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O CIAM – Congresso Internacional de Arquitetura Moderna iniciou-se em 1928 a partir da suíça Hélène de Mandrot, com o intuito de reunir todos os conceitos internacionais em um congresso, para que ocorresse o compartilhamento de informações, unificando assim os movimentos que despontaram sobretudo na Europa em meados do século 20. Le Corbusier “[...] dar à arquitetura um sentido real, social e econômico. e estabelecer os limites dos seus estudos.” Os CIAM consideravam a arquitetura e urbanismo como um potencial instrumento político e econômico, o qual deveria ser usado pelo poder público como forma de promover o progresso social. O I CIAM ocorreu no ano de 1928, no castelo de La Sarraz, na Suíça, a pauta deste resumiu-se no estudo do urbanismo, definindo-se como organização das funções de forma coletiva, funcional e ordenada, compreendendo a cidade e o campo. O espaço urbano apresenta quatro funções-chave: moradia, trabalho, lazer e circulação. No entanto, para o seu cumprimento efetivo, o Estado defendia o uso do solo de maneira estruturada, com base em leis e normas, e a sistematização do tráfego. O prelúdio baseou-se na exposição de Stuttgart, na Alemanha, em 1927, projeto destinado ao bairro de Weissenhof, onde constata-se a racionalização da arquitetura, de maneira que esta seja uma arquitetura de massa, isto é, ágil e eficaz, com o uso de novos materiais. Fase Doutrinária “A arquitetura deve, portanto, libertar-se da influência de Academias estéreis e suas fórmulas ultrapassadas. ” Le Corbusier refere-se que a arquitetura deve ser orientada por formas praticas, desprendendo-se das teóricas aplicadas pelas academias. Ironicamente, destaca- se que o prelúdio modernista é considerado acadêmico, visto que os princípios discutidos nas fases iniciais do CIAM são transmitidos as escolas de arquitetura e urbanismo. Fase Romântica O IV CIAM abordou a temática “A Cidade Funcional”, este, ocorreu entre o mês de julho e agosto de 1933, a bordo do Patris II, entre Atenas e Marselha. Os critérios estabelecidos por Le Corbusier e arquitetos franceses foram ressaltados, descartando assim o realismo alemão, resultando em um manifesto urbanístico reputado como Carta de Atenas. A Carta de Atenas, é caracterizada como um documento abrangente ao urbanismo, em consequência a analises e comparações entre 34 cidades europeias. Contudo, neste artigo continha os problemas e possíveis soluções as cidades, delimitando assim as quatros funções primordiais do espaço urbanístico: habitação, lazer, trabalho e circulação. Conforme o exposto, as propostas urbanísticas deixaram de se submeter às características dos locais, história, cultura e morfologia do território, uma vez que se admitiu que, teoricamente, as necessidades humanas eram universais, também as soluções urbanísticas seriam semelhantes em qualquer sítio. Contudo, afirma-se que esta não seria uma alternativa coerente, uma vez que, as cidades são dissemelhantes, – Congresso Internacional de Arquitetura Moderna há particularidades, sejam culturais, históricas e/ou morfologicas. O CIAM propõe: a) A divisão da cidade, em áreas funcionais, com áreas verdes entre os prédios diferentes; b) Um único tipo de habitação urbana, definido por blocos de arranha-céus, espaçados, em áreas com grande densidade populacional. Estas disposições foram por muito tempo aceites como normas gerais estéticas. Fase Crítica Após a Segunda Guerra Mundial, ocorreu a disseminação da Carta de Atenas por todo o globo. Ainda que, o método CIAM fosse obrigatório no ensino academicista arquitetônico e urbanístico, notou-se uma decadência em sua efetivação, com o surgimento de uma seção denominada por Can Our Cities Survive?. No entanto, o estudo aplicado aos centros comunitários replicou a incultura teórica dos CIAM quanto as problemáticas particulares da malha urbanística. Exemplifica-se ainda que as únicas cidades planeadas com base a Carta de Atenas resumem em Chandigarh (Le Corbusier) e Brasília (Lúcio Costa). Os fracassos das cidades urbanas funcionalistas se dão em decorrência da falta de multiplicidade e diversidade urbana.