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Bases Diagnósticas CURSO: ENFERMAGEM – 3º Período DOCENTE: VANESSA MARTINS POLO: SALGUEIRO-PE EXAME PARASITOLÓGICO DE FEZES O exame parasitológico de fezes (EPF) é uma das formas mais utilizadas para o diagnóstico das verminoses, sejam elas causadas por protozoários ou helmintos. O EPF é uma análise laboratorial que consiste na avaliação de pequenas amostras de fezes do paciente. O objetivo principal da análise é diagnosticar parasitas intestinais. Para isso, são utilizados critérios morfológicos. Ou seja, com o material coletado, a forma dos seres vivos é procurada e estudada. Cuidados na fase pré-analítica A coleta de fezes não requer jejum do paciente nem restrição de alimentação. As amostras de fezes podem ser de consistências diversas, e isso não é impeditivo para a realização do exame parasitológico. As amostras devem ser isentas de água ou urina. Como deve proceder a coleta? • Amostras formadas ou pastosas: coletar a amostra de fezes formadas (pastosas ou petrificadas) e coloca-las em frasco coletor universal de plástico limpo e seco com tampa de rosca. Pode-se utilizar um penico, comadre ou mesmo plástico, e imediatamente transferir parte das fezes com espátula para o coletor universal. • Amostras aquosas ou liquefeitas: deve ser feita diretamente no frasco coletor universal. Se não for possível, pode ser utilizado um frasco com boca larga, que precisa ser transportado imediatamente ao laboratório para a realização do exame. • Conservação: amostras de fezes liquefeitas ou diarreicas frescas devem ser examinadas até 30 minutos após a coleta; amostras pastosas, até 60 minutos; e amostras formadas ou endurecidas podem ser examinadas no mesmo dia ou no dia seguinte. Até que sejam enviadas para análise, a temperatura de conservação das amostras é a ambiente. • Número de amostras: são recomendáveis três amostras de 30 gramas, coletadas em dias sequenciais ou alternados, em um período máximo de 10 dias. Nunca se deve coletar uma só amostra e coloca-la em três frascos, pois a coleta única poderá resultar em exame falso negativo, pela intermitência dos parasitas intestinais. Os frascos precisam ser identificados com nome, sexo, idade, data e hora da coleta e número da amostra. Fase pós-analítica (interpretação dos resultados) No resultado do exame, devem constar os parasitas patogênicos ou não, com seus nomes científicos, anormalidades observadas no exame micro ou macroscópico, métodos utilizados para a pesquisa parasitológica, valor de referência e outras informações que sejam importantes, como presença de interferentes no exame, amostra em quantidade inadequada ou acondicionamento inadequado do material.