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Radiologia Cardiovascular / Cardíaca - Radiologia (Resumo)

Notas de radiologia cardiovascular: anatomia radiográfica do coração e da artéria pulmonar, padrões em incidências PA e perfil, trajetos das artérias pulmonares, sinais de dilatação (arco médio, linha entre botão aórtico e ventrículo esquerdo) e repercussões da dilatação do átrio esquerdo.

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Raul Bicalho

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1 RADIOLOGIA RAUL BICALHO – MEDUFES 103 
Radiologia Cardiovascular 
CORAÇÃO E ARTÉRIA PULMONAR 
 
ANATOMIA 
• Coração direito: 
Na PA, quem dá o contorno do coração direito em condições normais é o átrio direito. A VCI normalmente não vemos 
muito no RX, só quando o contorno do ventrículo direito é um pouquinho mais alto. 
 
 
Na incidência em perfil, a coisa muda, agora o ventrículo direito faz parte de 2/3 do contorno da sombra cardíaca 
anteriormente, o resto fica com o tronco da pulmonar. 
 
• Coração esquerdo: 
O átrio esquerdo contribui nada ou só um pouco para o contorno cardíaco em PA, que fica mais a cargo do ventrículo 
esquerdo. No perfil, o contorno cardíaco é feito grande parte pelo ventrículo, mas também pelo átrio. 
Fig. 178 | Coração direito na incidência PA - SVC (Veia 
Cava Superior), RA (Átrio direito), RV (Ventrículo 
direito), IVC (Veia Cava Inferior), PA (Aa. Pulmonares) 
Fig. 179 | Angiografia com contraste - Deixa a 
imagem mais opaca/branca 
Fig. 180 | Angiografia com mais contraste 
Fig. 181 | Coração direito na incidência em perfil 
PROF. RICARDO MELLO 
 
2 RADIOLOGIA RAUL BICALHO – MEDUFES 103 
 
 
 
 
 
• Tronco da artéria pulmonar: 
o Normalmente é retificado 
o Pode ser convexo (levemente em mulheres jovens) → Surgimento do "arco médio" 
Fig. 182 | PA x Angiografia, Coração esquerdo - Ao (Aorta), LV (Ventrículo 
esquerdo), LA (Átrio esquerdo), PV (Veia pulmonar) e MV (Valva mitral) 
Fig. 183 | Coração esquerdo em perfil / Angiografia 
Fig. 184 | Coração direito X Coração esquerdo - Observe que a câmara cardíaca mais anterior 
em perfil é o ventrículo direito e a mais posterior é o átrio esquerdo 
Fig. 185 | Raio X de tórax em perfil com contraste 
ingerido - Íntima relação do esôfago com a câmara 
cardíaca mais posterior (AE). Acometimentos no AE, 
como estenose de mitral, podem levar à disfagia 
Fig. 186 | Repercussões que uma dilatação 
do átrio esquerdo pode causar na incidência 
em PA - O exemplo é um paciente já operado 
de uma estenose de valva mitral, que tinha 
uma grande dilatação do AE. Surge um novo 
contorno cardíaco direito (Sinal do duplo 
contorno) e a carina fica com um ângulo 
aumentado, os brônquios vão se 
horizontalizando; aparece também uma 
convexidade do lado esquerdo 
 
3 RADIOLOGIA RAUL BICALHO – MEDUFES 103 
O tronco da Artéria Pulmonar é visto entre o botão aórtico e o ventrículo esquerdo, que tende a ser retificado, 
podendo ser levemente convexo (principalmente em mulheres jovens). Quando ele está realmente abaulado, vamos 
dizer que há o surgimento do arco médio. 
 
 
• Artéria pulmonar esquerda: 
o Trajeto póstero-lateral, em direção à escápula 
o Cursa sobre o brônquio fonte esquerdo 
o Mais alta que a artéria pulmonar direita 
o No PA → Bifurcação a partir do tronco da artéria pulmonar 
o No perfil → Posterior à coluna aérea da traqueia 
• Artéria pulmonar direita: 
o Cursa inferior ao brônquio fonte esquerdo 
o Sombra hilar direita inferior à esquerda 
▪ 70% / 30% 
o No PA → Parcialmente escondida pelo mediastino 
o No perfil → Anterior à coluna aérea da traqueia 
Fig. 187 | Tronco da artéria pulmonar normal (retificado) - O arco superior é o 
botão aórtico (laranja), o inferior é o ventrículo esquerdo (roxo). Normalmente 
não há médio, se aparece é algo errado, uma das causas existentes (não é a 
única) é a dilatação da artéria pulmonar 
 
Fig. 188 | Estruturas do mediastino – Carina (1), Brônquio fonte esquerdo (2), 
Aorta descendente (3), Tronco da Artéria Pulmonar (4), Janela aorto-pulmonar 
(5) e Botão aórtico (6) 
 
 
4 RADIOLOGIA RAUL BICALHO – MEDUFES 103 
 
Numa suspeita de dilatação de artéria pulmonar, é traçada uma linha tangenciando botão aórtico e ventrículo 
esquerdo, o certo é o tronco da pulmonar estar medial a essa linha. Prestar atenção que para isso ser confiável, o 
exame não pode estar rodado, deve estar bem centralizado. 
 
 
 
 
Fig. 189 | Artérias pulmonares - Artéria pulmonar esquerda mais curta e Artéria pulmonar direita mais 
inferior 
Fig. 190 | Análise de dilatação da artéria pulmonar - Ambos normais 
nesse caso, o tronco pulmonar está medial à linha 
Fig. 191 | Análise de dilatação da artéria pulmonar – A da direita está alterada, 
o tronco da pulmonar está lateral à linha (possível dilatação) 
 
Fig. 192| Surgimento do arco médio – Lembrando que pode ser tanto dilatação da pulmonar, 
linfonodomegalia, tumor hilar, depende também da clínica, outros exames etc. 
Fig. 193| Tomografia com renderização volumétrica tecidual - Estenose 
aórtica com dilatação da pulmonar pós estenose 
 
5 RADIOLOGIA RAUL BICALHO – MEDUFES 103 
 
A dilatação da pulmonar responde a regra de ela estar no mínimo a 32-33mm ou dela estar maior que a aorta 
ascendente, o que não devia acontecer normalmente. 
ÍNDICE CÁRDIO-TORÁCICO 
Índice cárdio-torácico é uma proporção no PA entre o "diâmetro transverso" da sombra cardíaca com o "diâmetro 
transverso" do tórax. 
A qualidade técnica do exame é importante para traçar o índice corretamente. Lembrar de observar se o paciente não 
está rodado, porque isso altera a sombra cardíaca (fica mais oblíqua) e, logo, altera o índice. Além disso, observar o 
grau de inspiração, porque em exames pouco inspirados o diafragma sobe e o coração fica mais deitado/de lado. 
 
 
O índice é o diâmetro transverso da área cardíaca sobre o diâmetro transverso do tórax. Sendo assim é a soma da 
linha amarela com a linha vermelha sobre a linha verde (A+B/C). Um ICT normal é abaixo de 0,5, ou seja, o diâmetro 
transverso da sombra cardíaca deve ser no máximo 50% do diâmetro do tórax. Em crianças não é muito confiável usar 
esse índice, visto que o coração delas pode representar até 65% do diâmetro do tórax em condições normais. 
Essa medida normalmente não é inserida no laudo, ela é usada simplesmente para interpretar as imagens, 
majoritariamente daquelas que o ICT provavelmente está no limite e temos uma suspeita de cardiomegalia que 
precisamos confirmar ou descartar. Naqueles casos em que a cardiomegalia é bem evidente ou que o coração está 
perceptivelmente em tamanho normal, geralmente nem é feito esse cálculo. 
Uma coisa que pode ajudar na visualização da cardiomegalia é a utilização do perfil, porque em alguns casos o 
contorno cardíaco posterior sobrepõe os corpos vertebrais nessa incidência. 
Fig. 194| Tronco e pulmonares bem dilatadas 
Fig. 195| Cálculo do Índice cárdio-torácico - Raio X em PA, paciente bem-posicionado/centrado, bom grau de inspiração. Traça-se uma linha nos processos 
espinhosos + 2 outras linhas a partir dessa, uma pra esquerda e outra pra direita da sombra cardíaca (a soma delas representa o "diâmetro transverso" da 
área cardíaca) + 1 linha na maior distância que posso pegar dentro dos arcos costais, antes de encostar nas costelas, para servir como o diâmetro do tórax 
 
6 RADIOLOGIA RAUL BICALHO – MEDUFES 103 
 
 
 
ÁREA CARDÍACA 
• Aumento da área cardíaca: 
o Cardiomegalias 
▪ Cardiopatias 
▪ Doenças valvares 
• Redução da área cardíaca: 
o DPOC 
o Desnutrição 
o Anorexia 
• “Cardiomegalia" aparente (só ocorre na imagem): 
o Incidência AP 
Fig. 196 | Exemplo de Índice cardiotorácico - Normal (0,5) 
Fig. 197 | Criança, incidência AP - Lembrando que o AP amplia a sombra cardíaca e, nas 
crianças, o ICT é considerado normal até 0,65. Aqui o índice não é confiável para 
determinar cardiomegalia 
Fig. 198 | Normal x Alterado – Na imagem da 
esquerda temos a condição normal, o 
contorno cardíaco posterior está distante da 
coluna / Já na imagem da direita temos a 
condição alterada, o contorno posterior já 
aparece sobre o corpo vertebral na imagem de 
perfil, indicandouma cardiomegalia 
 
7 RADIOLOGIA RAUL BICALHO – MEDUFES 103 
o Inspiração insuficiente (obesidade, gravidez, ascite, criança, idoso etc.) 
o Hipocifose e pectus excavatum 
o Derrame pericárdico 
 
 
EXEMPLOS DE EXAMES ALTERADOS 
 
 
Fig. 199 | Mesmo paciente com graus de inspiração diferentes (Inspiração x 
Expiração) - Observar como isso pode impactar a sombra cardíaca 
Fig. 200 | Pectus excavatum - Esterno orientado posteriormente empurrando 
o coração para trás, que gira em relação ao seu eixo normal, aparentando uma 
cardiomegalia em PA / Imagem em perfil retirando a suspeita de 
cardiomegalia e confirmando o pectus excavatum 
Fig. 201 | Exemplo 1 - Paciente rodado para o lado que favorece diminuir a 
área cardíaca, e mesmo assim está limítrofe, então deve estar aumentado. 
Presença do arco médio, ou seja, provavelmente uma dilatação da pulmonar. 
Seios costofrênicos obliterados/rasos, indicando derrame pleural bilateral 
Fig. 202 | Exemplo 1 - Mesma imagem da Fig. 201, em laranja os arcos e em 
vermelho a posição das clavículas com a coluna vertebral mostrando que o 
paciente está rodado ou que essa fratura da clavícula direita a retirou do 
plano habitual, difícil interpretar. Setas verdes indicando o derrame pleural 
 
8 RADIOLOGIA RAUL BICALHO – MEDUFES 103 
 
 
 
 
 
 
Fig. 203 | Exemplo 2 - Cardiomegalia bem aparente e linhas de Kerley na periferia do 
pulmão, indicando paciente com insuficiência cardíaca congestiva mostrando sinais de 
edema pulmonar 
Fig. 204 | Sinal do boneco de neve - Retorno venoso pulmonar anômalo 
Fig. 205 | Retorno venoso pulmonar anômalo - Anomalia vascular em que o 
sangue volta ao coração pelas veias pulmonares, mas também desvia para a 
veia cava, além de existir uma comunicação interatrial 
Fig. 206 | Sinal da caixa, coração em caixa - Anomalia de Ebstein Fig. 207 | Anomalia de Ebstein 
Fig. 208 | Sinal do tamanco holandês - Tetralogia 
de Fallot 
 
9 RADIOLOGIA RAUL BICALHO – MEDUFES 103 
 
 
 
 
 
 
Fig. 209 | Tetralogia de Fallot - 
Cardiopatia congênita com grande 
hipertrofia de VD, transposição da 
Aorta, defeito de septo ventricular e 
estenose de valva pulmonar. Então, 
A. Pulmonar aparece fina e pouco 
se manifesta na imagem, enquanto 
o coração aparece aumentado 
Fig. 210 | Cardiomegalias com diferença na direção dos ápices do coração - Acontece por predomínio de qual 
câmara cardíaca está hipertrofiada. Do lado esquerdo (A) é a tetralogia de Fallot, que é a hipertrofia de VD, câmara 
mais anterior, que é bem retroesternal então não tem espaço para crescer para a frente, já que bate no esterno, e 
acaba lateralizando para poder crescer / Do lado direito (B) há o predomínio da hipertrofia de VE, que contorna o 
lado esquerdo. Nesse caso, o coração alarga e desce, porque o VE aumentado dá um aspecto mergulhado, se 
escondendo no diafragma, fica apoiado na cúpula frênica esquerda 
Fig. 211 | Cardiomegalia aparente - Não há cardiomegalia, é uma 
"cardiomegalia aparente" por derrame pericárdico 
Fig. 212 | Derrame pericárdico - Área cardíaca em vermelho e o derrame 
enchendo o saco pericárdico dos 2 lados 
Fig. 213 | Sinal da Moringa – O derrame pericárdico tende a ter um contorno liso e simétrico / Sinal da Moringa 
 
10 RADIOLOGIA RAUL BICALHO – MEDUFES 103 
 
AORTA 
 
 
 
 
Fig. 214 | Cardiomegalia - Área cardíaca super aumentada, ICT de quase 1 
Fig. 215 | Aorta - Aorta ascendente, Botão aórtico e Aorta descendente Fig. 216 | Aorta - RX pouco penetrado (descendente não visível) 
 
Fig. 217 | Angiografia - Aorta ascendente, Arco da aorta, vasos da base 
(tronco braquiocefálico, carótida comum esquerda e subclávia esquerda) e 
Aorta descendente 
 
Fig. 218 | Retorno venoso - Veias braquiocefálicas direita e esquerda se 
unindo para formar a Veia Cava Superior, que dá o contorno mediastinal 
superior do lado direito 
 
 
11 RADIOLOGIA RAUL BICALHO – MEDUFES 103 
ANATOMIA 
• Aorta ascendente: 
o Contorno direito do mediastino (nunca deve ultrapassar o bordo cardíaco) 
o Calibre diminuído → Defeito do septo atrial 
o Calibre aumentado (por aumento do fluxo ou da pressão na aorta): 
▪ Estenose aórtica 
▪ Regurgitação aórtica 
▪ Doença aterosclerótica 
 
 
• Botão aórtico: 
O botão aórtico é uma estrutura radiográfica, e não anatômica. Ele pode ser analisado como sinal indireto de 
aneurisma. Medindo-o da borda mais externa até sua divisa com a traqueia, espera-se que tenha até 4 cm, a partir 
disso considera-se aumentado. 
 
Fig. 219 | Aorta ascendente normal - Traça-se duas linhas verticais, uma 
tangenciando a Aorta ascendente (roxa) e outra o contorno cardíaco (laranja), que é 
o átrio direito. Espera-se que a linha da Aorta seja medial à do contorno 
 
 
Fig. 220 | Dilatação da Aorta Ascendente - Linha roxa mais lateral 
que a laranja 
Fig. 221 | Botão aórtico Normal x Dilatado - Observe 
como a Aorta Descendente se afasta da coluna no exame 
alterado 
 
12 RADIOLOGIA RAUL BICALHO – MEDUFES 103 
• Aorta descendente: 
o Paralela à coluna vertebral 
o Visualizada através da sombra cardíaca (RX pouco penetrado pode perder o parâmetro) 
o Pode tornar-se dilatada e tortuosa 
 
 
ANEURISMA AÓRTICO 
• Aorta torácica: 
o Acima de 3,5cm → Dilatada 
o Acima de 4,5cm → Aneurisma 
• Formas de aneurisma: 
o Fusiforme (mais comum) 
▪ Aorta vai alargando como um todo, atinge seu máximo depois volta ao calibre normal 
▪ É causado principalmente por doença aterosclerótica 
o Sacular 
▪ Focal, há uma projeção focal na parede da Aorta 
 
Fig. 222 | Normal X Alterado – A imagem da esquerda está normal 
/ Na imagem da direita temos uma indicação de Aneurisma da Aorta 
(Aorta ascendente dilatada, bem mais lateral que a sombra cardíaca, 
botão aórtico enorme e a Aorta descendente bem afastada da 
coluna, dilatada e tortuosa) 
Fig. 223 | Progressão - Imagem esquerda normal (Ascendente, 
botão aórtico e descendente normais) / Imagem do meio já 
alterando (dilatação da ascendente) / Imagem da direita já bem 
alterada (Ascendente já ultrapassando o bordo cardíaco, 
descendente afastada da coluna e mais tortuosa) 
Fig. 224 | Aneurisma fusiforme x Aneurisma sacular 
 
13 RADIOLOGIA RAUL BICALHO – MEDUFES 103 
• Indicação de correção cirúrgica: 
o Ruptura (risco proporcional ao diâmetro do aneurisma) 
▪ Diâmetros com alto risco de ruptura: 
❖ > 5,5 cm (Aorta ascendente) 
❖ > 6,5 cm (Aorta descendente) 
▪ Velocidade de crescimento de alto risco de ruptura: 
❖ > 1 cm por ano 
o Dissecção 
o Pacientes muito sintomáticos 
▪ Dor 
▪ Compressão de órgãos mediastinais 
▪ Insuficiência aórtica 
 
 
 
 
Fig. 225 | Botão aórtico muito alargado - Paciente com arterite de takayasu Fig. 226 | Descendente tortuosa e dilatada 
Fig. 227 | Ascendente dilatada - D (Lado direito), E (Lado esquerdo) e P (Posição posterior) 
 
14 RADIOLOGIA RAUL BICALHO – MEDUFES 103 
 
 
 
 
DISSECÇÃO AÓRTICA 
• Mecanismo: 
o Separação das camadas arteriais (íntima, média e adventícia) 
o Formação de uma nova luz (falsa luz) 
Por algum motivo, o sangue penetra entre as camadas da parede arterial, formando uma nova "luz" na parede do 
vaso. No raio X não dá para ver especificamente a dissecção, apenas o aneurisma. Já na tomografia há sensibilidade 
para detectar a dissecção. 
Fig. 228 | Descendente dilatada - Descendente parcialmente trombosada, a linha maior indica que há sim aneurisma/dilatação / AA (Aorta Ascendente), AP 
(Artéria Pulmonar), VCS (Veia Cava Superior) e AD (Aorta Descendente) 
Fig. 229 | Aorta dilatada - Outra dilatação trombosada, mas com tudo dilatado 
Fig.230 | Reconstrução 3D de uma dilatação importante - 
Aneurisma fusiforme na Aorta torácica e aneurismas saculares em 
aorta abdominal 
 
15 RADIOLOGIA RAUL BICALHO – MEDUFES 103 
 
 
 
 
 
 
Fig. 231 | Dissecção aórtica 
Fig. 232 | TC com dissecção aórtica - Bem na transição entre 
ascendente, arco e descendente. Presença de um Flap intimal, uma 
camada de íntima boiando entre a luz falsa e a verdadeira 
Fig. 233 | Dissecção de Aorta Ascendente - F (Luz falsa) e T (Luz verdadeira) 
Fig. 234 | Dissecção de Aorta Ascendente - Flap no plano coronal separando luz 
falsa e luz verdadeira da Aorta ascendente 
Fig. 235 | Dissecção de Aorta Ascendente - Ascendente dilatada e com 
flap separando luz falsa de verdadeira 
 
16 RADIOLOGIA RAUL BICALHO – MEDUFES 103 
• Classificação de dissecção: 
o De Bakey 
▪ Divide em I, II, IIIA e IIIB 
▪ Categoriza se a dissecção envolve só a ascendente (II), só a descendente (III) ou a combinação das duas (I) 
o Stanford 
▪ Mais simples e mais usada 
▪ Categoriza se pega arco e ascendente (Stanford A) e se não pega arco e ascendente (Stanford B) 
 
 
 
 
Fig. 236 | Classificação de Bakey - I, II, IIIA, IIIB Fig. 237 | Classificação de Stanford - A e B 
Fig. 238 | Resumo das classificações - 70 
a 75% dos casos é Stanford A, ou seja, 
envolve Aorta Ascendente e Arco 
Fig. 239 | Flap – Flap de fora a fora na imagem, pegando toda Aorta 
Torácica, atravessa Aorta Abdominal e chega até na Ilíaca Direita 
Fig. 240 | Flap na RM – Flap na ressonância dividindo as luzes 
 
17 RADIOLOGIA RAUL BICALHO – MEDUFES 103 
 
 
 
NOVAS APLICAÇÕES 
• "Triple Rule Out": 
o Paciente com dor torácica indeterminada → Angiotomografia torácica e cardíaca 
▪ Doença coronariana 
▪ Embolia pulmonar 
▪ Aneurisma / Dissertação aórtica 
Para cada uma dessas suspeitas normalmente são feitos um exame, um cateterismo cardíaco invasivo para buscar 
doença coronariana, uma angiografia de pulmonar ou cintilografia para buscar embolia pulmonar, uma angiografia de 
aorta para buscar aneurisma ou dissecção. Hoje, num exame só, numa tomografia de segundos é possível excluir ou 
confirmar essas hipóteses de uma maneira não invasiva e muito rápida. É importante o uso de um aparelho muito 
bom, não pode ser um tomógrafo antigo. 
 
Fig. 241 | Flap na USG - A linha branca dividindo as duas vermelhas é o flap Fig. 242 | Flap na USG - Dopler mostrando mais fluxo na luz verdadeira 
Fig. 243 | Não é aneurisma - Caso de ruptura aórtica por facada, 
extravasou sangue em volta, não é aneurisma 
Fig. 244 | Imagens 3D do coração 
 
18 RADIOLOGIA RAUL BICALHO – MEDUFES 103 
 
 
 
 
 
 
Fig. 245 | Coronárias e placas de calcificação nas coronárias 
Fig. 246 | Tromboembolia pulmonar - Falhas de enchimento 
intraluminais nas pulmonares esquerda e direita / As imagens em 
laranja usam um filtro especial mostrando áreas de hipoperfusão 
que essa TEP está gerando no parênquima (as áreas mais roxas e não 
azuis como o resto) 
Fig. 247 | Tromboembolia pulmonar - Podemos ver a TEP em plano 
coronal, o trombo na A. Pulmonar Esquerda / No coronal também a 
área hipoperfundida do parênquima que fica sob risco de necrose 
Fig. 248 | Dissecção aórtica Fig. 249 | Estenose de coronária 
 
19 RADIOLOGIA RAUL BICALHO – MEDUFES 103 
 
 
 
 
 
Fig. 250 | Reconstrução volumétrica em outros planos / Filtros específicos para análise vascular 
Fig. 251 | Ressonância em movimento / Modo CINE - Além das alterações morfológicas, é possível ver miocárdio muito bem e consigo estudar o movimento, 
para ver a cinética das paredes cardíacas, sendo que áreas infartadas não batem de maneira síncrona com o restante da câmara

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