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Anatomia ruminantes

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vertical que passa pelo meio do corpo do animal, 
dividindo-o em metades direita e esquerda (antímeros direito e esquerdo). 
 
1.5 Termos indicativos de posição e direção 
 
São termos utilizados para indicar a posição e direção de uma determinada estrutura no 
corpo do animal. Os mais importantes, baseados nos planos, são os seguintes: 
-Cranial: indica uma estrutura ou face de estrutura que esteja voltada para o 
plano cranial ou mais próxima desse plano. Na mão e no pé, o termo cranial é 
substituído por dorsal. Na cabeça, é substituído por rostral. 
-Caudal: indica uma estrutura ou face de estrutura que esteja voltada para o 
plano caudal ou mais próxima desse plano. Na mão o termo caudal é substituído por 
palmar e no pé por plantar. 
-Dorsal: indica uma estrutura ou face de estrutura que esteja voltada para o 
plano dorsal ou mais próxima desse plano. 
-Ventral: indica uma estrutura ou face de estrutura que esteja voltada para o 
plano ventral ou mais próxima desse plano. 
-Médio: indica uma estrutura em posição intermediária entre dorsal e ventral. 
-Lateral: indica uma estrutura ou face de estrutura que esteja voltada para o 
plano lateral direito ou esquerdo ou mais próxima de um desses planos. 
-Medial: indica uma estrutura ou face de estrutura que esteja voltada para o 
plano mediano ou mais próxima desse plano. 
-Intermédio: indica uma estrutura em posição intermediária entre lateral e 
medial. 
-Mediano: indica uma estrutura situada no plano mediano. 
Além dos termos acima descritos, existem outros utilizados em áreas mais 
restritas do corpo do animal. Assim, temos: 
-Externo e interno: utilizados para estruturas cavitárias, indicam a sua face que 
esteja voltada, respectivamente, para fora e para dentro. 
-Superficial e profundo: indicam uma estrutura que esteja mais próxima ou mais 
afastada, respectivamente, de uma determinada superfície. 
-Proximal e distal: utilizados para os membros e órgãos apendiculares (por 
exemplo, orelha e cauda), indicam uma estrutura que esteja mais próxima ou mais 
afastada, respectivamente, da raiz do membro ou órgão. 
-Axial e abaxial: utilizados para os dedos, indicam sua face que esteja voltada, 
respectivamente, para dentro e para fora, tomando-se como referência o eixo do 
membro. 
-Superior e inferior: termos restritos a estruturas localizadas na cabeça, a 
exemplo dos lábios e das pálpebras. 
-Anterior e posterior: termos restritos a estruturas situadas no bulbo do olho e no 
ouvido interno. 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO ESQUELETO 
 7
 
2.1 Considerações gerais 
 
O esqueleto compreende o conjunto de ossos e cartilagens que formam o arcabouço 
de sustentação do corpo animal. Na grande maioria dos vertebrados, as peças do 
esqueleto situam-se mais ou menos profundamente no corpo, constituindo um típico 
endo-esqueleto. Em alguns animais, porém, estruturas ósseas são também 
encontradas revestindo externamente partes do corpo, formando assim um exo-
esqueleto, a exemplo da carapaça das tartarugas e do casco dos tatus. 
Os ossos desempenham inúmeras funções no organismo, destacando-se como 
mais importantes as seguintes: 
-Sustentação do corpo do animal, possibilitando-lhe manter-se de pé e 
caminhar. 
-Formação de invólucros para proteção de órgãos vitais, como o encéfalo, a 
medula espinhal, o coração e os pulmões. 
-Formação de alavancas, nas quais se prendem os músculos. Estes, ao se 
contrairem, provovam deslocamentos de peças ósseas, resultanto isto em movimento 
de partes do corpo. 
-Armazenamento de cálcio e fósforo para as necessidades do organismo. 
-Contenção da medula óssea, importante tecido hemocitopoiético (formador de 
células sanguíneas). 
O termo grego para osso é osteon, daí derivando vários termos como osteologia 
(estudo dos ossos), osteócito (célula do osso), osteomielite (inflamação da medula 
óssea), etc. 
 
2.2 Divisão do esqueleto 
 
Conforme sua localização no corpo, o esqueleto pode ser dividido em esqueleto axial, 
esqueleto apendicular e esqueleto visceral. 
-Esqueleto axial: compreende os ossos que se dispõem ao longo do eixo 
longitudinal do corpo, ou seja, os ossos do crânio, a coluna vertebral, as costelas e o 
esterno. 
-Esqueleto apendicular: compreende os ossos presentes nos membros torácicos 
e pelvinos. A união entre o esqueleto apendicular e o esqueleto axial é feita por meio 
das chamadas cinturas: cintura escapular (ombro) para o membro torácico e cintura 
pelvina (quadril) para o membro pelvino. 
-Esqueleto visceral: compreende ossos que se desenvolvem no interior de 
determinadas vísceras, sem conexão com o restante do esqueleto. Nos animais 
domésticos, são exemplos o osso do coração do bovino e o osso do pênis do cão. 
 
2.3 Tipos de ossos 
 
Os ossos podem ser classificados, quanto à sua forma, nos seguintes tipos: ossos 
longos, ossos curtos, ossos planos e ossos irregulares. A estes acrescenta-se um tipo 
especial, representado pelos ossos pneumáticos. 
 
 
 
2.3.1 Ossos longos 
 
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São ossos em que a dimensão predominante é o comprimento. Possuem forma 
aproximadamente cilíndrica ou colunar, ocorrendo tipicamente nos membros. Assim, no 
membro torácico são ossos longos o úmero, o rádio, o metacárpico III + IV e as 
falanges proximal e média; no membro pelvino, o fêmur, a tíbia, o metatársico III + IV e 
as falanges proximal e média. 
Em um osso longo distinguem-se uma parte média – o corpo ou diáfise – e duas 
extremidades mais dilatadas – as epífises. Nos animais adultos, a diáfise é contínua 
com as epífises. Porém, nos animais jovens, ainda em crescimento, esta continuidade 
não ocorre, estando a diáfise separada de cada epífise por um disco de cartilagem 
hialina, denominada cartilagem epifisal. Esta cartilagem constitui a zona por meio da 
qual o osso cresce em comprimento. A região da diáfise adjacente à cartilagem epifisal 
é mais larga e denomina-se metáfise. 
A diáfise apresenta sua parede formada, na maior parte, por uma camada 
espessa de osso compacto (substância compacta), que delimita uma cavidade 
alongada, denominada cavidade medular. Esta cavidade é ocupada pela medula óssea, 
a qual, dependendo da idade do animal, pode ser classificada como vermelha (de 
função hemocitopoiética), amarela (rica em tecido adiposo) ou uma mistura de ambas. 
 As epífises e metáfises são formadas internamente por osso esponjoso 
(substância esponjosa) e externamente por uma fina camada de osso compacto 
(substância cortical). O osso esponjoso apresenta-se como uma malha de trabéculas 
ósseas interligadas, cujos pequenos espaços são também preenchidos por medula 
óssea. Nas superfícies articulares das epífises, o osso é ainda envolvido por uma fina 
camada de cartilagem hialina, denominada cartilagem articular. 
 
2.3.2 Ossos curtos 
 
São ossos que possuem comprimento, largura e espessura mais ou menos 
equivalentes. Apresentam-se formados externamente por uma camada de osso 
compacto e internamente por osso esponjoso, não possuindo cavidade medular. São 
classificados como ossos curtos os ossos do carpo, os ossos do tarso e os ossos 
sesamóides. 
 
2.3.3 Ossos planos 
 
São ossos em que o comprimento e a largura predominam sobre a espessura, 
apresentando um aspecto laminar. São constituídos por duas camadas de osso 
compacto, separadas por uma fina camada de osso esponjoso contendo medula óssea. 
São classificados como ossos planos a escápula e muitos dos ossos do crânio. Nestes 
últimos, a camada de osso esponjoso recebe o nome especial de díploe. 
 
2.3.4 Ossos irregulares 
 
Como o nome indica, são ossos cuja forma não permite o seu enquadramento nos tipos 
anteriores. São classificados como irregulares o osso do quadril, as vértebras e alguns 
ossos do crânio. Sua estrutura é variável, podendo ser constituídos

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