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1 
4· período 
Flávia Demartine 
Professor: Carlos Queiroz 
 Aula 1 – 01/02/21 (síncrona) 
Passou o cronograma das aulas. Para saber 
patologia tem que saber histologia. 
Livros: Robbis - patologia básica/ Bogliolo -
Patologia geral 
Conteúdo: 
Unid 1 – adaptação celular (introdução à patologia 
geral; adaptações celulares ao estresse) 
Unid 7 – métodos de estudo em patologia 
Unid 3 – lesão (lesão celular reversível; lesão 
celular irreversível – necrose e apoptose) 
Unid 4 – acúmulos intracelulares (lipídios; 
proteínas; alterações hialina; glicogênio; 
pigmentos; calcificação patológica) 
Unid 5 – inflamação (inflamação aguda, inflamação 
crônica) 
Unid 6 – distúrbios circulatórios (edema e 
hemorragia; hemostasia; trombose; embolia; 
infarto; choque) 
Unid 7 – reparo dos tecidos (crescimento e 
diferenciação celular...) 
 
1. Significado de patologia: 
Para o estudante, a patologia deve ser encarada 
como uma introdução ao estudo da doença, 
abordando principalmente o mecanismo de 
formação das doenças e também as causas, as 
características macro e microscópicas e as 
consequências destas sobre o organismo. Deve ser 
encarada como uma matéria interessante (pois 
representa o primeiro contato com a terminologia 
médica) e importante (já que a compreensão do 
mecanismo de formação das doenças é que vai ser 
a base para a boa prática clínica, potenciando 
diagnósticos e indicando terapêuticas.). 
Para o bom clínico, a patologia representa um meio 
de apoio e de confirmação de diagnósticos. 
 
Para os cursos da área médica, a patologia é 
um importante elo entre as disciplinas 
básicas (anatomia, histologia, embriologia, 
fisiologia, microbiologia, bioquímica e 
parasitologia) e as profissionalizantes (clínicas, 
cirurgias, reprodução e inspeção de produtos de 
origem animal). 
 
2. O que é doença? 
É uma alteração orgânica geralmente constatada a partir de alterações na função [sintomas] de determinado 
órgão ou tecido, decorrentes de alterações bioquímicas e morfológicas causadas por alguma agressão, de tal 
maneira que se ultrapasse os limites de adaptação do organismo. 
3. Como estudar patologia? 
Didaticamente, e para efeito de currículos escolares, a patologia é dividida em 2 disciplinas: 
 Patologia Geral - que estuda os fundamentos das doenças e objetiva a compreensão e a classificação das 
lesões básicas que determinam e que são determinadas pelas mesmas, comuns às diferentes doenças. 
Ênfase nas alterações morfológicas. 
Ex. inflamação (broncopneumonia, apendicite, gastrite) 
 
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4· período 
Flávia Demartine 
 Patologia Especial - que estuda as características de cada doença, de acordo com o órgão e sistema 
acometido. Ênfase nas diferentes lesões dos diferentes aparelhos e sistemas. 
Ex. estômago (gastrite, úlcera, câncer) 
De acordo com a ênfase dado a determinado aspecto, a patologia pode ser subclassificada em: 
 Etiologia - Parte da patologia que se atém às causas das lesões; 
 Patogenia - Parte da patologia que se atém ao mecanismo de formação das lesões; 
 Morfopatologia - que por sua vez se subdivide em: 
 Anatomia Patológica - Parte da patologia que estuda as características macroscópicas das lesões; 
 Histopatologia - Parte da patologia que estuda as características microscópicas das lesões. 
 Fisiopatologia - Parte da patologia que se dedica ao estudo das alterações da função de órgãos lesados. 
 Outras denominações comuns e afins 
4- Agentes agressivos ou etiológicos: 
Qualquer agente que determine reações anormais na célula, podendo levar à perda da capacidade de 
compensação e gerar alterações bioquímicas, fisiológicas e morfológicas. 
A lesão bioquímica precede a lesão fisiológica que precede a lesão morfológica. 
Classificação: 
Intrínsecos: 
 Modificações no genoma, na hereditariedade e na embriogênese; 
 Erros metabólicos inatos; 
 Disfunções imunológicas (autoimunidade; hipersensibilidades; imunossupressão); 
 Distúrbios circulatórios; 
 Disendocrinias; 
 Distúrbios nervosos e psíquicos; 
 Envelhecimento; 
Extrínsecos: 
 Físicos: Temperatura; eletricidade; radiações; sons e ultrasons; magnetismo, gravidade e pressão. 
 Químicos: 
 
 Infeccioso: - Agentes Infecciosos 
http://depto.icb.ufmg.br/dpat/old/especpat.htm
 
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4· período 
Flávia Demartine 
 
 
 Aula 2 – 02/02/21 (síncrona) 
Patologia - Estudar as causas das doenças. Cada 
doença tem suas características próprias. 
Introdução a Patologia 
“A patologia é a ciência que estuda as causas das 
doenças, os mecanismos que as produzem, os 
locais onde ocorrem e as alterações morfológicas e 
funcionais que apresentam.” 
Envolve a investigação das causas da doença e as 
alterações associadas em nível de células, tecidos e 
órgãos, que resultam em sinais e sintomas 
presentes no paciente. 
 Etiologia: causas (genéticas, adquiridas, 
multifatoriais). 
 Patogenia: mecanismos celulares, 
moleculares e bioquímicos que ocorrem 
após a exposição das células a agentes 
lesivos. 
 Anatomia patológica (alterações 
morfológicas): alterações estruturais que 
acometem células e tecidos. 
 Fisiopatologia: Alterações funcionais dos 
órgãos afetados. 
Existem 2 termos importantes na literatura: 
1- Etiologia: é a origem da doença, inclui as 
causas fundamentais e os fatores 
modificadores. 
Hipertensão, diabetes e câncer > são causadas por 
uma combinação de suscetibilidade genética 
herdada e várias influencias ambientais. 
2- Patogenia: refere-se às etapas do 
desenvolvimento da doença. 
Descreve como os fatores etiológicos iniciam as 
alterações moleculares e celulares que originam 
anormalidades estruturais e funcionais que 
caracterizam a doença. 
Enquanto a etiologia se refere a por que a doença 
surge. 
Patogenia descreve como a doença se desenvolve. 
 
Definições da etiologia e da patogenia de uma 
doença não apenas são essenciais para a 
compreensão da doença, mas constituem também 
a base par o desenvolvimento de tratamentos 
reacionais. 
 O conhecimento as causas e 
desenvolvimento da doença > Patologia 
fornece a fundamentação científica para 
prática da Odontologia. 
Patologias para dar o diagnóstico e orientar a 
terapia na prática clínica: 
 Identificam alterações na aparência macro 
ou microscópica (morfologia) as células e 
tecidos. 
 Alterações bioquímicas nos fluidos 
corporais (sangue e a urina). 
Patologias também usam várias técnicas: 
 Morfológicas, 
 Moleculares, 
 Microbiológicas, 
 Imunológicas que identificam as alterações 
bioquímicas, estruturais e funcionais que 
ocorrem nas células, nos tecidos e nos 
órgãos em resposta a lesão. 
 
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4· período 
Flávia Demartine 
 
 
Todas as doenças tem origem a nível celular. - Rudolf Virchow 
 
Conceitos de saúde e doença: 
 Saúde: Estado de adaptação do organismo ao ambiente físico, psíquico e social em que vive, de 
modo que o indivíduo se sinta bem (saúde subjetiva) e não apresente sinais e sintomas evidenciáveis 
(saúde objetiva). 
 Doença: Estado de falta de adaptação do organismo ao ambiente físico, psíquico e social. Apresenta 
alterações orgânicas evidenciáveis (sinais e sintomas). 
É importante considerar que o conceito de saúde envolve o ambiente em que o indivíduo vive: 
Por exemplo, o número de eritrócitos pode ser sinal de POLICITEMIA, se o indivíduo vive ao nível do mar, 
mas representa apenas um estado de adaptação para um indivíduo que mora/se desloca em/para grandes 
altitudes. *A principal consequência é a trombose, o sangue fica mais expesso com maior chance de 
coagular. 
Saúde e normalidade não têm o mesmo significado: 
 A palavra SAÚDE é utilizada em relação ao indivíduo; 
 
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Flávia Demartine 
 Enquanto o termo NORMALIDADE é utilizado em relação a parâmetros a partir da media de vária 
observações desses parâmetros, utilizando-se para o seu cálculo métodos estatísticos. 
 O termo saúde é individual, para cada pessoa, o que é saudávelpara um talvez não seja para outros. 
 
Agressão | Defesa | Adaptação | Lesão 
 Qualquer estímulo da natureza – dependendo 
da sua intensidade, do tempo de atuação e da 
capacidade de reação do organismo – pode 
constituir uma agressão. 
 Frente a essa agressão, o organismo monta 
respostas variadas, procurando defender-se 
ou adaptar-se. 
 Por inúmeras vezes, o indivíduo adapta-se, 
ocorrendo o mínimo ou nenhum dano. 
 Surgem lesões variadas, agudas ou crônicas, 
responsáveis pelas doenças. 
 Agressões podem se originar no ambiente 
externo ou a partir do próprio organismo. 
 Podem ser provocadas por agentes físicos 
químicos e biológicos 
 Alterações na expressão gênica 
 Modificações nutricionais, 
 Metabólicas 
 Próprios mecanismos de defesa do organismo. 
Os mecanismos de defesa contra agentes externos são muito numerosos: 
 1) contra agentes infecciosos, atuam a fagocitose, 
o sistema complemento e, sobretudo, a reação 
inflamatória, que é a expressão morfológica da 
resposta imunitária; 
a) resposta inata, que surge imediatamente após 
agressões; 
b) resposta adaptativa; 
2) contra agentes genotóxicos (que agridem o 
genoma), existe o sistema de reparo do DNA; 
3) contra compostos químicos tóxicos, incluindo 
radicais livres, as células dispõem de sistemas 
enzimáticos de destoxificação e antioxidantes. 
 É importante salientar que, com certa frequência, os próprios mecanismos defensivos podem se 
tornar agressores. 
 
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Flávia Demartine 
 Adaptação refere-se à capacidade das células, dos tecidos ou do próprio indivíduo de, frente a um 
estímulo, modificar suas funções dentro de certos limites (faixa da normalidade), para ajustar-se às 
modificações induzidas pelo estímulo. 
1) pré-condicionamento das células à hipóxia, que permite a sobrevivência delas em condições de baixa 
disponibilidade de O2; 
2) hipertrofia do retículo endoplasmático liso (REL) por substâncias nele metabolizadas (p. ex., a 
administração de fenobarbital provoca hipertrofia do REL em hepatócitos); 
 3) hipertrofia muscular por sobrecarga de trabalho (do miocárdio do ventrículo esquerdo na hipertensão 
arterial, da musculatura esquelética em atletas ou em pessoas que fazem trabalho físico vigoroso etc.). 
 Lesão é o conjunto de alterações morfológicas, moleculares e/oufuncionais que surgem nas células e 
nos tecidos após agressões. 
 As alterações morfológicas que caracterizam as lesões podem ser observadas a olho nu (alterações 
macroscópicas) 
 microscópio de luz ou eletrônico (alterações microscópicas e submicroscópicas). 
 As alterações moleculares, que muitas vezes se traduzem rapidamente em modificações 
morfológicas, podem ser detectadas por métodos bioquímicos e de biologia molecular. 
 Os distúrbios funcionais manifestam-se por alterações da função de células, tecidos, órgãos ou 
sistemas e representam a fisiopatologia. 
 
Dica: site da UFMG com toda matéria resumida - http://depto.icb.ufmg.br/dpat/old/pathip.htm 
 
http://depto.icb.ufmg.br/dpat/old/pathip.htm

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