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O Pensamento Histórico no Brasil

Conjunto de questões sobre o pensamento histórico no Brasil: perguntas de múltipla escolha que analisam trechos (Carta de Pero Vaz de Caminha, livro-base sobre o IHGB), com comentários explicativos, respostas e referências bibliográficas.

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

Leia o fragmento de texto: “Na realidade, os membros do IHGB ainda mantinham uma concepção de história como mestra da vida, tal como formulada na História da Guerra do Peloponeso, de Tucídides, e eternizada na expressão latina de Cícero, historia magistra vitae, em sua obra Do Orador.” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: CARVALHO, R.; LIMA, H.; LIMA, J. Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil. Curitiba: InterSaberes, 2018. p. 69. (grifo do autor)
Considerando o fragmento de texto e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre o papel histórico do IHGB é correto afirmar que:
A ocorreu um rompimento conceitual do IHGB com a perspectiva historiográfica da Antiguidade.
B a história como mestra da vida tinha como função principal valorizar a cultura nacional em detrimento da política.
C assim como na historiografia antiga, os membros do IHGB centralizaram seus esforços em retratar guerras.
D a história era entendida pelo IHGB como uma série de experiências passadas que poderiam orientar o futuro.
E os historiadores do IHGB desprezavam o passado e valorizavam o presente, especialmente o campo político.

Atente para a citação: “Mas, as viagens científicas brasileiras também teriam monumentos para estudar: os obeliscos assentados no Pará, as construções e ruínas provenientes da presença holandesa no Brasil, e mesmo vestígios de civilização, como as estátuas indígenas descobertas na embocadura do rio Negro.” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: FERREIRA, L. M. Ciência nômade: O IHGB e as viagens científicas no Brasil imperial. História, Ciências, Saúde - Manguinhos, Rio de Janeiro, v. 13, n. 2, p. 271-292, abr./jun., 2006. p. 277.
Considerando a citação e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), é correto afirmar que:
A o IHGB reconhecia como fontes unicamente documentos orais, desprezando os outros modelos.
B a busca do IHGB pelos monumentos nacionais reforçava a perspectiva de história ligada também à prática da arqueologia.
C A descoberta de monumentos reforçaria os argumentos do IHGB que centralizavam a identidade nacional no indígena.
D O IHGB vinculava-se à influência de escolas norte-americanas que exportavam seu modelo cientificista para o mundo.
E O cientificismo do IHGB eximia-se de qualquer perspectiva que estivesse ligada a uma escala evolutiva civilizacional.

Leia a passagem de texto: “Os projetos de colonização do interior, até então, esbarravam, no IHGB, no consenso axiomático de que o indígena era um ente degenerado. Como fundar um contrato social com seres degenerados, como interiorizar a civilização contornando-se as ‘ruínas de povos’, como trazer à ‘comunhão brasileira’ tantos ‘inimigos internos’?” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: FERREIRA, L. M. Ciência nômade: O IHGB e as viagens científicas no Brasil imperial. História, Ciências, Saúde, Manguinhos, v. 13, n. 2, p. 271-292, abr./jun., 2006. p. 282.
Considerando a passagem de texto e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre o trabalho coletivo do IHGB, é correto afirmar que:
A incorporou o nativo como símbolo da nação, no contexto de construção da identidade nacional.
B reconheceu a inferioridade do indígena e condenou a consolidação do projeto europeu de civilização.
C considerou o indígena como mais uma etnia digna de cidadania, junto com escravos africanos e imigrantes europeus.
D defendeu etnias do interior e condenou etnias do litoral, respeitando, contudo, suas particularidades religiosas.
E construiu um discurso histórico de redução da humanidade indígena e, paralelamente, exaltação dos padrões europeus.

Leia o excerto de texto: "É esta província mui abastada de mantimentos de muita substância e menos trabalhosos que os da Espanha. Dão-se nela muitas carnes [...] melhores algodões que em outra parte sabida, e muitos açúcares tão bons como na Ilha da Madeira. Tem muito pau de que se fazem as tintas. Em algumas partes dele se dá trigo, cevada, e vinho muito bom [...] porque lhe não falta ferro, aço, cobre, ouro, esmeralda, cristal [...]." Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SOUZA, G. S. Tratado descritivo do Brasil em 1587. Rio de Janeiro: Companhia da Editora Nacional, 1938. p. 2.
Considerando o excerto de texto e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre os textos de Gabriel Soares de Souza, é correto afirmar que:
A Gabriel Soares de Souza busca descrever as novas terras e chamar a atenção do rei para as riquezas presentes na nova possessão portuguesa.
B Gabriel Soares de Souza compara as riquezas do território brasileiro com as da América Espanhola, enfatizando a descrição desta, para qual deu mais atenção.

Considerando a passagem de texto e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre a construção historiográfica no século XIX e as ideias de Von Martius, assinale a alternativa correta:
A Sua perspectiva científica desvincula-se das matrizes europeias, sendo von Martius um pesquisador independente.
B Von Martius, estudioso de caráter multidisciplinar, priorizava o estudo das três principais raças brasileiras.
C As proposições de von Martius apresentam limitações práticas, já que suas pesquisas ficaram restritas ao litoral.
D Von Martius considerava o elemento indígena a alavanca necessária para o desenvolvimento histórico nacional.
E Ao limitar-se em estudar botânica, a contribuição de von Martius restringiu-se apenas ao campo da flora e fauna.

Considerando a passagem de texto, que trata da produção de Gilberto Freyre, e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil é correto afirmar que Freyre:
A tem uma abordagem culturalista, inovando ao estudar relações entre senhores e escravos inclusive no âmbito da sexualidade.
B entende o mundo colonial marcado pela presença de brancos e negros, dois polos extremos sem nenhuma possibilidade de contato cultural e social.
C reconhece a sexualidade como um fator de afastamento cultural, ou seja, um fenômeno que distanciava brancos e negros.
D centraliza sua preocupação em aspectos da vida pública, desconsiderando os aspectos da vida privada.
E defende a lógica cristã que permeou a colonização enfatizando seu poder de evitar a perversão sexual.

Considerando a citação e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre a questão da alteridade durante o processo de colonização, é correto afirmar que:
A Os primeiros cronistas do período colonial brasileiro valeram-se da alteridade para compreender e respeitar as populações nativas e, em seguida, os escravos africanos que vieram para o Brasil.
B O choque cultural ocorrido com a chegada dos europeus a América representou o primeiro passo em direção à convivência pacífica e harmônica entre esses diferentes povos.
C Existia uma preocupação dos primeiros cronistas em entender o “outro”, representando-o sempre como humano e, por isso, abriam mão da perspectiva do “eu”, no caso, a cultura europeia.
D No processo de colonização, Pero Magalhães de Gandavo e os demais cronistas viam o outro como incivilizado e bestial, e usavam essa percepção como justificativa para a exploração.
E A superioridade europeia foi representada de maneira secundária, ocupando pequenos espaços nos documentos históricos do século XVI, quando se inicia a colonização.

Considerando a passagem de texto e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre o IHGB, é correto afirmar que:
A boa parte dos fundadores do IHGB fazia oposição ao regime imperial, criticando principalmente a figura do imperador.
B o conhecimento histórico construído pelo IHGB comprometeu-se com um modelo republicano de poder.
C a historiografia nacional vinculada ao IHGB emergiu num contexto histórico de criação da identidade nacional.
D o contexto histórico de emergência do IHGB foi marcado pela pacificação política, econômica e social.
E apesar das contribuições do imperador D. Pedro II, o IHGB não construiu vínculos com o Estado em formação.

Considerando estas informações e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre o contexto da produção do conhecimento histórico brasileiro,
assinale a alternativa correta:
A A produção historiográfica brasileira limita-se ao conhecimento produzido no âmbito acadêmico e universitário.
B A função social do conhecimento histórico brasileiro restringe-se à manutenção do poder político, sem questioná-lo.
C Crônicas e romances do período colonial não são fontes históricas nem são consideradas produções de conhecimento histórico.
D O conhecimento histórico produzido no Brasil vincula-se exclusivamente aos períodos colonial e imperial.
E O conhecimento histórico brasileiro abriga uma série de documentos, variando de acordo com os contextos históricos e os modos de produzir e escrever história.

Leia a passagem de texto: "Depois de fartas libações de cachaça, que eles, como todos os índios apreciam apaixonadamente, tornaram-se confiantes e excitados, e executaram as suas danças à noite, num lugar aberto, não distante da Fazenda Cuidoval. Já antes haviam despertado em nós sentimentos melancólicos sobre a degeneração do humano neles, o porte baixinho, o pardo-avermelhado da pele, o cabelo negro de carvão, solto e desgrenhado, o formato desagradável da cara larga, angulosa, e os olhos pequenos, oblíquos, inconstantes, finalmente o andar de passos curtos, esquivos, desses homens das selvas."
Considerando a passagem de texto acima e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre a visão de Von Martius, assinale a alternativa correta:
A Von Martius apresenta uma visão preconceituosa do nativo brasileiro, influenciado pelas ideias consideradas cientificas do século XIX.
B A preocupação em retratar os indígenas e suas características físicas reafirma o compromisso em embelezar o indígena.
C Ao salientar que os nativos eram homens das selvas, Martius busca consolidar a identidade nacional brasileira, predominantemente indígena.
D Ao apresentar os nativos dessa maneira, Martius demonstra não ter interesse em estudar esses povos.
E Ao destacar as características físicas dos nativos, Martius não contribui para a consolidação de um conhecimento histórico brasileiro.

Leia a passagem de texto: 'Os projetos de colonização do interior, até então, esbarravam, no IHGB, no consenso axiomático de que o indígena era um ente degenerado. Como fundar um contrato social com seres degenerados, como interiorizar a civilização contornando-se as ‘ruínas de povos’, como trazer à ‘comunhão brasileira’ tantos ‘inimigos internos’?'
Considerando a passagem de texto e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre o trabalho coletivo do IHGB, é correto afirmar que:
A incorporou o nativo como símbolo da nação, no contexto de construção da identidade nacional.
B reconheceu a inferioridade do indígena e condenou a consolidação do projeto europeu de civilização.

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Questões resolvidas

Leia o fragmento de texto: “Na realidade, os membros do IHGB ainda mantinham uma concepção de história como mestra da vida, tal como formulada na História da Guerra do Peloponeso, de Tucídides, e eternizada na expressão latina de Cícero, historia magistra vitae, em sua obra Do Orador.” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: CARVALHO, R.; LIMA, H.; LIMA, J. Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil. Curitiba: InterSaberes, 2018. p. 69. (grifo do autor)
Considerando o fragmento de texto e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre o papel histórico do IHGB é correto afirmar que:
A ocorreu um rompimento conceitual do IHGB com a perspectiva historiográfica da Antiguidade.
B a história como mestra da vida tinha como função principal valorizar a cultura nacional em detrimento da política.
C assim como na historiografia antiga, os membros do IHGB centralizaram seus esforços em retratar guerras.
D a história era entendida pelo IHGB como uma série de experiências passadas que poderiam orientar o futuro.
E os historiadores do IHGB desprezavam o passado e valorizavam o presente, especialmente o campo político.

Atente para a citação: “Mas, as viagens científicas brasileiras também teriam monumentos para estudar: os obeliscos assentados no Pará, as construções e ruínas provenientes da presença holandesa no Brasil, e mesmo vestígios de civilização, como as estátuas indígenas descobertas na embocadura do rio Negro.” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: FERREIRA, L. M. Ciência nômade: O IHGB e as viagens científicas no Brasil imperial. História, Ciências, Saúde - Manguinhos, Rio de Janeiro, v. 13, n. 2, p. 271-292, abr./jun., 2006. p. 277.
Considerando a citação e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), é correto afirmar que:
A o IHGB reconhecia como fontes unicamente documentos orais, desprezando os outros modelos.
B a busca do IHGB pelos monumentos nacionais reforçava a perspectiva de história ligada também à prática da arqueologia.
C A descoberta de monumentos reforçaria os argumentos do IHGB que centralizavam a identidade nacional no indígena.
D O IHGB vinculava-se à influência de escolas norte-americanas que exportavam seu modelo cientificista para o mundo.
E O cientificismo do IHGB eximia-se de qualquer perspectiva que estivesse ligada a uma escala evolutiva civilizacional.

Leia a passagem de texto: “Os projetos de colonização do interior, até então, esbarravam, no IHGB, no consenso axiomático de que o indígena era um ente degenerado. Como fundar um contrato social com seres degenerados, como interiorizar a civilização contornando-se as ‘ruínas de povos’, como trazer à ‘comunhão brasileira’ tantos ‘inimigos internos’?” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: FERREIRA, L. M. Ciência nômade: O IHGB e as viagens científicas no Brasil imperial. História, Ciências, Saúde, Manguinhos, v. 13, n. 2, p. 271-292, abr./jun., 2006. p. 282.
Considerando a passagem de texto e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre o trabalho coletivo do IHGB, é correto afirmar que:
A incorporou o nativo como símbolo da nação, no contexto de construção da identidade nacional.
B reconheceu a inferioridade do indígena e condenou a consolidação do projeto europeu de civilização.
C considerou o indígena como mais uma etnia digna de cidadania, junto com escravos africanos e imigrantes europeus.
D defendeu etnias do interior e condenou etnias do litoral, respeitando, contudo, suas particularidades religiosas.
E construiu um discurso histórico de redução da humanidade indígena e, paralelamente, exaltação dos padrões europeus.

Leia o excerto de texto: "É esta província mui abastada de mantimentos de muita substância e menos trabalhosos que os da Espanha. Dão-se nela muitas carnes [...] melhores algodões que em outra parte sabida, e muitos açúcares tão bons como na Ilha da Madeira. Tem muito pau de que se fazem as tintas. Em algumas partes dele se dá trigo, cevada, e vinho muito bom [...] porque lhe não falta ferro, aço, cobre, ouro, esmeralda, cristal [...]." Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SOUZA, G. S. Tratado descritivo do Brasil em 1587. Rio de Janeiro: Companhia da Editora Nacional, 1938. p. 2.
Considerando o excerto de texto e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre os textos de Gabriel Soares de Souza, é correto afirmar que:
A Gabriel Soares de Souza busca descrever as novas terras e chamar a atenção do rei para as riquezas presentes na nova possessão portuguesa.
B Gabriel Soares de Souza compara as riquezas do território brasileiro com as da América Espanhola, enfatizando a descrição desta, para qual deu mais atenção.

Considerando a passagem de texto e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre a construção historiográfica no século XIX e as ideias de Von Martius, assinale a alternativa correta:
A Sua perspectiva científica desvincula-se das matrizes europeias, sendo von Martius um pesquisador independente.
B Von Martius, estudioso de caráter multidisciplinar, priorizava o estudo das três principais raças brasileiras.
C As proposições de von Martius apresentam limitações práticas, já que suas pesquisas ficaram restritas ao litoral.
D Von Martius considerava o elemento indígena a alavanca necessária para o desenvolvimento histórico nacional.
E Ao limitar-se em estudar botânica, a contribuição de von Martius restringiu-se apenas ao campo da flora e fauna.

Considerando a passagem de texto, que trata da produção de Gilberto Freyre, e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil é correto afirmar que Freyre:
A tem uma abordagem culturalista, inovando ao estudar relações entre senhores e escravos inclusive no âmbito da sexualidade.
B entende o mundo colonial marcado pela presença de brancos e negros, dois polos extremos sem nenhuma possibilidade de contato cultural e social.
C reconhece a sexualidade como um fator de afastamento cultural, ou seja, um fenômeno que distanciava brancos e negros.
D centraliza sua preocupação em aspectos da vida pública, desconsiderando os aspectos da vida privada.
E defende a lógica cristã que permeou a colonização enfatizando seu poder de evitar a perversão sexual.

Considerando a citação e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre a questão da alteridade durante o processo de colonização, é correto afirmar que:
A Os primeiros cronistas do período colonial brasileiro valeram-se da alteridade para compreender e respeitar as populações nativas e, em seguida, os escravos africanos que vieram para o Brasil.
B O choque cultural ocorrido com a chegada dos europeus a América representou o primeiro passo em direção à convivência pacífica e harmônica entre esses diferentes povos.
C Existia uma preocupação dos primeiros cronistas em entender o “outro”, representando-o sempre como humano e, por isso, abriam mão da perspectiva do “eu”, no caso, a cultura europeia.
D No processo de colonização, Pero Magalhães de Gandavo e os demais cronistas viam o outro como incivilizado e bestial, e usavam essa percepção como justificativa para a exploração.
E A superioridade europeia foi representada de maneira secundária, ocupando pequenos espaços nos documentos históricos do século XVI, quando se inicia a colonização.

Considerando a passagem de texto e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre o IHGB, é correto afirmar que:
A boa parte dos fundadores do IHGB fazia oposição ao regime imperial, criticando principalmente a figura do imperador.
B o conhecimento histórico construído pelo IHGB comprometeu-se com um modelo republicano de poder.
C a historiografia nacional vinculada ao IHGB emergiu num contexto histórico de criação da identidade nacional.
D o contexto histórico de emergência do IHGB foi marcado pela pacificação política, econômica e social.
E apesar das contribuições do imperador D. Pedro II, o IHGB não construiu vínculos com o Estado em formação.

Considerando estas informações e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre o contexto da produção do conhecimento histórico brasileiro,
assinale a alternativa correta:
A A produção historiográfica brasileira limita-se ao conhecimento produzido no âmbito acadêmico e universitário.
B A função social do conhecimento histórico brasileiro restringe-se à manutenção do poder político, sem questioná-lo.
C Crônicas e romances do período colonial não são fontes históricas nem são consideradas produções de conhecimento histórico.
D O conhecimento histórico produzido no Brasil vincula-se exclusivamente aos períodos colonial e imperial.
E O conhecimento histórico brasileiro abriga uma série de documentos, variando de acordo com os contextos históricos e os modos de produzir e escrever história.

Leia a passagem de texto: "Depois de fartas libações de cachaça, que eles, como todos os índios apreciam apaixonadamente, tornaram-se confiantes e excitados, e executaram as suas danças à noite, num lugar aberto, não distante da Fazenda Cuidoval. Já antes haviam despertado em nós sentimentos melancólicos sobre a degeneração do humano neles, o porte baixinho, o pardo-avermelhado da pele, o cabelo negro de carvão, solto e desgrenhado, o formato desagradável da cara larga, angulosa, e os olhos pequenos, oblíquos, inconstantes, finalmente o andar de passos curtos, esquivos, desses homens das selvas."
Considerando a passagem de texto acima e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre a visão de Von Martius, assinale a alternativa correta:
A Von Martius apresenta uma visão preconceituosa do nativo brasileiro, influenciado pelas ideias consideradas cientificas do século XIX.
B A preocupação em retratar os indígenas e suas características físicas reafirma o compromisso em embelezar o indígena.
C Ao salientar que os nativos eram homens das selvas, Martius busca consolidar a identidade nacional brasileira, predominantemente indígena.
D Ao apresentar os nativos dessa maneira, Martius demonstra não ter interesse em estudar esses povos.
E Ao destacar as características físicas dos nativos, Martius não contribui para a consolidação de um conhecimento histórico brasileiro.

Leia a passagem de texto: 'Os projetos de colonização do interior, até então, esbarravam, no IHGB, no consenso axiomático de que o indígena era um ente degenerado. Como fundar um contrato social com seres degenerados, como interiorizar a civilização contornando-se as ‘ruínas de povos’, como trazer à ‘comunhão brasileira’ tantos ‘inimigos internos’?'
Considerando a passagem de texto e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre o trabalho coletivo do IHGB, é correto afirmar que:
A incorporou o nativo como símbolo da nação, no contexto de construção da identidade nacional.
B reconheceu a inferioridade do indígena e condenou a consolidação do projeto europeu de civilização.

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Questão 1/10 - O Pensamento Histórico no Brasil - Eletiva 
Leia o seguinte fragmento de texto: 
 
“A feição deles é serem pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e bons 
narizes, bem feitos. Andam nus, sem cobertura alguma. Nem fazem mais caso de 
encobrir ou deixar de encobrir ou de mostrar suas vergonhas do que de mostrar a 
cara. Acerca disso são de grande inocência.” 
 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: CAMINHA, Pero Vaz. A Carta. http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000292.pdf. 
Acesso em: 28 maio 2019. 
 
Considerando estas informações e os conteúdos do livro-base Historiografia 
brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre os primeiros 
documentos históricos do período colonial, é correto afirmar que: 
Nota: 0.0 
 
A Os cronistas do século XVI eram apenas portugueses que desembarcaram na costa litorânea do 
Brasil, como é o caso de Caminha. 
 
B Caminha ao escrever sobre as indígenas é movido por uma lógica cristã, representando assim 
seu assombro com os nativos e o desconhecido. 
Comentário: Além de Caminha, outros cronistas de origens variadas como Jean de Léry e Hans Staden 
escreveram sobre as terras brasileiras (livro-base, p. 30). Caminha faz parte da geração que manteve os 
primeiros contatos com os nativos, representando assim “[...] o assombro e até certa repugnância para com 
aquela humanidade que o europeu desconhecia” (livro-base, p. 29). Com representações de “[...] caráter 
moralizante” (livro-base, p. 29), fica claro que Caminha não está preocupado em entender o universo 
cultural nativo, mas sim inseri-lo num eixo ideológico cristão e católico. 
 
C Caminha apresenta em seu texto uma preocupação em entender a realidade cultural e social dos 
indígenas locais. 
 
D A nudez, apesar de despertar a atenção de Caminha, ganha uma posição secundária, já que seu 
ambiente de produção era marcadamente antirreligioso. 
 
E Caminha reconhece a superioridade racial dos indígenas frente aos portugueses ao descrevê-los 
como “bem feitos”. 
 
Questão 2/10 - O Pensamento Histórico no Brasil - Eletiva 
Leia o fragmento de texto: 
 
“Na realidade, os membros do IHGB ainda mantinham uma concepção de história 
como mestra da vida, tal como formulada na História da Guerra do Peloponeso, de 
Tucídides, e eternizada na expressão latina de Cícero, historia magistra vitae, em sua 
obra Do Orador.” 
 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: CARVALHO, R.; LIMA, H.; LIMA, J. Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil. 
Curitiba: InterSaberes, 2018. p. 69. (grifo do autor). 
 
Considerando o fragmento de texto e os conteúdos do livro-base Historiografia 
brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre o papel histórico do 
IHGB é correto afirmar que: 
Nota: 10.0 
 
A ocorreu um rompimento conceitual do IHGB com a perspectiva historiográfica da Antiguidade. 
 
B a história como mestra da vida tinha como função principal valorizar a cultura nacional em 
detrimento da política. 
 
C assim como na historiografia antiga, os membros do IHGB centralizaram seus esforços em 
retratar guerras. 
 
D a história era entendida pelo IHGB como uma série de experiências passadas que poderiam 
orientar o futuro. 
Você acertou! 
Comentário: Conforme aponta o elemento-base, os historiadores do IHGB vão manter vínculos com os 
historiadores da Antiguidade, especialmente Tucídides e Cícero, os dois citados. Além disso, conforme o 
livro-base “O instituto, então, colocava-se a serviço do Estado e intencionava oferecer conhecimentos 
precisos e úteis ao Estado” (livro-base, p. 69), o que deixa claro a prioridade política desses historiadores. 
Eles também valorizavam o passado e a história, na medida em que a consideravam “[...] bagagem 
fundamental para o homem de Estado” (livro-base, p. 69). A centralidade da pesquisa do IHGB girava em 
torno da construção da identidade nacional, não de guerras locais. “Para os intelectuais vinculados ao 
instituto, o conhecimento histórico tinha uma função esclarecedora, que devia apontar caminhos para os que 
se ocupavam da política. Esse conhecimento, portanto, era considerado uma bagagem fundamental para o 
homem de Estado. Entendia-se que a história era capaz de fornecer aos homens a prudência e a sabedoria 
necessárias tanto para evitar antigos erros quanto para repetir acertos do passado. A história era entendida 
pelos membros do IHGB como um repertório de experiências passadas que podia indicar como fazer as 
coisas no presente e no futuro (Guimarães, 2011)” (livro-base, p. 69). 
 
E os historiadores do IHGB desprezavam o passado e valorizavam o presente, especialmente o 
campo político. 
 
Questão 3/10 - O Pensamento Histórico no Brasil - Eletiva 
Atente para a citação: 
 
“Mas, as viagens científicas brasileiras também teriam monumentos para estudar: 
os obeliscos assentados no Pará, as construções e ruínas provenientes da presença 
holandesa no Brasil, e mesmo vestígios de civilização, como as estátuas indígenas 
descobertas na embocadura do rio Negro.” 
 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: FERREIRA, L. M. Ciência nômade: O IHGB e as viagens científicas no Brasil imperial. História, Ciências, 
Saúde - Manguinhos, Rio de Janeiro, v. 13, n. 2, p. 271-292, abr./jun., 2006. p. 277. 
 
Considerando a citação e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: 
uma breve história da história no Brasil sobre o Instituto Histórico e Geográfico 
Brasileiro (IHGB), é correto afirmar que: 
Nota: 10.0 
 
A o IHGB reconhecia como fontes unicamente documentos orais, desprezando os outros modelos. 
 
B a busca do IHGB pelos monumentos nacionais reforçava a perspectiva de história ligada também 
à prática da arqueologia. 
Você acertou! 
Comentário: O IHGB nasceu buscando se adequar aos padrões da metodologia histórica ligada à escola 
alemã, quando, no século XIX, a história assumiu seu caráter científico (livro-base, p. 67). Nesse sentido, o 
documento escrito e registros arqueológicos serão considerados a base para a produção da cientificidade 
historiográfica (livro-base, p. 68). O IHGB tinha função de “[...] narrar o processo civilizador na formação 
nacional do Brasil, aproximando o país tropical dos padrões europeus” (livro-base, p. 67), reduzindo as 
demais culturas e etnias. 
 
C A descoberta de monumentos reforçaria os argumentos do IHGB que centralizavam a identidade 
nacional no indígena. 
 
D O IHGB vinculava-se à influência de escolas norte-americanas que exportavam seu modelo 
cientificista para o mundo. 
 
E O cientificismo do IHGB eximia-se de qualquer perspectiva que estivesse ligada a uma escala 
evolutiva civilizacional. 
 
Questão 4/10 - O Pensamento Histórico no Brasil - Eletiva 
Leia a passagem de texto: 
 
“Estamos abrindo as cortinas do passado, criando as condições para aprimorarmos 
a democratização do Estado e da sociedade. Possibilitando o acesso às informações 
sobre os fatos políticos do país reencontramos nossa história, formamos nossa 
identidade e damos mais um passo para construir a nação que sonhamos: 
democrática, plural, mais justa e livre.” 
 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: MEMÓRIAS REVELADAS. Institucional. 
http://www.memoriasreveladas.gov.br/index.php/institucional. Acesso em 18 jun. 2019. 
 
Considerando a passagem de texto e os embates em torno da memória e da 
ditadura e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve 
história da história no Brasil sobre a memória e a reparação histórica das vítimas 
do regime militar, assinale a alternativa correta: 
Nota: 0.0 
 
A O Brasil caminha a passos lentos no que se refere à condenação dos culpados por crimes durante o 
regime militar. 
Comentário: Conforme o livro-base, “[...] O Estado brasileiro tem uma tímidapolítica de memória, que 
prioriza a reparação às vítimas da repressão, mas não uma efetiva justiça para os culpados [...]” (livro-base, p. 
261). Diferente do Brasil, Argentina e Chile já avançaram nesse processo de condenação dos responsáveis por 
crimes políticos e de Estado (livro-base, p. 261). Além disso, no Brasil o “[...] não reconhecimento pelas Forças 
Armadas de sua dívida histórica, envolta em silêncio dos oficiais” (livro-base, p. 261), pesa negativamente na 
balança da memória e da reparação. Atualmente, predomina no ambiente acadêmico leituras que consideram a 
“[...] presença de outros segmentos da sociedade civil que compuseram o regime militar, entre industriais, 
latifundiários e até setores da imprensa liberal” (livro-base, p. 261). Por fim, o livro-base apresenta como tímida 
a política de memória e reparação histórica das vítimas da ditadura. Sobre isso, ler o livro-base, p. 261. 
 
B Países vizinhos ao Brasil, como Argentina e Chile, também apresentam uma política tímida de 
justiça para as vítimas das ditaduras locais. 
 
C As Forças Armadas do Brasil cooperam incansavelmente com a sociedade civil para sanar dívidas 
históricas que remontam ao regime militar. 
 
D Atualmente a memória histórica predominante no meio acadêmico reconhece apenas o caráter 
militar do golpe de 1964 e da ditadura. 
 
E O Brasil tem uma louvável política de reparação histórica às vítimas da ditadura, especialmente os 
desaparecidos políticos. 
 
Questão 5/10 - O Pensamento Histórico no Brasil - Eletiva 
Leia a passagem de texto: 
 
“Os projetos de colonização do interior, até então, esbarravam, no IHGB, no 
consenso axiomático de que o indígena era um ente degenerado. Como fundar um 
contrato social com seres degenerados, como interiorizar a civilização contornando-
se as ‘ruínas de povos’, como trazer à ‘comunhão brasileira’ tantos ‘inimigos 
internos’?” 
 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: FERREIRA, L. M. Ciência nômade: O IHGB e as viagens científicas no Brasil imperial. História, Ciências, 
Saúde, Manguinhos, v. 13, n. 2, p. 271-292, abr./jun., 2006. p. 282. 
 
Considerando a passagem de texto e os conteúdos do livro-base Historiografia 
brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre o trabalho coletivo do 
IHGB, é correto afirmar que: 
Nota: 10.0 
 
A incorporou o nativo como símbolo da nação, no contexto de construção da identidade nacional. 
 
B reconheceu a inferioridade do indígena e condenou a consolidação do projeto europeu de 
civilização. 
 
C considerou o indígena como mais uma etnia digna de cidadania, junto com escravos africanos e 
imigrantes europeus. 
 
D defendeu etnias do interior e condenou etnias do litoral, respeitando, contudo, suas 
particularidades religiosas. 
 
E construiu um discurso histórico de redução da humanidade indígena e, paralelamente, exaltação 
dos padrões europeus. 
Você acertou! 
Comentário: De acordo com o livro-base o IHGB tinha função de “[...] narrar o processo civilizador na 
formação nacional do Brasil, aproximando o país tropical dos padrões europeus” (livro-base, p. 67). O 
trecho do texto citado no elemento-base afirma que o IHGB considera o indígena como um empecilho 
(“seres degenerados”) para esse processo civilizatório, portanto, não podendo ser símbolo da nação. Ainda 
de acordo com o livro-base, o IHGB interpretava que “[...] a história era a principal ferramenta para 
destacar as virtudes e honras da pátria brasileira” (livro-base, p. 66), excluindo-se desse processo grupos 
que não fossem ligados a elite monárquica, incluindo escravos, indígenas e imigrantes. 
 
Questão 6/10 - O Pensamento Histórico no Brasil - Eletiva 
Leia o excerto de texto: 
 
“É esta província mui abastada de mantimentos de muita substância e menos 
trabalhosos que os da Espanha. Dão-se nela muitas carnes [...] melhores algodões 
que em outra parte sabida, e muitos açúcares tão bons como na Ilha da Madeira. 
Tem muito pau de que se fazem as tintas. Em algumas partes dele se dá trigo, 
cevada, e vinho muito bom [...] porque lhe não falta ferro, aço, cobre, ouro, 
esmeralda, cristal [...].” 
 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SOUZA, G. S. Tratado descritivo do Brasil em 1587. Rio de Janeiro: Companhia da Editora Nacional, 
1938. p. 2. 
 
Considerando o excerto de texto e os conteúdos do livro-base Historiografia 
brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre os textos de Gabriel 
Soares de Souza, é correto afirmar que: 
Nota: 10.0 
 
A Gabriel Soares de Souza busca descrever as novas terras e chamar a atenção do rei para 
as riquezas presentes na nova possessão portuguesa. 
Você acertou! 
Comentário: De acordo com o livro-base “[...] a intenção de Souza foi descrever a região da nova 
terra a fim de revelá-la aos portugueses e chamar a atenção do rei e da corte para a colônia” (livro-
base, p. 42,43). Assim, por mais que o autor cite a Espanha seu enfoque central no excerto é a 
América Portuguesa. Como o texto faz referência a metais preciosos e foi escrito no contexto do 
mercantilismo a Coroa demonstrou interesse. O texto é bastante detalhado, chegando a citar uma 
variedade de matérias e produtos. Conforme o livro base “[...] Para Souza a nova província era 
muito abastada de mantimentos e, assim, ter-se-ia menos trabalho para se viver da terra” (livro-
base, p. 43), ou seja, Soares destaca a fertilidade do solo. 
 
B Gabriel Soares de Souza compara as riquezas do território brasileiro com as da América 
Espanhola, enfatizando a descrição desta, para qual deu mais atenção. 
 
C Ao limitar os exemplos de matérias-primas para a exploração, o texto não agradou a 
Coroa portuguesa, mesmo contendo nele referências a metais preciosos. 
 
D As crônicas de Gabriel Soares de Souza são exemplos das limitações da produção 
historiográfica do século XVI, pois descartam informações sobre a realidade local. 
 
E O cronista chama a atenção para as dificuldades que os portugueses encontrariam, se 
optassem por colonizar o território, por causa da pouca produtividade do solo. 
 
Questão 7/10 - O Pensamento Histórico no Brasil - Eletiva 
Leia a passagem de texto: 
 
“A teoria da história tem por objetivo analisar o que sempre foi a base do 
pensamento histórico em sua versão científica e que, sem a explicitação e a 
explicação por ela oferecidas, nunca passaria de pressupostos e de fundamentos 
implícitos.” 
 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: RÜSEN, Jörn. Razão histórica: teoria da história: os fundamentos da ciência histórica. Brasília: UnB, 
2001. p. 14. 
 
Conforme a passagem de texto e os conteúdos do livro-base Historiografia 
brasileira: uma breve história da história no Brasil, a historiografia brasileira 
apresenta algumas fases. Tendo em vista a consolidação da ciência histórica no 
Brasil, relacione os historiadores abaixo às suas obras e ideias: 
 
1. Sérgio Buarque de Holanda 
2. Fernand Braudel 
3. Afonso Taunay 
 
( ) Autor do ensaio Raízes do Brasil. 
( ) Francês, foi professor da prestigiada École Pratique des Hautes Études. 
( ) Autor de História do café no Brasil, obra de 15 volumes. 
( ) Desenvolveu o conceito de homem cordial para compreender o comportamento 
nacional. 
( ) Defendia a busca da totalidade histórica por parte da pesquisa historiográfica 
recorrendo a interdisciplinaridade. 
 
Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Nota: 0.0 
 
A 1 – 2 – 3 – 1 – 2 
Comentário: A sequência correta é: 1 – 2 – 3 – 1 – 2. Segundo o livro-base: [1] Sérgio Buarque de 
Holanda: escreveu o “[...] ensaio histórico Raízes do Brasil” (livro-base, p. 162). Sua obra trata do 
“[...] homem cordial, a própria síntese do comportamento nacional, não necessariamente bondoso, mas 
passional” (livro-base, p. 163). [2] Fernand Braudel: “[...] Em 1937, ele se tornou professorda École 
Pratique des Hautes Études, em Paris” (livro-base, p. 192). Além disso, Braudel defendia que os 
historiadores “[...] precisariam buscar apreender a realidade histórica como um todo [...] o autor orientava 
os futuros pesquisadores brasileiros a recorrem à interdisciplinaridade” (livro-base, p. 193). [3] Afonso 
Taunay: escreveu a obra “[...] entre 1939-1943, publicou também sua famosa obra História do café no 
Brasil, em 15 volumes” (livro-base, p. 198). 
 
B 1 – 3 – 2 – 1 – 3 
 
C 2 – 1 – 3 – 1 – 1 
 
D 2 – 1 – 3 – 3 – 2 
 
E 3 – 2 – 1 – 2 – 1 
 
Questão 8/10 - O Pensamento Histórico no Brasil - Eletiva 
Leia a passagem de texto: 
 
“Martius deixa claro que seu trabalho não se resume a um mero estudo etnográfico 
sobre povos exóticos, mas se reveste de séria importância para o futuro de um 
nascente império. Mescla de naturalista, etnógrafo e historiador (e, desta forma, 
autorizado profeta), ele pensa que a população autóctone faz parte de uma raça 
que desaparecerá.” 
 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ODA, A. M. Da enfermidade chamada banzo: excertos de Sigaud e de von Martius (1844). Revista 
Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental, São Paulo, v. 11, n. 4, p. 762-778, dez., 2008. p. 767. 
 
Considerando a passagem de texto e os conteúdos do livro-base Historiografia 
brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre a construção 
historiográfica no século XIX e as ideias de Von Martius, assinale a alternativa 
correta: 
Nota: 10.0 
 
A Sua perspectiva científica desvincula-se das matrizes europeias, sendo von Martius um 
pesquisador independente. 
 
B Von Martius, estudioso de caráter multidisciplinar, priorizava o estudo das três principais raças 
brasileiras. 
Você acertou! 
COMENTÁRIO: De acordo com o livro-base, von Martius acreditava que “[...] a história do Brasil 
deveria ser escrita a partir do exame da confluência das três principais raças que formavam a população 
brasileira” (livro-base, p. 71). O elemento-base da questão aponta para o caráter multidisciplinar de von 
Martius ao destacar seu papel de naturalista, etnógrafo e historiador, não se restringindo à botânica. Além 
disso, ele “[...] compartilhava uma série de ideias comuns da ciência daquela época” (livro-base, p. 71), 
vinculando-se ao cientificismo europeu. Von Martius também fez incursões pelo interior do Brasil, junto 
com outros cientistas alemães. Além disso, considerava o português e não o indígena como alavanca da 
civilização brasileira (livro-base, p. 72). 
 
C As proposições de von Martius apresentam limitações práticas, já que suas pesquisas ficaram 
restritas ao litoral. 
 
D Von Martius considerava o elemento indígena a alavanca necessária para o desenvolvimento 
histórico nacional. 
 
E Ao limitar-se em estudar botânica, a contribuição de von Martius restringiu-se apenas ao campo 
da flora e fauna. 
 
Questão 9/10 - O Pensamento Histórico no Brasil - Eletiva 
Atente para a passagem de texto: 
 
“Em Casa Grande & Senzala, o recurso à perversão sexual como fator de estabilidade 
da estrutura social tem como objetivo explicar a aproximação entre senhores e 
escravos, brancos e negros, dois grupos divididos por profundas diferenças sociais 
e culturais.” 
 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: MARCUSI, A. A. Mestiçagem e perversão sexual em Gilberto Freyre e Arthur de Gobineau. Estudos 
Históricos, Rio de Janeiro, v. 26, n. 52, p. 275-293, jul./dez., 2013. p. 284. 
 
Considerando a passagem de texto, que trata da produção de Gilberto Freyre, e os 
conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história 
no Brasil é correto afirmar que Freyre: 
Nota: 0.0 
 
A tem uma abordagem culturalista, inovando ao estudar relações entre senhores e escravos 
inclusive no âmbito da sexualidade. 
Comentário: Conforme o elemento-base, Freyre reconhece que a relação entre senhores e escravos, negros 
e brancos era marcada entre outros elementos pela perversão sexual, na qual muitos brancos relacionavam-
se com negras e escravas surgindo daí mulatos e mestiços. A sexualidade era entendida também como um 
elemento que aproximava esses grupos sociais, distanciados pela realidade econômica e de trabalho. O 
elemento-base também reforça a ideia de Freyre em focar no universo do particular, já que aborda a 
sexualidade. A obra de Freyre, conforme aponta o livro-base “[...] é inovadora na abordagem culturalista, 
da vida privada e da sexualidade” (livro-base, p. 160). 
 
B entende o mundo colonial marcado pela presença de brancos e negros, dois polos extremos sem 
nenhuma possibilidade de contato cultural e social. 
 
C reconhece a sexualidade como um fator de afastamento cultural, ou seja, um fenômeno que 
distanciava brancos e negros. 
 
D centraliza sua preocupação em aspectos da vida pública, desconsiderando os aspectos da vida 
privada. 
 
E defende a lógica cristã que permeou a colonização enfatizando seu poder de evitar a perversão 
sexual. 
 
Questão 10/10 - O Pensamento Histórico no Brasil - Eletiva 
Atente para a citação: 
 
“Essa interação entre o ‘eu’, interior e particular a cada um, e o ‘outro’, o além de 
mim, é o que denominamos de alteridade. Esse conceito parte do pressuposto de 
que todo indivíduo social é interdependente dos demais sujeitos de seu contexto 
social, isto é, o mundo individual só existe diante do contraste com o mundo do 
outro.” 
 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: RODRIGUES, Lucas de Oliveira. Conceito de alteridade. 
https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/conceito-alteridade.html. Acesso em: 28 maio 2019. 
 
Considerando a citação e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: 
uma breve história da história no Brasil sobre a questão da alteridade durante o 
processo de colonização, é correto afirmar que: 
Nota: 10.0 
 
A Os primeiros cronistas do período colonial brasileiro valeram-se da alteridade para 
compreender e respeitar as populações nativas e, em seguida, os escravos africanos que 
vieram para o Brasil. 
 
B O choque cultural ocorrido com a chegada dos europeus a América representou o primeiro 
passo em direção à convivência pacífica e harmônica entre esses diferentes povos. 
 
C Existia uma preocupação dos primeiros cronistas em entender o “outro”, representando-o 
sempre como humano e, por isso, abriam mão da perspectiva do “eu”, no caso, a cultura 
europeia. 
 
D No processo de colonização, Pero Magalhães de Gandavo e os demais cronistas viam o outro 
como incivilizado e bestial, e usavam essa percepção como justificativa para a exploração. 
Você acertou! 
Comentário: De acordo com o livro-base “[...] A crueldade do processo civilizatório procurava 
demonstrar a bestialidade do outro, para que a conquista, a subjugação e a exploração parecessem aos 
olhos deste como um ato de civilidade” (livro-base, p. 39). Com isso, notamos a redução do “outro” 
para garantir a exploração. Isso demonstra que não havia uma preocupação em entender a cultura nativa, 
ou seja, praticar a alteridade, e a superioridade europeia passa a ser entendida como um elemento 
primordial para garantir a exploração desses povos. O resultado desse processo histórico foi o genocídio 
dos povos indígenas. 
 
E A superioridade europeia foi representada de maneira secundária, ocupando pequenos 
espaços nos documentos históricos do século XVI, quando se inicia a colonização. 
 
 
Questão 1/10 - O Pensamento Histórico no Brasil - Eletiva 
Leia a passagem de texto: 
 
“O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) nasceu, em 1838, da aspiração 
de uma entidade que refletisse a nação brasileira que, não muito antes, conquistara 
a sua Independência. [...] Contou com o patronato do imperador D. Pedro II, a quem 
foi dado o título de Protetor, o qual incentivou e financiou pesquisas, fezdoações 
valiosas, cedeu sala no Paço Imperial para sede do Instituto, em seus passos iniciais 
[...].” 
 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: IHGB. Histórico. https://www.ihgb.org.br/ihgb/historico.html. Acesso em: 28 maio 2019. 
 
Considerando a passagem de texto e os conteúdos do livro-base Historiografia 
brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre o IHGB, é correto 
afirmar que: 
Nota: 10.0 
 
A boa parte dos fundadores do IHGB fazia oposição ao regime imperial, criticando principalmente 
a figura do imperador. 
 
B o conhecimento histórico construído pelo IHGB comprometeu-se com um modelo republicano 
de poder. 
 
C a historiografia nacional vinculada ao IHGB emergiu num contexto histórico de criação da 
identidade nacional. 
Você acertou! 
Comentário: De acordo com o livro-base a criação do IHGB foi uma das medidas para “[...] consolidar a 
união e a autonomia do império brasileiro” (livro-base, p. 65). Com isso, é nítido os vínculos do Instituto 
com o Estado brasileiro. Além disso, a grande maioria dos membros do IHGB eram fiéis a “casa de 
Bragança” (livro-base, p. 66) o que reforça o modelo monárquico de poder defendido pelos primeiros 
historiadores. O contexto histórico da primeira metade do século XIX foi marcado por uma série de 
conflitos regionais, especialmente durante o período regencial: “ Dessa forma, os membros do IHGB 
faziam parte de uma elite política a serviço do imperador. Para eles, princípios como o fortalecimento do 
Estado e a unidade nacional constituíam valores políticos fundamentais. A formação de um instituto 
histórico e geográfico era, portanto, entendida como um ato de patriotismo. A veneração da nação era o 
leitmotiv da criação do IHGB, e a história era vista como a principal ferramenta para destacar as virtudes 
e honras da pátria brasileira. O objetivo primordial do instituto era ajudar a fortalecer o Estado monarquista 
e constitucional naquele momento de intensas” (livro-base, p. 66-67). 
 
D o contexto histórico de emergência do IHGB foi marcado pela pacificação política, econômica e 
social. 
 
E apesar das contribuições do imperador D. Pedro II, o IHGB não construiu vínculos com o 
Estado em formação. 
 
Questão 2/10 - O Pensamento Histórico no Brasil - Eletiva 
Considere a seguinte citação: 
 
“[...] o conhecimento histórico brasileiro se produziu e se produz em diferentes 
suportes: crônicas, tratados, romances, ensaios, monografias, teses, artigos, aulas, 
conferências etc., atravessando diferentes paradigmas, modos de fazer e funções 
sociais, que se alteram em função dos diversos contextos surgidos ao longo do 
tempo”. 
 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: CARVALHO, R.; LIMA, H.; LIMA, J. Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil. 
Curitiba: InterSaberes, 2018. p. 14. 
 
Considerando estas informações e os conteúdos do livro-base Historiografia 
brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre o contexto da produção 
do conhecimento histórico brasileiro, assinale a alternativa correta: 
Nota: 10.0 
 
A A produção historiográfica brasileira limita-se ao conhecimento produzido no âmbito acadêmico 
e universitário. 
 
B A função social do conhecimento histórico brasileiro restringe-se à manutenção do poder 
político, sem questioná-lo. 
 
C Crônicas e romances do período colonial não são fontes históricas nem são consideradas 
produções de conhecimento histórico. 
 
D O conhecimento histórico produzido no Brasil vincula-se exclusivamente aos períodos colonial 
e imperial. 
 
E O conhecimento histórico brasileiro abriga uma série de documentos, variando de acordo com 
os contextos históricos e os modos de produzir e escrever história. 
Você acertou! 
Comentário: A citação considera uma gama de fontes como conhecimento histórico brasileiro, desde o 
período colonial até a contemporaneidade. “Além disso, o conhecimento histórico brasileiro se produziu e 
se produz em diferentes suportes: crônicas, tratados, romances, ensaios, monografias, teses, artigos, aulas, 
conferências etc., atravessando diferentes paradigmas, modos de fazer e funções sociais, que se alteram 
em função dos diversos contextos surgidos ao longo do tempo. Considerando, portanto, a necessária 
seletividade e a inevitável parcialidade de escolhas, caminhos e abordagens, apresentar uma breve história 
da historiografia brasileira é um grande desafio, porém, como já mencionamos, gratificante, na medida em 
que nos coloca — professores, estudantes e interessados — em contato com os principais historiadores e 
com uma grande riqueza de concepções, métodos e abordagens, que mostram a pluralidade de 
interpretações possíveis”. (livro-base, p. 14). 
 
Questão 3/10 - O Pensamento Histórico no Brasil - Eletiva 
Atente para a citação: 
 
“Essa interação entre o ‘eu’, interior e particular a cada um, e o ‘outro’, o além de 
mim, é o que denominamos de alteridade. Esse conceito parte do pressuposto de 
que todo indivíduo social é interdependente dos demais sujeitos de seu contexto 
social, isto é, o mundo individual só existe diante do contraste com o mundo do 
outro.” 
 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: RODRIGUES, Lucas de Oliveira. Conceito de alteridade. 
https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/conceito-alteridade.html. Acesso em: 28 maio 2019. 
 
Considerando a citação e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: 
uma breve história da história no Brasil sobre a questão da alteridade durante o 
processo de colonização, é correto afirmar que: 
Nota: 10.0 
 
A Os primeiros cronistas do período colonial brasileiro valeram-se da alteridade para 
compreender e respeitar as populações nativas e, em seguida, os escravos africanos que vieram 
para o Brasil. 
 
B O choque cultural ocorrido com a chegada dos europeus a América representou o primeiro 
passo em direção à convivência pacífica e harmônica entre esses diferentes povos. 
 
C Existia uma preocupação dos primeiros cronistas em entender o “outro”, representando-o 
sempre como humano e, por isso, abriam mão da perspectiva do “eu”, no caso, a cultura 
europeia. 
 
D No processo de colonização, Pero Magalhães de Gandavo e os demais cronistas viam o outro 
como incivilizado e bestial, e usavam essa percepção como justificativa para a exploração. 
Você acertou! 
Comentário: De acordo com o livro-base “[...] A crueldade do processo civilizatório procurava 
demonstrar a bestialidade do outro, para que a conquista, a subjugação e a exploração parecessem aos 
olhos deste como um ato de civilidade” (livro-base, p. 39). Com isso, notamos a redução do “outro” para 
garantir a exploração. Isso demonstra que não havia uma preocupação em entender a cultura nativa, ou 
seja, praticar a alteridade, e a superioridade europeia passa a ser entendida como um elemento primordial 
para garantir a exploração desses povos. O resultado desse processo histórico foi o genocídio dos povos 
indígenas. 
 
E A superioridade europeia foi representada de maneira secundária, ocupando pequenos espaços 
nos documentos históricos do século XVI, quando se inicia a colonização. 
 
Questão 4/10 - O Pensamento Histórico no Brasil - Eletiva 
Atente para a citação: 
 
“Mas, as viagens científicas brasileiras também teriam monumentos para estudar: 
os obeliscos assentados no Pará, as construções e ruínas provenientes da presença 
holandesa no Brasil, e mesmo vestígios de civilização, como as estátuas indígenas 
descobertas na embocadura do rio Negro.” 
 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: FERREIRA, L. M. Ciência nômade: O IHGB e as viagens científicas no Brasil imperial. História, Ciências, 
Saúde, Rio de Janeiro, v. 13, n. 2, p. 271-292, abr./jun., 2006. p. 277. 
 
Considerando a citação e os conteúdos do livro-baseHistoriografia brasileira: 
uma breve história da história no Brasil sobre o Instituto Histórico e Geográfico 
Brasileiro (IHGB), é correto afirmar que: 
Nota: 10.0 
 
A o IHGB reconhecia como fontes unicamente documentos orais, desprezando os outros 
modelos. 
 
B a busca do IHGB pelos monumentos nacionais reforçava a perspectiva de história ligada 
também à prática da arqueologia. 
Você acertou! 
Comentário: O IHGB nasceu buscando se adequar aos padrões da metodologia histórica ligada à 
escola alemã, quando, no século XIX, a história assumiu seu caráter científico (livro-base, p. 67). 
Nesse sentido, o documento escrito e registros arqueológicos serão considerados a base para a 
produção da cientificidade historiográfica (livro-base, p. 68). O IHGB tinha função de “[...] narrar 
o processo civilizador na formação nacional do Brasil, aproximando o país tropical dos padrões 
europeus” (livro-base, p. 67), reduzindo as demais culturas e etnias. 
 
C A descoberta de monumentos reforçaria os argumentos do IHGB que centralizavam a 
identidade nacional no indígena. 
 
D O IHGB vinculava-se à influência de escolas norte-americanas que exportavam seu 
modelo cientificista para o mundo. 
 
E O cientificismo do IHGB eximia-se de qualquer perspectiva que estivesse ligada a uma 
escala evolutiva civilizacional. 
 
Questão 5/10 - O Pensamento Histórico no Brasil - Eletiva 
Leia o fragmento de texto: 
 
“Na realidade, os membros do IHGB ainda mantinham uma concepção de história 
como mestra da vida, tal como formulada na História da Guerra do Peloponeso, de 
Tucídides, e eternizada na expressão latina de Cícero, historia magistra vitae, em sua 
obra Do Orador.” 
 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: CARVALHO, R.; LIMA, H.; LIMA, J. Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil. 
Curitiba: InterSaberes, 2018. p. 69. (grifo do autor) 
 
Considerando o fragmento de texto e os conteúdos do livro-base Historiografia 
brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre o papel histórico do 
IHGB é correto afirmar que: 
Nota: 10.0 
 
A ocorreu um rompimento conceitual do IHGB com a perspectiva historiográfica da 
Antiguidade. 
 
B a história como mestra da vida tinha como função principal valorizar a cultura nacional em 
detrimento da política. 
 
C assim como na historiografia antiga, os membros do IHGB centralizaram seus esforços em 
retratar guerras. 
 
D a história era entendida pelo IHGB como uma série de experiências passadas que poderiam 
orientar o futuro. 
Você acertou! 
Comentário: Conforme aponta o elemento-base, os historiadores do IHGB vão manter vínculos com 
os historiadores da Antiguidade, especialmente Tucídides e Cícero, os dois citados. Além disso, 
conforme o livro-base “O instituto, então, colocava-se a serviço do Estado e intencionava oferecer 
conhecimentos precisos e úteis ao Estado” (livro-base, p. 69), o que deixa claro a prioridade política 
desses historiadores. Eles também valorizavam o passado e a história, na medida em que a 
consideravam “[...] bagagem fundamental para o homem de Estado” (livro-base, p. 69). A centralidade 
da pesquisa do IHGB girava em torno da construção da identidade nacional, não de guerras locais. 
“Para os intelectuais vinculados ao instituto, o conhecimento histórico tinha uma função esclarecedora, 
que devia apontar caminhos para os que se ocupavam da política. Esse conhecimento, portanto, era 
considerado uma bagagem fundamental para o homem de Estado. Entendia-se que a história era capaz 
de fornecer aos homens a prudência e a sabedoria necessárias tanto para evitar antigos erros quanto 
para repetir acertos do passado. A história era entendida pelos membros do IHGB como um repertório 
de experiências passadas que podia indicar como fazer as coisas no presente e no futuro (Guimarães, 
2011)” (livro-base, p. 69). 
 
E os historiadores do IHGB desprezavam o passado e valorizavam o presente, especialmente o 
campo político. 
 
Questão 6/10 - O Pensamento Histórico no Brasil - Eletiva 
Leia a passagem de texto: 
 
“Estamos abrindo as cortinas do passado, criando as condições para aprimorarmos 
a democratização do Estado e da sociedade. Possibilitando o acesso às informações 
sobre os fatos políticos do país reencontramos nossa história, formamos nossa 
identidade e damos mais um passo para construir a nação que sonhamos: 
democrática, plural, mais justa e livre.” 
 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: MEMÓRIAS REVELADAS. Institucional. 
http://www.memoriasreveladas.gov.br/index.php/institucional. Acesso em 18 jun. 2019. 
 
Considerando a passagem de texto e os embates em torno da memória e da 
ditadura e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve 
história da história no Brasil sobre a memória e a reparação histórica das vítimas 
do regime militar, assinale a alternativa correta: 
Nota: 0.0 
 
A O Brasil caminha a passos lentos no que se refere à condenação dos culpados por crimes durante 
o regime militar. 
Comentário: Conforme o livro-base, “[...] O Estado brasileiro tem uma tímida política de memória, que 
prioriza a reparação às vítimas da repressão, mas não uma efetiva justiça para os culpados [...]” (livro-base, 
p. 261). Diferente do Brasil, Argentina e Chile já avançaram nesse processo de condenação dos 
responsáveis por crimes políticos e de Estado (livro-base, p. 261). Além disso, no Brasil o “[...] não 
reconhecimento pelas Forças Armadas de sua dívida histórica, envolta em silêncio dos oficiais” (livro-
base, p. 261), pesa negativamente na balança da memória e da reparação. Atualmente, predomina no 
ambiente acadêmico leituras que consideram a “[...] presença de outros segmentos da sociedade civil que 
compuseram o regime militar, entre industriais, latifundiários e até setores da imprensa liberal” (livro-base, 
p. 261). Por fim, o livro-base apresenta como tímida a política de memória e reparação histórica das vítimas 
da ditadura. Sobre isso, ler o livro-base, p. 261. 
 
B Países vizinhos ao Brasil, como Argentina e Chile, também apresentam uma política tímida de 
justiça para as vítimas das ditaduras locais. 
 
C As Forças Armadas do Brasil cooperam incansavelmente com a sociedade civil para sanar 
dívidas históricas que remontam ao regime militar. 
 
D Atualmente a memória histórica predominante no meio acadêmico reconhece apenas o caráter 
militar do golpe de 1964 e da ditadura. 
 
E O Brasil tem uma louvável política de reparação histórica às vítimas da ditadura, especialmente 
os desaparecidos políticos. 
 
Questão 7/10 - O Pensamento Histórico no Brasil - Eletiva 
Leia o fragmento de texto: 
 
“Na realidade, os membros do IHGB ainda mantinham uma concepção de história 
como mestra da vida, tal como formulada na História da Guerra do Peloponeso, de 
Tucídides, e eternizada na expressão latina de Cícero, historia magistra vitae, em sua 
obra Do Orador.” 
 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: CARVALHO, R.; LIMA, H.; LIMA, J. Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil. 
Curitiba: InterSaberes, 2018. p. 69. (grifo do autor). 
 
Considerando o fragmento de texto e os conteúdos do livro-base Historiografia 
brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre o papel histórico do 
IHGB é correto afirmar que: 
Nota: 10.0 
 
A ocorreu um rompimento conceitual do IHGB com a perspectiva historiográfica da 
Antiguidade. 
 
B a história como mestra da vida tinha como função principal valorizar a cultura nacional em 
detrimento da política. 
 
C assim como na historiografia antiga, os membros do IHGB centralizaram seus esforços em 
retratar guerras. 
 
D a história era entendida pelo IHGB como uma série de experiências passadas que poderiam 
orientar o futuro. 
Você acertou! 
Comentário: Conforme aponta o elemento-base,os historiadores do IHGB vão manter vínculos com os 
historiadores da Antiguidade, especialmente Tucídides e Cícero, os dois citados. Além disso, conforme 
o livro-base “O instituto, então, colocava-se a serviço do Estado e intencionava oferecer conhecimentos 
precisos e úteis ao Estado” (livro-base, p. 69), o que deixa claro a prioridade política desses historiadores. 
Eles também valorizavam o passado e a história, na medida em que a consideravam “[...] bagagem 
fundamental para o homem de Estado” (livro-base, p. 69). A centralidade da pesquisa do IHGB girava 
em torno da construção da identidade nacional, não de guerras locais. “Para os intelectuais vinculados ao 
instituto, o conhecimento histórico tinha uma função esclarecedora, que devia apontar caminhos para os 
que se ocupavam da política. Esse conhecimento, portanto, era considerado uma bagagem fundamental 
para o homem de Estado. Entendia-se que a história era capaz de fornecer aos homens a prudência e a 
sabedoria necessárias tanto para evitar antigos erros quanto para repetir acertos do passado. A história 
era entendida pelos membros do IHGB como um repertório de experiências passadas que podia indicar 
como fazer as coisas no presente e no futuro (Guimarães, 2011)” (livro-base, p. 69). 
 
E os historiadores do IHGB desprezavam o passado e valorizavam o presente, especialmente o 
campo político. 
 
Questão 8/10 - O Pensamento Histórico no Brasil - Eletiva 
Leia o seguinte fragmento de texto: 
 
“A feição deles é serem pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e bons 
narizes, bem feitos. Andam nus, sem cobertura alguma. Nem fazem mais caso de 
encobrir ou deixar de encobrir ou de mostrar suas vergonhas do que de mostrar a 
cara. Acerca disso são de grande inocência.” 
 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: CAMINHA, Pero Vaz. A Carta. http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000292.pdf. 
Acesso em: 28 maio 2019. 
 
Considerando estas informações e os conteúdos do livro-base Historiografia 
brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre os primeiros 
documentos históricos do período colonial, é correto afirmar que: 
Nota: 10.0 
 
A Os cronistas do século XVI eram apenas portugueses que desembarcaram na costa litorânea do 
Brasil, como é o caso de Caminha. 
 
B Caminha ao escrever sobre as indígenas é movido por uma lógica cristã, representando assim 
seu assombro com os nativos e o desconhecido. 
Você acertou! 
Comentário: Além de Caminha, outros cronistas de origens variadas como Jean de Léry e Hans Staden 
escreveram sobre as terras brasileiras (livro-base, p. 30). Caminha faz parte da geração que manteve os 
primeiros contatos com os nativos, representando assim “[...] o assombro e até certa repugnância para 
com aquela humanidade que o europeu desconhecia” (livro-base, p. 29). Com representações de “[...] 
caráter moralizante” (livro-base, p. 29), fica claro que Caminha não está preocupado em entender o 
universo cultural nativo, mas sim inseri-lo num eixo ideológico cristão e católico. 
 
C Caminha apresenta em seu texto uma preocupação em entender a realidade cultural e social 
dos indígenas locais. 
 
D A nudez, apesar de despertar a atenção de Caminha, ganha uma posição secundária, já que seu 
ambiente de produção era marcadamente antirreligioso. 
 
E Caminha reconhece a superioridade racial dos indígenas frente aos portugueses ao descrevê-
los como “bem feitos”. 
 
Questão 9/10 - O Pensamento Histórico no Brasil - Eletiva 
Leia a passagem de texto: 
 
“Depois de fartas libações de cachaça, que eles, como todos os índios apreciam 
apaixonadamente, tornaram-se confiantes e excitados, e executaram as suas 
danças à noite, num lugar aberto, não distante da Fazenda Cuidoval. Já antes haviam 
despertado em nós sentimentos melancólicos sobre a degeneração do humano 
neles, o porte baixinho, o pardo-avermelhado da pele, o cabelo negro de carvão, 
solto e desgrenhado, o formato desagradável da cara larga, angulosa, e os olhos 
pequenos, oblíquos, inconstantes, finalmente o andar de passos curtos, esquivos, 
desses homens das selvas.” 
 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SPIX, J. B; MARTIUS, K. F. Viagem pelo Brasil: 1817-1820. São Paulo: Editora da Universidade de São 
Paulo, 1981. p. 231. 
 
Considerando a passagem de texto acima e os conteúdos do livro-base 
Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre a visão 
de Von Martius, assinale a alternativa correta: 
Nota: 10.0 
 
A Von Martius apresenta uma visão preconceituosa do nativo brasileiro, influenciado pelas ideias 
consideradas cientificas do século XIX. 
Você acertou! 
Comentário: De acordo com o texto-base, von Martius “[...] compartilhava uma série de ideias comuns 
da ciência daquela época, muitas das quais soam estranhas ou impróprias nos dias de hoje” (livro-base, 
p. 71), ou seja, o racismo científico. Conforme o elemento-base, o nativo local é representado como 
“degenerado e desagradável”. 
“O ensaio de Martius (1844, p. 382) sugeria a produção de uma ‘historiografia filosófica’ para o Brasil. 
Diferentemente da proposta de Wallenstein (1882), o naturalista alemão propunha que a vida política — 
a descrição de governos e governantes — fosse deixada em segundo plano. Segundo ele, a história do 
Brasil deveria ser escrita a partir do exame da confluência das três principais raças que formavam a 
população brasileira: ‘devia ser um ponto capital para o historiador reflexivo mostrar como no 
desenvolvimento sucessivo do Brasil se acham estabelecidas as condições para o aperfeiçoamento de três 
raças humanas, que nesse país são colocadas uma ao lado da outra, de uma maneira desconhecida na 
história antiga, e que devem servir-se mutuamente de meio e de fim’ (Martius, 1844, p. 384)”. (livro-
base, p. 71) 
A identidade nacional construía-se, no século XIX, nos modelos europeus, base racial que inspira os 
autores. Von Martius contribuiu para a produção do conhecimento histórico brasileiro por meio de 
variadas obras. Sobre essas contribuições, consulte o livro-base, p. 69-75. 
 
B A preocupação em retratar os indígenas e suas características físicas reafirma o compromisso 
em embelezar o indígena. 
 
C Ao salientar que os nativos eram homens das selvas, Martius busca consolidar a identidade 
nacional brasileira, predominantemente indígena. 
 
D Ao apresentar os nativos dessa maneira, Martius demonstra não ter interesse em estudar esses 
povos. 
 
E Ao destacar as características físicas dos nativos, Martius não contribui para a consolidação de 
um conhecimento histórico brasileiro. 
 
Questão 10/10 - O Pensamento Histórico no Brasil - Eletiva 
Leia a passagem de texto: 
 
“Os projetos de colonização do interior, até então, esbarravam, no IHGB, no 
consenso axiomático de que o indígena era um ente degenerado. Como fundar um 
contrato social com seres degenerados, como interiorizar a civilização contornando-
se as ‘ruínas de povos’, como trazer à ‘comunhão brasileira’ tantos ‘inimigos 
internos’?” 
 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: FERREIRA, L. M. Ciência nômade: O IHGB e as viagens científicas no Brasil imperial. História, Ciências, 
Saúde, Manguinhos, v. 13, n. 2, p. 271-292, abr./jun., 2006. p. 282. 
 
Considerando a passagem de texto e os conteúdos do livro-base Historiografia 
brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre o trabalho coletivo do 
IHGB, é correto afirmar que: 
Nota: 10.0 
 
A incorporou o nativo como símbolo da nação, no contexto de construção da identidade nacional. 
 
B reconheceu a inferioridade do indígena e condenou a consolidação do projeto europeu de 
civilização. 
 
C considerou o indígena como mais uma etnia digna de cidadania, junto com escravos africanos 
e imigrantes europeus. 
 
D defendeu etnias do interior e condenou etniasdo litoral, respeitando, contudo, suas 
particularidades religiosas. 
 
E construiu um discurso histórico de redução da humanidade indígena e, paralelamente, 
exaltação dos padrões europeus. 
Você acertou! 
Comentário: De acordo com o livro-base o IHGB tinha função de “[...] narrar o processo civilizador na 
formação nacional do Brasil, aproximando o país tropical dos padrões europeus” (livro-base, p. 67). O 
trecho do texto citado no elemento-base afirma que o IHGB considera o indígena como um empecilho 
(“seres degenerados”) para esse processo civilizatório, portanto, não podendo ser símbolo da nação. 
Ainda de acordo com o livro-base, o IHGB interpretava que “[...] a história era a principal ferramenta 
para destacar as virtudes e honras da pátria brasileira” (livro-base, p. 66), excluindo-se desse processo 
grupos que não fossem ligados a elite monárquica, incluindo escravos, indígenas e imigrantes.