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INSTITUTO EDUCACIONAL INNOVATIS CURSO: Auxiliar e Técnico em enfermagem PROFESSOR: Kayo Pacher ALUNA: Nádia Gavioli Histologia e Citologia Relatório Da Aula Prática INTRODUÇÃO O sistema imunológico é formado por órgãos, células e moléculas responsáveis por manter o equilíbrio do organismo e proteger contra agentes externos. Essa proteção chamamos imunidade. A resposta coletiva e coordenada à presença de substâncias estranhas no organismo tais como micro-organismos, macromoléculas (por exemplo, proteínas e polissacarídeos), denominamos resposta imune. O sistema imunológico, também conhecido como sistema imunitário, realiza um combate individualizado contra cada tipo de invasor. Os principais responsáveis por esse combate são os linfócitos e os plasmócitos, produzidos na medula óssea, nos órgãos linfáticos e em várias partes do corpo. A interação do sistema imune com os agentes infecciosos ocorre de uma maneira dinâmica. Um sistema imunológico baixo está mais propenso a doenças. Estressores físicos, fisiológicos e psicológicos induzem alterações hormonais que podem influenciar a função imune. O bom funcionamento do sistema imunológico é dependente de vários nutrientes e entre eles estão alguns nutrientes que têm papel chave no organismo. Sua deficiência leva ao aumento do estresse oxidativo e à depressão do sistema imunológico. ➔ Órgãos Que Fazem Parte Do Sistema Imunológico: Os órgãos que fazem parte do sistema imunológico são os órgãos linfóides primários (medula óssea e timo) e os órgãos linfóides secundários (linfonodos, baço e tonsilas). Essas estruturas são responsáveis pela produção dos linfócitos e plasmócitos. Histologia e Citologia Histologia e Citologia fazem parte de um ramo da biologia que estuda as células de acordo com suas estruturas, estuda também suas funções e sua importância na complexidade dos seres vivos. Este estudo possui um foco especial com relação ao entendimento e o funcionamento dos variados sistemas celulares, de modo a aprender como as células são reguladas e compreender o funcionamento de suas estruturas. Visa estudar detalhadamente os componentes da célula, estes componentes possuem uma importância vital na vida de todos os seres vivos que são formados por células. Esta área surgiu após o desenvolvimento de técnicas de microscopia óptica. Assim, foi possível observar estruturas muito pequenas que foram nomeadas de célula. A necessidade de saber mais sobre esses seres resultou no avanço de tecnologias que impulsionaram ainda mais os estudos, como o surgimento do microscópio eletrônico e suas técnicas. ➔ Método ● Coleta de material ● Fixação das amostras ● Processamento das amostras ● Colorações citológicas ➔ Tipos de microscópios ● Microscópio de luz ● Microscópio eletrônico Este relatório tem por objetivo apresentar o estudo morfológico de células e tecidos, também suas funcionalidades. ANÁLISES NO MICROSCÓPIO Foram observados no microscópio: ● Hemácias, plaquetas e leucócitos. Morfologia: Hemácias: são pequenos discos rosados, mais claros no centro do que nas bordas. Plaquetas: apresentam formato achatado. Leucócitos: são arredondadas e têm núcleo, alguns núcleos são regulares, outros não. ● Tecido Pancreático Observado núcleo com divisao, sua parte interna capta glucagon (α -Alfa), a externa é receptora de insulina (β -Beta) ● Neoplasia Uterina (Câncer de colo uterino) Observação de células inflamadas e vermelhas, e a sua volta células já desativadas por conta da inflamação. COLORAÇÃO DE LEISHMAN É um teste realizado em hematologia para a contagem e a identificação de anormalidades nas células do sangue. O teste consiste na extensão de uma fina camada de sangue sobre uma lâmina de microscopia que, após corada, é analisada em microscópio. O esfregaço sanguíneo geralmente é feito quando solicitado o hemograma ao paciente. Seu objetivo principal é analisar a morfologia das células, fornecer informações sobre a estimativa do número de leucócitos e plaquetas, investigar problemas hematológicos, distúrbios encontrados no sangue e eventualmente parasitas, como o Plasmodium, causador da malária. Um esfregaço de sangue pode fornecer informações importantes sobre o paciente, auxiliando o médico no diagnóstico de doenças relacionadas ao sangue, por exemplo as anemias, e outras condições médicas, tais como infecções. ➔ Técnica de esfregaço de sangue: ● Apoiar a lâmina de microscopia, já com a identificação do paciente, sobre uma superfície limpa. Certificar-se de que a lâmina tem boa qualidade e não está suja ou possui vestígios de gordura, o que pode prejudicar o teste. ● Colocar uma pequena gota de sangue próxima a uma das extremidades da lâmina. ● Com o auxílio de outra lâmina, colocar a gota de sangue em contato com sua borda. Para isso a lâmina extensora deve fazer um movimento para trás tocando a gota com o dorso em um ângulo 45°. ● O sangue da gota irá se espalhar pela borda da lâmina extensora por capilaridade. ● A lâmina deve então deslizar suave e uniformemente sobre a outra, em direção oposta à extremidade em que está a gota de sangue. O sangue será “puxado” pela lâmina. ● Depois de completamente estendido, o sangue forma uma película sobre a lâmina de vidro. ● Deve-se deixar que o esfregaço seque sem nenhuma interferência. ● Seguir para o passo de coloração. É necessário esfregar uma lâmina sobre a outra rapidamente, antes que o sangue seque ou coagule. Uma pressão excessiva ou qualquer movimento de parada durante esse processo pode comprometer o esfregaço. ➔ Coloração: Para a técnica de esfregaço sanguíneo é utilizada uma mistura especial de corantes para tingir todas as células sanguíneas. Existem muitas variações como a coloração de Leishman, Giemsa, Wright ou May-Grünwald. Tratam-se de modificações da coloração a base de corantes Romanovsky. A afinidade das estruturas celulares por corantes específicos ou por combinações de corantes dessa mistura proporciona uma visualização diferenciada das células sanguíneas. ➢ Algumas vezes é possível realizar um diagnóstico definitivo a partir de um esfregaço de sangue. Porém, rotineiramente ele serve como uma indicação/base para que sejam realizados outros testes confirmatórios. ➢ O teste de esfregaço pode indicar uma série de deficiências, apontando alterações e anormalidades nessas células sanguíneas. Várias doenças podem ser identificadas como os diversos tipos de anemia, trombocitose, malária, leucemia, linfomas ou insuficiência da medula óssea e outras. TIPAGEM SANGUÍNEA Os soros anti-A, anti-B e anti-C são capazes de detectar a tipagem sanguínea da amostra. Assim, anticorpos anti-a, anti-b e anti-c são empregados para análise laboratorial, a fim de identificar a tipagem do grupo sanguíneo, eles determinam a presença ou ausência dos antígenos a e b no sangue, já o soro anti-c nos diz se é tipo + ou -. ➔ Procedimento e Material: Em sala de aula foi desenvolvida uma atividade interessante sobre esse tema. Foi imprescindível o uso de jaleco e sapato fechado, pessoas com cabelo de tamanho maior foram instruídas a prendê-lo. Esses cuidados impediram a possibilidade de acidentes e também instruíram os alunos sobre a biossegurança e procedimentos laboratoriais. Munido dos soros citados anteriormente, amostras de sangue, bandeja e seringa, o professor realizou a tipagem colhendo três gotas do sangue, as amostras foram colocadas em uma bandeja, a primeira gota recebeu o soro anti-a,a segunda recebeu o soro anti-b, e a terceira recebeu o soro anti-c. Após um tempo curto, observamos o aspecto das amostras: ● Se ocorrer aglutinação apenas na primeira gota, o sangue é do tipo A. ● Se ocorrer aglutinação apenas na segunda gota, o sangue é do tipo B. ● Se ocorrer aglutinação na primeira e na segunda gota, o sangue é do tipo AB. ● Se não houver aglutinação, o sangue é do tipo O. ● Se houver aglutinação na terceira gota, o sangue é positivo, se não houver é negativo. ESTUDO HISTOLÓGICO PRÁTICO MATERIAL USADO ● 2 ratos saudáveis, fêmeas, uma delas prenhe. ● Avental descartável. ● Lâmina 11 ● Tesoura ● Pinça ● Luvas ● Bandeja ● Campo Cirúrgico MÉTODO ➔ Animal nº 1 - Morte por sufocamento, hora do óbito: 21:30h Iniciamos o primeiro animal com tentativa de destroncamento cervical, procedimento este que leva a uma morte rápida devido ao rompimento da medula espinhal, após várias tentativas, a morte ocorreu por sufocamento. No procedimento proposto inicialmente, pegamos o animal pela cauda, seguramos o pescoço com uma pinça e então damos um pequeno puxão no rabo. Tudo isso em cima de um pano chamado de Campo Cirúrgico para maior higiene, sendo também necessária a assepsia do local antes e após o procedimento. Após constatarmos a morte, utilizei a lâmina 11 para a incisão no abdome do animal, podendo observar: tecido epitelial, tecido conjuntivo, tecido muscular, tecido adiposo, membrana de proteção e finalmente os órgãos. Conseguimos observar o coração ainda pulsando, retomei com a lâmina para a retirada de órgãos, primeiramente o fígado, após, estômago, intestinos delgado e grosso, rins, coração, pulmões e bexiga. Exatamente nessa ordem. Seus órgãos foram observados por todos os presentes no laboratório. Após o procedimento, estudo e observação da parte de todos os alunos, foram descartados os materiais em lixo hospitalar, feita a assepsia do local e dos instrumentos cirúrgicos utilizados. ➔ Animal nº 2 - Morte por destroncamento cervical, hora do óbito: 22:20h Iniciamos o primeiro animal logo após a assepsia do primeiro procedimento, desta vez conseguimos realizar o procedimento corretamente, pegando o animal pela cauda, segurando seu pescoço com uma pinça, mas desta vez uma pinça maior, foi feito o destroncamento corretamente com um pequeno puxão no rabo. O procedimento também foi realizado sobre um campo cirúrgico, para maior higiene. Após constatarmos a morte, foi utilizado por um de nossos colegas, a lâmina 11 para a incisão no abdome do animal, podendo observar: tecido epitelial, tecido conjuntivo, tecido muscular, tecido adiposo, membrana de proteção e finalmente os órgãos. Desta vez não conseguimos observar o coração ainda pulsando, o que poderia indicar uma parada cardíaca, como no animal nº 1, pudemos observar novamente todos os órgãos, com a diferença de poder ver embriões, 12 no total; também observamos a coluna e trato respiratório superior. Seus órgãos foram observados por todos os presentes no laboratório. Após o procedimento, estudo e observação da parte de todos os alunos, foram descartados os materiais em lixo hospitalar, feita a assepsia do local e dos instrumentos cirúrgicos utilizados. CONCLUSÃO Ficou esclarecido em aula como fazer corretamente o procedimento de tipagem sanguínea, conhecemos alguns tipos de tecidos microscópicamente também. Aprendemos as normas de biossegurança dentro de um laboratório, o que foi de suma importância para nossa turma. Sobre os animais, geneticamente e biologicamente, além das características comportamentais, os ratos são parecidos com os humanos, e muitos sintomas humanos podem ser aplicados nos pequenos roedores. Sobre as células, elas são as unidades básicas estruturais e funcionais dos organismos. Estão em tudo aquilo que é vivo, animais, plantas e seres humanos. A aula foi muito proveitosa, aprendemos muito. Meus agradecimentos ao professor Kayo Pacher, à diretoria e coordenação da escola, e aos meus colegas de classe. Obrigada!!!