Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

M
 E
 S
 O
 T
 E
 R
 A
 P
 I 
A
https://elements.envato.com/pt-br/photos/mesoterapia/pg-3
Mesoterapia
— 2 — 
Sobre a Faculdade 
Propósito
• Transformar a vida do profissional da Saúde para o melhor.
Missão
• Nossa missão é impulsionar o desenvolvimento pessoal e profissional desses espe-
cialistas, capacitando-os com conhecimentos avançados e técnicas inovadoras.
Visão
• Proporcionar educação de excelência nos campos da Saúde, Estética e Bem-Es-
tar e Negócios, tornando-se referência nos mercados regional, nacional e inter-
nacional.
Valores
• Liderança: porque devemos liderar pessoas, atraindo seguidores e influenciando 
mentalidades e comportamentos de formas positiva e vencedora.
• Inovação: porque devemos ter a capacidade de agregar valor aos produtos da 
empresa, diferenciando nossos beneficiários no mercado competitivo.
• Ética: porque devemos tratar as coisas com seriedade e em acordo com as regu-
lamentações e legislações vigentes.
• Comprometimento: porque devemos construir e manter a confiança e os bons 
relacionamentos.
• Transparência: porque devemos sempre ser verdadeiros, sinceros e capazes de 
justificar as nossas ações e decisões.
Copyright© Nepuga – 2023 - Todos os direitos reservados. 
Nenhuma parte deste livro pode ser utilizada, reproduzida ou armazenada em qualquer forma ou meio, 
seja mecânico ou eletrônico, fotocópia, gravação etc, sem a permissão por escrito da Instituição.
Mesoterapia
— 3 — 
Nota do autor 
A mesoterapia, apesar de existir a quase 70 anos, ainda é uma ciência muito em-
pírica, ou seja, baseada em observação. Existem estudos comprovando sua eficácia 
em diversos tratamentos médicos e estéticos, porém ainda faltam muitas pesquisas 
a serem feitas. A quantidade de diferentes medicamentos utilizados em mesoterapia 
é de centenas. As combinações possíveis de mesclas (diferentes medicamentos uti-
lizados em conjunto para um único tratamento) é na casa dos milhares. Consideran-
do ainda as diferentes doses possíveis, tem-se milhões de combinações possíveis. A 
literatura descreve diversas substâncias utilizadas na mesoterapia, porém poucas 
publicações respaldam sobre o uso correto destas.
O que é feito hoje, em relação a mesoterapia, é a basear-se na literatura já exis-
tente. A cafeína é um exemplo de um lipolítico, logo, se utilizada na técnica de meso-
terapia, deve apresentar potencial lipolítico também.
Mas então, como se definem os protocolos de mesoterapia? Utilizando o que se 
tem na literatura científica a respeito das substâncias. Sabe-se farmacologia da ca-
feína, sabe-se sua dose terapêutica, sua dose letal. Então, baseado nisso, os pro-
fissionais definiram protocolos seguros, respeitando os preceitos da farmacologia 
de cada composto, os preceitos da mesoterapia, e os preceitos fisiológicos. Sempre 
embasados em artigos e trabalhos científicos. Talvez se descubra que os protocolos 
utilizados não são os mais eficazes. Que deveria se ter usado uma dose diferente ou 
um intervalo diferente. Mas presa-se pela segurança do paciente, e por isso utilizam-
-se doses e intervalos seguros e eficazes. Para que sejam mais eficazes ainda, dentro 
de níveis seguros, devem-se realizar mais pesquisas científicas. E isso toma tempo. 
Como eu disse, bom senso: na dúvida, utilize o que é seguro, o que é sabido. Prego 
muito a filosofia do “menos é mais”. As doses sugeridas nesta apostila são aquelas in-
dicadas pelo laboratório parceiro do NEPUGA, o Pineda. Laboratório este que os gran-
des profissionais do Brasil utilizam como fornecedor de suas mesclas, assim como os 
professores do NEPUGA. O laboratório sugere sempre doses seguras, dentro daquelas 
estabelecidas em estudos e pelas maiores autoridades brasileiras e mundiais em 
saúde (ANVISA, Ministério da Saúde, OMS, CDC, etc.). Outros dos grandes laboratórios 
de injetáveis para mesoterapia do Brasil utilizam doses parecidas, as vezes menores, 
as vezes maiores, porém, no meu melhor saber, sempre dentro de valores seguros.
Cada laboratório tem suas sugestões de mesclas, assim como cada profissional 
as adapta conforme necessário. As sugestões entre os laboratórios são muito simi-
lares, o que indica que são eficazes, em sua maioria, devido à grande aceitação de 
profissionais e presença de resultados confirmados, ainda que de modo empírico.
Mesoterapia
— 4 — 
De qualquer maneira cabe a todo profissional estudar e fazer o levantamento 
científico de artigos que comprovem o uso seguro e eficaz de todos as substâncias, 
as doses e vias de administração permitidas. Noto que algumas substâncias são uti-
lizadas para determinados fins, sendo que não há indício científico algum sobre isto. 
Estas substâncias, particularmente, não utilizo. Pelo menos não quando não existe 
comprovação científica de seu mecanismo de ação.
Espero que aprendam com esta apostila, mas tenham em mente que ela não é a 
palavra final em mesoterapia. Como tudo na ciência, nada é definitivo. Uma semana 
após a publicação desta apostila, talvez surja um artigo trazendo mais luz acerca de 
determinado medicamento: confirmando ou rejeitando sua eficácia. Mantenham-se 
sempre atualizados. Optem primeiro pela segurança, e depois pela potencialização 
de resultados baseados em “achismos”. E contém sempre com o corpo docente do 
NEPUGA, profissionais capacitados, treinados e, acima de tudo, questionadores.
Mesoterapia
— 5 — 
Su
m
ár
io
1. Introdução ..................................................................................................................................... 8
1.1 Histórico ................................................................................................................................... 8
1.2 Conceitos .............................................................................................................................. 8
1.3 Indicações Médicas ....................................................................................................... 9
1.4 Indicações Estéticas ...................................................................................................... 9
1.5 Contraindicações...........................................................................................................10
1.6 Vantagens, Desvantagens e Efeitos Colaterais ........................................10
2. Vias de administração na mesoterapia ............................................................... 12
2.1 Características Gerais dos Produtos a Serem Injetados....................13
2.2 Via Intradérmica ............................................................................................................13
2.3 Via Subcutânea ..............................................................................................................15
2.4 Via Intramuscular..........................................................................................................16
3. Produtos utilizados na mesoterapia ........................................................................18
3.1 Medicamentos Lipolíticos .........................................................................................18
3.2 Medicamentos Eutróficos .......................................................................................22
3.3 Medicamentos Venotróficos ............................................................................... 26
3.4 Medicamentos Anestésicos ................................................................................ 28
3.5 Outros Medicamentos ............................................................................................. 30
4. Protocolos de aplicação de mesoterapia ......................................................... 38
4.1 Mesclas de Mesoterapia ......................................................................................... 38
4.2 Materiais e Preparo da Mescla para Aplicação .................................... 39
4.3 Técnicas de Aplicação ..............................................................................................414.4 Técnica de Mesoterapia para Gordura Localizada ............................ 42
4.5 Técnica de Mesoterapia para Fibroedema Geloide .......................... 43
4.6 Técnica de Mesoterapia para Gordura Submentoniana ............... 44
4.7 Técnica de Mesoterapia para Flacidez e Manchas .............................47
4.8 Técnica de Mesoterapia para Estrias ........................................................... 50
4.9 Técnica de Mesoterapia para Intramuscular ...........................................51
Mesoterapia
— 6 — 
Su
m
ár
io
5 Tratamento e pós-tratamento ................................................................................... 52
5.1 Tratamento e Pós-Tratamento de Gordura Localizada ................... 53
5.2 Tratamento e Pós-Tratamento de Gordura Submentoniana ..... 54
5.3 Tratamento e Pós-Tratamento de Flacidez e Estrias ........................ 55
5.4 Tratamento e Pós-Tratamento de Manchas .......................................... 56
5.5 Tratamento e Pós-Tratamento com Injeção Intramuscular ........57
6. Sugestões de mesclas ......................................................................................................57
6.1 Mesclas para Gordura Localizada ................................................................... 58
6.2 Mesclas para Hidrolipodistrofia Ginoide..................................................... 58
6.3 Mesclas para Gordura Submentoniana ..................................................... 59
6.4 Mesclas para Flacidez e Rejuvenescimento Tissular......................... 59
6.5 Mesclas para Estrias ................................................................................................. 60
6.6 Mesclas para Manchas .......................................................................................... 60
6.7 Mesclas para Tratamento Capilar ....................................................................61
6.8 Mesclas para Aplicação Intramuscular........................................................61
7. Sugestões de fórmulas para homecare ............................................................. 62
8. Manuseio das complicações da mesoterapia .............................................. 63
8.1 Principais Complicações ........................................................................................ 63
8.2 Sugestões de Homecare para a prevenção e tratamento de com-
plicações .......................................................................................................................................... 64
9. Considerações finais ........................................................................................................ 66
10. Referências bibliográficas ........................................................................................... 68
Mesoterapia
— 7 — 
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS 
AA Aminoácido
AAS Ácido Acetilsalicílico
Ác Ácido
AG Ácido Graxo
AH Ácido Hialurônico
AMP Adenosina Monofosfato
AMPc Adenosina Monofosfato Cíclico
ATP Adenosina Trifosfato
CDC Centers for Disease Control and Prevention
COX-2 Ciclo-oxigenase 2
DHT Di-hidrotestosterona
DMAE Dimetilaminoetanol
EPI Equipamento de Proteção Individual
FEG Fibroedema Gelóide
FPS Fator de Proteção Solar (também se refere ao Protetor Solar)
GAG Glicosaminoglicano
GF Growth Factor (Fator de Crescimento, em inglês)
GH Growth Hormone (Hormônio do Crescimento, em inglês)
GL Gordura Localizada
ID Intradérmico
IL Interleucina
IM Intramuscular
LHS Lípase Hormônio Sensível
mg Miligrama
mL Mililitros
OMS Organização Mundial da Saúde
PDE4 Fosfodiesterase-4
q.s.p. Quantidade suficiente para
SAMU Serviço de Atendimento Móvel de Urgência
SC Subcutâneo
TG Triglicérides
VO Via oral
WHO World Health Organization (ver OMS)
Mesoterapia
— 8 — 
1. Introdução 
1.1 Histórico
A intradermoterapia, ou mesoterapia, é um procedimento introduzido pelo médi-
co francês Michel Pistor (1924-2003), em 1952, para tratar a dor. Ele tentou injetar pro-
caína de forma local para o tratamento da asma. O tratamento não funcionou, mas 
a audição do paciente, que era alterada, melhorou. Com a intenção de conseguir um 
efeito maior, Pistor injetou pequenas doses de procaína em profundidades entre 3 e 
5 mm, em volta da área alvo (a orelha). A partir daí inúmeros pacientes deficientes 
auditivos começaram a procurar o médico. Ele acabou notando que várias outras 
doenças, como eczema do canal auditivo, dor na articulação temporomandibular e 
tinnitus também começaram a apresentar melhora.
Sua descoberta foi publica em uma revista médica local em 1958. Ele deu a ela 
o nome de mesoterapia. Ele definiu como sendo o tratamento do mesoderma (o fo-
lículo embrionário que se diferencia em tecidos conectivo, muscular e circulatório), 
em função de apresentar eficácia em vários tecidos. Então a mesoterapia pode ser 
considerada como a aplicação de diversas injeções de substâncias farmacológicas, 
diluídas, em pequenos volumes, diretamente na região a ser tratada. Nas próprias 
palavras de Pistor (1976) temos um resumo sucinto: Pouco volume, algumas vezes, 
no local correto.
Em 1964, Dr. Pistor fundou a Sociedade Francesa de Mesoterapia, e a expandiu 
para os campos de medicina geral, veterinária e estética. Em 1987 a Academia Na-
cional de Medicina da França, reconheceu a mesoterapia como uma especialidade 
médica. Aos poucos se popularizou em partes da Europa, América do Sul, Estados 
Unidos e Ásia. Em 2003, Dr. Michel Pistor, o Pai da Mesoterapia, faleceu.
1.2 Conceitos
Hoje em dia considera-se a mesoterapia não como um tratamento, mas como 
uma técnica de drug delivery (entrega de ativos), sendo que se utilizam medica-
mentos aplicados localmente, através de várias injeções. Os fármacos utilizados nor-
malmente apresentam uma dosagem menor do que a convencional. Atente-se de 
que não são doses homeopáticas. Fármacos como a benzopirona, por exemplo, utili-
zam uma dosagem média de 5 mg/mL, enquanto um comprimido do medicamento 
Venalot contém 15 mg de benzopirona. São realizadas múltiplas injeções (em alguns 
casos podendo chegar a cinquenta ou mais) em via intradérmica, subcutânea ou 
Mesoterapia
— 9 — 
intramuscular. O método de aplicação normalmente consiste no uso de agulhas de 
0,3 x 13mm (30G ½). Na maioria dos casos são utilizados vários fármacos em uma 
sessão. Esta associação de fármacos chama-se de mescla (mélange em francês).
Em torno dos anos 2000, começaram a surgir os primeiros artigos relatando o uso 
da Mesoterapia em procedimentos estéticos, e hoje existem vários trabalhos com-
provando sua eficácia e segurança.
1.3 Indicações Médicas
A área médica utiliza a mesoterapia no tratamento auxiliar de diversas doenças, 
como:
• Tendinites;
• Cervicobraquialgia;
• Doenças músculo esqueléticas;
• Dores articulares;
• Dor lombar subaguda;
• Disfunção sacroilíaca;
• Dor oral;
• Dor periodontal.
Nota-se que a maioria dos tratamentos médicos são focados em doenças dolo-
rosas, sejam elas agudas ou crônicas.
1.4 Indicações Estéticas
A mesoterapia é muito popular nos tratamentos estéticos, provando-se eficaz, 
segura e bem tolerada pelos pacientes. As principais indicações da mesoterapia na 
área da estética são:
• Redução de gordura localizada (GL);
• Fibroedema geloide;
• Flacidez tissular corporal;
• Flacidez tissular facial;
• Flacidez muscular;
• Desvitalização facial;
• Redução de gordura submentoniana;
• Alopécia;
• Auxílio no hipertrofismo muscular;
• Emagrecimento.
Pode-se notar que a mesoterapia na estética tem diversas aplicações, tanto em 
tratamentos corporais como faciais, podendo ser utilizada de forma individual ou em 
associação com outras técnicas, desde que saiba-se associar as técnicas com se-
gurança.
Mesoterapia
— 10 — 
1.5 Contraindicações
Apesar de ser uma técnica segura, a mesoterapia apresenta muitas contrain-
dicações, que são comuns em vários procedimentos estéticos. A seguir será visto 
algumas das contraindicações gerais da mesoterapia. Existem ainda as contraindi-cações específicas para cada medicamento utilizado.
• Doença ou lesões no local da aplica-
ção;
• Gestantes;
• Lactantes;
• Doenças cardíacas;
• Hipertensão;
• Doenças vasculares;
• Doenças hepáticas;
• Doença ativa;
• Peso abaixo do normal;
• Pacientes com câncer;
• HIV/AIDS;
• Hipersensibilidade aos componentes 
da mescla;
• Doenças renais;
• Doenças autoimunes;
• Doenças pulmonares;
• Diabetes descompensada;
• Alterações hormonais;
• Presença de doença crônica;
• Alterações hematológicas;
• Obesidade grau I, II ou III;
• Dentro do período de remissão de 
câncer.
Resumidamente, o paciente para receber a mesoterapia deve estar sadio, sem 
doença ou processo inflamatório ativo, seja ele agudo ou crônico. Pacientes com 
algumas doenças sob controle rigoroso, mediante autorização médica, podem ser 
considerados para o tratamento de mesoterapia, como, por exemplo, diabéticos 
compensados. Pacientes que já tiveram câncer, mesmo depois de saírem do período 
de remissão, não devem receber nenhum tratamento contendo Fatores de Cresci-
mento. Para os tratamentos que não contenham esse composto, é sempre necessá-
rio ter autorização do oncologista responsável.
1.6 Vantagens, Desvantagens e Efeitos Colaterais
Como qualquer tratamento, a mesoterapia apresenta suas vantagens e desvan-
tagens (resumo comparativo na Tabela 1). Como vantagens pode-se citar a apli-
cação apenas no local da afecção estética, a possibilidade de administrar certos 
fármacos que não podem ser utilizados por via oral, o controle preciso da dose ad-
ministrada, a entrega completa da dose usada, poucos efeitos sistêmicos (maioria é 
localizado).
Mesoterapia
— 11 — 
Em relação as desvantagens, as principais são aquelas associadas a todos os 
procedimentos injetáveis: causa dor, existe a possibilidade de infecção, pode cau-
sar lesões graves, gera uma inflamação local em função da ação mecânica da 
agulha e ação dos fármacos, e, uma vez administrado o fármaco, este não pode 
ser removido.
Tabela 1: Comparativo resumido das vantagens e desvantagens da mesoterapia.
Vantagens Desvantagens
Aplicação local Dor
Administrar fármacos que não podem 
ser usados por via oral Pode causar infecção
Controle preciso da dose Pode causar lesões graves
Entrega completa da dose usado Causa inflamação local
Poucos efeitos sistêmicos Medicamento, após administração, não 
pode ser removido
Como é uma técnica que envolve a administração de medicamentos, deve-se 
considerar sua toxicidade. Vale lembrar que toda substância pode ser tóxica (inclu-
sive água, por exemplo), em função de: dose administrada, via de administração, 
tempo de exposição, duração do tratamento, toxicidade inerente à substância, sus-
ceptibilidade individual (tolerância, função hepática, renal, etc.), farmacodinâmica 
e farmacocinética da substância. É importante, então, considerar o intervalo entre 
aplicações e o volume de fármacos aplicados (por isso, entre outros motivos, não é 
recomendado mais do que uma sessão em um mesmo dia). Apesar da toxicidade 
inerente a toda substância, a mesoterapia apresenta baixo potencial tóxico, pois uti-
lizam-se substâncias mais diluídas, num volume máximo total de 10 mL de mescla, 
com intervalo grande entre aplicações. Lembre-se: o potencial tóxico é baixo, mas 
não ausente.
Quanto aos efeitos colaterais, temos os comuns, muitas vezes esperados, os raros 
e os raríssimos. Os efeitos colaterais comuns são sempre localizados, ou seja, tendem 
a surgir apenas no local da aplicação. Pode-se citar os sintomas relacionados a in-
flamação: dor, calor, eritema e edema. Podem surgir também equimoses, nódulos 
e hiperpigmentação pós-inflamatória. Todos estes efeitos colaterais comuns, com 
exceção dos dois últimos citados, tendem a desaparecer em alguns dias (normal-
mente entre 3 a 7 dias). Caso persistam por mais tempo, ou sejam muito intensos, o 
Mesoterapia
— 12 — 
paciente deve ser reavaliado e, se necessário, deve-se realizar a intervenção correta, 
seja o tratamento dos efeitos colaterais pelo próprio profissional, ou o encaminha-
mento para médico.
Entre os efeitos colaterais raros pode-se citar a náusea, vômito, diarreia, urticária 
pigmentosa, hipersensibilidade e necrose. Com exceção da necrose (que tem mais 
probabilidade de ocorrer com o uso de substâncias alcóolicas ou oleosas), todos os 
outros efeitos são de caráter sistêmico. Náusea, vômito e diarreia podem surgir, es-
pecialmente, após a aplicação de mesoterapia intramuscular ou gordura localizada, 
que tem uma absorção sistêmica maior do que as aplicações intradérmicas. Caso os 
sintomas não diminuam ou desapareçam em algumas horas (12 a 24 horas no máxi-
mo) ou sejam muito intensos, o paciente deve ser encaminhado ao médico. No caso 
de hipersensibilidade do tipo I (você pode ler mais sobre hipersensibilidades no ar-
tigo Reações de Hipersensibilidade a Medicamentos, da Revista Brasileira de Alergia 
e Imunopatologias, escrito pelo Dr. Luiz Antônio Guerra Bernd et al.) o paciente deve 
ser encaminhado imediatamente ao hospital mais próximo (ou deve-se acionar a 
SAMU). Os sintomas podem atingir seu pico entre 3 a 30 minutos, e esta reação pode 
levar a óbito neste período.
Sobre os efeitos colaterais raríssimos, os artigos citam, principalmente, a infecção 
não tuberculosa por Mycobacterium. Caso isto ocorra, o paciente deverá ser enca-
minhado ao médico imediatamente. Você pode ler mais no artigo de Raquel Duarte 
et al., intitulado Micobacterioses Não-tuberculosas – Das manifestações clínicas ao 
tratamento. Este risco normalmente está associado com uma má técnicas de assep-
sia e antissepsia.
A mesoterapia ainda pode desencadear reações de psoríase, lúpus eritematoso 
sistêmico, paniculite, atrofia, acromia e erupção liquenoide.
2. Vias de administração na mesoterapia 
A escolha da via de administração dos fármacos, e a execução correta da téc-
nica, são essenciais para o sucesso do tratamento, e, também, para evitar compli-
cações. Algumas substâncias, por exemplo, podem ser aplicadas no tecido adiposo 
seguramente, mas se forem aplicadas na pele ou músculo, causarão uma grave ne-
crose. Algumas podem ser aplicadas em todos tecidos, outras apenas na pele, outras 
apenas no músculo, ou alguma combinação destas camadas. É obrigação de todo 
profissional saber em quais camadas cada substância na mescla pode ser aplica-
da. Em caso de dúvida a substância não deve ser aplicada, o laboratório que lhe 
forneceu a mescla deve ser consultado e/ou deve ser feita uma pesquisa no Bulário 
Mesoterapia
— 13 — 
Eletrônico da ANVISA (clique no link). A consulta a Farmacopéia da ANVISA também é 
importante para entender as características do produto.
Cada uma das vias de administração de medicamentos tem suas particularida-
des. Deve-se considerar o ângulo de entrada da agulha, a agulha e seringa utilizadas, 
o volume aplicado, pressão aplicada no êmbolo, e a absorção sistêmica (muscular 
apresenta grande absorção sistêmica, seguida por subcutânea, e, por último, intra-
dérmica, que apresenta baixa absorção sistêmica).
2.1 Características Gerais dos Produtos a Serem Injetados
Não é qualquer produto que pode ser utilizado em mesoterapia. Para que um 
medicamento possa ser aplicado com segurança, ele deve apresentar as seguintes 
características:
• Ser estéril;
• Ser, preferencialmente, aquoso (menos doloroso que medicamentos oleosos);
— Substâncias hidrossolúveis tendem a permanecer mais tempo no espaço in-
tersticial, enquanto substâncias lipossolúveis tendem a permear as células 
mais rapidamente.
• Ser um líquido límpido (sem a presença de precipitados);
• Fármacos devem ser compatíveis.
É importante, também, que se saiba o pH de cada um dos fármacos, e, trabalhar 
com no máximo 5 substâncias ao mesmo tempo.
O pH é importante pois, ao preparar a mescla, deve-se aspirar os produtos se-
guindo a ordem do pH (do menor para o maior, ou do maior para o menor), pois se 
caso misturar diretamente uma substância com pH muito diferente, pode-se teruma 
reação ácido-base, que irá formar sal e água. Ao misturar substâncias com pH do 
menor para o maior (ou vice-versa), existe menor chance desta reação ocorrer.
Evita-se utilizar mais do que 5 substâncias (porém existem casos onde isso é fei-
to), para que se diminuam as chances de interações medicamentosas, incompatibi-
lidade entre fármacos e reações adversas.
2.2 Via Intradérmica
A via intradérmica (ID) (Figura 1) é utilizada, normalmente, em tratamentos que 
visam corrigir alterações na derme: rejuvenescimento de pele, flacidez tissular, es-
trias, cicatriz hipotrófica, cicatriz hipertrófica, queloides, hipercromias, tratamentos 
capilares, etc.
Mesoterapia
— 14 — 
Utiliza-se, preferencialmente, uma agulha 30 G ½ (0,3 x 13 mm / amarela), em um 
ângulo de entrada entre 15° a 35°. O bisel deve estar virado para cima.
É importante o medicamento seja injetado na derme (Figura 2), na maioria dos 
casos. A injeção do medicamento na epiderme irá gerar resultados menores, em fun-
ção das células presentes neste tecido. O medicamento deve ser aplicado até que se 
forme uma pápula com diâmetro entre 0,5 e 1,0 cm. Em aplicações em derme profun-
da, talvez não seja possível visualizar a formação de pápula (Figura 3). Nunca se deve 
injetar mais do que 0,1 mL de volume.
As aplicações devem ser feitas com espaçamento de 1 a 2 cm de distância entre si.
Figura 1: Esquema mostrando a aplicação de medicamento na derme superficial. 
Fonte: Nurse Key – Parenteral Administration: intradermal, subcutaneous, and intramuscular routes. (Adaptado)
Figura 2: Esquema mostrando a aplicação de medicamento na derme média/profunda, indicado pela letra B.
Fonte: https://www.lotusclinica.com/conteudo/preenchimento.html. (Adaptado)
https://nursekey.com/11-parenteral-administration-intradermal-subcutaneous-and-intramuscular-routes/
https://www.lotusclinica.com/conteudo/preenchimento.html
Mesoterapia
— 15 — 
Figura 3: Foto mostrando a formação de pápula, em uma injeção intradérmica.
Fonte: Centers for Disease Control and Prevention – Public Health Image Library
2.3 Via Subcutânea
A via subcutânea (SC) (Figura 4) é utilizada, normalmente, em tratamentos que 
visam corrigir alterações do tecido subcutâneo: Adiposidade (gordura localizada) e 
fibroedema gelóide. Nesta técnica os medicamentos são absorvidos de maneira len-
ta e constante.
Utiliza-se, preferencialmente, uma agulha 30G ½ (0,3 x 13 mm / amarela), em um 
ângulo de entrada entre 45° a 90°. Posição do bisel não tem importância, porém tente 
direcionar ele para cima, em aplicações em ângulos inferiores a 90°.
Deve-se injetar 0,2 mL por ponto, a menos que o tecido não comporte este volume, 
onde, no caso, deve-se reduzir a quantidade de medicamento aplicado. Algumas téc-
nicas podem exigir um volume maior ou menor, mas, na grande maioria dos casos, é 
injetado no máximo 0,2 mL.
As aplicações devem ser feitas com 2 cm de distância entre si. Evita-se aplicar 
muito próximo a cicatriz umbilical (utilizar uma margem de 2 cm da cicatriz umbili-
cal).
É necessário a realização de prega do tecido adiposo (Figura 5). A realização da 
prega isola o tecido subcutâneo do músculo, permitindo uma maior segurança na 
aplicação. Ao realizar esta técnica também há uma diminuição da dor. Esta analgesia 
é baseada na Teoria do Portão da Dor. Você pode ler mais sobre este mecanismo no 
artigo Constructing and Desconstructing the Gate Theory of Pain, do Dr. Lorne Mendell, 
publicada na revista Pain, em 2015.
https://phil.cdc.gov/Details.aspx?pid=6806
Mesoterapia
— 16 — 
Figura 4: Esquema mostrando a penetração da agulha no tecido adiposo.
Fonte: Dr. Spero J. Theodorou et al – Radiofrequency-assisted Liposuction for Arm Contouring: Technique under Local Anesthesia.
Figura 5: Imagem mostrando a importância da realização de prega cutânea. Na imagem pode-se ver que ao re-
alizar-se a prega, aumenta-se a distância da gordura até o músculo, isolando este, e evitando aplicação errada e 
complicações. Número 1 indica a derme e epiderme, número 2 o tecido subcutâneo e número 3 o tecido muscular.
Fonte: https://www.mylife-diabetescare.com/en-GB/diabetes-knowledge/pen-therapy/ 
injection-technique-for-different-needle-lengths.html. (Adaptado)
2.4 Via Intramuscular
A via intramuscular (IM) (Figura 6) é indicada para mesclas de modulação meta-
bólica, como aquelas utilizadas como emagrecedoras, hipertróficas ou outras.
A agulha indicada é uma 21G (25 x 0,8 mm / verde) ou 21 G ¼ (30 x 0,8 mm / verde). 
Ainda se pode usar a agulha 22G (25 x 0,7 mm / preta). O ângulo de entrada é obriga-
toriamente a 90°. O bisel deve estar lateralizado, seguindo o sentido da fibra muscular. 
A absorção do medicamento é rápida.
O sítio de aplicação mais recomendado é o músculo glúteo máximo ou médio 
(dorsogluteal ou ventrogluteal) (Figura 7). Cada glúteo comporta no máximo 5 mL. 
O deltoide comporta até 2 mL e o vasto lateral da coxa até 3 mL (nunca ultrapassar 
estes volumes)..
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4174202/
Mesoterapia
— 17 — 
Figura 6: Esquema mostrando a aplicação de injeção intramuscular.
Fonte: https://paxsies.com/blogs/blogs-paxsies/what-is-the-best-way-to-inject-testosterone
Figura 7: Esquema demonstrando os sítios de aplicação. A imagem mostra o deltoide, vasto lateral, dorsogluteal 
e ventrogluteal.
Fonte: https://www.semanticscholar.org/paper/Intramuscular-injection-technique%3A-an-approach.-Ogston-Tuck/
5ec84b44e51ace196b7ae729fa364872285955a0.
Mesoterapia
— 18 — 
3. Produtos utilizados na mesoterapia 
Os medicamentos utilizados em mesoterapia são classificados em 5 categorias: 
lipolíticos, eutróficos, venotróficos, anestésicos e outros. Esta classificação deve-se ao 
mecanismo de ação principal de cada fármaco. Alguns medicamentos podem ser 
enquadrados em mais de uma categoria. Um exemplo é a pentoxifilina, que agente 
tanto como venotrófico como lipolítico.
A escolha da classe de fármaco que iremos utilizar depende da finalidade de 
nosso tratamento. Deve-se pensar de forma racional. O tratamento é de FEG? En-
tão pensa-se na utilização de agentes lipolíticos (para redução de gordura), agentes 
venotróficos (para redução de edema e retenção hídrica), entre outros. O objetivo é 
crescimento capilar? Então pensa-se em medicamentos como o Minoxidil, um veno-
trófico, para estímulo da vascularização do couro cabeludo, que pode ser associado, 
em alguns casos, com medicamentos classificados como Outros, como fatores de 
crescimento ou finasterida, que irão estimular o crescimento capilar. O tratamento é 
para gordura localizada? Considera-se então os lipolíticos, drenantes e redutores de 
inflamação.
O que foi dito acima é apenas um exemplo. Cada caso deve ser estudado para 
que se possa utilizar a melhor combinação de medicamentos, a fim de se conseguir o 
melhor resultado, de forma segura. É necessário lembrar-se da individualidade aná-
tomo-fisiológica de cada paciente, e adaptar as mesclas conforme necessário.
A seguir será visto um resumo sobre o que significa cada uma dessas classes de 
medicamentos, e alguns exemplos.
3.1 Medicamentos Lipolíticos
Os medicamentos lipolíticos são aqueles que, por diferentes mecanismos, tem a 
capacidade de reduzir a gordura localizada. Na mesoterapia normalmente trabalha-
-se com medicamento que induzem a lipólise ou necrose (morte celular), ou ainda, 
que inibem a lipogênese.
É importante entender que a gordura liberada dos adipócitos, seja por lipólise ou 
necrose, acaba por cair na corrente sanguínea, e deve ser metabolizada (utilizada) 
de alguma maneira. Caso isso não ocorra, ela será reabsorvida (não necessaria-
mente para o mesmo sítio). Em função disso é importante que após a mesoterapia 
para gordura localizada seja realizado exercício, de preferência com alto gasto ca-
lórico, por no mínimo uma hora. Recomenda-se aguardar entre 12 a 24 horas após a 
aplicação, para que se pratique atividade física.
Mesoterapia
— 19 — 
3.1.1 Desoxicolato de Sódio
O desoxicolato é um sal biliarcom função de lise celular, gerando necrose da célu-
la. Ele age similarmente a um detergente, rompendo a membrana celular do adipócito 
(ou qualquer outra célula que entre em contato). Não há um consenso sobre o efeito 
apoptótico do desoxicolato de sódio em tecido adiposo in vivo. Ele também gera uma 
produção muito grande de radicais livres, que auxiliam na destruição de adipócitos. 
É um produto extremamente necrosante, e deve ser aplicado somente no tecido adi-
poso. Sua aplicação em músculo ou pele causa necrose grave. Mesmo que aplicado 
corretamente, pode ocorrer um refluxo da substância pelo pertuito feito pela agulha, e 
gerar necrose de pele. Usualmente utiliza-se uma concentração de 4,75%.
Existem duas principais apresentações do desoxicolato: desoxicolato de sódio, 
que é um sal, e apresenta um átomo de sódio, e o ácido deoxicólico (ou desoxicólico), 
que apresenta um átomo de hidrogênio em sua molécula (Figura 8).
Figura 8: Na imagem a esquerda, a molécula de Desoxicolato de Sódio, com um átomo de Na (sódio), formando um 
sal. A direita se vê a molécula de Ácido Deoxicólico, com um grupamento de ácido carboxílico, formando um ácido.
 
Fonte: https://sorachim.com/product/deoxycholic-acid-sodium-salt/ (Imagem da esquerda); https://en.wikipedia.org/wiki/
Deoxycholic_acid (Imagem da direita).
A principal diferença entre as duas moléculas é que o desoxicolato de sódio é 
mais solúvel, dispersando-se mais no tecido, além de ser mais agressivo. Isso ocor-
re por ele apresentar carga (proveniente do Na). Por causa disto, no tratamento de 
adiposidade submentoniana (papada) prefere-se a utilização do Ácido Deoxicólico 
(10 mg/mL). Este último foi desenvolvido tem o nome comercial, nos Estados Unidos, 
de Kybella®, atualmente produzida pela empresa Allergan.
Os efeitos adversos esperados são edema, sensação de queimação, hiperpig-
mentação transitória e prurido. Ainda pode causar pancreatite aguda e liberação de 
prostaglandinas E228. É comum que cause nódulos fibróticos. Estes nódulos podem 
se desfazer sem a necessidade de intervenção em até 3 meses (literatura cita 12 me-
ses em alguns casos). Sugere-se, para redução de nódulos (ou chance de aparece-
rem), associar na mescla produtos como a Benzopirona. No tratamento de papada 
muitas vezes associa-se o buflomedil, para reduzir o edema.
No momento da produção desta apostila (abril de 2019), o uso do desoxicolato de 
sódio encontra-se proibido pelo Conselho Federal de Biomedicina.
Mesoterapia
— 20 — 
3.1.2 Cafeína
A cafeína age através da inibição da enzima fosfodiesterase (Figura 9). Esta en-
zima age hidrolisando o AMPc, transformando-o em AMP. Sem a presença de AMPc, 
a proteína quinase é inativada, inibindo o processo de lipólise. Como a cafeína inibe 
a fosfodiesterase, os níveis de AMPc aumentam, por consequência ativando maior 
quantidade de proteína quinase, que, por sua vez, ativa a enzima LHS (lípase hor-
mônio sensível), induzindo assim a transformação do triacilglicerol em ácido graxo e 
glicerol. Estes subprodutos são liberados no tecido e circulação sanguínea. O glicerol 
sofrera processo de glicólise, sendo convertido em piruvato, ou processo de glicone-
ogênese, sendo transformado em glicose. Já o ácido graxo passa pelo processo do 
ciclo dos ácidos tricarboxílicos (conhecido também como Ciclo de Krebs), que even-
tualmente será utilizado como fonte de energia por inúmeros tecidos.
A cafeína causa, também, a inibição da absorção de cálcio e diminui a absorção 
de ferro, então não deve ser utilizada em pacientes com deficiência destes. O uso de 
cimetidina diminui sua metabolização. Não pode ser administração em pacientes 
com doença cardíaca, disfunção hepática, hipertensão e insônia.
A concentração usual de cafeína é de 50 mg/mL, e deve-se evitar sua associa-
ção com ioimbina, pois gera efeito sinérgico. Pode ser aplicada por via SC, ID ou IM.
Figura 9: Esquema mostrando o processo de lipólise no interior do adipócito. Em destaque (vermelho), a fosfo-
diesterase (PDE4), que faz a conversão de AMPc em AMP, sendo inibida.
Fonte: https://www.researchgate.net/figure/Mechanism-of-action-of-phosphodiesterase-4-
inhibitors-PDEIs-PDE4Is-inhibit-the_fig1_282345439
Mesoterapia
— 21 — 
3.1.3 L-Carnitina
A Carnitina é derivada do aminoácido lisina. Apresenta-se como dois isômeros: 
L-Carnitina e D-Carnitina, sendo a última tóxica. Utiliza-se sempre a L-carnitina, pois 
é ela quem apresenta, entre outras, função lipolítica. Ela é capaz de transferir ácidos 
graxos de cadeia longa para dentro da mitocôndria, onde serão transformados em 
fonte de energia (ATP) (Figura 10). Também apresenta atividade antioxidante.
A L-Carnitina pode causar transtornos gastrointestinais, como vômitos, cólicas e 
diarreia. Também pode gerar odor corporal forte. O produto em si também apresenta 
um odor característico. A concentração usual aplicada é de 50 a 300 mg/mL, e pode 
ser aplicada por via ID, SC e IM.
Figura 10: Esquema mostrando o efeito da carnitina no transporte de ácidos graxos.
Fonte: https://nutritionandmetabolism.biomedcentral.com/articles/10.1186/1743-7075-7-30
Mesoterapia
— 22 — 
3.1.4 Lipossoma de Girassol
O Lipossoma de Girassol é uma substância extraída da semente de girassol, e é 
formulada em veículo lipossomado. Assim como a L-Carnitina, também age estimu-
lado o transporte de ácidos graxos para a mitocôndria, além de estimular a lipólise 
via estímulo de síntese de AMPc. É um produto que causa uma grande inflamação, 
caracterizada por muito edema, além de desconforto. Um estudo realizado pelo la-
boratório que o produz, e publicado na Journal of Aesthetic Medicine, em 2008, de-
monstrou sua eficácia in vivo. Foram testadas diversas concentrações e associações. 
A concentração e associação que demonstrou os melhores resultados nos testes, 
além de ser a mais estável e com menor efeitos colaterais foi a de Lipossomas de 
girassol a 6,8% + L-Carnitina 100 mg/mL. A sua aplicação pode ser feita somente em 
via subcutânea e causa considerável edema.
3.1.5 Ioimbina
A ioimbina é um alcaloide encontrado na planta Pausinystalia johimbe, conheci-
da também como pau-de-cabinda, e na planta Rauwolfia serpentina (no brasil: raiz 
de cobra indiana ou pimenta do diabo).
É um fármaco antagonista seletivo de receptores α-2-adrenérgicos. Sua função 
original era a de estimulante sexual, atuando na impotência masculina, pela melhora 
de fluxo sanguíneo.
Os receptores alfa-2-adrenérgicos inibem a atividade da adenilato ciclase, com 
consequente redução dos níveis de AMPc. Com isso, há uma diminuição da lipólise. 
Ao inibir este receptor, com um antagonista, como a ioimbina, os níveis de AMPc au-
mentam, e, por consequência, há ativação das rotas lipolíticas.
Estudos evidenciam que homens e mulheres apresentam concentrações dife-
rentes de receptores α-2-adrenérgicos, dependendo da região onde se encontra a 
gordura. Resumidamente, os homens apresentam maior quantidade do receptor na 
região abdominal e de flancos, e mulheres na região de culotes e coxas.
Não é recomendada a associação da ioimbina com cafeína, devido ao efeito 
sinérgico que produzem. Normalmente se utiliza uma concentração de 0,5% e sua 
aplicação é via ID ou SC.
3.2 Medicamentos Eutróficos
Eutróficos são os medicamentos que estimulam a síntese de proteínas e/ou dife-
renciação celular. Eles são indicados para recuperação de áreas de pele danificada, 
como estrias e flacidez. Também podem ser utilizados para melhorar o tecido con-
juntivo, como em técnicas para hidratação e rejuvenescimento.
Mesoterapia
— 23 — 
Muitas vezes são utilizados medicamentos que estimulam produção ou reorgani-
zação de fibras de colágeno e outras proteínas de matriz extracelular. Têm-se como 
exemplo o silício e o ácido hialurônico, entre outros.
3.2.1 Silício
O silício é um elemento químico com diversas aplicabilidades. Está relacionado 
diretamente na formação de órgãos e ossos. Em especial está envolvido na forma-
ção de cartilagem e de tecido conjuntivo,particularmente na fabricação de coláge-
no e proteoglicanos de matriz extracelular. Sua forma orgânica, o ácido ortosilícico, 
tem efeitos comprovados no rejuvenescimento cutâneo, auxiliando na melhora de 
firmeza, elasticidade, hidratação e textura da pele. Estima-se que um adulto saudá-
vel possua em torno de 1 grama de silício em seu corpo.
O artigo Evaluation of cutaneous rejuvenation associdated with the use of or-
tho-silicic acid stabilized by hydrolyzed marine collagen, publicado no Journal of 
Cosmetic Dermatology pelo Dr. Chaves et al., fala mais sobre o papel do silício no 
rejuvenescimento, e descreve um experimento realizado que comprova estes efeitos.
O silício não deve ser aplicado em pacientes com alergia ao ácido acetilsalicílico 
(AAS). O silício injetável é comercializado na forma de salicilato, que é o composto do 
AAS ao qual as pessoas são alérgicas, sendo assim a aplicação de silício pode causar 
reação de hipersensibilidade do tipo I.
A concentração usual de silício é de 0,5% e, dependendo de sua apresentação, 
pode ser aplicado por via IM, SC e ID.
3.2.2 DMAE
O dimetilaminoetanol, conhecido como DMAE, é um análogo sintético da colina, 
que age induzindo um aumento na liberação de acetilcolina (Figura 11), que, por sua 
vez, estimula a contração muscular. Ele também é capaz de aumentar os níveis de 
hidroxiprolina e de induzir a síntese de colágeno. Em função destes efeitos ele é capaz 
de reduzir a flacidez e proporcionar efeito lifting.
O DMAE não deve ser aplicado em pessoas com alergia a frutos do mar, pois eles 
apresentam este produto em sua composição.
Sua dose usual é de 25 mg/mL, e pode ser aplicado por vias ID e SC.
Mesoterapia
— 24 — 
Figura 11: Esquema mostrando a ação da colina na liberação de acetilcolina na fenda sináptica.
Fonte: Dr. Jack Waymire, Department of Neurobiology and Anatomy, McGovern Medical School (U of Texas).
3.2.3 Ácido Hialurônico
É um importante GAG (glicosaminoglicano), com ótimas propriedades viscoelás-
ticas e de hidratação. Alguns estudos afirmam que ele é capaz de reter até 1000 vezes 
o seu peso em água. Ele possuí a capacidade de hidratar e flexibilizar a matriz extra-
celular.
O ser humano começa a apresentar uma diminuição dos níveis de ácido hialurôni-
co a partir dos 25 anos (Figura 12). A mesoterapia, quando contendo ácido hialurônico, 
auxilia diretamente na melhora da hidratação e do aspecto geral da pele.
Figura 12: Demonstração da correlação entre idade e concentração de AH na pele.
100 –
pe
río
do
 in
te
ns
iv
o 
/ % 35 anos de idade
A concentração de HA na pele diminui com o envelhecimento
Idade
55 anos de idade
80 –
60 –
40 –
20 –
0 –
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
Fonte: https://www.jmclinic.com/aesthetic-medicine-skin-care-hyaluronic-acid/. (Adaptado)
https://nba.uth.tmc.edu/neuroscience/m/s1/chapter11.html
https://www.jmclinic.com/aesthetic-medicine-skin-care-hyaluronic-acid/
Mesoterapia
— 25 — 
Como efeitos adversos principais pode-se citar: eritema, edema, rigidez da pele e 
formação de granuloma. Este último tende a sumir em uma semana. Pode ser apli-
cado por via SC e ID, em dose média de 50 mg/mL.
3.2.4 Condroitin Sulfato
Condroitin sulfato, assim como o AH, também é um GAG presente na matriz extra-
celular. Ele apresenta efeito anti-inflamatório, estímulo da síntese de proteoglicanos 
e de AH, ao mesmo tempo que reduz a síntese de enzimas proteolíticas e óxido nítrica. 
Tem boa ação na melhora do aspecto de estrias, tecidos envelhecidos, desidratados 
e compidos. Sua dose usual é de 50 a 100 mg/mL, podendo ser aplicado em via SC, 
ID e IM.
3.2.5 Vitamina C (Ácido Ascórbico)
Vitamina C, ou ácido ascórbico, é um potente antioxidante, que também pode ser 
utilizada no tratamento de estrias e envelhecimento cutâneo, principalmente por ser 
um co-fator da síntese de colágeno, sendo necessário para que a enzima prolil-oxi-
dase reforce as ligações covalentes entre as moléculas de tropocolágeno, e a enzima 
prolil-hidroxilase converta prolina em hidroxiprolina, um dos principais componentes 
do colágeno. Como são enzimas férricas, e a vitamina C é um antioxidante, que entre 
outros previne a oxidação do ferro, elas acabam sendo protegidas, pelo ácido ascór-
bico, contra a auto-inativação.
O ácido ascórbico também tem ação nas manchas. Ela atua através da quela-
ção de íons de cobre, co-fator essencial para a ativação da enzima tirosinase, envol-
vida na síntese de melanina. Desta maneira, ela diminui a formação de melanina. Ela 
pode ser aplicada por via IM, ID e SC, em uma dose de 222 mg/mL.
3.2.6 Ácido Glicólico
Este ácido atua na síntese de GAGs, estimulando a produção de colágeno e elas-
tina e, por consequência, aumentando a espessura do extrato granuloso da epider-
me, e reordenamento das fibras elásticas e de colágeno. Por apresentar um grande 
potencial na indução destas proteínas, ele tem sido utilizado inclusive em testes para 
o desenvolvimento de pele sintética. Nota-se que não só ele estimula a síntese de 
GAGs, colágeno e elastina, como também modula (no caso, diminuí) a degradação 
da matriz extracelular, através da liberação de citocinas (Interleucina-1-α) de quera-
tinócitos75. Pode ser aplicado em via ID em uma concentração de 1%.
Mesoterapia
— 26 — 
3.2.7 D-Pantenol
D-pantenol é um álcool, precursor do ácido pantotênico, recebendo também o 
nome de Pró-Vitamina B5. Apresenta função eutrófica de pele e mucosas. Apresenta 
também efeito anti-seborreico, motivo pelo qual é muito utilizado em tratamentos 
capilares. Além disso atua regulando processos energéticos. Ainda tem efeito cica-
trizante e estimulante de síntese de Coenzima A, que atua na formação de lipídeos e 
proteínas de pele, pelos e mucosas. Deve-se tomar cuidado pois em alguns casos ele 
pode causar dermatite de contato em pessoas alérgicas. Normalmente é aplicado 
em via ID (em algumas formulações pode ser aplicado também em via SC e IM), em 
dose de 50 mg/mL.
3.3 Medicamentos Venotróficos
Os produtos venotróficos são aqueles responsáveis por efeitos de vasodilatação 
e estimulação de circulação periférica. Eles têm a capacidade de drenagem, e po-
dem ser utilizados em tratamentos que se beneficiam de aumento da microcircula-
ção local e redução de áreas de edema. Muitas vezes permitem melhor absorção e 
difusão de outros medicamentos. Os venotróficos mais utilizados são o buflomedil e 
a benzopirona, apesar de existirem outros.
3.3.1 Pentoxifilina
A pentoxifilina é um produto que age tanto como venotrófico como lipolítico. Ela 
tem a capacidade de causar vasodilatação, melhora da microcirculação e da dre-
nagem linfática local. Ele age, de forma lipolítica, inibindo a fosfodiesterase. Não se 
deve aplicar em hipertensos, com distúrbios de coagulação, cardíacos e com pre-
sença de aterosclerose. Sua concentração usual é de 20 mg/mL, aplicada por via ID 
ou SC.
3.3.2 Buflomedil
O Buflomedil é uma droga vasodilatadora, que atua inibindo de forma inespecífica 
os músculos lisos vasculares (Figura 13). Ele também tem a capacidade de melhorar 
o aporte de oxigênio e nutrientes, inibir a agregação plaquetária e favorecer a drena-
gem linfática. Todos estes efeitos o tornam um bom composto para ser utilizado em 
tratamentos de gordura localizada, celulite e capilar, por reduzir o edema e melhorar a 
nutrição dos tecidos. Ele pode causar hipotensão, taquicardia, transtornos gastrintes-
tinais, rash cutâneo, taquicardia e parestesias, apesar de serem raras e estarem rela-
cionadas com superdosagens88. Utiliza-se uma dose de 1% em via ID, IM e SC.
Mesoterapia
— 27 — 
Figura 13: Imagem comparando receptores adrenérgicos do tipo Alfa-1, responsáveis, entre outros, pela contra-
tura de musculatura lisa vascular, bloqueados e não bloqueados por inibidores. Os bloqueadores, como o buflo-
medil, estão indicados por triângulos pretos na imagem da esquerda.
Fonte: MEDSCAPE: The Physiology and Function of the Alpha-Adrenergic Nervous System.
3.3.3 Benzopirona
Também conhecida como α-benzopirona,é uma cumarina com atividade anti-
-inflamatória e anti-edematosa através do aumento de fluxo venoso e linfático. Dimi-
nuí a permeabilidade capilar e a quantidade de fluído formado no tecido subcutâneo. 
Também tem ação diminuindo a fragilidade capilar, principalmente se associada a 
outras drogas, por facilitar sua permeação. Também pode ser utilizada no combate 
de fibrose. É comum que cause eritema (em função do aumento de fluxo sanguíneo) 
e prurido. Cumarinas associadas com dipirona podem potencializar hemorragia. Sua 
dose é de 5 mg/mL, podendo ser aplicada por via SC e ID.
3.3.4 Minoxidil
Minoxidil é um fármaco particularmente utilizado nos tratamentos capilares (Fi-
guras 14 e 15), por estimular vascularização e oxigenação do couro cabeludo, além 
de estimular as células da matriz da raiz do pelo. Estudos indicam que o Minoxidil em 
sua forma injetável apresenta melhores resultados, no tratamento da alopecia an-
drogenética, do que em sua forma tópica92. Outro estudo verificou que em estudos 
in vivo e ex vivo, o Minoxidil foi capaz de aumentar a produção de fatores de cresci-
mento, fosforilação de determinadas quinases, e, assim, aumento da fase anágena 
do crescimento capilar.
https://www.medscape.org/viewarticle/440787_4
Mesoterapia
— 28 — 
O uso de Minoxidil é bem tolerado, mas pode causar irritação do tecido, sensação 
de queimação, eritema e prurido.
Sua dose usual é de 0,5%, com aplicação via ID.
Figura 14: Na imagem se visualiza dois grupos de ratos, que tiveram seus pelos raspados. Os ratos da esquerda 
não receberam nenhum tratamento, enquanto os da direita receberam Minoxidil a 2% injetável no sítio sem pelos. 
Estes são os resultados após 14 dias.
Fonte: https://www.mdpi.com/1422-0067/19/3/691.
Figura 15: Melhora do volume capilar, em humanos, 12 semanas após a aplicação de Minoxidil tópico (5% - 1 mL) 
seguido de microagulhamento.
Fonte: Kumar et al. A randomized controlled, single-observer blinded study to determine the efficacy of topical minoxidil plus 
microneedling versus topical minoxidil alone in the treatment of androgenetic alopecia.
3.4 Medicamentos Anestésicos
Os anestésicos são utilizados para redução da dor no local da aplicação. Agem 
através do bloqueio da propagação de impulsos nervosos. Tem duração relativa-
mente curta (minutos), e podem apresentar alguns efeitos colaterais indesejados, 
como edema, vasodilatação e diminuição do potencial lipolítico. Os medicamentos 
mais presentes nesta categoria são a lidocaína e a procaína.
Mesoterapia
— 29 — 
3.4.1 Lidocaína
Anestésico local do grupo das amidas que age realizando o bloqueio rápido 
dos canais de sódio dos nervos, diminuindo assim a dor. A OMS recomenda como 
dose máxima de lidocaína, em aplicação local, 4 mg/kg, não ultrapassando uma 
dose total de 250 mg. O Ministério da Saúde do Brasil indica doses limites um pouco 
maiores (4,5 mg/kg e 300 mg, respectivamente). Doses excessivas de lidocaína po-
dem causar sensação de formigamento, paralisia da língua, tontura, tinnitus, visão 
turva, agitação, paranoia, convulsões, depressão do sistema nervoso central, bra-
dicardia, hipotensão, coma e morte. Também é muito comum que cause edema 
local.
Em um estudo realizado com células in vitro, com mesclas de mesoterapia com 
fármacos para indução de lipólise, com e sem lidocaína, foi possível concluir que a li-
docaína inibe a lipólise (Figura 16). Em função disso a lidocaína não deve ser utilizada 
em mesclas para o tratamento de FEG e GL.
Figura 16: A imagem apresentada um dos resultados dos testes do estudo citado acima. É mostrado a indução 
de lipólise. Quanto maior a barra, mais lipólise ocorreu. Na esquerda, em azul, está o controle; no meio, em rosa, a 
mescla lipolítica sem lidocaína; na direita, em amarelo, a mescla lipolítica com lidocaína. Fica claro que quando 
adicionada lidocaína à mescla, o potencial lipolítico é inibido quase que por completo.
4.5 –
4 –
3.5 –
3 –
2.5 –
2 –
1.5 –
1 –
0.5 –
0 –
Buffer
In
du
çã
o 
de
 d
ob
ra
s 
de
 g
lic
er
ol
IA IA-L
Fonte: Caruso et al. Na evaluation of mesotherapy solutions for inducing lipolysis and treating cellulite.
A dose usual da lidocaína utilizada em mesoterapia é de 1 a 2%, podendo ser apli-
cada em via ID e SC, tendo sua ação iniciada, quando aplicada de forma injetável, 
após 2 a 4 minutos, com duração média de 30 a 60 minutos. A duração tente a dimi-
nuir com quando ocorre inflamação do tecido (que é muito comum na mesoterapia).
Mesoterapia
— 30 — 
3.4.2 Procaína
Anestésico do grupo dos ésteres. É quatro vezes menos potente que a lidocaína, 
apresentando inclusive menor duração e início de ação mais demorado. Isto se deve 
provavelmente ao seu pKa elevado. Causa menos edema que a lidocaína, porém é 
mais alergênica, por isso não deve ser aplicada em pacientes com urticária, asma, 
etc. Sua dose usual é de 2% em aplicações ID e SC.
3.5 Outros Medicamentos
Nesta categoria entram os fármacos que não se enquadram em nenhuma das 
categorias citadas anteriormente. Possuem diversas funções e mecanismos de ação. 
Pode-se citar, entre vários outros, a finasterida e fatores de crescimento.
3.5.1 Ácido tranexâmico
Este ácido, um análogo sintético da lisina, era, e ainda é utilizado por suas pro-
priedades anti-hemorrágicas e antifibrinolíticas. Estudos mais recentes revelaram 
que o ácido tranexâmico possui a capacidade de tratar melasma e melanoses. Este 
produto não deve, de forma alguma, ser aplicado em pacientes com alterações he-
matológicas, que usem fármacos que alterem os padrões de coagulação, pacientes 
com alterações cardíacas ou cerebrais, e ainda aqueles que apresentem qualquer 
tipo de daltonismo congênito (ou qualquer outro distúrbio na visualização de cores).
O ácido tranexâmico age interferindo na ativação de melanócitos, por conse- 
quência acaba diminuindo a ação da tirosinase e, então, inibe a melanogênese. 
Interessantemente foi possível notar em alguns estudos que ele não só inibe a síntese 
de melanina, mas também reduz e dispersa os pigmentos de melanina já produzidos, 
entre outros efeitos, além de agir na remoção de depósitos de hemossiderina.
O ácido tranexâmico pode causar prurido, sensação de queimação e, mais co-
mumente, eritema.
Aplicado em concentrações de 4 mg/mL em via ID.
3.5.2 Ácido Kójico
O ácido Kójico é uma pirona isolada de fungos do gênero Aspergillus, Penicillium 
e algumas bactérias. Entre diversas funções, tanto no fungo quanto em humanos, 
ele age como inibidor da tirosinase, através da ação quelante em íons de cobre, um 
co-fator desta enzima. Também previne a formação de linhas de expressão, hiper-
plasia da epiderme e fibrose da derme profunda, além de estimular os componentes 
da matriz extracelular da derme superficial.
Utiliza-se em concentração de 0,1% em via ID.
Mesoterapia
— 31 — 
3.5.3 Finasterida
A finasterida é um inibidor competitivo da 5-α-redutase, enzima responsável por 
converter a testosterona em di-hidrotestosterona (DHT). A finasterida age especifi-
camente na isoenzima II, que é encontrada no endométrio uterino, trompa de falópio, 
próstata, genital masculino, folículo capilar e fígado. Como ela não inibe a síntese de 
testosterona diretamente, nem atua em receptores andrógenos, sua ação é limitada 
a tecidos dependentes de DHT. Porém, como ela inibe a conversão de testosterona 
em DHT, ocorre um aumento, no corpo, tanto de testosterona quanto estradiol. Este 
aumento é de em torno de 15%, o que ainda é considerado dentro dos limites fisiológi-
cos. Entre outros usos, sua principal aplicação na estética é no tratamento de queda 
de cabelo causada por excesso de DHT nos folículos pilosos.
O DHT tem um papel crítico no desenvolvimento embrionário, portanto a Finas-
terida não deve ser utilizada em mulheres, pessoas que façam reposição hormo-
nal ou pessoas com alteração hormonal. Seu uso pode levar a má-formação fetal 
e aborto.
Apesar de existirem inúmeros estudos sobre a eficácia da finasterida, tanto oral 
quanto injetada localmente,são poucos os artigos que falam sobre sua segurança 
quando localmente injetada. Quanto ao seu uso oral, existem vários estudos citando 
diversas complicações, conhecidas como Síndrome Pós-Finasterida. Alguns dos sin-
tomas são: diminuição de libido, disfunção erétil, impotência, diminuição ou inibição 
de orgasmo, diminuição de volume seminal, síndrome de Peyronie, ginecomastia, fa-
diga, miastenia, melasma, alterações de pele, entre outros. Alguns artigos citam que 
estes efeitos, ou a maioria deles, tendem a regredir em até 6 meses após a interrup-
ção do uso de finasterida oral (usualmente administra-se 1 mg VO/dia).
Ela é aplicada por via ID em doses de 0,05%.
3.5.4 Fatores de Crescimento
Os Fatores de Crescimento são moléculas endógenas que realizam a comuni-
cação entre células, responsáveis por induzir migração, proliferação e diferenciação 
celular115. Eles não devem ser confundidos com citocinas, pois, apesar de algumas 
citocinas serem consideradas fatores de crescimento, a grande maioria dos GF não 
são citocinas. Existem diversas classes de GF, cada um com ação específica116. De-
ve-se tomar cuidado para não aplicar GF em pacientes que tenham histórico familiar 
ou pessoal de câncer, pois há artigos indicando um papel negativo dos fatores de 
crescimento nos tumores.
Mesoterapia
— 32 — 
A seguir será visto um resumo dos principais fatores de crescimento utilizados na 
estética, sendo que muitos podem ser aplicados de forma injetável. A via de aplica-
ção e dose deve ser seguida de acordo com orientações do laboratório fabricante. A 
lista a seguir (Tabelas 17, 18 e 19) é de origem do Informativo Técnico intitulado Fatores 
de Crescimento e Peptídeos Bioidênticos, do laboratório PharmaSpecial:
Tabela 17: GF com efeito cicatrizante. 
CICATRIZANTES ENDÓGENOS
Citocina Mecanismo de Ação
NANOFACTOR® EGF
(Fator de Cresci-
mento Epidermal)
Ação reepitelizante, estimula a diferenciação de queratinóci-
tos. Proporciona a substituição do tecido lesionado ou necro-
sado e acelera a formação de tecido de granulação saudável. 
Diminui a pigmentação da pele em decorrência de processo 
inflamatório.
NANOFACTOR® bFGF
(Fator de Cresci-
mento Fibroblástico 
Básico)
Importante sinalizador para fibroblasto na síntese de matriz 
extra celular de boa qualidade. Preventivo de quelóides e ci-
catrizes hipertróficas.
NANOFACTOR® TGFbb3
(Fator de Crescimen-
to Transformador)
Atua em sinergismo com o Fator de Crescimento Fibrobásti-
co Básico no estímulo da produção de matriz extra celular de 
qualidade. Previne fibrose.
NANOFACTOR® IGF
(Fator de Cresci-
mento Insulínico)
Potente citocina cicatrizante, acelera a remodelação do teci-
do na formação de tecido de granulação saudável. Especial-
mente indicada para ferimentos com desordens vasculares 
ou influenciados por diabetes.
NANOFACTOR® aFGF 
(Fator de Cresci-
mento Fibroblástico 
Ácido)
Citocina que estimula a formação de novos vasos sanguíne-
os, indicado para ferimentos decorrente a fragilidade vascular 
(úlcera varicosa), queimaduras e diabetes (pé diabético)
IDP-2 PEPTÍDEO®
(Decapeptídeo 4)
Fração ativa e concentrada do Fator de Crescimento Insulí-
nico (Peptídeo Bioidêntico). Apresenta os efeitos da citocina 
mãe de forma potencializada. Especialmente indicado para 
ferimentos de grandes proporções e queimaduras profundas.
PSODERMAX®
(Interleucina 4 e 10)
Citocina TH2 de ação imunomoduladora. Diminui e anula o 
processo inflamatório crônico típico nos casos de Psoríase e 
Dermatite Atópica. Podendo ser usado em associação ou não 
com corticoides durante a crise, como também diariamente 
entre crises como profilático.
Fonte: https://www.pharmaspecial.com.br/media/produtos/95_lit_fatores_de_crescimento_e_
peptideos_bioidenticos_-_terapia_combinada_com_protocolos.pdf.
Mesoterapia
— 33 — 
Tabela 18: GF com efeito cicatrizante. 
REJUVENESCIMENTO BIOIDÊNTICO / ATIVAÇÃO LIPOLÍTICA
Citocina Mecanismo de Ação
NANOFACTOR® EGF
(Fator de Cresci-
mento Epidermal)
Ação reepitelizante, estimula a diferenciação de queratinóci-
tos. Diminui a pigmentação da pele em decorrência de pro-
cesso inflamatório. Acelera a renovação celular (Turn Over)
NANOFACTOR® bFGF
(Fator de Cresci-
mento Fibroblástico 
Básico)
Importante sinalizador para fibroblasto na síntese de matriz 
extra celular de boa qualidade, especialmente glicosamino-
glicanas.
NANOFACTOR® TGFbb3
(Fator de Cresci-
mento Transforma-
dor)
Atua em sinergismo com o Fator de Crescimento Fibrobástico 
Básico no estímulo da produção de matriz extra celular. Prin-
cipal sinalizador para fibroblasto na síntese e maturação de 
colágeno.
NANOFACTOR® IGF
(Fator de Cresci-
mento Insulínico)
Potente citocina eutrófica, acelera a remodelação do tecido 
na formação de tecido de granulação saudável. Preventivo de
queloides. 
NANOFACTOR® C 
(Decapeptideo 4, 
Ascorbyl Phosphate
Sodium) 
Vitamina C estabilizada em nanolipossoma associada de 
PEPTÍDEO BIOIDÊNTICO® (fração ativa e concentrada do Fator 
de Crescimento Insulínico). Ação antioxidante simultânea a 
ação eutrófica e síntese de macromoléculas de sustentação 
da derme. 
IDP-2 PEPTÍDEO®
(Decapeptídeo 4)
Fração ativa e concentrada do Fator de Crescimento Insulí-
nico (PEPTÍDEO BIOIDÊNTICO®). Potente cicatrizante e eutrófico. 
Especialmente indicado no pós procedimento imediato. 
TGP-2 PEPTÍDEO®
(Oligopeptídeo 34)
Citocina com propriedade despigmentante potente, conside-
rado DESPIGMENTANTE BIOIDÊNTICO. Seguro para todos os fo-
totipos de pele. Não é fotossensibilizante.
LIPOXYN®
(Tripeptídeo 41) 
Citocina derivada do Fator de Crescimento Transformador, 
forte indutor da lipólise com ação anti lipogênica. Indicada no 
tratamento da celulite e gordura localizada. 
Fonte: https://www.pharmaspecial.com.br/media/produtos/95_lit_fatores_de_crescimento_e_
peptideos_bioidenticos_-_terapia_combinada_com_protocolos.pdf.
Mesoterapia
— 34 — 
Tabela 19: GF com efeito cicatrizante. 
ACELERADORES DO METABOLISMO FOLICULAR
Citocina Mecanismo de Ação
A
TR
O
FI
A
 F
O
LI
C
UL
A
R NANOFACTOR® TGFbb3
(Fator de Crescimento 
Transformador)
Diminui a mitose e desacelera o crescimento de pelos 
e cabelos. Melhores resultados com a remoção total 
do pelo. 
TGP-2 PEPTÍDEO®
(Oligopeptídeo 34)
Diminui a mitose e acelera a atrofia folicular transfor-
mando pelos da fase anágena para telógena. Melho-
res resultados com a remoção total do pelo. 
ES
TÍ
M
UL
O
 F
O
LI
C
UL
A
R
NANOFACTOR® IGF
(Fator de Crescimento 
Insulínico)
Reverte a atrofia folicular aumentando em poucos 
dias de uso o tamanho dos folículos (bulbo). Acelera a 
mitose – crescimento dos cabelos.
NANOFACTOR® bFGF
(Fator de Crescimento 
Fibroblástico Básico)
Ação fortificante no aumento da síntese de proteínas 
de ancoragem. Atua em sinergia com citocinas de 
ação angiogênica.
NANOFACTOR® aFGF
(Fator de Crescimento 
Fibroblástico Ácido) 
Citocina angiogênica, estimula a formação de um 
novo plexo vascular. Diminui a perda de melanina. 
NANOFACTOR® VEGF
(Fator de Crescimento 
Vascular)
Citocina angiogênica de ação vasodilatadora simul-
tânea. Reverte a atrofia folicular induzida pela DHT. Au-
menta o tamanho dos folículos. 
COPPER PEPTÍDEO®
(Copper Tripeptídeo)
Peptídeo de cobre com forte ação anti 5 alfa redutase. 
Reverte atrofia folicular induzida pela DHT. Fortificante. 
PROHAIRIN®
(Octapeptide 2)
Peptídeo Bioidêntico® com ações simultâneas no es-
tímulo do crescimento de cabelos: aumento do ta-
manho do bulbo – controle da oleosidade excessiva 
– normalização da fixação de melanina e cicatrização 
do couro cabeludo.
Fonte: https://www.pharmaspecial.com.br/media/produtos/95_lit_fatores_de_crescimento_e_
peptideos_bioidenticos_-_terapia_combinada_com_protocolos.pdf.
Mesoterapia
— 35 — 
3.5.5 Outros produtos
Além dos produtos citados acima, existem ainda dezenas de outros fármacos 
utilizados em mesoterapia. A seguir é listado, de forma mais resumida, vários outros 
produtos que são utilizados nas técnicas de intradermoterapia, bem como sugestão 
de dosee vias de aplicação. É importante que se faça o levantamento teórico-cientí-
fico de cada produto, a fim de potencializar seu efeito, mas com segurança.
• L-Arginina: Aminoácido lipolítico, inibidor de lipogênese e estimulante de coláge-
no. O laboratório Pineda possuí uma fórmula alternativa da Arginina, chamada de 
Arginina ID, com potencial lipolítico aumentado. Tem sido muito utilizado no lugar 
de Desoxicolato de sódio. Dose vária de acordo com via de aplicação.
– Arginina ID para aplicação ID, IM e SC é produzida na dose de 20%. L-Argini-
na para aplicação IM é produzida na dose de 500 mg/mL.
• L-Teanina: Modulador de cortisol, que apresenta efeito calmante. Também apre-
senta efeito hepatoprotetor e neuroprotetor. Pode ser encontrada no chá ver-
de123,124.
– Aplicação por via ID, IM e SC, em dose de 25 mg/mL.
• Crisina: Inibe a conversão de testosterona em estrogênio. Pode ser utilizada, en-
tre outros, no tratamento de gordura ginóide, em homens e mulheres. Também 
apresenta efeito antioxidante, por aumentar os níveis de superóxido dismutase, 
glutationa peroxidase e catalase. Inibe a COX-2, portanto também tem efeito an-
ti-inflamatório.
– Aplicada em via SC e ID em doses de 50 μg/mL.
• Rutina: É um potente antioxidante e anti-edematoso. Tem grande ação na pre-
venção de dano celular causado por exposição solar.
– Dose usual de 50 mg/mL em via ID ou SC.
• Ácido Alfa Lipóico: Antioxidante, regenerativo e antiinflamatório.
– Aplica-se 50 mg/mL por via ID.
• Biotina: Vitamina hidrossolúvel do complexo B. Essencial para a manutenção do 
tecido e outras funções fisiológicas.
– Usada por vias ID, IM ou SC em 5 mg/mL.
Mesoterapia
— 36 — 
• Asiaticosídeo: Polifenol presente na planta Centella asiatica. Tem capacidade de 
regular fibroblastos e potencial antioxidante. Estudos apontam que ele tem a po-
tencial de ao mesmo tempo induzir a síntese de colágeno em processos de cica-
trização normal, e de inibir a síntese de Colágeno do tipo I em queloides e cicatriz 
hipertrófica, podendo assim ser utilizado tanto para efeito cicatricial, quanto para 
evitar a formação das cicatrizes hipertróficas e queloidianas.
– É aplicado por via ID em uma dose de 0,04%.
• N-Acetilcisteína: Protege os melanócitos de dano por estresse oxidativo causado 
por radiação solar, diminuindo, assim, a formação de manchas. Também impede 
a queda capilar, por ser precursor da L-cisteína, necessária para manutenção do 
folículo piloso. Apresenta efeito anti-age por ser anti-glicante. Além de auxiliar e 
acelerar a cicatrização sadia do tecido, diminui o risco de formação de cicatriz 
hipertrófica e queloides.
– Pode ser usado, dependendo do veículo, em via IM a 150 mg/mL.
• Piruvato de Sódio: Também chamado de Ácido Pirúvico, é o produto final da gli-
cólise, e o produto inicial do ciclo do ácido tricarboxílicos (Ciclo de Krebs). Ele 
auxilia nos processos lipolíticos, além de apresentar potencial anti-inflamatório, 
e capacidade anti-oxidante. Ele também apresenta ação como estimulante de 
colágeno e fibras elásticas.
– 1% em via ID.
• SAC (Siloxanetriol Alginato Cafeína): Produto com ação lipolítica que age atra-
vés do estímulo do AMPc. Protege contra glicosilação não enzimática, além de 
regenerar o tecido conjuntivo, contribuindo para firmeza e tonicidade da pele. 
Siloxanetriol é o silício orgânico biologicamente ativo. Por causa de seus efeitos é 
particularmente utilizado no tratamento do FEG.
– Aplicado por via SC em uma dose de 5 mg/mL.
3.5.6 Fármacos de aplicação Intramuscular para modulação metabólica
A seguir será visto uma lista de alguns fármacos muito utilizados, especialmente 
em aplicações IM, para modulação metabólica, desde diminuição de apetite até hi-
pertrofia.
• L-Ornitina: Utilizado na forma de L-Ornitina ou Alfa-keto-ornitina, é um amino-
ácido que auxilia na liberação de hormônio do crescimento (GH), promovendo 
reparação tissular e hipertrofia muscular.
– 60 a 150 mg/mL em via IM, ID ou SC.
Mesoterapia
— 37 — 
• Picolinato de Cromo: Tem o potencial de melhorar o aproveitamento de glicose, 
podendo diminuir o apetite, especialmente por carboidratos, além de melhorar 
os níveis de dopamina e serotonina.
– Pode ser aplicado por via IM em uma dose de 100 μg/mL.
• Taurina: Melhora os efeitos da insulina, melhorando o metabolismo de glicose e 
aminoácidos, auxiliando, assim, no anabolismo muscular.
– Usado em via IM em uma dose de 7,5%.
• Vitamina B12: Também chamada de cobalamina, somente é adquirida através 
da dieta e é muito utilizada por ser hepatoprotetora, antioxidante e por diminuir 
os depósitos de lipídeos nos vasos sanguíneos. Além disso é age na prevenção de 
problemas relacionados ao envelhecimento. É um precursor do folato, essencial 
para divisão celular e síntese proteica (inclusive sendo suplementado em ges-
tantes).
– Utiliza-se 25 mg/mL por via IM.
• Inositol: Ele diminui o depósito de lipídeos nas paredes de vasos e órgãos, espe-
cialmente quando associado a colina. Tem feito protetor de tireoide.
– Ele pode ser aplicador em uma dose de 10% por via IM.
• L-Fenilalanina: Estimula dopamina e adrenalina, diminuindo a fome e aumen-
tando os processos de lipólise.
– Via IM – 25 mg/mL.
• BCAA: BCAA é uma sigla para Branch Chain Amino Acids, ou Aminoácidos de 
Cadeia Ramificada. Compreende os AA Leucina, Isoleucina e Valina, necessários 
para formação e crescimento muscular.
– Este composto é aplicado por via IM em uma concentração de 4%.
• HMB (Hidroximetilbutirato): É um metabólito da leucina capaz de reduzir o cata-
bolismo muscular (reduz a perda de massa magra), regenerar músculos e reduzir 
gordura corporal.
– É usado em via IM em uma dose de 5 mg/mL.
• 5-HTP (Hidroxitriptofano): É um precursor da serotonina, muito utilizado para re-
dução do apetite.
– Pode ser utilizado por via IM à 2 mg/mL.
Mesoterapia
— 38 — 
4. Protocolos de aplicação de mesoterapia 
A técnica de aplicação de mesoterapia é tão importante quanto a escolha dos 
fármacos corretos. Infelizmente não há uma padronização das técnicas de aplicação, 
tanto em relação aos espaçamentos entre as injeções, volume injetado e intervalo 
entre sessões. Este capítulo descreve as técnicas mais utilizadas pelos profissionais 
e professores do NEPUGA. As técnicas aqui apresentadas são utilizadas por serem 
seguras e eficazes, e, de certa forma, representam a média do que é discutido em 
artigos.
4.1 Mesclas de Mesoterapia
Os laboratórios que manipulam injetáveis vendem estes produtos de duas formas 
diferentes: eles oferecem uma sugestão de mescla (Figura 20), contendo fármacos 
para o tratamento de determinada disfunção estética, ou os fármacos individuais 
(Figura 21). Caso seja optado pela primeira opção, é vendido um kit contendo, em 
média, 5 substâncias. Este kit é o suficiente para tratar um paciente, por uma sessão. 
Alguns laboratórios vendem kits com, por exemplo, mesclas o suficiente para tratar 10 
pacientes (ou realizar 10 sessões). Também é possível comprar os produtos de forma 
individual e montar uma mescla completamente personalizada.
Os fármacos, sejam eles em kits ou de forma individual, normalmente vem em 
ampolas de vidro com 2 mL do produto. Uma mescla típica contém 5 fármacos, ou 
seja, 5 ampolas de 2 mL, cada uma de um fármaco, totalizando 10 mL (que, por segu-
rança, é o máximo que se deve aplicar em um mesmo dia em um paciente). Alguns 
fármacos já podem vir combinados em uma única ampola (a ampola pode ser de 
2 mL, 5 mL, etc.). Deve-se tomar cuidado com a validade dos produtos, pois cada 
fármaco tem uma validade diferente. Os produtos devem ser armazenados em local 
fresco, protegidos da luz.
Figura 20: Exemplo de um kit de mesoterapia. Este kit, para o tratamento de Estrias, vendido pelo laboratório Pine-
da, contém 5 ampolas, cada uma de 2 mL. Os produtos utilizados são: Ácido Hialurônico, Buflomedil, Asiaticosídeo, 
Silício Lipo e Lidocaína. 
Estrias Antigas
(I)
Ácido Hialurônico 60 mg/ml (1 amp) + Buflomedil 1% (1 amp) + 
Asiaticosideo 0,04%(1 amp) + Silício Lipo 0,5% (1 amp) + 
Lidocaina 1% 2 ml (1 amp)
Fonte: Laboratório Pineda.
Mesoterapia
— 39 — 
Figura 21: Um kit do laboratório Pineda, contendo um único fármaco. Aqui se vê 10 ampolas de 2 mL cada, da 
substância L-Carnitina.
4.2 Materiais e Preparo da Mescla para Aplicação
Para o preparo da mescla de mesoterapia serão necessários os seguintes mate-
riais:
• Ampolas com os fármacos escolhidos;
• Gaze;
• Álcool 70%;
• Seringa de 10 mL;
• Agulha 18G ( x 40);
• Seringas de 1 mL, 3 mL e/ou 5 mL
• Agulhas 30G ou;
• Agulhas 21 G ou 22 G.
Após ser realizada a antissepsia do local de trabalho e se ter separado todos os 
materiais, deve-se seguir os seguintes passos:
1. Verificar a validade, integridade e composição de todas as ampolas;
2. Ordenar as ampolas em ordem crescente de pH, para evitar a cristalização e/ou 
precipitação dos compostos;
3. Realizar a antissepsia das ampolas, utilizando gaze umedecida com álcool 70%;
4. Quebrar todas as ampolas;
5. Com uma seringa de 10 mL e agulha 18G, aspirar o conteúdo de cada ampola, 
na ordem de pH, com cuidado para não aspirar ar. A aspiração deve ser feita de 
forma lenta e gradual;
Mesoterapia
— 40 — 
6. Homogeneizar a seringa por inversão, delicadamente;
7. Verificar a seringa pela presença de artefatos (cristalização, precipitação, con-
taminação, presença de vidro da ampola, etc.). Se o líquido não for totalmente 
límpido, sem turbidez e sem artefatos, descarta-se todo o produto;
8. Se necessário, deve-se fracionar a mescla nas seringas que utilizadas para apli-
cação. Esta etapa pode ser feita transferindo-se a mescla para um frasco estéril 
(fornecido por alguns laboratórios), para então aspirar-se a mescla nas seringas 
a serem utilizadas, ou então passando-se diretamente para as seringas com o 
auxílio de uma torneira estéril de 3 vias (uso único e individual) (Figura 22).
9. Acopla-se a agulha a ser utilizada para aplicação em cada seringa, após pre-
encher a seringa com a mescla.
Figura 22: Exemplo de torneira de 3 vias, com um conector Luer Lock/Slip, e dois conectores Luer Fêmea Universal
Fonte: TKL Produtos Médicos e Hospitalares
4.2.1 Escolha da Seringa e Agulha
A escolha da seringa e agulha correta é importante para que se realize uma apli-
cação sem causar dano excessivo a pele do paciente ao mesmo tempo que se per-
mite uma injeção fácil da mesoterapia.
Em termos de escolha de seringa, deve-se entender o seguinte: como será utili-
zado uma agulha muito fina, normalmente a 30G, quanto maior o volume da seringa, 
mais pressão deve-se aplicar no embolo. Isso significa que mais força será feita, o 
que pode resultar em tremores da mão e lesão ao paciente, além de fadigar facil-
mente os músculos da mão do profissional. É possível realizar fazer uma mesoterapia 
facial com uma seringa 10 mL, mas o trabalho será muito mais seguro e fácil utilizan-
do-se uma seringa de 1 mL. Têm-se em mente a praticidade e o custo com produtos. 
Uma única seringa de 10 mL é mais barata do que 10 seringas de 1 mL. Porém, uma 
Mesoterapia
— 41 — 
seringa de 10 mL tem um manuseio mais difícil. Com base nisso, é sugerido que seja 
utilizado os seguintes produtos:
• Aplicação facial: utilizar seringas de 1 ou 3 mL. A face apresenta um tecido muito 
sensível, e tremores podem lesionar facilmente o rosto.
• Aplicação capilar: utilizar seringas de 1 mL, preferencialmente. É muito difícil a in-
jeção dos produtos no couro cabeludo com seringas mais volumosas.
• Aplicação corporal: Para gordura localizada recomenda-se seringas de 3, 5 ou 
10 mL. A seringa de 5 mL irá apresentar o melhor custo/benefício. Para aplicações 
intradérmicas recomenda-se seringas de 3 mL.
Quanto a agulha utilizada, normalmente utiliza-se o seguinte:
• Aplicação Facial: Agulha 0,3 x 13 (Amarela – 30G ½);
• Aplicação Corporal: Agulha 0,3 x 13 (Amarela – 30G ½);
– Para gordura localizada pode-se utilizar, também, agulha 0,38 x 13 (Cinza 
- 27G ½) ou 0,45 x 12 (Marrom – 26G ½), porém, por serem mais calibrosas, 
geram mais dor ao paciente e danos ao tecido. Seu único benefício é ao 
profissional que aplica a mescla: torna-se mais fácil injetar o líquido.
• Aplicação Capilar: Agulha 0,3 x 13 (Amarela – 30G ½);
• Aplicação Intramuscular:
– Adulto magro: Agulha 0,7 x 25 (Preta – 22G)
– Adulto obeso/muita adiposidade na região do glúteo: Agulha 0,7 x 30 (Preta 
– 22G ¼) ou 0,8 x 30 (Verde – 21G 1 ¼).
4.3 Técnicas de Aplicação
Antes do início da aplicação, realiza-se a antissepsia do local. Faz-se, então a 
marcação da área de tratamento, e, após, repete-se a antissepsia do tecido. Se deve 
ter ao alcance todo material necessário para uma boa aplicação de mesoterapia: 
Gaze, mescla pronta e fracionada nas seringas, agulhas, álcool 70% e Descarpack®. O 
uso de EPIs é obrigatório: jaleco, touca, máscara, óculos de proteção e luvas.
Como a mesoterapia consiste na aplicação de inúmeras injeções, deve-se ter 
em mente o desgaste da agulha. A agulha deve ser trocada após algumas injeções, 
pois sua ponta fica romba e no formato de um gancho (Figura 23), o que acaba di-
ficultando a injeção e lesionando o tecido, além de causar dor e aumentar a chance 
de nódulos161. Normalmente se troca de agulha a cada 5 a 10 injeções. Nunca se deve 
recapar a agulha. Utiliza-se um desconector de agulha ou a técnica de “pescar” a 
agulha, sem nunca posicionar a mão próxima ao bisel.
Mesoterapia
— 42 — 
Figura 23: Foto de microscopia eletrônica de uma agulha após um único uso.
Fonte: Website da BD, um fabricante de agulhas, entre outros produtos.
4.4 Técnica de Mesoterapia para Gordura Localizada
A aplicação de mesoterapia para gordura localizada (GL) é, de certa forma, a 
mais simples de todas. Basta que se siga os seguintes passos e orientações:
• A mescla deve ser aplicada em tecido subcutâneo;
– Aplica-se de uma forma equidistante do músculo e da pele, a fim de evitar 
danos nestes tecidos.
• A distância entre as injeções deve ser de 2 cm (Figura 24);
• O volume aplicado por ponto deve ser de 0,2 mL (ou menor no caso de pessoas 
com pouco tecido adiposo);
• Deve-se seguir exatamente estas etapas:
a. Realizar a prega;
b. Realizar a injeção e verificar que nenhum vaso foi atingido (faz-se leve aspi-
ração);
c. Aplicar o líquido de forma lenta e constante;
d. Retirar o dedo do êmbolo;
– Esta etapa é essencial para evitar o gotejamento do produto, evitando as-
sim que ele entre em contato com a pele, o que poderia causar lesões, 
como no caso do Desoxicolato de sódio.
e. Soltar a prega;
f. Retirar a agulha do tecido.
Mesoterapia
— 43 — 
Figura 24: Demonstração de exemplo de marcação para aplicação de mesoterapia em tecido subcutâneo.
Fonte: Arquivo pessoal - Dr. Rodrigo Noronha de Mello.
4.5 Técnica de Mesoterapia para Fibroedema Geloide
A técnica de aplicação de mesoterapia para a hidrolipodistrofia ginóide (fibroe-
dema gelóide) é muito similar àquela utilizada para gordura localizada, mas existem 
algumas diferenças:
• A mescla deve ser aplicada em tecido subcutâneo;
– Aplica-se de uma forma equidistante do músculo e da pele, a fim de evitar 
danos nestes tecidos.
• A distância entre as injeções deve ser de pelo menos 2 cm;
• O volume aplicado por ponto deve ser de 0,1 mL;
• Nos pontos de retração aplica-se a injeção a 45°, com a ponta da agulha direcio-
nada para o centro de retração da FEG (Figura 25);
– Em cada ponto de retração são realizadas 4 ou mais injeções, conforme figu-
ra a seguir.
• Segue-se exatamente estas etapas:
– Realizar a prega;
– Realizar a injeção e verificar se nenhum vaso foi atingido (faz-se leve aspira-
ção);
– Aplicar o líquido de forma lenta e constante;
– Retirar o dedo do êmbolo;
– Soltar a prega;
– Retirar a agulha do tecido.
Mesoterapia
— 44 — 
Figura 25: Esquema mostrando um exemplo de tratamento de FEG. O local indicado por um círculo amarelo é o 
ponto de entrada da agulha, que deve seguir na direção do local de retração da pele (a linha pontilhada indica a 
direção da agulha). Istopode ser alcançado ao realizar a injeção a 45°.
Fonte: Arquivo pessoal - Dr. Rodrigo Noronha de Mello.
4.6 Técnica de Mesoterapia para Gordura Submentoniana
A técnica para a aplicação de mesoterapia em gordura submentoniana (papa-
da) (Figura 27) segue o mesmo princípio da usada no tratamento de GL: aplicações 
em tecido subcutâneo. O que mais difere as duas técnicas são: a marcação, a pro-
fundidade da agulha e os volumes injetados.
A região submentoniana é uma região enervada, vascularizada e próxima de es-
truturas importantes: osso hioide, membrana tíreo-hióidea, músculo gênio-hióideo, 
ventre anterior do músculo digástrico, veia submental, glândula submandibular, ner-
vo mental (V3), nervo mandibular marginal, linfonodos submentais, linfonodo supra-
-hióideo,, linfonodos mandibular e submandibular, artéria carótida externa e comum, 
veia jugular interna, veias tireóideas inferiores, artéria laríngea superior, tireoide e suas 
estruturas, e vários outros (Figura 26).
Visando a segurança das inúmeras estruturas da região, é de suma importância 
que seja feita a marcação correta, para que elas sejam preservadas. Ao contrário do 
que parece, a área de tratamento é muito pequena.
Mesoterapia
— 45 — 
Figura 26: Ambas as imagens mostram, aproximadamente, a área de tratamento (circulada em amarelo). Na 
imagem da esquerda notam-se as veias (azul), artérias (vermelho e verde), e nervos (amarelo). Na imagem da 
direita ainda são apresentados os linfonodos (verde e laranja).
Fonte: Website KenHub.com – Anatomy.
Figura 27: Esquema mostrando a área de gordura pré-platismal (gordura submentoniana ou papada). Como 
visto na figura anterior, não será toda esta área que receberá o tratamento.
Fonte: Website Victorian Cosmetic Institute.
Para demarcar a área de tratamento, segue-se os seguintes passos:
1. Localizar o osso hioide. Fazer uma marcação horizontal 1 a 1,5 cm acima do osso. 
Esta será o limite inferior.
2. Localizar a borda inferior da mandíbula. Fazer uma marcação 1 a 1,5 cm abaixo 
da borda inferior da mandíbula. A linha será curva, pois este é o formato anatô-
mico da mandíbula. Este será o limite superior.
https://www.thevictoriancosmeticinstitute.com.au/detail/double-chin-fat-dissolving-injections/
Mesoterapia
— 46 — 
3. Localizar as comissuras labiais. Fazer uma marcação vertical a 2 cm de distân-
cia das comissuras (afastando-se delas). Estes serão os limites verticais.
4. Junto aos limites da área, fazer a marcação de pontos distantes 2 cm entre eles. 
São os pontos periféricos.
5. Terminar a marcação preenchendo a área com pontos distantes 2 cm entre 
eles. São os pontos centrais.
Quanto ao volume de aplicação, é importante que se siga estas duas orientações:
• Pontos periféricos: máximo de 0,1 mL por ponto.
• Pontos centrais: máximo de 0,2 mL por ponto.
Seguindo corretamente estas instruções, deve-se ter uma marcação similar à 
mostrada na próxima imagem (Figura 28):
Figura 28: Esquema mostrando a área de tratamento (em laranja), os pontos periféricos (azul – aplica-se 0,1 mL) 
e os pontos centrais (amarelo – aplica-se 0,2 mL). Neste esquema foram desenhados os pontos em apenas um 
dos lados. No paciente deve-se marcar ambos os lados.
Fonte: Allergan – Kybella (Noninvasive submental fat compartment treatment).
Para realizar a aplicação deve ser seguido os seguintes passos:
• A mescla deve ser aplicada em tecido subcutâneo;
– Deve-se aplicar de uma forma equidistante do músculo e da pele, a fim de 
evitar danos nestes tecidos.
https://www.researchgate.net/publication/311911817_Noninvasive_Submental_Fat_Compartment_Treatment
Mesoterapia
— 47 — 
• A distância entre as injeções deve ser de pelo menos 2 cm;
• O volume aplicado por ponto deve ser de 0,1 mL nos pontos periféricos e 0,2 nos 
pontos centrais;
• O ângulo de entrada da agulha deve ser entre 45° e 90°.
– Em alguns casos não será introduzida toda a agulha. Isto irá depender da 
espessura do tecido subcutâneo do paciente.
• Realizar a prega;
• Realizar a injeção e verificar que nenhum vaso foi atingido (faz-se leve aspira-
ção);
• Aplicar o líquido de forma lenta e constante;
• Retirar o dedo do êmbolo;
• Soltar a prega;
• Retirar a agulha do tecido.
4.7 Técnica de Mesoterapia para Flacidez e Manchas
Esta técnica consiste na aplicação de injeções intradérmicas. Pode ser utilizada 
tanto para o tratamento facial quanto corporal. A marcação é um pouco diferente 
para cada técnica. Deve-se, preferencialmente, atingir a derme. Injeções na epider-
me não serão tão eficazes na maioria dos casos.
Para tratamento de flacidez facial, as aplicações também são distantes 2 cm en-
tre si, porém não devem ser feitas injeções em alguns locais da face, devido ao risco 
de atingir-se vasos mais calibrosos.
• Evita-se a região da artéria e veia zigomático-orbitária e artéria e veia zigomati-
cotemporal (localizada no osso zigomático);
• Evita-se a região de pálpebra inferior e superior, evitando-se assim atingir artéria 
angular, arco arterial palpebral superior e inferior e artéria zigomaticofacial.
• Há necessário com outras artérias importantes na região dos olhos.
Pode-se evitar estas e outras áreas particularmente importantes na face evitan-
do-se injeções a menos do que 1 cm da sobrancelha. Evita-se também injeções a 
menos de 1 cm da borda óssea da região dos olhos. Deixa-se 1 cm de distância da 
asa nasal, para evitar atingir a artéria angular. Na figura (Figura 29) abaixo pode-se 
ver estas áreas, facilitando assim a compreensão. A Figura 30 mostra a complexida-
de da vascularização e enervação facial.
Mesoterapia
— 48 — 
Figura 29: Esquema mostrando as áreas a serem evitadas na mesoterapia facial. Em azul vê-se a marcação de 
onde pode-se aplicar as injeções. Cada ponto está a 2 cm de distância do outro.
Área extremamente
vascularizada
Evitar área de sobrancelha 
(1 cm), devido a presença 
de nervos.
Não ultrapassar borda ós-
sea ocular (grande risco de 
hematoma grave)
Fonte: Fotografia da atriz Sophie Turner pelo fotógrafo Mathew Brookes. 
Esquema de marcação por Dr. Rodrigo Noronha de Mello.
Figura 30: Veias, artérias e nervos faciais. Esta ilustração mostra a importância do cuidado de aplicações de 
injeções na região facial.
Fonte: Ilustração por Kevin Cease. (Adaptado)
• A mescla deve ser aplicada em tecido dérmico;
• A distância entre as injeções deve ser de 2 cm;
Mesoterapia
— 49 — 
• O volume aplicado por ponto deve ser o suficiente para formar pápula de até 0,5 
cm de diâmetro ou até ser injetado 0,1 mL de volume (o que acontecer primeiro);
– Para regiões mais delicadas, como aquelas próximas aos olhos, pode-se fa-
zer pápulas menores, de 0,2 cm de diâmetro, e distância entre pontos de 1 a 
1,5 cm entre pontos.
• Aplica-se a injeção entre 5 a 35°, com bisel virado para cima;
• As seguintes etapas devem ser seguidas:
– Retrair a pele afim de diminuir a flacidez e facilitar a entrada da agulha;
– Realizar a injeção;
– Aplicar o líquido de forma lenta e constante até a formação da pápula;
– Retirar o dedo do êmbolo;
– Retirar a agulha do tecido.
A aplicação de mesoterapia para flacidez corporal segue as mesmas regras, po-
rém não há a necessidade de delimitar tantas áreas de segurança. Evita-se apenas a 
região íntima, cicatriz umbilical (margem de 1 a 2 cm de segurança), e os grandes vasos 
do pescoço. Na região do pescoço é preferível realizar pápulas menores, de 0,2 cm de 
diâmetro.
A aplicação de mesoterapia para manchas deve ser feita utilizando a mesma téc-
nica daquela usada para flacidez facial, porém as aplicações devem ser realizadas 
somente na mancha (Figura 31). Em outras palavras: não aplicar a mescla em tecidos 
que não estejam pigmentados. Em alguns casos bastará apenas uma injeção para 
atingir toda região da mancha. Em outros casos serão necessárias mais injeções.
Figura 31: Exemplo de como seriam feitas as aplicações em uma mancha. Cada ponto vermelho está distante 1 
a 2 cm um do outro, e em cada um foi realizada uma pápula de aproximadamente0,2 cm de diâmetro. O mesmo 
seria feito nas outras manchas.
Fonte: Fotografia retirada do site MediFoco. Esquema de marcação feito por Dr. Rodrigo N. de Mello.
Mesoterapia
— 50 — 
4.8 Técnica de Mesoterapia para Estrias
A técnica para tratamento de estrias pode ser feita de duas maneiras: retroinje-
ção ou ponto a ponto. Em ambos os casos deve-se aplicar o produto em profundida-
de dérmica, utilizando agulha 30G ½ com bisel virado para cima.
Para realizar a técnica de retroinjeção (Figura 32), segue-se os seguintes passos:
• O volume aplicado deve ser o suficiente para preencher a estria. Este volume va-
ria de acordo com tamanho e flacidez da estria.
• Seguir exatamente estas etapas:
1. Retrair a pele afim de diminuir a flacidez e facilitar a entrada da agulha;
2. Realizar a retroinjeção;
• Verificar onde é o final da estria;
• Fazer o pertuito a 1,3 cm do final da estria (1,3 cm é o comprimento da agu-
lha 30G ½)
3. Aplicar o líquido de forma lenta e constante até o preenchimento do tecido;
4. Retirar o dedo do êmbolo;
5. Retirar a agulha do tecido;
6. A partir do primeiro pertuito feito, medir 1,3 cm em direção ao início da estria. 
Neste local realizar a segunda retroinjeção, em direção ao final da estria. Pa-
rar a penetração agulha um pouco de atingir o primeiro pertuito.
7. Repetir estas etapas até tratar-se a estria em todo seu comprimento.
Figura 32: Esquema mostrando a técnica de retroinjeção para estrias. Neste caso foram necessárias 4 aplica-
ções por retroinjeção para preencher toda a estria. O traçado vermelho indica a haste da agulha, que se encontra 
dentro da derme. Os pontos pretos indicam o local de parada do bisel. Os círculos vermelhos indicam o local de 
realização do pertuito.
Fonte: Dr. Rodrigo A. Brandão Neto. Esquema de marcação por Dr. Rodrigo Noronha de Mello.
Mesoterapia
— 51 — 
Outra opção para o tratamento de estrias é através da técnica ponto a ponto.
• A mescla deve ser aplicada em tecido dérmico;
• A distância entre as injeções deve ser de 2 cm;
• O volume aplicado por ponto deve ser o suficiente para formar pápula de até 
0,5 cm de diâmetro ou até ser injetado 0,2 mL de volume (o que acontecer pri-
meiro);
• Aplicar a injeção entre 5 a 35°, com bisel virado para cima;
• Seguir exatamente estas etapas:
– Retrair a pele afim de diminuir a flacidez e facilitar a entrada da agulha;
– Realizar a injeção;
– Aplicar o líquido de forma lenta e constante até a formação da pápula;
– Retirar o dedo do êmbolo;
– Retirar a agulha do tecido.
4.9 Técnica de Mesoterapia para Intramuscular
Para os tratamentos com injeção intramuscular, seguem-se os preceitos básicos 
deste tipo de injeção. O local preferido para isto é o músculo glúteo máximo ou glú-
teo médio (dorsogluteal ou ventrogluteal).
• A mescla deve ser aplicada em tecido muscular;
• O volume aplicado deve respeitar o volume máximo que cada músculo compor-
ta. No caso do músculo glúteo, o volume máximo é de 5 mL. Caso a mescla tenha 
mais do que 5 mL, aplica-se metade em cada glúteo.
• Aplicar a injeção a 90°, com bisel seguindo o sentido das fibras musculares.
• Seguir exatamente estas etapas:
1. Realizar a injeção;
2. Realizar a aspiração para certificar-se de que nenhum vaso foi atingido;
– Caso um vaso seja atingido, não injetar a mescla. Descartar todo o produ-
to e repetir o procedimento em outra área.
3. Aplicar o líquido de forma bem lenta e constante;
4. Retirar o dedo do êmbolo;
5. Retirar a agulha do tecido.
Mesoterapia
— 52 — 
5 Tratamento e pós-tratamento 
Assim como em qualquer protocolo, o intervalo entre sessões, o número de ses-
sões e o pós-tratamento são essenciais para minimizar os riscos e potencializar re-
sultados. Deve-se ter em mente algumas coisas antes de realizar uma aplicação de 
mesoterapia:
Este é o paciente ideal?
Nem todo procedimento pode ser aplicado em todo paciente. Um paciente se-
dentário e que não realiza dieta, não é um bom paciente para tratamentos de gordura 
localizada, sejam eles com mesoterapia ou qualquer outra técnica. A mesoterapia (e 
outras tecnologias) potencializam a redução da gordura. É fundamental a associação 
com exercício físico regular e dieta. Não só o exercício potencializa o resultado como 
também previne complicações. De nada adianta uma aplicação intramuscular com 
BCAA se o paciente não se exercita. A mesoterapia pode, inclusive, levar a esteatose 
hepática (fígado gorduroso), especialmente em pacientes que não praticam exercí-
cio ou que já tem alguma alteração hepática.
O mesmo vale para tratamentos de pele (manchas, estrias, flacidez). Caso o pa-
ciente exponha-se muito ao sol, apresente fototipo IV, V ou VI, então ele não é um 
paciente ideal. O tratamento com a mesoterapia pode inclusive piorar as manchas 
ou causar manchas nestes pacientes. Se for um paciente que apresenta a pele res-
secada, frágil e desidratada, pensa-se em antes de aplicar-se a mesoterapia, iniciar 
com tratamentos menos agressivos até a normalização da pele.
Antes de qualquer tratamento, deve-se pensar de forma racional e científica. Será 
a mesoterapia o melhor tratamento para aquele paciente em específico?
Pode-se aplicar mais de uma mescla?
Novamente, deve-se pensar: aplicar mais de uma mescla (ou mais de 10 mL apro-
ximadamente) significa aplicar uma quantidade imensa de medicamentos, além de 
aplicar uma quantidade grande de injeções. Não só será causada uma inflamação 
muito grande, que pode gerar efeitos deletérios, como também irá sobrecarregar 
fígado e rins com toda esta quantidade de medicamentos. Nunca se deve aplicar 
mais do que uma mescla (10 mL) em uma única sessão. Também não se deve apli-
car em dias consecutivos. Estes medicamentos levam tempo para serem metaboli-
zados. E se deve lembrar também das interações medicamentosas e alvos molecu-
lares/celulares dos medicamentos.
Os resultados de tratamentos estéticos, em sua grande maioria, são demorados. 
Levam semanas ou meses. Não se tenta “burlar” isto. Deve-se respeitar o tempo 
fisiológico de cada paciente. O tratamento de GL vai demorar sim semanas para 
Mesoterapia
— 53 — 
gerar um efeito visível. A única maneira de eliminar-se a gordura instantaneamente 
é através de lipossucção. Todas as outras técnicas levam semanas, e são graduais. O 
tratamento para a flacidez leva meses. É o tempo necessário para o corpo sintetizar 
colágeno e reordenar a matriz extracelular. Não há como acelerar isto.
5.1 Tratamento e Pós-Tratamento de Gordura Localizada
Tratamento
Pedir que o paciente faça uma dieta com redução de carboidratos, pelo menos 3 dias 
antes do tratamento.
• Volume total a ser aplicado: Até 10 mL por sessão.
 – Caso aplique-se 0,2 mL por ponto, isso significa que serão aplicadas 50 injeções.
• Número de sessões: Até 10 sessões.
 – Normalmente os resultados começam a se tornar visíveis após a 3ª a 5ª sessão.
• Intervalo entre sessões: 7 dias.
Pós-Tratamento
• Evitar ou diminuir o consumo de carboidratos por 3 dias;
• Hidratar-se bem;
• Não ingerir álcool;
• Não utilizar medicamentos anti-inflamatórios, a menos que prescritos por um médico 
(isso poderá diminuir ou anular o efeito do tratamento);
• 12 a 24 horas após o tratamento o paciente deve iniciar a prática de exercício físico de 
alto gasto calórico (caminhar por pelo menos uma hora, ou correr, ou outras atividades);
 – Pedir para evitar exercícios que estressem a área tratada;
• Após 24 horas aplicar filtro solar na área (Mínimo de FPS 50).
• Não expor a área tratada ao sol ou calor durante a duração do tratamento;
• Nos primeiros 3 dias evitar o contato da área com shampoo/condicionador durante o 
banho.
• Nos primeiros 3 dias após o tratamento evitar secar a área esfregando-se a toalha. Ape-
nas encostar ela delicadamente em cima do local.
• A higiene da área nas primeiras 24 horas após o tratamento deve ser feita apenas com 
soro fisiológico estéril, de maneira delicada e sem esfregar a região.
• Se o paciente possuir animais de estimação, utilizar fronhas elençóis limpos. Evitar que 
os animais subam na cama, por pelo menos 3 dias após o tratamento.
Explicar para o paciente que ele poderá apresentar equimoses, edema, dor e prurido de 
forma localizada. Caso sinta muito desconforto pode ser feita a aplicação de compressa 
gelada/gelo por até 20 minutos, 5 vezes ao dia.
Mesoterapia
— 54 — 
5.2 Tratamento e Pós-Tratamento de Gordura Submentoniana
Tratamento
Antes do tratamento solicitar que o paciente faça uma dieta com redução de car-
boidratos, pelo menos 3 dias antes.
• Volume total a ser aplicado: Até 2 mL.
• Número de sessões: Em média 5 sessões.
• Intervalo entre sessões: 21 a 30 dias.
Pós-Tratamento
• Evitar ou diminuir o consumo de carboidratos por 3 dias;
• Hidratar-se bem;
• Não ingerir álcool;
• Não utilizar medicamentos anti-inflamatórios, a menos que prescritos por um mé-
dico;
• 12 a 24 horas após o tratamento o paciente deve iniciar a prática de exercício físico 
de alto gasto calórico (caminhar por pelo menos uma hora, ou correr, ou outras ati-
vidades);
• Após 24 horas aplicar filtro solar na área (Mínimo de FPS 50).
• Não expor a área tratada ao sol ou calor durante a duração do tratamento;
• Nos primeiros 3 dias após o tratamento evitar o uso de maquiagem ou outros pro-
dutos que não o filtro solar.
• Nos primeiros 3 dias evitar o contato da área com shampoo/condicionador durante 
o banho.
• Nos primeiros 3 dias após o tratamento evitar secar a área esfregando-se a toalha. 
Apenas encostar ela delicadamente em cima do local.
• A higiene da área nas primeiras 24 horas após o tratamento deve ser feita apenas 
com soro fisiológico estéril, de maneira delicada e sem esfregar a região.
• Se o paciente possuir animais de estimação, utilizar fronhas e lençóis limpos. Evitar 
que os animais subam na cama, por pelo menos 3 dias após o tratamento.
Explicar para o paciente que ele poderá apresentar equimoses, edema, dor e prurido 
de forma localizada. A região submentoniana tende a apresentar muito edema. Caso 
sinta muito desconforto pode ser feita a aplicação de compressa gelada/gelo por até 
20 minutos, 5 vezes ao dia.
Mesoterapia
— 55 — 
5.3 Tratamento e Pós-Tratamento de Flacidez e Estrias
Tratamento
• Volume total a ser aplicado: Até 10 mL.
• Número de sessões: Até 10 sessões.
• Intervalo entre sessões: 15 a 21 dias.
Pós-Tratamento
• Hidratar-se bem;
• Não ingerir álcool;
• Não utilizar medicamentos anti-inflamatórios, a menos que prescritos por um médi-
co (isso poderá diminuir ou anular o efeito do tratamento);
• 24 horas após o tratamento o paciente deve-se iniciar a aplicação dos produtos de 
homecare;
• Após 24 horas aplicar filtro solar na área (Mínimo de FPS 50). Mantenha por 28 dias 
após a última sessão;
• Não expor a área tratada ao sol durante a duração do tratamento;
• Não expor a área tratada ao calor durante a duração do tratamento;
• Nos primeiros 3 dias após o tratamento evitar o uso de maquiagem ou outros pro-
dutos que não o filtro solar e homecare.
• Nos primeiros 3 dias após o tratamento evitar o contato da área com shampoo/
condicionador/sabonete durante o banho.
• Nos primeiros 3 dias após o tratamento evitar secar a área esfregando a toalha. 
Apenas encostar ela delicadamente em cima do local. O rosto, nos primeiros 3 dias, 
pode ser seco com um secador de cabelos com vento frio.
• A higiene da área nas primeiras 24 horas após o tratamento deve ser feita apenas 
com soro fisiológico estéril, de maneira delicada e sem esfregar a região.
• Se o paciente possuir animais de estimação, utilizar fronhas e lençóis limpos. Evitar 
que os animais subam na cama, por pelo menos 3 dias após o tratamento.
Explicar para o paciente que ele poderá apresentar equimoses, edema, dor e prurido de 
forma localizada. Caso sinta muito desconforto pode ser feita a aplicação de compres-
sa gelada/gelo por até 20 minutos, 5 vezes ao dia.
Mesoterapia
— 56 — 
5.4 Tratamento e Pós-Tratamento de Manchas
Tratamento
• Volume total a ser aplicado: Até 10 mL.
• Número de sessões: Até 10 sessões.
• Intervalo entre sessões: 15 dias.
Pós-Tratamento
• Hidratar-se bem;
• Não ingerir álcool;
• Não utilizar medicamentos anti-inflamatórios, a menos que prescritos por um médi-
co (isso poderá diminuir ou anular o efeito do tratamento);
• 24 horas após o tratamento o paciente deve iniciar a aplicação dos produtos de 
homecare;
• Após 24 horas aplicar filtro solar na área (Mínimo de FPS 50). Manter por 28 dias após 
a última sessão;
• Não expor a área tratada ao sol durante a duração do tratamento;
• Não expor a área tratada ao calor durante a duração do tratamento;
• Nos primeiros 3 dias após o tratamento evitar o uso de maquiagem ou outros pro-
dutos que não o filtro solar e homecare.
• Nos primeiros 3 dias após o tratamento evitar o contato da área com shampoo/
condicionador/sabonete durante o banho.
• Nos primeiros 3 dias após o tratamento evitar secar a área esfregando a toalha. 
Apenas encosta-se ela delicadamente em cima do local. O rosto, nos primeiros 3 
dias, pode ser seco com um secador de cabelos com vento frio.
• A higiene da área nas primeiras 24 horas após o tratamento deve ser feita apenas 
com soro fisiológico estéril, de maneira delicada e sem esfregar a região.
• Se o paciente possuir animais de estimação, utilizar fronhas e lençóis limpos. Evitar 
que os animais subam na cama, por pelo menos 3 dias após o tratamento.
Explicar para o paciente que ele poderá apresentar equimoses, edema, dor e prurido de 
forma localizada. Caso sinta muito desconforto pode ser feita a aplicação de compres-
sa gelada/gelo por até 20 minutos, 5 vezes ao dia.
Mesoterapia
— 57 — 
5.5 Tratamento e Pós-Tratamento com Injeção Intramuscular
Tratamento
• Volume total a ser aplicado: Até 10 mL (máximo de 5 mL por glúteo).
• Número de sessões: Até 10 sessões.
• Intervalo entre sessões: 7 dias.
Pós-Tratamento
• 2 horas após a sessão, iniciar atividade física;
• Hidratar-se bem;
• Não ingerir álcool;
• Não utilizar medicamentos anti-inflamatórios, a menos que prescritos por um médi-
co (isso poderá diminuir ou anular o efeito do tratamento);
• Não expor a área tratada ao sol durante a duração do tratamento;
• Não expor a área tratada ao calor durante a duração do tratamento;
• Se o paciente possuir animais de estimação, utilizar fronhas e lençóis limpos. Evitar 
que os animais subam na cama, por pelo menos 3 dias após o tratamento.
Explicar para o paciente que ele poderá apresentar equimoses, edema, dor e prurido de 
forma localizada. Caso sinta muito desconforto pode ser feita a aplicação de compres-
sa gelada/gelo por até 20 minutos, 5 vezes ao dia. O paciente também pode realizar 
uma leve massagem no local.
6. Sugestões de mesclas 
A seguir serão vistas algumas sugestões de mesclas para os diferentes tratamen-
tos. Estas mesclas podem e devem ser adaptadas para atender as necessidades de 
cada paciente. Caso seja necessário diluir ou completar volume, deve-se utilizar Soro 
Fisiológico 0,9% estéril (normalmente utilizado em mesclas para GL e FEG).
Mesoterapia
— 58 — 
6.1 Mesclas para Gordura Localizada
Sugestão 1 - Gordura Central:
• Pentoxifilina 20 mg/mL (2 mL)
• Arginina ID 20% (2 mL)
• Cafeína 50 mg/mL (2 mL)
• Soro fisiológico 0,9% (2 mL)
Sugestão 2 - Gordura Localizada em Geral:
• Arginina ID 20% (2 mL)
• Cafeína 50 mg/mL (2 mL)
• L-Carnitina 300 mg/mL (2 mL)
• Silício Lipo* 0,5% (2 mL)
• Benzopirona 50 mg/mL (2 mL)
Sugestão 3 – Gordura Ginoide Masculina:
• Arginina ID 20% (2 mL)
• Cafeína 50 mg/mL (2 mL)
• L-Teanina 50 mg/mL (2 mL)
• Crisina 50 μg/mL (2 mL)
• Benzopirona 50 mg/mL (2 mL)
Sugestão 4 – Gordura Localizada em Geral:
• Pentoxifilina 20 mg/mL (2 mL)
• Silício Lipo 0,5% (2 mL)
• Arginina ID 20% (2 mL)
• Cafeína 50 mg/mL (2 mL)
• Benzopirona 50 mg/mL (2 mL)
* Silício Lipo 0,5% é um composto formulado pelo laboratório Pineda, com potencial lipolítico aumentado.
6.2 Mesclas para Hidrolipodistrofia Ginoide
Sugestão 1 - FEG grau I e II:
• Buflomedil 1%(2 mL)
• Crisina 50 μg/mL (2 mL)
• Silício Lipo 0,5% (2 mL)
• Loimbina 17,2% (2 mL)
• Lidocaína 1% (2 mL)
Sugestão 2 - FEG com adiposidade:
• Buflomedil 1% (2 mL)
• Silício Lipo 0,5% (2 mL)
• Arginina ID 20% (2 mL)
• Cafeína 50 mg/mL (2 mL)
• Lidocaína 1% (2 mL)
Sugestão 3 – FEG com retenção hídrica:
• Teanina 50 mg/mL (2 mL)
• Pentoxifilina 20 mg/mL (2 mL)
• Crisina 50 μg/mL (2 mL)
• Benzopirona 5 mg/mL (2 mL)
• Lidocaína 1% (2 mL)
Sugestão 4 – FEG grau III:
• Buflomedil 1% (2 mL)
• Silício Lipo 0,5% (2 mL)
• Ioimbina 17,2% (2 mL)
• Rutina 50 mg/mL + Benzopirona 
1 mg/mL (2 mL)
• Lidocaína 1% (2 mL)
Mesoterapia
— 59 — 
6.3 Mesclas para Gordura Submentoniana
Sugestão 1:
• Arginina ID 20% (2 mL)
• Buflomedil 1% (2 mL)
Sugestão 2:
• Ácido Deoxicólico 20 mg/mL (2 mL)
6.4 Mesclas para Flacidez e Rejuvenescimento Tissular
Sugestão 1 - Flacidez:
• DMAE 25 mg/mL (2 mL)
• Piruvato sódico 1% (2 mL)
• Condroitin sulfato 50 mg/mL (2 mL)
• L-Carnitina 50 mg/mL (2 mL)
• Lidocaína 1% (2 mL)
Sugestão 2 - Flacidez:
• DMAE 25 mg/mL (2 mL)
• Ác. Hialurônico 60 mg/mL (2 mL)
• Silício Lipo 0,5% (2 mL)
• Asiaticosídeo 0,04% (2 mL)
• Lidocaína 1% (2 mL)
Sugestão 3 – Flacidez de Face e Pescoço:
• DMAE 25 mg/mL (2 mL)
• Silício Lipo 0,5% (2 mL)
• Mix de GAGs (2 mL)
• Lidocaína 1% (2 mL)
Sugestão 4 – Face ressecada e desvita-
lizada:
• Ác. Alfa Lipóico 50 mg/mL (2 mL)
• Piruvato Sódico 1% (2 mL)
• Ác. Hialurônico 60 mg/mL (2 mL)
• Lidocaína 1% (2 mL)
Mesoterapia
— 60 — 
6.5 Mesclas para Estrias
Sugestão 1 - Estria Antiga:
• Ácido Hialurônico 60 mg/mL (2 mL)
• Buflomedil 1% (2 mL)
• Asiaticosídeo 0,04% (2 mL)
• Silício Lipo 0,5% (2 mL)
• Lidocaína 1% (2 mL)
Sugestão 2 - Estria Antiga:
• Silício Lipo 0,5% (2 mL)
• c. Glicólico 1% (2 mL)
• Buflomedil 1% (2 mL)
• Lidocaína 1% (2 mL)
Sugestão 3 – Estria Jovem:
• Asiaticosídeo 0,04% (2 mL)
• Condroitin Sulfato 50 mg/mL (2 mL)
• Silício Lipo 0,5% (2 mL)
• Lidocaína 1% (2 mL)
Sugestão 4 – Estria Jovem:
• Colágeno 2% (2 mL)
• Asiaticosídeo 0,04% (2 mL)
• Silício Lipo 0,5% (2 mL)
• Lidocaína 1% (2 mL)
6.6 Mesclas para Manchas
Sugestão 1 – Melasma Intenso:
• Ác. Tranexâmico 0,4% (2 mL)
• Ác. Kójico 2% (2 mL)
• Ác. Glicólico 1% (2 mL)
• Vitamina C 20% (2 mL)
• Procaína 1% (2 mL)
Sugestão 2 – Melasma Leve:
• Ác. Kójico 2% (2 mL)
• Ác. Tranexâmico 0,4% (2 mL)
• Lidocaína 1% (2 mL)
Mesoterapia
— 61 — 
6.7 Mesclas para Tratamento Capilar
Sugestão 1 - Capilar:
• Minoxidil 0,5% (2 mL)
• Buflomedil 1% (2 mL)
• Silício Lipo 0,5% (2 mL)
• D-Pantenol 50 mg/mL (2 mL)
• Procaína 2% (2 mL)
Sugestão 2 - Capilar Feminina:
• Minoxidil 0,5% (2 mL)
• Silício Lipo 0,5% (2 mL)
• Biotina 5 mg/mL (2 mL)
• D-Pantenol 50 mg/mL (2 mL)
Sugestão 3 – Capilar Masculina:
• Minoxidil 0,5% (2 mL)
• Finasterida 0,05% (2 mL)
• Biotina 5 mg/mL (2 mL)
• D-Pantenol 50 mg/mL (2 mL)
6.8 Mesclas para Aplicação Intramuscular
Sugestão 1 - Emagrecimento - Calmante:
• 5-HTP 4 mg/mL (2 mL)
• L-Teanina 25 mg/mL (2 mL)
• Taurina 10% + Inositol 10% (2 mL)
• Vitamina B12 25 mg/mL (2 mL)
Sugestão 2 - Hipertrofia Muscular:
• HMB 5 mg/mL (2 mL)
• Colágeno 2% (2 mL)
• L-Carnitina 300 mg/mL (2 mL)
• L-Taurina 7,5% (2 mL)
Sugestão 3 – Hipertrofia Feminina:
• HMB 5 mg/mL (2 mL)
• Cromo Picolinato 100 μg/mL (2 mL)
• Arginina ID 20% (2 mL)
• Vitamina B3 15 mg/mL (2 mL)
Sugestão 4 – Redução de peso e Energé-
tica:
• HMB 5 mg/mL (2 mL)
• Taurina 10% + Inositol 10% (2 mL)
• L-Carnitina 300 mg/mL (2 mL)
• Cafeína 50 mg/mL (2 mL)
Mesoterapia
— 62 — 
7. Sugestões de fórmulas para homecare 
Aqui são descritas algumas sugestões de cremes de uso tópico para serem utili-
zados como homecare após a mesoterapia facial:
Creme Cicatrizante, Calmante e Hidratante:
Uso tópico. Aplicar na região tratada pela manhã, antes de aplicar o FPS, e a noite 
após a limpeza do rosto. Iniciar a aplicação 24 horas após o procedimento.
EPIfactor
Phytosqualan
Hyasol BT
Creme não iônico q.s.p.
1,0 mL
1,5%
3,0%
20 gramas
Creme Cicatrizante, Calmante e Hidratante (sugestão 2):
Uso tópico. Aplicar na região tratada pela manhã, antes do FPS, e a noite após a 
limpeza do rosto. Iniciar a aplicação 24 horas após o procedimento. Evitar usar em 
peles oleosas.
Esqualane vegetal
Aquasome EC
D-Pantenol
Alfa-bisabolol
Óleo de rosa mosqueta
Loção Simugel NS q.s.p.
1,0%
3,0%
5,0%
2,0%
2,0%
20 gramas
Creme para Peles Sensibilizadas:
Uso tópico. Aplicar na região tratada pela manhã 2 a 3 vezes ao dia. Iniciar a apli-
cação 24 horas após o procedimento. Evitar usar em peles oleosas.
Vegelip
Óleo de Rosa Mosqueta
Óleo de Gérmen de Trigo
Loção não-iônica q.s.p.
5,0%
5,0%
3,0%
30 mL
Mesoterapia
— 63 — 
Creme para Peles com Manchas ou no Tratamento do Melasma:
Uso tópico. Aplicar na região tratada pela manhã, antes do FPS, à tarde, antes do 
FPS e a noite após a limpeza do rosto. Iniciar a aplicação 24 horas após o procedimento. 
Lumin White
NanoShine
Alfa-Arbutin
Vitalgreen Cristal q.s.p.
3,0%
3,0%
0,5%
30 gramas
8. Manuseio das complicações da mesoterapia 
Como todo procedimento, principalmente de caráter semi-invasivo, existe o risco 
do aparecimento de complicações. As principais complicações da mesoterapia 
são infecção, necrose, hiperpigmentação pós-inflamatória, formação de nódulos 
fibróticos, queloide e neuralgia1. Com exceção da infecção, que deve ser tratada 
por profissional médico, as outras complicações podem ser tratadas (ou evitadas) 
pelo profissional Biomédico, Farmacêutico ou Enfermeiro. Cabe a cada profissional 
verificar a legislação pertinente ao seu Conselho de Classe afim de verificar quais 
substâncias podem ser prescritas e administradas.
8.1 Principais Complicações
Infecção: Independente da origem, deve ser tratada, o quanto antes, por profis-
sional médico. A infecção na mesoterapia pode ter duas causas: contaminação de 
medicamentos (causa improvável devido ao controle de qualidade dos laborató-
rios); contaminação durante o procedimento, que pode ser evitada através de méto-
dos adequados de assepsia e antissepsia. Os principais sinais de infecção são: lesão 
purulenta, febre, mal-estar generalizado, linfoadenomegalia. Caso o paciente ve-
nha a queixar-se destes sintomas, deve-se encaminhá-lo ao médico.
Necrose: Necrose é o processo de morte celular não programada, causado por 
algum estímulo como infecções, hipóxia, radiação e outros fatores, como medica-
mentos, álcool, inflamação exacerbada, etc. Este é o objetivo de alguns tratamentos, 
como aqueles que utilizam desoxicolato de sódio ou ácido deoxicólico. Porém, em 
casos onde o processo necrótico atinge tecidos como a pele ou músculo, ou ocorre 
de forma exacerbada, mesmo no tecido alvo, deve-se intervir para evitar piores com-
plicações, como formação de abscessos, liquefação do tecido, formação de nódulos 
fibróticos, gangrena, entre outros.
Mesoterapia
— 64 — 
O refluxo de medicamentos pelo pertuito realizado pela injeção consistem em 
uma causa de necrose, pois o medicamento acaba por atingir outros tecidos. É o 
caso do desoxicolato de sódio, mesmo se aplicado corretamente, pode atingir a der-
me e causar uma lesão.
A necrose em processo inicial pode ser revertida pelo profissional, porém proces-
sos avançados necessitam de cuidados médicos.
Hiperpigmentação Pós-Inflamatória: De forma geral a hiperpigmentação pós-
-inflamatória pode ocorrer toda vez que ocorre um processo inflamatório da pele, 
seja por medicamentos, traumas mecânicos (como o pertuito feito por uma agulha, 
por exemplo) ou outras causas. Ocorre uma produção exacerbada de melanina, que 
acaba por escurecer o tecido lesionado/inflamado. A chance de hiperpigmentação 
pós-inflamatória é maior caso o paciente se exponha ao sol ou calor, após o trata-
mento, não utilize protetor solar, tenha histórico de hiperpigmentação e/ou apresen-
te Fototipos do tipo IV, V e VI, pela classificação de Fitzpatrick. Faz-se necessário, na 
anamnese, avaliar o paciente a procurade manchas pré-existentes, além de enten-
der como seu corpo responde a exposição solar e lesões. Uma forma de fazer isto é 
perguntando ao paciente se surgem manchas no local onde aparecem lesões (acne, 
cortes, etc.), e quanto tempo estas manchas demoram para regredir.
Nódulos Fibróticos: Ocorrem especialmente nos tratamentos de gordura localiza-
da e fibroedema geloide, onde são chamados de nódulos fibróticos de tecido adiposo. 
Surgem em função do grande processo inflamatório e desordens metabólicas co-
muns em pessoas com adiposidade. Diversas citocinas, fatores de crescimento e cé-
lulas estão envolvidas neste processo. O mesmo pode ocorrer na pele, principalmente 
pela presença exacerbada de fibroblastos após o processo inflamatório desencade-
ado pela injeção e pelos medicamentos. Eles podem regredir espontaneamente entre 
1 a 12 meses, ou necessitar de intervenção para que desapareçam165,166. Da mesma 
maneira, a formação de tecido fibrótico pode ocorrer após injeções intramusculares, 
e pode necessitar de intervenção médica, e, em alguns casos de cirurgia.
Neuralgia: Ocorre pela inflamação de nervos. Mais comum em tratamentos de 
gordura localizada e injeções intramusculares. Paciente normalmente relata “dor em 
pontada”, e tende a regredir completamente entre 7 a 14 dias. Caso não regrida, de-
ve-se encaminhar o paciente para profissional médico.
8.2 Sugestões de Homecare para a prevenção e tratamento de 
complicações
Tratamento e Prevenção de Necrose: O processo inicial de necrose pode ser re-
vertido e tratado com a associação de anti-inflamatórios, mucopolissacarídeos e 
gelo. Pode-se prescrever o seguinte:
Mesoterapia
— 65 — 
• Ibuprofeno 600 mg por via oral de 8 em 8 horas;
• Polissulfato de Mucopolissacarídeo 5 mg/grama por via tópica de 6 em 6 horas;
• Compressas de gelo por 20 minutos, de 6 em 6 horas, no local da lesão.
A seguinte formulação pode substituir o uso de Polissulfato de Mucopolissacarí-
deo. Ela também previne o surgimento de manchas. Deve ser aplicada por via tópica, 
3 a 5 vezes ao dia, enquanto houver a presença de sinais inflamatórios (dor, calor, 
rubor e edema).
Heparina
Clobetasol
Ácido Kójico
Base creme q.s.p.
0,1%
0,05%
4%
20 g
Para a prevenção de necrose recomenda-se utilizar na mescla o composto Ben-
zopirona, preferencialmente, ou Buflomedil, além de evitar o gotejamento da mescla 
no tecido dérmico. Caso a necrose não regrida ou piore após o início do tratamento, 
encaminhar para um médico.
Tratamento e Prevenção de Hiperpigmentação Pós-Inflamatória: O principal 
mecanismo de prevenção desta afecção é evitar exposição solar, ao calor, e utilizar 
Protetor Solar com FPS de pelo menos 50. O paciente deve fazer uso produtos ho-
mecare, como os indicados no capítulo 7. Também cabe ao profissional evitar tratar 
pacientes com histórico de hiperpigmentação e fototipos IV, V ou VI.
Caso ocorra o aparecimento de manchas, pode-se utilizar as seguintes formula-
ções.
Creme Noturno – Aplicar a noite, após 
limpeza do local manchado
Creme Diurno – Aplicar de dia, antes do 
FPS
Tretinoína lipossomada
Alfa Arbutin
VCP-MG
Whitesense
Ácido Kójico
Ácido Fítico
Base creme q.s.p.
0,025%
7%
7%
4%
4%
4%
30 gramas
Niacinamida APC
Vital ET
TGP-2 peptídeo
Base creme q.s.p.
4%
4%
2%
30 gramas
Tratamento e Prevenção de Neuralgia: Não existe forma eficaz de prevenção 
de neuralgia. Ela normalmente ocorre pela disseminação do processo inflamatório. 
Compressas de gelo, por 20 minutos, e Ibuprofeno 600 mg VO de 8 em 8 horas ou 
Paracetamol 750 mg VO de 6 em 6 horas.
Mesoterapia
— 66 — 
9. Considerações finais 
Como visto, a mesoterapia apresenta-se como uma técnica segura e eficaz para 
o tratamento das mais diversas afecções estéticas. Apesar dos riscos inerentes a 
qualquer tratamento injetável, e a qualquer medicamento, esta técnica mostra-se 
valiosa e com baixo potencial de complicações, que, quando surgem, normalmente 
resolvem-se espontaneamente ou necessitam de intervenções simples.
De forma geral o sucesso e segurança da mesoterapia baseia-se em:
1. Realização de uma anamnese detalhada do paciente, contendo, entre outros:
 – Histórico de alergias;
 – Histórico de doenças, inclusive autoimunes;
 – Histórico de queloides;
 – Histórico de hiperpigmentação pós-inflamatória;
 – Hábitos de vida (dieta, atividade física, uso de drogas);
 – Requisição de exames. Sugere-se requisitar, entre outros:
• Hemograma com contagem de plaquetas;
• Perfil lipídico (Colesterol total, HDL, LDL e Triglicérides);
• Perfil hepático (TGO, TGP e GGT);
• Perfil renal (EQU e creatina sérica);
• Glicemia;
• Dosagem de hormônios (TSH e T4 livre)
2. Aplicar a mescla de forma calma, precisa e sem excessos:
 – Não ultrapassar os volumes indicados por ponto;
 – Não aplicar mais do que uma mescla por dia;
 – Não aplicar mais do que 10 mL por dia;
 – Não aplicar mesoterapia em dias consecutivos;
3. Ter conhecimento científico acerca da substância que se está aplicando, seus 
mecanismos de ação, efeitos colaterais e contraindicações específicas;
– Realizar uma pesquisa científica criteriosa utilizando bases como PubMed, 
ScieLo, LILACS, etc., é fundamental.
4. Utilizar apenas produtos estéreis, com registro na ANVISA, de laboratórios tam-
bém certificados, como o laboratório Pineda;
Mesoterapia
— 67 — 
5. Trabalhar apenas em condições assépticas e limpas:
– Seguir as boas práticas de Biossegurança no que diz respeito a limpeza do am-
biente, antissepsia do profissional e do paciente e uso correto de EPIs.
6. Respeitar o prazo de validade das ampolas, e utilizá-las em até 1 hora após aber-
tas, pois após este tempo elas tornam-se inviáveis para uso (contaminação e 
desestabilização dos fármacos)
Outro ponto interessante a se considerar é a associação de mesoterapia com 
outros protocolos. De maneira geral não existem estudos garantido segurança 
destas associações, nem sua eficácia. Técnicas como Ultrassom, Carboxiterapia, 
Endermoterapia, Drenagem linfática e Radiofrequência não devem ser realizadas, em 
média, 3 dias antes nem 3 dias depois da sessão de mesoterapia.
Todas estas técnicas causam inflamação, alteração de pH (direta ou indireta-
mente) e/ou aceleração do metabolismo local. Aplicar uma destas técnicas logo 
após a mesoterapia poderá fazer com que os fármacos sejam absorvidos mais ra-
pidamente do que o ideal, ou ainda podem interferir com os medicamentos, degra-
dando-os (calor, alteração do pH do tecido, desestabilização molecular, etc.).
Realizar estas técnicas antes da sessão pode deixar o metabolismo local acele-
rado (e aumentar a circulação local), o que também pode gerar absorção precoce 
dos medicamentos.
Caso de fato interferiam, na melhor das hipóteses o tratamento com mesoterapia 
gera resultado menor ou nulo, e, na pior das hipóteses, podem ocorrer complicações 
devido a migração dos ativos. A própria inflamação causada por estes equipamen-
tos pode potencializar a inflamação causada pela mesoterapia, e assim facilitar o 
surgimento de nódulos, manchas e necroses.
Utilizar um intervalo de tempo de 3 dias antes e 3 dias depois fará com que estas 
outras técnicas não interfiram diretamente com os medicamentos, pois estes já te-
rão sido absorvidos completamente, porém ainda existe o risco de interferirem nega-
tivamente no processo inflamatório.
Técnicas mais agressivas como peelings, laser, luz intensa pulsada, eletrocauté-
rio e jato de plasma devem ser feitos com um intervalo de tempo de pelo menos um 
mês antes ou depois.
Por fim, volta-se a repetir: menos é mais.
Mesoterapia
— 68 — 
10. Referências bibliográficas
Sivagnanam G. Mesotherapy – The french connection. J Pharmacol Pharmacother. 
2010;1(1):4–8.
Herreros FOC, Moraes AM de, Velho PENF. Mesoterapia: uma revisão bibliográfica. An 
Bras Dermatol. fevereiro de 2011;86(1):96–101.
Caruso MK, Roberts AT, Bissoon L, Self KS, Greenway FL. An evaluation of mesotherapy 
solutions for inducing lipolysis and treating cellulite. J Plast Reconstr Aesthet Surg. 
2007;61(11):1321–4.Varolo J dos S. O risco de esteatose hepática em pacientes submetidos à mesotera-
pia para gordura localizada. [Monografia de curso Lato-Sensu]. [São Paulo]: NEPUGA; 
2016.
Locke D. Understanding Toxic Substances. :17.
Ensina LF, Fernandes FR, Malaman MF, Chavarria ML, Bernd LAG. Reações de hipersen-
sibilidade a medicamentos. :6.
Antunes A, Viveiros F, Carvalho A, Duarte R. Micobacterioses Não-Tuberculosas - Das 
Manifestações Clínicas ao Tratamento. :6.
Probst M, Kühn J-P, Modeß C, Scheuch E, Seidlitz A, Hosten N, et al. Muscle Injury After 
Intramuscular Administration of Diclofenac: A Case Report Supported by Magne-
tic Resonance Imaging. Drug Saf - Case Rep [Internet]. 25 de março de 2017 [cita-
do 3 de abril de 2019];4. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/
PMC5366168/
CENGAGE. Administration of Parenteral Medications [Internet]. 2008 [citado 3 de abril 
de 2019]. Disponível em: http://assets.cengage.com/pdf/smp_3510_Heller_Chap-
ter34.pdf
Drug Distribution - Drugs [Internet]. MSD Manual Consumer Version. [citado 3 de abril 
de 2019]. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/home/drugs/administra-
tion-and-kinetics-of-drugs/drug-distribution
Maddison JE, Page SW, Dyke TM. Chapter 2 - Clinical pharmacokinetics. In: Mad-
dison JE, Page SW, Church DB, organizadores. Small Animal Clinical Pharmacolo-
gy (Second Edition) [Internet]. Edinburgh: W.B. Saunders; 2008 [citado 3 de abril de 
2019]. p. 27–40. Disponível em: http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/
B978070202858850004X
Bentley J, Heard K, Collins G, Chung C. Mixing medicines: how to ensure patient sa-
fety. :4.
Foinard A, Décaudin B, Barthélémy C, Debaene B, Odou P. Impact of physical incom-
patibility on drug mass flow rates: example of furosemide-midazolam incompatibi-
lity. Ann Intensive Care. 13 de julho de 2012;2:28.
Intradermal and Subcutaneous Injections – Clinical Procedures for Safer Patient 
Care [Internet]. [citado 3 de abril de 2019]. Disponível em: https://opentextbc.ca/cli-
nicalskills/chapter/6-7-intradermal-subcutaneous-and-intramuscular-injections/
Mesoterapia
— 69 — 
Analysis of improvement of the clinical signs of skin aging with assistance of intra-
dermotherapy: Clinical, photographic, and ultrasonographic analyses [Internet]. 
ResearchGate. [citado 4 de abril de 2019]. Disponível em: https://www.researchgate.
net/publication/287559394_Analysis_of_improvement_of_the_clinical_signs_of_
skin_aging_with_assistance_of_intradermotherapy_Clinical_photographic_and_
ultrasonographic_analyses
Park SH, Kim DW, Lee MA, Yoo SC, Rhee SC, Koo SH, et al. Effectiveness of mesotherapy 
on body contouring. Plast Reconstr Surg. abril de 2008;121(4):179e–85e.
Chadwick A, Withnell N. How to administer intramuscular injections. Nurs Stand. 21 de 
outubro de 2015;30(8):36–9.
Intramuscular Injections – Clinical Procedures for Safer Patient Care [Internet]. [ci-
tado 3 de abril de 2019]. Disponível em: https://opentextbc.ca/clinicalskills/chapter/
6-8-iv-push-medications-and-saline-lock-flush/
Donati A, Cavallini G, Carresi C, Gori Z, Parentini I, Bergamini E. Anti-aging effects of 
anti-lipolytic drugs. Exp Gerontol. julho de 2004;39(7):1061–7.
Duncan DI, Palmer M. Fat Reduction Using Phosphatidylcholine/Sodium Deoxy-
cholate Injections: Standard of Practice. Aesthetic Plast Surg. 1o de novembro de 
2008;32(6):858–72.
Rotunda AM, Suzuki H, Moy RL, Kolodney MS. Detergent Effects of Sodium Deoxycholate 
Are a Major Feature of an Injectable Phosphatidylcholine Formulation Used for Loca-
lized Fat Dissolution. Dermatol Surg. 1o de julho de 2004;30(7):1001–8.
Gupta A, Lobocki C, Singh S, Robertson M, Akadiri OA, Malhotra G, et al. Actions and Com-
parative Efficacy of Phosphatidylcholine Formulation and Isolated Sodium Deoxycho-
late for Different Cell Types. Aesthetic Plast Surg. 1o de maio de 2009;33(3):346–52.
Salti G, Ghersetich I, Tantussi F, Bovani B, Lotti T. Phosphatidylcholine and Sodium Deo-
xycholate in the Treatment of Localized Fat: A Double-Blind, Randomized Study. Der-
matol Surg. 1o de janeiro de 2008;34(1):60–6.
PubChem. Sodium deoxycholate [Internet]. [citado 3 de abril de 2019]. Disponível em: 
https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/compound/23668196
PubChem. Deoxycholic acid [Internet]. [citado 3 de abril de 2019]. Disponível em: ht-
tps://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/compound/222528
Zayas JF. Solubility of Proteins. In: Zayas JF, organizador. Functionality of Proteins in 
Food [Internet]. Berlin, Heidelberg: Springer Berlin Heidelberg; 1997 [citado 3 de abril de 
2019]. p. 6–75. Disponível em: https://doi.org/10.1007/978-3-642-59116-7_2
What is KYBELLA®? | KYBELLA® [Internet]. [citado 3 de abril de 2019]. Disponível em: ht-
tps://www.mykybella.com/what-is-kybella
Yagima Odo ME, Cucé LC, Odo LM, Natrielli A. Action of sodium deoxycholate on sub-
cutaneous human tissue: local and systemic effects. Dermatol Surg Off Publ Am Soc 
Dermatol Surg Al. fevereiro de 2007;33(2):178–88; discussion 188-189.
Mesoterapia
— 70 — 
SINDROMED-RJ – Sindicato do Comércio Atacadista de Drogas e Medicamentos do 
Estado do Rio de Janeiro [Internet]. [citado 3 de abril de 2019]. Disponível em: http://
www.sindromed-rj.com.br/news/resolucao-re-no-2682-de-20-de-outubro-de-2005/
Biomedicina A de I| B. CFBM publica resolução que proíbe o uso do desoxicolato de 
sódio [Internet]. Portal da Biomedicina Estética com últimas notícias para o Biomédi-
co Esteta. 2018 [citado 3 de abril de 2019]. Disponível em: https://biomedicinaestetica.
com.br/cfbm-proibi-desoxicolato-sodio/
Egawa T, Hamada T, Kameda N, Karaike K, Ma X, Masuda S, et al. Caffeine acutely ac-
tivates 5’adenosine monophosphate-activated protein kinase and increases insu-
lin-independent glucose transport in rat skeletal muscles. Metabolism. novembro de 
2009;58(11):1609–17.
Velasco MVR, Tano CTN, Machado-Santelli GM, Consiglieri VO, Kaneko TM, Baby AR. 
Effects of caffeine and siloxanetriol alginate caffeine, as anticellulite agents, on fatty 
tissue: histological evaluation. J Cosmet Dermatol. março de 2008;7(1):23–9.
Mulhall AM, Droege CA, Ernst NE, Panos RJ, Zafar MA. Phosphodiesterase 4 inhibitors 
for the treatment of chronic obstructive pulmonary disease: a review of current and 
developing drugs. Expert Opin Investig Drugs. 2015;24(12):1597–611.
Omar B, Zmuda-Trzebiatowska E, Manganiello V, Göransson O, Degerman E. Regula-
tion of AMP-activated protein kinase by cAMP in adipocytes: roles for phosphodies-
terases, protein kinase B, protein kinase A, Epac and lipolysis. Cell Signal. maio de 
2009;21(5):760–6.
Broughton LJ, Rogers HJ. Decreased systemic clearance of caffeine due to cimetidine. 
Br J Clin Pharmacol. agosto de 1981;12(2):155–9.
Dworzański W, Opielak G, Burdan F. [Side effects of caffeine]. Pol Merkur Lek Organ Pol 
Tow Lek. novembro de 2009;27(161):357–61.
Carrillo JA, Benitez J. Clinically significant pharmacokinetic interactions between 
dietary caffeine and medications. Clin Pharmacokinet. agosto de 2000;39(2):127–53.
Tavares C, Sakata RK. Caffeine in the treatment of pain. Rev Bras Anestesiol. junho de 
2012;62(3):394–401.
Murray A, Traylor J. Caffeine Toxicity. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): Sta-
tPearls Publishing; 2019 [citado 4 de abril de 2019]. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.
nih.gov/books/NBK532910/
Vukcević NP, Babić G, Segrt Z, Ercegović GV, Janković S, Aćimović L. Severe acute caf-
feine poisoning due to intradermal injections: mesotherapy hazard. Vojnosanit Pregl. 
agosto de 2012;69(8):707–13.
Adeva-Andany MM, Calvo-Castro I, Fernández-Fernández C, Donapetry-García C, Pe-
dre-Piñeiro AM. Significance of l-carnitine for human health. IUBMB Life. 2017;69(8):578–
94.
Flanagan JL, Simmons PA, Vehige J, Willcox MD, Garrett Q. Role of carnitine in disease. 
Nutr Metab. 16 de abril de 2010; 7:30.
Mesoterapia
— 71 — 
Nałęcz KA, Nałęcz MJ. [Carnitine - mitochondria and beyond]. Postepy Biochem. 
2016;62(2):85–93.
Sergi G, Pizzato S, Piovesan F, Trevisan C, Veronese N, Manzato E. Effects of acetyl-L-
-carnitinein diabetic neuropathy and other geriatric disorders. Aging Clin Exp Res. 
fevereiro de 2018;30(2):133–8.
Rocher F, Caruba C, Broly F, Lebrun C. [L-carnitine treatment and fish odor syndrome: 
an unwaited adverse effect]. Rev Neurol (Paris). julho de 2011;167(6–7):541–4.
Horcel F, Jiménez L, Nowacki L, Ota CCC. Estudo da viabilidade de adipócitos huma-
nos expostos a Lipossomas de Girassol e outros fármacos, utilizados no tratamento 
de gorduras localizadas. J Aesthetic Med. novembro de 2008;5(03).
Berlin I, Crespo-Laumonnier B, Cournot A, Landault C, Aubin F, Legrand JC, et al. The al-
pha 2-adrenergic receptor antagonist yohimbine inhibits epinephrine-induced pla-
telet aggregation in healthy subjects. Clin Pharmacol Ther. abril de 1991;49(4):362–9.
Ostojic SM. Yohimbine: the effects on body composition and exercise performance in 
soccer players. Res Sports Med Print. dezembro de 2006;14(4):289–99.
Verwaerde P, Tran MA, Montastruc JL, Senard JM, Portolan G. Effects of yohimbine, an 
alpha 2-adrenoceptor antagonist, on experimental neurogenic orthostatic hypo-
tension. Fundam Clin Pharmacol. 1997;11(6):567–75.
Alpha-2 Adrenergic Receptor Agonists: A Review of Current Clinical Applications [In-
ternet]. [citado 4 de abril de 2019]. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/
articles/PMC4389556/
Garenc C, Pérusse L, Chagnon YC, Rankinen T, Gagnon J, Borecki IB, et al. The alpha 
2-adrenergic receptor gene and body fat content and distribution: the HERITAGE Fa-
mily Study. Mol Med. fevereiro de 2002;8(2):88–94.
McCarty MF. Pre-exercise administration of yohimbine may enhance the efficacy of 
exercise training as a fat loss strategy by boosting lipolysis. Med Hypotheses. 1o de 
junho de 2002;58(6):491–5.
Produtos | Laboratório Pineda [Internet]. [citado 4 de abril de 2019]. Disponível em: 
http://www.pineda.com.br/produtos.html
Järveläinen H, Sainio A, Koulu M, Wight TN, Penttinen R. Extracellular Matrix Molecules: 
Potential Targets in Pharmacotherapy. Pharmacol Rev. junho de 2009;61(2):198–223.
Petersen Vitello Kalil CL, Campos V, Cignachi S, Favaro Izidoro J, Prieto Herman Reinehr 
C, Chaves C. Evaluation of cutaneous rejuvenation associated with the use of ortho-
-silicic acid stabilized by hydrolyzed marine collagen. J Cosmet Dermatol. outubro 
de 2018;17(5):814–20.
Liu S, Chen Z, Cai X, Sun Y, Zhao C, Liu F, et al. Effects of Dimethylaminoethanol and 
Compound Amino Acid on D-Galactose Induced Skin Aging Model of Rat. Sci World J 
[Internet]. 2014 [citado 4 de abril de 2019];2014. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.
nih.gov/pmc/articles/PMC4123624/
Mesoterapia
— 72 — 
Taylor V, Goodale B, Raab A, Schwerdtle T, Reimer K, Conklin S, et al. Human expo-
sure to organic arsenic species from seafood. Sci Total Environ. 15 de fevereiro de 
2017;580:266–82.
Bukhari SNA, Roswandi NL, Waqas M, Habib H, Hussain F, Khan S, et al. Hyaluronic acid, 
a promising skin rejuvenating biomedicine: A review of recent updates and pre-cli-
nical and clinical investigations on cosmetic and nutricosmetic effects. Int J Biol Ma-
cromol. dezembro de 2018;120(Pt B):1682–95.
Papakonstantinou E, Roth M, Karakiulakis G. Hyaluronic acid: A key molecule in skin 
aging. Dermatoendocrinol. 1o de julho de 2012;4(3):253–8.
Nobile V, Buonocore D, Michelotti A, Marzatico F. Anti-aging and filling efficacy of six 
types hyaluronic acid based dermo-cosmetic treatment: double blind, randomized 
clinical trial of efficacy and safety. J Cosmet Dermatol. dezembro de 2014;13(4):277–87.
Bitterman-Deutsch O, Kogan L, Nasser F. Delayed Immune Mediated Adverse Effects 
to Hyaluronic Acid Fillers: Report of Five Cases and Review of the Literature. Dermatol 
Rep [Internet]. 30 de março de 2015 [citado 4 de abril de 2019];7(1). Disponível em: ht-
tps://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4387334/
Lafaille P, Benedetto A. Fillers: Contraindications, Side Effects and Precautions. J Cutan 
Aesthetic Surg. 2010;3(1):16–9.
Lowe NJ, Maxwell CA, Lowe P, Duick MG, Shah K. Hyaluronic acid skin fillers: adverse 
reactions and skin testing. J Am Acad Dermatol. dezembro de 2001;45(6):930–3.
du Souich P, García AG, Vergés J, Montell E. Immunomodulatory and anti-inflamma-
tory effects of chondroitin sulphate. J Cell Mol Med. agosto de 2009;13(8a):1451–63.
Jerosch J. Effects of Glucosamine and Chondroitin Sulfate on Cartilage Metabolism 
in OA: Outlook on Other Nutrient Partners Especially Omega-3 Fatty Acids. Int J Rheu-
matol [Internet]. 2011 [citado 4 de abril de 2019];2011. Disponível em: https://www.ncbi.
nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3150191/
Little CJ, Kulyk WM, Chen X. The Effect of Chondroitin Sulphate and Hyaluronic Acid 
on Chondrocytes Cultured within a Fibrin-Alginate Hydrogel. J Funct Biomater. 18 de 
setembro de 2014;5(3):197–210.
PubChem. Hydroxyproline [Internet]. [citado 4 de abril de 2019]. Disponível em: ht-
tps://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/compound/5810
Manela-Azulay M, Mandarim-de-Lacerda CA, Perez M de A, Filgueira AL, Cuzzi T. Vita-
min C. An Bras Dermatol. junho de 2003;78(3):265–72.
Kuroyanagi M, Shimamura E, Kim M, Arakawa N, Fujiwara Y, Otsuka M. Effects of L-as-
corbic acid on lysyl oxidase in the formation of collagen cross-links. Biosci Biotechnol 
Biochem. outubro de 2002;66(10):2077–82.
Telang PS. Vitamin C in dermatology. Indian Dermatol Online J. 2013;4(2):143–6.
Parvez S, Kang M, Chung H-S, Cho C, Hong M-C, Shin M-K, et al. Survey and mecha-
nism of skin depigmenting and lightening agents. Phytother Res. 2006;20(11):921–34.
Mesoterapia
— 73 — 
Iraji F, Nasimi M, Asilian A, Faghihi G, Mozafarpoor S, Hafezi H. Efficacy of mesotherapy 
with tranexamic acid and ascorbic acid with and without glutathione in treatment of 
melasma: A split face comparative trial. J Cosmet Dermatol [Internet]. [citado 4 de abril 
de 2019];0(0). Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/jocd.12874
Puviani M, Milani M. Treatment of Grade II and III Actinic Keratosis Lesions with a Film-
-Forming Medical Device Containing Sunscreen/Piroxicam 0.8% and a Retinoic Acid/
Glycolic Gel: A Pilot Trial. Dermatol Ther. setembro de 2018;8(3):399–404.
Sadeghi-Avalshahr A, Nokhasteh S, Molavi AM, Khorsand-Ghayeni M, Mahdavi-Shahri 
M. Synthesis and characterization of collagen/PLGA biodegradable skin scaffold fi-
bers. Regen Biomater. outubro de 2017;4(5):309–14.
Okano Y, Abe Y, Masaki H, Santhanam U, Ichihashi M, Funasaka Y. Biological effects of 
glycolic acid on dermal matrix metabolism mediated by dermal fibroblasts and epi-
dermal keratinocytes. Exp Dermatol. 2003;12 Suppl 2:57–63.
Heise R, Schmitt L, Huth L, Krings L, Kluwig D, Katsoulari K-V, et al. Accelerated wound 
healing with a dexpanthenol-containing ointment after fractional ablative CO2 laser 
resurfacing of photo-damaged skin in a randomized prospective clinical trial. Cutan 
Ocul Toxicol. 21 de março de 2019;1–16.
Tanaka Y, Aso T, Ono J, Hosoi R, Kaneko T. Androgenetic Alopecia Treatment in Asian 
Men. J Clin Aesthetic Dermatol. julho de 2018;11(7):32–5.
Davis MG, Thomas JH, van de Velde S, Boissy Y, Dawson TL, Iveson R, et al. A novel 
cosmetic approach to treat thinning hair. Br J Dermatol. dezembro de 2011;165 Suppl 
3:24–30.
Fernandes RA, Santiago L, Gouveia M, Gonçalo M. Allergic contact dermatitis cau-
sed by dexpanthenol-Probably a frequent allergen. Contact Dermatitis. novembro 
de 2018;79(5):276–80.
Davies AH. The Seriousness of Chronic Venous Disease: A Review of Real-World Evi-
dence. Adv Ther. 13 de fevereiro de 2019;
Mansilha A, Sousa J. Pathophysiological Mechanisms of Chronic Venous Disease and 
Implications for Venoactive Drug Therapy. Int J Mol Sci. 5 de junho de 2018;19(6).
Morling JR, Broderick C, Yeoh SE, Kolbach DN. Rutosides for treatment of post-throm-
botic syndrome. Cochrane Database Syst Rev. 08 de 2018;11:CD005625.
Donate-Correa J, Tagua VG, Ferri C, Martín-Núñez E, Hernández-Carballo C, Ureña-
-Torres P, et al. Pentoxifylline for Renal Protection in Diabetic Kidney Disease. A Model 
of Old Drugs for New Horizons. J Clin Med. 27 defevereiro de 2019;8(3).
Stoltz JF, Singh M, Riha P. Hemorheology in Practice. IOS Press; 1999. 142 p.
Pentoxifylline Induces Lipolysis and Apoptosis of Human Preadipocytes, Keratinocy-
tes and Fibroblasts In Vitro | Request PDF [Internet]. ResearchGate. [citado 4 de abril 
de 2019]. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/247916119_Pento-
xifylline_Induces_Lipolysis_and_Apoptosis_of_Human_Preadipocytes_Keratinocy-
tes_and_Fibroblasts_In_Vitro
Mesoterapia
— 74 — 
Tuncer Ý, Uygan Ý, Dülger H, Türkdoðan K, Þekeroðlu R, Kösem M. The Comparative Ef-
fects of Pentoxifylline and Ursodeoxycholic Acid on IL-1b, IL-6, IL-8 AND TNF-α Levels 
in Nonalcoholic Fatty Liver. East J Med. 2003;6.
Tang L-M, Cheng J-T, Tong Y-C. Inhibitory effect of buflomedil on prostate alpha1A 
adrenoceptor in the Wistar rat. Neurosci Lett. 2 de setembro de 2004;367(2):224–7.
Buflomedil - Principio Ativo - PR Vademecum [Internet]. [citado 4 de abril de 2019]. 
Disponível em: https://br.prvademecum.com/principio-ativo/buflomedil-1485/
Muri EMF, Sposito MM de M, Metsavaht L. Farmacologia de drogas vasoativas. Rev 
Acta Fisiátrica. 2010;17(1):22–7.
Metamizole [Internet]. [citado 4 de abril de 2019]. Disponível em: https://www.dru-
gbank.ca/drugs/DB04817
Goren A, Shapiro J, Roberts J, McCoy J, Desai N, Zarrab Z, et al. Clinical utility and vali-
dity of minoxidil response testing in androgenetic alopecia. Dermatol Ther. fevereiro 
de 2015;28(1):13–6.
Kumar MK, Inamadar AC, Palit A. A Randomized Controlled, Single-Observer Blin-
ded Study to Determine the Efficacy of Topical Minoxidil plus Microneedling versus 
Topical Minoxidil Alone in the Treatment of Androgenetic Alopecia. J Cutan Aesthetic 
Surg. dezembro de 2018;11(4):211–6.
Choi N, Shin S, Song SU, Sung J-H. Minoxidil Promotes Hair Growth through Stimulation 
of Growth Factor Release from Adipose-Derived Stem Cells. Int J Mol Sci. 28 de feve-
reiro de 2018;19(3).
Minoxidil - FDA prescribing information, side effects and uses [Internet]. Drugs.com. 
[citado 4 de abril de 2019]. Disponível em: https://www.drugs.com/pro/minoxidil.html
Becker DE, Reed KL. Local Anesthetics: Review of Pharmacological Considerations. 
Anesth Prog. 2012;59(2):90–102.
Anaesthesia - NHS [Internet]. [citado 4 de abril de 2019]. Disponível em: https://www.
nhs.uk/conditions/anaesthesia/
Lauretti GR. Mechanisms of analgesia of intravenous lidocaine. Rev Bras Anestesiol. 
junho de 2008;58(3):280–6.
WHO Model Prescribing Information: Drugs Used in Anaesthesia: Local anaesthetics: 
Lidocaine [Internet]. [citado 4 de abril de 2019]. Disponível em: http://apps.who.int/
medicinedocs/en/d/Jh2929e/5.2.html
ANVISA. Informe aos profissionais de saúde sobre procedimentos endoscópicos 
em serviços de saúde e assuntos relacionados. [Internet]. 2006 [citado 4 de abril 
de 2019]. Disponível em: http://www.saude.mt.gov.br/upload/controle-infeccoes/
pasta3/nota_tecnica_n_2_informe_aos_profissionais_de_saude_sobre_procedi-
mentos_endoscopicos_em_servicos_de_saude_e_assuntos_relacionados.pdf
Torp KD, Simon LV. Lidocaine Toxicity. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): Sta-
tPearls Publishing; 2019 [citado 4 de abril de 2019]. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.
nih.gov/books/NBK482479/
Mesoterapia
— 75 — 
Procaine - an overview | ScienceDirect Topics [Internet]. [citado 4 de abril de 2019]. 
Disponível em: https://www.sciencedirect.com/topics/neuroscience/procaine
Lee JH, Park JG, Lim SH, Kim JY, Ahn KY, Kim M-Y, et al. Localized Intradermal Microin-
jection of Tranexamic Acid for Treatment of Melasma in Asian Patients: A Preliminary 
Clinical Trial. Dermatol Surg. 2006;32(5):626–31.
Poojary S, Minni K. Tranexamic Acid in Melasma: A Review. J Pigment Disord [Internet]. 
2015 [citado 4 de abril de 2019];2(12). Disponível em: http://www.omicsgroup.org/jour-
nals/tranexamic-acid-in-melasma-a-review-2376-0427-1000228.php?aid=65098
Yokomizo VMF, Benemond TMH, Chisaki C, Benemmond PH. Chemical peels: Review 
and practical applications. Surg Cosmet Dermatol. janeiro de 2013;5(1):58–68.
Mehdizadeh M, Ghassemi A, Khakzad M, Mir M, Nekoohesh L, Moghadamnia A, et al. 
Comparison of the Effect of Dexamethasone and Tranexamic Acid, Separately or 
in Combination on Post-Rhinoplasty Edema and Ecchymosis. Aesthetic Plast Surg. 
2018;42(1):246–52.
Budamakuntla L, Loganathan E, Suresh DH, Shanmugam S, Suryanarayan S, Donga-
re A, et al. A Randomised, Open-label, Comparative Study of Tranexamic Acid Mi-
croinjections and Tranexamic Acid with Microneedling in Patients with Melasma. 
J. Cutan Aesthetic Surg. 2013;6(3):139–43.
Microbial Production of Food Ingredients, Enzymes and Nutraceuticals | ScienceDi-
rect [Internet]. [citado 4 de abril de 2019]. Disponível em: https://www.sciencedirect.
com/book/9780857093431/microbial-production-of-food-ingredients-enzymes-
-and-nutraceuticals
New and Future Developments in Microbial Biotechnology and Bioengineering [In-
ternet]. Elsevier; 2018 [citado 4 de abril de 2019]. Disponível em: https://linkinghub.
elsevier.com/retrieve/pii/C2014000305X
PubChem. Kojic acid [Internet]. [citado 4 de abril de 2019]. Disponível em: https://
pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/compound/3840
Hu AC, Chapman LW, Mesinkovska NA. The efficacy and use of finasteride in women: 
a systematic review. Int J Dermatol [Internet]. [citado 8 de abril de 2019];0(0). Dispo-
nível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/ijd.14370
Mysore V. Mesotherapy in Management of Hairloss — Is it of Any Use? Int J Trichology. 
2010;2(1):45–6.
Zakhem GA, Goldberg JE, Motosko CC, Cohen BE, Ho RS. Sexual Dysfunction in Men 
Taking Systemic Dermatologic Medication: A Systematic Review. J Am Acad Derma-
tol [Internet]. 21 de março de 2019 [citado 8 de abril de 2019];0(0). Disponível em: ht-
tps://www.jaad.org/article/S0190-9622(19)30459-1/abstract
Motofei IG, Rowland DL, Tampa M, Sarbu M-I, Mitran M-I, Mitran C-I, et al. Finasteride 
and androgenic alopecia; from therapeutic options to medical implications. J Der-
matol Treat. 21 de março de 2019;0(0):1–7.
Mesoterapia
— 76 — 
About Post-Finasteride Syndrome - The Post-Finasteride Syndrome Foundation [In-
ternet]. [citado 8 de abril de 2019]. Disponível em: https://www.pfsfoundation.org/
about-pfs-post-finasteride-syndrome/
Park JW, Hwang SR, Yoon I-S. Advanced Growth Factor Delivery Systems in Wound 
Management and Skin Regeneration. Mol Basel Switz. 27 de julho de 2017;22(8).
Growth Factors and Cytokines Review [Internet]. Sigma-Aldrich. [citado 8 de abril de 
2019]. Disponível em: https://www.sigmaaldrich.com/technical-documents/articles/
biofiles/growth-factors-and.html
Slater T, Haywood NJ, Matthews C, Cheema H, Wheatcroft SB. Insulin-like growth fac-
tor binding proteins and angiogenesis: from cancer to cardiovascular disease. Cy-
tokine Growth Factor Rev. 18 de março de 2019.
Omori Y, Enatsu S, Cai Z, Ishiguro H. Patients’ preferences for postmenopausal hormo-
ne receptor-positive, human epidermal growth factor receptor 2-negative advanced 
breast cancer treatments in Japan. Breast Cancer Tokyo Jpn. 4 de abril de 2019.
Kang X, Lin Z, Xu M, Pan J, Wang Z-W. Deciphering role of FGFR signalling pathway in 
pancreatic cancer. Cell Prolif. 3 de abril de 2019;e12605.
PharmaSpecial. Fatores de Crescimento e Peptídeos Bioidênticos [Internet]. 2018 [ci-
tado 8 de abril de 2019]. Disponível em: www.pharmaspecial.com.br
McRae MP. Therapeutic Benefits of l-Arginine: An Umbrella Review of Meta-analyses. 
J Chiropr Med. setembro de 2016;15(3):184–9.
Huh J-E, Choi J-Y, Shin Y-O, Park D-S, Kang JW, Nam D, et al. Arginine Enhances Os-
teoblastogenesis and Inhibits Adipogenesis through the Regulation of Wnt and 
NFATc Signaling in Human Mesenchymal Stem Cells. Int J Mol Sci. 22 de julho de 
2014;15(7):13010–29.
Li C, Yan Q, Tang S, Xiao W, Tan Z. L-Theanine Protects H9C2 Cells from Hydrogen Pero-
xide-Induced Apoptosis by Enhancing Antioxidant Capability. Med Sci Monit Int Med 
J Exp Clin Res. 9 de abril de 2018;24:2109–18.
Li R, Song Z, Zhao J, Huo D, Fan Z, Hou D-X, etal. Dietary L-theanine alleviated lipopoly-
saccharide-induced immunological stress in yellow-feathered broilers. Anim Nutr. 
setembro de 2018;4(3):265–72.
Lim H-K, Kim KM, Jeong S-Y, Choi EK, Jung J. Chrysin Increases the Therapeutic Effi-
cacy of Docetaxel and Mitigates Docetaxel-Induced Edema. Integr Cancer Ther. de-
zembro de 2017;16(4):496–504.
Walle T, Otake Y, Brubaker JA, Walle UK, Halushka PV. Disposition and metabo-
lism of the flavonoid chrysin in normal volunteers. Br J Clin Pharmacol. fevereiro de 
2001;51(2):143–6.
Gęgotek A, Rybałtowska-Kawałko P, Skrzydlewska E. Rutin as a Mediator of Lipid Me-
tabolism and Cellular Signaling Pathways Interactions in Fibroblasts Altered by 
UVA and UVB Radiation. Oxid Med Cell Longev [Internet]. 2017 [citado 8 de abril de 
2019];2017. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5266866/
Mesoterapia
— 77 — 
Gęgotek A, Bielawska K, Biernacki M, Dobrzyńska I, Skrzydlewska E. Time-dependent 
effect of rutin on skin fibroblasts membrane disruption following UV radiation. Redox 
Biol. 9 de abril de 2017;12:733–44.
Akbari M, Ostadmohammadi V, Tabrizi R, Mobini M, Lankarani KB, Moosazadeh M, et al. 
The effects of alpha-lipoic acid supplementation on inflammatory markers among 
patients with metabolic syndrome and related disorders: a systematic review and 
meta-analysis of randomized controlled trials. Nutr Metab [Internet]. 5 de junho de 
2018 [citado 8 de abril de 2019];15. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/
articles/PMC5989440/
Shay KP, Moreau RF, Smith EJ, Smith AR, Hagen TM. Alpha-lipoic acid as a dietary su-
pplement: Molecular mechanisms and therapeutic potential. Biochim Biophys Acta. 
outubro de 2009;1790(10):1149–60.
Lazar N, Fay A, Nandakumar M, Boyle KE, Xavier J, Rhee K, et al. Control of biotin biosyn-
thesis in mycobacteria by a pyruvate carboxylase dependent metabolic signal. Mol 
Microbiol. dezembro de 2017;106(6):1018–31.
Ortega-Sáenz P, Macías D, Levitsky KL, Rodríguez-Gómez JA, González-Rodríguez P, Bo-
nilla-Henao V, et al. Selective accumulation of biotin in arterial chemoreceptors: re-
quirement for carotid body exocytotic dopamine secretion. J Physiol. 15 de dezembro 
de 2016;594(24):7229–48.
Hossain S, Hashimoto M, Katakura M, Al Mamun A, Shido O. Medicinal value of asiati-
coside for Alzheimer’s disease as assessed using single-molecule-detection fluo-
rescence correlation spectroscopy, laser-scanning microscopy, transmission elec-
tron microscopy, and in silico docking. BMC Complement Altern Med [Internet]. 14 de 
abril de 2015 [citado 8 de abril de 2019];15. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.
gov/pmc/articles/PMC4422550/
Sun T, Liu B, Li P. Nerve Protective Effect of Asiaticoside against Ischemia-Hypoxia in 
Cultured Rat Cortex Neurons. Med Sci Monit Int Med J Exp Clin Res. 8 de outubro de 
2015;21:3036–41.
Wang X, Cai X, Wang W, Jin Y, Chen M, Huang X, et al. Effect of asiaticoside on endo-
thelial cells in hypoxia-induced pulmonary hypertension. Mol Med Rep. fevereiro de 
2018;17(2):2893–900.
Bian D, Zhang J, Wu X, Dou Y, Yang Y, Tan Q, et al. Asiatic Acid Isolated From Centella 
Asiatica Inhibits TGF-b1-induced Collagen Expression in Human Keloid Fibroblasts 
via PPAR-g Activation. Int J Biol Sci. 25 de outubro de 2013;9(10):1032–42.
Hou Q, Li M, Lu Y-H, Liu D-H, Li C-C. Burn wound healing properties of asiaticoside and 
madecassoside. Exp Ther Med. setembro de 2016;12(3):1269–74.
Cotter MA, Thomas J, Cassidy P, Robinette K, Jenkins N, Scott RF, et al. N-acetylcysteine 
protects melanocytes against oxidative stress/damage and delays onset of UV-in-
duced melanoma in mice. Clin Cancer Res Off J Am Assoc Cancer Res. 1o de outubro 
de 2007;13(19):5952–8.
Mesoterapia
— 78 — 
Santos Z, Avci P, Hamblin MR. Drug discovery for alopecia: gone today, hair tomorrow. 
Expert Opin Drug Discov. março de 2015;10(3):269–92.
Gkogkolou P, Böhm M. Advanced glycation end products. Dermatoendocrinol. 1o de 
julho de 2012;4(3):259–70.
Tsai M-L, Huang H-P, Hsu J-D, Lai Y-R, Hsiao Y-P, Lu F-J, et al. Topical N-Acetylcysteine 
Accelerates Wound Healing in Vitro and in Vivo via the PKC/Stat3 Pathway. Int J Mol 
Sci. 2 de maio de 2014;15(5):7563–78.
Harvey SAK, Guerriero E, Charukamnoetkanok N, Piluek J, Schuman JS, SundarRaj N. 
Responses of Cultured Human Keratocytes and Myofibroblasts to Ethyl Pyruva-
te: A Microarray Analysis of Gene Expression. Invest Ophthalmol Vis Sci. junho de 
2010;51(6):2917–27.
Yang R, Zhu S, Tonnessen TI. Ethyl pyruvate is a novel anti-inflammatory agent to tre-
at multiple inflammatory organ injuries. J Inflamm Lond Engl [Internet]. 3 de dezem-
bro de 2016 [citado 8 de abril de 2019];13. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/
pmc/articles/PMC5135784/
Jaffary F, Faghihi G, Saraeian S, Hosseini SM. Comparison the effectiveness of pyruvic 
acid 50% and salicylic acid 30% in the treatment of acne. J Res Med Sci Off J Isfahan 
Univ Med Sci [Internet]. 9 de maio de 2016 [citado 8 de abril de 2019];21. Disponível em: 
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5122108/
Ito N, Seki S, Ueda F. Effects of Composite Supplement Containing Collagen Peptide 
and Ornithine on Skin Conditions and Plasma IGF-1 Levels—A Randomized, Double-
-Blind, Placebo-Controlled Trial. Mar Drugs [Internet]. 3 de dezembro de 2018 [citado 
8 de abril de 2019];16(12). Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/
PMC6315531/
Räihä NCR, Kekomäki MP. Studies on the development of ornithine–keto acid amino-
transferase activity in rat liver. Biochem J. julho de 1968;108(4):521–5.
Wernerman J, Hammarqvist F, von der Decken A, Vinnars E. Ornithine-alpha-ketoglu-
tarate improves skeletal muscle protein synthesis as assessed by ribosome analysis 
and nitrogen use after surgery. Ann Surg. novembro de 1987;206(5):674–8.
Anton SD, Morrison CD, Cefalu WT, Martin CK, Coulon S, Geiselman P, et al. Effects of 
Chromium Picolinate on Food Intake and Satiety. Diabetes Technol Ther. outubro de 
2008;10(5):405–12.
Brownley KA, Holle AV, Hamer RM, Via ML, Bulik CM. A Double-blind, Randomized Pilot 
Trial of Chromium Picolinate for Binge Eating Disorder: Results of the Binge Eating 
and Chromium (BEACh) Study. J Psychosom Res. julho de 2013;75(1):36–42.
De Luca A, Pierno S, Camerino DC. Taurine: the appeal of a safe amino acid for skele-
tal muscle disorders. J Transl Med [Internet]. 25 de julho de 2015 [citado 8 de abril de 
2019];13. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4513970/
Terrill JR, Pinniger GJ, Graves JA, Grounds MD, Arthur PG. Increasing taurine intake and 
taurine synthesis improves skeletal muscle function in the mdx mouse model for 
Duchenne muscular dystrophy. J Physiol. 1o de junho de 2016;594(11):3095–110.
Mesoterapia
— 79 — 
Aroda VR, Edelstein SL, Goldberg RB, Knowler WC, Marcovina SM, Orchard TJ, et al. Lon-
g-term Metformin Use and Vitamin B12 Deficiency in the Diabetes Prevention Pro-
gram Outcomes Study. J Clin Endocrinol Metab. abril de 2016;101(4):1754–61.
Pannérec A, Migliavacca E, De Castro A, Michaud J, Karaz S, Goulet L, et al. Vitamin B12 
deficiency and impaired expression of amnionless during aging. J Cachexia Sarco-
penia Muscle. fevereiro de 2018;9(1):41–52.
Dinicola S, Minini M, Unfer V, Verna R, Cucina A, Bizzarri M. Nutritional and Acquired 
Deficiencies in Inositol Bioavailability. Correlations with Metabolic Disorders. Int J Mol 
Sci [Internet]. 20 de outubro de 2017 [citado 8 de abril de 2019];18(10). Disponível em: 
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5666868/
Ferrari SM, Elia G, Ragusa F, Paparo SR, Caruso C, Benvenga S, et al. The protective effect 
of myo-inositol on human thyrocytes. Rev Endocr Metab Disord. 2018;19(4):355–62.
Komoda T, Matsunaga T. Chapter 4 - Metabolic Pathways in the Human Body. In: Ko-
moda T, Matsunaga T, organizadores. Biochemistry for Medical Professionals [Inter-
net]. Boston: Academic Press; 2015 [citado 8 de abril de 2019]. p. 25–63. Disponível em: 
http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/B9780128019184000049Zhang S, Zeng X, Ren M, Mao X, Qiao S. Novel metabolic and physiological functions of 
branched chain amino acids: a review. J Anim Sci Biotechnol [Internet]. 23 de janei-
ro de 2017 [citado 8 de abril de 2019];8. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/
pmc/articles/PMC5260006/
Fuller JC, Sharp RL, Angus HF, Khoo PY, Rathmacher JA. Comparison of availability and 
plasma clearance rates of b-hydroxy-b-methylbutyrate delivery in the free acid and 
calcium salt forms. Br J Nutr. novembro de 2015;114(9):1403–9.
Wilkinson DJ, Hossain T, Hill DS, Phillips BE, Crossland H, Williams J, et al. Effects of leuci-
ne and its metabolite b-hydroxy-b-methylbutyrate on human skeletal muscle pro-
tein metabolism: Effects of leucine and HMB on muscle anabolism. J Physiol. junho de 
2013;591(11):2911–23.
Sauer H, Mack I, Kohler S, Siegle S, Rieber N, Zipfel S, et al. The Effects of 5-Hydroxytryp-
tophan in Combination with Different Fatty Acids on Gastrointestinal Functions: A Pi-
lot Experiment. Gastroenterol Res Pract [Internet]. 2014 [citado 8 de abril de 2019];2014. 
Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4156978/
Risks of Needle Reuse - BD [Internet]. [citado 8 de abril de 2019]. Disponível em: ht-
tps://www.bd.com/en-ca/products/diabetes-care/diabetes-learning-center/ma-
naging-diabetes-with-insulin/how-to-inject-insulin/risks-of-needle-reuse
Adigun R, Murray J. Necrosis, Cell (Liquefactive, Coagulative, Caseous, Fat, Fibrinoid, 
and Gangrenous). In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 
2019 [citado 9 de abril de 2019]. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/
NBK430935/
Davis EC, Callender VD. Postinflammatory Hyperpigmentation. J Clin Aesthetic Der-
matol. julho de 2010;3(7):20–31.
Mesoterapia
— 80 — 
Buechler C, Krautbauer S, Eisinger K. Adipose tissue fibrosis. World J Diabetes. 15 de 
maio de 2015;6(4):548–53.
Fogelson SK, Dohil MA. Papular and Nodular Skin Lesions in Children. Semin Plast Surg. 
agosto de 2006;20(3):180–91.
Babalola O, Mamalis A, Lev-Tov H, Jagdeo J. The Role of MicroRNAs in Skin Fibrosis. 
Arch Dermatol Res. novembro de 2013;305(9):763–76.
Kose KC, Altinel L, Isikb C, Komurcuc E, Mutlud S, Ozdemire M. Bilateral post-injection 
fibrosis of the gluteal region mimicking lumbar disc herniation: a case report. Orthop 
Rev [Internet]. 10 de outubro de 2009 [citado 9 de abril de 2019];1(2). Disponível em: 
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3143986/
Sommer C, Leinders M, Üçeyler N. Inflammation in the pathophysiology of neuropa-
thic pain. Pain. 2018;159(3):595–602.
	1. Introdução�
	1.1 Histórico
	1.2 Conceitos
	1.3 Indicações Médicas
	1.4 Indicações Estéticas
	1.5 Contraindicações
	1.6 Vantagens, Desvantagens e Efeitos Colaterais
	2. Vias de administração na mesoterapia�
	2.1 Características Gerais dos Produtos a Serem Injetados
	2.2 Via Intradérmica
	2.3 Via Subcutânea
	2.4 Via Intramuscular
	3. Produtos utilizados na mesoterapia�
	3.1 Medicamentos Lipolíticos
	3.2 Medicamentos Eutróficos
	3.3 Medicamentos Venotróficos
	3.4 Medicamentos Anestésicos
	3.5 Outros Medicamentos
	4. Protocolos de aplicação de mesoterapia�
	4.1 Mesclas de Mesoterapia
	4.2 Materiais e Preparo da Mescla para Aplicação
	4.3 Técnicas de Aplicação
	4.4 Técnica de Mesoterapia para Gordura Localizada
	4.5 Técnica de Mesoterapia para Fibroedema Geloide
	4.6 Técnica de Mesoterapia para Gordura Submentoniana
	4.7 Técnica de Mesoterapia para Flacidez e Manchas
	4.8 Técnica de Mesoterapia para Estrias
	4.9 Técnica de Mesoterapia para Intramuscular
	5 Tratamento e pós-tratamento�
	5.1 Tratamento e Pós-Tratamento de Gordura Localizada
	5.2 Tratamento e Pós-Tratamento de Gordura Submentoniana
	5.3 Tratamento e Pós-Tratamento de Flacidez e Estrias
	5.4 Tratamento e Pós-Tratamento de Manchas
	5.5 Tratamento e Pós-Tratamento com Injeção Intramuscular
	6. Sugestões de mesclas�
	6.1 Mesclas para Gordura Localizada
	6.2 Mesclas para Hidrolipodistrofia Ginóide
	6.3 Mesclas para Gordura Submentoniana
	6.4 Mesclas para Flacidez e Rejuvenescimento Tissular
	6.5 Mesclas para Estrias
	6.6 Mesclas para Manchas
	6.7 Mesclas para Tratamento Capilar
	6.8 Mesclas para Aplicação Intramuscular
	7. Sugestões de fórmulas para homecare�
	8. Manuseio das complicações da mesoterapia�
	8.1 Principais Complicações
	8.2 Sugestões de Homecare para a prevenção e tratamento de complicações
	9. Considerações finais�
	10. Referências bibliográficas

Mais conteúdos dessa disciplina