Alguns fabricantes conseguiram reunir 
diferentes modalidades de tecnologias, como criolipólise, radiofrequência e ultrassom 
cavitacional numa mesma plataforma.
Diversas técnicas não invasivas, como ultrassom, radiofrequência, laser, luz 
infravermelha, dentre outros, vêm sendo aplicadas (AVRAM; HARRY, 2009). 
A mais nova técnica não invasiva é a criolipólise, que foi elaborada para reduzir 
significativamente a espessura da camada de gordura, sem danos para a pele ou outros 
tecidos circundantes. 
A técnica está no mercado há pouco tempo (em 2011 chegou no Brasil) e já é um sucesso 
absoluto em centros estéticos. No entanto, desde a década de 70, alguns estudos já 
eram feitos para transformar o tratamento no que ele é hoje.
O que é criolipólise?
A criolipólise é um método de congelamento feito para destruir a gordura localizada. 
Isso porque os adipócitos são extremamente sensíveis ao frio, por isso o congelamento 
intenso e localizado causa sua destruição.
A técnica foi descoberta na última década pelos médicos Rox Anderson e Dieter 
Manstein, pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. A palavra 
Cryo derivada do grego Kryos, significa gelo, frio, e constitui, na atualidade, uma das 
mais modernas técnicas de redução de medida corporal (COLEMAN et al., 2009)
A criolipólise designa o uso de crioterapia (frio) em temperaturas abaixo de -1°C; 
trata-se de um recurso seguro, aprovado pela Health Canadá e pela Food and Drug 
Administration (FDA) e tem sido apresentada como um novo método de redução da 
201
CRIOLIPÓLISE │ UNIDADE VII
camada de gordura de maneira não invasiva. Os primeiros estudos, que objetivavam 
comprovar a eficácia da técnica para a redução da espessura da camada de gordura, 
deram-se em um modelo suíno de Yucatán (ROCHA, 2013). A exposição desses animais 
ao frio demonstrou que a criolipólise pode promover uma redução de 30% a 50% na 
espessura da camada de gordura deles. Já em humanos os estudos têm apontado 
uma redução de 20% a 26% da camada de gordura no local exposto ao frio 4-6 meses 
após o tratamento (KENNETH et al., 2009). Tanto em humanos quanto em animais, 
o tratamento com a criolipólise não causou nenhum tipo de dano permanente à pele 
ou a outras estruturas, nem alterações no perfil lipídico, incluindo colesterol total, 
lipoproteína de baixa e de alta densidade, colesterol e triglicérides (COLEMAN et al., 
2009).
O sistema de congelamento a vácuo assistido age no tecido adiposo promovendo a 
lipólise e consequente redução de medidas (JEWELL; SOLISH; DESILETS, 2011; 
ZELICKSON et al., 2009). A criotermolipólise é a mais nova técnica não invasiva de 
remodelação corporal e eliminação da gordura localizada e, consequentemente, da 
Fibro Edema Geloide - F.E.G (JEWELL; SOLISH; DESILETS, 2011; ZELICKSON et al., 
2009). Trata-se, portanto, de um método revolucionário, que consiste no resfriamento 
do tecido induzindo o organismo a um efeito em cascata.
A exposição do corpo a baixas temperaturas faz com que o organismo acelere o 
metabolismo a fim de quebrar a gordura localizada no intuito de elevar a temperatura 
corporal, gerando uma segunda produção de energia. Isso leva ao aumento da 
vasodilatação e aporte nutricional ao tecido, ocasionando a remoção de toxinas e o 
excesso de água (ROCHA, 2013). 
A exposição ao frio aumenta a necessidade de produção de calor pelo corpo.
A redução da camada de gordura acontece de maneira gradual ao longo do tempo, 
sendo os adipócitos removidos por meio de um processo inflamatório, o qual gera um 
processo de compensação e atinge o pico 2 a 3 meses após a exposição ao frio.
202
CAPÍTULO 2
Os Mecanismos da Criolipólise
Mecanismo de ação
A exposição ao frio aumenta a necessidade de produção de calor pelo corpo a fim 
de promover a homeotermia por meio da liberação de hormônios pelo hipotálamo, 
que induzem a utilização dos ácidos graxos livres como substratos energéticos nas 
mitocôndrias, promovendo um dispêndio de energia, ou seja, o aumento das taxas 
metabólicas (ROCHA, 2013).
Os adipócitos são afetados seletivamente pelo frio, podendo ocorrer um processo 
inflamatório no local da aplicação. Há, portanto, lesão apenas nas células de gordura, 
mantendo-se íntegras as outras estruturas ao redor do adipócito. De 24 a 72 horas 
após a exposição, essas células lesionadas pelo frio iniciam uma resposta inflamatória 
controlada. Depois de danificadas, as células afetadas são excretadas através do 
metabolismo (COLEMAN et al., 2009).
Figura 55. Esquema resumido de Homeotermia.
 
 
Hipotálomo 
induzem 
como 
promovendo 
Substratos 
energéticos nas 
mitocôndrias 
Utilização dos 
ácidos graxos 
livres 
Liberação 
de 
hormônio
s 
Homeotermia 
Fonte: Menegat (2015).
Estudos histológicos comprovam que, após a exposição ao frio, ocorre apoptose dos 
adipócitos com posterior fagocitação deles pelos macrófagos. O processo inflamatório 
203
CRIOLIPÓLISE │ UNIDADE VII
estimulado por apoptose dos adipócitos se inicia três dias após o tratamento com pico 
em torno de 14 a 30 dias. Após esse período e até o 30° dia, o processo inflamatório 
reduz consideravelmente e a atividade dos macrófagos é intensificada, por conseguinte, 
os resultados clínicos começam a ficar mais evidentes. Em aproximadamente 60 dias 
após a conclusão da sessão, diminui-se o volume das células com espessamento de 
septos interlobulares. (COLEMAN et al., 2009)
Lesão apoptose
O termo apoptose, do grego apó = separação, ptôsis = queda, adotado pela primeira vez 
na década de 70, designa a forma fisiológica de morte celular e ocorre segundo programa 
genético que desencadeia um processo de autodigestão controlada, seguida da remoção 
de células lesadas, senescentes ou imprestáveis, sem alteração do microambiente 
celular (ROCHA, 2013).
A apoptose ocorre como parte de um processo normal, muitas vezes é um benefício para 
o organismo, tendo em vista que atua como um mecanismo de defesa. A célula recebe 
um sinal para se autodestruir, reduz seu tamanho, quebra a cromatina em pedaços e se 
torna facilmente fagocitada (COLEMAN et al., 2009). Milhões e milhões de células do 
nosso organismo morrem a todo momento. Isso acontece porque na maioria das vezes 
tais células precisam praticar o suicídio para a sobrevivência do próprio organismo. 
A apoptose das células gordurosas (adipócitos) é iniciada quando essas células são 
resfriadas a temperaturas de 0°C, entretant a destruição dos adipócitos não afeta 
de forma significativa os níveis séricos de lipídeos ou testes de função hepática. Isso 
pode ser constatado por meio de avaliações trimestrais, que se mantiveram dentro dos 
padrões de normalidade (FERRARO et al., 2012)
204
UNIDADE VII │ CRIOLIPÓLISE
Figura 56. Esquema de lesão apoptose.
 
 
Adipócito antes 
Retratação e condensação da 
cromatina 
Formação de 
prolongamento da 
membrana celular 
Colapso do núcleo Formação de corpos 
apoptóticos, lise destes 
corpos apoptóticos 
Fonte: Menegat (2015). 
O início da resposta inflamatória, a partir de marcadores histológicos, ainda está 
sendo discutida. Acredita-se que acontece após 24 horas de submissão do paciente ao 
procedimento. PAlguns autores, porém, consideram seu início dentro de três dias, com 
picos em torno de 14 dias, e fagocitose de até 30 dias. Os restos do processo inflamatório, 
bem como os lipídeos, são seguramente metabolizados no prazo de 90 dias (FERRARO 
et al., 2012).
205
Figura 57. Lesão apoptose.
 
 
Na primeira hora: adipócitos 
normais em forma e dimensão, 
ausência de células 
inflamatórias 
2 dias: Aglomerados de 
inflamação (principalmente 
neutrófilos) abraçando 
adipócitos individuais 
14 dias: Infiltrado linfocitário 
denso,macrófagos ocasionais, 
alguma redução do tamanho 
da célula adipócito 
28 dias: Semelhante aos 14 dias, no 
entanto, além de células gigantes 
multinucleares (macrófagos) e redução 
do tamanho da célula do adipócito. Os 
macrófagos removem adipócitos 
danificados ou apoptóticos 
Fonte: Manstein et al. (2008)
Quanto às complicações pós procedimentos, encontram-se descritas na literatura: 
alterações transitórias na função sensorial, porém sem lesões a longo prazo nas fibras 
nervosas sensoriais; eritema, o qual ocorreu imediatamente após a aplicação e que 
pode desaparecer 30 minutos após o término da sessão; pequenas alterações nos níveis 
de lipídeos ao longo do tempo, entretanto dentro dos limites considerados normais 
(FERRARO et al., 2012).
Figura 58. Pós procedimento. 
A. Alterações transitórias na função sensorial. 
B. Eritema, o qual ocorreu imediatamente após a aplicação e que pode desaparecer 30 minutos após o término da sessão. 
Fonte: Menegat (2015). 
206
CAPÍTULO 3
Indicações de Criolipólise
Prós e contras
Prós: são vários os benefícios, a começar por ser um tratamento que não causa dor, 
não são necessários anestesia, cortes ou agulhas; é prático e a pessoa se sente bem antes 
e depois do tratamento (COLEMAN et al., 2009). Pode melhorar o aspecto de flacidez 
das celulites, o que, de certo modo, faz as mulheres se sentirem bem. Com a retirada 
das gorduras localizadas, as celulites desaparecem aos poucos, na verdade, elas ficam 
menos visíveis (COLEMAN et al., 2009).
Contra: anti-inflamatórios não podem ser administrados no pós-criolipólise. É 
obrigatória a utilização de cinta de pós-operatório o mais apertada possível, isso 
é primordial para a drenagem. Não é indicada ingestão de carboidratos brancos, 
gorduras, refrigerantes, açúcares nos primeiros cinco dias e, se, durante a aplicação, 
não for usada uma manta de proteção adequada, ou a máquina for programada de 
forma errada, poderão ocorrer queimaduras (COLEMAN et al., 2009).
Criolipólise na prática
No Brasil, o preço praticado para aquisição dos equipamentos gira em torno de 155 mil 
a 205 mil reais. Antes de comprar, devem-se considerar algumas hipóteses:
	» Se o equipamento apresenta tamanhos diferentes do cabeçote da criolipólise 
(pequeno, médio ou grande), permitindo aplicar em diferentes áreas de 
tratamento.
	» Se a empresa que importa o equipamento tem uma assistência técnica rápida e 
eficiente.
	» Se o equipamento é fácil de transportar, aguenta as oscilações do transporte e 
temperatura.
A área a ser tratada é isolada com uma espécie de membrana protetora. A seguir, é 
inserida uma manopla com uma ponteira formada por duas placas de resfriamento, 
que fará uma sucção para acoplar o tecido alvo em um aplicador, em que o contato é 
estabelecido entre a área de tratamento e dois painéis opostos de resfriamento. As células 
207
CRIOLIPÓLISE │ UNIDADE VII
mortas, em seguida, são metabolicamente eliminadas, exatamente como acontece com 
a gordura que existe nos alimentos (FERRARO et al., 2012). O resfriamento é gradativo 
e pode chegar a até -10o C, pois as temperaturas variam de acordo com a quantidade de 
gordura. 
A recuperação da criolipólise é imediata e os resultados podem ser percebidos em 
até dois meses após a primeira aplicação. Em cada sessão podem ser eliminados 
aproximadamente 20% a 25% da gordura da região aplicada. O número de sessões 
varia de acordo com a espessura de gordura de cada área e do resultado esperado pelo 
paciente (KENNETH et al., 2009).
Os efeitos colaterais também são mínimos: hiperemina na área tratada, edema, 
hematomas e dormência da pele são comuns após o tratamento e são transitórios 
(KENNETH et al., 2009).
A criolipólise pode ser feita apenas em algumas partes do corpo, aquelas que se adaptam 
bem às ponteiras. Não é possível fazer no rosto, por exemplo, porque o aplicador não 
se encaixa. De acordo com o fabricante do aparelho, há a perspectiva do lançamento de 
ponteiras que se adaptem a outras partes do corpo. Cada sessão dura aproximadamente 
uma hora por região, podendo-se fazer um máximo de 3 horas para tratamento em três 
regiões diferentes. (COLEMAN et al., 2009)
Configuração
Pulso 500 ms (padrão)
Cada ciclo é de 10 min
Número mínimo de ciclo por sessão: 4 
Colocar o vácuo de 25 - 50 cmHg, dependendo das condições das peles (quanto 
mais flácida, maior vácuo).
Atraso colocado em 0 (padrão).
Conectar vácuo e ponteira de crio.
Resultados visíveis após 45 dias precedidos inicialmente por algum inchaço 
local.
Tempo de ciclo:
 » 40/60 min somente de crio por área.
208
UNIDADE VII │ CRIOLIPÓLISE
 » 40 min se for feito após CAVITAÇÃO e RF.
Não se pode repetir a criolipólise numa mesma área dentre 60/90 dias de 
tratamento.
Colocar filtro de papel na parte superior da ponteira para prevenir entrada de 
líquido na tubulação. 
Sempre usar cinta modeladora logo em seguida à aplicação.
Logo em seguida e nas primeiras semanas pode-se realizar qualquer tratamento 
que drene, por exemplo, drenagem linfática manual, endermoterapia, vibrocell, 
plataforma vibratória etc.
Resultados: começam em 15 dias/ ciclo 45 dias / Total 3 meses. 
Reaplicação: Obesos - 1 vez por mês – repetir por tr~es meses. Não se pode 
repetir criolipólise numa mesma área dentre 90 dias de tratamento.
Outra área, aplicar após 7 dias.
Tratamento
Limpe a área com um detergente.
Coloque a manta no cliente de forma segura.
Pressione CORPO- criolipólise.
Selecione o tempo do tratamento por aproximadamente 45/60 min.
Parametrize o vácuo em 500 ms como duração do pulso, atraso em 0 e 35/40 hg de 
potência de aspiração.
Coloque a ponteira na área.
Pressione start.
209
CRIOLIPÓLISE │ UNIDADE VII
Figura 59. Sequência de aplicação da criolipólise.
 
 
A B 
C D 
A: colocar a manta de proteção.
B: acoplar a manopla.
C: deixar agir de 45 a 60 min.
D: Retire a manopla e massageie a região.
Fonte: Menegat (2015). 
Obs: cada fabricante tem uma programação diferente, por isso, antes de alicar, 
deve-se verificar o método de configuração com o fabricante. 
Figura 60. Localização de regiões que podem receber a sucção.
 
 
Flancos 
Abdômen 
Braços 
Flancos 
Parte interna 
das coxas 
Parte superior 
das costas 
Parte inferior 
das costas 
Parte interna 
das coxas 
Fonte: Fusiomed – Celebrim (2014). 
210
UNIDADE VII │ CRIOLIPÓLISE
Basta uma sessão para eliminar até 25% da gordura. Todavia, é importante que a pessoa 
agregue ao tratamento uma rotina saudável, inclua exercícios, isso tudo ajudará na 
remoção das células de gordura. Em relação aos intervalos, o tempo de uma sessão para 
outra é de, pelo menos, três meses, muito embora quase nunca seja necessário realizar 
mais de uma sessão. Pesquisas recentes apontam que, no caso de alguns equipamentos, 
o intervalo poderá ser de um mês. O ideal é conversar – sempre – com o fabricante do 
equipamento. Cabe ressaltar que a criolipólise é recomendada apenas para as áreas que 
têm mais de 2 cm de adiposidade visto em adipômetro (COLEMAN et al., 2009).
Você já entendeu que a criolipólise é uma técnica segura que traz bons resultados.. 
Mas saber se é possível combiná-la com outras técnicas é uma dúvida frequente dos 
profissionais. Antes de tudo, o profissional precisa ter conhecimento dos aspectos 
fisiológicos e metabólicos da gordura corporal. O segredo de se combinar técnicas está no 
conhecimento aprofundado dos seus efeitos fisiológicos para que as ações combinadas 
possam produzir resultados e não danos aos tecidos (KENNETH et al., 2009).
Indicações e contraindicações
Indicações
A criolipólise não é um tratamento para sobrepeso ou obesidade. Ela é uma opção para 
pessoas que têm gordura localizada em algumas regiões corporais, o famoso pneuzinho. 
De acordo com o fabricante, o procedimento elimina até mesmo aquela gordura incapaz 
de ser combatida com dieta e exercícios físicos.
Contraindicações
As principais contraindicações a esse tratamento consistem em:
 » doenças raras; 
 » crioglobulinemia;» doença paroxística ao frio;
 » hemoglobinúria;
 » urticária ao frio;
 » gestantes;
211
CRIOLIPÓLISE │ UNIDADE VII
 » pacientes com alterações de sensibilidade;
 » toda e qualquer alteração neurológica;
 » pacientes com dispositivos intrauterinos (DIU); 
 » tumores;
 » câncer. 
ROCHA, L. O et al. Criolipólise: Tecnologia não invasiva para redução de medidas. 
South American Journal Of Aesthetic Medicine. p.8-12, março de 2013. 
212
UNIDADE VIIIENDERMOLOGIA – 
DERMOTONIA
CAPÍTULO 1
Entendendo a Endermologia
Introdução e história
A dermotonia ou endermologia ou endermoterapia ainda é considerada uma novidade 
nessa área, pois é um procedimento seguro, sem agulhas ou injeções, que utiliza o 
vácuo e atua na pele, camada adiposa e musculatura, promovendo melhora circulatória 
e drenagem linfática. Foi desenvolvida primeiramente pelo engenheiro francês Louis 
Paul Guitay, em 1970, quando ele buscava desenvolver uma técnica que diminuísse 
cicatrizes oriundas de acidentes de carro. Em vez de fazer os tratamentos mais 
eficientes da época, ele criou um mecanismo que pudesse auxiliar os terapeutas. O 
resultado foi um aparelho portátil com um cabeçote massageador que, aplicado sobre a 
área a ser tratada, fazia sucções intermitentes e rolamentos simultâneos sobre o tecido 
subjacente. O aparelho, no início, foi utilizado na recuperação de queimados, mas, 
inesperadamente, descobriu-se ser também eficaz para o tratamento de celulite (LGD) 
( BENELLI et al., 1999).
Para Berreur (1998), a dermotonia busca detectar zonas de dermalgia, ou seja, regiões 
onde ocorre perturbação de tecido cutâneo, e produz um efeito reflexo simpaticolítico 
que permite a estimulação e purificação dos gânglios linfáticos, desfazendo essas 
zonas alteradas, diminuindo a tensão muscular e tonificando a pele por estimular 
os fibroblastos, produtores de colágeno e elastina. Conforme Peppercorn (1999), 
a técnica melhora a circulação linfática, eliminando detritos toxínicos e gera uma 
hipervascularização da derme e hipoderme ocorrida pela mobilização do sangue dentro 
dos capilares cutâneos. Assim, melhora a troficidade e favorece a nutrição celular a 
distância e em profundidade. Ela ocasiona também a desfibrosagem, que atua na 
reestruturação do tecido conjuntivo, permitindo o deslizamento deste sob a pele.
213
ENDERMOLOGIA – DERMOTONIA │ UNIDADE VII
Segundo Berreur (1998) e Chang et al. (1998), conforme as leis da física, o ar atmosférico 
se desloca do local de maior pressão para o de menor pressão, produzindo trocas gasosas 
através da pele, que são importantes na eliminação de toxinas e gases, e o fortalecimento 
(por expansão e contração) dos vasos sanguíneos e linfáticos.
Mecanismo de ação
O tratamento consiste na aplicação de um equipamento que cria um vácuo (pressão 
negativa) (MCDANIEL et al., 1998) à medida que rola sobre a pele, agindo como uma 
massagem, sendo então utilizada nas áreas priorizadas e também nas demais partes do 
corpo. Essa ação cria uma dobra cutânea que é repetidamente segura e solta por meio 
de uma série de manobras que irão reestruturar o tecido conjuntivo, estimulando a 
circulação sanguínea e linfática. Assim, promove a melhora da oxigenação e da aparência 
da LDG, facilitando a nutrição dos tecidos e a distribuição da gordura subcutânea 
(ERSEK et al., 1997; PETIT, 1997; BORGES, 2006). 
Figura 61. Equipamento endermologia em funcionamento.
 Fonte: http://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/blog/casal-fit-no-g1-zona-da-mata/post/conheca-endermologia-um-aliado-da-
estetica-contra-celulite.html.
A técnica melhora a circulação linfática, eliminando detritos tóxicos e gera uma 
hipervascularização da derme e hipoderme ocorrida pela mobilização do sangue dentro 
dos capilares cutâneos, melhorando assim a atroficidade e favorecendo a nutrição 
celular a distância e em profundidade. Ela ocasiona também a desfibrosagem, que atua 
na reestruturação do tecido conjuntivo, permitindo o deslizamento desse sob a pele 
(KEDE; SABATOVICH, 2004). Assim, seus principais efeitos são: redução de edemas e 
melhora do fluxo sanguíneo; melhoria dos mecanismos de defesa imunológica; melhoria 
214
UNIDADE VII │ ENDERMOLOGIA – DERMOTONIA
da elasticidade da pele; diminuição da retenção hídrica e das infiltrações celulíticas; 
incremento da drenagem linfática; redução do estado fibrótico do tecido (BORGES, 
2006).
Para o sucesso dos tratamentos na área de estética, é de extrema importância salientar 
a correta aplicação das técnicas, sendo imprescindível a presença do profissional 
qualificado e habilitado para a execução e compreensão dos procedimentos realizados 
(KEDE; SABATOVICH, 2004; MARTINEZ; RITTES, 2004).
Indicações e contraindicações 
Indicações
 » atenuar cicatrizes atróficas;
 » auxiliar no tratamento de F.E.G.;
 » acelerar a reabsorção de edema;
 » reorganizar o tecido adiposo subcutâneo;
 » auxiliar no tratamento de intradermoterapia e HLC.
O uso da endermoterapia no pós-operatório de lipoaspirações deve ser cauteloso, 
uma vez que os tecidos precisam se reconstituir para cicatrizar. As manobras podem 
ser por demais agressivas nos estágios iniciais do processo cicatricial, aumentando 
o tempo de tratamento e o número de sessões, pois reagudizam a fase inflamatória 
por provocar microtraumas no tecido colágeno cicatricial, favorecendo a formação 
de fibroses e retardando a recuperação. Pode ser utilizada tardiamente em casos de 
fibroses avançadas e persistentes (BORGES, 2006).
Contraindicações
A endermoterapia é contraindicada para pacientes com:
	» tumores e neoplasias;
	» dermatoses;
	» fragilidade capilar;
	» doenças infecciosas;
215
ENDERMOLOGIA – DERMOTONIA │ UNIDADE VII
	» varizes;
	» flacidez tissular excessiva;
	» diabetes;
	» intolerância à sucção;
	» hipertensão;
	» hérnia umbilical;
	» flebites e coágulos de sangue;
	» uso de medicamentos anticoagulantes;
	» pseudo-atrofia (uso de cortisona injetável).
216
CAPÍTULO 2
Técnicas
Aplicação
A paciente pode usar uma malha especial (sem compressão sobre a pele), com fio em 
poliamida, recobrindo toda a pele para melhor deslizamento do cabeçote na superfície 
corporal (MANUAL DE TREINAMENTO – CELUTRAT, 2005; LOPES, 2006), mas 
também pode ser realizada diretamente sobre a pele utilizando pouco óleo de massagem. 
O óleo deve ser neutro, sem semente ou qualquer outra substância, e não há necessidade 
de sua utilização quando a manopla selecionada for a de esferas.
Figura 62. Malha especial sem compressão.
Fonte: https://www.cirurgia.net/artigos/conheca-a-endermologia-e-seus-beneficios.
A aplicação deverá ser realizada em dois decúbitos, o dorsal e o ventral, iniciando a 
aplicação em decúbito dorsal, evoluindo para decúbito ventral. Devem sempre ser 
respeitados os movimentos a favor do sistema linfático e as fibras musculares de todas 
as regiões, inclusive da região glútea. Antes de iniciar a aplicação é necessária a ativação 
da rede ganglionar: gânglios das regiões supra claviculares, inguinais e poplíteas. Cada 
sessão deve ter uma duração em média de 40 minutos, sendo dividida a aplicação entre 
as regiões a serem tratadas (MCDANIEL et al., 1998).
217
ENDERMOLOGIA – DERMOTONIA │ UNIDADE VII
Figura 63. Direção a ser seguida.
Fonte: Menegat (2015). 
A endermoterapia pode ser realizada de três formas:
 » Depressomassagem pulsada: o cabeçote é aplicado na região por 
aproximadamente dois segundos. Pressão entre 600 e 700 mmHg 
(GUIRRO e GUIRRO, 2002).
 » Depressomassagem contínua: o cabeçote é aplicado sobre toda 
a área. Inicialmente, deve-se utilizar pressões leves (de 150 a 200 
mmHg), aumentando gradativamente de acordo com a sensibilidade 
do paciente. O sentido de aplicação depende do objetivo terapêutico: 
traços longitudinais (efeitos circulatórios); traços transversais (efeito 
descontraturante); traços circulares (amaciamento de zonas de fibrose) 
(GUIRRO e GUIRRO, 2002).
218
UNIDADE VII │ ENDERMOLOGIA – DERMOTONIA
Figura 64. Depressomassagem.
 
 
Movimentoa seguir 
depressomassagem 
modeladora 
Fonte: Menegat (2015). 
Sugestões para uso corporal: modelagem em usuário e/ou paciente com bom 
tônus. 
Quadro 13. Sessões de modelagem.
Sessões
Ajustes 1ª a 10ª 11ª a 20ª
Contínuo - -
Sucção (mmHg) 140 -170 200 – 250
Tempo por região 10 min 15 min
Fonte: autora 2019.
 » Depressomassagem linfática: prolongamento natural da 
depressomassagem, mas com pressão mais suave (de 30 a 60 mmHg) 
(GUIRRO e GUIRRO, 2002) realizada em três tempos: 
 » Pulsada: a ventosa é colocada sobre os linfonodos com pressão forte 
(manobra de abertura) (GUIRRO; GUIRRO, 2002).
 » Contínua: depressomassagem contínua sobre os trajetos linfáticos 
na direção de reabsorção da linfa com pressões entre 30 a 60 mmHg 
(GUIRRO; GUIRRO, 2002).
 » Pulsada: a ventosa é colocada sobre os linfonodos com pressão forte 
(manobra de fechamento) (GUIRRO; GUIRRO, 2002).
219
ENDERMOLOGIA – DERMOTONIA │ UNIDADE VII
Figura 65. Depresso drenagem.
 
 
Movimento a seguir 
depressomassagem linfática 
Fonte: Menegat (2015).
Sugestões para uso corporal: Drenagem linfática em usuário e/ou paciente com 
flacidez. 
Quadro 14. Drenagem linfática.
Sessões
Ajustes 1ª a 10ª 11ª a 20ª
Pulsado 1.5 1.0
Sucção (mmHg) 100 – 140 150 – 200
Tempo por região 10 min 15 min
Fonte: autora, 2019.
Cuidados na aplicação
O tratamento não deve gerar dor ou desconforto. 
Respeitar as intensidades para evitar equimoses e hematomas. 
220
CAPÍTULO 3
Tipos de Protocolo
Protocolo corporal sugerido
Essas sugestões são baseadas em relatos clínicos, e não têm a pretensão de excluir outra 
metodologia de utilização do recurso terapêutico.
Na realização da drenagem linfática, deve-se iniciar e finalizar o tratamento pelo 
bombeamento dos linfonodos, utilizando o modo pulsado (25 pulsos/min) com o 
cabeçote circular na região dos linfonodos e da veia safena. Entre essas duas fases 
seguimos as manobras obedecendo às normas gerais da drenagem, escolhendo as 
manobras de acordo com o estado do tecido a ser trabalhado.
Roletes cilíndricos
Mover o cabeçote lentamente para frente e para trás.
Figura 66. DESLIZAMENTO – modo contínuo.
 
Fonte: Autora, 2019.
Efeito: permite ao cliente acostumar-se com a sensação e possibilita dosar a pressão e 
potência da aspiração e drenagem linfática. Deve-se utilizar após o bombeamento dos 
linfonodos e ao final da sequência dos roletes esféricos.
Roletes esféricos
Mover o cabeçote realizando movimentos de círculos.
221
ENDERMOLOGIA – DERMOTONIA │ UNIDADE VII
Figura 67. CIRCULAR – modo contínuo.
 
 Fonte: Autora, 2019.
Efeitos: estimulação da circulação. 
Realizar o movimento na forma de oito torneando totalmente uma área determinada.
Figura 68. OITO GRANDE – modo contínuo.
 
 
Fonte: Autora, 2019.
Efeitos: movimentação do tecido conjuntivo com finalidade de hiperemiante e de 
remodelação. 
Realizar o movimento na forma de oito de modo mais rápido, torneando totalmente em 
áreas críticas determinadas.
Figura 69. OITO PEQUENO – modo contínuo.
 
 Fonte: Autora, 2019.
Efeitos: movimentação e desfibrosagem do tecido conjuntivo. 
Realizar o movimento na forma de zigue-zague mudando a direção do cabeçote.
222
UNIDADE VII │ ENDERMOLOGIA – DERMOTONIA
Figura 70. ZIGUE-ZAGUE – modo contínuo.
 
 Fonte: Autora, 2019.
Efeitos: hiperemiante e remodelamento. 
Figura 71. Tipos de cabeçotes corporais.
 
 
Roletes esféricos 
Roletes cilíndricos 
CABEÇOTES CORPORAIS 
Fonte: Autora, 2019.
Protocolo sugerido para estética facial
Essas sugestões são baseadas em relatos clínicos, e não têm a pretensão de excluir outra 
metodologia de utilização do recurso terapêutico.
 » inicia-se o tratamento pelo bombeamento dos linfonodos, utilizando o 
modo pulsado (25 pulsos/min) com a ventosa de vidro de formato circular 
na região dos linfonodos;
 » desliza-se a ventosa de vidro de bico chato no mesmo sentido da drenagem 
manual no modo contínuo;
 » com a ventosa de ponta, faz-se o deslizamento ao redor dos olhos;
 » com a ventosa bico de pato, faz-se o movimento zigue-zague nas linhas 
de expressão e rugas;
223
ENDERMOLOGIA – DERMOTONIA │ UNIDADE VII
 » finaliza-se o tratamento pelo bombeamento dos linfonodos, utilizando 
o modo pulsado (25 pulsos/min) com a ventosa de vidro de formato 
circular na região dos linfonodos;
 » pode-se finalizar colocando máscara tensora ou descongestionante. 
Figura 72. Tipos de cabeçotes faciais.
 
 
CABEÇOTES FACIAL 
Fonte: Menegat (2015). 
Existem outros equipamentos no mercado atualmente, tais como:
 » Vácuo laser – Empresa MMO: 
 › A associação do ledterspis e da vacuoterapia pode ser utilizada em 
conjunto com cosméticos e dermocosméticos para potencializar os 
efeitos terapêuticos e denomina‐se Terapia Cosmética Fotopermeável 
(favorece a penetração de cosméticos) ou Terapia Fotoativa 
(dermocosmético ativado por luz). A interação de luz na presença 
de cosméticos requer alguns cuidados que podem interferir na 
penetração da luz e reduzir o efeito da laserterapia. Os princípios 
ativos podem ser aplicados seguramente após a laserterapia, pois a luz 
propicia o aumento da circulação sanguínea, favorecendo a penetração 
dos princípios ativos. São sugeridos os óleos para vacuoterapia, 
principalmente os vegetais, que não resultam em interferência na 
penetração da luz. Ainda, a pressão negativa do vácuo promove o 
aumento do aporte sanguíneo e de nutrientes com aumento da taxa 
metabólica na região-alvo. Nesse contexto, é importante ressaltar 
que os princípios ativos podem ser aplicados seguramente antes da 
laserterapia, pois a vacuoterapia favorece a penetração dos princípios.
224
UNIDADE VII │ ENDERMOLOGIA – DERMOTONIA
 › O equipamento Vacum Laser contém 1 manopla com seis lasers (três 
diodos 660 e três diodos 808nm de 100 mW cada) dispostos ao redor 
do orifício da câmera de vácuo para geração de pressão negativa. 
 » Endermologia e laser diodo – Celutrat
 › Sistema que atua com Endermologia associada ao laser diodo. Por ser 
de baixa potência, não tem problemas com exposição solar.
225
Para (não) Finalizar
A área da estética está sempre se renovando e se atualizando. Desse modo, nós, 
profissionais da área da saúde que atuamos com o paciente, precisamos sempre estar em 
dia com as novidades. A renovação faz parte do aprendizado e conhecimento trazendo 
segurança não só para nós, mas também conforto para nosso cliente.
A cada ano novos princípios ativos surgem no mercado com um propósito novo para 
atuação, seja como injetável, cosmético, oral ou tópico. Como profissionais habilitados 
na prescrição, temos o dever de indicar sempre o padrão-ouro aos nossos pacientes/
clientes. Contudo, o aprimoramento de novas técnicas, atualizações em palestras, 
livros, especializações e afins são de extrema importância para o profissional que almeja 
sucesso e crescimento em sua carreira.
226
Referências
ABRAMO, A. C. Infusão controlada de CO2: carboinsuflação. São Paulo: Ed. Do 
Autor, 2010.
ADA, R.T.A.; ROMITI, a. and CARRUTHERS, J. A. D..The Facial Platysma and Its 
Underappreciated Role in Lower Face Dynamics and Contour. Dermatol Surg. 2017; 
43:1042–1049).
ADELSON H. Francês Mesoterapia para o tratamento da dor. Disponível em 
: http://www.mesotherapyworldwide.com/images/pdf/AJM_Vol_4_2006_57.pdf. 
Acesso em: 21 mai. 2015.
AGNE, J.E. Eletrotermofototerapia: Teoria e Prática. Santa Maria: Orium, (2006)
AJJAN, N.; SOULEBOT, J.-P.; TRIAU, R.; BIRON, G. Intradermal Immunization with 
Rabies Vaccine. Jama, 244, 22, pp. 2 528-2 531, 1980.
ALBUQUERQUE, Gabriella Corrêa de et al. Telangiectasia hemorrágica hereditária: 
ácido tranexâmico no tratamento de úlcera plantar. An. Bras. Dermatol. [online]. 
2005, vol.80, suppl.3, pp. S373-S375. ISSN 1806-4841.
ALBUQUERQUE, J.P.; MACEDO, A.C.B. Avaliação do uso da radiofrequência 
no tratamento da fibrose e gordura localizada no pós-operatório tardio de 
lipoaspiração abdominal – estudo de caso. [Dissertação]. Paraná: Universidade 
Tuiuti do Paraná. 2011.ALMEIDA, RN. Psicofarmacologia: fundamentos práticos. Rio de Janeiro. 
Guanabarra Koogan, 2005.
ALTCHEK D, SODRÉ C, AZULAY D. Dermatologia. 4. Ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2006.
AMIN, S.P., PHELPS, R.G., GOLDBERG, D.J. Mesotherapy for facial skin rejuvenation: 
a clinical, histological, and electron microscopic evaluation. Dermatol Surg. 2006; 
32:1467-72. 
AUST, M.C. Percutaneuos Collagen Induction therapy (PCI)-minimally invasive 
skin rejuvation with risk of hyperpigmatation- fact or fiction? Plast Reconstr 
Surg.122(5):1553-63, 2008.
http://translate.googleusercontent.com/translate_c?depth=1&hl=pt-BR&prev=search&rurl=translate.google.com.br&sl=en&u=http://www.mesotherapyworldwide.com/images/pdf/AJM_Vol_4_2006_57.pdf&usg=ALkJrhg-5G5gPMHJfFQOYGkUIrSmk2WsWA
227
REFERÊNCIAS
AVRAM, M.M. et al. Cryolipolysis TM for Subcutaneous Fat Layer Reduction. Lasers 
in Surgery and Medicine, 41:703–08. 2009.
BAL, S.M; CAUSSIAN, J.; PAVEL, S.; BOUWSTRA, J.A. In Vivo Assessment of Safety 
of Microneedle Arrays in Human Skin. Eur J of Pharm Sci, 35(3):193-202 (2008)
BALBINO, C.A; PEREIRA, L.M; CURI, R. Mecanismos envolvidos na cicatrização: 
uma revisão. Ver. Bras. Farm. 41(1), 2005.
BEN AMITAI, D.; LURIE, R.; LARON, Z. I-GF-1 Signalling Controls the Hair Growth 
Cycle and the Differentiation of Hair Shafts. J Invest Dermatol. 2006 Sep;126(9):2135; 
author reply 2135-6. Epub 2006 Jun 15.
BENELLI, J. et al. Endermologie: humoral repercussions and estrogen interaction. 
Aesthetic Plastic Surgery, 1999.
BERG, J.M.; TYMOCZKO, J.L.; STRYER, L. Biochemistry. 6th ed. New York: WH 
Freeman and Company; 2006. 
BERREUR, M. Dermotonia no Esporte. Jornal de Valence. França, Dezembro, 
1998.
BERRY, M. G., STANEK, J. J. (2012). Botulinum neurotoxin A: A review, Journal of 
Plastic, Reconstructive and Aesthetic Surgery, 65(10), pp. 1283–1291.
BEYLOT, C. Les Differentes Toxines Botuliniques et leur especificities. Ann Dermatol 
Venereol. 2009; 136:577-585.
BIOT, M.D.P.R.N.; ACIOLY, P.M.G.; CARVALHO, J.C. Nefertiti e rugas do colo. 
Cosmiatria e Laser: prática no consultório médico. São Paulo: Ac Farmacêutica, 
2012. pp. 354-359.
BORBA, André, MATAYOSHI, Suzana. Técnicas de rejuvenescimento facial: 
toxina botulínica e MD CodesTM / São Paulo: Buzz, 504p, 2018. 
BORGES, F. Dermato-Funcional – Modalidades Terapêuticas nas disfunções 
Estéticas. Ed. Phorte, (2006)
BOWMANN, P.H., NARINS, R.S. Hialinos e Técnicas de Preenchimento. In: 
CARRUTHERS, J.; CARRUTHERS, A. Técnicas de Preenchimento. New York: 
Elsevier; 2005. p. 35-56.
BRAZ, ANDRE VIEIRA BRAZ; THAIS, HARUMI SAKUMA. Estudo piloto dos padrões 
de contração do músculo frontal. Surg Cosmet Dermatol. 2010;2(3):191-4.
228
REFERÊNCIAS
BROWN, S.A. The science of mesotherapy: chemical anarchy. Aesthet Surg J 2006; 
26:95.BURGEN, A.S.V., DICKENS, F., ZATMAN, L.J. The action of botulinum toxin on 
the neuro-muscular junction. J Physiol 1949 109(1-2):10-24.
CAHIER de L´Analyse des Données, 15,4, pp.401-410,1990.
CALAIS, P. et al. Éstude expérimentale chez Le lapin dún mélange 
médicamenteux utilisé em mésothérapie dans Le traitment dês contractures 
musculaires, Thése de pharmaie, Thours, septembre 1987.
CARRUTHERS, B.; CARRUTHERS, A. Complications of botulinum toxin type A. 
Facial Palst Surg Clin North Am. 2007; 15(1):51-4.
CARRUTHERS, A.; CARRUTHERS, B. The treatment of glabellar furrows with 
botulinum A exotoxin. J Dermatol Surg Oncol. 1990; pp.16-83.
CARRUTHERS, J.; CARRUTHERS, A. Botulinum toxin type A: history and current 
cosmetic use in the upper face. Semin Cut Med Surg. 2001; 20(2):71-8.
Cartee, T.V.; Monheit, G.D. An overview of botulinum toxins: past, present and 
future. Clin Plastic Surg. 2011;38:409-426
CARVALHO, A. C. O.; VIANA, P. C.; ERAZO, P. Carboxiterapia – Nova Proposta 
para Rejuvenescimento Cutâneo. São Paulo, 2005. 
CHORILLI, M. ; ZAGUE, V.; RIBEIRO, M. C. A. P.; LEONARDI, G. R.; PIRES-DE-
CAMPOS, M. S. M.; POLACOW, M. L. O. Avaliação Histológica da Pele Após Exposição 
à Gel Acrescido de Hialuronidase Associado ou Não a Ultra-Som. Lat. Am. J. Pharm. 
26 (1): pp. 26-30 2007.
COLEMAN, S. R. et al. Clinical Efficacy of Noninvasive Cryolipolysis and Its Effects on 
Peripheral Nerves. Aesth Plast Surg. 33:482–88 (2009)
CORRÊA, M.S.; GONTIKO, E.G.; TONANI, R.L.; REIS, M.L.; BORGES, F.S. Análise 
da Eficácia da Carboxiterapia na Redução do Fibro Edema Gelóide: Estudo Piloto. 
Revista Fisioterapia Ser – Ano 3 – Nº 2 – Abr/Mai/Jun - 2008
CRAIG, C.; ROBERT, E.; STITZEL, R.E. Farmacologia moderna com aplicações 
cínicas. 6ed. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 2005.
CURI, R. et al. Ciclo de Krebs como fator limitante na utilização de ácidos graxos 
durante o exercício aeróbico. Arq Bras Endocrinol Metab, São Paulo, v. 47, n. 2, 
pp. 135-143, 2003.
229
REFERÊNCIAS
DALE, M.M.; RITTER, J.M.; RANG, H.P.; FLOWER, R.J. Farmacologia. 4 ed. Rio de 
Janeiro.Elsevier, 2007.
DALLOZ-BOURGUIGNON, A. Mésothérapie et antiradicaux libres. Bulletin SFM, 
80,1991.
DE MAIO, M. Tratado de medicina estética. 2 ed. – São Paulo; Roca, 2011.
DE MELO, F; NICOLAU, P.; PIOVANO, L.;, LIN, S.; BAPTISTA-FERNANDES, 
T.; KING, M.I.; CAMPORESE, A.; HONG, K.; KHATTAR, M.M.; CHRISTEN, M. 
Recommendations for volume augmentation and rejuvenation of the face and hands 
with the new generation polycaprolactone-based collagen stimulator (Ellansé®) - 
Review. Clinical, Cosmetic and Investigational Dermatology 2017:10. 
DRESSLER, D.; HALLETT, M. Immunological aspecto f Botox. European Journal 
of Neurology. 2006, 13 (S1): 11-15.
DUNCAN, D.; ROTUNDA, A.M. Injectable Therapies For Localized Fat Loss: State Of 
The Art. Clin Plast Surg. 2011; 38: 489– 501, VII.
DUNCAN, R. E. et al. Regulation of lipolysis in adipocytes. Annu Rev Nutri. v. 27, pp. 
79-101, 2007.
EGRAND J; BARTOLETTI C; PINTO R. Manual Prático de Medicina Estética. 
Buenos Aires, Camaronês. 2009.
ERBGUTH, F.J. (2004). Historical notes of botulism, Clostridium Botulinum, 
botulinum toxin, and the ideia of the therapeutic use of the toxin. Movement Disord. 
19 (suppl.8), S2-S6.
ELOIR, P.; COLAB. Cuidados com os medicamentos. 4 ed. Porto Alegre. UFRGS, 
2004.
FABBROCINI, G; PADOVA, M; VITA V; NUZIO F; PASTORE F. Tratamento de rugas 
periorbitais por terapia de indução de colágeno. Surgical & Cosmetic Dermatology. 
1(3):106-11 (2009)
FABROCCINI, G; FARDELLA, N. Acne scar treatment using skin needling. Clin Exp 
Dermatol. 34(8):874-9. 2009.
FAGIEN, S. Botox for the treatment of dynamic and hyperkinetic facial lines 
and furrows: adjunctive use in facial aesthetic Surgery. 1999: 103:701-8.
230
REFERÊNCIAS
FERNANDES, D. Minimally invasive percutaneous collagen induction. Oral 
Maxillofac Surg Clin North Am. 17(1):51-63, 2006.
FERNANDES, D; MASSIMO S. Combating photoaging with percutaneuos collagen 
induction. Clin Dermatol. 26(2):192-9. 2008.
FERRARO, G. A. Synergistic effects of cryolipolysis and shock waves for noninvasive 
body contouring. Aesthetic Plast Surg. 36(3): 666-79. 2012.
FERRAZ, S.B.; SERRALTA, F.B. O impacto da cirurgia plástica na autoestima. 
Estudos e pesquisas em psicologia. UERJ. 7(3):557-69. 2007.
FILHO, S.T.; PECORA, C.S. Diluição e preparação das toxinas: equivalência de 
doses entre as toxinas. Cosmiatria e Laser: prática no consultório médico. São Paulo: 
Ac Farmacêutica, 2012. pp. 333-337.
FREVER, T. J.; DRUGS, R. D. Content of Botulinum Neurotoxin in Botox / 
Vostabel, Dysport / Azzalure and Xeomin / Bocouture. 2010; 10(2): 67-73.
FUCHES, F.D.; WANNMACHER, L.; FERREIRA, MB. Farmacologia clínica. 3 ed. 
Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 2000.
FUCHES, F.D., WANNMACHER, L., FERREIRA, M.B.C. Farmacologia clínica, 
fundamentos de terapêutica nacional. 4 ed. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 
2004.
GARCIA, P. G.; GARCIA, F. G.; BORGES, F. S. O uso da eletrolipólise na correção 
da assimetria no contorno corporal pós-lipoaspiração: Relato de caso. Revista 
Fisioterapia Ser – Ano 1 – no 4 – out/nov/dez – 2006.
GARG, V.K.; SINHA, S.; SARKAR, R. Glycolicacid peels versus salicylic-mandelic 
acid peels in active acne vulgaris and post-acne scarring and hyperpigmentation: a 
comparative study. Dermatol Surg; 35(1): 59-65, 2009 Jan.
GEORGE, F. La pentoxifylline, une molécule polyvalente em mésotherapie. Bull SFM 
nº 132 sept 2008.
GLADSTONE, H. B.; PEGGY, W.; CARRUTHERS, J. Informações básicas no uso de 
preenchedores estéticos. In: CARRUTHERS, J.; CARRUTHERS, A. Técnicas de 
preenchimento. 2nd. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. Cap. 1, p. 01 - 10.
GLOGAU, R.G. Aesthetic and anatomic analysis of the aging skin. Seminars in 
cutaneous medicine and surgery 1996, 15(3):134-138
231
REFERÊNCIAS
GLOGAU, R.G. Chemical peeling and anging skin. Journal of geriatric dermatology 
1994;2(1):5-10.
GLOGAU, R.G. Evaluation of the aging face. In: KAMINER, M.S.; DOVER, J.S.; ARNDT, 
K.A., editors. Atlas of Cosmetic Surgery. Philadelphia:wb saunders, 2002, pp. 29-
33.
GODIN, D.V. Pharmacokinetics: disposition and metabolism of drugs. In: Munson 
PL, ed. Principles of pharmacology. New York: Chapman & Hall; 1995. 
GOODMAN, G. Botulinum toxin for the correction of hyperkinetic facial lines. 
Australasian Journal of Dermatology. 1998; 39(3):158-63.
GRAHAME, S.D.G., ARONSON, J.K. Tratado de farmácia clínica e 
farmacoterapia. 3.ed. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 2004.
GUIRRO E.C.O; GUIRRO R.R.J. Fisioterapia Dermatofuncional. 2.ed. São Paulo: 
Manole. 2002.
HARRIS; GOLAN, David. Princípios de farmacologia. Ganabara Koogan, 2.ed. 
2009.
HERNANDEZ, M.; FRESNEL, M. M. Manual de cosmetologia. 3.ed. Rio de janeiro: 
Revinter p. 353, 1999.
HERREROS, Fernanda Oliveira Camargo; MORAES, Aparecida Machado de; VELHO, 
Paulo Eduardo Neves Ferreira. Mesoterapia: uma revisão bibliográfica. An. Bras. 
Dermatol. [online]. 2011, vol.86, n.1, pp. 96-101. ISSN 0365-0596.
JAYASINGHE, S.; GUILLOT, T.; BISSOON, L.; GREENWAY, F. Mesotherapy for local 
fat reduction. Obes Rev. 2013 Oct;14(10):780-91. doi: 10.1111/obr.12049. Epub 2013 
Jun 25. Review.
JEWELL, M.L.; CHARLES, S. Noninvasive Body Sculpting Technologies with an 
Emphasis on High-Intensity Focused Ultrasound. Aesth Plast Surg. 35:901–12 
(2011).
KALIL, A. Aesthetic mesotherapy: the US approach and contribution. Cosmet 
Dermatol. 2006. 19:753–758.
KAPLAN, J. A.; COUTRIS, G. Mésoscintigraphie et proposition dúne théorie unifièe 
de la mésothérapie. In: Bulletin 5 des communications du 6e Congrès 
International de Mesothérapie; 1992, Paris, França. pp. 2-4.
232
REFERÊNCIAS
KATZUNG, B.G. Farmacologia básica e clínica. 8.ed. Rio de Janeiro. Guanabara 
Koogan, 2003.
KEDE, MARIA P.V.; SABATOVICH, O. Dermatologia estética. 2ª ed. rev. e ampl. 
São Paulo: Atheneu, 2009.
KENNETH, B.K. et al. Non-invasive cryolipolysis™ for subcutaneous fat reduction does 
not affect serum lipid levels or liver function tests. Lasers in Surgery and Medicine. 
41(10):785–90 (2009)
KNIZE, D.M. The muscles that act on glabellar skin: a closer look. Plastic and 
Reconstructive Surgery. 2000, 105(1):350-61.
Jull A,Waters J,Arroll B. Pentoxifylline for treatment of venous leg ulcers: a systematic 
review LANCET, 359 9317, pp. 1 550-1 554, 2002.
LE COZ, Jacques. Mesoterapia: tratamento da dor, reumatologia, medicina do 
esporte, medicina estética, clínica médica/Jacques Le Coz; [tradução de Paula Fernanda 
Malaszkiewicz]. – 2.ed. – Rio de Janeiro: Revinter, 2012. 
LEIBASCHOFF, G. Mesotherapy and Cellulite. American Journal of Mesotherapy. 
v.4 p.53, 2006.
LEITE, J. P. V. Fitoterapia: bases científicas e tecnológicas. São Paulo: Atheneu, 2009.
LEFF, P. The two-state model of receptor activation. Trends Pharmacol Sci 1995; 
16:89–97. 
LEVER, W.F.; LEVER, G.S. Histologia da Pele. 7ed. São Paulo: Manole. (1991)
LEWIS, W. Is Microneedling Really the Next Big Thing? Plastic Surgery Practice. 
1-6 (2014)
Lopez, J.C. Carbon Dioxide Therapy. University Hospital of Siena: Italy; 2005.
MACIEL, D.; OLIVEIRA, G.G. Prevenção do envelhecimento cutâneo e 
atenuação de linhas de expressão pelo aumento da síntese de colágeno. V 
congresso multiprofissional em saúde – atenção ao idoso. UniFil. Londrina, Paraná, 
2011.
MAIO, M. Tratado de Medicina Estética. Ed. Rocca. (2004)
MANSTEIN, D. et al. Lasers in Surgery and Medicine. 2008, 40: 595-604.
233
REFERÊNCIAS
MARSILI, C. Carboxiterapia – Sociedade Brasileira de Cirurgia e Medicina Plástica 
Estética – São Paulo, 2007. 
MATARASSO, A.; PFEIFER, T.M. Mesotherapy and injection lipolysis. Clin Plast 
Surg. 2009 Apr;36(2):181-92, v; discussion 193. doi: 10.1016/j.cps.2008.11.002.
MATARASSO, A.; PFEIFFER, T.M.; The Plastic Surgery Educational Foundation 
Data Committee (2005) Mesotherapy For Body Contouring. Plast Reconstr Surg. 
115:1420–1424.
MAYA, V. Mesotherapy. Indian J Dermatol Venereol Leprol. 2007; 73:60-2. 
MAYUMI, ELIZA; OTSUKA, SATO; FERNANDA, GOMARA.; ROBERTO, PONTAROLO.; 
ITAMAR, FRANCISCO ANDREAZZA; MARIELLA ZARONI*. Permeação cutânea in 
vitro do ácido kójico. Brazilian Journal of Pharmaceutical Sciences. vol. 43, n. 
2, abr./jun., 2007.
MCDANIEL, D. et al. Body Contouring: a preliminary report on the use of the silhouette 
– device for Treating Cellulite. Aesthetic Surgery Journal, Fort Lauderdale, Flórida, 
EUA, v. 18, n 3, May/ June, 1998.
MELLO, D.; KUNZLER, D. K.; FARAH, M. A cafeína e seu efeito ergogênico. 
Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, v. 1, n. 2, p. 30-37, 2007.
MENEGAT, T. A. Guia Prático de Carboxiterapia. São Paulo, Ed. Aiko Ltda, 2014.
MESKI, A.P. Terço superior da face: padrões masculinos e femininos. Cosmiatria e 
Laser: prática no consultório médico. São Paulo: Ac Farmacêutica, 2012. pp. 338-343.
MILANE, G.; AMADO, S.; FARAH, E. Fundamentos da Fisioterapia Dermato-
funcional: Revisão de Literatura. Fisioterapia e Pesquisa, 2006.
MIN, S.; AHN, M.D., 2007. Calcium Hydroxylspatitte: Radiesse. Facial Plast. Surg 
Clin N Am 15 (2007) 85-90.
MORI, S. et al. Body fat mass reduction and up-regulation of uncoupling protein by 
novel lipolysis-promoting plant extract. Int J of Biol Sci., v. 5, n. 4, pp. 311-318, 2009.
MORIMOTO, C.; KAMEDA, K.; TSUJITA, T. et al. Relationships between lipolysis 
induced by various lipolytic agentes and hormone-sensitive lipase in rat fat cells. J 
Lipid Res 2001; 42:120.
MREJEN, D. Semeiologie, Pharmacocinetique et profondeur des injections en 
mèsothérapie. In: Bulletin 5 des communications du 6e Congrès International de 
234
REFERÊNCIAS
Mesothérapie; 1992; Bruxelas, Bélgica. Paris: Société Française de Mésothérapie; 
1992. p. 13-14. 
OLIVEIRA, F. C et al. Influência da toxina botulínica tipo A na função lacrimal de 
pacientes com distonias faciais. Arq. Bras. Oftalmol. [online]. 2010, vol.73, n.5, pp. 
405-408. ISSN 0004-2749.
PECK, H.; PECK S. A concept of facial esthetics. Angle orthodontist 40:284-317. 
1970.
PECORA, C.S.; FILHO, S.T. Avaliação comparativa entre as propriedades e as 
características das toxinas botulínicas. Cosmiatria e Laser: prática no consultório 
médico. São Paulo: Ac Farmacêutica, 2012. pp. 327-337.
PEPPERCORN, R.M. Cellulite Treatment versus the New Liposuction: which is 
best?,1999.
PERRICONE, Nicholas. O Fim das Rugas: um método natural e definitivo para evitar 
o envelhecimento da pele/ Nicholas Perricone: Tradução de Ana Beatriz Rodrigues. – 
Rio de Janeiro. Elsevier, 2001 – 13° reimpressão.
PICKETT, A. Dysport: pharmacological properties and factors that influence toxin 
action. Toxicon. 2009 Oct; 54(5):683-9. Epub 2009 mar 28. Review.
PICKETT, A.; DODD, S.; RZANY, B. Confusion about diffusion and the art of 
misinterpreting data when comparing different botulinum toxins used in aesthetic 
applications. J Cosm laser therapy. 2008; 10:181-3.
PISTOR, M. Mesotherapy. Librairie Maloine SA: Paris, 1964.
POULAINA, B.; LONCHAMPA, E.; JOVERA, E.; POPOFFB, M.R.; MOLGÓC, J. 
Mecanismes d’action dês toxines ET neurotoxines botuliniques. Ann Dermatol 
Venereol. 2009; 136:573-576.
PRATT, W.B.; TAYLOR, P. eds. Principles of drug action: the basis of pharmacology. 
3rd ed. New

Mais conteúdos dessa disciplina