A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
40 pág.
Diabetes Melitus - Aula completa (Enfermagem, concurso público)

Pré-visualização | Página 2 de 7

11/40
Transporte e viagens
Seringas e agulhas
Preparação e aplicação
Colocar o frasco em bolsa térmica ou caixa de isopor, sem gelo comum ou gelo seco;
Na falta de bolsa térmica ou caixa de isopor, o transporte pode ser feito em bolsa comum, desde  que a 
insulina não seja exposta à luz solar ou ao calor excessivo;
Em viagens de avião, não despachar o frasco com a bagagem, visto que a baixa temperatura no  
compartimento de cargas pode congelar a insulina.
Podem ser reutilizadas pela própria pessoa, desde que a agulha e a capa protetora não tenham sido 
contaminadas;
Nº de reutilizações:  variável; deve ser trocada quando a  agulha começar a causar desconforto durante a 
aplicação (considera-se até 8 aplicações);
Podem ser mantidas em temperatura ambiente;
Depois de usada, a seringa deve ser “recapada” pela pessoa;
Não se recomenda higienizar a agulha com álcool;
Descarte (seringa com agulha acoplada): recipiente próprio para perfurocortante, fornecido pela (UBS), ou 
em recipiente rígido
Não é recomendado: garrafa PET (fragilidade)
Recipiente cheio: entregar à UBS
Lavar as mãos com água e sabão;
Rolar o frasco gentilmente entre as mãos, para misturá-la, 
Combinação de dois tipos de insulina: aspirar antes a insulina de ação curta (regular)  para que o frasco não se 
contamine com a insulina de ação intermediária (NPH);
Não é necessário limpar o local com álcool;
05/05/2021 Diabetes Melitus - Evernote
https://www.evernote.com/client/web?login=true#?b=daf5683f-b4ea-49c7-b7e4-d3973e3ef9f0&n=05a08d56-6161-4393-aab2-3fc720b98b76& 12/40
História natural do DM tipos 1 e 2
Risco de desenvolver complicações crônicas graves: 
Muito superior aos indivíduos normais
As insulinas reduzem a HbA1c em até 3,0%, e a hipoglicemia é o principal limitante. 
A insulina regular também pode ser aplicada por vias intravenosa e intramuscular, em situações que requerem um 
Pinçar o local com os dedos; agulha deve ser introduzida completamente, em ângulo de 90 graus;
Indivíduos muito magros: aplicação intramuscular, absorção mais rápida da insulina; agulhas mais curtas; 
ângulo de 45 graus;
Não é necessário puxar o êmbolo para verificar a presença de sangue;
Esperar 5 segundos antes de se retirar a agulha do subcutâneo;
Mudar sistematicamente o local de aplicação de insulina; manter uma distância mínima de 1,5 cm entre 
cada injeção.
Organizar um esquema de administração que previna a reaplicação no mesmo local em menos de 15 a 20 
dias, para prevenir a ocorrência de lipodistrofia.
Aparecimento de complicações crônicas
Microvasculares: retinopatia, nefropatia e neuropatia diabética
Macrovasculares: não são específicas da diabetes, porém graves nos indivíduos acometidos (principal 
causa da morbimortalidade associada ao diabete)
30 vezes, para cegueira
40 vezes, para amputação de membros inferiores
2 a 5 vezes, para IAM
2 a 3 vezes para AVC 
05/05/2021 Diabetes Melitus - Evernote
https://www.evernote.com/client/web?login=true#?b=daf5683f-b4ea-49c7-b7e4-d3973e3ef9f0&n=05a08d56-6161-4393-aab2-3fc720b98b76& 13/40
efeito clínico imediato.
PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES AGUDAS DA DM
CETOACIDOSE DIABÉTICA
> Condição grave que pode resultar em coma ou até mesmo a morte. 
> Acontece quando os níveis de açúcar (glicose) no sangue do paciente diabético encontram-se muito altos.
Fatores:
Sintomas:
Polidipsia
Poliúria
Enurese
Hálito cetônico
Fadiga
Visão turva
Náuseas
Dor abdominal
Vômito
Desidratação
Hiperventilação
Alterações do estado mental.
Diagnóstico:
Infecção
Má adesão ao tratamento
Medicações hiperglicemiantes 
Intercorrências graves (AVC, IAM ou trauma)
hiperglicemia (glicemia maior de 250 mg/dl)
cetonemia (presença de níveis detectáveis de corpos cetônicos no plasma)
acidose metabólica (pH <7,3 e bicarbonato <15 mEq/l)
05/05/2021 Diabetes Melitus - Evernote
https://www.evernote.com/client/web?login=true#?b=daf5683f-b4ea-49c7-b7e4-d3973e3ef9f0&n=05a08d56-6161-4393-aab2-3fc720b98b76& 14/40
SÍNDROME HIPEROSMOLAR HIPERGLICÊMICA NÃO CETÓTICA
Complicação aguda do Diabetes
Caracterizada por:
Fisiopatologia
Redução na concentração de insulina circulante associada à liberação excessiva de hormônios contrarreguladores, 
(glucagon,  catecolaminas,  cortisol e hormônio de crescimento)
Esse processo desencadeia o aumento da produção hepática e renal de glicose e redução de sua captação nos 
tecidos periféricos sensíveis à insulina, resultando assim, em hiperglicemia.
A abordagem do enfermeiro
Providenciar monitorização cardíaca – risco de arritmias por alterações de potássio
Manter as vias aéreas pérvias – se paciente sonolento ou inconsciente
Administrar oxigênio conforme a prescrição médica – mantendo saturação acima de 92%
Hiperglicemia grave (> 600 mg/dl a 800 mg/dl)
Falta de cetose >
Desidratação
Alteração do estado mental
DM 2
hiperglicemia grave
hiperosmolaridade
desidratação profunda (grande perda de eletrólitos e fluídos na faixa de 6 a 10 litros)
e ausência de cetoacidose (acredita-se que os níveis de insulina circulantes são suficientes para impedir a 
formação de corpos cetônicos).
A mortalidade gira em torno de 15%, muito superior à da Cetoacidose Diabética que é 5%.
05/05/2021 Diabetes Melitus - Evernote
https://www.evernote.com/client/web?login=true#?b=daf5683f-b4ea-49c7-b7e4-d3973e3ef9f0&n=05a08d56-6161-4393-aab2-3fc720b98b76& 15/40
Obter acesso venoso, de preferência central
Colher amostra de sangue para hemograma, gasometria arterial e indicadores de função renal
Realizar glicemia capilar
Monitorar o estado de hidratação: turgor cutâneo, sinais vitais
Monitorar o estado neurológico
Promover a segurança do paciente – se apresentar alteração neurológica, cognitiva
Monitorar a pressão venosa central (PVC)
Monitorar os resultados de exames laboratoriais
Realizar controle de diurese e balanço hídrico
Verificar a necessidade de sondagem nasogástrica e vesical – rebaixamento de sensório
COMPLICAÇÕES MICROVASCULARES E NEUROPÁTICAS
Retino patia diabética
A retinopatia diabética é causada por danos aos vasos sanguíneos no tecido da parte traseira do olho (retina). 
Glicemia mal controlada é um fator de risco.
Presente tanto no diabetes tipo 1 quanto no tipo 2
Nefropatia diabética
A nefropatia diabética é uma alteração nos vasos sanguíneos dos rins, que leva à perda de proteína por meio da 
urina.
Principal causa de doença renal crônica
Diagnóstico
O diagnóstico precoce da nefropatia diabética é realizado por meio de exame de urina chamado microalbuminúria
05/05/2021 Diabetes Melitus - Evernote
https://www.evernote.com/client/web?login=true#?b=daf5683f-b4ea-49c7-b7e4-d3973e3ef9f0&n=05a08d56-6161-4393-aab2-3fc720b98b76& 16/40
O diagnóstico precoce da nefropatia diabética é realizado por meio de exame de urina, chamado microalbuminúria.
Já nas fases mais avançadas da doença, pode-se identificar elevação nos níveis sanguíneos de creatinina e ureia, bem 
como a presença de proteína na urina.
Úlceras de pés
Pé isquêmico: alteração vascular
Pé Neuropático: Alteração nervosa
Para pessoas com DM e presença de úlceras  
Dor em repouso
Pior com o exercício ou elevação 
Rubor postural
Palidez quando o membro é elevado
Frio
Ausência de pulsos tibial posterior e pedioso dorsal
Alteração da sensibilidade dos membros
Formigamento
Sensação de queimação
Melhora com exercícios
Diminuição da sensibilidade
Lesões traumáticas assintomáticas
Temperatura elevada
Maior risco de ulcerações
Atrofia da musculatura interóssea
Dedos em garra
Aumento do arco plantar
Lembrar que infecções podem ocorrer ;
Detectar e tratar precocemente as lesões;
Repousar apropriadamente o pé/a perna doente;
Sinais e sintomas que devem ser observados e comunicados aos profissionais: alterações no tamanho e na cor 
da pele (vermelhidão) ao redor da úlcera; marcas azuladas tipo hematoma e/ou escurecimento da pele, tipo de 
ã ( l t ú id d t ) i t d úl b lh é
05/05/2021 Diabetes Melitus - Evernote
https://www.evernote.com/client/web?login=true#?b=daf5683f-b4ea-49c7-b7e4-d3973e3ef9f0&n=05a08d56-6161-4393-aab2-3fc720b98b76&