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2 DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA
2.1 DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA NA LEI 6.404/76
A demonstração dos fluxos de caixa tornou-se obrigatória, no Brasil, a partir
de 2008.
Conforme a Lei 6404/76:
Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com
base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações
financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da
companhia e as mutações ocorridas no exercício:
IV – demonstração dos fluxos de caixa; e (Redação dada pela Lei nº
11.638,de 2007)
§ 6o A companhia fechada com patrimônio líquido, na data do
balanço, inferior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) não será
obrigada à elaboração e publicação da demonstração dos fluxos de caixa.
(Redação dada pela Lei nº 11.638, de 2007)
Art. 188. As demonstrações referidas nos incisos IV e V do caput do art.
176 desta Lei indicarão, no mínimo: (Redação dada pela Lei nº 11.638,de
2007)
I – demonstração dos fluxos de caixa – as alterações ocorridas, durante o
exercício, no saldo de caixa e equivalentes de caixa, segregando-se essas
alterações em, no mínimo, 3 (três) fluxos: (Redação dada pela Lei nº
11.638,de 2007)
a) das operações; (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)
b) dos financiamentos; e (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)
c) dos investimentos; (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)
Portanto, a demonstração dos fluxos de caixa é
obrigatória para a companhia aberta e para a
companhia fechada com patrimônio líquido
superior a 2 milhões.
A lei estabelece ainda que no mínimo teremos três fluxos
evidenciados na DFC:
- Operacional
- Investimentos
- Financiamento
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3 PRIMEIROS ENTENDIMENTOS SOBRE A DEMONSTRAÇÃO DOS
FLUXOS DE CAIXA
Antes de começar a estudar a demonstração dos fluxos de caixa é
necessário se perguntar: O que é e qual a finalidade da DFC? A
demonstração dos fluxos de caixa é a demonstração que evidencia
a variação das contas caixa e equivalentes de caixa da companhia.
O próprio CPC 03 diz que:
Informações sobre o fluxo de caixa de uma entidade são úteis para
proporcionar aos usuários das demonstrações contábeis uma base
para avaliar a capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes
de caixa, bem como as necessidades da entidade de utilização
desses fluxos de caixa. As decisões econômicas que são tomadas pelos
usuários exigem avaliação da capacidade de a entidade gerar caixa e
equivalentes de caixa, bem como da época de sua ocorrência e do grau de
certeza de sua geração.
Antes de começarmos a falar sobre a DFC, há três entendimentos essenciais
no CPC 03, que precisam ser conhecidos. Vamos lá!
- Caixa compreende numerário em espécie e depósitos bancários
disponíveis.
- Equivalentes de caixa são aplicações financeiras de curto prazo, de alta
liquidez, que são prontamente conversíveis em montante conhecido de
caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de
valor.
- Fluxos de caixa são as entradas e saídas de caixa e equivalentes de caixa.
Portanto, os fluxos de caixa são as entradas e saídas de dinheiro. Se
você vendeu mercadoria à vista por R$ 150,00 e comprou mercadoria à
vista por R$ 80,00, você teve um caixa líquido gerado de R$ 60,00.
Se você comprou mercadoria à vista por R$ 100,00 e pagou empregados
no valor de R$ 80,00, você tem um caixa líquido consumido de R$ 180,00.
A lógica é essa.
Para o entendimento da sistemática da DFC, tomemos os seguintes fatos
contábeis.
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Total Passivo + PL 10.450
A demonstração do fluxo de caixa explica a variação ocorrida no
caixa da empresa.
A conta caixa começou com zero e terminou com R$ 1.000 (o saldo
pode ser visto no balanço patrimonial ou compensando as contas dos
razonetes).
A demonstração do fluxo de caixa é dividida em três tipos
de atividades: fluxo de caixa das atividades
operacionais, das atividades de investimentos e das
atividades de financiamento.
Além disso, a DFC pode ser elaborada pelo método direto ou pelo
método indireto. A diferença entre os métodos está somente no fluxo
operacional.
Mas, professores, qual a diferença? Basicamente, o método direto parte
diretamente da conta caixa, enquanto que o indireto é feito partindo
do lucro líquido do exercício, fazendo alguns ajustes na DRE. Só há
diferença no fluxo operacional. O de financiamentos e
investimentos é igual.
Então vamos começar pelo método indireto:
4 DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA – MÉTODO INDIRETO
Os passos para fazermos a DFC pelo método indireto, no fluxo operacional,
são os seguintes:
Passo 1: Pegar o lucro líquido do exercício
Passo 2: Ajustar as receitas e despesas que não afetaram o caixa.
Passo 3 Eliminar o efeito das vendas e compras a prazo do caixa.
Fluxo de Atividades Operacionais – Método Indireto
Passo 1: Pegar o lucro líquido do exercício
Passo 2: Ajustar as receitas e despesas que não afetaram o caixa.
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Vamos começar a nossa DFC pelo método indireto,
encontrando o fluxo operacional.
Atenção: Partir do lucro líquido do exercício e
procurar o que não afeta o caixa (seja receita,
seja despesa). Basicamente é isso que fazemos
no método indireto. Tenha em mente!
Lucro Líquido 450
(+) Depreciação 50
Lucro Ajustado 500
A despesa de depreciação de R$ 50 diminuiu o Lucro Líquido. Mas a
Depreciação não é paga a ninguém. Não resulta em saída de caixa.
Assim, devemos somar ao lucro líquido a despesa de depreciação e
as outras despesas que diminuíram o Lucro, mas não são saídas de
caixa, como amortização, exaustão, despesas financeiras, perda no
método da equivalência patrimonial, etc.
Exemplo de despesas que não resultam em saída de caixa e devem
ser ajustadas:
- Depreciação.
- Amortização.
- Exaustão.
- Despesas financeiras.
- Perda no método da equivalência patrimonial.
Da mesma forma, as receitas que aumentaram o lucro, mas não
resultaram em entradas de caixa devem ser ajustadas no lucro
líquido, diminuindo-o (receita de equivalência patrimonial, receita
financeira não recebida, e outras).
Exemplo de receitas que não resultam em
entrada de caixa e devem ser ajustadas:
- Equivalência patrimonial.
- Receita financeira não recebida.
Feito esse primeiro passo (ajuste das receitas e despesas que não afetam
o caixa), passamos a um outro ponto importante.
Passo 3 Eliminar o efeito das vendas e compras a prazo do caixa.
Se todas as operações da empresa fossem realizadas à vista, o lucro
ajustado já seria equivalente à movimentação do caixa. Mas é comum que
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Entradas = $ 3.000
A entrada no estoque é também entrada na conta fornecedores.
Vamos calcular a saída da conta fornecedores, que é o pagamento efetuado
no período.
Fornecedores:
Saldo inicial = zero
Entradas (é o total das compras): 3.000
Saídas: ?
As saídas representam a saída de dinheiro, e é o que vamos calcular.
(=) Saldo Final = zero
Resolvendo, temos:
Zero + $3.000 – saídas = zero
Saídas = $3.000
Adendo!
- Para calcular as saídas de caixa, precisamos calcular as saídas da conta
fornecedores (é o pagamento do fornecedor).
- Para calcular a saída da conta fornecedores, precisamos de três
informações: o saldo inicial, o saldo final e as entradas.
- As entradas da conta fornecedores são as entradas da conta estoque.
Portanto:
- Usamos a conta estoque para calcular as entradas no estoque (são as
compras).
- A entrada no estoque é igual a entrada em fornecedores.
- Usamos a conta fornecedores para calcular a saída dessa conta (é igual
às saídas de caixa).
Fluxo de Caixa Das Atividades Operacionais – Método Direto:
Recebimento de clientes = zero
Pagamento a Fornecedores = (3.000)
Fluxo de caixa consumidonas atividades operacionais = 3.000
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Entre o método indireto ou direto só há diferença no fluxo das
atividades Operacionais. Os fluxos das atividades de Investimento
e Financiamento são iguais nos dois métodos.
6 DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA NO CPC – 03
(REVISÃO 2)
O Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC – regulamentou a forma de
elaboração e apresentação da DFC, através do Pronunciamento Técnico CPC
03. Abaixo, alguns trechos do referido Pronunciamento Técnico:
6.1 BENEFÍCIOS DAS INFORMAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA
4. A demonstração dos fluxos de caixa, quando usada em conjunto com as
demais demonstrações contábeis, proporciona informações que permitem
que os usuários avaliem as mudanças nos ativos líquidos da entidade, sua
estrutura financeira (inclusive sua liquidez e solvência) e sua capacidade
para mudar os montantes e a época de ocorrência dos fluxos de caixa, a
fim de adaptá-los às mudanças nas circunstâncias e oportunidades. As
informações sobre os fluxos de caixa são úteis para avaliar a capacidade de
a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa e possibilitam aos usuários
desenvolver modelos para avaliar e comparar o valor presente dos fluxos
de caixa futuros de diferentes entidades. A demonstração dos fluxos de
caixa também concorre para o incremento da comparabilidade na
apresentação do desempenho operacional por diferentes entidades, visto
que reduz os efeitos decorrentes do uso de diferentes critérios contábeis
para as mesmas transações e eventos.
5. Informações históricas dos fluxos de caixa são frequentemente utilizadas
como indicador do montante, época de ocorrência e grau de certeza dos
fluxos de caixa futuros. Também são úteis para averiguar a exatidão das
estimativas passadas dos fluxos de caixa futuros, assim como para
examinar a relação entre lucratividade e fluxos de caixa líquidos e o impacto
das mudanças de preços.
6.2 APRESENTAÇÃO DE UMA DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE
CAIXA
10. A demonstração dos fluxos de caixa deve apresentar os fluxos de caixa
do período classificados por atividades operacionais, de investimento
e de financiamento.
Existem três classificações para os fluxos de caixas: operacionais,
investimento e financiamento.
11. A entidade deve apresentar seus fluxos de caixa advindos das
atividades operacionais, de investimento e de financiamento da forma que
seja mais apropriada aos seus negócios. A classificação por atividade
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Seguros
Imposto de renda
Pagamento
Fornecedores de mercadorias
Fornecedores de serviços
Empregados
Seguros
Imposto de renda
8 ATIVIDADES DE INVESTIMENTO
16. A divulgação em separado dos fluxos de caixa advindos das atividades
de investimento é importante em função de tais fluxos de caixa
representarem a extensão em que os dispêndios de recursos são feitos pela
entidade com a finalidade de gerar lucros e fluxos de caixa no futuro.
Somente desembolsos que resultam em ativo reconhecido nas
demonstrações contábeis são passíveis de classificação como atividades de
investimento. Exemplos de fluxos de caixa advindos das atividades de
investimento são:
(a) pagamentos em caixa para aquisição de ativo imobilizado, intangíveis e
outros ativos de longo prazo. Esses pagamentos incluem aqueles
relacionados aos custos de desenvolvimento ativados e aos ativos
imobilizados de construção própria;
(b) recebimentos de caixa resultantes da venda de ativo imobilizado,
intangíveis e outros ativos de longo prazo;
(c) pagamentos em caixa para aquisição de instrumentos patrimoniais ou
instrumentos de dívida de outras entidades e participações societárias em
joint ventures (exceto aqueles pagamentos referentes a títulos
considerados como equivalentes de caixa ou aqueles mantidos para
negociação imediata ou futura);
(d) recebimentos de caixa provenientes da venda de instrumentos
patrimoniais ou instrumentos de dívida de outras entidades e participações
societárias em joint ventures (exceto aqueles recebimentos referentes aos
títulos considerados como equivalentes de caixa e aqueles mantidos para
negociação imediata ou futura);
(e) adiantamentos em caixa e empréstimos feitos a terceiros
(exceto aqueles adiantamentos e empréstimos feitos por instituição
financeira);
(f) recebimentos de caixa pela liquidação de adiantamentos ou amortização
de empréstimos concedidos a terceiros (exceto aqueles adiantamentos e
empréstimos de instituição financeira);
(g) pagamentos em caixa por contratos futuros, a termo, de opção e swap,
exceto quando tais contratos forem mantidos para negociação imediata ou
futura, ou os pagamentos forem classificados como atividades de
financiamento; e
(h) recebimentos de caixa por contratos futuros, a termo, de opção e swap,
exceto quando tais contratos forem mantidos para negociação imediata ou
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Atenção: apesar de ser atividade relacionada à
ativo imobilizado (arrendamento mercantil
financeiro), o pagamento em caixa para redução
de passivo relativo a arrendamento mercantil
financeiro é fluxo de caixa de financiamento.
10 PONTOS DE ATENÇÃO - JUROS E DIVIDENDOS
31. Os fluxos de caixa referentes a juros, dividendos e juros sobre o capital
próprio recebidos e pagos devem ser apresentados separadamente. Cada
um deles deve ser classificado de maneira consistente, de período a
período, como decorrentes de atividades operacionais, de investimento ou
de financiamento.
32. O montante total dos juros pagos durante o período é divulgado na
demonstração dos fluxos de caixa, quer tenha sido reconhecido como
despesa na demonstração do resultado, quer tenha sido capitalizado,
conforme o Pronunciamento Técnico CPC 20 – Custos de Empréstimos.
33. Os juros pagos e recebidos e os dividendos e os juros sobre o capital
próprio recebidos são comumente classificados como fluxos de caixa
operacionais em instituições financeiras. Todavia, não há consenso sobre a
classificação desses fluxos de caixa para outras entidades. Os juros pagos
e recebidos e os dividendos e os juros sobre o capital próprio recebidos
podem ser classificados como fluxos de caixa operacionais, porque eles
entram na determinação do lucro líquido ou prejuízo. Alternativamente, os
juros pagos e os juros, os dividendos e os juros sobre o capital próprio
recebidos podem ser classificados, respectivamente, como fluxos de caixa
de financiamento e fluxos de caixa de investimento, porque são custos de
obtenção de recursos financeiros ou retornos sobre investimentos.
34. Os dividendos e os juros sobre o capital próprio pagos podem ser
classificados como fluxo de caixa de financiamento porque são custos da
obtenção de recursos financeiros. Alternativamente, os dividendos e os
juros sobre o capital próprio pagos podem ser classificados como
componente dos fluxos de caixa das atividades operacionais, a fim de
auxiliar os usuários a determinar a capacidade de a entidade pagar
dividendos e juros sobre o capital próprio utilizando os fluxos de caixa
operacionais.
34A. Este Pronunciamento encoraja fortemente as entidades a
classificarem os juros, recebidos ou pagos, e os dividendos e juros
sobre o capital próprio recebidos como fluxos de caixa das
atividades operacionais, e os dividendos e juros sobre o capital
próprio pagos como fluxos de caixa das atividades de
financiamento. Alternativa diferente deve ser seguida de nota
evidenciando esse fato.
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11 MODELO MAIS AVANÇADO DE DFC PELOS MÉTODOS DIRETO E
INDIRETO
Apresentamos, abaixo, modelos de fluxo de caixa pelo método direto e pelo
método indireto.
11.1 DEMONSTRAÇÃO DE FLUXO DE CAIXA – MÉTODO INDIRETO
Atividades operacionais
Lucro líquido
(+) Depreciação, amortização e exaustão
(+)(-) Resultado da equivalênciapatrimonial
(+)(-) Resultado na alienação de imobilizado, investimentos ou intangíveis
(+) Despesas financeiras que não afetam o caixa
(-) Receitas financeiras que não afetam o caixa
(=) Lucro ajustado
(+)(-) Variação nas contas do ativo circulante e realizável a longo prazo:
Duplicatas a receber
Clientes
(PDD)
(Duplicatas descontadas)
Estoques
Despesas antecipadas
(+)(-) Variação nas contas do passivo circulante e passivo não circulante:
Fornecedores
Contas a pagar
Impostos a recolher
Atividades de financiamento
Terceiros
Empréstimos e financiamentos (passivo – captação e pagamento)
Sócios
Aumento/integralização de capital (PL)
Pagamento de dividendos
Atividades de investimento
Compra e venda de investimentos, imobilizado e intangível (parte do ativo
não circulante)
e
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Dos sócios
Integralização de Capital 5.000
Novos Empréstimos 2.000
Caixa Gerado Ativ. Financiamentos 7.000
Total de Caixa consumido -1.000
Disponibilidades em X2 18.000
Disponibilidades em X1 19.000
12 PONTOS DE ATENÇÃO
1 - Empréstimo
Principal:
Empréstimo contraído: Financiamento
Empréstimo concedido: Investimento
Juros sobre empréstimos: Operacional
2 - Arrendamento
Arrendamento mercantil financeiro: financiamento (pagamento das
parcelas).
Arrendamento mercantil operacional: fluxo Operacional
3 - Compra e venda de ações:
De outras companhias: fluxo de investimento
Ações em tesouraria: fluxo de financiamento
4 - Duplicatas descontadas: fluxo operacional
Atualmente, as Duplicatas Descontadas ficam classificadas no Passivo, pois
a operação constitui, em essência, um empréstimo garantido pelas
duplicatas.
Mas, para a Demonstração de Fluxo de Caixa, a operação de duplicatas
descontadas entra no fluxo operacional.
Vejamos a razão.
Contabilização:
Pela venda
D – Duplicatas a Receber (Ativo) 10.000
C – Receitas de vendas (Resultado) 10.000
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Pelo desconto da duplicata:
D – Caixa (Ativo) 9.500
D – Juros a transcorrer (Passivo) 500
C – Duplicatas descontadas (Passivo) 10.000
Atenção: aqui, houve entrada de caixa.
Pela apropriação dos juros:
D – Despesa de juros (Resultado) 500
C – Juros a transcorrer (Passivo) 500
Pelo pagamento da duplicata descontada (feito diretamente ao Banco):
D – Duplicata Descontada (Passivo) 10.000
C – Duplicatas a Receber (Ativo) 10.000
Como se percebe, a única entrada de dinheiro ocorreu quando do desconto.
Se fosse classificado como fluxo de financiamento (empréstimo garantido
pela duplicata), no encerramento da operação a empresa deveria lançar
uma entrada fictícia no fluxo operacional (recebimento do cliente) e ao
mesmo tempo uma saída fictícia do fluxo de financiamento (para registrar
o “pagamento” do empréstimo garantido pela duplicata).
Ocorre que não pode ter entradas e saídas fictícias do Fluxo de Caixa. Só
entra a efetiva movimentação de dinheiro.
Assim, a entrada de dinheiro do desconto da duplicata entra no fluxo
operacional.
A CESPE já explorou esse assunto:
(CESPE/Ministério da Saúde/Contador/2013) O valor das duplicatas
descontadas em banco integra as atividades de financiamento da
demonstração de fluxo de caixa.
Errado, é fluxo operacional.
(CESPE/ANS/Especialista em Regulação /2013) No fluxo de caixa,
entre os valores que compõem o fluxo de atividades operacionais constam
aqueles relativos às duplicatas descontadas em banco.
Correto.
5 – Professores, no método indireto eu não entendi por que o "resultado
na alienação de imobilizado, investimentos ou intangíveis" está no fluxo de
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caixa das atividades operacionais se "a compra e venda de investimentos,
imobilizado e intangível (parte do ativo não circulante)" faz parte do fluxo
de caixa das atividades de investimento.
Vamos supor que determinada empresa venda à vista por R$ 15.000 um
imobilizado com valor contábil de R$ 12.000 (com um "lucro" R$ de 3.000).
O lucro total (já incluindo o R$ 3.000 de ganho de capital) foi de R$ 100.000.
Os R$ 15.000 (dinheiro que entrou) ficam no fluxo das atividades de
investimento.
Mas, no método indireto, começamos o fluxo das atividades operacionais
com o lucro líquido de 100.000. Esse valor inclui o "lucro" (o mais correto
é "ganho") de R$ 3.000. Assim, precisamos ajustar o lucro líquido (tirar os
R$ 3.000 de ganho de capital) no fluxo operacional e inclui o valor recebido
(R$ 15.000) no fluxo de investimento.
Assim:
Método indireto:
Fluxo operacional
Lucro líquido 100.000
(-) Ganho de capital (3.000)
Fluxo de investimento
Venda de imobilizado 15.000
5 – Imposto de renda
Fluxo operacional, a não ser que possa ser claramente identificado com uma
atividade de investimento ou de financiamento.
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13 RESUMO GERAL SOBRE DFC
1) A Demonstração de Fluxo de Caixa é obrigatória para as S.As., As
companhias fechadas com Patrimônio Líquido inferior a R$ 2.000.000,00
(dois milhões de reais) na data do balanço não serão obrigadas à elaboração
e divulgação da Demonstração do Fluxo de Caixa.
2) A Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) pode ser elaborada pelo
método direto ou pelo método indireto.
3) A DFC deve evidenciar os fluxos de caixa das atividades operacionais,
de financiamento e de investimentos.
4) O Pronunciamento encoraja fortemente as empresas a seguirem a
seguinte classificação:
Juros pagos e recebidos: Atividades operacionais
Juros sobre o capital próprio e dividendos recebidos: Atividades
operacionais
Juros sobre o capital próprio e dividendos pagos: Atividades de
financiamento
Alternativa diferente deve ser evidenciada em Nota Explicativa.
5) Transações de investimento e financiamento que não envolvem o uso de
caixa ou equivalentes de caixa não devem ser incluídas na demonstração
dos fluxos de caixa.
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14 QUESTÕES COMENTADAS
1. (VUNESP/UNIFESP/CONTADOR/2016) A Demonstração que
evidencia a liquidez imediata da companhia e os fatos que demonstram sua
evolução no exercício corrente é denominada
(A) Balanço Patrimonial.
(B) Demonstração do Valor Adicionado.
(C) Demonstração do Resultado.
(D) Demonstração dos Fluxos de Caixa.
(E) Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido
Comentários:
O que é e qual a finalidade da DFC? A demonstração dos fluxos de
caixa é a demonstração que evidencia a variação das contas caixa e
equivalentes de caixa da companhia.
O próprio CPC 03 diz que:
Informações sobre o fluxo de caixa de uma entidade são úteis para
proporcionar aos usuários das demonstrações contábeis uma base
para avaliar a capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes
de caixa, bem como as necessidades da entidade de utilização
desses fluxos de caixa. As decisões econômicas que são tomadas pelos
usuários exigem avaliação da capacidade de a entidade gerar caixa e
equivalentes de caixa, bem como da época de sua ocorrência e do grau de
certeza de sua geração.
GabaritoD
2. (Pref. Municipal de Suzano/CONTADOR/2016) De acordo com a
Lei no 6.404/76, art.176, deverão ser elaboradas as demonstrações
financeiras ao final de cada exercício social, com base na escrituração
mercantil da companhia. Todavia, não será obrigada à elaboração e
publicação da demonstração dos fluxos de caixa a Companhia
(A) que optar por apresentar opcionalmente a demonstração das origens e
aplicações de recursos.
(B) não considerada de grande porte, com faturamento inferior a R$ 300
milhões.
(C) S.A. de capital aberto, com faturamento inferior a R$ 240 milhões.
(D) fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a R$ 2
milhões.
(E) de capital aberto, porém com ações somente negociadas em balcão.
Comentários:
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A demonstração dos fluxos de caixa tornou-se obrigatória, no Brasil, a partir
de 2008. Conforme a Lei 6404/76:
Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com
base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações
financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da
companhia e as mutações ocorridas no exercício:
IV – demonstração dos fluxos de caixa; e (Redação dada pela Lei nº
11.638,de 2007)
§ 6o A companhia fechada com patrimônio líquido, na data do
balanço, inferior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) não será
obrigada à elaboração e publicação da demonstração dos fluxos de caixa.
(Redação dada pela Lei nº 11.638, de 2007)
GabaritoD
3. (VUNESP/SAEG/ANALISTA/2014) A companhia “Primeiros
Passos S.A.” subscreveu capital social em dezembro de 2014, no montante
de r$ 100.000,00. Em janeiro de 2015, os sócios integralizam o capital
social da seguinte maneira: r$ 30.000,00 em dinheiro e r$ 40.000,00 em
um edifício para abrigar as atividades da companhia. Ainda em janeiro de
2015, a companhia adquiriu mercadorias para revenda por r$ 32.000,00,
sendo que 50% dessa compra foi paga à vista e o saldo remanescente será
liquidado em 30 dias.
Apenas com os dados informados, é correto afirmar que na DFC, segundo
o método Direto, relativamente ao mês de janeiro de 2015, as atividades
(A) circulantes geraram caixa no valor de r$ 16.000.
(B) operacionais consumiram caixa no valor de r$ 32.000.
(C) de investimentos consumiram caixa no valor de r$ 40.000.
(D) não operacionais consumiram caixa no valor de r$ 30.000.
(E) de financiamentos consumiram caixa no valor de r$ 70.000.
Comentários:
Questão Polêmica! De acordo com o CPC 03 – Demonstração dos
Fluxos de Caixa temos:
19. Pelo método direto, as informações sobre as principais classes de
recebimentos brutos e de pagamentos brutos podem ser obtidas
alternativamente:
(a) dos registros contábeis da entidade; ou
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(b) pelo ajuste das vendas, dos custos dos produtos, mercadorias ou
serviços vendidos (no caso de instituições financeiras, pela receita de juros
e similares e despesa de juros e encargos e similares) e outros itens da
demonstração do resultado ou do resultado abrangente referentes a:
(i) variações ocorridas no período nos estoques e nas contas
operacionais a receber e a pagar;
(ii) outros itens que não envolvem caixa; e
(iii) outros itens tratados como fluxos de caixa advindos das
atividades de investimento e de financiamento
Vamos verificar as operações apresentadas na questão para obtermos,
assim, os respectivos fluxos de caixa:
Integralização de Capital Social em dinheiro
Fluxo de Financiamento 30.000
Compra de Mercadorias
Fluxo Operacional (16.000)
Ou seja, das operações apresentadas, temos a geração de fluxo de caixa
de financiamento de 30.000 e o consumo de caixa de atividades
operacionais no valor de 16.000 e, assim sendo, não teríamos resposta
correta.
Qual foi a postura da banca? Ela considerou que a integralização de capital
com terreno (Imobilizado) como consumo de caixa das Atividades de
Investimentos de 40.000, mas isso não é correto.
A integralização de capital com um terreno NÃO É FLUXO DE CAIXA,
portanto, não deveria ser considerado na DFC. Seria diferente se os a
empresa tivesse adquirido o terreno à vista, com o dinheiro que os sócios
integralizaram. Erro da banca, em nossa opinião.
GabaritoC
4. (VUNESP/SAEG/ANALISTA/2014) Utilizando a base fornecida na
questão anterior, considerando agora que o método utilizado será o
Indireto, relativamente ao mês de janeiro de 2015, as atividades
(A) operacionais consumiram caixa no valor de r$ 16.000.
(B) não operacionais geraram caixa no valor de r$ 70.000.
(C) não circulantes consumiram caixa no valor de r$ 40.000.
(D) de investimentos consumiram caixa no valor de r$ 32.000.
(E) de financiamentos consumiram caixa no valor de r$ 30.000
Comentários:
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Os passos para fazermos a DFC pelo método indireto, no fluxo operacional,
é o seguinte:
Passo 1: Pegar o lucro líquido do exercício
Passo 2: Ajustar as receitas e despesas que não afetaram o caixa.
Passo 3 Eliminar o efeito das vendas e compras a prazo do caixa.
Fluxo de Atividades Operacionais – Método Indireto
Passo 1: Pegar o lucro líquido do exercício
Passo 2: Ajustar as receitas e despesas que não afetaram o caixa.
Mas vejam que esquisito, pessoal. Não temos na questão fatos contábeis
que afetem o resultado, ou seja, não temos lucro líquido, pois não temos
receitas e despesas. Questão esquisita mesmo! A DFC, é a mesma já
apresentada na questão anterior:
Integralização de Capital Social em dinheiro
Fluxo de Financiamento 30.000
Compra de Mercadorias
Fluxo Operacional (16.000)
GabaritoA
5. (VUNESP/SAEG/ANALISTA/2014) Assinale a alternativa em que
o termo está corretamente definido, de acordo com o Pronunciamento
Técnico CPC 03 (r2).
(A) Atividades de financiamento: são as entradas e saídas de caixa e
equivalentes de caixa.
(B) Fluxos de caixa: compreende numerário em espécie e depósitos
bancários disponíveis.
(C) Equivalentes de caixa: são as entradas referentes à aquisição e à venda
de ativos de longo prazo e de outros investimentos, incluídos os de
financiamentos.
(D) Atividades de investimento: são aquelas que resultam em mudanças no
tamanho e na composição do capital próprio e no capital de terceiros da
entidade.
(E) Atividades operacionais: são as principais atividades geradoras de
receita da entidade e outras atividades que não são de investimento e
tampouco de financiamento.
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6. (FCC/Contabilidade/TRE/PR/2017) A Demonstração do
Resultado do ano de 2016 e os Balanços Patrimoniais em 31/12/2015 e
31/12/2016 da empresa Drones não voadores S.A. são apresentados nos
dois quadros abaixo.
Durante o ano de 2016 a empresa não vendeu nenhum outro bem ou direito
do Ativo não circulante além do terreno, não liquidou qualquer empréstimo
e não pagou as despesas financeiras do ano. Os valores em reais no ano de
2016, correspondentes ao Caixa das Atividades Operacionais, Caixa das
Atividades de Investimento e ao Caixa das Atividades de Financiamento
foram, respectivamente, em reais:
(A) 138.400 (negativo) ; 264.000 (negativo) e 616.000 (positivo).
(B) 42.400 (negativo) ; 320.000 (negativo) e 576.000 (positivo).
(C) 82.400 (negativo) ; 320.000 (negativo) e 616.000 (positivo).
(D) 74.400 (negativo) ; 288.000 (negativo) e 576.000 (positivo).
(E) 98.400 (negativo) ; 264.000 (negativo) e 576.000 (positivo).
Comentários:
Fluxo de caixa – Investimento:
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Investimentos:
Saldo inicial 56.000
+ Resultado da Equivalência patrimonial 24.000
+ Aquisição de investimento ?
= Saldo final 144.000
Resolvendo, temos:
56.000 + 24.000 + X = 144.000
X = aquisição = 64.000 (saída de caixa)
Equipamento:
Saldo inicial = 336.000 – Depreciação 48.000 + aquisição = saldo final
728.000
336.000 – 48.000 + aquisição = 728.000
Aquisição = 440.000 (saída de caixa).
Terreno:
Saldo inicial 184.000 + Lucro venda terreno 56.000 = 240000 (entrada de
caixa).
Fluxo de caixa - Investimento
Investimento -64.000
Equipamento -440.000
Terreno 240.000
Caixa consumido -264.000
Fluxo de caixa – Financiamento
O lucro do exercício de $72.800 foi usado para dividendos (26.520) e
aumento de Reservas (46.280). Assim, todo o aumento de Capital Social
foi integralização do Capital (entrada de dinheiro).
Capital Social = 600.000 – 400.000 = $ 200.000 (entrada de caixa)
Conta Empréstimo:
Saldo inicial 360.000
+ Despesas financeiras 40.000
+ novos empréstimos ?
= saldo final = 776.000
360.000 + 40.000 + X = 776.000X = novos empréstimos = 376.000
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Fluxo de caixa - Financiamento
Aumento de Capital 200.000
Aumento de Empréstimos 376.000
Caixa Gerado 576.000
Já podemos apontar o gabarito: letra E, que é a única que apresenta tais
valores de fluxo de investimento e de financiamento.
Vejamos agora o fluxo operacional (método indireto):
Fluxo de caixa – Operacional
Fluxo de caixa operacional - método indireto
Lucro Líquido 72.800
+ Depreciação 48000
(-) Resultado Equiv. Patrim. -24000
+ despesa financeira 40000
(-) resultado venda terreno -56000
Lucro Ajustado 80.800
(-) var. Clientes -160000
(-) var. estoque -128000
+ var. Fornecedores 77600
+ var. Imposto renda a pagar 31200
Total caixa consumido -98.400
Gabarito  E
7. (FCC/TRE-SP/Analista Judiciário/Contabilidade/2017) A Cia.
Catarinense apresentou, em 31/12/2015, as seguintes demonstrações
contábeis:
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Com base nas demonstrações acima, sabendo-se que houve distribuição e
pagamento de dividendos no valor de R$ 25.000,00 e que as despesas
financeiras não foram pagas, o fluxo de caixa gerado pelas Atividades
Operacionais foi, em reais,
a) 166.000,00.
b) 146.000,00.
c) 171.000,00.
d) 121.000,00.
e) 103.000,00.
Comentários:
Elaborando a DFC pelo método Indireto, temos a seguinte estrutura:
Atividades operacionais
Lucro líquido
(+) Depreciação, amortização e exaustão
(+)(-) Resultado da equivalência patrimonial
(+)(-) Resultado na alienação de imobilizado, investimentos ou intangíveis
(+) Despesas financeiras que não afetam o caixa
(-) Receitas financeiras que não afetam o caixa
(=) Lucro ajustado
(+)(-) Variação nas contas do ativo circulante e realizável a longo prazo:
Duplicatas a receber
Clientes
(PDD)
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(Duplicatas descontadas)
Estoques
Despesas antecipadas
(+)(-) Variação nas contas do passivo circulante e passivo não circulante:
Fornecedores
Contas a pagar
Impostos a recolher
Organizando as informações fornecidas pela questão:
Lucro líquido R$ 155.000,00
(+) Depreciação, amortização e exaustão R$ 10.000,00
(-) Resultado da equivalência patrimonial -R$ 14.000,00
(+) Despesas financeiras que não afetam o
caixa R$ 15.000,00
(=) Lucro ajustado R$ 166.000,00
(-) Aumento Duplicatas a receber -R$ 70.000,00
+) Aumento em Fornecedores R$ 25.000,00
(+) Aumento em Impostos a recolher R$ 50.000,00
Fluxo Gerado pelas Atividades Operacionais R$ 171.000,00
Gabarito  C
8. (CESPE/Analista/Contabilidade/TRE/PE/2017) Considerando
que a demonstração dos fluxos de caixa (DFC) apresenta informações
relevantes sobre a capacidade das entidades na geração de caixa, assinale
a opção correta.
A Compõem o fluxo de atividades de investimento os recebimentos de caixa
decorrentes de royalties, honorários e comissões, que não entram na
apuração do lucro líquido da entidade.
B O valor da venda de ativos de longo prazo não incluídos nos equivalentes
de caixa deve ser classificado na DFC como fluxo das atividades de
investimento.
C O fluxo de caixa de uma entidade é representado pelo cálculo de entradas
de caixa ou equivalentes de caixa em determinado espaço de tempo.
D Uma entidade comercial, tendo adquirido mercadorias para revenda no
valor de R$ 80.000, pagando 50% no ato, deverá registrar na DFC uma
atividade de financiamento que consumiu caixa no valor de R$ 40.000.
E Caso uma sociedade empresária tenha sido constituída com capital de R$
200.000, dos quais R$ 100.000 tenham sido integralizados em dinheiro e
R$ 60.000 em terrenos, com o saldo restante em capital a integralizar, a
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DFC deverá apresentar atividades de financiamento que geraram caixa no
valor de R$ 140.000.
Comentários:
A Compõem o fluxo de atividades de investimento os recebimentos
de caixa decorrentes de royalties, honorários e comissões, que não
entram na apuração do lucro líquido da entidade.
Item incorreto. Os citados itens são considerados fluxos operacionais,
conforme item 14, b, do CPC 03.
B O valor da venda de ativos de longo prazo não incluídos nos
equivalentes de caixa deve ser classificado na DFC como fluxo das
atividades de investimento.
Item correto. Este é o nosso gabarito. Segundo o CPC 03:
Atividades de investimento são as referentes à aquisição e à venda de ativos
de longo prazo e de outros investimentos não incluídos nos equivalentes de
caixa.
C O fluxo de caixa de uma entidade é representado pelo cálculo de
entradas de caixa ou equivalentes de caixa em determinado espaço
de tempo.
Item incorreto. Fluxos de caixa são as ENTRADAS e SAÍDAS de caixa
equivalentes de caixa.
D Uma entidade comercial, tendo adquirido mercadorias para
revenda no valor de R$ 80.000, pagando 50% no ato, deverá
registrar na DFC uma atividade de financiamento que consumiu
caixa no valor de R$ 40.000.
Incorreto. A compra de mercadorias é fluxo operacional. Segundo o CPC
03:
Atividades operacionais são as principais atividades geradoras de receita da
entidade e outras atividades que não são de investimento e tampouco de
financiamento.
Atividades de investimento são as referentes à aquisição e à venda de ativos
de longo prazo e de outros investimentos não incluídos nos equivalentes de
caixa.
Atividades de financiamento são aquelas que resultam em mudanças no
tamanho e na composição do capital próprio e no capital de terceiros da
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entidade.
E Caso uma sociedade empresária tenha sido constituída com
capital de R$ 200.000, dos quais R$ 100.000 tenham sido
integralizados em dinheiro e R$ 60.000 em terrenos, com o saldo
restante em capital a integralizar, a DFC deverá apresentar
atividades de financiamento que geraram caixa no valor de R$
140.000.
Item incorreto. Somente R$ 100.000,00 ingressaram em caixa. Este é o
valor do fluxo de financiamento.
Gabarito  B.
9. (ESAF/Especialista em Regulação/ANAC/2016) Em relação à
Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC), é correto afirmar que:
a) não é uma demonstração obrigatória.
b) divide-se obrigatoriamente em dois fluxos: das operações e dos
financiamentos.
c) esta deve refletir todas as despesas incorridas pela empresa, a exemplo
de Variações Cambiais Passivas.
d) o pagamento de um empréstimo para aquisição de maquinário é uma
atividade de financiamento.
e) a venda de um maquinário obsoleto é uma atividade operacional.
Comentários:
Comentemos item a item...
a) não é uma demonstração obrigatória.
Item incorreto. É uma demonstração obrigatória. A DFC somente é
facultativa para companhias fechadas com PL < 2 milhões.
b) divide-se obrigatoriamente em dois fluxos: das operações e dos
financiamentos.
Item incorreto. São três fluxos, no mínimo: operações, financiamento e
investimento.
c) esta deve refletir todas as despesas incorridas pela empresa, a
exemplo de Variações Cambiais Passivas.
Item incorreto. As variações demonstradas na DFC são aquelas ocorridas
na conta caixa e equivalentes de caixa, conforme preleciona o CPC 03.
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a) R$10.000,00.
b) R$25.000,00.
c) R$40.000,00.
d) R$115.000,00.
Comentários:
O Fluxo Operacional será obtido pelo valor recebido pelas vendas subtraído
do pagamento a Fornecedores.
Se a empresa efetua a venda de R$ 90.000 e há aumento em contas a
Receber de 60.000, podemos entender que foram recebidos R$ 30.000.
Como o pagamento a fornecedores foi de R$ 20.000, o fluxo de caixa gerado
pelas Atividades Operacionais foi de 30.000 – 20.000 = R$ 10.000,00.
A compra de Imobilizado é Fluxo de Investimento.
Gabarito A
11. (FGV/Auditor Fiscal/ISS Cuiabá/2016) Em janeiro de 2015 uma
entidade realizouas seguintes operações.
- Integralização de capital social no valor de R$ 120.000,00, sendo R$
80.000,00 em dinheiro e R$ 40.000,00 em um automóvel a ser utilizado
pela entidade.
- Pagamento do seguro mensal do automóvel por R$ 2.000,00.
- Pagamento do aluguel antecipado de dois anos por R$ 60.000,00.
- Venda de mercadorias por R$ 100.000,00, sendo metade à vista e metade
para recebimento em 2016. As mercadorias estavam avaliadas por R$
60.000,00.
- Compra à vista de um computador para ser utilizado na empresa por R$
6.000,00.
- Reconhecimento de despesas de salários no valor de R$ 12.000,00, que
serão pagas no mês seguinte.
- Contração de empréstimo bancário no valor de R$ 30.000,00.
Assinale a opção que indica o fluxo de caixa gerado ou consumido pela
entidade operacional e evidenciado na Demonstração dos Fluxos de Caixa,
em 31/01/2015.
(A) Consumo de R$ 12.000,00.
(B) Consumo de R$ 10.000,00.
(C) Geração de R$ 18.000,00.
(D) Geração de R$ 48.000,00.
(E) Geração de R$ 68.000,00.
Comentários:
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Operacional.
- Venda de mercadorias por R$ 100.000,00, sendo metade à vista e
metade para recebimento em 2016. As mercadorias estavam
avaliadas por R$ 60.000,00.
Operacional.
- Compra à vista de um computador para ser utilizado na empresa
por R$ 6.000,00.
Investimento.
- Reconhecimento de despesas de salários no valor de R$
12.000,00, que serão pagas no mês seguinte.
Não afeta a DFC.
- Contração de empréstimo bancário no valor de R$ 30.000,00.
Financiamento.
Fluxo operacional: - 2.000 – 60.000 + 50.000 = - 12.000,00
Consumo de 12.000,00.
Gabarito  A.
12. (FGV/Auditor Fiscal/ISS Cuiabá/2016) De acordo com as
normas contábeis vigentes no Brasil, assinale a opção que indica a correta
classificação contábil das perdas estimadas em contas a receber.
(A) Redutora da receita de vendas na Demonstração do Resultado do
Exercício.
(B) Passivo no Balanço Patrimonial.
(C) Atividade Operacional na Demonstração dos Fluxos de Caixa (método
direto).
(D) Ajuste positivo no lucro líquido na conciliação entre o lucro e o caixa na
Demonstração dos Fluxos de Caixa (método indireto).
(E) Distribuição do valor adicionado para financiadores na Demonstração do
Valor Adicionado.
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(A) Redutora da receita de vendas na Demonstração do Resultado
do Exercício.
Incorreto. A PDD não é dedução da receita bruta na DRE.
(B) Passivo no Balanço Patrimonial.
Incorreto. A conta é retificadora do ativo.
(C) Atividade Operacional na Demonstração dos Fluxos de Caixa
(método direto).
Item incorreto. No método direto, a PDD não afeta a DFC.
(D) Ajuste positivo no lucro líquido na conciliação entre o lucro e o
caixa na Demonstração dos Fluxos de Caixa (método indireto).
Gabarito da banca. Ocorre que a constituição da Provisão para Crédito de
Liquidação Duvidosa (PCLD) e a sua reversão não deveriam entrar como
ajustes ao Lucro Liquido.
No método Indireto, o correto seria entrar junto com a variação do saldo
da Conta Clientes (ou Duplicatas a Receber).
Mas, para a FGV, a PCLD entra como ajuste do lucro, no método indireto.
(E) Distribuição do valor adicionado para financiadores na
Demonstração do Valor Adicionado.
Errado. Entra como redutora da receita na DVA.
Gabarito  D.
13. (FCC/Auditor Fiscal/SEFAZ/MA/2016) A Demonstração do
Resultado do ano de 2015 da empresa Produtos de Segurança Porta Aberta
S.A. é apresentada a seguir:
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As seguintes informações adicionais são conhecidas:
− A empresa não tinha saldo a receber de vendas no início de 2015.
− Do total das vendas efetuadas em 2015, 20% foram vendidos a prazo e
serão recebidos em 2016.
− Todas as mercadorias vendidas foram adquiridas e pagas em 2015 e não
havia estoques iniciais de mercadorias.
− No início do período, a empresa não tinha dívidas com fornecedores.
− Todas as outras despesas operacionais foram pagas no próprio ano de
2015.
− Do total de Despesas Financeiras, a empresa pagou 80% no próprio ano
de 2015. A empresa classifica as Despesas Financeiras no grupo das
atividades operacionais.
− O Imposto de Renda será pago em 2016.
Desconsiderando os tributos sobre vendas e sobre compras, o valor
correspondente ao Caixa das Atividades Operacionais do ano de 2015 foi,
em reais:
(A) 40.000 (positivo).
(B) 123.200 (negativo).
(C) 48.400 (positivo).
(D) 20.400 (positivo).
(E) 127.200 (negativo).
Comentários:
Questão tranquila. Basta olhar os saldos da DRE e ver o que foi ou não foi
pago.
Receita de vendas (80%) 652.800,00
(-) CMV - 524.000,00
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(-)Despesas operacionais - 236.000,00
(-) Despesas financeiras - 16.000,00
Fluxo operacional - 123.200,00
Não há informações sobre o balanço patrimonial, então é mais fácil fazer os
ajustes na própria demonstração do resultado.
Os juros são considerados no fluxo operacional e o IR não foi pago no ano
de 2015, portanto, não geraram desembolsos.
Gabarito  B.
14. (FGV/Auditor Tributário/ISS Niterói/2015) Os fluxos de caixa
da Cia. Iota, durante o exercício de X1, foram os seguintes, em milhares de
reais:
De acordo com o CPC 03 (R2): Demonstração dos Fluxos de Caixa, o menor
montante pelo qual o caixa líquido consumido nas atividades de
investimento da Cia. Iota poderá ser apresentado é de:
a) R$ 24.100.000
b) R$ 25.000.000
c) R$ 26.800.000
d) R$ 27.700.000
e) R$ 30.000.000
Comentários:
Com respeito a Juros, Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio, o
pronunciamento encoraja fortemente a classificação em determinado fluxo.
Mas aceita alternativa diferente, desde que acompanhado de nota
explicativa:
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CPC Encoraja Alternativa
Juros
Pagamento Operacional Financiamento
Recebimento Operacional Investimento
Juros sobre capital
próprio e
dividendos
Pagamento Financiamento Operacional
Recebimento Operacional Investimento
Portanto, o menor valor que o caixa líquido consumido nas atividades de
investimento poderá ser apresentado é:
Aquisição de imobilizado - 30.000
Juros recebidos 2.700
Dividendos recebidos 900
Alienação de participação societária 2.300
Total - 24.100
Gabarito  A
15. (FCC/TRT 3/Contabilidade/2015) Considere as informações
extraídas do Balanço Patrimonial e da Demonstração do Resultado do
Exercício da empresa Horizonte, empresa comercial, referentes ao exercício
de X2:
Com base nestas informações, o valor recebido de clientes em X2 foi, em
milhares de reais,
A) 870.000,00
B) 930.000,00
C) 900.000,00
D) 875.000,00
E) 547.000,00
Comentário:
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16. (FCC/TCE CE/ACE/Ciências Contábeis/2015) A Cia. Brasileira
apresentou as seguintes demonstrações contábeis (Valores em reais):
Com base nas demonstrações acima e sabendo que a venda do terreno foi
à vista e os juros não foram pagos, o fluxo de caixa gerado pelas atividades
operacionais foi, em reais,
A) 202.000,00.
B) 132.000,00.
C) 292.000,00.
D) 152.000,00.
E) 344.000,00.
Comentário:
Vamos calcular o fluxo de caixa operacional pelo Método Indireto.
Lembramos que, no Método Indireto, saímos do Lucro Líquido e ajustamos
as despesas e receitas que afetaram o lucro, mas não afetaram o caixa.
Além disso, somamos ou subtraímos a variação das contas operacionais
referentes ao fluxo de caixa operacional. Assim:
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Demonstração de Fluxo de Caixa
Lucro Líquido 172.000
+ Depreciação 15.000
(-) Lucro na venda do terreno - 20.000
+ Despesa financeira 17.000
Lucro Ajustado 184.000
(-) var. Duplicatasa receber - 40.000
(-) var. Estoque - 20.000
(-) var. Fornecedores - 80.000
+ var. IR/CSLL a pagar 88.000
Caixa Gerado no Fluxo Operacional 132.000
Gabarito  B
17. (FCC/SEFAZ PI/AFFE/2015) Os Balanços Patrimoniais em
31/12/2011 e 31/12/2012 e a Demonstração do Resultado referente ao
exercício de 2012 da empresa Importados Chineses Comercial S.A. são
apresentados nos dois quadros a seguir, em reais:
Importados Chineses Comercial S.A.
Balanços Patrimoniais em 31/12/2011 e 31/12/2012
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Informações complementares:
Sabe-se que no ano de 2012 a empresa não vendeu participações
societárias e nem veículos, não liquidou qualquer empréstimo, não pagou
as despesas financeiras do ano e a integralização do capital social foi em
dinheiro.
O valor correspondente ao caixa consumido ou gerado pelas Atividades
Operacionais no ano de 2012 foi, em reais,
A) 108.000 (positivo).
B) 116.000 (negativo).
C) 52.000 (negativo).
D) 116.000 (positivo).
E) 108.000 (negativo).
Comentário:
Vamos resolver pelo Método Indireto. Nesse método, começamos pelo
Resultado, ajustamos as despesas e receitas que não afetam o fluxo de
caixa operacional e finalmente ajustamos as variações das contas
patrimoniais. Fica assim:
Demonstração de Fluxo de Caixa
Lucro Líquido 38.400
+ Depreciação 48.000
+ Provisão para Riscos Trabalhistas 80.000
+ Despesa financeira 96.000
(-) Resultado da Equivalência Patrimonial - 24.000
(-) Lucro na venda de terreno - 56.000
Lucro Ajustado 182.400
(-) var. Valores a receber de Clientes - 168.000
+ var. Perdas Estimadas com clientes 8.000
(-) var. Estoque - 128.000
(-) var. Fornecedores - 2.400
Caixa consumido no Fluxo Operacional - 108.000
Gabarito  E
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18. (FCC/SEFAZ PI/AFFE/2015) Os Balanços Patrimoniais em
31/12/2011 e 31/12/2012 e a Demonstração do Resultado referente ao
exercício de 2012 da empresa Importados Chineses Comercial S.A. são
apresentados nos dois quadros a seguir, em reais:
Importados Chineses Comercial S.A.
Balanços Patrimoniais em 31/12/2011 e 31/12/2012
Informações complementares:
Sabe-se que no ano de 2012 a empresa não vendeu participações
societárias e nem veículos, não liquidou qualquer empréstimo, não pagou
as despesas financeiras do ano e a integralização do capital social foi em
dinheiro.
Os valores correspondentes ao caixa consumido ou gerado pelas Atividades
de Investimentos e ao caixa consumido ou gerado pelas Atividades de
Financiamentos no ano de 2012 foram, respectivamente, em reais,
A) 64.000,00 (positivo) e 616.000,00 (positivo).
B) 64.000,00 (negativo) e 520.000,00 (positivo).
C) 96.000,00 (negativo) e 32.000,00 (negativo).
D) 64.000,00 (negativo) e 616.000,00 (negativo).
E) 40.000,00 (negativo) e 520.000,00 (positivo).
Comentário:
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Vamos iniciar com o fluxo de Investimento:
Participações Societárias: tinha saldo inicial de $56.000, e ganho com a
Equivalência Patrimonial de $24.000. Com isso, o saldo da conta
Participações Societárias vai para $80.000. Mas o balanço apresenta o saldo
final de $144.000. A diferença refere-se à aquisição de participações
societária (diminuindo o caixa, portanto).
$144.000 - $80.000 = $64.000 (aquisição = diminuição do caixa).
Veículos: saldo inicial $336.000 – depreciação $48.000 = $288.000
Saldo final = $528.000 - $288.000 = $240.000 (aquisição de veículos, que
diminui o caixa).
Terrenos: tinha o valor de $184.000, e foi vendido com lucro de $56.000.
Portanto, foi vendido por $184.000 + $56.000 = $240.000
Fluxo de Caixa de Investimentos
Aquisição participação societária -64.000
Aquisição de veículos -240.000
Venda de terreno 240.000
Caixa consumido nas atividades de investimento: -64.000
Agora, o fluxo das atividades de Financiamento. Vamos lá:
Empréstimo: o saldo inicial era de $360.000. A empresa não liquidou
qualquer empréstimo e não pagou as despesas financeiras do ano, no valor
de $96.000. Assim, o saldo da conta, incluindo as despesas financeiras, é
de $360.000 + $ 96.000 = $456.000.
Como o saldo final de empréstimo é de $776.000, temos:
$776.000 - $456.000 = $320.000 (novos empréstimos = entrada de caixa).
Capital Social: A integralização do capital social foi em dinheiro.
Saldo final $600.000 – saldo inicial $400.000 = $200.000 aumento de
capital em dinheiro.
Fluxo de Financiamento
Novos empréstimos 320.000
Aumento de Capital Social 200.000
Caixa gerado - fluxo de financiamento 520.000
Gabarito  B
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19. (FGV/Analista/DPE/MT/2015) Uma empresa apresentava, em
01/01/2013, o seguinte balanço patrimonial:
Em 2013 a empresa vendeu o terreno por R$ 4.000,00 à vista e pagou
imposto de renda de 34% sobre o lucro.
Considerando apenas essa transação, assinale a opção que indica o valor
que foi gerado pela atividade de investimento na DFC 2013.
a) R$ 1.360,00.
b) R$ 1.980,00.
c) R$ 2.640,00.
d) R$ 2.980,00.
e) R$ 4.000,00
Comentários:
A empresa vendeu por $ 4.000 um terreno que custou $ 1.000. Portanto,
conseguiu um ganho de capital de $3.000, sobre os quais pagou imposto
de renda de 34%.
Imposto de renda = $ 3.000 x 34% = $ 1.020
O recebimento da venda do terreno ($ 4.000) é uma entrada do fluxo de
atividades de investimento.
E o Imposto de renda?
Normalmente, o imposto de renda (e a Contribuição Social sobre o Lucro)
é classificado entre as atividades operacionais.
Mas, quando o Imposto de renda for identificado com uma determinada
transação, da qual resultem fluxos de caixa que sejam classificados como
atividades de investimento ou de financiamento, o fluxo de caixa dos
impostos deve ser classificado como atividade de investimento ou de
financiamento
Conforme o Pronunciamento CPC 03 (R2) – Demonstração dos Fluxos de
Caixa:
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Imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido
35. Os fluxos de caixa referentes ao imposto de renda (IR) e contribuição
social sobre o lucro líquido (CSLL) devem ser divulgados separadamente e
devem ser classificados como fluxos de caixa das atividades operacionais,
a menos que possam ser identificados especificamente como atividades de
financiamento e de investimento.
36. Os tributos sobre o lucro (IR e CSLL) resultam de transações que
originam fluxos de caixa que são classificados como atividades
operacionais, de investimento ou de financiamento na demonstração dos
fluxos de caixa. Embora a despesa com impostos possa ser prontamente
identificável com as atividades de investimento ou de financiamento, torna-
se, às vezes, impraticável identificar os respectivos fluxos de caixa dos
impostos, que podem, também, ocorrer em período diferente dos fluxos de
caixa da transação subjacente. Portanto, os impostos pagos são
comumente classificados como fluxos de caixa das atividades operacionais.
Todavia, quando for praticável identificar o fluxo de caixa dos impostos com
uma determinada transação, da qual resultem fluxos de caixa que sejam
classificados como atividades de investimento ou de financiamento, o fluxo
de caixa dos impostos deve ser classificado como atividade de investimento
ou de financiamento, conforme seja apropriado. Quando os fluxos de caixa
dos impostos forem alocados em mais de uma classe de atividade, o
montante total dos impostos pagos no período também deve ser divulgado.
Assim, nesta questão, temos:
Fluxo de Caixa das Atividades de Investimento
Recebimento da venda de Terreno R$ 4.000,00
Pagamento de IR sobre ganho de capital -R$ 1.020,00
Total de caixa gerado R$ 2.980,00
Gabarito  D.
20. (ESAF/Auditor Fiscal da Receita Federal/2014) O lucro obtido
na Venda de Imobilizado e o Resultado de Equivalência Patrimonialrepresentam, na Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC):
A) ingresso de caixa na atividade de investimento.
B) aumento de atividades operacionais.
C) ajustes do resultado na elaboração da DFC.
D) ingressos por Receita Operacional.
E) aumento de investimentos.
Comentário:
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Faltou mencionar que a questão se refere ao Método Indireto. O lucro na
venda de imobilizado aumenta o lucro líquido, mas não pertence ao fluxo
de atividades operacionais. Assim, deve ser ajustado (retirado) do Lucro
Líquido.
O valor da venda do Imobilizado (não o lucro; o total da venda) é uma
entrada do fluxo de Investimentos.
Já o Resultado da Equivalência Patrimonial, embora afete o lucro líquido,
não envolve entrada ou saída de caixa. Portanto, deve ser ajustado
também.
Gabarito  C
21. (FGV/Técnico de Nível Superior/AL BA/2014) Determinada
empresa, revendedora de material esportivo, apresentou os seguintes
saldos em seu Balanço Patrimonial, em 31/12/2013:
Disponibilidades R$ 40.000,00
Estoques R$ 30.000,00
Clientes R$ 60.000,00
Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa R$ 2.400,00
Terrenos R$ 30.000,00
Máquinas e equipamentos R$ 100.000,00
Depreciação acumulada R$ 20.000,00
Fornecedores (curto prazo) R$ 60.000,00
Dividendos a pagar R$ 10.000,00
Capital Social R$ 117.600,00
Reserva de Lucros R$ 50.000.00
Durante o primeiro trimestre de 2014, a empresa efetuou as seguintes
operações:
Recebimento de metade do saldo com clientes. Após o recebimento, foi feita
nova análise e constatouǦse probabilidade de inadimplência de 2%.
- Venda de um terço dos estoques por R$ 15.000,00.
- Venda do terreno por R$ 25.000,00, à vista.
- Reconhecimento e pagamento de despesas gerais, no valor de R$
8.000,00.
- Pagamento da dívida de salários.
- Pagamento dos dividendos.
- Reconhecimento da depreciação das máquinas e dos equipamentos, no
valor de R$ 3.000,00.
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Na Demonstração dos Fluxos de Caixa (método indireto), o valor total dos
ajustes para conciliação entre Lucro Líquido e o Fluxo de Caixa operacional,
em 31/03/2014, era de
a) –R$ 9.800,00.
b) –R$ 3.800,00.
c) R$ 1.400,00.
d) R$ 6.200,00.
e) R$ 8.600,00.
Comentários:
No método indireto para a elaboração do fluxo de caixa, iniciamos pelo
Lucro Líquido do Exercício mais ou menos os ajustes (itens que afetaram o
lucro, não afetaram o caixa, como a Despesa de Depreciação).
O modelo para cálculo do Lucro Ajustado, pelo método Indireto, é o
seguinte:
DEMONSTRAÇÃO DE FLUXO DE CAIXA – MÉTODO INDIRETO
Atividades operacionais
Lucro líquido
(+) Depreciação, amortização e exaustão
(+)(-) Resultado da equivalência patrimonial
(+)(-) Resultado na alienação de imobilizado, investimentos ou intangíveis
(+) Despesas financeiras que não afetam o caixa
(-) Receitas financeiras que não afetam o caixa
(=) Lucro ajustado
Aparentemente, o cálculo da banca foi o seguinte:
Depreciação R$ 3.000,00
Prejuízo na venda de Terreno R$ 5.000,00
Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa (PCLD) R$ 600,00
Reversão da PCLD -R$ 2.400,00
Total de ajustes R$ 6.200,00
Ocorre que a constituição da Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa
(PCLD) e a sua reversão não deveriam entrar como ajustes ao Lucro
Liquido.
No método Indireto, entram junto com a variação do saldo da Conta
Clientes (ou Duplicatas a Receber).
Precisamos ver se a FGV vai repetir esse procedimento nas suas questões.
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Gabarito  D.
22. (FGV/Analista Judiciário/TJ GO/2014) Em 2013 a empresa XYZ
apurou prejuízo em função de uma perda por impairment. Por esse motivo
decidiu publicar sua Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) utilizando o
método Indireto – adicionalmente ao método Direto que sempre fora
publicado pela empresa nos anos anteriores, enquanto a conciliação
requerida pelo CPC 03 era feita apenas nas notas explicativas – como modo
de incrementar as possibilidades de análise de seus investidores, já que:
a) a perda por impairment tem efeito no caixa do período em que é
reconhecida, o que não é evidenciado pelo método direto;
b) o Fluxo de Caixa Operacional (FCO) pelo método direto evidencia as
perdas por impairment, o que não ocorre no método indireto;
c) diferente do que ocorre com as perdas por impairment, os ganhos dessa
natureza são geradores de caixa e são evidenciados apenas pelo método
direto;
d) a perda impairment tem efeito no caixa futuro da entidade, o que é
evidenciado pelo método direto;
e) o Fluxo de Caixa Operacional (FCO) pelo método indireto evidencia as
perdas por impairment, o que não ocorre no método direto.
Comentários:
Vamos imaginar que a empresa XYZ deveria produzir um lucro de 1000,
mas, em virtude de uma perda com impairment de 1400, terminou com
prejuízo de 1400.
Se usar o método direto, o fluxo de caixa fica assim:
Recebimento de clientes XX
Pagamento a fornecedores (XX)
E por aí vai, Não aparece a perda por impairment.
Se usar o método indireto, o fluxo de caixa fica assim:
Prejuízo do exercício (400)
+ Perda por impairment 1.400
Lucro ajustado 1.000
Assim, fica claro que o prejuízo ocorreu devido à perda com o teste de
recuperabilidade,
A perda de impairment é tal qual a depreciação, diminui o lucro mas não
afeta o caixa.
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Logo, o gabarito é a letra e.
Gabarito  E.
23. (FCC/Auditor Fiscal/SEFAZ/RJ/2014) Determinada empresa
comercial apresentava as seguintes demonstrações contábeis (valores
expressos em reais):
Com base nestas demonstrações contábeis e considerando, ainda, que os
juros não foram pagos e foi recebido o valor da venda de terreno não
destinado a aluguel, o fluxo de caixa gerado pelas Atividades Operacionais
no primeiro trimestre de 2013 foi:
(A) R$ 19.000,00.
(B) R$ 42.000,00.
(C) R$ 121.000,00.
(D) R$ 98.000,00.
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(E) R$ 132.000,00.
Comentários:
Montemos a DFC pelo método indireto:
Lucro líquido do exercício 76.000,00
Uma vez que os juros não foram pagos, devemos somar ao valor do lucro
líquido do exercício.
O prejuízo com a venda do terreno também deve ser somado, já que é fluxo
de investimento.
Ademais, devemos fazer o ajuste da depreciação, já que não afeta o caixa.
Lucro líquido do exercício 76.000,00
+ Despesas de juros 12.000,00
+ Prejuízo na venda de terreno 23.000,00
+ Despesa de depreciação 10.000,00
Além disso, temos que fazer os ajustes nas contas do ativo e passivo
circulante.
Aumento do Ativo  diminui o caixa
Diminuição do Ativo  aumenta o caixa
Aumento do Passivo  aumenta o caixa
Diminuição do Passivo  diminui o caixa.
Lucro líquido do exercício 76.000,00
+ Despesas de juros 12.000,00
+ Prejuízo na venda de terreno 23.000,00
+ Despesa de depreciação 10.000,00
- Aumento de duplicatas a receber (48.000,00)
+ Variação de estoques 8.000,00
- Aumento na contas seguros antec. (5.000,00)
- Diminuição de fornecedores (35.000,00)
+ Aumento de salários a pagar 6.000,00
- Adiantamento de cliente (5.000,00)
Fluxo das atividades operacional 42.000,00
Atenção! A FCC está explorando bastante esse formato de questão,
informando o Balanço e a DRE, para calcular o fluxo de caixa.
Assim, não custa calcular os fluxos das atividades de Financiamentos e de
Investimento, também, para treinar.
Vamos lá:
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Fluxo de Caixa das Atividades de Investimento:
O terreno no valor contábil de $154.000,00 foi vendido com prejuízo de
$23.000,00. Assim, o valor da venda (que já foi recebido) foi de
$154.000,00 - $23.000,00 = $ 131.000,00
+ venda de terreno 131.000,00
(-) compra de máquina (120.000,00)
Caixa gerado nas atividades de investimento:11.000,00
Atividades de financiamentos:
O lucro do período de $ 76.000,00 foi utilizado para distribuir dividendos,
no valor de $15.000,00, e para constituir Reservas de Lucro, no valor de
$61.000,00 (confira no Balanço Patrimonial).
Portanto, o aumento de Capital foi realizado em dinheiro.
$210.000 –$150.000 = $60.000 aporte dos sócios
Quanto aos empréstimos: os juros não foram pagos. Assim, temos:
Saldo inicial 100.000 + juros 12.000 = 112.000
Como o saldo final é de $120.000,00, houve um empréstimo de $8.000,00.
Portanto, temos:
+ Integralização de capital 60.000
+ empréstimos 8.000
Caixa gerado nas atividades de financiamentos: $68.000
Variação total do caixa: 42.000 + 11.000 + 68.000 = $121.000,00
Caixa final 254.000 – Caixa inicial 133.000 = $121.000,00
Gabarito  B.
24. (ESAF/Analista de Finanças e Controle/STN/2013) A empresa
Inovação S.A. produtora de cabos de energia efetuou as seguintes
operações em 2012:
I. Lançamento da depreciação do ano.
II. Pagamento de dividendos.
III. Juros sobre o Capital Próprio Recebidos.
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Pode-se afirmar que estes eventos afetam a Demonstração dos Fluxos de
Caixa, respectivamente, como:
a) ajuste das atividades operacionais; saída das atividades de
financiamento; entrada das fontes de investimento.
b) entrada das fontes de investimento; saída das fontes de financiamento;
entradas das fontes de financiamento.
c) entrada das fontes de financiamento; entrada das fontes de
investimento; saída das fontes de financiamento.
d) entrada das atividades operacionais; saída das atividades de
financiamento; saídas das fontes de investimento.
e) saída das atividades operacionais; saídas das atividades operacionais;
entrada das atividades operacionais.
Comentários
Conforme dissemos:
I. Lançamento da depreciação do ano.
A depreciação é um ajuste no fluxo operacional, já que gera saída de caixa.
Atenção! Entendam. A depreciação não afeta o fluxo de caixa. Não é paga
a ninguém, portanto não gera saída de caixa. No método indireto, saímos
do lucro líquido. Esse lucro já foi diminuído pela despesa de depreciação.
Portanto, para anular a depreciação do fluxo de caixa, precisamos ajustar
o lucro líquido, aumentando o valor da depreciação (que anteriormente
havia diminuído o lucro líquido).
II. Pagamento de dividendos.
Como dissemos durante a aula:
Juros Recebidos ou pagos  Atividades Operacionais
Dividendos e Juros sobre o capital próprio recebidos  Atividades
operacionais
Dividendos e Juros sobre o capital próprio pagos  Atividades de
financiamento
Portanto, trata-se de fluxo de financiamento.
III. Juros sobre o Capital Próprio Recebidos.
Questão polêmica. Segundo o CPC 03:
33. Os juros pagos e recebidos e os dividendos e os juros sobre o capital
próprio recebidos são comumente classificados como fluxos de caixa
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operacionais em instituições financeiras. Todavia, não há consenso sobre
a classificação desses fluxos de caixa para outras entidades. Os juros
pagos e recebidos e os dividendos e os juros sobre o capital próprio
recebidos podem ser classificados como fluxos de caixa operacionais,
porque eles entram na determinação do lucro líquido ou prejuízo.
Alternativamente, os juros pagos e os juros, os dividendos e os
juros sobre o capital próprio recebidos podem ser classificados,
respectivamente, como fluxos de caixa de financiamento e fluxos de
caixa de investimento, porque são custos de obtenção de recursos
financeiros ou retornos sobre investimentos.
34A. Este Pronunciamento encoraja fortemente as entidades a
classificarem os juros, recebidos ou pagos, e os dividendos e juros
sobre o capital próprio recebidos como fluxos de caixa das
atividades operacionais, e os dividendos e juros sobre o capital
próprio pagos como fluxos de caixa das atividades de
financiamento. Alternativa diferente deve ser seguida de nota
evidenciando esse fato.
Não há consenso sobre a classificação para os juros sobre capital próprio
recebido para entidades que não sejam financeiras. A ESAF, todavia, os
classificou como fluxo de investimentos. Contudo, a nossa ver, a questão
está equivocada, já que deveria haver menção neste sentido.
Gabarito  A.
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25. (FCC/Auditor Substituto de Conselheiro/TCE SP/2013) A
Empresa Corrente S.A. apresentou, em 31/12/2011, as seguintes
demonstrações contábeis:
Com base nas demonstrações da Empresa Corrente S.A. e sabendo que
houve distribuição e pagamento de dividendos de 70.000, e que as
despesas financeiras não foram pagas, o fluxo de caixa gerado pelas
Atividades Operacionais foi, em reais,
(A) 202.000.
(B) 274.000.
(C) 280.000.
(D) 295.000.
(E) 316.000.
Comentários:
Sabemos que a variação do fluxo de caixa operacional, de financiamento e
de investimento é igual à variação total da conta caixa/disponível.
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Analisando a variação da conta disponível, vemos que, de 2010 para 2011,
tivemos um aumento de R$ 214.000,00 (314.000 – 100.000). Portanto,
temos que as variações dos três fluxos devem montar a este valor.
Analisemos, primeiramente, o fluxo de investimentos. Compõe o fluxo de
investimentos:
Exemplos de fluxos de caixa advindos das atividades de investimento são,
principalmente:
(a) pagamentos em caixa para aquisição de ativo imobilizado, intangíveis e
outros ativos de longo prazo.
(b) recebimentos de caixa resultantes da venda de ativo imobilizado,
intangíveis e outros ativos de longo prazo.
(c) pagamentos em caixa para aquisição de instrumentos patrimoniais ou
instrumentos de dívida de outras entidades e participações societárias em
joint ventures.
(d) recebimentos de caixa provenientes da venda de instrumentos
patrimoniais ou instrumentos de dívida de outras entidades e participações
societárias em joint ventures.
(e) adiantamentos em caixa e empréstimos feitos a terceiros (exceto
aqueles adiantamentos e empréstimos feitos por instituição financeira);
(f) recebimentos de caixa pela liquidação de adiantamentos ou amortização
de empréstimos concedidos a terceiros.
Uma vez que as variações do ativo não circulante imobilizado e
investimentos decorrem unicamente de receita de equivalência patrimonial
e da depreciação acumulada, temos que não houve fluxo de caixa no
que concerne a esse tipo de atividade.
Passemos ao fluxo de financiamento. Compõe o fluxo de financiamento:
(a) caixa recebido pela emissão de ações ou outros instrumentos
patrimoniais;
(b) pagamentos em caixa a investidores para adquirir ou resgatar ações da
entidade;
(c) caixa recebido pela emissão de debêntures, empréstimos, notas
promissórias, outros títulos de dívida, hipotecas e outros empréstimos de
curto e longo prazos;
(d) amortização de empréstimos e financiamentos; e
(e) pagamentos em caixa pelo arrendatário para redução do passivo relativo
a arrendamento mercantil financeiro.
Vejam que, analisando o balanço patrimonial, houve aumento do passivo
não circulante, na conta empréstimos. Todavia, como o montante de
despesa financeira, de R$ 15.000,00, não foi pago, podemos inferir que o
aumento no passivo não circulante – conta empréstimos - se deu por causa
destes juros, que ficaram apropriados no passivo.
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Além disso, houve pagamento de dividendos, para os quais vige a seguinte
regra:
Dividendos e Juros sobre o capital próprio recebidos  Atividades
operacionais
Dividendos e Juros sobre o capital próprio pagos  Atividades de
financiamento
Por fim, tivemos, ainda, um aumento do capital social. Mas este aumento
adveio de subscrição ou de aumento por conta do lucro?
Vejamos. O lucro líquido apontado na demonstração do resultadodo
exercício é de R$ 183.000,00. Temos que, deste montante, R$ 70.000,00
foram destinados ao pagamento de dividendos. Restam R$ 113.0000,00.
Mas, ao observarmos friamente o PL da companhia, vemos que as reservas
de lucros tiveram um aumento de R$ 113.000,00 exatos. Logo, todo o lucro
do exercício foi destinado:
- 70.000 para pagamento de dividendos.
- 113.000 para aumento das reservas de lucros.
Assim, o aumento do capital social, no valor de R$ 10.000,00 foi subscrito
em dinheiro. Logo, temos uma variação também de atividade de
financiamento.
Portanto, temos o seguinte...
Fluxo de caixa das atividades de financiamento:
Pagamento de dividendos
(70.000)
Aumento do capital social por subscrição
10.000
Variação do caixa por conta das atividades de financiamento
(60.000)
Agora, é só fazer:
Variação da conta caixa = Fluxo de caixa operacional +/- Fluxo de
caixa de investimentos +/- Fluxo de caixa de financiamento
214.000 = Fluxo de caixa operacional + 0 – 60.000
Fluxo de caixa operacional = 214.000 + 60.000 = 274.000
Há outro método de resolução, que é partindo da demonstração do
resultado do exercício, fazendo os ajustes com as contas que não afetaram
o caixa ou pertencem a fluxo de atividade que não seja operacional.
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Demonstração do resultado do exercício
Receita Bruta de Vendas 850.000
(-) Impostos sobre Vendas (153.000)
(=) Receita Líquida de Vendas 697.000
(-) Custo dos Produtos Vendidos (344.000)
Lucro Bruto 353.000
Despesas Gerais e Administrativas (58.000)
Despesa de Depreciação (10.000)
Resultado de Equivalência Patrimonial 6.000
Despesa Financeira (15.000)
Lucro antes do IR e CSLL 276.000
Despesa com Imposto de Renda e CSLL (93.000)
Lucro Líquido 183.000
Façamos os ajustes com os lançamentos que não afetaram o caixa:
Lucro líquido 183.000
Despesa de Depreciação +10.000
Resultado de Equivalência Patrimonial (6.000)
Despesa Financeira +15.000
Total 202.000
+ Variação da conta duplicatas a receber 20.000
- Variação da conta fornecedores (41.000)
+ IR/CSLL (não gerou saída de caixa) 93.000
Fluxo de caixa das atividades operacionais 274.000
Gabarito  B.
26. (FCC/Agente Fiscal de Rendas/ICMS SP/2013) Durante o ano
de 2012, a Cia. Desenvolvida S.A. adquiriu ações de sua própria emissão,
pagou fornecedores de matéria-prima e pagou três prestações de um
arrendamento mercantil financeiro referentes à aquisição de uma máquina.
Estas transações devem ser classificadas, respectivamente, na
Demonstração dos Fluxos de Caixa como fluxos de caixa decorrentes das
atividades:
(A) de investimento, operacionais e de financiamento.
(B) de financiamento, operacionais e de investimento.
(C) de financiamento, operacionais e de financiamento.
(D) operacionais, de financiamento e de financiamento.
(E) de financiamento, operacionais e operacionais.
Comentários
Vejamos item a item...
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- Adquiriu ações de sua própria emissão:
Segundo o CPC 03:
17. A divulgação separada dos fluxos de caixa advindos das atividades de
financiamento é importante por ser útil na predição de exigências de fluxos
futuros de caixa por parte de fornecedores de capital à entidade. Exemplos
de fluxos de caixa advindos das atividades de financiamento são:
(a) caixa recebido pela emissão de ações ou outros instrumentos
patrimoniais;
(b) pagamentos em caixa a investidores para adquirir ou resgatar
ações da entidade;
(c) caixa recebido pela emissão de debêntures, empréstimos, notas
promissórias, outros títulos de dívida, hipotecas e outros empréstimos de
curto e longo prazos;
(d) amortização de empréstimos e financiamentos; e
(e) pagamentos em caixa pelo arrendatário para redução do passivo relativo
a arrendamento mercantil financeiro.
Trata-se, pois, de fluxo de financiamento.
- Pagou fornecedores de matéria-prima.
Nos temos do CPC 03:
14. Os fluxos de caixa advindos das atividades operacionais são
basicamente derivados das principais atividades geradoras de
receita da entidade. Portanto, eles geralmente resultam de transações e
de outros eventos que entram na apuração do lucro líquido ou prejuízo.
Exemplos de fluxos de caixa que decorrem das atividades operacionais são:
(a) recebimentos de caixa pela venda de mercadorias e pela prestação de
serviços;
(b) recebimentos de caixa decorrentes de royalties, honorários, comissões
e outras receitas;
(c) pagamentos de caixa a fornecedores de mercadorias e serviços;
(d) pagamentos de caixa a empregados ou por conta de empregados;
(e) recebimentos e pagamentos de caixa por seguradora de prêmios e
sinistros, anuidades e outros benefícios da apólice;
(f) pagamentos ou restituição de caixa de impostos sobre a renda, a menos
que possam ser especificamente identificados com as atividades de
financiamento ou de investimento; e
(g) recebimentos e pagamentos de caixa de contratos mantidos para
negociação imediata ou disponíveis para venda futura.
- Pagou três prestações de um arrendamento mercantil financeiro
referentes à aquisição de uma máquina.
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17. A divulgação separada dos fluxos de caixa advindos das atividades de
financiamento é importante por ser útil na predição de exigências de fluxos
futuros de caixa por parte de fornecedores de capital à entidade. Exemplos
de fluxos de caixa advindos das atividades de financiamento são:
(a) caixa recebido pela emissão de ações ou outros instrumentos
patrimoniais;
(b) pagamentos em caixa a investidores para adquirir ou resgatar ações da
entidade;
(c) caixa recebido pela emissão de debêntures, empréstimos, notas
promissórias, outros títulos de dívida, hipotecas e outros empréstimos de
curto e longo prazos;
(d) amortização de empréstimos e financiamentos; e
(e) pagamentos em caixa pelo arrendatário para redução do passivo
relativo a arrendamento mercantil financeiro.
Atenção: apesar de ser atividade relacionada à ativo imobilizado
(arrendamento mercantil financeiro), o pagamento em caixa para redução
de passivo relativo a arrendamento mercantil financeiro é fluxo de caixa de
financiamento.
Gabarito  C.
27. (FCC/Contador/DPE RS/2013) Na Demonstração dos Fluxos de
Caixa, pode-se citar como exemplos de fluxo de caixa das Atividades
Operacionais: Recebimento de caixa:
(A) decorrente de contratos mantidos para negociação imediata e
pagamentos de caixa decorrentes da aquisição de ações da própria
entidade.
(B) decorrente da venda de ativo imobilizado e pagamentos de caixa
decorrentes de arrendamento mercantil financeiro.
(C) proveniente da emissão de debêntures e pagamentos por aquisição de
instrumentos patrimoniais de controlada.
(D) decorrente da emissão de ações e pagamentos de caixa decorrentes de
imposto sobre a renda.
(E) decorrente de royalties e pagamentos de caixa a fornecedores de
mercadorias.
Comentários
Segundo o CPC 03:
14. Os fluxos de caixa advindos das atividades operacionais são
basicamente derivados das principais atividades geradoras de receita da
entidade. Portanto, eles geralmente resultam de transações e de outros
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eventos que entram na apuração do lucro líquido ou prejuízo. Exemplos de
fluxos de caixa que decorrem das atividades operacionais são:
(a) recebimentos de caixa pela venda de mercadorias e pela prestação de
serviços;
(b) recebimentos de caixa decorrentes de royalties, honorários, comissões
e outras receitas;
(c) pagamentos de caixa a fornecedores de mercadorias e serviços;
(d) pagamentos de caixa a empregados ou por conta de empregados;
(e) recebimentos e pagamentos de caixa por seguradora de prêmios e
sinistros, anuidades e outros benefícios da apólice;
(f) pagamentos ou restituição de caixa de impostos sobre a renda, a menos
que possam ser especificamente identificados com as atividadesde
financiamento ou de investimento; e
(g) recebimentos e pagamentos de caixa de contratos mantidos para
negociação imediata ou disponíveis para venda futura.
Vê-se, pois, que o gabarito é a letra E.
As outras alternativas são:
(A)
Recebimento decorrente de contratos mantidos para negociação imediata:
Fluxo operacional.
Pagamentos de caixa decorrentes da aquisição de ações da própria
entidade: Fluxo de financiamento.
(B)
Recebimento de caixa decorrente da venda de ativo imobilizado: Fluxo de
investimento.
Pagamentos de caixa decorrentes de arrendamento mercantil financeiro:
Fluxo de financiamento.
(C)
Recebimento de caixa proveniente da emissão de debêntures: Fluxo de
financiamento.
Pagamentos por aquisição de instrumentos patrimoniais de controlada:
Fluxo de investimento.
(D)
Recebimento de caixa decorrente da emissão de ações: Fluxo de
financiamento.
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Pagamentos de caixa decorrentes de imposto sobre a renda: Fluxo das
atividades operacionais, a menos que possam ser identificados
separadamente.
Gabarito  E.
28. (FCC/Analista Contábil/TRT 18/2013) De acordo com a estrutura
da Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC), pagamentos de caixa
decorrentes do resgate de ações da própria entidade, amortização de
empréstimo obtido (pagamento de principal) e recebimentos de caixa
decorrentes da venda de uma patente devem ser classificados,
respectivamente, no fluxo de caixa das atividades:
(A) de investimento, de investimento e de financiamento.
(B) de financiamento, de financiamento e de investimento.
(C) de investimento, de financiamento e de investimento.
(D) de financiamento, de financiamento e operacionais.
(E) operacionais, de financiamento e de investimento.
Comentários
Classifiquemos item a item...
- Pagamentos de caixa decorrentes do resgate de ações da própria
entidade.
Fluxo de financiamento, conforme vemos a seguir:
17. A divulgação separada dos fluxos de caixa advindos das atividades de
financiamento é importante por ser útil na predição de exigências de fluxos
futuros de caixa por parte de fornecedores de capital à entidade. Exemplos
de fluxos de caixa advindos das atividades de financiamento são:
(a) caixa recebido pela emissão de ações ou outros instrumentos
patrimoniais;
(b) pagamentos em caixa a investidores para adquirir ou resgatar
ações da entidade;
(c) caixa recebido pela emissão de debêntures, empréstimos, notas
promissórias, outros títulos de dívida, hipotecas e outros empréstimos de
curto e longo prazos;
(d) amortização de empréstimos e financiamentos; e
(e) pagamentos em caixa pelo arrendatário para redução do passivo
relativo a arrendamento mercantil financeiro.
- Amortização de empréstimo obtido (pagamento de principal).
Trata-se de fluxo de financiamento.
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17. A divulgação separada dos fluxos de caixa advindos das atividades de
financiamento é importante por ser útil na predição de exigências de fluxos
futuros de caixa por parte de fornecedores de capital à entidade. Exemplos
de fluxos de caixa advindos das atividades de financiamento são:
(a) caixa recebido pela emissão de ações ou outros instrumentos
patrimoniais;
(b) pagamentos em caixa a investidores para adquirir ou resgatar ações
da entidade;
(c) caixa recebido pela emissão de debêntures, empréstimos, notas
promissórias, outros títulos de dívida, hipotecas e outros empréstimos de
curto e longo prazos;
(d) amortização de empréstimos e financiamentos; e
(e) pagamentos em caixa pelo arrendatário para redução do passivo
relativo a arrendamento mercantil financeiro.
- Recebimentos de caixa decorrentes da venda de uma patente
devem ser classificados.
Trata-se de atividade de investimento.
16. A divulgação em separado dos fluxos de caixa advindos das atividades
de investimento é importante em função de tais fluxos de caixa
representarem a extensão em que os dispêndios de recursos são feitos pela
entidade com a finalidade de gerar lucros e fluxos de caixa no futuro.
Somente desembolsos que resultam em ativo reconhecido nas
demonstrações contábeis são passíveis de classificação como atividades de
investimento. Exemplos de fluxos de caixa advindos das atividades de
investimento são:
(b) recebimentos de caixa resultantes da venda de ativo imobilizado,
intangíveis e outros ativos de longo prazo.
Gabarito  B.
29. (FCC/Agente de Fiscalização Financeira/TCE/SP/2012) Da
Demonstração dos Fluxos de Caixa elaborada pela Cia. Araxá, relativa ao
exercício findo em 31-12-2011, foram extraídas as seguintes informações:
I. O valor do Disponível da Cia. Araxá aumentou R$ 186.500,00 entre 31-
12-2010 e 31-12-2011.
II. Houve uma saída líquida de caixa e equivalentes-caixa das atividades de
investimento no valor de R$ 54.680,00.
III. O fluxo de caixa das atividades de financiamento registrou uma entrada
líquida de R$ 38.640,00.
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À vista dessas informações, conclui-se que, no exercício de 2011, houve
uma entrada líquida de caixa das atividades operacionais no valor de, em
reais,
(A) 170.360,00
(B) 170.460,00
(C) 182.500,00
(D) 202.540,00
(E) 208.520,00
Comentários
A variação total do caixa é igual à soma dos fluxos de caixa operacional
(FCO), financeiro (FCF) e de investimentos (FCI).
Variação do caixa = Fluxo de caixa operacional +/- Fluxo de caixa
de investimentos +/- Fluxo de caixa de financiamento.
186.500,00 = Fluxo de caixa operacional – 54.680,00 + 38.640,00.
Fluxo de caixa operacional = R$ 202.540,00.
Gabarito  D.
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15 QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA
1. (VUNESP/UNIFESP/CONTADOR/2016) A Demonstração que
evidencia a liquidez imediata da companhia e os fatos que demonstram sua
evolução no exercício corrente é denominada
(A) Balanço Patrimonial.
(B) Demonstração do Valor Adicionado.
(C) Demonstração do Resultado.
(D) Demonstração dos Fluxos de Caixa.
(E) Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido
2. (Pref. Municipal de Suzano/CONTADOR/2016) De acordo com a
Lei no 6.404/76, art.176, deverão ser elaboradas as demonstrações
financeiras ao final de cada exercício social, com base na escrituração
mercantil da companhia. Todavia, não será obrigada à elaboração e
publicação da demonstração dos fluxos de caixa a Companhia
(A) que optar por apresentar opcionalmente a demonstração das origens e
aplicações de recursos.
(B) não considerada de grande porte, com faturamento inferior a R$ 300
milhões.
(C) S.A. de capital aberto, com faturamento inferior a R$ 240 milhões.
(D) fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a R$ 2
milhões.
(E) de capital aberto, porém com ações somente negociadas em balcão.
3. (VUNESP/SAEG/ANALISTA/2014) A companhia “Primeiros
Passos S.A.” subscreveu capital social em dezembro de 2014, no montante 
de r$ 100.000,00. Em janeiro de 2015, os sócios integralizam o capital
social da seguinte maneira: r$ 30.000,00 em dinheiro e r$ 40.000,00 em
um edifício para abrigar as atividades da companhia. Ainda em janeiro de
2015, a companhia adquiriu mercadorias para revenda por r$ 32.000,00,
sendo que 50% dessa compra foi paga à vista e o saldo remanescente será
liquidado em 30 dias.
Apenas com os dados informados, é correto afirmar que na DFC, segundo
o método Direto, relativamente ao mês de janeiro de 2015, as atividades
(A) circulantes geraram caixa no valor de r$ 16.000.
(B) operacionais consumiram caixa no valor de r$ 32.000.
(C) de investimentos consumiram caixa no valor de r$ 40.000.
(D) não operacionais consumiram caixa no valor de r$ 30.000.
(E) de financiamentos consumiram caixa no valor de r$ 70.000.
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4. (VUNESP/SAEG/ANALISTA/2014) Utilizandoa base fornecida na
questão anterior, considerando agora que o método utilizado será o
Indireto, relativamente ao mês de janeiro de 2015, as atividades
(A) operacionais consumiram caixa no valor de r$ 16.000.
(B) não operacionais geraram caixa no valor de r$ 70.000.
(C) não circulantes consumiram caixa no valor de r$ 40.000.
(D) de investimentos consumiram caixa no valor de r$ 32.000.
(E) de financiamentos consumiram caixa no valor de r$ 30.000
5. (VUNESP/SAEG/ANALISTA/2014) Assinale a alternativa em que
o termo está corretamente definido, de acordo com o Pronunciamento
Técnico CPC 03 (r2).
(A) Atividades de financiamento: são as entradas e saídas de caixa e
equivalentes de caixa.
(B) Fluxos de caixa: compreende numerário em espécie e depósitos
bancários disponíveis.
(C) Equivalentes de caixa: são as entradas referentes à aquisição e à venda
de ativos de longo prazo e de outros investimentos, incluídos os de
financiamentos.
(D) Atividades de investimento: são aquelas que resultam em mudanças no
tamanho e na composição do capital próprio e no capital de terceiros da
entidade.
(E) Atividades operacionais: são as principais atividades geradoras de
receita da entidade e outras atividades que não são de investimento e
tampouco de financiamento.
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6. (FCC/Contabilidade/TRE/PR/2017) A Demonstração do
Resultado do ano de 2016 e os Balanços Patrimoniais em 31/12/2015 e
31/12/2016 da empresa Drones não voadores S.A. são apresentados nos
dois quadros abaixo.
Durante o ano de 2016 a empresa não vendeu nenhum outro bem ou direito
do Ativo não circulante além do terreno, não liquidou qualquer empréstimo
e não pagou as despesas financeiras do ano. Os valores em reais no ano de
2016, correspondentes ao Caixa das Atividades Operacionais, Caixa das
Atividades de Investimento e ao Caixa das Atividades de Financiamento
foram, respectivamente, em reais:
(A) 138.400 (negativo) ; 264.000 (negativo) e 616.000 (positivo).
(B) 42.400 (negativo) ; 320.000 (negativo) e 576.000 (positivo).
(C) 82.400 (negativo) ; 320.000 (negativo) e 616.000 (positivo).
(D) 74.400 (negativo) ; 288.000 (negativo) e 576.000 (positivo).
(E) 98.400 (negativo) ; 264.000 (negativo) e 576.000 (positivo).
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7. (FCC/TRE-SP/Analista Judiciário/Contabilidade/2017) A Cia.
Catarinense apresentou, em 31/12/2015, as seguintes demonstrações
contábeis:
Com base nas demonstrações acima, sabendo-se que houve distribuição e
pagamento de dividendos no valor de R$ 25.000,00 e que as despesas
financeiras não foram pagas, o fluxo de caixa gerado pelas Atividades
Operacionais foi, em reais,
a) 166.000,00.
b) 146.000,00.
c) 171.000,00.
d) 121.000,00.
e) 103.000,00.
8. (CESPE/Analista/Contabilidade/TRE/PE/2017) Considerando
que a demonstração dos fluxos de caixa (DFC) apresenta informações
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relevantes sobre a capacidade das entidades na geração de caixa, assinale
a opção correta.
A Compõem o fluxo de atividades de investimento os recebimentos de caixa
decorrentes de royalties, honorários e comissões, que não entram na
apuração do lucro líquido da entidade.
B O valor da venda de ativos de longo prazo não incluídos nos equivalentes
de caixa deve ser classificado na DFC como fluxo das atividades de
investimento.
C O fluxo de caixa de uma entidade é representado pelo cálculo de entradas
de caixa ou equivalentes de caixa em determinado espaço de tempo.
D Uma entidade comercial, tendo adquirido mercadorias para revenda no
valor de R$ 80.000, pagando 50% no ato, deverá registrar na DFC uma
atividade de financiamento que consumiu caixa no valor de R$ 40.000.
E Caso uma sociedade empresária tenha sido constituída com capital de R$
200.000, dos quais R$ 100.000 tenham sido integralizados em dinheiro e
R$ 60.000 em terrenos, com o saldo restante em capital a integralizar, a
DFC deverá apresentar atividades de financiamento que geraram caixa no
valor de R$ 140.000.
9. (ESAF/Especialista em Regulação/ANAC/2016) Em relação à
Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC), é correto afirmar que:
a) não é uma demonstração obrigatória.
b) divide-se obrigatoriamente em dois fluxos: das operações e dos
financiamentos.
c) esta deve refletir todas as despesas incorridas pela empresa, a exemplo
de Variações Cambiais Passivas.
d) o pagamento de um empréstimo para aquisição de maquinário é uma
atividade de financiamento.
e) a venda de um maquinário obsoleto é uma atividade operacional.
10. (FBC/Exame de Suficiência/2016-1) Uma Sociedade Empresária
apresentou os seguintes dados extraídos da contabilidade referente ao ano
de 2015:
A variação de Contas a Receber deveu-se única e exclusivamente a
recebimentos de vendas de mercadorias efetuadas no período. Com base
nos dados apresentados, o caixa gerado nas atividades operacionais foi de:
a) R$10.000,00.
b) R$25.000,00.
c) R$40.000,00.
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d) R$115.000,00.
11. (FGV/Auditor Fiscal/ISS Cuiabá/2016) Em janeiro de 2015 uma
entidade realizou as seguintes operações.
- Integralização de capital social no valor de R$ 120.000,00, sendo R$
80.000,00 em dinheiro e R$ 40.000,00 em um automóvel a ser utilizado
pela entidade.
- Pagamento do seguro mensal do automóvel por R$ 2.000,00.
- Pagamento do aluguel antecipado de dois anos por R$ 60.000,00.
- Venda de mercadorias por R$ 100.000,00, sendo metade à vista e metade
para recebimento em 2016. As mercadorias estavam avaliadas por R$
60.000,00.
- Compra à vista de um computador para ser utilizado na empresa por R$
6.000,00.
- Reconhecimento de despesas de salários no valor de R$ 12.000,00, que
serão pagas no mês seguinte.
- Contração de empréstimo bancário no valor de R$ 30.000,00.
Assinale a opção que indica o fluxo de caixa gerado ou consumido pela
entidade operacional e evidenciado na Demonstração dos Fluxos de Caixa,
em 31/01/2015.
(A) Consumo de R$ 12.000,00.
(B) Consumo de R$ 10.000,00.
(C) Geração de R$ 18.000,00.
(D) Geração de R$ 48.000,00.
(E) Geração de R$ 68.000,00.
12. (FGV/Auditor Fiscal/ISS Cuiabá/2016) De acordo com as
normas contábeis vigentes no Brasil, assinale a opção que indica a correta
classificação contábil das perdas estimadas em contas a receber.
(A) Redutora da receita de vendas na Demonstração do Resultado do
Exercício.
(B) Passivo no Balanço Patrimonial.
(C) Atividade Operacional na Demonstração dos Fluxos de Caixa (método
direto).
(D) Ajuste positivo no lucro líquido na conciliação entre o lucro e o caixa na
Demonstração dos Fluxos de Caixa (método indireto).
(E) Distribuição do valor adicionado para financiadores na Demonstração do
Valor Adicionado.
13. (FCC/Auditor Fiscal/SEFAZ/MA/2016) A Demonstração do
Resultado do ano de 2015 da empresa Produtos de Segurança Porta Aberta
S.A. é apresentada a seguir:
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As seguintes informações adicionais são conhecidas:
− A empresa não tinha saldo a receber de vendas no início de 2015.
− Do total das vendas efetuadas em 2015, 20% foram vendidos a prazo e
serão recebidos em 2016.
− Todas as mercadorias vendidas foram adquiridas e pagas em 2015 e não
havia estoques iniciais de mercadorias.
− No início do período, a empresa não tinha dívidas com fornecedores.
− Todas as outras despesas operacionais foram pagas no próprio ano de
2015.
− Do total de Despesas Financeiras, a empresa pagou 80% no próprio ano
de 2015. A empresa classifica as Despesas Financeiras no grupo das
atividades operacionais.
− O Imposto de Renda será pago em 2016.
Desconsiderando os tributos sobre vendas e sobre compras, o valor
correspondente ao Caixa das Atividades Operacionais do ano de 2015 foi,
em reais:
(A) 40.000 (positivo).(B) 123.200 (negativo).
(C) 48.400 (positivo).
(D) 20.400 (positivo).
(E) 127.200 (negativo).
14. (FGV/Auditor Tributário/ISS Niterói/2015) Os fluxos de caixa
da Cia. Iota, durante o exercício de X1, foram os seguintes, em milhares de
reais:
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De acordo com o CPC 03 (R2): Demonstração dos Fluxos de Caixa, o menor
montante pelo qual o caixa líquido consumido nas atividades de
investimento da Cia. Iota poderá ser apresentado é de:
a) R$ 24.100.000
b) R$ 25.000.000
c) R$ 26.800.000
d) R$ 27.700.000
e) R$ 30.000.000
15. (FCC/TRT 3/Contabilidade/2015) Considere as informações
extraídas do Balanço Patrimonial e da Demonstração do Resultado do
Exercício da empresa Horizonte, empresa comercial, referentes ao exercício
de X2:
Com base nestas informações, o valor recebido de clientes em X2 foi, em
milhares de reais,
A) 870.000,00
B) 930.000,00
C) 900.000,00
D) 875.000,00
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E) 547.000,00
16. (FCC/TCE CE/ACE/Ciências Contábeis/2015) A Cia. Brasileira
apresentou as seguintes demonstrações contábeis (Valores em reais):
Com base nas demonstrações acima e sabendo que a venda do terreno foi
à vista e os juros não foram pagos, o fluxo de caixa gerado pelas atividades
operacionais foi, em reais,
A) 202.000,00.
B) 132.000,00.
C) 292.000,00.
D) 152.000,00.
E) 344.000,00.
17. (FCC/SEFAZ PI/AFFE/2015) Os Balanços Patrimoniais em
31/12/2011 e 31/12/2012 e a Demonstração do Resultado referente ao
exercício de 2012 da empresa Importados Chineses Comercial S.A. são
apresentados nos dois quadros a seguir, em reais:
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Importados Chineses Comercial S.A.
Balanços Patrimoniais em 31/12/2011 e 31/12/2012
Informações complementares:
Sabe-se que no ano de 2012 a empresa não vendeu participações
societárias e nem veículos, não liquidou qualquer empréstimo, não pagou
as despesas financeiras do ano e a integralização do capital social foi em
dinheiro.
O valor correspondente ao caixa consumido ou gerado pelas Atividades
Operacionais no ano de 2012 foi, em reais,
A) 108.000 (positivo).
B) 116.000 (negativo).
C) 52.000 (negativo).
D) 116.000 (positivo).
E) 108.000 (negativo).
18. (FCC/SEFAZ PI/AFFE/2015) Os Balanços Patrimoniais em
31/12/2011 e 31/12/2012 e a Demonstração do Resultado referente ao
exercício de 2012 da empresa Importados Chineses Comercial S.A. são
apresentados nos dois quadros a seguir, em reais:
Importados Chineses Comercial S.A.
Balanços Patrimoniais em 31/12/2011 e 31/12/2012
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Informações complementares:
Sabe-se que no ano de 2012 a empresa não vendeu participações
societárias e nem veículos, não liquidou qualquer empréstimo, não pagou
as despesas financeiras do ano e a integralização do capital social foi em
dinheiro.
Os valores correspondentes ao caixa consumido ou gerado pelas Atividades
de Investimentos e ao caixa consumido ou gerado pelas Atividades de
Financiamentos no ano de 2012 foram, respectivamente, em reais,
A) 64.000,00 (positivo) e 616.000,00 (positivo).
B) 64.000,00 (negativo) e 520.000,00 (positivo).
C) 96.000,00 (negativo) e 32.000,00 (negativo).
D) 64.000,00 (negativo) e 616.000,00 (negativo).
E) 40.000,00 (negativo) e 520.000,00 (positivo).
19. (FGV/Analista/DPE/MT/2015) Uma empresa apresentava, em
01/01/2013, o seguinte balanço patrimonial:
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Em 2013 a empresa vendeu o terreno por R$ 4.000,00 à vista e pagou
imposto de renda de 34% sobre o lucro.
Considerando apenas essa transação, assinale a opção que indica o valor
que foi gerado pela atividade de investimento na DFC 2013.
a) R$ 1.360,00.
b) R$ 1.980,00.
c) R$ 2.640,00.
d) R$ 2.980,00.
e) R$ 4.000,00
20. (ESAF/Auditor Fiscal da Receita Federal/2014) O lucro obtido
na Venda de Imobilizado e o Resultado de Equivalência Patrimonial
representam, na Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC):
A) ingresso de caixa na atividade de investimento.
B) aumento de atividades operacionais.
C) ajustes do resultado na elaboração da DFC.
D) ingressos por Receita Operacional.
E) aumento de investimentos.
21. (FGV/Técnico de Nível Superior/AL BA/2014) Determinada
empresa, revendedora de material esportivo, apresentou os seguintes
saldos em seu Balanço Patrimonial, em 31/12/2013:
Disponibilidades R$ 40.000,00
Estoques R$ 30.000,00
Clientes R$ 60.000,00
Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa R$ 2.400,00
Terrenos R$ 30.000,00
Máquinas e equipamentos R$ 100.000,00
Depreciação acumulada R$ 20.000,00
Fornecedores (curto prazo) R$ 60.000,00
Dividendos a pagar R$ 10.000,00
Capital Social R$ 117.600,00
Reserva de Lucros R$ 50.000.00
Durante o primeiro trimestre de 2014, a empresa efetuou as seguintes
operações:
Recebimento de metade do saldo com clientes. Após o recebimento, foi feita
nova análise e constatouǦse probabilidade de inadimplência de 2%.
- Venda de um terço dos estoques por R$ 15.000,00.
- Venda do terreno por R$ 25.000,00, à vista.
- Reconhecimento e pagamento de despesas gerais, no valor de R$
8.000,00.
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- Pagamento da dívida de salários.
- Pagamento dos dividendos.
- Reconhecimento da depreciação das máquinas e dos equipamentos, no
valor de R$ 3.000,00.
Na Demonstração dos Fluxos de Caixa (método indireto), o valor total dos
ajustes para conciliação entre Lucro Líquido e o Fluxo de Caixa operacional,
em 31/03/2014, era de
a) –R$ 9.800,00.
b) –R$ 3.800,00.
c) R$ 1.400,00.
d) R$ 6.200,00.
e) R$ 8.600,00.
22. (FGV/Analista Judiciário/TJ GO/2014) Em 2013 a empresa XYZ
apurou prejuízo em função de uma perda por impairment. Por esse motivo
decidiu publicar sua Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) utilizando o
método Indireto – adicionalmente ao método Direto que sempre fora
publicado pela empresa nos anos anteriores, enquanto a conciliação
requerida pelo CPC 03 era feita apenas nas notas explicativas – como modo
de incrementar as possibilidades de análise de seus investidores, já que:
a) a perda por impairment tem efeito no caixa do período em que é
reconhecida, o que não é evidenciado pelo método direto;
b) o Fluxo de Caixa Operacional (FCO) pelo método direto evidencia as
perdas por impairment, o que não ocorre no método indireto;
c) diferente do que ocorre com as perdas por impairment, os ganhos dessa
natureza são geradores de caixa e são evidenciados apenas pelo método
direto;
d) a perda impairment tem efeito no caixa futuro da entidade, o que é
evidenciado pelo método direto;
e) o Fluxo de Caixa Operacional (FCO) pelo método indireto evidencia as
perdas por impairment, o que não ocorre no método direto.
23. (FCC/Auditor Fiscal/SEFAZ/RJ/2014) Determinada empresa
comercial apresentava as seguintes demonstrações contábeis (valores
expressos em reais):
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Com base nestas demonstrações contábeis e considerando, ainda, que os
juros não foram pagos e foi recebido o valor da venda de terreno não
destinado a aluguel, o fluxo de caixa gerado pelas Atividades Operacionais
no primeiro trimestre de 2013 foi:
(A) R$ 19.000,00.
(B) R$ 42.000,00.
(C) R$ 121.000,00.
(D) R$ 98.000,00.
(E) R$ 132.000,00.
24. (ESAF/Analista de Finanças e Controle/STN/2013) A empresa
Inovação S.A. produtora de cabos de energia efetuou as seguintes
operações em 2012:
I. Lançamento da depreciação do ano.
II. Pagamento de dividendos.
III. Juros sobre o Capital Próprio Recebidos.
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Pode-se afirmar que estes eventosafetam a Demonstração dos Fluxos de
Caixa, respectivamente, como:
a) ajuste das atividades operacionais; saída das atividades de
financiamento; entrada das fontes de investimento.
b) entrada das fontes de investimento; saída das fontes de financiamento;
entradas das fontes de financiamento.
c) entrada das fontes de financiamento; entrada das fontes de
investimento; saída das fontes de financiamento.
d) entrada das atividades operacionais; saída das atividades de
financiamento; saídas das fontes de investimento.
e) saída das atividades operacionais; saídas das atividades operacionais;
entrada das atividades operacionais.
25. (FCC/Auditor Substituto de Conselheiro/TCE SP/2013) A
Empresa Corrente S.A. apresentou, em 31/12/2011, as seguintes
demonstrações contábeis:
Com base nas demonstrações da Empresa Corrente S.A. e sabendo que
houve distribuição e pagamento de dividendos de 70.000, e que as
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despesas financeiras não foram pagas, o fluxo de caixa gerado pelas
Atividades Operacionais foi, em reais,
(A) 202.000.
(B) 274.000.
(C) 280.000.
(D) 295.000.
(E) 316.000.
26. (FCC/Agente Fiscal de Rendas/ICMS SP/2013) Durante o ano
de 2012, a Cia. Desenvolvida S.A. adquiriu ações de sua própria emissão,
pagou fornecedores de matéria-prima e pagou três prestações de um
arrendamento mercantil financeiro referentes à aquisição de uma máquina.
Estas transações devem ser classificadas, respectivamente, na
Demonstração dos Fluxos de Caixa como fluxos de caixa decorrentes das
atividades:
(A) de investimento, operacionais e de financiamento.
(B) de financiamento, operacionais e de investimento.
(C) de financiamento, operacionais e de financiamento.
(D) operacionais, de financiamento e de financiamento.
(E) de financiamento, operacionais e operacionais.
27. (FCC/Contador/DPE RS/2013) Na Demonstração dos Fluxos de
Caixa, pode-se citar como exemplos de fluxo de caixa das Atividades
Operacionais: Recebimento de caixa:
(A) decorrente de contratos mantidos para negociação imediata e
pagamentos de caixa decorrentes da aquisição de ações da própria
entidade.
(B) decorrente da venda de ativo imobilizado e pagamentos de caixa
decorrentes de arrendamento mercantil financeiro.
(C) proveniente da emissão de debêntures e pagamentos por aquisição de
instrumentos patrimoniais de controlada.
(D) decorrente da emissão de ações e pagamentos de caixa decorrentes de
imposto sobre a renda.
(E) decorrente de royalties e pagamentos de caixa a fornecedores de
mercadorias.
28. (FCC/Analista Contábil/TRT 18/2013) De acordo com a estrutura
da Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC), pagamentos de caixa
decorrentes do resgate de ações da própria entidade, amortização de
empréstimo obtido (pagamento de principal) e recebimentos de caixa
decorrentes da venda de uma patente devem ser classificados,
respectivamente, no fluxo de caixa das atividades:
(A) de investimento, de investimento e de financiamento.
(B) de financiamento, de financiamento e de investimento.
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(C) de investimento, de financiamento e de investimento.
(D) de financiamento, de financiamento e operacionais.
(E) operacionais, de financiamento e de investimento.
29. (FCC/Agente de Fiscalização Financeira/TCE/SP/2012) Da
Demonstração dos Fluxos de Caixa elaborada pela Cia. Araxá, relativa ao
exercício findo em 31-12-2011, foram extraídas as seguintes informações:
I. O valor do Disponível da Cia. Araxá aumentou R$ 186.500,00 entre 31-
12-2010 e 31-12-2011.
II. Houve uma saída líquida de caixa e equivalentes-caixa das atividades de
investimento no valor de R$ 54.680,00.
III. O fluxo de caixa das atividades de financiamento registrou uma entrada
líquida de R$ 38.640,00.
À vista dessas informações, conclui-se que, no exercício de 2011, houve
uma entrada líquida de caixa das atividades operacionais no valor de, em
reais,
(A) 170.360,00
(B) 170.460,00
(C) 182.500,00
(D) 202.540,00
(E) 208.520,00
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