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Anatomia ruminantes

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por osso esponjoso 
envolvido por osso compacto ou ainda, dependendo da parte considerada, por osso 
compacto apenas. 
 
2.3.5 Ossos pneumáticos 
 
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São ossos em cuja espessura se formam cavidades revestidas por mucosa nas quais 
circular o ar. Nos animais domésticos, alguns ossos do crânio são deste tipo e suas 
cavidades são denominadas seios paranasais. 
 
2.4 Acidentes ósseos 
 
Os ossos não possuem superfície uniforme, podendo apresentar saliências, 
depressões, áreas lisas e orifícios. Estes acidentes são melhor vistos em ossos 
preparados, dos quais foram removidas as estruturas moles que os envolvem. 
As saliências ósseas podem ser articulares ou não. As saliências articulares 
denominam-se cabeça, côndilo, capítulo, tróclea, dente, etc. As saliências não 
articulares, nas quais se prendem tendões ou ligamentos, recebem também diferentes 
nomes, como túber, tubérculo, tuberosidade, trocânter, processo, epicôndilo, etc. 
Quando lineares, as saliências denominam-se linha, crista, espinha, etc. 
As depressões na superfície óssea, articulares ou não, são designadas como 
cavidade, fossa, fóvea, etc. Já os termos fissura, incisura, sulco, colo e arco designam 
fendas e reentrâncias na superfície de um osso. 
As áreas lisas na superfície óssea são designadas como asa, tábula, ramo, 
lâmina, etc. 
Um orifício na superfície do osso é denominado forame; quando o forame dá 
passagem a uma artéria, denomina-se forame nutrício. A continuação de um forame no 
interior do osso, até emergir em outra face, é comumente denominada canal. 
 
2.5 Periósteo e endósteo 
 
O periósteo é uma membrana formada por tecido conjuntivo que reveste externamente 
os ossos, exceto nas superfícies articulares. Ele é constituído por uma camada externa 
mais fibrosa e uma camada interna mais celularizada. Esta última camada tem 
capacidade osteogênica, contribuindo para o crescimento do osso em espessura. O 
periósteo é dotado de abundante inervação sensitiva, sendo particularmente sensível a 
estímulos dolorosos. O endósteo é uma delgada membrana conjuntiva que reveste 
internamente a parede da cavidade medular dos ossos longos. 
 
2.6 Vascularização e inervação dos ossos 
 
A irrigação dos ossos provém de artérias do periósteo, de artérias das articulações e da 
artéria nutrícia. As artérias do periósteo irrigam tanto o próprio periósteo como o osso 
compacto subjacente, principalmente da diáfise. Os vasos provenientes das 
articulações irrigam as extremidades ósseas ou epífises. Já artéria nutrícia penetra no 
forame nutrício do osso, localizado mais comumente na diáfise, atravessa a substância 
compacta e distribui-se na medula óssea e no próprio osso compacto da diáfise. 
Os nervos atingem os ossos acompanhando os vasos sanguíneos. Eles contêm 
tanto fibras sensitivas como vasomotoras. Os impulsos sensitivos são principalmente 
dolorosos. 
 
3. OSSOS DO MEMBRO TORÁCICO 
 
3.1 Introdução 
 
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O membro torácico é formado pelos seguintes segmentos ou partes, com suas 
respectivas bases ósseas: 
-Ombro (cintura escapular): um único osso, a escápula. 
-Braço: um único osso, o úmero. 
-Antebraço: dois ossos, rádio e ulna. 
-Mão: ossos do carpo, do metacarpo e dos dedos (falanges e ossos 
sesamóides). 
 
3.2 Escápula 
 
A escápula constitui a base óssea do ombro. É um osso plano, de forma triangular, com 
sua parte mais estreita voltada distalmente (para baixo). Ela está presa proximalmente 
ao pescoço e ao tórax por meio de músculos; distalmente, articula-se com o úmero. 
A face lateral da escápula caracteriza-se por apresentar uma longa saliência em 
forma de crista, disposta verticalmente e denominada espinha da escápula. A espinha 
da escápula apresenta, aproximadamente em seu meio, uma dilatação rugosa, o túber 
da espinha da escápula; distalmente, ela termina em uma projeção ponteaguda, 
denominada acrômio. A área da escápula situada cranialmente à espinha denomina-se 
fossa supra-espinhal; a área situada caudalmente à espinha constitui a fossa infra-
espinhal. 
A face medial (costal) da escápula é lisa e ligeiramente côncava. Nela situa-se 
uma depressão rasa, denominada fossa subescapular, mais acentuada no terço distal 
do osso. 
A extremidade distal da escápula é estreita e apresenta uma cavidade articular 
de contorno arredondado, denominada cavidade glenóide, destinada à articulação com 
a cabeça do úmero. No contorno cranial da extremidade distal, logo acima da cavidade 
glenóide, encontra-se uma saliência rugosa, denominada tubérculo supraglenoidal. Do 
tubérculo supraglenoidal projeta-se medialmente uma pequena saliência, o processo 
coracóide. 
O forame nutrício da escápula situa-se mais comumente no terço distal do osso, 
próximo à sua borda caudal. 
Presa à borda dorsal da escápula encontra-se uma lâmina de cartilagem hialina, 
em forma de meia lua, denominada cartilagem da escápula; em ossos preparados esta 
cartilagem costuma estar ausente. 
 
3.3 Úmero 
 
O úmero constitui a base óssea do braço, articulando-se proximalmente com a 
escápula e distalmente com o rádio e a ulna. É um osso longo, nele se distinguindo a 
extremidade proximal, o corpo e a extremidade distal. 
A extremidade proximal do úmero possui uma ampla saliência articular convexa, 
de contorno arredondado e voltada caudalmente – a cabeça do úmero – destinada a se 
articular com a cavidade glenóide da escápula. Junto à cabeça do úmero encontram-se 
duas saliências voltadas para cima: uma lateral e mais volumosa, denominada 
tubérculo maior; outra medial e menos volumosa, denominada tubérculo menor. Entre 
os tubérculos maior e menor situa-se um sulco profundo, denominado sulco 
intertubercular. Logo abaixo do tubérculo maior encontra-se uma área rugosa circular, 
denominada face do músculo infra-espinhal. A transição entre a cabeça e o corpo do 
úmero denomina-se colo, apresentando-se este melhor definido na face caudal da 
extremidade proximal. 
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O corpo (diáfise) do úmero é aproximadamente cilíndrico. Sua face lateral 
apresenta uma depressão larga e lisa, de conformação espiralada, denominada sulco 
do músculo braquial. Este sulco é limitado cranialmente por uma crista também 
espiralada, denominada crista do úmero. Em sua porção proximal, a crista do úmero 
forma uma saliência rugosa, denominada tuberosidade deltóidea. Na face medial do 
corpo encontra-se uma outra saliência rugosa, a tuberosidade redonda maior. O forame 
nutrício situa-se no terço médio do corpo. 
A extremidade distal do úmero é caracterizada pela presença de uma saliência 
articular denominada côndilo, no qual se distinguem duas superfícies articulares: 
capítulo e tróclea. O capítulo é a superfície articular mais estreita e lateral; a tróclea é a 
superfície articular mais larga e medial. Na face cranial da extremidade distal, logo 
acima da tróclea, encontra-se uma depressão rasa e rugosa, denominada fossa radial. 
Já na face caudal encontra-se uma depressão bem mais profunda, denominada fossa 
do olécrano. Em cada lado da extremidade distal encontra-se uma pequena elevação 
rugosa denominada epicôndilo, sendo o epicôndilo lateral mais desenvolvido que o 
epicôndilo medial. 
 
3.4 Rádio e ulna 
 
O rádio e a ulna constituem a base óssea do antebraço, estando parcialmente fundidos 
nos ruminantes. 
O rádio é o mais volumoso e o mais cranial dos dois ossos. Articula-se 
proximalmente com o úmero, distalmente com o carpo e caudalmente com a ulna. Nele 
distinguem-se as seguintes partes: cabeça , corpo e tróclea. 
A cabeça é a extremidade proximal do rádio e apresenta duas superfícies 
articulares ligeiramente côncavas, uma medial e outra lateral, destinadas a se 
articularem respectivamente com a tróclea e o capítulo do úmero. As duas superfícies 
articulares estão separadas por uma pequena depressão não articular, a fóvea da

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