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PATOLOGIAS DO TRATO GENITAL INFERIOR 
COLPOCITOLOGIA ONCÓTICA 
• Cobertura: ideal que 70% das mulheres realizassem o 
exame na vida reprodutiva, automaticamente 
reduziria 2 mortes a cada 100 mil mulheres 
• Periodicidade: 25 a 64 anos, com 2 exames 
consecutivos normais, repetir a cada 3 anos 
• População alvo: mulheres acima de 25 anos que 
teham iniciado a vida sexual e inferior a 64 anos 
• Para mulheres com 64 anos ou mais, que nunca 
submeterem ao exame, após 2 exames normais, 
dispnesa-las do exame 
*Cuidado com esse “dispensar”, nesses casos geralmente 
fazemos com mulheres viúvas p. ex. 
SITUAÇÕES ESPECIAIS 
• Gestantes 
• Mulheres na pós menopausa 
• Histerectomizadas 
• Mulheres sem história de vida sexual ativa 
• Imunossuprimidas 
• Outras situações especiais (exposições sociais e 
ambientais) 
NOMENCLATURA BRASILEIRA PARA LAUDOS 
CITOPATOLÓGICOS CERVICAIS: 
1. Tipos de amostra: 
► Citológica 
2. Amostra rejeitada por: 
► Ausencia de erro de identificação da lâmina 
e/ou frasco 
► Lâmina danificada ou ausente 
► Causas alheiras ou laboratoriais 
► Outras coisas 
ADEQUABILIDADE DA AMOSTRA: 
• SATISFATÓRIA: epitélio (escamoso, glandular, 
metaplásico) em quantidade suficientes para 
avaliação, visualização e conclusão diagnóstica 
• Pacientes menopausadas, gestantes e pacientes 
histerectomizadas o epitélio vêm somente com tecido 
epitelial escamoso: nesses casos é normal 
• Pacientes jovens em periodo reprodutivo: tem que vir 
pelo menos epitélio escamoso e glandular 
• INSATISFATÓRIO: material acelular, hipocelular ou 
apresentando 75% do esfregaço com sangue, piócitos, 
artefatos de dessecamento, contaminantes externos, 
intensa superposição celular, e outros → pode ter 
pelos, pode ser pelo fato da mulher ter tido relação 
sexual um dia antes, quando demora muito para fixar 
a lâmina... 
PODEMOS CLASSIFICAR OS RESULTADOS EM 3 
TIPOS: 
• Dentro da normalidade 
• Alterações celulares benignas 
• Atipias celulares 
Flora bacteriana do trato reprodutivo inferior 
• Lactobacillus sp. 
• Bacilos supracitoplasmáticos (Gardnerella/ 
Mobiluncus) 
• Outros bacilos 
• Cocos 
• Candida sp. 
• Trichomonas vaginalis 
• Sugestivo de chlamydia sp. 
• Actinomyces sp. 
• Leptotrix → comum quando tem manuseio de metal 
na região genital como DIU de cobre, brinquedos 
sexuais ou até mão suja 
• Aeróbios-Gram positivos: lactobacillus spp. 
Diftereoides, Staphyloccus aureus, Staphylococcus 
epidermidis, Streptococcus faecalis, Staphylococcus 
spp, Actinomyces israelli 
• Gram negativos: Escherichia coli, Klebsiella spp. 
Proteus spp., enterobacter spp, acinetobacter spp, 
citrobacter spp, pseudomonas spp 
• Bacilos gram positivos: lactobacillus spp., 
eubacterium spp, bifidobacterium spp. 
• Gram negativos: prevotella spp., bacterioides spp, 
• Fusobacterium spp. Veillonella spp. 
• Leveduras: Candida albicans e outras spp. 
IDENTIFICAÇÃO DA LÂMINA 
• Na extremidade fosca com lápis número 2: 
► Número da lâmina 
► CNES 
► Iniciais do nome 
► Data de nascimento 
► Número do prontuário 
 
Material para a coleta do preventivo: espéculo de plástico 
descartável, escova do tipo “cito brush” e espátula de ayre 
PREENCHIMENTO DA REQUISIÇÃO 
 
 
No dorso da folha eles já colocam o diagnóstico 
 
No final vêm o diagnóstico: 
 
INSPEÇÃO: sempre iniciamos pela inspeção da vulva, 
observando o monte pubiano, abaulamentos, retrações, 
fístulas, cicatrizes cirurgicas, pircings 
 
 
Representação do útero: colo, corpo e fundo uterino 
(porção acima de uma linha imaginária que passa ao nível 
das trompas). Durante o exame especular visualizamos o 
colo do útero 
 
Paciente em posição ginecológica, apoiada pela fossa 
poplítea, para a coleta do preventivo. Não é necessária a 
paramentação com máscara e gorro 
INTRODUÇÃO DO ESPÉCULO 
 
COLO UTERINO 
 
Avaliar o aspecto, a mucosa, se é corada, se tem lesões 
visiveis, o aspecto do orifício do colo, pilificação, etc. 
COLETA ECTOCERVICAL 
 
 
Colhemos o papanicolau 
com a espátula de ayre. 
Colhemos da ectocervice 
e rodamos 365 graus. 
Posteriormentes 
passamos na lâmina de 
cima para baixo 
 
COLETA ENDOCERVICAL 
 
Coleta do preventivo com a escova, fazendo uma rotação 
de 360 graus no sentido horário e na hora de retirar a 
escova rodar no sentido anti-horário. 
 
Distribuir de forma paralela esse esfregaço do raspado 
endocervical – é o chamado papanicolau em dois tempos 
(avalia endocérvice e ectocérvice) 
 
Foto do esfregaço endocervical 
• Depois fazemos a fixação da lâmina: 
 
 
Após a coleta com espátula ayre e escova, é feita a 
colocação do esfregaço sobre a lâmina, e finalmente a 
fixação com o spray. A foto acima demonstra a coleta em 
3 tempos, que geralmente é feita quando tem muita 
secreção, suspeita de cancer, vulvovaginose, etc. 
*Sempre que tiver muita secreção, limpe com gase. 
TOQUE VAGINAL 
O toque manual bigital e bimanual: analisamos aspectos 
do colo, do útero, dos anexos, fundo de saco, dor a 
mobilização. Iremos realizar de acordo com as queixas da 
paciente 
Toque retal: deve ser feito apenas em pacientes com 
queixa de sangramento as evacuações, ou ao passar o 
espéculo você encontra um abaulamento no assoalho 
pélvico 
 
CLASSIFICAÇÃO ANTIGA DE BETHESDA (2003) – 
NÃO SE USA MAIS: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NOVA CLASSIFICAÇÃO DE LESÕES ENDOCERVICAIS E SUAS EQUIVALÊNCIAS (ÚLTIMA MODIFICAÇÃO EM 2006) 
 
 
 
INFECÇÕES POR FUNGOS 
• Frequentemente causada por Candida albicans, 
encontrada em boca, reto e vagina 
• Outras Candidas, como C. Tropicalis, C. Glabrata, 
entre outras 
• É mais comum em clima quente, pacientes obesas, 
imunossuprimidas, diabetes mellitus, gravidez e uso 
prolongado de antibióticos 
 
DIAGNÓSTICO 
• É clínico, a maioria assintomática 
• Clínica: paciente apresentando corrimento BRANCO 
(queijo cotagge) prurido, dor, eritema vulvar e edema 
com escoriações 
• pH vaginal normal é < 4,5 (e a cândida também oscila 
nesse mesmo pH) 
• Microscopia: apresenta leveduras, hifas e micélios 
TRATAMENTO 
• Mulheres com 4 ou mais infecções no ano, são 
classificadas como candidíase complicada 
• FLUCONAZOL 150 mg em dose única, podendo 
associar a terapia tópica 
• A cândida não albicans, não respondem a terapia 
tópica com azóis (nistatina, nitrato de miconazol, 
ginconazol, fentizol, butaconazol) → principalmente 
quando são queixas de candida de repetição, nesses 
casos temos que melhorar a flora de defesa vagina 
• Fluconazol 100-200 mg por semana, por 6 meses 
• Infecção recorrente por não albicans, 600mg de 
gelatina de ácido bórico por via vaginal por 14 dias → 
o único probléma é que você manda manipular o 
ácido bórico e ele derrete, assim estamos mandando 
manipular junco com a vitamina E numa loção 
• Orientar mudança de hábito: lavar com sabão de 
coco, não passar alvejante, secar ao sol, evitar lycra e 
jeans 
VAGINOSE BACTERIANA 
• Comum, complexa e mal compreendida 
• Anormalidade na flora vaginal de defesa por razoes 
desconhecidas 
• Também conhecida como: vaginite por anaeróbias, 
incluindo haemophilus, vaginite por Corynebacterium 
,vaginite por Gardnerella vaginallis, Ureaplasma 
urealyticum, Mobiluncus spp., Mycoplasma hominis, 
Provetella spp. E vaginite inespecífica 
FATORES DE RISCO 
• Sexo oral 
• Duchas 
• Raça negra 
• Tabagismo 
• Sexo durante a menstruação 
• DIU 
• Relação sexual em idade precoce 
• Multiplos ou novos parceiros sexuais 
• Atividade sexual com outras mulheres 
DIANOSTICO 
• É preciso a presença de 3 doas 4 critérios de Amsel 
(corrimento branco-acinzentado e aderente com odor 
fétido, disúria, prurido, clue cells, teste de aminas – 
adição de hidróxido de potássio KOH, e alteração do 
pH vaginal > 4,5). 
• Clue Cells ou células alvo, ou células pista: são celulas 
do epitelio vaginal com bactériasaderidas em sua 
borda. Como o núcleo central e as bactérias da borda 
celular se coram em azul, dão aspecto em “alvo” 
 
TRATAMENTO 
• Metronidazol: 500 mg, VO, 2x ao dia, por 7 dias 
• Metronidazol para grávidas > 1 mês: 250 mg, VO, 3x 
ao dia por 7 dias 
• Secnidazol: 2 g em um único dia 
• Metronidazol gel a 0,75%, VV, 1x ao dia por 5 dias 
• Clindamicina creme a 2%, VV, por 7 noites 
TRICOMONÍASE 
 
• É causada por um parasita flagelado: Trichomonas 
vaginalis 
• É uma IST 
• Exige o tratamento do parceiro 
• Causa corrimento amarelo esverdeado, bolhoso com 
odor, semelhante à vaginose, dispareunia, disúria, 
prurido e dor. No colo, pode causar manchas 
avermelhadas, semelhantes a um morango/fraboesa, 
dito como “colo tigroide”, aspecto característico da 
tricomoníase, mas visto somente em 10% das vezes 
DIAGNÓSTICO 
• Periodo de incubação varia de 3-4 semanas, mais 
comum vagina, uretra, ectocérvice e bexiga 
• A maioria das mulheres assintomáticasnos primeiros 
30 dias (devido ao período de incubação, por isso que 
as vezes encontramos com um achado no exame de 
urina ou no papanicolau) 
TRATAMENTO 
• Avaliar outras DSTs 
• Hábitos e Higiêne 
• Preservativos 
► Secnidazol 2g, dose única, VO 
► Metronizadol 2g, dose única, VO 
► Tinidazol 2g, dose única, VO 
► Metronidazol 500 mg, VO, 2x dia por 7 dias 
Até que prove o contrário, qualquer IST, tem que tratar o 
parceiro, mesmo assintomáticos