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PELE ANEXO

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poligonais achatadas, com
citoplas ma contendo grânulos
basófilos, compostos por
filamentos de que rato-hialina, ricos
em proteína his tidina fosforilada e
cistina, precur soras da filagrina.
Além disso, ainda no citoplasma
podem se observar à
microscopia eletrônica a presença
de grânulos lamelares,
responsáveis pela exocitose de um
material li pídico que permanece na
superfície da pele, tornando-a
impermeável à água, impedindo a
desidratação. Essa
impermeabilização permite que os
seres humanos consigam ser ani
mais terrestres.
PELE E SAIBA MAIS!
Os répteis foram os primeiros animais a desenvolverem uma pele impermeável, seca e
sem glândulas, graças à presença dos queratinóticos na pele, responsáveis pela
produção de um material lipídico que possibilita a impermeabilização da mesma. Esse
processo impede a per da de líquido e a desidratação, tornando uma realidade a vida
terrestre.
A camada ou estrato lúcido é mais
facilmente observável em peles do
tipo espessa, já que representa uma
fina camada de células achatadas,
eosinofílicas e translúcidas, devido
à ausência de núcleo celular e
organe
las nesses tipos celulares, estruturas
que foram digeridas por lisossomos.
Por outro lado, esse citoplasma é
rico em filamentos de queratina, por
esse motivo se apresenta eosinofíli
co. Nessa camada, as células ainda
se encontram unidas firmemente
através dos desmossomos.
PELE E ANEXOS 13 A camada córnea possui uma es
pessura muito variável, sendo
maior em peles do tipo espessa. É
compos ta por células achatadas e
anuclea das, ou seja, são células
mortas. O citoplasma dessas
células é repleto de filamentos de
queratina. A ca
contínua, sendo reposta através da
proliferação e desenvolvimento das
células basais ao longo do estrato
epidérmico. De forma a possibilitar a
descamação, as células da camada
córnea não são unidas através de
desmossomos.
mada córnea sofre uma descamação
PELE E ANEXOS 14
SE LIGA! Os queratinócitos mais afastados da superfície possuem ainda desmossomos,
en quanto os queratinócitos do estrato córneo, mais próximos à superfície, denominados
esca mas ou células córneas, perdem seus desmossomos e acabam por descamar,
possibilitando a renovação da pele.
PELE E ANEXOS 16
Existem outros tipos celulares que
podem ser encontrados na
epiderme, dentre eles os
melanócitos, células de Merkel
(sendo esses dois tipos mais
comuns na camada basal da epi
derme) e as células de Langerhans
(mais visíveis na camada espinhosa
dos queratinócitos).
Os melanócitos são oriundos das
cristas neurais embrionárias, cujas
células invadem a pele em torno da
12ª a 14ª semana gestacional. Pos
suem uma morfologia arredondada,
com prolongamentos citoplasmá
ticos, citoplasma claro e núcleo
ovoide. A função dos melanócitos é
a síntese da melanina, um pigmen
to pardo-amarelado que é absorvido
posteriormente pelos queratinócitos.
Figura 12. Morfologia de um melanócito. Os prolongamentos citoplasmáticos dessa célula se inserem na camada
basal da epiderme, levando até ela os grânulos de melanina, que serão fagocitados pelos queratinócitos. Fonte:
Histo logia Básica, 12ª Ed., 2013.
PELE E ANEXOS 17
SAIBA MAIS!
Os melanócitos derivam embriologicamente de uma população germinativa de
melanoblas tos originários da crista neural, após o fechamento do tubo neural. Os
melanoblastos mi gram da crista neural por uma via dorsolateral entre o dermátomo dos
somitos e o ectoderma, até seu destino na camada basal da epiderme ou no folículo
piloso.
A síntese de melanina ocorre dentro
dos melanossomos, que são vesí
culas membranosas presentes nos
melanócitos. A tirosina presente
nos melanossomos sofre oxidação
através da enzima tirosinase, ori
ginando a 3,4-di-hidroxifenilalani
na (DOPA). A substância DOPA, por
sua vez, é novamente oxidada pela
tirosinase, originando o pigmento
melanina. A melanina é armazena
da nos grânulos citoplasmáticos de
melanina, que quando presente nos
prolongamentos dos melanócitos
são fagocitados pelos
queratinócitos.
Dentre as diferentes raças, há uma
mesma concentração de
melanócitos, o que muda é a
atividade da enzima tirosinase,
havendo uma maior efe
tividade de produção e transferência
da melanina aos queratinócitos em
indivíduos com pele mais escura. Em
indivíduos da raça negra pode ser
observada a presença de melanina
até a camada córnea da epiderme,
o que difere de indivíduos da raça
branca, em que é encontrado a me
lanina de forma mais restrita nas
ca madas basais e espinhosas. NA
PRÁTICA!
A doença de Addison é
caracterizada por uma
produção inadequada de
cortisol pelo córtex da
glândula suprarrenal,
levando a uma
hiperprodução de ACTH. O
ACTH in fluencia na síntese
de tirosinase, gerando um
aumento de melanina e
hiperpigmen tação. O
albinismo, por outro lado,
ocorre por uma alteração
genética na síntese de
tirosinase, resultando em
ausência de produção de
melanina.
1
2
Figura 14. 1 – Doença de Addison:
hiperpigmentação decorrente da
produção acentuada de ACTH. 2 –
Albinis mo: decorrente da ausência de
produção da melanina. Fonte:
Dermatologia de Fitzpatrick, 7ª Ed.,
2014
A função da melanina é proteger o
material genético da radiação ul
travioleta, por isso, ela assume uma
posição supranuclear, ou seja, evita
que o núcleo sofra ação direta da ra
diação ultravioleta.
PELE E ANEXOS 19
.
As células de Merkel são células
com prolongamentos curtos, que
possuem ligação com os quera
tinócitos através dos desmosso
mos, possuindo um núcleo
volumoso e um citoplasma com a
presença de filamentos de
queratina. Histologi camente,
portanto, são células mui to
semelhantes aos melanócitos,
porém elas ocorrem em um número
muito menor, sendo raramente en
contradas à Microscopia Óptica
(MO). Geralmente o citoplasma das
células de Merkel é composto por
vesículas
neuroendócrinas. A presença des
sas vesículas é justificada pela fun
ção dessas células como termina
ções nervosas sensitivas, presentes
na base da célula, funcionando
como mecanorreceptoras,
principalmente encontradas na
ponta dos dedos e na base dos
folículos pilosos. São, portanto,
receptores táteis que fa
zem contato direto com terminações
nervosas.
PELE EHORA DA REVISÃO!
Os receptores periféricos são especializados na recepção de determinados estímulos,
como mecanorreceptores, termorreceptores e nociceptores. Os mecanorreceptores
respondem a estímulos mecânicos que são capazes de deformar o receptor ou os
tecidos que o envolvem, a partir de estímulos de tato, tração, vibração e pressão. Os
mecanor receptores podem ser não encapsulados, como os discos de Merkel, ou
encapsulados, como os corpúsculos de Meissner e de Pacini.
As células de Langerhans fazem
parte do sistema mononuclear fa
gocítico, sendo células muito rami
ficadas histologicamente, que fago
citam e processam os antígenos
estranhos encontrados na pele, os
apresentando posterior aos
linfócitos T. São mais comuns no
estrato es pinhoso da epiderme.
PELE E ANEXOS 21
4. DERME
A derme é composta por um tecido
conjuntivo e sua espessura é variá
vel de acordo com a sua localização.
A derme possui duas camadas, a pa
pilar (superficial – contato íntimo
com a epiderme) e reticular
(profunda – contato íntimo com a
hipoderme).
A camada papilar é composta pe
las papilas dérmicas e acompanha
as reentrâncias da epiderme, sendo
mais frequentes nas zonas sujeitas
à tensão e atritos. Nessa camada
pode-se observar um tecido conjun
tivo frouxo em que predomina fibri
las especiais de colágeno, que se
mantém unidas à membrana basal
da epiderme, possibilitando a manu
tenção da junção entre epiderme e
derme papilar. As fibras de
colágeno são distribuídas em
diversas direções.
NA PRÁTICA!
Algumas alterações ou patologias comuns na prática clínica ocorrem a nível da
epiderme ou da derme. Aqui serão ressaltadas algumas delas!
As sardas representam o aumento da produção e acúmulo de melanina na região
basal da epiderme sem um aumento nos melanócitos.
A psoríase é originada pela proliferação excessiva de queratinócitos no estrato basal
e no estrato espinhoso,