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O capítulo “Por que ainda ler Saussure?” (págs. 7-20) do livro Saussure: a invenção da Linguística, escrito por José Luiz Fiorin, Valdir do Nascimento Flores e Leci Borges Barbisan, aborda as diferentes visões e estudos coletivos com base nos ensinamentos de Ferdinand de Saussure, um importante linguista da era moderna cuja obra principal Curso de Linguística Geral é atribuída a ele. Os primeiros estudos publicados são anotações dos cadernos de ex-alunos do linguista - Louis Caille, Léopold Gautier, Paul Regard, Albert Riedlinger, Mme Sechehaye, George Dégallier, Francis Joseph e Louis Brütsch - além de notas do próprio Saussure, recolhidas por Albert Sechehaye e Charles Bally e reunidas numa síntese dos três anos do Curso, na metade do século XX. Para Saussure, a língua - presente entre as interações dos indivíduos em sociedade - é uma instituição social, visto que a maneira como se a ordena é um reflexo da construção das comunidades humanas e assim como na escolha do convívio coletivo, que abrange um grande número de pessoas e/ou coisas, é de grande importância considerar suas semelhanças e diferenças, principalmente as diferenças, numa trama, soma de sinais onde a cada indivíduo, a cada cérebro, pertence um pedaço de um todo formando as marcas que sensivelmente a todos será compreendida. Uma possível resposta à questão do capítulo “Por que ainda ler Saussure?”, inclusive proposta pelos autores, pode ser: resistir a desumanização de ciências e teses que tentam explicar os fatos humanos desconsiderando as dimensões sociais e culturais, importantes esferas para se compreender de onde viemos e para onde iremos. O que pensamos conhecer nos leva a novas descobertas, como Saussure. O capítulo analisado, apenas introduz o leitor a diversas possibilidades de crítica e debate, ou seja, é um capítulo introdutório, não aprofundado, porém importante, podendo ser considerado um ponto de partida para maior aprofundamento e assim, quem sabe, novas descobertas acerca da língua e da comunicação interpessoal.