Prévia do material em texto
Objetivo da obturação: Selar toda a extensão da cavidade endodôntica – abertura coronária até termino apical Deve preencher todo o espaço ocupado pelo tecido pulpar = selamento adequado nos sentidos apical, lateral e coronário: selamento hermético Deve-se utilizar vários cones para que o material se adapte bem em todos os espaços, garantindo que as bactérias mão proliferem Materiais obturadores a. Instrumentais: Espaçadores digitais: auxilia na inserção de cones acessórios que são introduzidos na região dos espaçadores. Tem hastes lisas= compactação lateral Calcadores de paiva: trabalha-se com a ponta quente. Aquece na lamparina para a realização do corte dos cones (gira contra as paredes e tira o excesso dos cones) = compactação vertical Lentulo: Usado para inserir MIC e cimento endodôntico. Movimento horário para jogar cemento para dentro do canal Compactador de macspadden: Usado para auxiliar a obturação e Inserção de MIC e cimento endodôntico. Usado no sentido horário. Mesma função do lentulo Cimento é inserido antes dos cones b. Cones de guta percha: Material borrachoide Vantagens: • Adaptam-se facilmente as paredes do canal Obturação de canais radiculares • São bem tolerados pelos tecidos perirradiculares • São radiopacos • podem ser facilmente plastificados por meios físicos e químicos. • Possuem estabilidade dimensional nas condições de uso. • Não alteram a cor da coroa do dente quando usados no limite coronário adequado da obturação do canal. • Podem ser facilmente removidos do canal radicular. (quando bem selados a remoção é difícil) Desvantagens: • Têm pequena resistência mecânica, o que dificulta o seu uso em canais curvos e atrésicos. • Têm pouca adesividade, o que exige a complementação da obturação com cimentos endodônticos. • Podem ser deslocados pela pressão, provocando sobreobturação durante os processos de compactação. Cones psdronizados convencionalmente: conicidade é de 0,02mm/mm. Diâmetros de 15 a 140 Cones auxiliares: possuem conicidade variáveis – não padronizados – e pontas mais afiladas, quando comparados aos padronizados c. Cimentos endodônticos Características esperadas: Ser de fácil inserção e remoção no canal radicular. Ter bom tempo de trabalho. Promover o selamento tridimensional do sistema de canais radiculares. Ter bom escoamento. Ser radiopaco. Não manchar a estrutura dentária. Apresentar biocompatibilidade. Ter atividade antimicrobiana Oxido de zinco e eugenol: • Tem um histórico de uso bem sucedido. • Eles são absorvidos se houver extrusão para os tecidos perirradiculares. (em quantidade inadequada não interagem bem com as paredes) • Exibem um tempo de presa longo, sofrem contração ao tomar presa, • solubilidade. • Atividade antimicrobiana. • Podem manchar a estrutura dentária. Cimentos resinosos • O AH Plus (Dentsply/De Trey, Konstanz, Alemanha) é um cimento à base de resina do tipo epoxiaminas e Apresenta-se sob a forma de pasta/pasta. A proporção indicada para se preparar a mistura é de 1:1, em volume. O tempo de trabalho é de aproximadamente 4 horas a 23°C, e o tempo de endurecimento é de cerca de 8 horas a 37°C • Tem boa capacidade seladora apical • Excelente comportamento histológico • Selamento biológico pela deposição de um tecido cementoide • Possui atividade antibacteriana satisfatória • Excelente escoamento • Capacidade adesiva • Expansão volumétrica • Bom selamento apical. Técnicas para obturação o canal radicular só deve ser obturado quando sua ampliação, limpeza, desinfecção e modelagem tiverem sido completadas = preparo químico mecânico completo: pqm finalizado a. Desinfecção dos cones de guta percha Manter os cones embebidos na solução química auxiliar por até 5min = clorexidina gel 2% • Seleção e adaptação do cone principal 1- Radiografia inicial O cone principal é escolhido em função do diâmetro do ÚLTIMO instrumento empregado no preparo apical (LAF) do canal radicular RECUANDO 1mm do COMPRIMENTO DE TRABALHO. O comprimento de trabalho deve ser 1mm maior que o cone principal sempre, independente da lima usada Mede-se o cone e aperta com a pinça marcando o comprimento desejado Inspeção visual: O cone não deve apresentar deformações e nem ficar aquém ou além do comprimento determinado. Critério tátil: Uma vez que o cone atinge o CT ele deve oferecer uma certa resistência ao deslocamento coronário. 2- Radiografia da prova do cone Aprovado nos critérios visuais e táteis, o cone é posicionado no canal e o dente é radiografado para confirmar a exatidão da seleção = critério radiográfico: O limite apical da obturação é ideal que seja 1mm aquém do ápice radiográfico. É aceitável 2mm aquém do ápice radiográfico = 94% de sucesso Remoção da Smear layer com EDTA 17% melhora a obturação No momento da obturação, necessariamente devemos secar o canal. Se após a remoção da medicação intracanal se observar a drenagem de exsudato pelo canal, ele não deve ser obturado = ausência de exsudação persistente • Ausência de exsudação persistente Um cone de papel absorvente deverá ser mantido no interior do canal a fim de absorver a umidade na região apical O cone de papel deve estar recuado 3mm do CT • Inserção do cimento Cimento obturador levado ao interior do canal por meio do cone de guta- percha e por meio de instrumento endodôntico. b. Compactação lateral Tem como objetivo o preenchimento do canal radicular 1. Cone principal é adaptado 2. O espaçador digital ou o calcador é inserido = 1 a 2mm do comprimento preparado 3. O espaçador é girado e removido e um cone acessório é inserido no espaço criado 4. O processo é repetido c. Corte e compactação vertical Cones cortados e compactados 3mm abaixo da junção amelocententária Após corte e compactação realizar tomada radiográfica Limpeza da câmara pulpar • Câmara pulpar cheia de resíduos e cimento guta percha • Bolinha de algodão embebida em álcool deverá ser friccionada contra as paredes dentinarias Selamento • O selamento coronário quando realizado com CIV é considerado provisório, podendo permanecer até 30 dias. • O cimento provisório deve ser acomodado sobre a guta percha, afim de prevenir a microinfiltração. • O selamento ideal é aquele realizado com resina composta, desde que, seguidos os passos corretos da sua utilização. Avaliação da obturação Em um estudo radiográfico sobre sucesso e insucesso, estabeleceram que 58% das falhas no tratamento tinham relação com há obturação incompleta Outros fatores que podem ter cometido falhas: 1- perda ou selamento coronário inadequado, 2- debridamento e desinfecção inadequados, 3- canais não tratados, 4- fraturas radiculares verticais 5- doença periodontal significativa, 6- fraturas coronárias, 7- técnica asséptica inadequada 8- erros de procedimento como perda do comprimento, desvios, zipp e perfurações a. sintomas: A presença de sintomas por poucos dias após a obturação é comum e provavelmente não está relacionada com um selamento inadequado. Isto reflete um fenômeno diferente, que é, provavelmente, uma irritação tecidual decorrente do procedimento. 3 a 7 dias após o tratamento realizado o paciente pode apresentar sintomatologia dolorosa que durante esse período deverá diminuir até seu cessamento b. Critérios clínicos Ausência de dor e tumefação. Ausência de sensibilidade à palpação e percussão. Ausência de fístula. Mobilidade dentária normal. Função dentária normal c. Avaliação radiográfica Radioluscências:vazios no corpo ou na interface do material obturador e parede dentinária. Restauração: seja permanente ou temporária, a restauração deve garantir o selamento coronário. Densidade: o material deve apresentar uma densidade uniforme da porção coronária a apical. Comprimento: o material deve estender-se ao comprimento preparado. Conicidade: a guta-percha deve refletir a forma do canal.