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- -1 TEORIA GERAL DO PROCESSO E DIREITO PROCESSUAL CIVIL INTRODUÇÃO - -2 Olá! Você está na aula . Conheça aqui a história do direito processual. Estude ainda a história da Introdução conciliação, mediação e arbitragem. Entenda também o estudo das fontes do direito processual. Explore ainda a jurisdição e a as garantias dos magistrados. E, para finalizar, estude a organização das justiças estaduais e a organização da justiça da união. Bons estudos! 1 HISTÓRIA DO DIREITO PROCESSUAL Na antiguidade e na época medieval, após as invasões bárbaras, não havia uma ciência autônoma de processo, não se fazia diferenciação entre direito material e direito processual. Foi a partir da época Romano-Germânica que o direito processual se desenvolveu, porém, ainda eram estudados como um ramo do direito material. - -3 No direito Romano, podemos distinguir três fases no direito processual: 1º) Legis Actiones, o direito era predominantemente oral e o direito substancial era criação pretoriana; 2º) período formulário, em que o direito passou a ter uma base escrita; 3º) período da Extraordinária Cognitio, em que o direito era predominantemente escrito e que surgiram princípios e regras que tratavam do exercício da jurisdição e da formação do processo. No período medieval, o processo civil dos bárbaros era fundado em superstições e ritos sacramentais. No sistema Romano, as provas se destinavam a formar a convicção do juiz, que exercia a função estatal de dirimir um conflito de interesses. No sistema germânico, o papel do juiz era reduzido, cada prova tinha seu valor e aquelas mais valiosas venciam a demanda, eram as chamadas prova legal e provas ordálias. As provas ordálias são provas utilizadas para determinar a culpa ou a inocência das pessoas com a participação de elementos da natureza, sendo o resultado dessas provas interpretado como juízo divino. Assim, as provas ordálias são conhecidas como juízo de Deus. O processo civil moderno é marcado pelo momento em que o processo ganha sua autonomia, se separa do direito material e dá início à superação do pensamento imanentista que não distinguia a ação do direito material. No momento atual, o processo civil possui outras preocupações como a universalização da justiça e a lentidão dos processos. Uma tendência hoje é a Constitucionalização do Direito, pois o ordenamento é representado pela pirâmide de Kelsen em que a norma suprema é a Constituição, e lá existem os princípios fundamentais do processo civil. A Constitucionalização do Direito busca que as normas processuais sejam interpretadas sob a ótica constitucional, respeitando suas diretrizes. - -4 - -5 PROCESSO CIVIL NO BRASIL No período colonial vigoraram no Brasil as Ordenações Filipinas que haviam sido editadas em Portugal até após a Proclamação da República. Em 1850 entrou em vigor o Regulamento 737 que se aplicava somente às causas comerciais. A Constituição de 1891 atribuía a competência aos estados membros para legislar sobre processo civil onde passaram a existir os Códigos Judiciários estaduais. Em 1934, a Constituição voltou a atribuir à União a competência para legislar sobre processo, contudo, não revogou os Códigos Judiciários, que somente foram revogados com a promulgação do Código de Processo Civil de 1939. O Código de Processo Civil de 1939 vigorou até que fosse promulgado outro Código de Processo Civil, o código de 1973 que entrou em vigor em 1974, e foi elaborado por Alfredo Buzaid. Então, veio a Constituição de 1988, nossa atual Constituição que atribuiu competência exclusiva da União para legislar sobre processo, e aos Estados ficou apenas a competência supletiva. Por fim, temos hoje o Novo Código de Processo Civil de 2015, que teve uma de 1 ano, entrandovacatio legis em vigor apenas em 2016. Agora, você precisa saber os detalhes, como os valores do processo, as fases até desmembrar o direito material do direito processual. - -6 - -7 2 NORMAS FUNDAMENTAIS DO PROCESSO CIVIL As normas fundamentais do processo civil, previstas nos artigos 1º a 15, são: princípios processuais e aplicação das normas processuais. O Processo Civil é construído por um modelo que foi estabelecido pela Constituição Federal, o chamado Essa expressão designa o conjunto de princípiosmodelo constitucional do processo civil. constitucionais destinados a disciplinar o processo civil. O primeiro capítulo do CPC/15 traz as normas fundamentais do processo civil e como o Código trata dos princípios. O artigo 1º do CPC/15 estabelece que há subordinação do processo civil à Constituição Federal, e para tornar mais clara esta visão, o legislador optou por repetir alguns princípios constitucionais no código. PRINCÍPIOS PROCESSUAIS CONSTITUCIONAIS São oito princípios constitucionais que você, não precisa decorar, mas vai precisar saber! Veja a tabela a seguir. - -8 PRINCÍPIOS PROCESSUAIS Você conhece os princípios processuais Constitucionais, ou seja, aqueles previstos na Constituição Federal e eventualmente repetidos pelo Código de Processo Civil. Agora vamos mostrar os princípios processuais infraconstitucionais, ou seja, aqueles que estão abaixo da Constituição Federal. - -9 3 FONTES DO DIREITO PROCESSUAL Para começarmos precisamos entender o que são fontes. Por isso, nada melhor do que uma definição simples, fácil e direta. - -10 Por fonte, compreendemos o lugar de onde emana algo. Nas fontes do direito temos, portanto, a origem das normas jurídicas e, consequentemente, também das normas processuais. As fontes do Direito Processual Civil são as mesmas do Direito em geral. Dessa forma, temos a lei e os costumes como fontes imediatas e a doutrina e a jurisprudência como fontes mediatas. A LEI PROCESSUAL CIVIL Em razão do caráter público do direito processual, a lei é, sem dúvida nenhuma, sua principal fonte. Ela regula a forma, os modos e os termos do desenvolvimento da relação processual ou da tramitação do processo em juízo. Seu objeto compreende o complexo de tudo o que está relacionado com a jurisdição civil. A lei processual mais importante que nós temos é o Código de Processo Civil, o qual se encontra em vigor a partir da vigência da Lei 13.105/2015. Mas atenção! Existem diversas leis esparsas tratando da matéria processual, assim como encontramos regras processuais fixadas no próprio texto da Constituição Federal e em determinados Tratados Internacionais. DOUTRINA E JURISPRUDÊNCIA A doutrina e a jurisprudência são importantes fontes mediatas do Direito Processual Civil e integram a dimensão do chamado Realismo jurídico. O relevante papel da doutrina como fonte do direito fica evidente ao se verificar a constante utilização das teses desenvolvidas pelos estudiosos, juristas, doutrinadores para a solução dos conflitos levados ao Poder Judiciário. A doutrina nada mais é que livros, artigos, teses escritas por pessoas com renome e com experiência em determinada área. Não podemos esquecer da importância da jurisprudência na atualidade. É importante que você saiba que determinados julgados e precedentes dos Tribunais, ou seja, decisões dos juízes, em determinadas circunstâncias, passam a ter força vinculativa com efeito geral. Também temos o fenômeno das súmulas vinculantes, as quais garantem ao Poder Judiciário verdadeira função legislativa. As súmulas vinculantes são o conjunto de decisões de um Tribunal Superior, por exemplo, o conjunto de decisões do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça e etc. Saiba que as fontes do direito podem ser imediatas ou mediatas. As imediatas possuem como exemplo, a lei; e as mediatas possuem como exemplo a doutrina e a jurisprudência. - -11 4 JURISDIÇÃO Jurisdição é uma das três funções classicamente atribuídas ao Estado, ao lado da função legislativa e da administrativa. - -12 Poder do Estado é um só, mas ele se exercita por meio de diversas funções, e a que interessa no momento é a jurisdicional. Por meio da jurisdição, o Estado solucionaos conflitos existentes. Podemos definir jurisdição como a função do Estado, pela qual ele, no intuito de solucionar os conflitos de interesse em caráter coativo, aplica a lei geral e abstrata aos casos concretos que lhe são submetidos. Ou seja, a jurisdição é a aplicação da lei aos casos concretos. A pacificação é o escopo magno da jurisdição e, por consequência, de todo o sistema processual, uma vez que todo ele pode ser definido como a disciplina jurídica da jurisdição e seu exercício. E é um escopo social, uma vez que se relaciona como o resultado do exercício da jurisdição perante a sociedade e sobre a vida dos seus membros e felicidade pessoal de cada um. É imprescindível aqui diferenciar jurisdição e competência. A jurisdição é distribuída entre muitos órgãos judiciários e cada órgão exerce jurisdição sobre determinado assunto e território. A competência não se confunde com jurisdição, ela é a medida da jurisdição. CARACTERÍSTICAS DA JURISDIÇÃO As características da jurisdição não são pacíficas na doutrina. Diversos doutrinadores apontam características diferentes, mas vamos aqui tratar das principais, ok? Vem com a gente: ESPÉCIES DE JURISDIÇÃO Agora que já analisamos a classificação da jurisdição, vamos analisar as espécies de jurisdição, que são TRÊS: - -13 1 º ) Jurisdição contenciosa e voluntária Na contenciosa a parte busca uma ordem judicial que obrigue a outra parte, há um litígio. Na voluntária busca uma decisão judicial que vale para si mesma e não possui um litígio com outras pessoas. 2 º ) Classificação quanto ao objeto Pode ser jurisdição civil ou penal. 3º) Quanto ao tipo de órgão que exerce Existe aqui a jurisdição comum e a especial. A especial é a trabalhista, a eleitoral e a militar, o que não for especial será comum. Por fim, o que você precisa entender dessa aula é: o conceito de jurisdição, a diferença entre jurisdição e competência, a classificação e as espécies de jurisdição. 5 AS GARANTIAS DOS MAGISTRADOS As garantias dos magistrados dividem-se em garantias de independência, que se destinam a tutelar a independência dos magistrados, e de impedimentos que se destinam a garantir a imparcialidade dos magistrados. GARANTIAS DE INDEPENDÊNCIA - -14 IMPEDIMENTOS COMO GARANTIAS Os impedimentos servem para garantir a imparcialidade do magistrado e assim apresentam algumas vedações a estes, ou seja, algumas proibições ao magistrado. Vamos analisar? 1ª) exercerem conjuntamente outro cargo ou função, salvo uma de magistério; 2ª) Receber a qualquer título ou pretexto custas ou participação em processo; 3ª) Dedicar-se a atividade político-partidária; 4ª) Receber auxílio ou contribuições de pessoas físicas, entidades públicas ou privadas, ressalvadas as exceções previstas em lei; 5ª) Exercer advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou, antes de decorridos 3 anos do afastamento por aposentadoria ou exoneração (quarentena). - -15 6 ORGANIZAÇÃO DAS JUSTIÇAS ESTADUAIS A competência das Justiças do Estados está fundamentada na Constituição Federal, bem como pela Lei Orgânica da Magistratura Nacional e pelo Estatuto da Magistratura e por fim, pelas Constituições dos Estados. O duplo grau de jurisdição é exercido pela composição do judiciário. Isto é, em todas as justiças existe o primeiro e o segundo grau. É assim nos Tribunais de Justiça dos Estados, que são sempre situados na Capital dos Estados e compete à administração superior do Poder Judiciário. Por exemplo, Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que é sediado no centro de São Paulo/SP. Com relação aos juízos de primeiro grau, a sua divisão judiciária é da seguinte forma: os Estados são divididos em Comarcas, sendo que cada Comarca abrange um ou mais municípios e distritos. Comarca é tradicionalmente o foro em que tem competência o juiz de primeiro grau. É o seu território. Assim, em cada comarca haverá um ou mais juízos, ou seja, varas ou ofícios. Varas são onde o juiz permanece, é a sala do juiz. Ofícios são os cartórios onde os processos físicos são organizados e onde as pessoas podem verificar os processos. A Comarca da Capital é dividida em foro central e em foros regionais. A lei dispõe sobre a competência das varas regionais, sendo que em cada foro regional há discriminação de competências, entre elas cíveis, criminais, família e sucessões, infância e juventude etc. O número de varas em cada foro varia e depende da demanda e necessidade em cada local, assim como a criação de novos foros regionais e a divisão de novas Comarcas também depende do crescimento populacional. - -16 Em relação à segunda instância, temos os processos que vão para o Tribunal. Dentro dos Tribunais há, ainda, na maioria dos Estados, o que chamamos de órgão especial, com competência de funções administrativas gerais e competência jurisdicional de matérias específicas. Esse órgão especial é composto por, no mínimo, 11 e, no máximo, 25 desembargadores. Cada Tribunal de Justiça é dividido em Câmaras e a reunião de todas as Câmaras é chamada de Tribunal Pleno. Há, ainda, o grupo de Câmaras, que é a reunião de duas ou mais câmaras. As Câmaras ainda podem ser divididas por sua competência, por exemplo, cível, penal, direito público e direito privado etc. Sobre a Justiça Militar Estadual é a jurisdição penal militar e possui competência para processar e julgar crimes militares definidos em lei, basta ler o artigo 124 da CF/88 para você entender a competência dessa Justiça. Ela teve origem, em 1808, com o estabelecimento de regras e sanções aos militares. Entre os Estados que têm sua Justiça Militar, apontam-se Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo. Nesses Estados, a Justiça Militar possui duas instâncias muito parecidas com a Justiça Estadual. Veja: na primeira instância, há a presença de juízes de Direito do Juízo Militar e os Conselhos de Justiça. Os Conselhos de Justiça dividem-se em Conselho Permanente de Justiça e Conselho Especial de Justiça. Na segunda instância, há os Tribunais de Justiça Militar. No entanto, ao invés de terem VARAS, eles possuem AUDITORIAS MILITARES, que se destinam para a mesma coisa que as VARAS: onde o juiz conduz o processo. - -17 7 ORGANIZAÇÃO DA JUSTIÇA DA UNIÃO Como já dito, a Constituição Federal de 1988 se refere a várias justiças, sendo que QUATRO pertencem à União e são por ela organizadas e mantidas, tendo caráter federal. Sabe quais são elas? São: Justiça Federal (comum), a Justiça do Trabalho, a Justiça Eleitoral e a Justiça Militar. JUSTIÇA FEDERAL COMUM É composta por juízos federais de primeiro grau e pelos Tribunais Regionais Federais. Os Tribunais Regionais Federais possuem sede e competência que a lei lhes atribui. Hoje temos 5 Tribunais Regionais Federais, divididos pelo território nacional em diversos estados e territórios. Os TRFs, como são conhecidos, possuem competência tanto originária como recursal, ou seja, a originária é a que começa direto no Tribunal, quando a lei especifica, e a competência recursal que é apenas para julgar os recursos interpostos nos processos conhecidos pelos juízes de primeiro grau. A Justiça Federal de primeiro grau ou primeira instância é representada pelos juízos federais, onde são encontrados os juízes federais. As seções judiciárias são agrupadas em regiões, que são cinco e corresponde aos Tribunais Federais, e é variável o número de varas em cada seção judiciária. JUSTIÇA MILITAR São órgãos da Justiça Militar da União, dotados de competência exclusivamente penal, o Superior Tribunal Militar e os Conselhos de Justiça Militar, estes em primeiro grau de jurisdição. O Superior Tribunal Militar é composto por 15 ministros, todos brasileiros (natos ou naturalizados). A nomeação é feita mediante escolha do Presidente da República após aprovação pelo Senado Federal, sendo dez militares (das três armas) e cinco civis (dois dos quais escolhidos dentre auditores e membros do Ministério Público da Justiça Militar). JUSTIÇA ELEITORAL Compõe-sea Justiça Eleitoral dos seguintes órgãos: Tribunal Superior Eleitoral, Tribunais Regionais Eleitorais, juntas eleitorais, juízes eleitorais. De todos, só as Juntas não têm competência penal. O Tribunal Superior Eleitoral, ou TSE, é composto por 7 membros, sendo 3 ministros do STF, dois do STJ e 2 advogados (escolhidos pelo Presidente da República em uma lista sêxtupla elaborada pelo STF). - -18 Os Tribunais Regionais Eleitorais são compostos por 7 juízes, sendo 2 desembargadores do Tribunal de Justiça do estado, 2 juízes estaduais, 1 juiz do Tribunal Regional Federal e 2 advogados nomeados pelo Presidente da República mediante indicação de lista sêxtupla pelo Tribunal de Justiça. Os juízes eleitorais são os juízes estaduais de direito vitalícios, que exercerão essa jurisdição especialmente nas zonas eleitorais. As juntas eleitorais são compostas por 1 juiz eleitoral e mais 2 a 4 cidadãos nomeados pelo presidente do Tribunal Regional. A competência das juntas é predominantemente administrativa e se refere às eleições para as quais tiverem sido constituídas. JUSTIÇA DO TRABALHO Os órgãos da Justiça do Trabalho são: Tribunal Superior do Trabalho, Tribunais Regionais do Trabalho e varas do trabalho. O Tribunal Superior do Trabalho, órgão de cúpula dessa Justiça especial, tem sede na Capital Federal e competência em todo o território brasileiro, sendo composto de vinte e sete Ministros togados e vitalícios, escolhidos entre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade, nomeados pelo Presidente da República após aprovação do Senado Federal. Um quinto de seus componentes vem do Ministério Público do Trabalho e da advocacia e os demais são escolhidos entre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho. Os Tribunais Regionais do Trabalho, também compostos de juízes nomeados pelo Presidente da República, observada a proporcionalidade da composição do Tribunal Superior do Trabalho, têm em cada região número variável de membros. Funcionam em turmas, grupos de turmas ou em composição plena. A lei prevê também as seções especializadas, das quais pelo menos uma competente para dissídios coletivos do trabalho. Os órgãos jurisdicionais de primeiro grau são as Varas do Trabalho que são compostas por um juiz do trabalho Federal. - -19 CONCLUSÃO Nesta aula, você: • conheceu a história do direito processual; • aprendeu sobre a história da conciliação, mediação e arbitragem; • estudou as fontes do direito processual; • aprendeu sobre a jurisdição e as garantias do magistrado, que são divididas em independência e impedimentos; • conheceu a organização das justiças estaduais; • aprendeu sobre quatro Justiças que possuem caráter federal, sendo elas a Justiça Federal, Justiça Militar, Justiça Eleitoral e Justiça do Trabalho. • • • • • • Olá! 1 HISTÓRIA DO DIREITO PROCESSUAL 2 NORMAS FUNDAMENTAIS DO PROCESSO CIVIL 3 FONTES DO DIREITO PROCESSUAL 4 JURISDIÇÃO 5 AS GARANTIAS DOS MAGISTRADOS 6 ORGANIZAÇÃO DAS JUSTIÇAS ESTADUAIS 7 ORGANIZAÇÃO DA JUSTIÇA DA UNIÃO CONCLUSÃO