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Ciencia do Lazer

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Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Tecnologias e Ciências
Instituto de Geografia
Departamento de Turismo
Disciplina: Ciência do Lazer
Professor: Rafael Fortunato
Aluna: Isabele Ferreira
Teresópolis
Maio de 2015
Resumo do Artigo “Fora do Expediente” da Revista Valor Econômico
	De acordo com o texto da Revista Valor Econômico, pode se observar que o cálculo de John M. Keynes está bem errado até o ano atual. Não podemos dizer como se daqui 15 anos, enfim, o cálculo estará certo, mas pelo obsevado no âmbito de trabalho atual, pode-se duvidar bastante. Dizia ele “15 horas de trabalho semanais” e o que temos agora são longas 8 horas diárias, resultando em 40 horas semanais.
	Porém, se observamos também, Keynes diz que “Pela primeira vez desde a sua criação o homem terá pela frente um seu real e permanente problema, ou seja, como usar a libertação das preocupações econômicas, como ocupar o tempo livre, que a ciência e os juros compostos lhe terão proporcionado, para viver sabiamente e agradavelmente e bem”. E será, que mesmo sem as 15 horas de trabalho semanais previstas por Keynes, o homem já não enfrenta esse problema? É possível uma afirmativa ou uma negação como resposta a esta pergunta.
	A resposta afirmativa seria baseada em dados do IBGE, que verificou em pesquisas como a sociedade brasileira utiliza o seu tempo livre: muitas horas envolvidos com tecnologia, com horários livre relacionados com o cargo em que ocupam em seus empregos, etc. E a resposta negativa pode ser baseada na carga horária de trabalho do brasileiro, fazendo com que ele só tenha – em dias que trabalha – algumas poucas horas para se organizar, atender suas necessidades básicas de alimentação, higiene, relacionamento familiar e pouco lazer; tendo maior lazer aos fins de semana, feriados onde não trabalham e pequenos períodos de férias.
	Daqui 15 anos, quando o tempo de 100 anos determinado por Keynes em seu cálculo estiver acabado, possivelmente as cargas horárias continuarão bem intensas e fazendo com que a sociedade atual e a deste futuro não tão distante sejam basicamente a mesma: muitas horas de trabalho, agenda apertada, jornada dupla para a maioria das mulheres que trabalham e ainda cuidam da casa e da família, etc. Mas também pode ser que neste futuro não tão distante as cargas sejam reduzidas, cada um tenha mais tempo para se dedicar a outros fins – hobbies, família, lazer, ócio, etc – e aí Keynes estará certo em sua suposição de 85 anos atrás.
	 Podemos acrescentar a esse artigo, alguns dados como:
· O “horário livre” pode ser analisado como momento de ócio absoluto, podendo ser utilizado para prática de hobbies e lazer. Ou pode ser entendido também como aquele tempo em que não se está necessariamente trabalhando ou estudando, pode ser aquele tempo em que se atendem as necessidades básicas de alimentação, higiene e relacionamentos.
· O trabalho, para alguns, é tão prazeroso que não o consideram como obrigação mesmo sabendo de todas as responsabilidades acarretadas pela posição que ocupam e pelo local onde trabalham.
Em uma pesquisa do IBGE realizada em cinco estados, alguns dados bem interessantes foram citados, como por exemplo:
· Homens tem uma carga horária de, aproximadamente, 1h30 a mais diariamente que mulheres.
· As mulheres precisam e gastam mais tempo com afazeres domésticos, aproximadamente, 1h50 a mais.
· Jovens com idades de 10 a 24 anos e idosos com idade de 60 anos ou mais, são as faixas etárias que mais tempo gastam com TV, vídeos e meios de comunicação de massa.

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