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Sistemas Produtivos na Indústria 4

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Sistemas Produtivos na Indústria 4.0

Toda revolução traz consigo transformações nos sistemas produtivos que são influenciados pelos avanços tecnológicos, demanda do mercado e também pelo surgimento de novas técnicas de modelo de negócio. Essas transformações foram marcadas na história pelas Revoluções Industriais.

A primeira aconteceu no final do século XVIII marcada pela substituição do trabalho manual pelo uso das máquinas. Como exemplo o Tear mecânico (1784), esse me traz lembranças da época de ensino técnico, apesar da distância dos acontecimentos em mais de 200 anos. Voltando para o Tear mecânico, lembro-me de um Filme da história de Sakichi Toyoda, movido pela vontade de dar condições melhores para o Tear de sua mãe desenvolve o primeiro Tear mecânico automático, que mais tarde vem a ser a primeira fábrica automática de Tear do Japão (1918) e após passar por mais uma Revolução tornou-se a Toyota Motors (1937).

Podemos observar na recapitulação acima que o aumento da produtividade começou com a primeira revolução industrial devido à introdução do motor a vapor e continuou com o taylorismo e a automação, bem como a informatização.

Na quarta Revolução Industrial (I4.0) impulsionada por uma enorme mudança dentro da sociedade atual, as empresas precisam oferecer produtos cada vez mais individualizados com alta qualidade, baixo custo e serviços de resposta rápida para atender às necessidades individuais dos clientes. As empresas não só terão de produzir produtos personalizados do mesmo tipo, como carros, mas terão que fabricar produtos totalmente diferentes. Como exemplo da indústria automobilística, o Ford Fusion é oferecido em mais de 15 bilhões de configurações. Essa tendência dificulta a divisão do trabalho introduzida por Taylorismo em termos de linhas de produção e montagem. Portanto, a complexidade de toda produção e cadeia envolvida é aumentada.

A fim de permitir a produção de produtos incluindo personalização é necessário o uso de técnicas em que os recursos são compartilhados. Dentro de um processo de produção de produtos altamente personalizados, existe um número de contribuidores ou etapas do processo em uma célula de produção que tem que colaborar com os demais a fim de reduzir o tempo de espera, buffers no decorrer da linha e custos mínimos para o produto produzido. Isso leva a uma reversão do taylorismo implementado durante a segunda revolução industrial.

“Encurtar a cadeia de processos com a ajuda de tecnologias integradas aumenta produtividade"

Dessa forma haverá a simulação (DES) com base no grande número de dados armazenados (Big Data) criando uma imagem digital que trabalhará em paralelo (ioT) com o processo físico real (CPS), antecipando as informações de tempo, custo e qualidade. Teremos produções descentralizadas onde o produto será o agente e passará a orquestrar suas necessidades em toda cadeia (RAMI 4.0).

https://www.linkedin.com/pulse/sistemas-produtivos-na-i40-jackson-tavares-veiga/

Att, Jackson Veiga