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Anatomia ruminantes

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é lisa e nela são 
encontrados três orifícios: forame orbitorredondo, o maior e o mais ventral; forame 
óptico, situado um pouco acima e à frente do forame orbitorredondo; forame etmoidal, o 
menor e mais dorsal. Na parede dorsal encontra-se um quarto orifício, a abertura do 
canal supra-orbital. A parede ventral é incompleta, destacando-se nela uma expansão 
globosa e oca, de parede extremamente fina, denominada bula lacrimal, formada a 
partir dos ossos maxilar e lacrimal. A parede lateral também é incompleta, formada 
apenas pelos processos zigomático do frontal e frontal do zigomático. 
 
6.4.3 Mandíbula 
 
As mandíbulas, uma a cada lado, estão unidas uma à outra no plano mediano, na 
região do queixo ou mento, por meio de cartilagem hialina. Em cada mandíbula 
distinguem-se duas partes principais, o corpo e o ramo. 
O corpo da mandíbula é a sua parte horizontal, dirigida para frente. Sua face 
externa é lisa e apresenta, próximo à extremidade rostral, um ou dois orifícios, 
denominados forames mentuais. Sua face interna, também lisa, não possui acidentes 
relevantes. Na borda dorsal do corpo da mandíbula encontram-se os alvéolos para 
implantação dos dentes inferiores. Rostralmente encontram-se os alvéolos para os 
dentes incisivos e caudalmente os alvéolos para os dentes pré-molares e molares. O 
trecho sem alvéolos da borda dorsal denomina-se borda interalveolar. O corpo termina 
caudalmente no ângulo da mandíbula, de contorno arredondado. 
O ramo da mandíbula é a sua parte vertical, dirigida para cima partir do ângulo. 
A extremidade dorsal do ramo está dividida por uma reentrância, a incisura mandibular, 
em dois processos: um cranial, alto e ponteagudo, denominado processo coronóide; 
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outro caudal, baixo e abaulado, denominado processo condilar. No processo condilar 
encontra-se uma superfície articular convexa, denominada cabeça da mandíbula, 
destinada à articulação com o osso temporal. A face lateral do ramo é mais ou menos 
plana, apresentando rugosidades causadas pela inserção do músculo masséter. A face 
medial é ligeiramente côncava e nela se encontra um orifício bem desenvolvido, o 
forame mandibular. 
 
6.4.4 Parede lateral da cavidade craniana 
 
Nesta parede se encontram os ossos frontal, parietal e temporal. Estes três ossos 
formam o contorno de uma extensa depressão denominada fossa temporal, situada 
logo atrás da órbita óssea. O contorno dorsal da fossa temporal é formado pelos ossos 
frontal e parietal, enquanto o contorno ventral é formada pelo osso temporal. 
 O osso temporal compreende três partes: escamosa, timpânica e petrosa. 
 A parte escamosa do temporal é a porção deste osso que forma o contorno 
ventral da fossa temporal. Da borda lateral da parte escamosa projeta-se para frente 
uma expansão achatada dorsoventralmente, o processo zigomático do temporal, que 
vai se unir com o processo temporal do zigomático para formar uma barra óssea 
encurvada, o arco zigomático. Na face ventral da raiz do processo zigomático do 
temporal encontra-se uma superfície articular ligeiramente convexa e ovóide, 
denominada tubérculo articular, destinado à articulação com a cabeça da mandíbula 
 A parte timpânica do temporal situa-se ventralmente à parte escamosa, logo à 
frente do processo paracondilar do occipital. Nela se localiza a abertura de um canal 
cilíndrico – o meato acústico externo – que se prolonga para dentro na parede do 
crânio. Ventralmente ao meato acústico externo encontra-se uma saliência mais ou 
menos globosa e oca – a bula timpânica. Da borda rostral da bula timpânica se projeta 
uma expansão ponteaguda, dirigida para frente e para baixo, denominada processo 
muscular. 
 A parte petrosa do temporal tem a sua maior parte oculta pela parte timpânica. 
Assim, ela deve ser vista em um crânio serrado, onde se pode observar a superfície 
interna da parede craniana. Aí, a parte petrosa aparece como uma massa óssea de 
contorno mais ou menos ovalado e de coloração mais clara, apresentando 
aproximadamente em seu centro um orifício, denominado meato acústico interno. 
Externamente, poucas estruturas da parte petrosa podem ser observadas, destacando-
se entre elas o processo estilóide e o forame estilomastóideo. O processo estilóide é 
uma pequena projeção cilíndrica, alojada no fundo de uma depressão situada ao lado 
da bula timpânica; nele se prende o aparelho hióide, a ser visto posteriormente. O 
forame estilomastóideo é um orifício situado logo atrás do processo estilóide; ele 
constitui a abertura externa de um canal denominado canal facial. 
 
6.5 Face ventral do crânio 
 
A face ventral do crânio apresenta-se claramente dividida em uma porção rostral mais 
lisa e uma porção caudal mais acidentada, com inúmeras saliências, depressões e 
forames. 
 A porção rostral da face ventral do crânio é constituída pelo palato ósseo. Este 
se apresenta como uma larga superfície de contorno aproximadamente retangular, 
ligeiramente côncava e limitada, a cada lado, pelos dentes pré-molares e molares 
superiores. A extremidade rostral do palato ósseo é formada pelos ossos incisivos, os 
quais, como já foi mencionado, não apresentam alvéolos dentários. Entre os dois 
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incisivos, no plano mediano, situa-se uma pequena fenda, denominada fissura 
interincisiva. Entre cada incisivo e a maxila do mesmo lado encontra-se uma fenda 
maior, denominada fissura palatina. O restante do palato ósseo é formado rostralmente 
pelas maxilas e caudalmente pelas lâminas horizontais dos ossos palatinos, ambos os 
ossos unidos entre si no plano mediano por uma sutura mais ou menos retilínea. Na 
parte caudal do palato ósseo encontram-se dois orifícios, os forames palatinos maiores. 
Cada um destes forames se continua rostralmente com uma discreta depressão linear, 
o sulco palatino maior. 
A porção caudal da face ventral do crânio, conforme já mencionado, é bastante 
acidentada e dela só serão abordados os acidentes ósseos mais relevantes. Logo atrás 
do palato ósseo encontram-se duas lâminas verticais, mais ou menos paralelas, as 
lâminas perpendiculares dos ossos palatinos. Na face medial de cada lâmina 
perpendicular do palatino está preso um osso alongado, disposto em diagonal, 
denominado osso pterigóide. O espaço entre as lâminas perpendiculares dos palatinos 
constitui a abertura caudal (coanas) da cavidade nasal. Entre cada lâmina perpendicular 
do palatino e a extremidade caudal da maxila do mesmo lado localiza-se uma 
depressão, a fossa pterigopalatina. 
No meio da porção caudal da face ventral do crânio encontra-se o assoalho da 
cavidade craniana. Este assoalho é formado, em sentido caudorrostral, por três ossos: 
parte basilar do occipital, basi-esfenóide e pré-esfenóide. A parte basilar do occipital 
estende-se dos côndilos do occipital até os tubérculos musculares, duas saliências de 
aspecto tuberoso situadas no limite com o osso basi-esfenóide. Lateralmente a cada 
tubérculo muscular e rostralmente à bula timpânica encontra-se, já no osso basi-
esfenóide, um orifício amplo, de contorno ovóide e por isto mesmo denominado forame 
oval. Lateralmente a cada côndilo do occipital situa-se uma depressão, a fossa condilar, 
na qual se encontram um ou dois orifícios, os canais do nervo hipoglosso. 
O osso basi-esfenóide está unido à parte basilar do occipital exatamente nos 
tubérculos musculares, sendo a união entre os dois ossos feita por cartilagem hialina. 
Rostralmente, o basi-esfenóide está unido, também por cartilagem hialina, ao osso pré-
esfenóide. Em animais mais velhos, estas uniões cartilaginosas tendem a se ossificar, 
desaparecendo o limite entre os ossos envolvidos. O osso pré-esfenóide, quando visto 
ventralmente, apresenta-se em sua maior parte coberto pelo osso vômer. Este é um 
osso alongado, de paredes finas, que se estende para frente de modo a constituir parte 
do septo nasal, no interior da cavidade nasal.

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