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ADI e ADC perante o STF (Lei 9868)

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Legitimidade. Questão de ordem resolvida no sentido de que é incabível a interposição de qualquer espécie de recurso por quem, embora legitimado para a propositura da ação direta, nela não figure como requerido” (STF. Plenário. ADI 1.105 MC-ED-QO, rel. Min. Maurício Corrêa, j. 23.08.2001).
§ 1o (VETADO)
§ 2o O relator, considerando a relevância da matéria e a representatividade dos postulantes, poderá, por despacho irrecorrível, admitir, observado o prazo fixado no parágrafo anterior, a manifestação de outros órgãos ou entidades. (TRF2-2009) (MPRO-2010) (MPDFT-2011) (TRF1-2011) (TJBA-2012) (TJCE-2012) (TJDFT-2012) (MPGO-2012) (MPSP-2012) (TJMA-2013) (MPMT-2014) (DPESP-2015) (DPEES-2016)
	##Atenção: ##STF: ##DOD: ##TJBA-2019: ##CESPE: É irrecorrível a decisão denegatória de ingresso no feito como amicus curiae. Assim, tanto a decisão do Relator que ADMITE como a que INADMITE o ingresso do amicus curiae é irrecorrível. STF. Plenário. RE 602584 AgR/DF, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Luiz Fux, j. 17/10/2018 (repercussão geral) (Info 920).
##Atenção: ##STF: É excepcional a participação de terceiro no processo subjetivo. Tendo em vista a limitada abrangência da representatividade da agravante, sendo certo, ainda, que a tese por ela defendida já se encontra titularizada por entidades admitidas como amici curiae com representatividade mais ampla, mostra-se legítimo o indeferimento de seu pedido de ingresso no feito como amicas curiae. STF, ADI 5.464, rel. min. Dias Toffoli, j. 27-10-17, Plenário, DJE de 17-11-2017.
##Atenção: ##STF: O requisito da representatividade adequada exige do requerente, além da capacidade de representação de um conjunto de pessoas, a existência de uma preocupação institucional e a capacidade de efetivamente contribuir para o debate. Havendo concorrência de pedidos de ingresso oriundos de instituições com deveres, interesses e poderes de representação total ou parcialmente coincidentes, por razões de racionalidade e economia processual, defere-se o ingresso do postulante dotado de representatividade mais ampla. STF, RE 808.202-AgR, rel min. Dias Toffoli, j. 9-6-2017, Plenário, DJE de 30-6-2017.
	(TJMS-2020-FCC): A Constituição Federal estabelece que a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental, dela decorrente, será apreciada pelo STF, na forma da lei. A esse propósito, considerada a regulamentação da matéria à luz da jurisprudência da referida Corte, admite-se o ingresso de amici curiae na ADPF, pela aplicação, por analogia, do estabelecido em lei relativamente à ação direta de inconstitucionalidade, desde que demonstradas a relevância da matéria e a representatividade dos postulantes. BL: art. 138, caput, NCPC c/c art. 7º, §2º, Lei 9868 e Entendimento Jurisprudencial. 
##Atenção: A Lei 9.882/99 (Lei da ADPF) não possui previsão expressa acerca do amicus curiae, o que não impede, porém, sua intervenção quando do julgamento de ADPFs. A aplicação decorre de aplicação analógica do art. 7º, §2º, da Lei 9.868/99 (Lei da ADI) e é louvável medida que visa conferir maior legitimidade democrática às decisões de cariz objetivo da Corte. A título de exemplo, vejamos o seguinte julgado do STF: “Diante do exposto, com base no disposto no art. 7º, §2º, da Lei 9.868/99, aqui aplicável por analogia, e o art. 138, caput, do CPC, admito a Associação dos Magistrados Brasileiros – AMB, como amicus curiae, facultando-lhe a apresentação de informações, memoriais escritos nos autos e de sustentação oral por ocasião do julgamento definitivo do mérito da presente ADPF”. (STF. Decisão monocrática. ADPF 403/SE, rel. Min. Edson Fachin, j. 26/06/18).
(TJAL-2015-FCC): A ação declaratória de constitucionalidade observa processo objetivo que admite a manifestação de órgãos ou entidades a título de amici curiae, ainda que o permissivo legal específico que autorizaria sua intervenção tenha sido vetado pelo Presidente da República. BL: art. 7º,§2º da Lei 9.868/99.
(TJDFT-2012): Embora não seja admitida a intervenção de terceiros no processo da ADI, o STF vem permitindo o “amicus curiae”, para possibilitar à sociedade um mais amplo debate da questão constitucional. BL: art. 7º,§2º da Lei 9.868/99.
##Atenção: Uma das características do controle concentrado de constitucionalidade é a inadmissibilidade de intervenção de terceiros (art. 7º, caput desta Lei). Mas o relator, considerando a relevância da matéria e a representatividade dos postulantes, poderá, por despacho irrecorrível, admitir a manifestação de outros órgãos ou entidades (art. 7º, §2º desta Lei), o que abre espaço para a figura do amicus curiae, conforme já decidiu o STF na ADI 2238. Assim, pode-se dizer que a atuação do amicus curiae tem natureza sui generis.
Art. 8o Decorrido o prazo das informações, serão ouvidos, sucessivamente, o Advogado-Geral da União e o Procurador-Geral da República, que deverão manifestar-se, cada qual, no prazo de quinze dias.
Art. 9o Vencidos os prazos do artigo anterior, o relator lançará o relatório, com cópia a todos os Ministros, e pedirá dia para julgamento.
§ 1o Em caso de necessidade de esclarecimento de matéria ou circunstância de fato ou de notória insuficiência das informações existentes nos autos, poderá o relator requisitar informações adicionais, designar perito ou comissão de peritos para que emita parecer sobre a questão, ou fixar data para, em audiência pública, ouvir depoimentos de pessoas com experiência e autoridade na matéria. (TJCE-2012) (MPMT-2014) (DPESP-2015)
	(MPGO-2016): É possível a apuração de questões fáticas, tanto que se admite, por exemplo, a designação de peritos em caso de necessidade de esclarecimentos de circunstância de fato. BL: art. 9º, §1º, da Lei.
(PGM-Recife/PE-2014-FCC): Ao dispor sobre o processamento da ação direta de inconstitucionalidade e da ação declaratória de constitucionalidade, a Lei nº 9.868/1999, expressamente autoriza a realização pelo Supremo Tribunal Federal de audiências públicas para ouvir depoimentos de pessoas com experiência e autoridade na matéria, em caso de necessidade de esclarecimento de matéria ou circunstância de fato ou, de notória insuficiência das informações existentes nos autos. BL: art. 9º, §1º, da Lei.
§ 2o O relator poderá, ainda, solicitar informações aos Tribunais Superiores, aos Tribunais federais e aos Tribunais estaduais acerca da aplicação da norma impugnada no âmbito de sua jurisdição.
§ 3o As informações, perícias e audiências a que se referem os parágrafos anteriores serão realizadas no prazo de trinta dias, contado da solicitação do relator.
Seção II
Da Medida Cautelar em Ação Direta de Inconstitucionalidade
Art. 10. Salvo no período de recesso, a medida cautelar na ação direta será concedida por decisão da maioria absoluta dos membros do Tribunal, observado o disposto no art. 22 [obs.: quórum de 8 Ministros], após a audiência dos órgãos ou autoridades dos quais emanou a lei ou ato normativo impugnado, que deverão pronunciar-se no prazo de cinco dias. (TJTO-2007) (MPGO-2012) (TJAL-2019)
	(TJMT-2014-FMP): É possível a concessão de medida liminar nas ações diretas de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal. BL: art. 10, Lei 9868/99 e art. 102, I, “p”, CF.
(TJMA-2008): Salvo no período de recesso, a medida cautelar na ação direta será concedida por decisão da maioria absoluta dos membros do Tribunal, após a audiência dos órgãos ou autoridades dos quais emanou a lei ou ato normativo impugnado. BL: art. 10 desta Lei.
§ 1o O relator, julgando indispensável, ouvirá o Advogado-Geral da União e o Procurador-Geral da República, no prazo de três dias.
§ 2o No julgamento do pedido de medida cautelar, será facultada sustentação oral aos representantes judiciais do requerente e das autoridades ou órgãos responsáveis pela expedição do ato, na forma estabelecida no Regimento do Tribunal. (MPGO-2012)
§ 3o Em caso de excepcional urgência, o Tribunal poderá deferir a medida cautelar sem a audiência dos órgãos ou das autoridades das quais emanou a lei ou o ato normativo impugnado.
Art. 11. Concedida a medida