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Economia e Finanças Públicas 
ICMS SC – 2018 PÓS EDITAL 
Prof. Manuel Piñon – Aula 01 
 
Prof. Manuel Piñon www.3dconcursos.com.br 1 de 135 
 AULA 00: Introdução à Macroeconomia. Conceitos 
Macroeconômicos Básicos. Identidades 
Macroeconômicas fundamentais. Formas de mensuração 
do Produto e da Renda Nacional. O produto nominal x o 
produto real. Números índices. O sistema de contas 
nacionais. Contas nacionais no Brasil. 
 
SUMÁRIO PÁGINA 
1. Apresentação 1 
2.Cronograma 3 
3. introdução à Economia 7 
4. Noções de Macroeconomia 13 
5. Agregados Macroeconômicos 19 
6. PIB e seu deflacionamento 55 
7. Questões Propostas 63 
8. Gabarito 87 
9. Questões Comentadas 88 
 
1. APRESENTAÇÃO 
 
Olá, amigo concurseiro! 
Seja bem-vindo ao Curso de Economia e Finanças Públicas para o ICMS-
SC (Auditor Fiscal), turma 2018 – PÓS EDITAL. 
Aqui vamos detalhar todo o conteúdo programático da matéria, numa 
linguagem simples e objetiva, sem, contudo, ser superficial. Nosso curso 
atenderá tanto aos concurseiros do nível mais básico, ou seja, aqueles 
que estão vendo a matéria pela primeira vez, como àqueles mais 
avançados, que desejam fazer uma revisão completa e detalhada da 
matéria. 
Antes de iniciar os comentários sobre o funcionamento do nosso 
curso, gostaria de fazer uma breve apresentação pessoal. 
Sou Administrador de Empresas com especialização em Finanças 
pela Fundação Getúlio Vargas-FGV e Auditor Fiscal da Receita Federal do 
Brasil, aprovado no concurso nacional de 2009/2010. Atuei inicialmente 
na Área de Arrecadação e Administração Tributária, passando pelo setor 
de Planejamento e Controle da Atividade Fiscal até chegar à atividade de 
Fiscalização propriamente dita. 
Economia e Finanças Públicas 
ICMS SC – 2018 PÓS EDITAL 
Prof. Manuel Piñon – Aula 01 
 
Prof. Manuel Piñon www.3dconcursos.com.br 2 de 135 
Porém, antes de tomar posse no meu atual cargo, eu já o havia exercido 
anteriormente entre 1999 e 2001. É que fui aprovado no concurso de 
para Auditor Fiscal da Receita Federal (na época AFTN) de 1998, e, após 2 
anos de exercício na atividade de fiscalização de empresas da Região 
Norte do país, recebi e aceitei um convite para voltar a trabalhar na 
iniciativa privada em minha cidade: Salvador. 
Após alguns anos na área privada, vivendo momentos de alta satisfação 
alternados com momentos de insatisfação, resolvi voltar a estudar para 
concursos públicos em 2006. Essa fase foi muito difícil. Eu tinha uma 
jornada dura, mas tinha que ser discreto, já que trabalhava e estudava 
muito, mas sem “poder dar muita bandeira” dessa dupla jornada. Sei que 
muitos de vocês vivem situações parecidas, mas acreditem que essa 
situação é transitória. No meu caso, fui recompensado com a aprovação 
para o cargo de Analista de Finanças e Controle – AFC da Controladoria 
Geral da União – CGU no ano de 2008. 
Entretanto, mesmo já trabalhando em bom cargo e com um excelente 
ambiente de trabalho na CGU, eu não me acomodei. Continuei com meus 
estudos rumo ao sonho de voltar a ser Auditor Fiscal da Receita Federal, 
que, como já dito, pode ser realizado com a aprovação no concurso de 
2009/2010. 
É isso meu amigo. Espero dividir com você a experiência adquirida ao 
longo da minha preparação, pois sei exatamente o que se passa “do outro 
lado”: as angústias, as expectativas, as dificuldades, mas também os 
sonhos. 
Não se esqueçam que são os sonhos que nos movem. 
Acredite e se esforce ao máximo. Esse é o segredo! 
 
 
 
Economia e Finanças Públicas 
ICMS SC – 2018 PÓS EDITAL 
Prof. Manuel Piñon – Aula 01 
 
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2. CRONOGRAMA DAS AULAS 
A seguir apresento o cronograma das aulas que se fundamenta em 
nosso edital (2018): 
 
1 
 
Introdução à 
Macroeconomia 
Noções de Macroeconomia: Fluxo Circular da Renda, Contabilidade 
nacional. Mensurando a Renda Nacional: os agregados 
macroeconômicos: consumo, investimento, gastos do governo, 
exportações líquidas. PIB real X PIB nominal, Deflator do PIB. 
 
2 
 
Mercado 
Monetário 
Mercados Financeiros: Demanda e Oferta por moeda, Instrumentos 
de gestão da política monetária: operações de mercado aberto, 
redesconto bancário, reservas do Bacen. Bancos Comerciais e a 
oferta de moeda: o multiplicador bancário. O equilíbrio no mercado 
monetário, determinação da taxa de juros da economia. 
 
 3 
 
Macroeconomia 
das Economias 
Abertas 
Macroeconomia das Economias Abertas: Taxa de câmbio nominal, 
real e efetiva e paridade do poder de compra. O Comportamento da 
balança comercial e do fluxo de capitais como determinantes da 
taxa de câmbio. Efeitos da política monetária sobre a taxa de 
câmbio em um regime de câmbio flutuante. Regimes de Câmbio: 
câmbio flutuante X flutuação suja. Política cambial e inflação: bens 
comercializáveis (tradeables) e bens não comercializáveis (non 
tradeables). 
 
4 
Equilíbrio 
Macroeconômico 
 
O modelo de oferta e demanda agregada e sua interação com o 
modelo IS-LM. O efeito dos déficits orçamentários do governo sobre 
a taxa de juros de equilíbrio, o efeito expulsão e o multiplicador 
keynesiano. A curva LM, taxa de juros real e taxa de juros nominal. 
O modelo IS-LM: a relação entre o mercado de bens e o mercado 
financeiro. Determinação do produto de equilíbrio, investimento e 
poupança, a curva IS. 
 
 
 
 
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5 
Inflação e Políticas 
Macroeconômicas 
 
Inflação: conceitos e formas de mensuração, correção monetária 
utilizando índices de inflação. Choques de oferta e suas implicações 
para o nível de inflação. Política Fiscal: instrumentos de Política 
Fiscal. Política Monetária: instrumentos de Política Monetária. 
Política cambial e inflação. A função estabilizadora do sistema 
tributário: a política fiscal e estabilizadores automáticos. 
 
6 
 
Introdução à 
Microeconomia 
 
Noções de Microeconomia: O Mercado: as curvas de oferta, 
demanda e o equilíbrio de mercado. Estática comparativa, alocação 
eficiente. Elasticidades: preço da demanda, renda da demanda e 
cruzada. Bens normais, bens inferiores, bens de luxo. Bens 
complementares e substitutos. 
 
7 
 
Teoria do 
Consumidor 
 
Restrição orçamentária, preferencias, utilidade e escolha do 
consumidor. Efeitos dos impostos e subsídios sobre a escolha do 
consumidor. O excedente do consumidor e do produtor, variações 
do nível de excedente como medida de bem-estar. 
 
8 
 
Teoria da 
Produção e dos 
Custos 
A escolha do nível de produção, maximização de lucros: restrições 
tecnológicas, isoquantas, a curva de possibilidades de produção, 
taxa técnica de substituição, a lei dos rendimentos decrescentes, 
curto e longo prazos em microeconomia. Curvas de custos: custos 
variáveis, fixos, médios e marginais. 
 
 
9 
Estruturas de 
Mercado e a 
tributação 
Oferta da empresa e do Mercado. Concorrência Perfeita: o 
significado econômico de lucro zero. Monopólio: maximização dos 
lucros em monopólio. Tributação e estruturas de mercado: 
incidência de impostos em concorrência perfeita e monopólio. 
 
 
 
 
 
 
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10 
 
Falhas de Mercado 
e as 
Finanças Públicas 
no Sistema 
Federativo 
Falhas de Mercado: Externalidades e ineficiência de mercado. 
Externalidades positivas e negativas. Soluções privadas para o 
problema das externalidades. Teorema de Coase. Custos de 
Transaçãoe os limites das soluções privadas ao problema das 
externalidades. Políticas públicas para as externalidades: 
Regulamentação. Impostos e subsídios de Pigou e seus efeitos 
sobre a eficiência de mercado. Licenças Negociáveis para Poluir. 
Bens Públicos e Recursos Comuns: Bens Rivais e não-Rivais, bens 
excludentes e não excludentes. O Problema do Carona. Recursos 
comuns: conceituação e exemplos, a tragédia dos comuns. Finanças 
Públicas e o Sistema Federativo: O modelo de Tiebout, Federalismo 
Ótimo: Vantagens e Desvantagens de um Sistema Descentralizado. 
 
 
 
11 
Economia da 
Tributação 
 
Economia da Tributação: A necessidade econômica da tributação, 
Formas de Tributação: Impostos, taxas e contribuições de melhoria. 
Classificação dos impostos: Impostos indiretos: Impostos Ad 
Valorem e impostos específicos, impostos sobre valor adicionado, 
impostos únicos (excise tax). Tributação e eficiência, conceituação 
econômica de eficiência: eficiência de Pareto. O peso morto da 
tributação. Determinantes do Peso Morto: elasticidades de oferta e 
demanda. Tributação Ótima sobre mercadorias: a regra de Ramsey. 
Curva de Laffer. Tributação e equidade: o trade-off entre eficiência 
e equidade. Implicações da regra de Ramsey sobre a equidade, 
critérios de equidade: capacidade contributiva, critério do benefício. 
Efeitos distributivos dos impostos: incidência econômica dos 
tributos. Política tributária: como os impostos influem nas decisões 
de consumo, poupança e gasto. Incidência econômica e efeitos 
distributivos dos impostos sobre a riqueza e o patrimônio, 
incidência e efeitos distributivos dos impostos sobre a propriedade. 
Impostos sobre valor adicionado X impostos sobre vendas, impostos 
regressivos, proporcionais e progressivos. Impostos cumulativos X 
impostos não cumulativos. 
 
 
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Encerrando essa parte gostaria de lhe dar as boas vindas e alertá-lo 
que nosso conteúdo é completo. A cada aula buscarei trazer o máximo de 
questões, especialmente FCC. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Observação importante: este curso é protegido por direitos autorais 
(copyright), nos termos da Lei 9.610/98, que altera, atualiza e consolida 
a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências. 
 Grupos de rateio e pirataria são ilegais e prejudicam os professores 
que elaboram os cursos. Valorize nosso trabalho e adquira nossos cursos 
apenas pelo site do 3D CONCURSOS! 
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3. INTRODUÇÃO À ECONOMIA 
 Existem muitas maneiras de conceber a economia como um ramo 
do conhecimento. Mas afinal, o que é isso? O que a economia estuda? 
Para os economistas clássicos, que tem como seus expoentes 
maiores Adam Smith (e a sua famosa ideia da “mão invisível”), David 
Ricardo e John Stuart Mill, a economia é o estudo do processo de 
produção, distribuição, circulação e consumo dos bens e serviços 
(riqueza). 
A ideia principal desse grupo de economistas é que o mercado é 
auto ajustável. Assim, automaticamente qualquer desequilíbrio seria 
neutralizado pelas forças naturais desse mercado, sem, portanto, haver 
necessidade de intervenção do Governo. 
Outro aspecto que merece destaque em relação à teoria 
econômica clássica é a ideia de que a oferta agregada cria a sua própria 
demanda (Lei de Say). 
Já para os autores ligados ao pensamento econômico neoclássico, a 
economia pode ser definida como a ciência das trocas ou das 
escolhas. 
Neste caso, a economia lidaria com o comportamento humano 
enquanto condicionado pela escassez dos recursos: a economia trata da 
relação entre fins e meios (escassos) disponíveis para atingi-los. 
Deste modo, o foco da ciência econômica consistiria em estudar os 
fluxos e meios da alocação de recursos para atingir determinado fim, 
qualquer que seja a natureza deste último. 
A crise de 1929 e o crack da bolsa de Nova York contrariaram a 
ideia de que a oferta agregada cria sua própria demanda. Houve naquela 
época um excesso de oferta em relação à demanda agregada e as 
consequências foram a recessão e o alto desemprego. 
 
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Dessa crise surgiu uma nova escola: a keynesiana cuja ideia 
principal ara que a demanda agregada cria sua oferta. Assim, cabia ao 
Governo, por meio de políticas fiscais que estimulem o aumento da 
demanda, especialmente por meio de obras públicas visando o aumento 
do emprego e da renda. Daí surgiu o modelo Keynesiano de 
determinação da Renda que será objeto de nosso estudo. 
De qualquer modo, seja qual for a teoria econômica ou a escola, o 
certo é que a Economia é uma Ciência Social, pois se ocupa do 
comportamento humano e estuda como as pessoas e as organizações na 
sociedade se empenham na produção, troca e consumo de bens e 
serviços. 
 
É isso mesmo galera! 
A economia não é uma ciência exata! 
Apesar de envolver números, a Ciência Econômica é uma ciência social! 
Por isso que os economistas erram tanto em suas previsões... 
 
Outra ideia que você deve logo ficar atento é que a Economia, 
especificamente o estudo da Ciência Econômica, para fins didáticos, divide 
seu campo de atuação em 2 áreas específicas principais: 
 
A Microeconomia – que estuda o comportamento das unidades 
produtivas (empresas ou firmas), dos indivíduos, de determinados 
mercados, etc. Pertence ao campo da Microeconomia, por exemplo, o 
estudo de um determinado mercado, as causas do desequilíbrio entre 
oferta e procura (se os preços estão altos ou baixos, por exemplo), os 
tipos de mercado (por exemplo, se ocorre monopólio ou se existe a 
concorrência perfeita), etc.; 
 
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E a Macroeconomia – que estuda o comportamento dos grandes 
agregados econômicos de forma global: Produto Interno Bruto (PIB), 
inflação, desemprego, etc. 
Uma forma simples de melhor definir essas 2 áreas (Microeconomia e 
Macroeconomia) é fazendo-se uma comparação entre ambas, caso o 
objeto de estudo fosse, por exemplo, a nossa maravilhosa Floresta 
Amazônica. 
Assim, enquanto a Microeconomia se ocuparia apenas do estudo de 
determinada árvore ou tipo de árvores, a Macroeconomia teria como 
objeto de atuação o estudo da floresta como um todo, de uma forma 
ampla. Agora duas questões que tratam do campo de estudo da 
Macroeconomia: 
 
(ESAF -APO/MPOG – 2010 adaptada) Julgue a afirmativa abaixo. 
1. A macroeconomia trata os mercados de forma global. 
2 - (CESGRANRIO/BNDES/Biblioteconomia/2013) Macroeconomia é o 
estudo da estrutura de economias nacionais e das políticas econômicas 
exercidas pelos seus governos, com o objetivo de melhorar o desempenho 
econômico doméstico. NÃO se considera como uma questão pertencente ao 
ramo da Macroeconomia aquela que: 
 a) causa desemprego. 
 b) causa aumento de preços. 
 c) causa o desequilíbrio entre oferta e demanda de produtos. 
 d) causa volatilidade da atividade econômica de uma nação. 
 e) determina o crescimento econômico de uma nação ao longo do tempo. 
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Comentários à questão 1(ESAF -APO/MPOG – 2010 adaptada) Julgue a afirmativa abaixo: 
1. A macroeconomia trata os mercados de forma global. 
Alguma dúvida? 
GABARITO: CERTO, claro! 
Como dito acima a Macroeconomia estuda o comportamento dos grandes 
agregados econômicos de forma global. 
Comentários à questão 2 
Bem pessoal, com exceção da letra c), todas as demais alternativas 
tratam de temas ligados ao campo de atuação da Macroeconomia. A 
preocupação com a causa de um desequilíbrio entre oferta e procura de 
determinados produtos está inclusa na área Microeconômica. 
 
Vamos agora aprender mais um importante conceito! 
Um dos princípios fundamentais da Economia, talvez o seu Princípio 
basilar, é a chamada lei da escassez que nos diz que os recursos são 
escassos, mas as necessidades são ilimitadas. 
Guardem bem esse “mantra”: RECURSOS ESCASSOS, 
NECESSIDADES ILIMITADAS! 
Ou seja, as necessidades humanas são ilimitadas, enquanto que os 
recursos necessários à produção dos bens capazes de satisfazer a essas 
necessidades são escassos (existem em quantidades limitadas). A 
Economia é chamada então por muitos como a ciência da escassez! 
As necessidades humanas variam desde as mais elementares, tais como 
comida, moradia, etc., até as mais sofisticadas, como assistir a um 
concerto de música clássica em Viena, fazer uma cirurgia plástica ou 
obter determinado conhecimento especializadíssimo (imagine alguém que 
faz um curso que aborda a reprodução das girafas na África Oriental). 
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Essas necessidades humanas são consideradas infinitas, basicamente, 
por dois motivos principais: 
a) porque se renovam dia a dia, exigindo contínuo suprimento de bens 
para atendê-las (por exemplo, alimentação, vestuário, transporte, etc.); 
b) porque tendem a seguir uma escala de sofisticação: a cada dia 
surgem novos desejos e novas necessidades, motivadas pelas 
perspectivas de aumento do padrão de vida da sociedade (por exemplo, 
os “smart phones” e seus aplicativos, carros automáticos, roupas da 
moda, etc). 
Na verdade, a ideia básica aqui é “o homem é um eterno 
insatisfeito”. 
Para suprir à inúmera quantidade e diversidade de desejos humanos, é 
preciso que sejam produzidos certos bens. Entende-se o conceito de bem 
de uma forma ampla, sendo tudo aquilo capaz de atender a uma 
necessidade humana. 
Os bens podem ser materiais (quando é possível atribuir-lhes 
características físicas, tais como tamanho, forma e cor) e imateriais (os 
chamados bens intangíveis como, por exemplo, os diversos tipos de 
serviços). 
Como sabemos, a produção dos bens, por sua vez, exige o uso de certo 
conjunto de recursos, os chamados fatores de produção, que 
usualmente são classificados naqueles três grandes grupos, já vistos por 
nós anteriormente: 
a) O fator de produção “Terra”, incluindo o solo e as diversas riquezas 
naturais: minérios (incluindo o petróleo), florestas, recursos hídricos, 
etc.); 
b) O fator de produção “Trabalho”, representado pela força de trabalho 
humano, seja ele físico ou intelectual; 
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c) O fator de produção “Capital”, que corresponde às máquinas, 
equipamentos, ferramentas, instrumentos, infraestrutura, enfim, bens 
que foram produzidos anteriormente e que continuam a ser utilizados 
durante algum tempo para a produção de outros bens. 
Aqui é importante destacar que, num dado momento, toda sociedade 
possui um estoque limitado desses recursos ou fatores de produção. Isto 
significa que não é possível produzir uma quantidade infinita de bens, 
porque os recursos são limitados. 
Assim, surge o problema econômico da escassez: de um lado, as 
necessidades humanas são ilimitadas; de outro, os recursos/fatores de 
produção que devem ser utilizados para produzir os bens – que irão 
atender a essas necessidades - são limitados. 
Conclui-se, meu caro amigo, que não é possível produzir todos os 
bens de que a sociedade necessita, mas é possível utilizar os 
recursos da melhor maneira possível, para produzir o máximo de 
bens e desse modo atender ao maior nível possível de necessidades. 
 
Isso nos leva a uma das ideias-chave na Economia, que é a ideia da 
eficiência: maximizar a produção de bens e serviços, dadas as 
restrições colocadas pela quantidade limitada de fatores de 
produção. 
Assim, a sociedade como um todo se organiza de modo a tentar produzir 
os bens e serviços de forma eficiente, ou seja, empregando de forma 
racional os recursos disponíveis, visando otimizar (melhorar) seus 
resultados, maximizando (aumentando) o nível de bem-estar da 
população. 
 
Nesse contexto, a Economia se apresenta como a ciência social 
que se ocupa da administração dos recursos escassos entre usos 
alternativos e fins competitivos. 
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4. NOÇÕES DE MACROECONOMIA 
Voltemos agora a falar um pouco mais de Macroeconomia para 
formarmos aquela base conceitual importante tanto para entender os 
demais assuntos da aula de hoje e do curso como um todo, quanto para ir 
bem no dia da sua prova. 
Como já visto, a Macroeconomia trata do estudo dos agregados 
econômicos, de seus comportamentos e das relações que guardam entre 
si. 
Aqui o objetivo é avaliar o desempenho da economia no sentido de 
satisfazer as necessidades da sociedade como um todo (por isso fizemos 
aquela introdução da economia como ciência da escassez). 
Um dos aspectos fundamentais da Macroeconomia é a avaliação do 
desempenho econômico. 
Para avaliar qualquer coisa precisamos medir. 
E em economia, como é que se mede? 
E outra coisa, medir o quê? 
Calma! 
O objetivo no caso da Macroeconomia é medir a quantidade total de bens 
e serviços que estão sendo disponibilizados à sociedade como um todo, e 
verificar as relações econômicas que estão na base desse processo 
produtivo. 
A Macroeconomia nos fornece um conjunto de variáveis que permitem 
saber se a economia de um país, por um período ou num certo momento, 
está “crescendo” ou está em “recessão”, se existe “desemprego de 
fatores” ou “pleno emprego”, como está o “nível geral de preços”, etc. 
Assim, o ponto de partida é medir o desempenho da economia 
através de algum indicador. 
 
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Normalmente se utilizam os agregados macroeconômicos denominados 
Produto, Renda e Despesa para mensurar o nível de atividade econômica 
de um país, de uma região ou cidade. 
Como objetivo hoje aqui é adquirir conhecimentos que servirão de base 
para todo o nosso curso, não posso deixar de abordar um tema que 
entendo ser muito importante nesse sentido: o fluxo circular da Renda na 
economia. 
A Macroeconomia parte do princípio de que existem dois grandes 
mercados (economia simplificada a 2 setores): 
a) O Mercado de Bens e Serviços, correspondente à compra e venda dos 
diversos bens produzidos (bebidas, roupas, aparelhos celulares, etc.) e 
dos diversos serviços (banda larga, planos de saúde, cursos para 
concursos, transportes, etc.) para satisfazer aquelas necessidades 
humanas (na verdade não só humanas ... o mercado para “pets” é 
gigante ...). 
Nesse mercado, as firmas (lembram que falamos das unidades 
produtivas/empresas, mas aqui também entram os prestadores de serviço 
que atuam como autônomos como,por exemplo, o dentista, a manicure, 
etc.) ofertam bens e serviços aos indivíduos (ou famílias); 
Uma definição bem básica que gosto muito para conceituar o que significa 
a palavra mercado em economia é “o lugar onde oferta e procura se 
encontram”. 
Assim, nesse mercado, as firmas (lembram que falamos das unidades 
produtivas/empresas, mas aqui também entram os prestadores de serviço 
que atuam como autônomos como, por exemplo, o dentista, a manicure, 
etc.) ofertam bens e serviços aos indivíduos/famílias que representam a 
procura (também chamada de demanda); 
Portanto, nós, consumidores, procuramos bens e serviços para satisfazer 
nossas necessidades que são ofertados/produzidos por empresas. Esse é 
o primeiro mercado objeto do nosso estudo. 
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b) O Mercado de Fatores de Produção, correspondente à compra e venda 
daqueles 3 fatores de produção que vimos que são escassos: terra e 
recursos naturais, trabalho e capital. 
Nesse mercado, os indivíduos ofertam os fatores de produção às firmas. 
Ainda hoje falarei mais sobre os fatores de produção. Por enquanto se 
preocupe apenas em ter um entendimento geral. 
“Mas como assim professor”? 
Meu amigo, você quer consumir, não quer? 
E o que você faz para poder comprar aqueles bens e serviços e ter suas 
necessidades satisfeitas? 
Trabalha! 
Ou vai trabalhar depois que passar nesse concurso, certo. 
Bom esse então é o fator de produção Trabalho! 
“E os outros 2 grupos de fatores de produção”? 
Calma! 
Vamos falar do fator de produção Terra. 
Imagine que você acabou de receber de herança uma fazenda produtora 
de uvas na cidade de Caxias do Sul – Rio Grande do Sul. 
Você não pretende mudar para lá, pois está estudando e será aprovado 
em nosso concurso, certo? 
E aí, o que fazer com a fazenda? 
Aí você lembra de um primo que se mudou para aquela região e hoje é 
um grande produtor de vinhos por lá. 
Está resolvida a questão: você então aluga ou arrenda a sua fazenda para 
a empresa produtora de vinhos do seu primo! 
Então você, indivíduo, ofertou seu fator de produção terra para uma 
firma! 
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O terceiro grupo de fatores de produção, o Capital, corresponde às 
máquinas, equipamentos, ferramentas, instrumentos, infraestrutura, 
enfim, bens que foram produzidos anteriormente e que continuam a ser 
utilizados durante algum tempo para a produção de outros bens. 
Em suma, são bens usados para produzir outros bens (e não 
simplesmente aquela ideia que temos de aplicação financeira ...). 
Vamos agora visualizar tudo isso que nós conversamos até agora! 
É com prazer que lhes apresento o famoso e não menos importante: 
Fluxo Circular da Renda! 
 
 
 
Esse esquema representa um Fluxo Circular da Renda Simplificado ao 
máximo, elemento fundamental para se compreender o funcionamento 
macro de um determinado sistema econômico. 
 
Pessoal, e por falar em sistema econômico, aproveito a oportunidade para 
“deixar” mais um conceito para vocês: o Sistema Econômico é o que 
rege as atividades econômicas de produção, troca e consumo de bens e 
serviços. É composto por todas as regras existentes em uma economia. 
 
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Mas voltemos a análise do nosso sistema econômico simplificado ... 
vamos lembrar que de um lado estão os indivíduos/famílias, que são os 
proprietários da força de trabalho, da terra, dos recursos naturais, das 
máquinas, equipamentos, entre outros, que precisam ser utilizados pelas 
empresas/firmas no seu processo de produção. 
Assim, na parte superior da figura, vemos o que acontece no mercado de 
bens e serviços 
Por sua vez, do outro lado, as firmas compram o uso dos fatores de 
produção dos indivíduos, no mercado de fatores. Na figura, essas 
transações são representadas pelas linhas da parte inferior do quadro. 
Aí já sei o que você deve estar pensando ...”Professor, até aqui beleza ... 
mas cadê a tal da renda”? 
Vamos lá! 
Para evitar o “decoreba” de setas indo com $ e voltando com outra coisa 
e vice-versa, vamos mastigar isso e entender definitivamente, certo? 
Imagine agora o seguinte: Quem oferta/produz/vende uma coisa quer o 
que em troca? 
Isso mesmo, dinheiro! 
E quem procura/demanda/compra/consome uma coisa tem que dar o que 
em troca? 
Dinheiro também! 
Vamos combinar uma coisa? 
Em prova de concurso não se usa muito o termo dinheiro, mas sim 
unidade monetária, $ ou moeda (Reais, Dólares, Euros, etc.). 
Então vamos chamar esse fluxo de dinheiro de fluxo monetário, onde 
ocorrem as transações monetárias, os pagamentos e recebimentos. 
Mas sei que você está louco para visualizar isso na forma de fluxo 
monetário, não é? 
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Então aí vai o fluxo monetário: 
 
 
 
Assim, nessa figura acima, os sentidos das setas indicam para onde o 
fluxo monetário segue. Na parte de baixo as famílias recebem dinheiro 
das empresas por terem oferecido fatores de produção. E na parte de 
cima, as empresas recebem dinheiro por terem fornecido bens e serviços, 
produzidos pelas firmas e colocados à disposição dos indivíduos, que em 
troca pagam por esses bens e serviços, gerando a contrapartida 
monetária da produção. 
Lembro a vocês novamente que esse modelo aqui exposto é uma 
simplificação, pois ainda não incorpora outros setores importantes tais 
como o Governo e o Setor Externo. 
Apenas para facilitar o seu entendimento e para que você tenha uma 
visão global da economia, demonstramos esse modelo restrito, mas na 
prática o que existe de fato é uma Economia Aberta (existem transações 
com outros países como, importação e exportação) e com o Governo. 
Quero que guardem bem essa ideia da Macroeconomia preocupada com o 
todo, com a racionalização no tempo de todo o processo de distribuição 
da riqueza (recursos) visando à perpetuidade do sistema econômico com 
um todo. 
 
 
 
 
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5. AGREGADOS MACROECONÔMICOS 
Precisamos agora entrar em mais alguns conceitos que serão 
fundamentais para entender a aula de hoje: os Agregados 
Macroeconômicos e a Contabilidade Nacional. 
Preciso agora fazer com que entendam o primeiro agregado 
macroeconômico: O PRODUTO! 
Assim, na nossa economia simplificada, existem apenas o setor “firmas” e 
o setor “indivíduos”. Vamos agora nos aprofundar um pouco mais nessa 
economia e imaginar como ficam outros componentes econômicos nesse 
modelo, seguindo determinadas premissas (também chamadas de 
condições). 
Tudo tranquilo até aqui? 
As premissas iniciais são: 
 os preços dos diversos bens e serviços são constantes (ou seja, não 
existe inflação nem deflação); 
 a economia é estacionária (ou estagnada), ou seja, sua capacidade 
produtiva total (relativa ao máximo de bens e serviços que é 
possível produzir) não se expande – não há crescimento econômico, 
nem recessão; 
 não existe, por enquanto, formação de capital, isto é, poupança e 
investimento. 
Vamos ao que interessa: se somarmos todos os bens e serviços finais 
produzidos pelas empresas durante certo período de tempo(normalmente 
durante um ano) teremos o valor do Produto: 
Produto = Σ(pi.qi) 
Produto = Somatório de Preço x Quantidade 
Onde “pi” representa o preço do bem ou serviço “i” e 
 “qi” representa as quantidades do bem ou serviço “i”. 
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Isso significa que no cálculo do Produto temos que somar o valor 
monetário da produção dos diversos bens e serviços: 
 
Produto = (preço do Arroz x quantidade do Arroz) + (p açúcar x q 
açúcar) + (p livro x q livro) + (p computador x q computadore 
+pgeladeira.qgeladeiras +..... 
 
Repare que estamos falando de “Produto” como um agregado, um 
somatório de todos os bens e serviços gerados pelo nosso sistema 
econômico simplificado num certo período de tempo. 
 
Essa noção é fundamental, pois em Macroeconomia estaremos todo o 
tempo falando dos Agregados Macroeconômicos, ou seja, medidas que 
correspondem a totais globais, somatórios de toda a economia. 
 
O Produto é um dos principais agregados macroeconômicos, ao 
lado da Renda e da Despesa (ou Dispêndio), os quais serão 
analisados mais adiante. 
 
Outro ponto que Vale aqui destacar é o sentido do conceito de 
agregação de valor. Agregar aqui também tem a ver com a ideia de que 
a soma das partes é menor do que o todo. Um bom exemplo é o setor 
automobilístico. Nele, certamente, a soma das peças de um carro tem 
valor inferior ao valor vendido pelas montadoras, que além do seu lucro 
também agregam os próprios serviços/custos de montagem. 
 
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Só entram no cálculo do Produto os bens finais, isto é, os bens 
que não serão mais transformados em outros bens. Isso para 
evitar o problema da dupla contagem. 
Vamos explicar! 
No cálculo do Produto levamos em consideração todas as vendas de bens 
e serviços realizadas pelas empresas durante certo período de tempo. 
No entanto, muitas dessas vendas acontecem entre as próprias empresas, 
pois alguns bens e serviços se constituem em insumos para outros bens e 
serviços. 
Tais insumos são chamados bens intermediários e não podem ser 
computados no cálculo do Produto, pois senão causarão o 
problema da dupla (ou tripla, ou tetra, etc.) contagem. 
Assim, no cálculo do Produto, vamos considerar, por exemplo, o valor da 
produção de iogurte de morango, mas não podemos somar novamente o 
valor da produção do leite, do açúcar, do morango, da embalagem, etc., 
senão estaríamos somando várias vezes os mesmos valores. O valor da 
produção de iogurte de morango (bem final) já contém embutido o valor 
dos insumos intermediários e matérias-primas utilizadas em fases 
anteriores do processo produtivo. Vamos ver 2 questões sobre isso! 
3 - (CESPE - ACE /TCDF) A respeito de macroeconomia, julgue o item 
subsequente. 
O produto interno bruto de um país hipotético que produza somente 
veículos automotores será a soma do valor da produção dos veículos, dos 
pneus, dos motores automotivos e de todos os demais componentes 
desses veículos. 
 
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4 - (Fumarc – Pref. Gov. Valadares/Auditor) O Produto Interno Bruto 
de uma economia inclui milhares de bens e serviços produzidos, tais como 
maçãs, carros, fogões, etc. Dada a diversificação na produção de bens e 
serviços: 
a) as estimativas do Produto Interno Bruto devem ser expressas em 
unidades físicas; 
b) torna-se impossível calcular o valor da produção do país; 
c) as estimativas do Produto Interno devem ser necessariamente 
expressos em unidades monetárias; 
d) as estimativas do Produto Interno podem ser expressos tanto em 
unidades monetárias quanto em unidades físicas. 
 
Comentários à questão 3 
CESPE - ACE /TCDF) A respeito de macroeconomia, julgue o item 
subsequente. 
O produto interno bruto de um país hipotético que produza somente 
veículos automotores será a soma do valor da produção dos veículos, dos 
pneus, dos motores automotivos e de todos os demais componentes desses 
veículos. 
Mesmo sem saber ainda o conceito de PIB – Produto Interno Bruto, já dá 
para acertar a questão. 
A afirmativa está errada, pois não leva em consideração que os valores da 
produção dos bens intermediários não devem ser somados ao valor final 
dos bens finais para evitar a dupla contagem. 
Assim, se somarmos ao valor da produção dos veículos os valores das suas 
peças, incorreríamos em dupla contagem, pois no valor final do veículo já 
foram computados os valores dos pneus, dos motores e de todos os seus 
componentes. 
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Comentários à questão 4 
(Fumarc – Pref. Gov. Valadares/Auditor) O Produto Interno Bruto de 
uma economia inclui milhares de bens e serviços produzidos, tais como 
maçãs, carros, fogões, etc. Dada a diversificação na produção de bens e 
serviços: 
a) as estimativas do Produto Interno Bruto devem ser expressas em 
unidades físicas; 
b) torna-se impossível calcular o valor da produção do país; 
c) as estimativas do Produto Interno devem ser necessariamente 
expressos em unidades monetárias; 
d) as estimativas do Produto Interno podem ser expressos tanto em 
unidades monetárias quanto em unidades físicas. 
Galera, como disse na questão anterior, eu sei que ainda não vimos o 
conceito de PIB – Produto Interno Bruto. 
Mas acabamos de ver o conceito de Produto, certo? 
Então lhes digo, essa questão vocês podem responder tranquilamente 
apenas com o conceito de Produto. 
Lembram que o Produto é aquele somatório dos bens e serviços finais 
produzidos/gerados em uma economia num determinado período? 
Lembram que necessariamente o Produto é expresso em unidade 
monetária? 
Até porque você não teria como somar, por exemplo, a produção de banana 
com o serviço de publicidade, não é mesmo? 
Para isso você precisa de uma unidade de medida monetária. Assim só nos 
resta a letra c. 
GABARITO: letra C. 
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Voltando à nossa teoria, lembram que para gerar o Produto durante certo 
ano, as firmas necessitam adquirir fatores de produção? 
E que para usar esses fatores, as empresas necessitam remunerar os 
proprietários dos mesmos, que são os indivíduos? 
Pois é, chegamos ao nosso segundo Agregado Macroeconômico: A 
RENDA! 
O total de pagamentos que as firmas fazem aos indivíduos, pelo uso dos 
fatores de produção, é o que chamamos de Renda: 
Renda = w + j + a + l 
Onde: 
•w = Salários (remuneração do fator de produção "Trabalho”); 
• j = juros (remuneração do fator de produção “Capital” na forma 
monetária); 
• a = aluguéis (remuneração do fator de produção “Terra”); 
• l = lucros (remuneração do fator de produção “Capital”, este na forma 
de máquinas e equipamentos utilizados no processo produtivo). 
Observe que neste modelo os lucros representam uma espécie de “custo” 
para as empresas, na medida em que correspondem a valores que as 
mesmas devem pagar aos acionistas (indivíduos ou famílias). 
Se as empresas de nosso país hipotético, “simplificadópolis”, durante o 
ano de 2015, por exemplo, produziram bens e serviços num total de $ 
100 milhões (100 milhões de unidades monetárias), isto significa que tais 
firmasprecisaram, durante todo o ano, utilizar fatores de produção e 
(como sabemos) para isso tiveram que remunerar os proprietários de tais 
fatores, de forma que a soma de todos os salários, aluguéis, lucros e 
juros também totalizaram $ 100 milhões. Temos então uma identidade 
macroeconômica como abaixo: 
Produto = Renda 
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Conclui-se que o valor do Produto (total de bens e serviços finais 
produzidos durante certo período de tempo) é igual ao valor da Renda 
(total de pagamentos feitos pelas firmas aos proprietários dos fatores de 
produção). 
E você, se lembra como os indivíduos, por sua vez, utilizam suas rendas? 
Aí você me responde: “professor, gastando na compra de bens e serviços 
para satisfazer suas necessidades”. 
Isso mesmo! 
0s indivíduos realizam o Consumo, que nesse modelo representa a 
DESPESA (ou Dispêndio), NOSSO TERCEIRO AGREGADO 
MACROECONÔMICO. 
A Despesa corresponde ao total dos gastos realizados pelos indivíduos nas 
compras de bens e serviços. 
Assim, temos outra identidade para o nosso modelo simplificado: 
Despesa = Consumo (C) 
E mais, temos agora a identidade macroeconômica fundamental: 
 
Produto = Renda = Despesa 
Portanto, se quisermos medir o desempenho de uma economia durante 
certo período de tempo, temos três óticas diferentes, gerando o mesmo 
resultado: 
Sob a ótica da Produção, usando o total de bens e serviços finais 
produzidos/vendido/gerados durante o período; 
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Sob a ótica da Renda, usando o total de recebimentos dos indivíduos, por 
terem vendido/cedido os fatores de produção (Terra, Trabalho e Capital) 
as empresas e; 
Sob a ótica da Despesa, usando o total de pagamentos que os indivíduos 
fizeram durante o ano na aquisição/consumo de bens e serviços diversos. 
Agora vamos ter que complicar um pouco. 
Mas não se assuste! 
Você vai continuar entendendo tudo! Esse é o meu objetivo agora. 
Avançar um pouco mais na matéria, mas fazer com que você termine a 
aula zero com zero de dúvida! 
Lembra que o nosso modelo simplificado é de uma economia estagnada 
(estacionária), ou seja, o nível anual de produção não cresce: todo ano é 
gerado um Produto no mesmo valor? 
É galera, só que agora a economia vai crescer ou decrescer! 
Agora nós temos que mudar essa premissa para poder avançar mais na 
matéria, de modo a avançar nos assuntos do edital. 
Uma verdade é que para haver crescimento econômico (crescimento do 
Produto de um ano em relação ao ano anterior) é necessário ampliar a 
capacidade produtiva da economia, através do Investimento. 
A capacidade produtiva refere-se ao quantitativo de produção 
potencial, ou seja, quanto as empresas podem produzir, considerado o 
total das suas instalações. Em macroeconomia é o conjunto das 
empresas da nossa economia operando em capacidade máxima. 
O investimento, que é a ampliação dessa capacidade produtiva, está 
muito relacionado às expectativas das empresas em relação ao futuro. 
Assim, se os empresários estão otimistas quanto ao ritmo dos negócios 
no futuro, eles tendem a realizar gastos com a aquisição de novas 
máquinas, equipamentos e instalações, para ampliar seu parque industrial 
e dessa forma aumentar a produção de bens e serviços. 
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Por isso, algumas empresas se dedicarão a produzir tais bens: máquinas, 
equipamentos, ferramentas, instrumentos, etc. 
Já vou lhes adiantando que esses bens são chamados de bens de 
capital ou bens de investimento). 
Meu amigo ou minha amiga, não fique desatento agora! 
Aí vem uma novidade! 
Agora passamos a considerar que a Produção (o Produto Agregado) é 
composta de dois tipos de bens: 
Bens de Consumo, destinados a satisfazer as necessidades dos indivíduos, 
como alimentação, transporte, vestuário, etc. 
Bens de Investimento (ou Bens de Capital), destinados a aumentar a 
capacidade de produção das unidades produtivas: máquinas, 
equipamentos, instalações, etc. 
Os Bens de Investimento são utilizados pelas empresas no seu processo 
produtivo ao longo de muito tempo, portanto a cada ano o estoque 
acumulado desses bens na economia vai aumentando. Assim, um 
aumento nesse estoque de capital leva a um aumento da capacidade 
produtiva total da economia. 
Observe que é possível definir “Investimento” de duas maneiras: 
Investimento como gasto (despesa) com bens para aumentar a 
capacidade produtiva da economia (os chamados bens de capital 
ou bens de investimento que acabamos de estudar); 
Investimento como gasto (despesa) com bens que foram 
produzidos, mas que não foram consumidos no período (serão 
usados em consumo futuro), ou seja: I = Produto – C 
“Espera aí professor”! 
Você deve estar pensando ... 
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“Você falou que toda a renda das famílias era destinada ao consumo e 
que o consumo, ou melhor, as quantidades consumidas, era igual a 
produção, era igual ao produto! Eu até tinha compreendido aquela 
identidade fundamental Produto = Renda = Despesa.“ 
Eu lhes digo, você estaria certo se ainda estivéssemos no modelo 
passado, em que não existia a formação de capital. Mas agora estamos 
numa economia COM FORMAÇÃO DE CAPITAL? 
Pois é, essa é uma novidade: alguns bens que foram produzidos, mas não 
foram consumidos no presente, ficaram estocados. Foram produzidos 
pelas empresas, mas as famílias não compraram, geraram uma variação 
positiva nos estoques das empresas. 
Assim, os 2 tipos de bens têm impacto no investimento, quais sejam: 
 
 Os bens de investimento ou bens de capital: Máquinas, 
equipamentos, instalações, infraestrutura, imóveis, etc. – 
Correspondem à Formação Bruta de Capital Fixo (FBk), 
também conhecido como “investimento planejado”; e 
 
 Variação de Estoques (ΔE), que representa um “investimento 
não-planejado” pelas empresas. São quantidades que foram 
produzidas, mas não foram vendidas. 
Mas agora sei que você deve estar se perguntando: 
“Professor, o que é isso? Por que a variação de Estoques é considerada 
também como investimento”? 
Caro (a) aluno (a), imagine a seguinte situação hipotética: o setor 
produtivo da economia (as empresas) gerou uma produção total igual a 
$100. 
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Como já sabemos, pelo que já estudamos antes, isso significa que foi 
gerada também uma renda para os indivíduos no total de $100, 
correspondente ao total de salários, aluguéis, lucros e juros. 
Aqui entra a novidade. Suponha que os indivíduos resolveram comprar 
mercadorias somente num total de $80. Isto significa que $20 
correspondem a mercadorias que foram produzidas, mas não foram 
consumidas. 
Do ponto de vista das empresas, esse aumento nos seus estoques é uma 
espécie de investimento, pois será possível vender mais num período 
futuro. Afinal de contas, as empresas tiveram que adquirir os fatores de 
produção correspondentes, junto aos indivíduos, portanto as empresas 
realizaram a despesa para produzir e vender os $100. 
Mas, se só venderam, e consequentemente, só receberam $80 como as 
empresas puderam financiar estes estoques paradosde $20? 
E aí amigo (a), tem alguma ideia? 
De onde vieram os $20 restantes? 
Estes recursos vêm da Poupança gerada pelos mesmos indivíduos, no 
valor de $20, equivalente à renda obtida pelos mesmos $100, menos o 
valor gasto em consumo de $80. Se as famílias (da economia como um 
todo) tiveram renda de $100, mas só consumiram $80, conclui-se que 
pouparam $20. 
Tranquilo? 
Espero que sim! 
Então vamos continuar! 
Aqui os indivíduos pouparam (ou seja, não gastaram parte de sua renda) 
num valor de $20, e deixaram estes recursos aplicados no mercado 
financeiro. Tais recursos foram disponibilizados pelos bancos, na forma de 
empréstimos, às empresas (da economia como um todo). É o que ocorre 
na prática. 
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Chegamos agora a uma importante relação entre os conceitos de 
Investimento e Poupança. 
Essas duas variáveis econômicas estão inter-relacionadas e correspondem 
aos dois “lados” do processo de acumulação de capital: o Investimento 
representa as aplicações de recursos, por parte das empresas, e a 
Poupança representa as origens desses mesmos recursos, que foram 
gerados pelas famílias. Voltaremos a examinar tal relação depois. 
Chegamos a seguinte relação para identificar o valor do investimento: 
I = Fbk + ΔE 
Algumas observações importantes para entender bem os conceitos: 
1. A variação de estoques (ΔE) representa a diferença entre o Estoque 
no fim do período (normalmente ano) atual e o Estoque no fim do período 
(normalmente ano) passado; 
2. Investimento no sentido econômico representa gasto, despesa, 
com a compra de bens de capital. 
No nosso dia a dia e nos noticiários da TV utilizamos a palavra 
investimento como sinônimo de aplicação financeira, compra de ações, 
etc., mas, na linguagem da Ciência Econômica, e para fins de prova de 
concursos públicos que é o que nos interessa, no que se refere 
especificamente à contabilização dos agregados macroeconômicos, as 
aplicações financeiras, em ações, títulos, etc., não constituem 
“investimento”, mas sim mera “poupança”. Veja: 
5 - (CESPE - AUFC/TCU) A teoria macroeconômica analisa o desempenho 
da economia a partir do estudo dos grandes agregados econômicos. 
À luz dos conceitos básicos dessa teoria, julgue: 
Se um agente econômico investir R$ 10.000,00 em ações da TELEBRÁS, 
o investimento doméstico privado eleva-se, implicando um aumento 
equivalente no produto interno bruto (PIB). 
 
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Comentários à questão 5 
 (CESPE - AUFC/TCU) A teoria macroeconômica analisa o desempenho da 
economia a partir do estudo dos grandes agregados econômicos. 
À luz dos conceitos básicos dessa teoria, julgue: 
Se um agente econômico investir R$ 10.000,00 em ações da TELEBRÁS, 
o investimento doméstico privado eleva-se, implicando um aumento 
equivalente no produto interno bruto (PIB). 
E aí pessoal? 
Como dito, a compra de ações de empresas não afeta o Investimento, 
portanto a resposta é: Errado! 
Voltando a nossa teoria ... 
3. O total do investimento num certo ano corresponde à compra de 
bens, equipamentos, máquinas, etc., novos, fabricados naquele 
ano. Isso significa que a compra de ativos usados, de segunda mão, 
não representa investimento, pois não está aumentando a capacidade 
produtiva da economia. 
Pessoal, isso também já caiu em prova! Veja: 
6- (ESAF - ACE/MDIC) Identifique a transação ou atividade abaixo que 
não seria computada nos cálculos das contas nacionais e do Produto 
Interno Bruto. 
 a) a construção de uma estação de tratamento de água municipal 
 b) o salário de um deputado federal 
 c) a compra de um novo aparelho de televisão 
 d) a compra de um pedaço de terra 
 e) um decréscimo nos estoques do comércio 
 
 
 
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Comentários à questão 6 
(ESAF - ACE/MDIC) Identifique a transação ou atividade abaixo que não 
seria computada nos cálculos das contas nacionais e do Produto Interno 
Bruto. 
 a) a construção de uma estação de tratamento de água municipal 
 b) o salário de um deputado federal 
 c) a compra de um novo aparelho de televisão 
 d) a compra de um pedaço de terra 
 e) um decréscimo nos estoques do comércio 
Também ainda não falamos de contas nacionais (mas vamos falar ainda 
hoje), mas de novo o bom entendimento dos conceitos macroeconômicos 
básicos nos permitiria responder. 
A resposta é a letra d), pois a compra de um pedaço de terra seria na 
verdade a compra de um ativo usado, não aumentaria a capacidade da 
economia. 
A terra não foi produzida, nem foi construída. Essa terra já era um fator 
de produção que já havia sido computada anteriormente. 
Concordam? 
Em relação às demais alternativas, temos o seguinte: 
a) produção/construção de um bem de capital novo que deve ser 
computado no cálculo do Produto, já que agregou valor ao Produto (a 
soma das partes é maior que a soma do todo); 
b) mesmo que o Deputado em questão não contribua em nada com seu 
trabalho para a Sociedade, do ponto de vista da economia seu salário 
integra o cálculo do Produto (é gasto/despesa com custeio); 
c) a produção de um bem de consumo também deve fazer parte do 
Produto; 
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e) a Variação de estoque negativa é considerada no cálculo do 
Investimento, reduzindo o seu valor, também integrando o cálculo do 
Produto. 
Percebem que os conceitos aprendidos até aqui já têm bastante utilidade? 
Então vamos continuar! 
Quem aqui já estudou contabilidade? 
Já ouviu falar de depreciação? 
Aqui esse conhecimento ajuda também. Mas quem não tem, vamos 
explicar, não se preocupe. Entender o conceito de Depreciação é muito 
importante agora nesse ponto da matéria. 
A depreciação corresponde ao desgaste gradativo do capital físico 
(máquinas, equipamentos, veículos, etc.), em função do uso ou do 
simples desgaste de um bem. Um trator, que é um exemplo de bem de 
capital, vai se desgastando seja pelo uso nas lavouras ou pela simples 
exposição ao tempo. Chegará um dia que ele simplesmente deixará de 
ser usado, e um novo trator terá que ser adquirido para que essa unidade 
produtiva não deixe de produzir. 
Anualmente, as empresas necessitam fazer uma reposição de parte dos 
seus bens de capital desgastados. Dessa forma, uma parte do 
Investimento feito na economia se destina a repor as perdas 
correspondentes à depreciação, o que nos leva à diferenciação entre 
Investimento Bruto e Investimento Líquido: 
IL = IB – d, onde: 
• IL = Investimento Líquido (aumento efetivo da capacidade produtiva da 
economia) 
• IB = Investimento Bruto (Formação Bruta de Capital + Variação de 
Estoques) 
• d = Depreciação no período. 
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Como já sabemos que IB = Fbk + ΔE (até então só tínhamos tratado 
de investimento bruto), temos então a expressão completa para definir o 
Investimento Líquido na economia é: 
IL = Fbk + ΔE – d 
A depreciação nos leva também a alterar o conceito de Produto, 
criando a distinção entre Produto Líquido (PL) e Produto Bruto 
(PB): 
PL = PB – d 
Vamos agora completar nosso modelo, considerando também oconceito 
de Poupança: aquela parcela da renda que os indivíduos não consomem. 
Assim, o ato de poupar representa abrir mão do consumo atual para 
desfrutar de um consumo maior no futuro. Podemos representar essa 
ideia da seguinte maneira: 
S = R – C 
Em que: 
 S = Poupança (do inglês “Saving”) 
 R = Renda 
 C = Consumo 
Traduzindo então temos: 
POUPANÇA = RENDA - CONSUMO 
Nosso modelo agora se apresenta do seguinte modo: 
Ótica da Produção: Produto = Somatório pi.qi (preço x quantidade) 
Ótica da Renda: Renda = C + S 
Ótica da Despesa: Despesa = C + I 
Como Produto = Renda = Despesa, temos que: 
C + S = C + I 
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Logo: 
S=I 
Conclusão: 
POUPANÇA = INVESTIMENTO 
POUPANÇA BRUTA = INVESTIMENTO BRUTO 
POUPANÇA LÍQUIDA = INVESTIMENTO LÍQUIDO 
Caros alunos, vamos ver como isso já foi cobrado em prova? 
 
7 - (ESAF –RFB/AFRFB) Considere os seguintes dados: 
Poupança líquida =100; 
Depreciação = 5; 
Variação de estoques = 50. 
Com base nessas informações e considerando uma economia fechada e 
sem governo, a formação bruta de capital fixo e a poupança bruta total 
são, respectivamente: 
a) 100 e 105 
b) 55 e 105 
c) 50 e 100 
d) 50 e 105 
e) 50 e 50 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Comentários à questão 7 
(ESAF –RFB/AFRFB) Considere os seguintes dados: 
Poupança líquida =100; 
Depreciação = 5; 
Variação de estoques = 50. 
Com base nessas informações e considerando uma economia fechada e 
sem governo, a formação bruta de capital fixo e a poupança bruta total 
são, respectivamente: 
a) 100 e 105 
b) 55 e 105 
c) 50 e 100 
d) 50 e 105 
e) 50 e 50 
Galera, questão meramente numérica, mas se tivermos entendido os 
conceitos dá para resolver. 
Vamos começar pela segunda pergunta: vamos calcular a poupança 
bruta (SB). 
Primeira coisa a fazer é vermos os dados o que temos e os dados que 
precisamos. 
Nós temos: 
A Poupança Líquida (SL) e a depreciação (d) 
Opa! 
De cara podemos ver que temos tudo que precisamos calcular a 
Poupança Bruta (SB)! 
Nós sabemos que a Poupança Líquida é a diferença entre a Poupança 
Bruta e a depreciação não é mesmo? 
Então temos: 
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SL= SB - d 
Se SL (poupança líquida) é 100 e d (depreciação) é 5, então temos: 
100 = SB – 5 
Então SB = 105 
Bom, as alternativas c) e e) já foram eliminadas. 
Agora podemos calcular a formação bruta de capital fixo. 
Mas o que é mesmo a formação bruta de capital fixo? 
É a compra daqueles bens de capital! Lembra que o investimento é igual 
a soma da formação bruta de capital fixo mais a variação dos estoques? 
Lembra daquela identidade em que a poupança (bruta) é igual ao 
investimento? 
Ah, então agora podemos resolver: 
I = Fbk + ΔE 
Se I = SB, temos: 
SB= Fbk + ΔE 
Ora, nós sabemos que: 
SB = 105 
ΔE = 50 
Logo: 
105 = FBK + 50 
FBK = 55 
A resposta certa, portanto, é a letra b. 
Amigo(a)s, com isso já vimos e compreendemos o significado dos 
principais agregados macroeconômicos de uma economia simplificada 
com formação de capital: Produto, Renda, Consumo (Despesa), Poupança 
e Investimento. 
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Mas ainda não vimos como o governo e o resto do mundo influenciam 
essa economia. 
Vamos começar pela influência do GOVERNO! 
Nosso sistema econômico, portanto, será de uma economia com 
formação e de capital e com governo, mas ainda fechada, ou seja, 
sem transações com o resto do mundo! 
O Setor Público corresponde à presença o Governo nas três esferas: a 
União, os Estados e o Distrito Federal, e os Municípios, bem como os 
três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). 
O Governo interfere na economia por meio da Tributação (T), onde nós 
Auditores Fiscais temos atuação determinante, e dos Gastos Públicos (G). 
A Tributação (T) compreende: 
Impostos Indiretos: aqueles que incidem sobre as transações econômicas 
com bens e serviços, a exemplo do ICMS (que certamente será o objeto 
principal do nosso trabalho), do IPI e o ISS; 
Impostos Diretos: os quais incidem sobre o patrimônio e a renda das 
pessoas, físicas e jurídicas, como o Imposto de Renda, o IPTU, o IPVA 
(aqui também objeto de trabalho do Auditor Fiscal Estadual); 
Contribuições à Previdência Social: aqui devem ser computadas tanto a 
parte do empregador quanto a do empregado. 
Outras receitas de governo: aqui entrariam, por exemplo, receitas com 
taxas e multas diversas. 
Por sua vez, os Gastos Públicos (G) compreendem: 
Despesas Correntes (ou de Custeio): aqui temos os gastos gerais dos 
ministérios, secretarias e autarquias, referentes a despesas correntes (ou 
custeio) como: os salários do funcionalismo (somos nós Auditores aqui de 
novo), compras de materiais como o “famoso cafezinho” do serviço 
público que sempre é ameaçado em épocas de “vacas magras”; 
 
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Despesas de Capital (ou de Investimento): aqui temos, por exemplo, os 
gastos com a construção de portos, estradas, hospitais, escolas, etc. 
Gastos com Transferências e Subsídios: como exemplo de Transferências 
temos o bolsa família, os próprios benefícios previdenciários e o seguro-
desemprego. Já os Subsídios, por exemplo, são para baixar o preço de 
certos produtos agrícolas. 
Galera, aqui muita atenção! 
Os gastos realizados pelas empresas públicas e sociedades de 
economia mista são computados no setor “firmas”, isto é, são 
considerados gastos do setor privado. Desse modo já estavam presentes 
no modelo anterior – sem governo. A razão disso é que estas estatais 
desempenham atividades ligadas ao mercado, produzindo de bens e 
serviços para as famílias consumirem. 
Outro destaque que não posso deixar passar é que não estamos 
considerando aqui gastos com pagamento de juros ou correção 
monetária. Aqui somente os gastos “não-financeiros”, ou seja, gastos com 
a compra de bens e serviços são considerados. 
Fazendo-se um encontro de contas, ou seja, considerando o que o 
Governo cobra da sociedade por meio da Tributação (T) em comparação 
com o seu retorno por meio dos Gastos Públicos (G) podemos verificar 
que o Governo poderá apresentar, durante um determinado período de 
tempo, as seguintes situações: 
1 - Se os Gastos Públicos forem superiores à Tributação (G > T) teremos 
o temido déficit fiscal; 
2 – Por sua vez, se os Gastos Públicos forem no mesmo montante da 
Tributação (G = T) teremos o equilíbrio no orçamento público (é o 
famoso zero a zero); 
3 – Mas se os Gastos Públicos forem inferiores à Tributação (G < T) 
teremos tão desejado superávit fiscal. 
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Quando introduzimos o Governo no nosso modelo macroeconômico, 
veremos que o valor do Produto será alterado. 
Lembram que sem a presença do Governo, o valor do Produto é igual à 
Renda: 
Produto = Renda 
Lembraram dessa identidade fundamental? 
Então beleza! E como é mesmo que encontramos a Renda?Isso mesmo, a Renda é a soma da remuneração dos fatores de produção! 
Renda = w + j + a + l 
Tenho certeza que lembram de cada “letrinha” dessa: W (trabalho – 
work), J (juros), a (aluguel) e l (lucros). 
Então podemos afirmar também que: 
Produto = w + j + a + l 
É o que chamamos em macroeconomia de Produto “a Custo de Fatores”. 
Podemos entendê-lo como sendo o Produto mensurado “a preços de 
fábrica”. 
Então temos: 
Pcf = w + j + a + l 
“Epa, Professor, é simples assim ”? 
Até o modelo anterior, sem Governo, era! 
Mas agora, com o Governo entrando em campo, tenho que destacar que 
antes de chegar ao consumidor final, os bens e serviços terão seu preço 
alterado, sendo tributados, por exemplo, pelo ICMS, pelo IPI, pelos dois, 
pelo ISS, etc. 
Em suma, como regra geral, os bens vão chegar ao consumidor por um 
preço mais elevado. Esse é um dos efeitos da Tributação (T): elevar os 
preços dos bens e serviços que compramos! 
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Por outro lado, algumas empresas receberão subsídios do Governo para 
venderem seus bens a um preço mais baixo. Também nesse caso o preço 
do bem ao consumidor final vai se alterar, ficando menor. Imagine, por 
exemplo, que o Governo resolveu subsidiar a gasolina, dando R$ 1,00 de 
subsídio à Petrobrás por litro do produto. Já pensou a gasolina custando 
nas bombas algo em torno de R$ 2,? Mas pessoal, “não existe almoço 
grátis”! Depois veremos que essa conta um dia chega. Notaram que a 
Sociedade de Economia Mista Petrobrás aqui teve tratamento de empresa 
normal? 
Com isso chegamos a uma Conclusão Importante: o Produto “a 
preços de mercado”, ou o Produto medido através do preço final 
praticado para o consumidor será diferente daquele que 
calculamos anteriormente (o Produto “a custo de fatores”), 
conforme a seguir: 
Ppm = Pcf + tributos indiretos -subsídios 
Aqui vale uma menção aos tributos diretos, aqueles que incidem sobre o 
patrimônio e a renda dos indivíduos e das próprias empresas. Como eles 
não são incidem sobre o valor das transações econômicas, não interferem 
no valor do Produto de um país como um todo. 
Portanto os tributos diretos nada têm a ver com a diferença entre o custo 
dos fatores e os preços praticados no mercado. 
Cuidado, pode ser uma pegadinha em sua prova! 
Se ligue! 
Com a entrada em campo do Governo temos também ampliar nosso 
conhecimento conceitual de economia. Preste atenção nos seguintes 
conceitos: 
Carga Tributária Bruta: Total da arrecadação fiscal do Governo. 
Carga Tributária Líquida: Diferença entre a arrecadação fiscal do Governo 
e as transferências e subsídios ao setor privado. 
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Observação: como parâmetro de avaliação da carga tributária é utilizado 
o Produto Interno Bruto - PIB a preços de mercado. Calma! Vamos 
estudar e explicar exatamente o que é PIB ainda hoje. Por enquanto 
visualize PIB simplesmente como o nosso velho conhecido Produto. 
Beleza? 
Comparando-se a carga tributária com o PIB podemos ter dois índices: 
Índice de Carga Tributária Bruta (ICTB) e Índice de Carga 
Tributária Líquida (ICTL)! 
Alguém desconfia como calculamos e qual o diferencial entre ambos? 
Calculamos da seguinte forma: 
ICTB = Tributos Indiretos + Tributos Diretos x 100 
 PIBpm 
ICTL =Trib Ind + Trib Diretos – Transf. - Subsídios x 100 
 PIBpm 
Como pode-se perceber, a diferença está na consideração ou não de 2 
tipos de Gastos Públicos: as Transferências e os Subsídios. 
Esses 2 tipos de Gastos Públicos devem der diminuídos do cálculo do 
índice da Carga Tributária Líquida pois são verdade “tributos negativos”. 
Pessoal, em termos de influência do Governo ficamos por aqui. Na 
verdade, em aula futura vamos nos aprofundar um pouco mais nesse 
tema. 
Até agora estamos numa economia fechada, isto é, o nosso sistema 
econômico não tinha transações com o resto do mundo. Éramos quase 
uma Coréia do Norte ... 
Mas agora finalmente, vamos ver como os demais países 
influenciam em nossa economia! Vamos ver como funciona uma 
economia aberta! 
 
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“E o que significam exatamente essas transações com o resto do mundo, 
professor”? 
Isso mesmo que você deve estar pensando: “não existem nem 
importações nem exportações”! 
Mas não só isso, como veremos adiante! 
Assim, agora teremos que considerar as transações feitas com empresas 
e pessoas não-residentes, ou seja, residentes em outros países. Aqui o 
que vale não é nacionalidade da pessoa (física ou jurídica) mas o local 
definido como de sua residência. Assim, um brasileiro que resida na China 
e uma multinacional Holandesa serão tratados como não-residentes. 
Usualmente se chama o conjunto dos “outros países” como “resto do 
mundo” ou “setor externo”. As variáveis a serem incorporados agora ao 
nosso modelo são a seguir conceituadas: 
Exportações (X): representam as compras de nossos bens e serviços 
pelos estrangeiros, ou seja, são gastos do setor externo com as nossas 
empresas. 
Importações (M): representam nossas compras relativas a bens e 
serviços produzidos por empresas de outros países, ou seja, do setor 
externo. 
ATENÇÃO: as Exportações e as Importações se referem à compra 
e venda de bens e “serviços não-fatores”, ou seja, serviços que 
não representam “remuneração”. 
Complicou? 
Explico melhor! 
Estamos na verdade falando de fretes, seguros, turismo, etc., que são 
pagamentos (ou recebimentos) feitos a firmas pela compra (ou venda) de 
serviços não-fatores. 
 
 
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Outros pagamentos de serviços, tais como assistência técnica, 
consultorias, honorários, lucros, são feitos das empresas aos indivíduos, a 
título de remuneração, e nesse caso são chamados de “serviços de 
fatores”, sendo considerados nas seguintes variáveis: 
 Renda Enviada ao Exterior (REE): representa uma parcela da renda 
gerada internamente, nos limites territoriais do nosso país, mas que não 
pertence aos nacionais. Como exemplo, temos a remessa de lucros de 
uma empresa estrangeira para sua matriz no exterior, o pagamento de 
uma consultoria internacional, o pagamento de assistência técnica, etc. 
Renda Recebida do Exterior (RRE): representa exatamente o fluxo 
contrário, ou seja, trata-se de uma parcela da renda gerada em outro 
país, que se agrega à renda nas mãos dos nacionais. Por exemplo, 
recebimento de lucros obtidos por filiais de uma empresa nacional situada 
em outro país. 
Renda Líquida de Fatores Externos (RLFE): constitui-se na diferença 
entre a Renda Recebida do Exterior e a Renda Enviada ao Exterior: 
RLFE = RRE -REE 
Quando um país recebe mais renda do exterior do que envia, a Renda 
Líquida de Fatores Externos é positiva. 
Em situação inversa, ou seja, se um país recebe menos renda do exterior 
do que envia, a Renda Líquida de Fatores Externos é negativa. 
Na situação de Renda Líquida de Fatores Externos negativa, é muito 
comum se usar a expressão “Renda Líquida Enviada ao Exterior”: 
RLEE = REE – RRE 
Fique ligado que se a Renda Líquida Enviada ao Exterior é positiva, isso 
significa que REE > RRE, quer dizer, o país envia mais renda para o 
exterior do que recebe. 
 
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Por outro lado, quando a RLEE é negativa, acontece exatamente o oposto, 
ou seja, o país na verdade recebeu de fora mais “unidades monetárias” 
do que mandou. 
Essas remessas e recebimentos de renda vão provocar um ajuste no 
conceito de Produto. 
Lembra que eu anteriormente falei que íamos explicar o significado de 
PIB? 
É chegada a hora galera! 
Começaremos pela diferenciação do Produto Nacional do Produto Interno. 
Vamos aos conceitos: 
Produto Interno: corresponde de fato ao total de bens e serviços finais 
produzidos por um determinado país, num certo período de tempo, dentro 
de suas fronteiras territoriais. 
Um dos conceitos mais utilizados na Macroeconomia é exatamente o do 
PIB - ou Produto Interno Bruto, que corresponde à Renda Interna Bruta, 
originada na produção de bens e serviços que se deu dentro dos limites 
territoriais de um país. 
Porém, parte desse PIB (dessa Renda Interna Bruta) vai remunerar 
indivíduos que estão fora do país: remessa de lucros, pagamentos de 
assistência técnica, royalties, etc. Isto significa que nem toda a renda 
gerada internamente vai de fato pertencer aos residentes no país. 
E aí, galera? 
“Agora temos que abater do PIB a Renda Enviada ao Exterior”! 
Beleza, mas lembre-se também que os residentes no país recebem 
remuneração por serviços prestados em outros países. Assim, devemos 
somar ao PIB a Renda Recebida do Exterior. 
Portanto, teremos a seguinte situação: 
PIB – REE + RRE = PNB 
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“O que é esse tal de PNB, professor? 
Calma que vou explicar. 
Vamos então a mais um conceito? 
Produto Nacional Bruto – PNB: corresponde à renda que pertence 
efetivamente aos nacionais, incluindo a renda recebida por nossas 
empresas no exterior e excluindo a renda enviada por nossas empresas 
para o exterior. 
Vamos então ver uma forma diferente de visualizar a relação entre PNB e 
PIB: 
PIB – (REE – RRE) = PNB 
PIB – RLEE = PNB 
Com isso temos o nosso modelo completo! 
Vamos ver como fica uma das principais equações vistas anteriormente: a 
da Despesa Interna Bruta – DIB: 
 
DIB = C + I + G + X – M = PIB 
 
Onde: 
C = Despesas de Consumo dos indivíduos, ao comprar os bens e serviços 
finais; 
I = Despesas de Investimento das empresas, ao comprar 
máquinas/equipamentos, etc. 
G = Despesas do Governo, ao gastar com a aquisição de bens de 
consumo ou bens de investimento; 
X = Despesas do setor externo com os nossos produtos, mandados ao 
exterior através das exportações; 
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M = as importações entram com o sinal negativo porque representam 
deduções da despesa nacional. Isto ocorre pelo fato de que quando 
realizamos importações estamos gastando menos com nossos próprios 
produtos (menos despesa nacional) e gastando mais com o produto 
gerado no exterior (contribuindo, desse modo, com a despesa nacional do 
outro país). 
O quadro a seguir resume as diferenças entre os vários conceitos de 
Produto: 
Critério de Diferenciação e variáveis: 
Bruto (B) X Líquido (L): o diferenciador é a depreciação (d), veja: 
PNL = PNB – d 
IL = IB -d 
Custo de Fatores (cf) X Preços de Mercado (pm) : o modificador é a 
diferença entre Tributos Indiretos e Subsídios 
PNBpm = PNBcf + Imp Ind – Sub 
PIBpm = PIBcf + Imp Ind -Sub 
Interno (I) X Nacional (N): o diferencial é a Renda Líquida Enviada ao 
Exterior (REE – RRE) 
PIB – RLEE = PNB 
PIL – RLEE = PNL 
Com as informações que temos até aqui já podemos avançar no estudo 
da Contabilidade Nacional propriamente dita. 
Mas preciso lhes dizer que muito do que já vimos já pode ser considerado 
por muitos também como parte do estudo da Contabilidade Nacional. 
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O estudo da Macroeconomia, ou seja, o estudo dos agregados 
macroeconômicos é apoiado em dados estatísticos dos principais fluxos da 
produção e da renda de um país. 
Este registro estatístico dos dados macroeconômicos de uma nação é 
chamado Contabilidade Nacional. 
Os sistemas de Contabilidade Nacional (também chamada de 
Contabilidade Social) têm como objetivo não somente revelar o total dos 
agregados macroeconômicos, mas também proceder ao registro 
sistemático das diversas relações entre os setores que compõe a 
economia de um país. 
Essa Contabilidade Nacional segue normas e princípios definidos, cada vez 
mais uniformizados em escala internacional. A partir do ganho de 
importância adquirido com o reconhecimento da sua importância pela 
teoria keynesiana, os países desenvolvidos e, a seguir, todos os países 
que se empenhavam na busca do desenvolvimento econômico em moldes 
capitalistas, passaram a sistematizar esses registros de modo cada vez 
mais uniformizado, com a função principal de permitir a comparação dos 
dados entre os países. 
Na verdade, já conceituamos e já estudamos os principais agregados 
macroeconômicos que são objeto da contabilidade nacional, suas 
derivações e as identidades fundamentais, quais sejam: Produto, Renda, 
Consumo (Despesa), Investimento, Poupança, Gastos do Governo, 
Tributação, Exportações e Importações. 
Por meio do Sistema de Contas Nacionais pode-se ter uma boa noção da 
realidade econômica de um país em um determinado período de tempo. 
É por meio da análise das suas contas, que podemos “visualizar” a forma 
como um setor institucional, como por exemplo a indústria ou a 
agropecuária, participa da geração, apropriação, distribuição e uso da 
renda nacional e da acumulação de ativos não-financeiros. 
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Outra utilização muito importante do Sistema de Contas Nacionais, é a 
evidenciação das relações entre a economia nacional e o resto do 
mundo. O famoso Balanço de Pagamentos, entendido como o registro 
sistemático das transações entre residentes e não residentes de um país 
durante determinado período de tempo, é um belo exemplo. 
Por meio dos Sistemas de Contas Nacionais podemos comparar, por 
exemplo, o PIB do Brasil com o PIB dos Estados Unidos. Como sabemos, 
na verdade estamos comparando a produção de bens e serviços que se 
deu dentro dos limites territoriais de cada um desses países. 
Mas esse na verdade é ponto de partida para a análise propriamente dita 
das contas nacionais de um país. Somente com essas informações iniciais 
sobre os agregados macroeconômicos e das formas de medição do 
produto e da renda nacionais é que estamos aptos à analisar 
efetivamente as contas nacionais, ou melhor, o Sistema de Contas 
Nacionais de um país. 
No Brasil o órgão responsável pelas Contas Nacionais é o Instituto 
Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Vamos ver como o próprio 
IBGE define o funcionamento do nosso Sistema de Contas Nacionais 
(http://www.ibge.com.br/home): 
 
“O Sistema de Contas Nacionais apresenta informações sobre a geração, 
distribuição e uso da renda no País. Há também dados sobre a 
acumulação de ativos não financeiros e sobre as relações entre a 
economia nacional e o resto do mundo. 
 
O IBGE traz a público o Sistema de Contas Nacionais cujas informações 
estão apresentadasna Tabela de Recursos e Usos, em Contas Econômicas 
Integradas e em um conjunto de tabelas sinóticas adicionais. 
 
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A Tabela de Recursos e Usos contém os resultados a preços correntes e a 
preços constantes do ano anterior, e mostra os fluxos de oferta e 
demanda dos bens e serviços e, também, a geração da renda e do 
emprego em cada atividade econômica. 
As Contas Econômicas Integradas, núcleo central do Sistema, oferecem 
uma visão do conjunto da economia, descrevendo, para cada setor 
institucional, seus fenômenos essenciais – produção, consumo e 
acumulação – e suas inter-relações no período considerado. 
As tabelas sinóticas reúnem as principais grandezas calculadas no 
Sistema de Contas Nacionais permitem identificar, para cada ano, o 
Produto Interno Bruto - PIB; composição da oferta e da demanda 
agregada; geração, distribuição e uso da renda nacional; acumulação de 
capital; capacidade ou necessidade de financiamento; transações 
correntes com o resto do mundo; renda per capita; e evolução da carga 
tributária, entre outros agregados da economia brasileira.” 
 
Amigo(a)s, sugiro que, após o final da aula, ou no dia seguinte, vocês 
deem uma navegada no site do IBGE http://www.ibge.com.br/home/. 
Certamente isso vai contribuir para a fixação dos conceitos estudados e 
para o enriquecimento dos seus conhecimentos. 
Mas agora temos que estudar as 4 contas que compõem o Sistema de 
Contas Nacionais do Brasil: 
1 – Conta de Produção; 
2 – Conta de Apropriação; 
3 – Conta das transações correntes com o resto do mundo; 
4 – Conta de Acumulação. 
 
Vamos começar pela conta de produção: 
 
http://www.ibge.com.br/home/
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1 – Conta de Produção 
Essa conta também é chamada de conta Produto Interno Bruto e 
identifica as transações das atividades produtivas das empresas. 
 
DÉBITO CRÉDITO 
1.1 PIB a custo de fatores 1.4 consumo final das famílias 
 1.1.1 remuneração empregados 1.5 consumo final das APUs 
 1.1.2 excedente operacional bruto 1.6 Formação bruta de cap. fixo 
 1.1.3 Rendimento misto 1.7 Variação de estoques 
1.2 Impostos Indiretos 1.8 Exportações de b/s não fatores 
1.3 Menos Subsídios 1.9 Menos Importação b/s não fatores 
PIB a preços de mercado Despesa interna bruta a preços de 
mercado 
 
Essa conta apresenta do lado do débito os pagamentos das empresas 
relativos ao fator de produção trabalho (remuneração empregados) e aos 
demais fatores de produção (excedente operacional bruto). Também 
computa no lado do débito os Impostos Indiretos deduzindo aí os valores 
subsidiados pelo Governo. Seu resultado é o PIB a preços de mercado. 
 
Já do lado do crédito, por exemplo, temos os valores que as empresas 
receberam pelas vendas de seus bens e serviços às família e ao Governo 
(APUs = Administrações Públicas – Federal, Estaduais e Municipais e do 
DF também!). O total dos créditos representa a Despesa Interna Bruta, 
também a preços de mercados e é igual ao o PIB a preços de mercado (a 
nossa velha conhecida identidade fundamental). 
 
 
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2 – Conta de Apropriação 
 
Essa conta também é chamada de conta Renda Nacional Disponível Bruta 
e identifica o resultado da apropriação e da utilização da renda pelas 
famílias e pelo Governo. 
 
DÉBITO CRÉDITO 
2.1 consumo final das famílias 2.4 PIB a custo de fatores 
2.2 consumo final das APUs 2.5 Impostos Indiretos 
2.3 Saldo: Poupança Bruta 2.6 Menos Subsídios 
 Subtotal: PIB a preços de mercado 
 2.7 Menos renda enviada ao exterior 
 2.8 Renda recebida do exterior 
Utilização da renda nacional disponível Apropriação da renda nacional disponível 
Essa conta demonstra, do lado do débito, como foram aplicadas as 
remunerações recebidas seja em consumo (despesa) ou em poupança. 
Em suma, podemos ver como foi usada a renda nacional disponível. 
 
Já do lado do crédito, essa conta demonstra a apropriação das 
remunerações recebidas pelas famílias e pelo Governo (Impostos menos 
Subsídios) somada às compensações dos movimentos de 
remessa/recebimento de renda entre o Brasil e o resto do mundo. 
 
 
 
 
 
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3 – Conta das Transações com o resto do mundo 
 
Essa conta revela os valores das transações de um país com os demais 
países e inclui as transações realizadas entre os residentes e os não 
residentes de um país. 
 
DÉBITO CRÉDITO 
3.1 Exportação de bens e serviços 3.4 Importação de bens e serviços 
3.2 Renda Recebida do Exterior 3.5 Renda Enviada para o Exterior 
3.3 Saldo: Poupança Externa 3.6 Saldo das transações correntes com 
o resto do mundo 
 
Total de recebimentos Utilização dos recebimentos 
 
Essa conta demonstra, do lado do débito, os gastos dos não residentes 
com a compra de bens, serviços e ativos nacionais (exportações do 
Brasil), bem como os valores recebidos do setor externo. 
Já do lado do crédito, essa conta demonstra as compras feitas pelos 
residentes na forma de importações de bens e serviços e os valores 
enviados para o exterior pelos agentes domésticos. Aqui também é 
lançado o saldo do balanço de pagamentos em conta corrente. 
 
 
 
 
 
 
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4 – Conta de Acumulação 
Essa conta também é chamada de conta consolidada de capital e 
identifica o resultado da formação da poupança bruta interna e de como 
essa formação da poupança bruta interna foi financiada . 
 
DÉBITO CRÉDITO 
4.1 Formação Bruta de Capital Fixo 4.3 Poupança Interna 
4.2 Variação dos estoques 4.4 Poupança Externa 
 
Acumulação Bruta Interna Financiamento Acumulação Bruta Interna 
 
Essa conta demonstra, do lado do débito, as aplicações (usos) de recursos 
na formação bruta de capital fixo (investimento bruto) e nas variações de 
estoques. 
 
Já do lado do crédito, essa conta demonstra as fontes de financiamento 
das mencionadas aplicações de recursos, sendo segregada a poupança 
interna da poupança externa. 
 
Vale destacar que a poupança interna é a soma da poupança bruta do 
setor privado com a poupança do governo em conta corrente. 
 
Já a poupança externa é o valor que o país recebe do exterior para 
financiar seus gastos a maior. 
 
 
 
 
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6. PIB E SEU DEFLACIONAMENTO 
 
O conceito de deflacionamento do Produto está relacionado à existência 
de inflação, ou melhor, a desvalorização da moeda pela alta generalizada 
dos preços. Já lhes adianto que vamos estudar o tema inflação no 
próximo item dessa aula. 
 
Por ora basta ficarmos com esse conceito de inflação como sendo a 
desvalorização da moeda pela alta generalizada dos preços. 
 
Assim, em função da existência da inflação é necessário usarmos a 
técnica do "deflacionamento", que nada mais é do que a 
conversão de valores correntes (nominais) em moeda de poder 
aquisitivo constante (valor real). 
 
Assim, expurgamos, ou melhor, expulsamos o efeitode inflação, de modo 
a podermos comparar o agregado macroeconômico Produto de períodos 
diferentes em termos reais. 
 
Em outras palavras, podemos dizer o Produto (seja o PIB, PIL, PNB ou 
PNL) pode ser valorado a preços correntes (nominais) ou a preços 
constantes (reais). 
 
Os valores são ditos a preços correntes quando não forem deflacionados 
e, em contraposição, são ditos a preços constantes quando forem 
deflacionados. 
 
Um conceito importante é o de o deflator. Vamos ver um exemplo, para 
entender esse conceito. 
 
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Imagine que você tenha em mãos os valores do PIB nominal e do PIB 
real, e deseja calcular o deflator desse PIB. 
 
Vejamos um exemplo hipotético com os seguintes dados: 
 
PIB Real = R$ 100,00 
PIB Nominal = R$ 110,00 
 
Vamos calcular o deflator? 
 
Deflator do PIB = PIB Nominal = _110,00_ = 1,10 
 PIB Real 100,00 
 
Daí temos as derivações. Uma questão de prova, por exemplo, pode te 
dar o PIB Real e o deflator e lhe pedir o PIB Nominal. Basta seguir a 
mesma “formula”. 
 
Na verdade, não quero que gravem essa fórmula, mas que entendam. 
 
Beleza? 
 
Mas o deflacionamento do Produto não consiste apenas em calcular o 
deflator. Tem mais ... é chegada a hora de estudarmos os famosos 
Números Índices. 
 
Na verdade, os números índices são “medidas” que vem da estatística, 
mas que tem grande aplicação na área econômica. No nosso caso, vamos 
estudar a sua aplicação apenas ao PRODUTO. 
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Como sabemos, o produto é o resultado da soma dos preços multiplicado 
pelas quantidades produzidas de todos os bens e serviços de uma 
economia. 
 
Desse modo, temos três variáveis o: preço, quantidade e valor, sendo 
este último o resultado do produto do preço pela quantidade. De início já 
lhes digo que a variável quantidade não é afetada pela inflação, mas 
normalmente oscila de um ano para o outro, sendo, portanto, objeto de 
índice. 
Vamos então relembrar a “fórmula” do produto” 
Produto = Σ(pi.qi) 
 
Produto = Somatório de Preço x Quantidade 
 
Onde “pi” representa o preço do bem ou serviço “i” e 
 “qi” representa as quantidades do bem ou serviço “i”. 
 
Isso significa que no cálculo do Produto temos que somar o valor 
monetário da produção dos diversos bens e serviços: 
 
Produto = (preço do Arroz x quantidade do Arroz) + (p açúcar x q 
açúcar) + (p livro x q livro) + (p computador x q computador 
+pgeladeira.qgeladeiras 
 
 
Agora já podemos começar o estudo dos Números índices. Vamos iniciar 
pelo Número índice mais simples: o Relativo de Preço. 
 
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6.1 Índice Relativo de Preço 
 
Relacionando-se o preço de um produto numa época (chamada época 
atual) com o de uma época o (chamada básica ou simplesmente base) 
teremos um relativo de preço. Fazendo-se P t = preço numa época atual e 
Po = preço na época-base, definiremos relativo de preço pela seguinte 
quantidade: 
 
 
p(o,t) pt 
 po 
 
Galera atenção! 
Se quisermos expressar em termos percentuais o relativo de 
preço, bastará multiplicarmos o quociente acima por 100. 
 
 p(o,t) = pt X 100 
 po 
Vamos ver um exemplo! 
O preço do quilo da laranja em 2010 foi R$ 1,20 e em 2011 subiu para R$ 
1,38. Tomando-se por base o ano 2010, como podemos determinar o 
preço relativo em 2011? 
 
Galera, uma dica: o ano considerado base corresponderá sempre ao 
índice igual a 100. Os demais apresentarão, portanto, valores que flutuam 
em torno de 100. Então temos: 
 
p (10,11) = p2011 = 1,38 = 1,15 ou 115% ou simplesmente 115. 
 P2010 1,20 
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E o que esse resultado significa, você deve estar pensando? 
Esse resultado indica que em 2011 houve um aumento de 15% no preço 
da laranja com relação ao preço em 2010. 
 
6.2 Índice Relativo de Quantidade 
 
Amigo (a), da mesma forma que podemos comparar os preços de bens, 
também pode-se fazê-lo em relação às quantidades, quer sejam elas 
quantidades produzidas, vendidas ou consumidas. Se fizermos q t= 
quantidade de um produto na época atual (época t) é qo = quantidade 
desse mesmo produto na época 0 (básica), a quantidade relativa será o 
seguinte quociente: 
 
q(o,t) = qt 
 qo 
 
Esse quociente que representa a variação da quantidade na época t com 
relação a uma época 0 (base). 
Vamos ver logo um exemplo: 
Uma fazenda produziu 45 toneladas de soja em 2010 e 68 toneladas em 
2011. A quantidade relativa será, tomando-se o ano de 2010 como base: 
 
q (10,11) = q 11 = 68 = 1,51 ou 151% ou 151 
 q 10 45 
 
Pessoal, podemos visualizar que essa fazenda no ano 2011 aumentou sua 
produção de soja em 51% em relação a 2010. 
 
Vamos agora ao nosso terceiro e último índice relativo: 
 
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6.3 Índice Relativo de valor 
 
Se p for o preço de determinado artigo em certa época e q a quantidade 
produzida ou consumida desse mesmo artigo na mesma época, então, o 
produto p x q será denominado valor total de produção ou de consumo. 
Sendo p t e q t respectivamente, o preço e a quantidade de um artigo na 
época atual (t) e po e qo, o preço e a quantidade do mesmo artigo na 
época básica (0), definimos como total o valor relativo ou simplesmente 
valor relativo o quociente: 
 
 v (o,t) = _vt_ = pt . qt = po, t . q o,t 
 vo po . qo 
 
Imagine que uma empresa qualquer vendeu, em 2010, 1000 unidades de 
um artigo ao preço unitário de R$ 500,00. Em 2011 vendeu 2000 
unidades do mesmo artigo ao preço unitário de R$ 600,00. 
 
 
O valor relativo da venda em 2011 foi: 
 
v (10,11) = 600 . 2000 = 2,4 ou 240%. 
500 . 1000 
 
Galera, concluímos, portanto, que em 2011 o valor das vendas foi 140% 
superior ao de 2010. 
 
Pessoal, esses índices simples que vimos até aqui apresentam algumas 
desvantagens, em especial ao de inexistirem pesos diferentes para cada 
fator que os compõe de acordo com sua importância relativa. 
 
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Para solucionar essa fragilidade, a estatística então usa os chamados 
índices ponderados. 
 
A ponderação (atribuição de pesos aos fatores) proposta pelos métodos 
mais usados baseia-se na participação de cada bem no valor 
transacionado total e é feita, em geral, segundo dois critérios: peso fixo 
na época básica ou peso variável na época atual. 
 
Vamos começar os estudo dos índices ponderados pelo Índice de 
Laspeyres , também conhecido como Método da época Básica. 
Depois, para finalizar esse assunto, vamos conhecer o Índice de 
Paasche ou Método da época atual. 
 
 
6.4 Índice de Layspeyers ou método da época básica 
 
O índice de Laspeyres constitui uma média ponderada de relativos, sendo 
os fatores de ponderação determinados a partir de preços e de 
quantidades da época básica. 
 
Dessemodo, no índice de Laspeyres, a base de ponderação é a época 
básica, sendo esse o motivo da denominação método da época básica. 
 
O Índice Laspeyres de preços é: 
 
LP = Σ(p2.q1) 
 Σ(p1.q1) 
 
 Para facilitar seu entendimento, raciocine assim: se quero calcular o índice 
de preço, eu fixo a quantidade e como é Laspeyres fixo a quantidade da 
época base. 
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Já o Índice Laspeyres de quantidades é: 
 
LP = Σ(p1.q2) 
 Σ(p1.q1) 
 
De novo, para facilitar seu entendimento, raciocine assim: se quero 
calcular o índice de quantidade, eu fixo o preço e como é Laspeyres fixo o 
preço da época base. 
 
6.5 Índice de Paasche ou método da época atual 
 
O índice de Paasche constitui uma média ponderada de relativos, sendo 
os fatores de ponderação determinados a partir de preços e de 
quantidades da época atual. 
Desse modo, no índice de Paasche, a base de ponderação é a época atual, 
dai a denominação método da época atual. 
 
O Índice Paasche de preços é: 
 
LP = Σ(p2.q2) 
 Σ(p1.q2) 
 
 Para facilitar seu entendimento, raciocine assim: se quero calcular o índice 
de preço, eu fixo a quantidade e como é Paasche fixo a quantidade da 
época atual. 
 
Já o Índice Paasche de quantidades é: 
 
LP = Σ(p2.q2) 
 Σ(p2.q1) 
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De novo, para facilitar seu entendimento, raciocine assim: se quero 
calcular o índice de quantidade, eu fixo o preço e como é Paasche fixo o 
preço da época atual. 
 
Galera, em termos de teoria, paramos hoje por aqui! 
 
Nada como fazer umas questões enquanto se espera a próxima aula. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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7. QUESTÕES PROPOSTAS 
 
01) (CESPE / ARE – SEFAZ-AC/2006) As empresas podem reagir a 
um aumento da demanda agregada de várias maneiras. 
Em consonância com a reação a ser adotada pelas empresas, a hipótese 
mais plausível consiste em: 
 
a) diminuir a produção física, aumentando os preços, ampliando a 
capacidade ociosa. 
 
b) aumentar os preços sem aumentar a produção física, se os recursos 
estiverem plenamente empregados. 
 
C) aumentar a produção, diminuindo os preços, até atingir a 
capacidade plena. 
 
d) reduzir preços e produção, se as empresas estiverem operando a 
plena capacidade. 
 
 
02) (CESPE/ TCU/ AUDITOR/2007) A macroeconomia lida com os 
grandes agregados econômicos e, por essa razão, é importante para se 
avaliar o desempenho global das economias de mercado. 
 
Acerca desse assunto, julgue os itens subsequentes. 
 
A redução das taxas de juros, que vem sendo paulatinamente 
implementada no Brasil, desloca para cima e para a direita, a função de 
consumo keynesiana. 
 
 
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03) (FCC /TCE-CE/ACE/2008) O Produto Interno Bruto de uma 
economia é igual ao somatório dos valores de produção de bens e 
serviços 
 
a) dessa economia em uma determinada unidade de tempo. 
b) finais dessa economia em uma determinada data no ano-calendário. 
c) dessa economia em uma determinada data no ano-calendário. 
d) finais dessa economia em uma determinada unidade de tempo. 
e) finais dessa economia, acrescido do valor das importações, em uma 
determinada unidade de tempo. 
 
04) (FCC /TCE-CE/ACE/2008) Suponha uma economia hipotética sem 
governo, na qual tenham ocorrido as seguintes transações: 
 
I. A empresa A adquire insumos da empresa C no valor de 100 e produz 
bens no valor de 300, sendo 70% da produção vendida para a 
empresa B e o restante para consumidores finais. 
 
II. A empresa B, com os insumos adquiridos da empresa A, fabrica bens 
no valor de 400, dos quais 20% são vendidos como insumos para a 
empresa C e o restante para consumidores finais. 
 
III. A empresa C, com os insumos adquiridos da empresa B, fabrica bens 
no valor de 200, dos quais 50% são vendidos para a empresa A e o 
restante para consumidores finais. 
 
Considerando essas informações, é correto concluir que o valor agregado 
por essa economia é 
 
a) maior que a renda. 
b) 900. 
c) 760. 
d) 530. 
e) 510. 
 
 
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05) (FCC /TCE-CE/ACE/2008) Considere as definições das siglas a 
seguir: 
 
C = Consumo privado 
I = Investimento privado 
G = Gastos totais do Governo 
X = Exportação de bens e serviços 
M = Importação de bens e serviços 
 
A demanda agregada da economia, supondo-se que a oferta agregada 
seja infinitamente elástica, é representada pela seguinte expressão: 
 
a) C + I + G (–) X + M 
b) C + I + G + X (−) M 
c) C + I (−) G (–) X + M 
d) C + I + G + X + M 
e) (C + I + G) (–) (X + M) 
 
06) (FCC /MPU/ANALISTA/2010) Instruções: Utilize as seguintes 
informações, e somente elas, para responder à questão. 
Importações de bens e serviços não fatores ............. 1.700 
Consumo Final...................................................... 6.900 
Variação de estoques................................................ 900 
Formação bruta de capital fixo................................. 2.800 
Renda líquida recebida do exterior ............................. 100 
Déficit do balanço de pagamentos em transações c....... 300 
 
O Produto Interno Bruto dessa economia é 
 
a) 9.900 
 
b) 10.000 
 
c) 10.100 
 
d) 10.200 
 
e) 10.300 
 
 
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07) (FCC /SEFIN-RO/AFTE/2010) É correto afirmar que 
 
a) o PNL corresponde ao PIB, deduzida a depreciação do estoque de 
capital físico da economia. 
 
b) a diferença entre o PIB e o PIL de uma economia é o montante de sua 
carga tributária líquida. 
 
c) a Renda Nacional de uma economia é obtida a partir de seu PIB a 
preços de mercado, deduzidos a depreciação do estoque de capital, a 
renda líquida enviada para o exterior, e os impostos indiretos líquidos dos 
subsídios. 
 
d) a Renda Pessoal Disponível de uma economia é obtida a partir de seu 
PIB medido a custo de fatores, deduzido o saldo da balança comercial e 
sua variação de estoques e adicionada a carga tributária bruta. 
 
e) a Renda Pessoal, em uma economia, corresponde à Renda Nacional, 
deduzidos os impostos indiretos e as contribuições previdenciárias, outras 
receitas correntes do Governo e os lucros não distribuídos pelas 
empresas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 08) (FCC/PREFEITURA DE SP/AFTM/2012) Foram extraídos os 
seguintes dados, em milhões de reais, referentes às Contas Nacionais do 
Brasil em um determinado ano-calendário: 
 
Consumo Final................................................... 2.666.752 
Exportação de Bens e Serviços.............................. 355.653 
Consumo Intermediário....................................... 2.686.362 
Formação Brutade Capital Fixo ............................ 585.317 
Variação de Estoques (negativa) ............................. (7.471) 
Produto Interno Bruto a preços de mercado ......... 3.239.404 
 
O valor da importação de bens e serviços, em milhões de reais, nesse 
mesmo ano, correspondeu a 
a) 351.479. 
 
b) 353.376. 
 
c) 380.457. 
 
d) 375.789. 
 
e) 360.847. 
 
 
 
 
 
 
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09) (FCC/PREFEITURA-SP/AFTM/2012) Em um país hipotético, o 
PIB nominal, em bilhões de unidades monetárias, e o índice geral de 
preços (IGP) são os apresentados na tabela a seguir: 
 
 
Para este país, 
a) a partir de 2007, houve recessão na economia em termos nominais. 
 
b) entre 2006 e 2007, o PIB apresentou variação real negativa. 
 
c) a partir de 2008, houve crescimento real ininterrupto do PIB. 
 
d) os valores do PIB em 2006 e 2009 são equivalentes, ambos medidos a 
preços de 2009. 
 
e) em 2010, o PIB apresentou crescimento real comparativamente a 
2009. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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10) (UFG/ Prefeitura de Goiânia /AOF/2012) Existem duas formas 
de representação do Produto Nacional: uma, a custo de fatores e, a 
outra, a preços de mercado. 
 
O Produto Nacional Líquido a custo de fatores é igual ao: 
 
(A) Produto Nacional Bruto a preços de mercado + depreciação – 
impostos indiretos + subsídios. 
 
(B) Produto Nacional Líquido a preços de mercado + depreciação – 
impostos indiretos + subsídios. 
 
(C) Produto Interno Bruto a preços de mercado – depreciação – impostos 
indiretos – subsídios. 
 
(D) Produto Nacional Bruto a preços de mercado – depreciação – 
impostos indiretos + subsídios. 
 
 
11) (UFG/ Prefeitura de Goiânia /AOF - Economista/ 2012) O 
Produto Interno Bruto (PIB) pode ser mensurado pelo lado da oferta ou 
pelo lado da demanda. No cálculo do PIB, pelo lado da demanda final, as 
importações do país: 
 
 
(A) não são contabilizadas, porque não são produzidas no país. 
 
(B) são contabilizadas com sinal positivo. 
 
(C) são contabilizadas no caso de superávit na Balança Comercial. 
 
(D) são contabilizadas com sinal negativo. 
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12) (FUNDAÇÃO DOM CINTRA/ISS-BH/AUDITOR/2012) Uma 
economia hipotética, num determinado período de tempo, registrou os 
dados a seguir especificados: 
 
Depreciação 3.000 
 
Importações 2.400 
 
Impostos Diretos 6.000 
 
Impostos Indiretos 4.500 
 
Produto Interno Líquido a custo de fatores 45.000 
 
Renda Líquida Enviada ao Exterior 3.400 
 
Renda Recebida do Exterior 2.500 
 
Subsídios 1.600 
 
Conclui-se que Produto Nacional Bruto a preços de mercado apresenta o 
seguinte valor: 
 
A) $ 41.500 
B) $ 45.900 
C) $ 47.500 
D) $ 50.000 
E) $ 53.500 
 
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 13) (UFG/ Prefeitura de Goiânia /AOF/2012) PIB e PNB são 
medidas do fluxo de riqueza. Normalmente, PIB refere-se à produção no 
país e PNB refere-se à produção do país. Assim, nos países mais pobres, 
o PIB é maior do que o PNB porque: 
 
(A) suas exportações são maiores que suas importações. 
 
(B) suas importações são maiores que suas exportações. 
 
(C) a renda enviada para o exterior é maior do que a renda recebida do 
exterior. 
 
(D) a renda enviada para o exterior é menor do que a renda recebida do 
exterior. 
 
 
 14) (UFG/ Prefeitura de Catalão /AOF/2012) PIB e PNB são 
medidas do produto de uma região, em um determinado período. 
 
Considerando que a região em questão seja um país, o primeiro refere-se 
ao conjunto de bens e serviços elaborados, dentro de suas fronteiras 
territoriais, e o segundo refere-se ao que pertence ao país, ou seja, o que 
lhe é de direito, considerando o produto de suas empresas, estejam onde 
estiverem. 
 
Geralmente, nos países mais desenvolvidos, em valores brutos, 
 
(A) o PIB é menor do que o PNB. 
(B) o PIB é maior do que o PNB. 
(C) o PIB é igual ao PNB. 
(D) o PIB é o dobro do PNB. 
 
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15) (FCC/PREFEITURA-SP/AFTM/2012) Em um país hipotético, o 
PIB nominal, em bilhões de unidades monetárias, e o índice geral de 
preços (IGP) são os apresentados na tabela a seguir: 
 
Para este país, 
a) a partir de 2007, houve recessão na economia em termos nominais. 
 
b) entre 2006 e 2007, o PIB apresentou variação real negativa. 
 
c) a partir de 2008, houve crescimento real ininterrupto do PIB. 
 
d) os valores do PIB em 2006 e 2009 são equivalentes, ambos medidos a 
preços de 2009. 
 
e) em 2010, o PIB apresentou crescimento real comparativamente a 
2009. 
 
16) (UFG/ Prefeitura de Goiânia /AOF/2012) A economia é 
conceituada por diversos autores como a ciência da escassez. Nessa 
concepção, em uma economia de mercado, os problemas econômicos de 
“o quê produzir”, “quanto produzir”, “como produzir” e “para quem 
produzir” são equacionados pelo: 
 
(A) montante de fatores produtivos disponíveis. 
(B) planejamento estratégico governamental. 
(C) mecanismo de preços em geral. 
(D) nível de conhecimento tecnológico. 
 
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17) (FCC /TCE-PR/ACE/2012) Os seguintes dados foram extraídos 
das Contas Nacionais de um país (em milhões de unidades monetárias): 
 
Importação de bens e serviços não fatores ........... 1.750 
Variação de estoques ..................................................... 250 
Formação bruta de capital fixo............................................. 2.300 
Produto Interno Bruto, a preços de mercado ....................... 14.700 
Exportação de bens e serviços não fatores .....................2.500 
Impostos indiretos.............................................................. 2.900 
Subsídios ........... ............................................................ 380 
O Consumo Final da Economia (das Famílias e da Administração Pública) 
nesse país correspondeu, em milhões de unidades monetárias, a 
 
a) 11.020. 
b) 11.400. 
c) 11.650. 
d) 14.300. 
e) 13.920. 
 
 
18) (FCC /SEFAZ-SP/APO/2010) Os impostos indiretos líquidos de 
subsídios concedidos ao setor privado são agregados econômicos que 
diferenciam os conceitos de 
 
a) PIB a preços de mercado e PIB a custo de fatores. 
b) PIL a custo de fatores e PNB a preços de mercado. 
c) PIB a custo de fatores e PNL a preços de mercado. 
d) PNB a preços de mercado e Renda Pessoal Disponível. 
e) PNB a preços de mercado e PNL a preços de mercado. 
 
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19) (FCC /DPE-RS/ANALISTA/2013) Em uma economia, a renda 
líquida recebida do exterior é superior, em valor absoluto, ao montante 
da depreciação do estoque de capital da economia. Portanto, o Produto 
 
a) Interno Bruto é maior que o Produto Nacional Bruto. 
b) Nacional Bruto é menor que o ProdutoNacional Líquido. 
c) medido a preços de mercado é menor que o Produto medido a custo de 
fatores. 
d) Interno Líquido é maior que o Produto Nacional Bruto. 
e) Nacional Líquido é maior que o Produto Interno Bruto. 
 
 
20) (CEPERJ/SEFAZ-RJ/OFICIAL CONTROLE INTERNO/2013) 
Considere os seguintes dados das Contas Nacionais do Brasil (valores 
hipotéticos, em milhões de reais): 
 
· Produto interno líquido a preços de mercado: 10.000 
· Impostos indiretos: 1.500 
· Depreciação de capital fixo: 500 
· Renda líquida enviada para o exterior: 120 
· Subsídios: 400 
 
Podemos concluir que o produto nacional bruto a custo de fatores 
equivale a: 
 
A) 9.280 
B) 10.500 
C) 10.380 
D) 11.480 
E) 10.620 
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 21) CETRO/ISS-SP/AUDITOR Fiscal/2014 (ADAPTADA) Com 
relação aos conceitos básicos de macroeconomia, marque V para 
verdadeiro ou F para falso e, em seguida, assinale a alternativa que 
apresenta a sequência correta. 
 
( ) Países com a renda líquida enviada ao exterior negativa possuem um 
PNB maior do que o PIB. 
 
( ) No sistema de contas nacionais considerado economia aberta com 
governo, exportações de bens e serviços não fatores são lançadas a 
crédito na conta transações com o resto do mundo e a débito na conta de 
capital. 
 
( ) Na identidade macroeconômica para economia aberta, em que Y + M 
= C + I + G + X, o lado esquerdo da expressão representa a oferta 
agregada global. 
 
(A)V/V/V 
 
(B)V/F/V 
 
(C)F/V/F 
 
(D)V/F/F 
 
(E) F/F/ V 
 
 
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 22) (CETRO/ISS-SP/AUDITOR Fiscal/2014) A tabela abaixo 
apresenta informações da evolução dos preços (P) e a quantidade (Q) de 
três produtos (A, B e C), entre os anos de 2012 e 2013. 
 
Assinale a alternativa que apresenta o índice Laspeyres de preços para 
esses três produtos, no período considerado, tomando por base o ano de 
2012. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://dhg1h5j42swfq.cloudfront.net/2014/05/questao.jpg
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23) (FCC/ICMS-RJ/AUDITOR/2014) De acordo com a teoria da 
ciência econômica, referem-se a conceitos econômicos, levados em conta 
nas decisões individuais: 
 
I. O trade off entendido como termo que define uma situação de escolha 
conflitante, ou seja, quando uma ação econômica, visando à resolução de 
determinado problema acarreta, inevitavelmente, outros problemas. 
 
II. O custo de oportunidade é aquilo que o agente econômico deve ter de 
recompensa para abrir mão de algum consumo. 
 
III. A mudança marginal que é um pequeno ajuste incremental em um 
plano de ação não revestido de racionalidade econômica. 
 
IV. O incentivo que é algo que induz os indivíduos a agir, tal como a 
perspectiva de uma punição ou recompensa. 
 
Está correto o que se afirma em 
 
(A) I, II, III e IV. 
 
(B) I e II, apenas. 
 
(C) II e III, apenas. 
 
(D) I e IV, apenas. 
 
(E) III e IV, apenas. 
 
 
 
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 24) (FCC/ICMS-RJ/AUDITOR/2014) O Produto Interno Bruto − PIB 
a preços de mercado mede o total dos bens e serviços produzidos pelas 
unidades residentes que têm como destino um uso final (exclui consumo 
intermediário). 
 
Considerando-se a ótica de mensuração do PIB pela demanda, é 
correto afirmar que o seu cômputo é dado 
 
(A) pela despesa de consumo final mais o total de impostos, líquidos de 
subsídios sobre a produção e a importação, mais a formação bruta de 
capital fixo, mais a variação de estoques, mais as exportações de bens e 
serviços, menos as importações de bens e serviços. 
 
(B) pelo valor da produção menos o consumo intermediário, mais os 
impostos, líquidos de subsídios, sobre produtos não incluídos no valor da 
produção. 
 
(C) pela remuneração dos empregados mais o total dos impostos, líquidos 
de subsídios, sobre a produção e a importação, mais o rendimento misto 
bruto, mais o excedente operacional bruto. 
 
(D) pela despesa de consumo final mais a formação bruta de capital fixo, 
mais a variação de estoques, mais as exportações de bens e serviços, 
menos as importações de bens e serviços. 
 
(E) pelo valor da produção menos o consumo intermediário, mais os 
impostos, líquidos de subsídios, sobre produtos não incluídos no valor da 
produção, mais as exportações de bens e serviços, menos as importações 
de bens e serviços. 
 
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25) (FCC/SEFAZ-PE/AFTE/2014) No que tange ao cômputo dos 
agregados macroeconômicos e ao registro das contas nacionais de um 
país, é correto afirmar: 
 
a) O valor de impostos indiretos líquidos de subsídios é o que diferencia a 
mensuração do produto em seus conceitos “a preços de mercado” e “a 
custo de fatores”. 
 
b) Na conta destinada a registrar as transações com o resto do mundo, 
as importações de bens são lançadas a débito e as exportações de bens 
são lançadas a crédito. 
 
c) O Produto Interno Bruto será inferior ao Produto Nacional Bruto 
quando a Renda Líquida de Fatores de Produção enviada para o exterior 
for positiva. 
 
d) Não é possível aferir o valor do Produto Interno Bruto a partir da 
análise das contas nacionais, qualquer que seja o modelo de 
contabilização adotado. 
 
e) Produto Nacional Bruto e Produto Interno Líquido diferem pelo valor da 
depreciação do estoque de capital da economia. 
 
 
26) (FCC/METRO-SP/ADV JR/2014) O total das remunerações pagas 
aos proprietários dos fatores de produção que são residentes no país 
corresponde ao agregado macroeconômico denominado: 
 
a) Renda Nacional Líquida a custo de fatores. 
b) Produto Nacional Bruto a preços de mercado. 
c) Produto Interno Bruto a custo de fatores. 
d) Renda Interna Líquida a preços de mercado. 
e) Renda Interna Bruta a preços de mercado. 
 
 
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 27) (FCC/METRO-SP/ADV JR/2014) Um estudo divulgado pela 
Receita Federal do Brasil informou que a Carga Tributária Bruta brasileira 
passou de 35,31% do PIB em 2011 para 35,85% do PIB em 2012. 
Considerando os conceitos de Carga Tributária Bruta e Carga Tributária 
Líquida, é correto afirmar: 
 
a) É condição necessária para a elevação da Carga Tributária Bruta que a 
arrecadação tributária de todas as esferas de governo tenha aumentado 
como proporção do PIB. 
 
b) A Carga Tributária Líquida do Brasil deve ser inferior a 35% do PIB, 
pois neste conceito não são computados os impostos indiretos como o 
Imposto sobre Produtos Industrializados. 
 
c) A medida da Carga Tributária Bruta como percentual do produto da 
economia se faz pela razão entre a arrecadação tributária das três esferas 
de governo e o PIB medido a preços de mercado, ambos em termos 
nominais. 
 
d) Verificar o crescimento da Carga Tributária Bruta entre 2011 e 2012 é 
suficiente para concluir que houve decréscimo do PIB brasileiro no mesmo 
período. 
 
e) A medida da Carga Tributária Bruta como percentual do produto da 
economiase faz pela razão entre a arrecadação tributária federal e o PIB 
medido a custo de fatores, ambos em termos nominais. 
 
 
 
 
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 28) (FGV / DPE-MT/ECONOMISTA/2015) Considere as seguintes 
siglas: 
 
PIB = Produto Interno Bruto, PNB = Produto Nacional Bruto, 
PIL = Produto Interno Líquido e PNL = Produto Nacional Líquido. 
 
Se o governo impedir o envio ou recebimento de rendimentos do exterior 
e zerar os impostos indiretos e os subsídios, pelas identidades 
macroeconômicas básicas teremos: 
 
a) PIB a preços de mercado = PNB a custo de fatores. 
b) PIB a preços de mercado = PNL a custo de fatores. 
c) PIL a preços de mercado = PNB a custo de fatores. 
d) PIL a preços de mercado > PNL a custo de fatores. 
e) PIB a preços de mercado > PIB a custo de fatores. 
 
 
 29) (FGV / DPE-MT/ECONOMISTA/2015) Um aumento do PIB 
(Produto Interno Bruto) a custo de fatores, mantido constante o PIB a 
preços de mercado, deve ser compensado por: 
 
a) redução da depreciação; 
b) aumento dos subsídios e redução dos impostos indiretos; 
c) redução dos impostos diretos; 
d) redução da renda líquida enviada ao exterior e aumento dos impostos 
diretos e indiretos; 
e) redução do Produto Nacional Bruto a custo de fatores. 
 
 
 
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 30) (FGV / TCM-SP/ Agente Fiscal/2015) Considere as seguintes 
informações: 
 
Poupança do setor privado = 50 
Subsídios = 10 
Impostos Indiretos = 10 
Impostos Diretos = 30 
Exportações = 50 
Importações = 25 
Saldo da Balança de Serviços = 0 
Saldo da Conta de Rendas = 0 
Transferências Unilaterais = 0 
Variação dos estoques = 5 
Formação Bruta de Capital Fixo = 5 
Transferências do governo = Outras Receitas Líquidas 
A partir dessas informações (medidas em bilhões de reais) e dos 
conceitos de contas nacionais, o gasto do governo é igual a: 
 
a) 35; 
b) 40; 
c) 45; 
d) 50; 
e) 60. 
 
 
 
 
 
 
 
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 31) (FGV / TCM-SP/ Agente Fiscal/2015) Considere o Sistema de 
Contas Nacionais, baseado em quatro contas: produção, utilização da 
renda, formação de capital e das operações da economia com o resto do 
mundo. 
A estática comparativa de acordo com tal sistema é: 
 
a) um aumento da renda nacional líquida a preços de mercado pode ser 
compensado por uma redução do consumo do governo; 
 
b) um aumento do excedente operacional bruto pode ser decorrente do 
aumento das exportações de bens e serviços de não-fatores; 
 
c) uma redução dos recebimentos correntes pode levar a um aumento da 
renda recebida do exterior; 
 
d) um aumento do investimento em bens de capital, com aumento da 
depreciação, leva à elevação do total da formação de capital; 
 
e) um aumento dos impostos indiretos e redução dos subsídios leva a 
uma redução da apropriação da renda nacional disponível líquida. 
 
32) (ESAF/MPOG/APO/2015) Considerando os conceitos básicos em 
macroeconomia, é correto afirmar que: 
 
a) a dívida pública não pode ser maior do que o déficit público nominal. 
b) independente da renda enviada ou recebida do exterior, a dívida 
pública total do governo pode ser maior do que o Produto Nacional Bruto. 
c) a poupança externa nunca pode ser negativa. 
d) um aumento no valor nominal do PIB implica necessariamente em um 
aumento na renda real da economia. 
e) O PIB nominal não é influenciado pela inflação já que se trata de uma 
medida de desempenho real da economia. 
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33) (ESAF/MPOG/APO/2015) Considere: 
 
A = Produto Interno Bruto 
 
B= Remuneração dos empregados 
 
C = Impostos sobre a produção e a importação 
 
D = Subsídios à produção 
 
E = Excedente operacional bruto e rendimento misto bruto 
 
É correto, então, afirmar que: 
 
a) A = B + C – E 
b) A = B + C – D 
c) A = B – E 
d) A – B + C – D = 0 
e) A = B + C – D + E 
 
34) (FCC/TCM-AM/Auditor/2015) Em macroeconomia, sabendo que: 
Y é o Produto Interno Bruto (PIB), C é o consumo das famílias, I é 
investimento privado, G são os gastos do governo, X são as exportações 
e M são as importações, a identidade macroeconômica básica, também 
conhecida como equação do PIB pelo lado da demanda, é dada por: 
 
a) Y=C+G+I 
b) Y=C+G+I−(X−M) 
c) Y=C+G+I+(X−M) 
d) Y=C+G+I+(M−X) 
e) Y=C+X+I−(G−M) 
 
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35) (FCC/MANAUSPREV/AP/2015) Considere uma economia aberta 
em que o governo recolha impostos e efetue gastos. A Contabilidade 
Nacional pode ser sucintamente representada pela seguinte relação: Y = 
C + I + G + X − M, em que as variáveis representam, respectivamente, 
a renda interna bruta, o consumo agregado, o investimento, os gastos do 
governo, as exportações e as importações. Essa equação 
 
a) indica o produto interno líquido, pois os impostos não estão 
contabilizados, isto é, já foram deduzidos dos valores brutos. 
 
b) denota o produto nacional bruto, uma vez que desconta o valor das 
importações. 
 
c) representa o equilíbrio macroeconômico fundamental, em que a 
diferença entre o valor dos investimentos e do consumo sinaliza a 
remessa de rendas de residentes estrangeiros para suas famílias no 
exterior. 
 
d) revela a necessidade de poupança externa como o diferencial entre os 
valores das importações e exportações, indicado pela relação, após algum 
rearranjo algébrico, S − I = X − M, em que S contempla tanto a 
poupança pública quanto a privada. 
 
e) exprime a mensuração do PIB pela ótica da renda, uma vez que o 
consumo apenas pode existir se houver renda. 
 
 
 
 
 
 
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8. GABARITO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 
B C D E B D C E D D D C C A D 
16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 
C B A E A B A D D A A C A B C 
31 32 33 34 35 
B B E C D 
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9. QUESTÕES COMENTADAS 
 
Nada como fazer umas questões enquanto se espera a próxima aula. É 
importante que você tenha lido a parte teórica antes. Os comentários 
consideram a premissa anterior. 
01) (CESPE / ARE – SEFAZ-AC/2006) As empresas podem reagir a 
um aumento da demanda agregada de várias maneiras. 
Em consonância com a reação a ser adotada pelas empresas, a hipótese 
mais plausível consiste em: 
 
a) diminuir a produção física, aumentando os preços, ampliando a 
capacidade ociosa. 
 
b) aumentar os preços sem aumentar a produção física, se os recursos 
estiverem plenamente empregados. 
 
C) aumentar a produção, diminuindo os preços, até atingir a 
capacidade plena. 
 
d) reduzir preços e produção, se as empresas estiverem operando a 
plena capacidade. 
 
Comentários 
 
Pessoal, se aumentou a procura pelosprodutos, as empresas vão tentar 
aumentar a produção e/ou aumentar os preços. 
 
A única alternativa nesse sentido é a letra b. 
 
Nessa alternativa, aumenta-se apenas os preços, se as empresas já 
estiverem no pleno emprego (100% da capacidade). 
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02) (CESPE/ TCU/ AUDITOR/2007) A macroeconomia lida com os 
grandes agregados econômicos e, por essa razão, é importante para se 
avaliar o desempenho global das economias de mercado. Acerca desse 
assunto, julgue os itens subsequentes. 
 
A redução das taxas de juros, que vem sendo paulatinamente 
implementada no Brasil, desloca para cima e para a direita, a função de 
consumo keynesiana. 
 
Comentários 
 
Boa questão. Exigiu bom raciocínio dos candidatos. 
 
A princípio, a função consumo do modelo keynesiano que estudamos hoje 
não tem relação com a taxa de juros. Como visto a função consumo tem 
relação direta com a renda. 
 
Mas qual o efeito que a redução da taxa de juros tem no consumo? Amigo 
(a), quando a taxa de juros diminui o consumo aumenta, pois, por 
exemplo, as prestações nas compras a prazo diminuem. Concorda? 
 
Assim, a Curva de demanda agregada é realmente deslocada para a 
direita e para cima, pois a demanda agregada da economia como um todo 
aumenta. 
 
Outra forma de analisar essa afirmativa é fazendo a análise pelo lado da 
poupança. Se você costuma poupar e está acostumado com uma 
rentabilidade, digamos de 12% ao ano, o que você faria se essa taxa 
fosse reduzida para 2% ao ano? Provavelmente você diminuiria a parcela 
da sua renda destinada à poupança e aumentaria a parcela destinada ao 
consumo. Assim como você, a economia em geral também reage assim! 
Diante do exposto, a afirmativa está certa e o gabarito é C! 
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03) (FCC /TCE-CE/ACE/2008) O Produto Interno Bruto de uma 
economia é igual ao somatório dos valores de produção de bens e 
serviços 
 
a) dessa economia em uma determinada unidade de tempo. 
b) finais dessa economia em uma determinada data no ano-calendário. 
c) dessa economia em uma determinada data no ano-calendário. 
d) finais dessa economia em uma determinada unidade de tempo. 
e) finais dessa economia, acrescido do valor das importações, em uma 
determinada unidade de tempo. 
 
Comentários 
Vamos analisar as alternativas e escolher a correta, ou melhor, a mais 
correta. 
a) faltou a palavra finais logo após bens e serviços, já que não soma os 
intermediários. 
b) o PIB é uma variável “tipo fluxo”, ou seja, é medido em um 
determinado período, ou seja, um ano, um mês, etc. Se fosse uma 
variável do tipo estoque, aí sim seria numa data. 
c) o PIB é uma variável “tipo fluxo”, ou seja, é medido em um 
determinado período. Se fosse uma variável do tipo estoque, aí sim seria 
numa data. 
d) é a melhor opção. 
e) as importações são excluídas. Veja a fórmula! 
 
O GABARITO é D! 
 
 
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04) (FCC /TCE-CE/ACE/2008) Suponha uma economia hipotética sem 
governo, na qual tenham ocorrido as seguintes transações: 
 
I. A empresa A adquire insumos da empresa C no valor de 100 e produz 
bens no valor de 300, sendo 70% da produção vendida para a 
empresa B e o restante para consumidores finais. 
 
II. A empresa B, com os insumos adquiridos da empresa A, fabrica bens 
no valor de 400, dos quais 20% são vendidos como insumos para a 
empresa C e o restante para consumidores finais. 
 
III. A empresa C, com os insumos adquiridos da empresa B, fabrica bens 
no valor de 200, dos quais 50% são vendidos para a empresa A e o 
restante para consumidores finais. 
 
Considerando essas informações, é correto concluir que o valor agregado 
por essa economia é 
 
a) maior que a renda. 
b) 900. 
c) 760. 
d) 530. 
e) 510. 
 
Comentários 
Vamos calcular os valores agregados de cada uma das três situações e 
somá-los. 
I) se A comprou 100 e produziu 300, logo agregou 200. 
II) se B comprou 210 e fabricou 400, logo agregou 190. 
III) se C comprou 80 e fabricou 200, logo agregou 120. 
Assim temos o valor agregado = 200+190+120 = 510. O GABARITO é E! 
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05) (FCC /TCE-CE/ACE/2008) Considere as definições das siglas a 
seguir: 
 
C = Consumo privado 
I = Investimento privado 
G = Gastos totais do Governo 
X = Exportação de bens e serviços 
M = Importação de bens e serviços 
 
A demanda agregada da economia, supondo-se que a oferta agregada 
seja infinitamente elástica, é representada pela seguinte expressão: 
 
a) C + I + G (–) X + M 
b) C + I + G + X (−) M 
c) C + I (−) G (–) X + M 
d) C + I + G + X + M 
e) (C + I + G) (–) (X + M) 
 
Comentários 
 
Galera, para fins de FCC está fórmula básica tem que estar em mente: 
 
PIB = C + I + G + X – M 
 
Acharam ela entre as alternativas? 
 
O GABARITO é B! 
 
 
 
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06) (FCC /MPU/ANALISTA/2010) Instruções: Utilize as seguintes 
informações, e somente elas, para responder à questão. 
 
Importações de bens e serviços não fatores ............. 1.700 
Consumo Final...................................................... 6.900 
Variação de estoques................................................ 900 
Formação bruta de capital fixo................................. 2.800 
Renda líquida recebida do exterior ............................. 100 
Déficit do balanço de pagamentos em transações c....... 300 
 
O Produto Interno Bruto dessa economia é 
a) 9.900 
b) 10.000 
c) 10.100 
d) 10.200 
e) 10.300 
 
Comentários 
Galera, vamos usar a fórmula pela ótica da despesa. 
DIB = C + I + G + X – M = PIB 
Onde: 
C = Despesas de Consumo dos indivíduos, ao comprar os bens e serviços 
finais; 
I = Despesas de Investimento das empresas, ao comprar 
máquinas/equipamentos, etc. 
G = Despesas do Governo, ao gastar com a aquisição de bens de 
consumo ou bens de investimento; 
X = Despesas do setor externo com os nossos produtos, mandados ao 
exterior através das exportações; 
 
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M = as importações entram com o sinal negativo porque representam 
deduções da despesa nacional. Isto ocorre pelo fato de que quando 
realizamos importações estamos gastando menos com nossos próprios 
produtos (menos despesa nacional) e gastando mais com o produto 
gerado no exterior (contribuindo, desse modo, com a despesa nacional do 
outro país). 
 
A questão nos informa que a renda líquida recebida do exterior foi de 100 
e que houve um déficit no balanço de transações correntes de 300. Nos 
informa também que as importações foram de 1.700. Com esses dados 
vamos chegar ao valor das exportações da seguinte forma: 
 
Resultado do Balanço de transações correntes = renda líquida recebida do 
exterior + exportações - importações 
 
Vamos chamar as exportações de X 
 -300 = 100 + X - 1.700 
- X = 300 + 100 - 1.700 
- X = - 1.300 
X = 1.300 
 
Temos, portanto: 
PIB =6.900 + 900 + 2.800 + 0 + 1.300 – 1.700 
PIB = 10.200 
 
Assim, o GABARITO é D! 
 
 
 
 
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07) (FCC /SEFIN-RO/AFTE/2010) É correto afirmar que 
a) o PNL corresponde ao PIB, deduzida a depreciação do estoque de 
capital físico da economia. 
 
b) a diferença entre o PIB e o PIL de uma economia é o montante de sua 
carga tributária líquida. 
 
c) a Renda Nacional de uma economia é obtida a partir de seu PIB a 
preços de mercado, deduzidos a depreciação do estoque de capital, a 
renda líquida enviada para o exterior, e os impostos indiretos líquidos dos 
subsídios. 
 
d) a Renda Pessoal Disponível de uma economia é obtida a partir de seu 
PIB medido a custo de fatores, deduzido o saldo da balança comercial e 
sua variação de estoques e adicionada a carga tributária bruta. 
 
e) a Renda Pessoal, em uma economia, corresponde à Renda Nacional, 
deduzidos os impostos indiretos e as contribuições previdenciárias, outras 
receitas correntes do Governo e os lucros não distribuídos pelas 
empresas. 
 
Comentários 
Vamos analisar cada uma das alternativas e escolher a correta. 
 
a) está errada já que o PNL corresponde ao PNB menos a depreciação. 
b) também errada, já que a mencionada diferença é depreciação. 
c) correta definição de Renda Nacional. É O GABARITO! 
d) errada, visto que a renda pessoal disponível é obtida a partir do PIB a 
preços de mercado. 
e) errada, pois a renda pessoal logicamente depende daqueles lucros que 
efetivamente foram distribuídos pelas empresas. 
 
Assim, o GABARITO é C! 
 
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 08) (FCC/PREFEITURA DE SP/AFTM/2012) Foram extraídos os 
seguintes dados, em milhões de reais, referentes às Contas Nacionais do 
Brasil em um determinado ano-calendário: 
 
Consumo Final................................................... 2.666.752 
Exportação de Bens e Serviços.............................. 355.653 
Consumo Intermediário....................................... 2.686.362 
Formação Bruta de Capital Fixo ............................ 585.317 
Variação de Estoques (negativa) ............................. (7.471) 
Produto Interno Bruto a preços de mercado ......... 3.239.404 
 
O valor da importação de bens e serviços, em milhões de reais, nesse 
mesmo ano, correspondeu a 
a) 351.479. 
b) 353.376. 
c) 380.457. 
d) 375.789. 
e) 360.847. 
Comentários 
 
Pessoal, em primeiro lugar é fundamental termos em mente que o 
chamado Consumo Intermediário não deve ser computado no cálculo do 
PIB, já que em seu cálculo somente devem ser somados os bens e 
serviços finais. 
 
Pronto, agora vamos usar a equação básica do PIB a preços de mercado: 
PIBpm = C + I + G + X – M 
 
No caso da questão em tela, o examinador juntou o consumo das famílias 
ao consumo do governo numa linha denominada consumo final, ou seja, 
C + G = 2.666.752. 
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Em relação aos investimentos, temos: 
I = FBCfixo + Variação dos estoques 
I = 585.317 – 7.471 
I = 577.846 
Além desses dados, o examinador nos deu de bandeja o valor das 
exportações e do PIBpm, e nos pediu o valor das importações. 
Substituindo os valores temos: 
3.239.404 = 2.666.752 + 577.846 + 355.653 – M 
M = 3.600.251 - 3.239.404 
M = 360.847 
Assim, o GABARITO é E! 
09) (FCC/PREFEITURA-SP/AFTM/2012) Em um país hipotético, o 
PIB nominal, em bilhões de unidades monetárias, e o índice geral de 
preços (IGP) são os apresentados na tabela a seguir: 
 
Para este país, 
a) a partir de 2007, houve recessão na economia em termos nominais. 
 
b) entre 2006 e 2007, o PIB apresentou variação real negativa. 
 
c) a partir de 2008, houve crescimento real ininterrupto do PIB. 
 
d) os valores do PIB em 2006 e 2009 são equivalentes, ambos medidos a 
preços de 2009. 
 
e) em 2010, o PIB apresentou crescimento real comparativamente a 
2009. 
 
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Comentários 
Vamos analisar cada uma das alternativas e escolher a correta. 
a) errada. Observe que o PIB nominal cresceu em todos os anos. 
b) errada. Repare que enquanto a inflação foi de 6%, o PIB subiu 7%. 
c) errada. Veja que em 2008, por exemplo, a variação do PIB foi 
exatamente igual à da inflação, ou seja, crescimento real zero. 
d) correta! Veja que o PIB de 2006 ($ 1.000,00) corrigido pelo IGP do 
período (15%) é exatamente igual ao PIB de 2009, ou seja, $ 1.150,00. 
e) errada. Na verdade, a inflação de 2010 (fator = 21,90) foi superior ao 
crescimento do PIB (fator = 20,75). 
O GABARITO é D! 
 
10) (UFG/ Prefeitura de Goiânia /AOF/2012) Existem duas formas 
de representação do Produto Nacional: uma, a custo de fatores e, a 
outra, a preços de mercado. 
 
O Produto Nacional Líquido a custo de fatores é igual ao: 
 
 
(A) Produto Nacional Bruto a preços de mercado + depreciação – 
impostos indiretos + subsídios. 
 
(B) Produto Nacional Líquido a preços de mercado + depreciação – 
impostos indiretos + subsídios. 
 
(C) Produto Interno Bruto a preços de mercado – depreciação – impostos 
indiretos – subsídios. 
 
(D) Produto Nacional Bruto a preços de mercado – depreciação – 
impostos indiretos + subsídios. 
 
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Comentários 
 
Galera, não vamos “pentear o macaco”! 
 
Em relação ao Produto, vamos relembrar os critérios de Diferenciação e 
variáveis: 
 
Bruto (B) X Líquido (L): o diferenciador é a depreciação (d), veja: 
PNL = PNB – d 
IL = IB -d 
 
Custo de Fatores (cf) X Preços de Mercado (pm) : o modificador é a 
diferença entre Tributos Indiretos e Subsídios 
PNBpm = PNBcf + Imp Ind – Sub 
PIBpm = PIBcf + Imp Ind -Sub 
 
Interno (I) X Nacional (N): o diferencial é a Renda Líquida Enviada ao 
Exterior (REE – RRE) 
PIB – RLEE = PNB 
PIL – RLEE = PNL 
 
Agora vamos direto à resolução: 
 
O Produto Nacional Líquido a custo de fatores é igual ao que? 
 
Partimos do Produto Nacional Bruto (PNB) , tiramos a depreciação (dep) 
chegamos ao Líquido (PNL), concordam? 
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Se queremos a custo de fatores temos que tirar o Governo, certo? 
 
Logo tiramos também os Impostos Indiretos e os Subsídios. 
 
Logo temos: 
 
PNL cf = PNB pm – dep – impostos indiretos + subsídios. 
 
O gabarito, portanto, é a letra D. 
 
11) (UFG/ Prefeitura de Goiânia /AOF - Economista/ 2012) O 
Produto Interno Bruto (PIB) pode ser mensurado pelo lado da oferta ou 
pelo lado da demanda. No cálculo do PIB, pelo lado da demanda final, as 
importações do país: 
 
(A) não são contabilizadas, porque não são produzidas no país. 
(B) são contabilizadas com sinal positivo. 
(C) são contabilizadas no caso de superávit na Balança Comercial. 
(D) são contabilizadas com sinal negativo. 
 
Comentários 
Vamos ver como fica uma das principais equações vistas anteriormente 
sob a ótica da demanda, ou seja, da Despesa Interna Bruta – DIB: 
DIB = C + I + G + X – M = PIB 
Onde: 
C = Despesas de Consumo dosindivíduos, ao comprar os bens e serviços 
finais; 
I = Despesas de Investimento das empresas, ao comprar 
máquinas/equipamentos, etc. 
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G = Despesas do Governo, ao gastar com a aquisição de bens de 
consumo ou bens de investimento; 
X = Despesas do setor externo com os nossos produtos, mandados ao 
exterior através das exportações; 
M = as importações entram com o sinal negativo porque 
representam deduções da despesa nacional. Isto ocorre pelo fato 
de que quando realizamos importações estamos gastando menos 
com nossos próprios produtos (menos despesa nacional) e 
gastando mais com o produto gerado no exterior (contribuindo, 
desse modo, com a despesa nacional do outro país). 
 
Logo, podemos notar que as importações são contabilizadas com sinal 
negativo. 
 
O gabarito, portanto, é a letra D. 
 
12) (FUNDAÇÃO DOM CINTRA/ISS-BH/AUDITOR/2012) Uma 
economia hipotética, num determinado período de tempo, registrou os 
dados a seguir especificados: 
 
Depreciação 3.000 
Importações 2.400 
Impostos Diretos 6.000 
Impostos Indiretos 4.500 
Produto Interno Líquido a custo de fatores 45.000 
Renda Líquida Enviada ao Exterior 3.400 
Renda Recebida do Exterior 2.500 
Subsídios 1.600 
 
Conclui-se que Produto Nacional Bruto a preços de mercado apresenta o 
seguinte valor: 
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A) $ 41.500 
B) $ 45.900 
C) $ 47.500 
D) $ 50.000 
E) $ 53.500 
 
Comentários 
 
Temos PILcf = 45.000. A banca pediu o quê? 
Pediu o PNBpm! 
Portanto temos que converter o PILcf em PNBpm, ou seja, converter o 
Interno em Nacional, o Líquido em Bruto, e o custo de fatores em preços 
de mercado. 
 
Vamos por partes: 
Interno –> Nacional: 
PILcf = PNLcf + RLEE 
45000 = PNLcf + 3400 
PNLcf = 41600 
 
Líquido –> Bruto: 
PNBcf = PNLcf + Dep 
PNBcf = 41600 + 3000 
PNBcf = 44600 
 
Custo de fatores –> Preço de mercado: 
PNBpm = PNBcf + II – Sub 
PNBpm = 44600 + 4500 – 1600 
PNBpm = 47.500 
 
Assim, o Gabarito é C! 
 
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 13) (UFG/ Prefeitura de Goiânia /AOF/2012) PIB e PNB são 
medidas do fluxo de riqueza. Normalmente, PIB refere-se à produção no 
país e PNB refere-se à produção do país. Assim, nos países mais pobres, 
o PIB é maior do que o PNB porque: 
 
(A) suas exportações são maiores que suas importações. 
 
(B) suas importações são maiores que suas exportações. 
 
(C) a renda enviada para o exterior é maior do que a renda recebida do 
exterior. 
 
(D) a renda enviada para o exterior é menor do que a renda recebida do 
exterior. 
 
Comentários 
 
Galera, nos países mais pobres, o PIB é maior do que o PNB porque neles 
normalmente estão instaladas filiais de empresas multinacionais, como, 
por exemplo, Ford, Apple, Sony, LG, WW, etc. que enviam divisas como 
royalties e dividendos para as matrizes no exterior em volume superior, 
ao recebimento de divisas relativas a empresas nacionais (destes países 
pobres) que por ventura venham a ter filiais no exterior. 
 
Em suma, para países pobres, o normal é que a renda enviada para o 
exterior seja maior do que a renda recebida do exterior 
 
O gabarito, portanto, é a letra C. 
 
 
 
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 14) (UFG/ Prefeitura de Catalão /AOF/2012) PIB e PNB são 
medidas do produto de uma região, em um determinado período. 
 
Considerando que a região em questão seja um país, o primeiro refere-se 
ao conjunto de bens e serviços elaborados, dentro de suas fronteiras 
territoriais, e o segundo refere-se ao que pertence ao país, ou seja, o que 
lhe é de direito, considerando o produto de suas empresas, estejam onde 
estiverem. 
 
Geralmente, nos países mais desenvolvidos, em valores brutos, 
 
(A) o PIB é menor do que o PNB. 
 
(B) o PIB é maior do que o PNB. 
 
(C) o PIB é igual ao PNB. 
 
(D) o PIB é o dobro do PNB. 
 
Comentários 
 
Questão muito parecida com a anterior, mas de modo diverso, esta 
questão pede agora o que normalmente ocorre nos países mais 
desenvolvidos. 
 
Na verdade, ocorre o inverso, ou seja, o normal é que nos países ricos a 
renda enviada para o exterior seja menor do que a renda recebida do 
exterior, pois as filiais de empresas de países ricos situadas no exterior 
mandam mais dinheiro para estes ricos países (recebem mais) do que sai 
de divisas. 
 
O gabarito, portanto, é a letra A. 
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15) (FCC/PREFEITURA-SP/AFTM/2012) Em um país hipotético, o 
PIB nominal, em bilhões de unidades monetárias, e o índice geral de 
preços (IGP) são os apresentados na tabela a seguir: 
 
 
Para este país, 
a) a partir de 2007, houve recessão na economia em termos nominais. 
b) entre 2006 e 2007, o PIB apresentou variação real negativa. 
c) a partir de 2008, houve crescimento real ininterrupto do PIB. 
d) os valores do PIB em 2006 e 2009 são equivalentes, ambos medidos a 
preços de 2009. 
e) em 2010, o PIB apresentou crescimento real comparativamente a 
2009. 
 
Comentários 
Vamos analisar cada uma das alternativas e escolher a correta. 
 
a) errada. Observe que o PIB nominal cresceu em todos os anos. 
 
b) errada. Repare que enquanto a inflação foi de 6%, o PIB subiu 7%. 
 
c) errada. Em 2009, enquanto o IGP foi de 109,18 para 115,00, ou seja, 
inflação de 5,33%, o PIB nominal subiu de 1.123,50 para 1.115,00, ou 
seja, um crescimento nominal de 2,36%. Dessa forma, NO ANO DE 2009 
não tivemos crescimento real, pois o crescimento nominal de 2,36% 
descontando a inflação de 5,33% traduz crescimento real negativo de 
2,97%. Assim, não podemos dizer que a partir de 2008, houve 
crescimento real ininterrupto do PIB o que torna a assertiva C incorreta. 
 
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d) correta! Veja que o PIB de 2006 ($ 1.000,00) corrigido pelo IGP do 
período (15%) é exatamente igual ao PIB de 2009, ou seja, $ 1.150,00. 
 
e) errada. Na verdade, a inflação de 2010 (fator = 21,90) foi superior ao 
crescimento do PIB (fator = 20,75). 
 
O GABARITO é D! 
 
16) (UFG/ Prefeitura de Goiânia /AOF/2012) A economia é 
conceituada por diversos autores como a ciência da escassez. Nessa 
concepção, em uma economia de mercado, os problemas econômicos de 
“o quê produzir”, “quanto produzir”, “como produzir” e “para quem 
produzir” são equacionados pelo: 
 
(A) montante de fatores produtivos disponíveis. 
(B) planejamento estratégico governamental. 
(C) mecanismo de preços em geral. 
(D) nível de conhecimento tecnológico. 
 
Comentários 
Questão sobre escassez! Galera, em uma economia capitalista, de 
mercado, os problemas econômicos de “o quê produzir”, “quanto 
produzir”, “como produzir”, “onde” e “para quem produzir” são 
equacionados pelo próprio mercado, ou seja, por meio dos mecanismos 
de preços em geral. 
 
Note que a alternativa B se enquadra no regime socialista, e as 
alternativas A e D, embora não estejam erradas, não são a melhor opção. 
 
Para fins de provaprecisamos sempre escolher a melhor opção. 
O gabarito, portanto, é a letra C. 
 
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17) (FCC /TCE-PR/ACE/2012) Os seguintes dados foram extraídos 
das Contas Nacionais de um país (em milhões de unidades monetárias): 
 
Importação de bens e serviços não fatores ........... 1.750 
Variação de estoques ..................................................... 250 
Formação bruta de capital fixo............................................. 2.300 
Produto Interno Bruto, a preços de mercado ....................... 14.700 
Exportação de bens e serviços não fatores .....................2.500 
Impostos indiretos.............................................................. 2.900 
Subsídios ........... ............................................................ 380 
O Consumo Final da Economia (das Famílias e da Administração Pública) 
nesse país correspondeu, em milhões de unidades monetárias, a 
 
a) 11.020. 
b) 11.400. 
c) 11.650. 
d) 14.300. 
e) 13.920. 
Comentários 
O examinador nos dá algumas variáveis e nos pede a soma do Consumo 
das famílias (C) com os Gastos do Governo (G), ou seja, o valor de C + 
G! 
É só usar nossa velha e boa equação da renda! 
Vamos lá! 
Y = C + I + G + X – M 
Dando nome aos bois, ou seja, usando os dados do enunciado, temos: 
14.700 = C + 250 + 2.300 + G + 2.500 – 1750 
14.700 = C + G + 3.300 
C+G = 11.400. Assim, o GABARITO é B! 
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18) (FCC /SEFAZ-SP/APO/2010) Os impostos indiretos líquidos de 
subsídios concedidos ao setor privado são agregados econômicos que 
diferenciam os conceitos de 
 
a) PIB a preços de mercado e PIB a custo de fatores. 
b) PIL a custo de fatores e PNB a preços de mercado. 
c) PIB a custo de fatores e PNL a preços de mercado. 
d) PNB a preços de mercado e Renda Pessoal Disponível. 
e) PNB a preços de mercado e PNL a preços de mercado. 
 
Comentários 
Galera, vamos revisar a parte da aula que estudamos esse assunto. 
Lembre-se que o Produto “a preços de mercado - Ppm”, ou o Produto 
medido através do preço final praticado para o consumidor será diferente 
daquele chamado de “a custo de fatores - Pcf”. 
Vamos ver o que os diferencia: 
Ppm = Pcf + tributos indiretos -subsídios 
Sim, enquanto na medição à preços de mercado os efeitos dos tributos 
INDIRETOS e dos SUBSÍDIOS são considerados, eles não são computados 
na medição a custo de fatores. 
Lembre-se que os tributos INDIRETOS incidem sobre bens e serviços, 
enquanto os tributos DIRETOS são aqueles que incidem sobre o 
patrimônio e a renda dos indivíduos e das próprias empresas. 
Nessa toada, como os tributos DIRETOS não são incidem sobre o valor 
das transações econômicas, não interferem no valor do Produto de um 
país como um todo. 
Cuidado! Pode ser uma pegadinha em sua prova! Se ligue! 
E o gabarito? 
O GABARITO é A! 
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19) (FCC /DPE-RS/ANALISTA/2013) Em uma economia, a renda 
líquida recebida do exterior é superior, em valor absoluto, ao montante 
da depreciação do estoque de capital da economia. Portanto, o Produto 
 
a) Interno Bruto é maior que o Produto Nacional Bruto. 
b) Nacional Bruto é menor que o Produto Nacional Líquido. 
c) medido a preços de mercado é menor que o Produto medido a custo de 
fatores. 
d) Interno Líquido é maior que o Produto Nacional Bruto. 
e) Nacional Líquido é maior que o Produto Interno Bruto. 
 
Comentários 
Excelente oportunidade de revisar a diferenciação do Produto Nacional do 
Produto Interno. 
 
Vimos que o Produto Interno corresponde de fato ao total de bens e 
serviços finais produzidos por um determinado país, num certo período de 
tempo, dentro de suas fronteiras territoriais. 
 
Mas tem um detalhe: parte desse PIB (dessa Renda Interna Bruta) vai 
remunerar indivíduos que estão fora do país: remessa de lucros, 
pagamentos de assistência técnica, royalties, etc. 
 
Isto significa que nem toda a renda gerada internamente vai de fato 
pertencer aos residentes no país. 
 
Logo, temos que abater do PIB a Renda Enviada ao Exterior”! 
Beleza, mas lembre-se também que os residentes no país recebem 
remuneração por serviços prestados em outros países. 
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Logo também devemos somar ao PIB a Renda Recebida do Exterior. 
 
Portanto, teremos a seguinte situação: 
PIB – REE + RRE = PNB 
 
“E o Produto Nacional”? 
 
Ahhh sim, já ia me esquecendo de conceituar .. 
 
O Produto Nacional corresponde à renda que pertence efetivamente aos 
nacionais, incluindo a renda recebida por nossas empresas no exterior e 
excluindo a renda enviada por nossas empresas para o exterior. 
 
Assim, temos: 
PIB – RLEE = PNB 
 
A questão também exige que estejamos lembrados que a diferença entre 
o Produto Bruto e o Produto Líquido decorre da Depreciação. 
 
Como a questão nos informou que a RLRE – Renda Líquida Recebida do 
Exterior é maior que a depreciação, podemos concluir que o PNL é maior 
que o PIB. 
 
O GABARITO é E! 
 
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20) (CEPERJ/SEFAZ-RJ/OFICIAL CONTROLE INTERNO/2013) 
Considere os seguintes dados das Contas Nacionais do Brasil (valores 
hipotéticos, em milhões de reais): 
 
· Produto interno líquido a preços de mercado: 10.000 
· Impostos indiretos: 1.500 
· Depreciação de capital fixo: 500 
· Renda líquida enviada para o exterior: 120 
· Subsídios: 400 
 
Podemos concluir que o produto nacional bruto a custo de fatores 
equivale a: 
 
A) 9.280 
B) 10.500 
C) 10.380 
D) 11.480 
E) 10.620 
 
Comentários 
 
Pessoal, vamos começar a resolução da questão transformando o 
PILPM em PNBCF. 
 
Vamos por partes: 
 
1) Transformar Interno em Nacional 
PILPM = PNLPM + RLEE 
10.000 = PNLPM + 120 
PNLPM = 9.880 
 
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2) transformar Líquido em Bruto 
PNBPM = PNLPM + 500 
PNBPM = 9.880 + 500 
PNBPM = 10.380 
 
3) Transformar Preços de mercado em Custo de fatores 
PNBPM = PNBCF + II – Sub 
10.380 = PNBCF + 1.500 – 400 
PNBCF = 9.280 
 
Concluímos que o Gabarito é A! 
 
 21) CETRO/ISS-SP/AUDITOR Fiscal/2014 (ADAPTADA) Com 
relação aos conceitos básicos de macroeconomia, marque V para 
verdadeiro ou F para falso e, em seguida, assinale a alternativa que 
apresenta a sequência correta. 
( ) Países com a renda líquida enviada ao exterior negativa possuem um 
PNB maior do que o PIB. 
( ) No sistema de contas nacionais considerado economia aberta com 
governo, exportações de bens e serviços não fatores são lançadas a 
crédito na conta transações com o resto do mundo e a débito na conta de 
capital. 
( ) Na identidade macroeconômica para economia aberta, em que Y + M 
= C + I + G + X, o lado esquerdo da expressão representa a oferta 
agregada global. 
 
(A)V/V/V 
(B)V/F/V 
(C)F/V/F 
(D)V/F/F 
(E) F/F/ V 
 
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Comentários 
 
Vamos julgar e justificar as assertivas seguindo a sequência que foi 
apresentada pelo examinador: 
 
(V) O correto relacionado PIB e PNB é: PIB = PNB + RLEE. 
Seguindo essa linha de raciocínio básica, por acaso se temos RLEE 
negativa, logo o PNB é maior que o PIB, pois o PNB menos algum valor 
será igual ao PIB. Podemos concluir que teremos PNB > PIB, quando RLEE 
é negativa. 
 
(F) Pessoal, sabemos que a conta de transações com o resto do mundo é 
aquela que evidencia o valor da poupança externa, registrando 
as exportações como débito, já que o resto do mundo está perdendo 
poupança neste tipo de transação conosco. Assim, na conta de capital, 
aquela que na verdade identifica as fontes de financiamento do capital 
também registradas a débito, ao diminuírem uma das fontes de 
financiamento (que é a poupança externa). 
 
(V) Vamos reorganizar a expressão do PIB = C + I + G + X – M para 
vermos de modo mais didático e fácil o que nos diz assertiva: 
PIB + M = C + I + G + X 
 
Assim, observamos em seu lado esquerdo, que a oferta global (produção 
interna mais os produtos importados) e no lado direito a demanda global. 
 
Assim, o Gabarito é B! 
 
 
 
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 22) (CETRO/ISS-SP/AUDITOR Fiscal/2014) A tabela abaixo 
apresenta informações da evolução dos preços (P) e a quantidade (Q) de 
três produtos (A, B e C), entre os anos de 2012 e 2013. 
 
Assinale a alternativa que apresenta o índice Laspeyres de preços para 
esses três produtos, no período considerado, tomando por base o ano de 
2012. 
 
 
Comentários 
Pessoal, essa questão não tem segredo! Trata-se de mera aplicação da 
fórmula do índice de Laspeyres! 
 
Quem está lembrado dela? 
 
Vamos então refrescar a memória! 
L = [Somatório (P2013 x Q2012)] / [Somatório (P2012 x Q2012)] 
 
L = [(7 x 30) + (17 x 60) + (32 x 110)] / [(5 x 30) + (12 x 60) + (26 x 
110)] 
 
L = 4.750 / 3.730 
L = 1,2735 
O Gabarito é A! 
https://dhg1h5j42swfq.cloudfront.net/2014/05/questao.jpg
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23) (FCC/ICMS-RJ/AUDITOR/2014) De acordo com a teoria da 
ciência econômica, referem-se a conceitos econômicos, levados em conta 
nas decisões individuais: 
 
I. O trade off entendido como termo que define uma situação de escolha 
conflitante, ou seja, quando uma ação econômica, visando à resolução de 
determinado problema acarreta, inevitavelmente, outros problemas. 
 
II. O custo de oportunidade é aquilo que o agente econômico deve ter de 
recompensa para abrir mão de algum consumo. 
 
III. A mudança marginal que é um pequeno ajuste incremental em um 
plano de ação não revestido de racionalidade econômica. 
 
IV. O incentivo que é algo que induz os indivíduos a agir, tal como a 
perspectiva de uma punição ou recompensa. 
 
Está correto o que se afirma em 
 
(A) I, II, III e IV. 
 
(B) I e II, apenas. 
 
(C) II e III, apenas. 
 
(D) I e IV, apenas. 
 
(E) III e IV, apenas. 
 
 
 
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Comentários 
 
Vamos lá pessoal, matar mais uma da FCC! 
 
Vamos começar pelas erradas e comentar os erros! 
 
Saibam que a proposição II está equivocada, já que custo de 
oportunidade é o que se perde (ou o que se deixa de ganhar) em função 
da escolha realizada. 
 
Nessa toada, nada a ver com recompensa tem o custo de oportunidade, 
mas sim uma perda, ou melhor, algo que se deixa de ganhar. 
 
Outra equivocada é a afirmativa III! 
 
Ela erra já que a mudança marginal é um ajuste incremental em um 
plano de ação racional do ponto de vista econômico, um princípio sempre 
levado em conta. 
 
Guardem a ideia de que sempre partimos da premissa que os indivíduos 
são racionais, caso contrário, não seria possível sistematizar os 
comportamentos dos agentes econômicos. 
 
Temos como Gabarito a letra D! 
 
 
 
 
 
 
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 24) (FCC/ICMS-RJ/AUDITOR/2014) O Produto Interno Bruto − PIB 
a preços de mercado mede o total dos bens e serviços produzidos pelas 
unidades residentes que têm como destino um uso final (exclui consumo 
intermediário). 
 
Considerando-se a ótica de mensuração do PIB pela demanda, é 
correto afirmar que o seu cômputo é dado 
 
(A) pela despesa de consumo final mais o total de impostos, líquidos de 
subsídios sobre a produção e a importação, mais a formação bruta de 
capital fixo, mais a variação de estoques, mais as exportações de bens e 
serviços, menos as importações de bens e serviços. 
 
(B) pelo valor da produção menos o consumo intermediário, mais os 
impostos, líquidos de subsídios, sobre produtos não incluídos no valor da 
produção. 
 
(C) pela remuneração dos empregados mais o total dos impostos, líquidos 
de subsídios, sobre a produção e a importação, mais o rendimento misto 
bruto, mais o excedente operacional bruto. 
 
(D) pela despesa de consumo final mais a formação bruta de capital fixo, 
mais a variação de estoques, mais as exportações de bens e serviços, 
menos as importações de bens e serviços. 
 
(E) pelo valor da produção menos o consumo intermediário, mais os 
impostos, líquidos de subsídios, sobre produtos não incluídos no valor da 
produção, mais as exportações de bens e serviços, menos as importações 
de bens e serviços. 
 
 
 
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Comentários 
 
Vamos começar analisando a correta que é a letra D! 
 
Galera, de acordo com a ótica da demanda/despesa, temos: 
PIBpm = C + G + I + X – M 
 
Por sua vez, sabendo que: Cfinal = C + G; e que: I = FBKF + varE, então 
temos: 
 
PIBpm = Cfinal + FBKF + varE + X – M 
 
Vamos agora ver os erros das outras assertivas: 
 
A) O erro foi ter feito menção aos impostos líquidos dos subsídios. 
 
B) O erro foi apresentar o PIB pela ótica do produto, em detrimento da 
ótica da despesa. Para concertá-la teríamos ainda que somar os impostos 
sobre produtos incluídos no valor da produção. 
 
C) Errou ao mostrar o PIB pela ótica da renda (e não pela ótica da 
despesa). 
 
E) Erra ao misturar as óticas do produto e da despesa, fazendo uma 
bagunça danada nas fórmulas! 
 
Portanto, o Gabarito é D! 
 
 
 
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25) (FCC/SEFAZ-PE/AFTE/2014) No que tange ao cômputo dos 
agregados macroeconômicos e ao registro das contas nacionais de um 
país, é correto afirmar: 
 
a) O valor de impostos indiretos líquidos de subsídios é o que diferencia a 
mensuração do produto em seus conceitos “a preços de mercado” e “a 
custo de fatores”. 
 
b) Na conta destinada a registrar as transações com o resto do mundo, 
as importações de bens são lançadas a débito e as exportações de bens 
são lançadas a crédito. 
 
c) O Produto Interno Bruto será inferior ao Produto Nacional Bruto 
quando a Renda Líquida de Fatores de Produção enviada para o exterior 
for positiva. 
 
d) Não é possívelaferir o valor do Produto Interno Bruto a partir da 
análise das contas nacionais, qualquer que seja o modelo de 
contabilização adotado. 
 
e) Produto Nacional Bruto e Produto Interno Líquido diferem pelo valor da 
depreciação do estoque de capital da economia. 
 
Comentários 
Pessoal, vamos analisar cada uma das opções e escolher a correta. 
 
a) correta, lembre-se que: Ppm = Pcf + tributos indiretos –subsídios. 
Logo, enquanto na medição à preços de mercado os efeitos dos tributos 
INDIRETOS e dos SUBSÍDIOS são considerados, eles não são computados 
na medição a custo de fatores. 
 
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b) errada, já que as exportações são registradas à débito e as 
importações são registradas à crédito na conta de transações correntes. 
 
c) errada, é o contrário ... 
 
d) errada, claro que é possível ... vimos hoje ... 
 
e) errada, misturou os conceitos de bruto e líquido, além de interno e 
nacional, logo são 2 fatores de diferenciação: depreciação e RLEE – Renda 
Líquida Enviada ao Exterior. 
 
O GABARITO é A! 
 
26) (FCC/METRO-SP/ADV JR/2014) O total das remunerações pagas 
aos proprietários dos fatores de produção que são residentes no país 
corresponde ao agregado macroeconômico denominado: 
 
a) Renda Nacional Líquida a custo de fatores. 
b) Produto Nacional Bruto a preços de mercado. 
c) Produto Interno Bruto a custo de fatores. 
d) Renda Interna Líquida a preços de mercado. 
e) Renda Interna Bruta a preços de mercado. 
 
Comentários 
Galera, a primeira expressão do enunciado que temos que “grifar” é 
“residentes no país”. Isso significa que os proprietários são 
 
Fique atento ao fato de que o que vale não é nacionalidade da pessoa 
(física ou jurídica) mas o local definido como de sua residência. Assim, 
como o enunciado falou em residente, estamos falando de NACIONAL. 
 
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Assim, já eliminamos as letras C, D e E. Ficamos então entra a A que se 
refere a ótica da Renda e a letra B do Produto. 
Ora, como o enunciado fala em “remuneração dos proprietários dos 
fatores de produção”, estamos falando de RENDA, ou seja, salários, juros, 
aluguéis e lucros. 
O GABARITO é A! 
 27) (FCC/METRO-SP/ADV JR/2014) Um estudo divulgado pela 
Receita Federal do Brasil informou que a Carga Tributária Bruta brasileira 
passou de 35,31% do PIB em 2011 para 35,85% do PIB em 2012. 
Considerando os conceitos de Carga Tributária Bruta e Carga Tributária 
Líquida, é correto afirmar: 
a) É condição necessária para a elevação da Carga Tributária Bruta que a 
arrecadação tributária de todas as esferas de governo tenha aumentado 
como proporção do PIB. 
 
b) A Carga Tributária Líquida do Brasil deve ser inferior a 35% do PIB, 
pois neste conceito não são computados os impostos indiretos como o 
Imposto sobre Produtos Industrializados. 
 
c) A medida da Carga Tributária Bruta como percentual do produto da 
economia se faz pela razão entre a arrecadação tributária das três esferas 
de governo e o PIB medido a preços de mercado, ambos em termos 
nominais. 
 
d) Verificar o crescimento da Carga Tributária Bruta entre 2011 e 2012 é 
suficiente para concluir que houve decréscimo do PIB brasileiro no mesmo 
período. 
 
e) A medida da Carga Tributária Bruta como percentual do produto da 
economia se faz pela razão entre a arrecadação tributária federal e o PIB 
medido a custo de fatores, ambos em termos nominais. 
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Galera, vamos analisar as alternativas e escolher a correta. 
a) errada, não existe essa condição. O que vale é o total. 
b) errada, já que os impostos indiretos são computados. 
c) correta. Isso, como contempla impostos indiretos e subsídios, é a 
preços de mercado. 
d) errada, já que a carga tributária pode subir e o PIB cair, e vice-versa. 
e) errada, o certo é o dito na alternativa C. 
O GABARITO é C! 
 
 28) (FGV / DPE-MT/ECONOMISTA/2015) Considere as seguintes 
siglas: 
 
PIB = Produto Interno Bruto, PNB = Produto Nacional Bruto, 
PIL = Produto Interno Líquido e PNL = Produto Nacional Líquido. 
 
Se o governo impedir o envio ou recebimento de rendimentos do exterior 
e zerar os impostos indiretos e os subsídios, pelas identidades 
macroeconômicas básicas teremos: 
 
a) PIB a preços de mercado = PNB a custo de fatores. 
b) PIB a preços de mercado = PNL a custo de fatores. 
c) PIL a preços de mercado = PNB a custo de fatores. 
d) PIL a preços de mercado > PNL a custo de fatores. 
e) PIB a preços de mercado > PIB a custo de fatores. 
 
 
 
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Agora nosso desafio é uma questão sobre o tema identidades 
macroeconômicas. 
 
Nesse tipo de questão temos que ter muito cuidado com o joguete de 
palavras! 
 
Para começar, devemos nos lembrar que o Produto Líquido é igual ao 
Produto Bruto deduzido da depreciação. 
 
Mas e agora? 
 
A questão não fala nada sobre depreciação ... 
 
Hum .... 
 
Vamos ver depois se essa falta de informação sobre a depreciação vai nos 
fazer falta. 
 
Mas antes temos que diferenciar o Interno – I do Nacional – N! 
 
O Produto Nacional é o Produto Interno deduzido dos rendimentos 
enviados ao exterior e somado dos rendimentos recebidos do exterior. 
 
Como no caso em tela o governo impediu os envios e recebimentos do 
exterior, para fins de resolução desta questão temos que Nacional = 
Interno! 
 
Bem, mas ainda falta um aspecto! 
 
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Temos que diferenciar Produto a preços de mercado – Ppm do Produto a 
custo dos fatores – Pcf. 
 
Lembrem que o Ppm = Pcf + impostos indiretos – subsídios! 
 
Pessoal, nessa questão temos a terceira “colher de chá”! 
 
O Governo zerou os impostos indiretos e subsídios! Portanto temos que 
PIB = PNB seja a custo dos fatores, seja a preços de mercado. 
 
Agora ficou fácil! 
 
É só dar uma olhada e escolher a alternativa que não contradiz a 
sequência apresentada. 
 
Logo na alternativa a temos PIB pm = PNB cf 
 
Assim, o GABARITO é A! Repare que as demais alternativas apresentam 
erros seja no sinal (>) ou ao comprar Bruto com Líquido. 
 
 29) (FGV / DPE-MT/ECONOMISTA/2015) Um aumento do PIB 
(Produto Interno Bruto) a custo de fatores, mantido constante o PIB a 
preços de mercado, deve ser compensado por: 
 
a) redução da depreciação; 
b) aumento dos subsídios e redução dos impostos indiretos; 
c) redução dos impostos diretos; 
d) redução da renda líquida enviada ao exterior e aumento dos impostos 
diretos e indiretos; 
e) redução do Produto Nacional Bruto a custo de fatores. 
 
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Agora nosso desafio é uma questão sobre conceitos macroeconômicos e 
de contabilidade nacional. 
 
Para resolver essa questão temos que diferenciar Produto a preços de 
mercado – Ppm do Produto a custo dos fatores – Pcf. 
 
Lembrem que o Ppm = Pcf + impostos indiretos – subsídios!Agora já podemos ver com clareza que para que haja um aumento no PIB 
a custo dos fatores, considerando o PIB a preços de mercado constante, 
precisamos apenas que um aumento dos subsídios/redução dos impostos 
indiretos. 
 
Assim, o GABARITO é B! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 30) (FGV / TCM-SP/ Agente Fiscal/2015) Considere as seguintes 
informações: 
 
Poupança do setor privado = 50 
Subsídios = 10 
Impostos Indiretos = 10 
Impostos Diretos = 30 
Exportações = 50 
Importações = 25 
Saldo da Balança de Serviços = 0 
Saldo da Conta de Rendas = 0 
Transferências Unilaterais = 0 
Variação dos estoques = 5 
Formação Bruta de Capital Fixo = 5 
Transferências do governo = Outras Receitas Líquidas 
A partir dessas informações (medidas em bilhões de reais) e dos 
conceitos de contas nacionais, o gasto do governo é igual a: 
 
a) 35; 
b) 40; 
c) 45; 
d) 50; 
e) 60. 
 
Comentários 
 
Agora vamos a uma questão sobre contabilidade nacional. 
 
Vamos começar lembrando da identidade fundamental em que o 
Investimento é igual à poupança! 
 
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Lembremos também que a poupança na verdade é a soma da poupança 
interna com a externa e que a poupança interna é obtida pela soma da 
poupança privada com a poupança pública. 
 
Assim temos: 
 
I = S privada + S pública + S externa 
 
Por sua vez, o investimento é a soma da formação bruta de capital fixo 
com a variação dos estoques. 
 
Logo, temos: 
 
I = FBKF + Var estoques 
 
Vamos agora dar números às identidades apresentadas. 
 
I = FBKF + Var estoques 
I = 5 + 5 = 10 
 
Bem, já sabemos o valor do Investimento e já temos o valor da poupança 
privada, ou seja, já sabemos até aqui que: 
10 = 5 + S pública + S externa 
 
Galera, sabemos que a poupança externa ne verdade corresponde ao 
saldo de transações correntes com o sinal invertido. Nesta questão só 
integra esse saldo o valor da balança comercial. 
 
Então temos: 
S externa = Importações – Exportações 
S externa = 25 – 50 = - 25 
 
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Agora já podemos calcular a poupança pública! 
10 = 50 + S pública – 25 
S pública = -15 
Pessoal, a questão nos deu a receita do governo, logo já podemos 
calcular seus gastos. 
S pública = receita pública – gasto público 
S pública = Impostos Diretos + Impostos Indiretos - subsídios – gasto 
público 
- 15 = 30 + 10 – 10 + gasto público 
Gasto Público = 45 
E o GABARITO é C! 
 
 31) (FGV / TCM-SP/ Agente Fiscal/2015) Considere o Sistema de 
Contas Nacionais, baseado em quatro contas: produção, utilização da 
renda, formação de capital e das operações da economia com o resto do 
mundo. 
A estática comparativa de acordo com tal sistema é: 
 
a) um aumento da renda nacional líquida a preços de mercado pode ser 
compensado por uma redução do consumo do governo; 
 
b) um aumento do excedente operacional bruto pode ser decorrente do 
aumento das exportações de bens e serviços de não-fatores; 
 
c) uma redução dos recebimentos correntes pode levar a um aumento da 
renda recebida do exterior; 
 
d) um aumento do investimento em bens de capital, com aumento da 
depreciação, leva à elevação do total da formação de capital; 
 
e) um aumento dos impostos indiretos e redução dos subsídios leva a 
uma redução da apropriação da renda nacional disponível líquida. 
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Comentários 
Agora vamos a uma questão difícil sobre contabilidade nacional. 
 
A correta é letra B e vamos logo comentá-la. 
 
Como sabemos, o Produto pode ser mensurado pelas óticas da demanda, 
renda ou produção, e renda é a remuneração dos fatores de produção, ou 
seja, é composta pelos juros, os aluguéis, os lucros e os salários. 
 
Nessa toada, temos que o chamado excedente operacional bruto é a 
remuneração desses fatores de produção, mas excluídos os salários. 
 
Ora, um aumento do excedente operacional bruto pode ser decorrente do 
aumento das exportações de bens e serviços de não-fatores, já que pode 
gerar um aumento no produto e na renda, desde que não seja 
compensado totalmente por aumento de salários. 
 
Assim, o GABARITO é B! 
 
 
 
 
 
 
 
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32) (ESAF/MPOG/APO/2015) Considerando os conceitos básicos em 
macroeconomia, é correto afirmar que: 
 
a) a dívida pública não pode ser maior do que o déficit público nominal. 
b) independente da renda enviada ou recebida do exterior, a dívida 
pública total do governo pode ser maior do que o Produto Nacional Bruto. 
c) a poupança externa nunca pode ser negativa. 
d) um aumento no valor nominal do PIB implica necessariamente em um 
aumento na renda real da economia. 
e) O PIB nominal não é influenciado pela inflação já que se trata de uma 
medida de desempenho real da economia. 
 
Comentários 
 
a) Incorreta, já que normalmente as dívidas públicas dos países são muito 
superiores aos déficits públicos já que foram “construídas” ao longo de 
toda a história. 
 
b) Correta, pois não há, economicamente falando, absurdo nenhum no 
fato de que um país tenha uma dívida superior a seu PNB, como é o caso 
real dos EUA, Japão, Grécia, Portugal, etc. 
 
c) Incorreta, já que pode ser negativa, positiva ou nula. 
 
d) Incorreta, pois caso ocorra aumento de inflação maior que o aumento 
do valor nominal do PIB, isso acarreta uma queda da renda real da 
economia. 
 
e) Incorreta, quem não é afetado pela inflação é o PIB real em detrimento 
do PIB nominal. 
 
Galera, o Gabarito é B! 
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33) (ESAF/MPOG/APO/2015) Considere: 
 
A = Produto Interno Bruto 
 
B= Remuneração dos empregados 
 
C = Impostos sobre a produção e a importação 
 
D = Subsídios à produção 
 
E = Excedente operacional bruto e rendimento misto bruto 
 
É correto, então, afirmar que: 
 
a) A = B + C – E 
b) A = B + C – D 
c) A = B – E 
d) A – B + C – D = 0 
e) A = B + C – D + E 
 
Comentários 
Galera, vamos usar a fórmula do EOB – Excedente Operacional Bruto : 
 
EOB + RMB = RIB – RE – Imp + Sub 
 
E = A – B – C + D 
A = E + B + C – D 
 
E o gabarito? 
Claro que o Gabarito é E! 
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34) (FCC/TCM-AM/Auditor/2015) Em macroeconomia, sabendo que: 
Y é o Produto Interno Bruto (PIB), C é o consumo das famílias, I é 
investimento privado, G são os gastos do governo, X são as exportações 
e M são as importações, a identidade macroeconômica básica, também 
conhecida como equação do PIB pelo lado da demanda, é dada por: 
 
a) Y=C+G+I 
b) Y=C+G+I−(X−M) 
c) Y=C+G+I+(X−M) 
d) Y=C+G+I+(M−X) 
e) Y=C+X+I−(G−M) 
 
Comentários 
Agora vamos a uma questão da FCC sobre identidades fundamentais da 
macroeconomia. Essa questão é para acertar!É só lembrar da equação da demanda agregada Y=C+G+I+(X−M) 
 
Assim, o GABARITO é C! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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35) (FCC/MANAUSPREV/AP/2015) Considere uma economia aberta 
em que o governo recolha impostos e efetue gastos. A Contabilidade 
Nacional pode ser sucintamente representada pela seguinte relação: Y = 
C + I + G + X − M, em que as variáveis representam, respectivamente, 
a renda interna bruta, o consumo agregado, o investimento, os gastos do 
governo, as exportações e as importações. Essa equação 
 
a) indica o produto interno líquido, pois os impostos não estão 
contabilizados, isto é, já foram deduzidos dos valores brutos. 
 
b) denota o produto nacional bruto, uma vez que desconta o valor das 
importações. 
 
c) representa o equilíbrio macroeconômico fundamental, em que a 
diferença entre o valor dos investimentos e do consumo sinaliza a 
remessa de rendas de residentes estrangeiros para suas famílias no 
exterior. 
 
d) revela a necessidade de poupança externa como o diferencial entre os 
valores das importações e exportações, indicado pela relação, após algum 
rearranjo algébrico, S − I = X − M, em que S contempla tanto a 
poupança pública quanto a privada. 
 
e) exprime a mensuração do PIB pela ótica da renda, uma vez que o 
consumo apenas pode existir se houver renda. 
 
 
 
 
 
 
 
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Comentários 
Vamos analisar as alternativas e escolher a correta, sempre tendo em 
mente a equação PIB = C + I + G + X – M. 
 
a) errada, já que a equação em tela representa o PIB pela ótica da 
Despesa Agregada. 
b) errada, já que a equação em tela representa o PIB pela ótica da 
Despesa Agregada. 
 
c) errada, sendo falsa a afirmação de que a diferença entre o valor dos 
investimentos e do consumo sinaliza a remessa de rendas de residentes 
estrangeiros para suas famílias no exterior. Nada impede um indivíduo, 
ou mesmo todos eles, consumir, poupar e ainda mandar renda para o 
exterior. 
 
d) correta! 
 
e) errada, já que a equação em tela representa o PIB pela ótica da 
Despesa Agregada. Pela ótica da Renda é Y = Salários + Lucros + Juros + 
Aluguéis. 
 
O GABARITO é D! 
 
 
 
 
 
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Caro aluno, 
 
Com isso chegamos ao final da nossa aula demonstrativa. 
 
Além de apresentar os conceitos iniciais da matéria, esta aula serve, 
também, para dar uma ideia de como será o nosso curso. 
 
Até a próxima aula. 
 
Para mim será um prazer acompanhá-lo ao longo do curso. 
 
Um grande abraço e bons estudos! 
 
Prof. Manuel Piñon 
 
 
 
 
 
 Observação importante: este curso é protegido por direitos autorais 
(copyright), nos termos da Lei 9.610/98, que altera, atualiza e consolida 
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