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Anatomia ruminantes

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o arco costal. 
Em cada costela distinguem-se duas partes principais: cabeça e corpo. A 
cabeça é a extremidade dorsal da costela, apresentando-se como uma saliência 
globosa, dotada de duas pequenas superfícies articulares convexas, destinadas à 
articulação com as fóveas costal caudal e costal cranial de vértebras torácicas 
adjacentes. Está unida ao corpo por uma porção estreitada denominada colo. No ponto 
de união entre o colo e o corpo encontra-se uma saliência, o tubérculo da costela, 
dotado de uma pequena superfície articular côncava para articulação com a fóvea 
costal do processo transverso da vértebra torácica correspondente. 
O corpo é a parte longa da costela. Apresenta duas faces, lateral e medial, e 
duas bordas, cranial e caudal. A face lateral é lisa e convexa. A face medial é côncava 
e apresenta, ao longo da borda caudal, um sulco, denominado sulco costal. Neste sulco 
correm a artéria, a veia e o nervo intercostais. Os espaços entre os corpos de costelas 
são denominados espaços intercostais. 
As cartilagens costais são peças de cartilagem hialina que fazem a ligação das 
extremidades ventrais das costelas esternais com o esterno. Nas costelas asternais, as 
cartilagens costais terminam em ponta e estão unidas umas às outras de modo a 
formar o arco costal. As cartilagens costais apresentam-se ossificadas em animais 
velhos. 
 
5.8 Esterno 
 
O esterno é uma placa óssea alongada que constitui a parede ventral do tórax. Ele é 
formado por sete segmentos denominados estérnebras, as quais estão unidas entre si 
por cartilagen hialina. 
No esterno distinguem-se três porções: manúbrio, corpo e processo xifóide. O 
manúbrio é a estérnebra mais cranial, apresentando-se achatado laterolateralmente. O 
corpo é a porção média do esterno, sendo formado por cinco estérnebras achatadas 
dorsoventralmente e cuja largura aumenta em sentido caudal. O processo xifóide é a 
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estérnebra mais caudal, de forma aproximadamente triangular e também achatado 
dorsoventralmente. Na extremidade caudal do processo xifóide prende-se uma 
cartilagem laminar de contorno arredondado, a cartilagem xifóidea. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. OSSOS DO CRÂNIO E OSSO HIÓIDE 
 
6.1 Introdução 
 
O crânio constitui o invólucro ósseo que envolve e protege o encéfalo, formando 
também cavidades para alojar tanto órgãos dos sentidos como vísceras dos aparelhos 
digestório e respiratório. 
 Os ossos do crânio são, em sua maioria, ossos planos, apresentando-se 
constituídos por duas lâminas de osso compacto, lâmina externa e lâmina interna, 
separadas por uma camada de osso esponjoso, denominada díploe. A união entre os 
ossos do crânio é feita predominantemente por articulações fibrosas denominadas 
suturas. Em animais mais velhos, boa parte das suturas apresenta-se ossificada, 
resultando isto no desaparecimento da linha de união entre um osso e outro. 
 No presente texto, os ossos do crânio serão estudados em conjunto, abordando 
apenas os acidentes ósseos considerados relevantes. Com finalidade didática, o estudo 
 24
será feito considerando-se no crânio as seguintes faces: dorsal, caudal, lateral e 
ventral. 
 
6.2.Face dorsal do crânio 
 
Nesta face situam-se dois ossos pares: frontais e nasais. 
 Os ossos frontais são os mais extensos do crânio e formam a parede dorsal da 
cavidade craniana. Estão unidos um ao outro no plano mediano e cada um deles forma, 
em seu ângulo caudolateral, uma expansão ponteaguda denominada processo cornual, 
que constitui a base óssea do chifre ou corno. Entre os dois processos cornuais, no 
plano mediano, encontra-se uma elevação discreta, denominada protuberância 
intercornual. Em animais de raças mochas, obviamente, os processos cornuais estão 
ausentes. 
 Cada osso frontal forma o contorno dorsal da órbita óssea e dele se projeta para 
baixo uma expansão laminar – o processo zigomático do frontal – que vai se unir a 
outra expansão laminar em sentido oposto – o processo frontal do zigomatico. Estes 
dois processos unidos formam o contorno caudal da órbita óssea. A face dorsal de 
cada frontal é percorrida longitudinalmente por uma depressão linear, o sulco supra-
orbital, que vai terminar caudalmente em um orifício, o forame supra-orbital. Este 
forame se continua no interior do osso como canal supra-orbital, que vai se abrir na 
órbita óssea. 
 O interior do osso frontal possui uma extensa e complexa cavidade, o seio 
frontal, o qual se prolonga inclusive dentro de cada processo cornual. 
 Os ossos nasais são alongados e formam parte da parede dorsal da cavidade 
nasal. Estão unidos um ao outro no plano mediano e cada um deles apresenta a 
extremidade rostral dividida em dois ramos ponteagudos. Lateralmente, cada osso 
nasal está unido aos ossos maxilar e lacrimal e caudalmente ao osso frontal. 
 
6.3 Face caudal do crânio 
 
Esta face é formada dorsalmente pelos ossos frontais e parietais e ventralmente pelo 
osso occipital. Em animais mais velhos, as suturas entre estes ossos estão 
frequentemente ossificadas, tornando os limites entre eles imprecisos. 
 Aproximadamente no centro da face caudal localiza-se uma saliência rugosa, 
denominada protuberância occipital externa. Ventralmente, encontra-se uma ampla 
abertura arredondada, o forame magno, que dá passagem à medula espinhal. A cada 
lado do forame magno situa-se uma saliência articular convexa, de contorno ovóide, 
denominada côndilo do occipital. Os dois côndilos do occipital articulam-se caudalmente 
com o atlas. Lateralmente a cada côndilo encontra-se uma saliência ponteaguda, 
dirigida ventralmente, o processo paracondilar (jugular). 
 
6.4 Face lateral do crânio 
 
Na face lateral do crânio encontram-se os ossos da face, a órbita óssea, a mandíbula e 
a parede lateral da cavidade craniana. 
 
6.4.1 Ossos da face 
 
A face tem como base óssea a maxila (osso maxilar), o incisivo, o zigomático, o lacrimal 
e o nasal, este último já descrito. 
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 A maxila é o maior dos ossos da face, apresentando um contorno 
aproximadamente quadrangular. Está unida dorsalmente aos ossos nasal, lacrimal e 
zigomatíco; rostralmente, une-se ao osso incisivo. Apresenta em sua porção média uma 
elevação linear, a crista facial, que termina ventralmente em uma saliência rugosa, o 
túber facial. Rostralmente ao túber facial encontra-se um amplo orifício, o forame infra-
orbital. A borda ventral da maxila denomina-se borda alveolar, pois nela se encontram 
os alvéolos para implantação dos dentes pré-molares e molares superiores. No interior 
da maxila encontra-se uma cavidade irregular, denominada seio maxilar. 
 O osso incisivo situa-se rostralmente à maxila, formando a extremidade rostral 
do palato ósseo. Não apresenta alvéolos dentários, pois os ruminantes não possuem 
dentes incisivos superiores. 
 O osso zigomático situa-se caudodorsalmene à maxila, formando o contorno 
ventral da órbita óssea. De sua porção caudal projetam-se duas expansões: processo 
frontal do zigomático, que se dirige para cima para se unir ao processo zigomático do 
frontal; processo temporal do zigomático, que se dirige para trás para se unir ao 
processo zigomático do temporal, formando com este o arco zigomático. 
 O osso lacrimal é pequeno e está intercalado entre os ossos nasal e frontal 
dorsalmente e os ossos maxilar e zigomático ventralmente. Forma o contorno rostral da 
órbita óssea e nele se encontra um orifício, o forame lacrimal. Este forame constitui o 
início do canal nasolacrimal, que percorre o interior dos ossos lacrimal e maxilar e vai 
se abrir na cavidade nasal. 
 
6.4.2 Órbita óssea 
 
É uma cavidade de contorno circular, situada a cada lado do crânio e destinada a alojar 
o bulbo do olho e seus anexos. A parede medial da órbita óssea

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