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ESTUDO DA ESTILÍSTICA 
ALLPPT.com _ Free PowerPoint Templates, Diagrams and Charts 
Professora Esp. Rosana Menezes de Barros 
Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura 
Email: rosanamenezes211@gmail.com 
 
 
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mailto:rosanameneze211@gmail.com
A Estilística é a parte da 
Gramática que estuda os 
diferentes recursos que 
podemos usar para tornar a 
linguagem mais expressiva. 
Estes recursos são 
denominados de Figuras de 
Linguagem. 
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FIGURAS DE LINGUAGEM OU DE ESTILO 
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As figuras da linguagem ou figuras de estilo são certos 
recursos não-convencionais de trabalho com as palavras 
que o emissor cria para dar maior expressividade a sua 
mensagem. 
 
 
 
 
CONCEITO 
As figuras de linguagem são formas de expressão que 
destoam da linguagem comum ou denotativa. Elas dão ao 
texto um significado que vai além do sentido 
literal, portanto permitem uma plurissignificação do 
enunciado. 
Por exemplo, na frase abaixo: 
“Fabiano tem muita cara de pau em aparecer aqui depois 
de tudo que ele me fez”, a expressão “cara de pau” indica 
que Fabiano não tem vergonha na cara e não que a cara 
dele, literalmente, é feita de madeira. 
 
 
 
CONCEITO 
CLASSIFICAÇÃO DAS FIGURAS DE LINGUAGEM 
FIGURAS DE 
LINGUAGEM OU DE 
ESTILO 
1)Figuras de 
palavras ou tropos 
3)Figuras de 
pensamento 
4)Figuras de 
som ou 
fonéticas 
2)Figuras de 
sintaxe ou de 
construção frasal 
1) FIGURAS DE PALAVRAS 
OU TROPOS 
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1) FIGURAS DE PALAVRAS OU DE TROPOS 
 
São recursos expressivos que se obtêm quando as 
palavras adquirem um sentido novo, diferente do 
convencional. As figuras de palavras são: 
comparação, metáfora, catacrese, metonímia, 
perífrase (ou antonomásia) e sinestesia (algumas 
gramáticas não a incluem). 
 
1) FIGURAS DE PALAVRAS OU DE TROPOS 
 
COMPARAÇÃO OU SÍMILE: é a aproximação de dois termos 
por meio de um conectivo, entre os quais existe uma relação 
de semelhança. 
A aproximação entre eles busca realçar determinada 
qualidade do primeiro termo. Exemplos: 
 
A chuva caía como lágrimas de um céu entristecido. 
“E há poetas que são artistas 
E trabalham nos seus versos 
Como um carpinteiro nas tábuas!...” 
“Como um grande borrão de fogo sujo 
O sol posto demora-se nas nuvens que ficam.” (Alberto Caeiro) 
 
 
1) FIGURAS DE PALAVRAS OU DE TROPOS 
 
METÁFORA: é um termo empregado com significado de outro por 
haver entre ambos uma relação de semelhança. Consiste em atribuir 
a uma palavra características de outra. 
Exemplo: “Meu verso é sangue”. (Manuel Bandeira); 
“Não sei que nuvem trago no meu peito que tudo quanto vejo me entristece...” 
(Alexandre Gusmão) 
“O rio era um bicho que de repente embrabecera.” (Deonísio da Silva) 
 
Observe no primeiro exemplo que ao associar o termo verso a 
sangue, o poeta estabeleceu uma analogia entre duas palavras, 
vendo nelas uma relação de semelhança. Todos os significados que a 
palavra sangue sugere ao leitor passam também para a palavra 
verso. 
 
 
 
1) FIGURAS DE PALAVRAS OU DE TROPOS 
CATACRESE: é um termo empregado com significado do 
outro, 
por falta de uma palavra própria para nomear 
determinados seres. Consiste em transferir a uma 
palavra o sentido próprio de outra, utilizando-se de 
formas já incorporadas aos usos da língua. Se a metáfora 
surpreende pela originalidade da associação das ideias, 
o mesmo não ocorre com a catacrese, que já não chama 
atenção por ser tão repetidamente usada. 
Exemplo: Ele embarcou no trem das onze. 
Observe que, originariamente, a palavra embarcar 
pressupõe barco e não trem. 
 
 
 
1) FIGURAS DE PALAVRAS OU DE TROPOS 
METONÍMIA: é uma palavra ou expressão empregada 
no lugar de outra, por haver entre elas uma relação 
lógica. A metonímia ocorre quando se emprega: 
a) O autor ou criador pela obra: 
Ex. Gosto de ler Jorge Amado. (a obra de Jorge Amado) 
Ouvi Mozart com emoção. (a música de Mozart) 
Observe no primeiro exemplo que o nome do autor está 
sendo usado no lugar de suas obras. 
b) O efeito pela causa e vice-versa: 
Exs. Ganho a vida com o suor do meu rosto. (efeito) 
Vivo do meu trabalho. (causa) 
 
 
 
1) FIGURAS DE PALAVRAS OU DE TROPOS 
Observe, no primeiro exemplo, que o suor é o efeito ou 
resultado e está sendo usado no lugar da causa, ou seja, o 
“trabalho”. Já, no segundo exemplo, o trabalho é causa e 
está no lugar do efeito ou resultado, ou seja, o “lucro”. 
c) O continente (o que contém) pelo conteúdo(o que está 
contido): 
Ex. Ela comeu uma caixa de doces. (continente: caixa ; 
conteúdo: doces) 
A fome era tamanha que o homem comeu todo o prato de 
arroz. (continente: todo o prato; conteúdo: arroz) 
No primeiro exemplo, a palavra caixa, que designa o 
continente ou aquilo que contém, está sendo usada no lugar 
da palavra doces, que designa o conteúdo. 
1) FIGURAS DE PALAVRAS OU DE TROPOS 
d) O abstrato pelo concreto e vice-versa: 
Exs. A velhice deve ser respeitada. 
(o abstrato ”velhice”: no lugar do concreto, ou seja, pessoas mais 
velhas) 
Ele tem um grande coração. 
(o concreto “coração”: no lugar do abstrato, ou seja, bondade) 
e) O instrumento pela pessoa que o utiliza: 
Ex. Ele é um bom volante. (o termo volante está sendo substituído 
no lugar de outro termo, ou seja, piloto ou motorista). 
f) O lugar pelo produto: 
Exs. Gosto muito de tomar um Porto. (o nome do produto vinho está 
sendo substituído pelo lugar em que ele é feito, ou seja, na cidade 
do Porto). 
 
1) FIGURAS DE PALAVRAS OU DE TROPOS 
g) A matéria pelo objeto: 
Exs. Os cristais tiniam na bandeja de prata. (”cristais”= copos) 
Os bronzes tangiam avisando a hora da missa. (“bronzes”= sinos) 
h) A parte pelo todo (ou vice-versa): 
Ex. O bonde passa cheio de pernas. (Carlos Drummond de Andrade) 
(o termo “pernas” é referente à pessoas); 
São muitas as famílias que procuram um teto para morar. (“teto”=casa) 
i) O singular pelo plural: 
Exs. Todo homem tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.” 
(Art. 3 da Declaração Universal dos Direitos Humanos) 
o termo singular “homem” é designado para se referir a toda a 
humanidade). 
OBSERVAÇÕES 
Os tipos de metonímia não se esgotam aqui. Há 
outros: o inventor pelo invento; a marca ou lugar 
pelo produto; o lugar ou país pelos seus habitantes, 
etc.. 
 
1) FIGURAS DE PALAVRAS OU DE TROPOS 
PERÍFRASE: é a substituição de um nome próprio por 
um nome comum ou por uma expressão a ele ligada. 
Essa palavra ou expressão designa uma característica do 
ser cujo nome substitui ou uma qualidade que se atribui 
a este ser. Também pode se referir a expressão, uma 
característica de uma pessoa, lugar ou algum fato que a 
tornou célebre. Quando se refere à pessoas, o termo 
adequado é ANTONOMÁSIA: 
Exemplo: 
O Poeta dos Escravos nasceu na Bahia. (“Poeta dos Escravos”= 
Castro Alves) 
A Cidade Luz continua atraindo visitantes do mundo inteiro. 
(“Cidade Luz”= Paris) 
 
1) FIGURAS DE PALAVRAS OU DE TROPOS 
SINESTESIA: é a união de palavras que revelam impressões 
sensoriais (utilização dos cinco sentidos) diferentes. 
Exemplos: 
O cheiro doce e verde do capim trazia recordações da 
fazenda para onde nunca mais retornou. 
(cheiro: sensação olfativa; doce: sensação gustativa; verde: sensação 
visual) 
O doce abraço indicava que o pai desculpara o filho. 
(doce: sensação gustativa; abraço: sensação tátil) 
Senti aspereza no seu olhar.(aspereza: sensação tátil; olhar: sensação visual) 
 
2) FIGURAS DE SINTAXE OU DE 
CONSTRUÇÃO FRASAL 
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2) FIGURAS DE SINTAXE OU DE 
CONSTRUÇÃO FRASAL 
As figuras sintáticas também ocorrem quando se 
quer atribuir maior expressividade ao significado: a 
lógica da frase é substituída pela maior 
expressividade que se dá ao sentido. São recursos 
expressivos que se encontram na organização não 
convencional ou usual dos termos na frase. As 
figuras sintáticas são: repetição ou iteração, 
anástrofe, elipse, zeugma, hipérbato, sínquise, 
pleonasmo, polissíndeto, assíndeto, anacoluto, 
anáfora ou repetição e silepse. 
 
1) FIGURAS DE SINTAXE OU DE 
CONSTRUÇÃO FRASAL 
REPETIÇÃO ou ITERAÇÃO: consiste repetir diversas 
vezes as mesmas palavras. 
Exemplos: 
“Ou se tem chuva e se tem sol 
Ou se tem sol e não se tem chuva”. (Cecília Meireles) 
Nada de asas! Nada de poesia! Nada de alegria! (Mário de Andrade) 
 
 
1) FIGURAS DE SINTAXE OU DE 
CONSTRUÇÃO FRASAL 
ANÁSTROFE: ocorre quando se altera a ordem 
normal da frase ou do enunciado, provocando a 
inversão dos termos da oração, geralmente o 
sujeito e o predicado. 
Exemplos: 
 “Entre as nuvens do amor dormia!” (Álvares de Azevedo) 
 
 
 Adjunto adverbial (Predicado) Sujeito Predicado 
ela 
2) FIGURAS DE SINTAXE OU DE 
CONSTRUÇÃO FRASAL 
ELIPSE: consiste no ocultamento de um termo, que 
fica subentendido, mas que é facilmente 
identificado. 
Exemplos: 
“À direita da estrada, sol; à esquerda, chuva. (omissão do 
verbo havia) 
“Na rua deserta nenhum sinal de bonde.” (Clarice Lispector) 
(omissão de não havia) 
 
2) FIGURAS DE SINTAXE OU DE CONSTRUÇÃO 
FRASAL 
ZEUGMA: também consiste na omissão de um termo, mas de um 
termo já expresso anteriormente. 
Exemplos: 
Nem eu o ouvi, nem ele a mim. 
(omissão de ouviu) 
 
“Acorda, Maria, é dia 
De matar formiga 
de matar cascavel 
de matar tempo 
de matar estrangeiro 
de matar irmão 
de matar impulso 
de se matar. “ (Carlos Drummond de Andrade) 
(omissão de Acorda, Maria, é dia) 
 
O que acalmava o pescador era contar as estrelas; as luzes dos barcos pesqueiros; os dias que faltavam para rever a 
mulher e filhos. 
(omissão de era contar) 
 
2) FIGURAS DE SINTAXE OU DE 
CONSTRUÇÃO FRASAL 
HIPÉRBATO: consiste na inversão da ordem natural 
(direta) dos termos na oração ou das orações no 
período. 
Exemplos: 
“Bendito o que na terra o fogo fez, e o teto.” (Bendito o que 
fez o fogo e o teto na terra.) 
 Viajam cansados os pescadores de ilusões. (Os pescadores de 
ilusões viajam cansados.) 
 Acompanhando o som da torcida, dançava com a bola o 
atleta. (Olavo Bilac) (O atleta dançava com a bola 
acompanhando o som da torcida.) 
 
2) FIGURAS DE SINTAXE OU DE 
CONSTRUÇÃO FRASAL 
SÍNQUISE: Alguns hipérbatos provocam inversões tão 
acentuadas na estrutura sintática dos períodos que provocam 
ambiguidades e comprometem a compreensão do que está 
sendo falado ou escrito. Quando isso ocorre, temos o que 
chamamos de sínquise. Raymond Queneau escreveu um 
texto integralmente constituído de sínquises. 
Leia um exemplo: 
“Vago senta sobre e se se um lugar dito precipita, isto.” 
Na sínquise ocorre uma inversão tão intensa e excessiva 
que compromete a clareza e sentido da mensagem, 
tornando-a obscura e ininteligível. 
 
 
 
2) FIGURAS DE SINTAXE OU DE 
CONSTRUÇÃO FRASAL 
PLEONASMO: consiste na repetição de um termo 
ou no reforço do seu significado. 
Exemplos: 
Choramos um choro sentido, mas nos refizemos logo. 
A esperança do nordestino era que a água aguasse a terra, 
preparando o terreno para a plantação. 
A ele, resta-lhe a boa oportunidade de provar sua inocência. 
 
2) FIGURAS DE SINTAXE OU DE 
CONSTRUÇÃO FRASAL 
POLISSÍNDETO: consiste na repetição do conectivo. 
Exemplos: 
E falei, e gritei, e gesticulei e pedi ajuda, mas ninguém parou 
para socorrer o gato acidentado. 
“E a noite é negra 
e as estrelas não brilham 
e as pessoas mascaram a voz 
e a dor 
e expõem o rosto ao riso 
e à solidão”. 
 
2) FIGURAS DE SINTAXE OU DE 
CONSTRUÇÃO FRASAL 
ASSÍNDETO: consiste na supressão do conectivo. 
Exemplos: 
O cantor interpretava a canção, o público vaiava. Ele insistia, o 
público continuava. Ele parou, quebrou o violão, saiu do 
palco. 
O vento zunia, as folhas caíam. 
1) FIGURAS DE SINTAXE OU DE 
CONSTRUÇÃO FRASAL 
ANÁCOLUTO: consiste numa interrupção da estrutura 
sintática em curso para se introduzir uma outra ideia. 
Exemplos: 
Umas moedas velhas caídas no fundo da gaveta, nós 
descobrimos o seu valor depois que o colecionador as quis 
comprar. 
Os nordestinos quando chegam em família, entre sacos e 
sacolas, na estação central, eu acho que merecem mais do 
que uma reportagem: merecem um livro que conte a luta e a 
resistência dessa brava gente. 
 
 
2) FIGURAS DE SINTAXE OU DE 
CONSTRUÇÃO FRASAL 
 
ANÁFORA OU REPETIÇÃO: consiste na repetição de uma palavra ou 
expressão para enfatizar o sentido. Essa repetição é intencional por parte 
do escritor. 
Exemplos: 
“Na solidão solicitude, 
Na solidão entrei, 
Na solidão perdi-me, 
Nunca me alegrarei.” (Mário de Andrade) 
 
“Vários tons de vermelho dançam para mim, 
o vermelho da guerra, 
o vermelho das terras, 
o vermelho do nada.” (Kátia Maristela Ongaro) 
 
2) FIGURAS DE SINTAXE OU DE 
CONSTRUÇÃO FRASAL 
SILEPSE: consiste na concordância com a ideia e não com os 
termos expressos na frase. Há três tipos de silepse: 
1)Silepse de gênero: 
Exemplos: 
Vossa Excelência ficou cansado com o discurso (concorda com 
o sexo da pessoa e não com o pronome sujeito, que é 
feminino) 
A antiga São Paulo da garoa é uma das maiores cidades do 
mundo. (concorda com cidade e não com o sujeito São Paulo, 
que é masculino) 
O Rio de Janeiro dos turistas e das belezas naturais é também 
famosa pelos seus carnavais. (concorda com cidade e não 
com o sujeito Rio de Janeiro, que é masculino. 
 
2) FIGURAS DE SINTAXE OU DE 
CONSTRUÇÃO FRASAL 
2)Silepse de número: 
Exemplos: 
O bando de moleques brincava com pipa. Não ouviam nem buzina nem 
chamado da mãe. 
(concorda com o adjunto adnominal e não com o núcleo do sujeito) 
 
A família do réu procurou o advogado e queriam saber se ele poderia 
ficar em liberdade durante o processo. 
(concorda com a ideia plural de família e não com o próprio termo) 
 
Aquela antiga gente do vilarejo costumavam ir à igreja para ver 
casamento e padre benzer defunto. Eram os dias mais movimentados do 
lugar. 
(concorda com a ideia plural do termo gente e não com o próprio termo.) 
 
2) FIGURAS DE SINTAXE OU DE 
CONSTRUÇÃO FRASAL 
3)Silepse de pessoa: 
Exemplos: 
Crédulos, amistosos, todos os interioranos somos 
assim, até que a cidade grande comece a nos 
transformar. ( somos= todos + eu, em vez de são) 
Todos sonhamos com um mundo menos violento. 
(sonhamos= todos + eu, em vez de sonham). 
Os brasileiros somos hospitaleiros. (somos= os 
brasileiros + eu, em vez de são). 
 
OBSERVAÇÃO: 
Desgastada pelo uso, a silepse já não representa 
recurso expressivo da língua. 
 
3) FIGURAS DE PENSAMENTO 
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3) FIGURAS DE PENSAMENTO 
São recursos expressivos que se encontram na 
combinação das palavras, quando o conteúdo da 
frase expressa um jogo de conceitos. 
As figuras de pensamento são : reticência, antítese, 
paradoxo ou oxímoro, eufemismo, hipérbole ou 
auxese, gradação, apóstrofe, litotes, ironia e 
prosopopeia. 
 
3) FIGURAS DE PENSAMENTO 
RETICÊNCIA: A reticência ou reticências é 
assinalada por três pontos ... Consiste em 
suspender o pensamento enunciado na frase 
sem que ele esteja concluído, a fim de que o 
leitor ou ouvinte completea ideia. 
Exemplos: 
Ou você começa logo a partida, ou então... 
 
3) FIGURAS DE PENSAMENTO 
ANTÍTESE: Consiste na aproximação de termos de 
sentidos opostos, antônimos. Exemplos: 
 “Tristeza não tem fim. 
Felicidade sim...” (Vinícius de Moraes/Tom Jobim) 
“Eu preparo uma canção que faça acordar os 
homens e adormecer as crianças.” (Carlos 
Drummond de Andrade) 
 
3) FIGURAS DE PENSAMENTO 
PARADOXO ou OXÍMORO: Consiste numa frase de 
sentido aparentemente absurdo, porque resulta da 
reunião de ideias contrárias. Diferente da antítese, 
que opõem palavras, o paradoxo corresponde ao 
uso de ideias contrárias, consideradas, à primeira 
vista como sendo irracionais. 
Exemplos: 
 “Para se viver do amor 
Há que esquecer o amor.” 
“Só o vejo na ausência.” (Chico Buarque de Hollanda) 
 
3) FIGURAS DE PENSAMENTO 
EUFEMISMO: Consiste em atenuar o sentido da 
frase, substituindo uma expressão por outra. 
Exemplos: 
 Há pessoas que se apropriam de coisas alheias. (apropriar-se 
de coisas alheias= roubar) 
O prisioneiro faltou com a verdade. (faltou com a verdade= 
mentiu) 
 
3) FIGURAS DE PENSAMENTO 
HIPÉRBOLE ou AUXESE: Consiste em tornar 
uma ideia mais expressiva por meio do exagero. 
Exemplos: 
 Na época de festas juninas, morro de medo dos fogos de 
artifício. 
Ele possuía um mar de sonhos e aspirações. 
 
3) FIGURAS DE PENSAMENTO 
GRADAÇÃO: consiste em enumerar qualidades de um 
ser, dando-nos uma ideia de ordem crescente (clímax) 
ou decrescente (anticlímax). 
Exemplos: 
“Em cada porta um frequentado olheiro, 
que a vida do vizinho e da vizinha 
pesquisa, escuta, espreita e esquadrinha 
para levar à praça e ao terreiro”. (Gregório de Matos) 
 
A distribuição de alimentos para os pobres parecia uma luta, uma 
batalha, uma guerra. 
3) FIGURAS DE PENSAMENTO 
APÓSTROFE ou INVOCAÇÃO: é a invocação ou 
interpelação que se faz a alguém. Geralmente, 
aparece como termo desligado da frase. 
Exemplo: 
Espere, moça! Espere por mim. 
“Ó príncipes, meus irmãos, 
Arre, estou farto de semideuses!” (Fernando Pessoa) 
3) FIGURAS DE PENSAMENTO 
LITOTES: é a figura de pensamento do 
abrandamento. Esse recurso consiste em afirmar 
por meio da negação. 
Exemplo: 
Ariosto não é nada bonito, mas gosto dele mesmo assim. 
Nesse exemplo, o enunciador afirma que Ariosto é 
feio a partir da negação do adjetivo contrário a feio, 
ou seja, bonito: não é nada bonito. 
3) FIGURAS DE PENSAMENTO 
IRONIA: Consiste na inversão de sentido: afirma-se o 
contrário do que se pensa, visando-se à sátira ou à 
ridicularização. Produz um efeito contrário 
com intenção sarcástica, maliciosa e/ou de crítica, uma 
vez que as palavras são utilizadas para dar o sentido 
diverso ou oposto, por exemplo: 
Exemplos: 
 Que careta mais bonita! 
A pontualidade daquele médico é britânica. Só esperei duas 
horas para ser atendido. 
Cada vez que você interrompe o colega, sem pedir licença, 
percebo como é bem-educado. 
 
3) FIGURAS DE PENSAMENTO 
PROSOPOPEIA: Também chamada de 
personificação ou animismo, consiste em atribuir 
características humanas a seres não humanos, ou 
características de seres vivos a seres inanimados. 
Exemplos: 
 Com a passagem da nuvem, a lua se tranquiliza. 
O mar passa saborosamente a língua na areia.” (Eduardo 
Dusek /Luís Carlos Góes) 
 
4) FIGURAS FONÉTICAS OU DE 
SONS 
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4) FIGURAS FONÉTICAS OU DE SONS 
São recursos que ocorrem quando são realçados os 
sons das palavras para que a mensagem ganhe 
maior expressividade. Depreendem dos sons que 
sugerem significados. Eles também se mostram nos 
aspectos sonoros das palavras. 
As figuras fonéticas são : onomatopeia ,aliteração, 
assonância e paronomásia. 
4) FIGURAS FONÉTICAS OU DE SONS 
ONOMATOPEIA: Consiste na imitação do som ou 
da voz natural dos seres. 
Exemplos: 
“Sem o coaxar dos sapos e o cri-cri dos grilos como é que 
poderíamos dormir tranquilos a nossa eternidade?” (Mário 
Quintana) 
O miado desapareceu quando as crianças puseram, em 
volume alto, a gravação do au-au. O gato pensou que o perigo 
estava próximo e emudeceu. 
O cóim-cóim dos porcos parecia uma orquestra desafinada. 
 
4) FIGURAS FONÉTICAS OU DE SONS 
ALITERAÇÃO: Consiste na repetição de fonemas 
no inicio ou no interior das palavras. É o recurso que 
se utiliza da repetição de sons consonantais para 
criar um efeito sensorial. 
Exemplos: 
Ele era bruto, bravo, como a agreste região onde nascera e 
morrera. 
“São Paulo – metrópole 
O metrô – bisturi que rasga 
O ventre da noite...” (Clínio Jorge) 
 
4) FIGURAS FONÉTICAS OU DE SONS 
ASSONÂNCIA: é o recurso que se utiliza da 
repetição de sons vocálicos para criar um efeito de 
sentido. 
Observe os exemplos: 
Borboletinha tá na cozinha fazendo chocolate 
para a madrinha. – repetição de /a/ 
Venha, Vera, ver as velas ao vento! – repetição 
de /e/ 
 
 
4) FIGURAS FONÉTICAS OU DE SONS 
PARONOMÁSIA: é o recurso que se utiliza de 
palavras que possuem o som e a escrita semelhantes, 
mas significados diferentes, ou seja, palavras parônimas, 
com o objetivo de remeter o leitor para a diferença de 
sentidos. É utilizada a semelhança sonora e gráfica para 
criar esse efeito de sentido. 
Exemplos: 
Quem conta um conto sempre aumenta um ponto. (dito 
popular) 
Você está confundindo espinafre de 
caçarolinha com espingarda de caçar rolinha. (dito popular) 
 
Cereja, William Roberto. Magalhães, Thereza Cochar. GRAMÁTICA REFLEXIVA: texto, semântica e interação. 
São Paulo, Atual, 1999. 
 
FARACO & MOURA. GRAMÁTICA. São Paulo: Ática, 19 ed. , 6 impr. 2003. 
 
MESQUITA, Roberto Melo. Gramática da Língua Portuguesa, 8a . Ed., 1999, Editora Saraiva. 
 
Paschoalin& Spadoto. GRAMÁTICA: TEORIA E EXERCÍCIOS. ENSINO MÉDIO; Volume único, Ediitora FTD, 1989. 
 
__________________. GRAMÁTICA: TEORIA E EXERCÍCIOS. ENSINO MÉDIO; Nova Edição. Volume único, 1. 
ed. , São Paulo , Editora FTD, 2014 
 
Tufano, Douglas. Gramática e Literatura Brasileira: Curso Completo. 1. edição. São Paulo, 1995. 
 
https://www.portugues.com.br/gramatica/figuras-sonoras.html > Acesso em maio 2021. 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
https://www.portugues.com.br/gramatica/figuras-sonoras.html
https://www.portugues.com.br/gramatica/figuras-sonoras.html
https://www.portugues.com.br/gramatica/figuras-sonoras.html
https://www.portugues.com.br/gramatica/figuras-sonoras.html
https://www.portugues.com.br/gramatica/figuras-sonoras.html
BONS ESTUDOS!!!

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