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ESTUDO DA ESTILÍSTICA ALLPPT.com _ Free PowerPoint Templates, Diagrams and Charts Professora Esp. Rosana Menezes de Barros Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Email: rosanamenezes211@gmail.com http://www.free-powerpoint-templates-design.com/free-powerpoint-templates-design mailto:rosanameneze211@gmail.com A Estilística é a parte da Gramática que estuda os diferentes recursos que podemos usar para tornar a linguagem mais expressiva. Estes recursos são denominados de Figuras de Linguagem. http://www.free-powerpoint-templates-design.com FIGURAS DE LINGUAGEM OU DE ESTILO http://www.free-powerpoint-templates-design.com/ http://www.free-powerpoint-templates-design.com/ http://www.free-powerpoint-templates-design.com/ http://www.free-powerpoint-templates-design.com/ http://www.free-powerpoint-templates-design.com/ http://www.free-powerpoint-templates-design.com/ http://www.free-powerpoint-templates-design.com/ http://www.free-powerpoint-templates-design.com/ As figuras da linguagem ou figuras de estilo são certos recursos não-convencionais de trabalho com as palavras que o emissor cria para dar maior expressividade a sua mensagem. CONCEITO As figuras de linguagem são formas de expressão que destoam da linguagem comum ou denotativa. Elas dão ao texto um significado que vai além do sentido literal, portanto permitem uma plurissignificação do enunciado. Por exemplo, na frase abaixo: “Fabiano tem muita cara de pau em aparecer aqui depois de tudo que ele me fez”, a expressão “cara de pau” indica que Fabiano não tem vergonha na cara e não que a cara dele, literalmente, é feita de madeira. CONCEITO CLASSIFICAÇÃO DAS FIGURAS DE LINGUAGEM FIGURAS DE LINGUAGEM OU DE ESTILO 1)Figuras de palavras ou tropos 3)Figuras de pensamento 4)Figuras de som ou fonéticas 2)Figuras de sintaxe ou de construção frasal 1) FIGURAS DE PALAVRAS OU TROPOS ALLPPT.com _ Free PowerPoint Templates, Diagrams and Charts http://www.free-powerpoint-templates-design.com/free-powerpoint-templates-design 1) FIGURAS DE PALAVRAS OU DE TROPOS São recursos expressivos que se obtêm quando as palavras adquirem um sentido novo, diferente do convencional. As figuras de palavras são: comparação, metáfora, catacrese, metonímia, perífrase (ou antonomásia) e sinestesia (algumas gramáticas não a incluem). 1) FIGURAS DE PALAVRAS OU DE TROPOS COMPARAÇÃO OU SÍMILE: é a aproximação de dois termos por meio de um conectivo, entre os quais existe uma relação de semelhança. A aproximação entre eles busca realçar determinada qualidade do primeiro termo. Exemplos: A chuva caía como lágrimas de um céu entristecido. “E há poetas que são artistas E trabalham nos seus versos Como um carpinteiro nas tábuas!...” “Como um grande borrão de fogo sujo O sol posto demora-se nas nuvens que ficam.” (Alberto Caeiro) 1) FIGURAS DE PALAVRAS OU DE TROPOS METÁFORA: é um termo empregado com significado de outro por haver entre ambos uma relação de semelhança. Consiste em atribuir a uma palavra características de outra. Exemplo: “Meu verso é sangue”. (Manuel Bandeira); “Não sei que nuvem trago no meu peito que tudo quanto vejo me entristece...” (Alexandre Gusmão) “O rio era um bicho que de repente embrabecera.” (Deonísio da Silva) Observe no primeiro exemplo que ao associar o termo verso a sangue, o poeta estabeleceu uma analogia entre duas palavras, vendo nelas uma relação de semelhança. Todos os significados que a palavra sangue sugere ao leitor passam também para a palavra verso. 1) FIGURAS DE PALAVRAS OU DE TROPOS CATACRESE: é um termo empregado com significado do outro, por falta de uma palavra própria para nomear determinados seres. Consiste em transferir a uma palavra o sentido próprio de outra, utilizando-se de formas já incorporadas aos usos da língua. Se a metáfora surpreende pela originalidade da associação das ideias, o mesmo não ocorre com a catacrese, que já não chama atenção por ser tão repetidamente usada. Exemplo: Ele embarcou no trem das onze. Observe que, originariamente, a palavra embarcar pressupõe barco e não trem. 1) FIGURAS DE PALAVRAS OU DE TROPOS METONÍMIA: é uma palavra ou expressão empregada no lugar de outra, por haver entre elas uma relação lógica. A metonímia ocorre quando se emprega: a) O autor ou criador pela obra: Ex. Gosto de ler Jorge Amado. (a obra de Jorge Amado) Ouvi Mozart com emoção. (a música de Mozart) Observe no primeiro exemplo que o nome do autor está sendo usado no lugar de suas obras. b) O efeito pela causa e vice-versa: Exs. Ganho a vida com o suor do meu rosto. (efeito) Vivo do meu trabalho. (causa) 1) FIGURAS DE PALAVRAS OU DE TROPOS Observe, no primeiro exemplo, que o suor é o efeito ou resultado e está sendo usado no lugar da causa, ou seja, o “trabalho”. Já, no segundo exemplo, o trabalho é causa e está no lugar do efeito ou resultado, ou seja, o “lucro”. c) O continente (o que contém) pelo conteúdo(o que está contido): Ex. Ela comeu uma caixa de doces. (continente: caixa ; conteúdo: doces) A fome era tamanha que o homem comeu todo o prato de arroz. (continente: todo o prato; conteúdo: arroz) No primeiro exemplo, a palavra caixa, que designa o continente ou aquilo que contém, está sendo usada no lugar da palavra doces, que designa o conteúdo. 1) FIGURAS DE PALAVRAS OU DE TROPOS d) O abstrato pelo concreto e vice-versa: Exs. A velhice deve ser respeitada. (o abstrato ”velhice”: no lugar do concreto, ou seja, pessoas mais velhas) Ele tem um grande coração. (o concreto “coração”: no lugar do abstrato, ou seja, bondade) e) O instrumento pela pessoa que o utiliza: Ex. Ele é um bom volante. (o termo volante está sendo substituído no lugar de outro termo, ou seja, piloto ou motorista). f) O lugar pelo produto: Exs. Gosto muito de tomar um Porto. (o nome do produto vinho está sendo substituído pelo lugar em que ele é feito, ou seja, na cidade do Porto). 1) FIGURAS DE PALAVRAS OU DE TROPOS g) A matéria pelo objeto: Exs. Os cristais tiniam na bandeja de prata. (”cristais”= copos) Os bronzes tangiam avisando a hora da missa. (“bronzes”= sinos) h) A parte pelo todo (ou vice-versa): Ex. O bonde passa cheio de pernas. (Carlos Drummond de Andrade) (o termo “pernas” é referente à pessoas); São muitas as famílias que procuram um teto para morar. (“teto”=casa) i) O singular pelo plural: Exs. Todo homem tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.” (Art. 3 da Declaração Universal dos Direitos Humanos) o termo singular “homem” é designado para se referir a toda a humanidade). OBSERVAÇÕES Os tipos de metonímia não se esgotam aqui. Há outros: o inventor pelo invento; a marca ou lugar pelo produto; o lugar ou país pelos seus habitantes, etc.. 1) FIGURAS DE PALAVRAS OU DE TROPOS PERÍFRASE: é a substituição de um nome próprio por um nome comum ou por uma expressão a ele ligada. Essa palavra ou expressão designa uma característica do ser cujo nome substitui ou uma qualidade que se atribui a este ser. Também pode se referir a expressão, uma característica de uma pessoa, lugar ou algum fato que a tornou célebre. Quando se refere à pessoas, o termo adequado é ANTONOMÁSIA: Exemplo: O Poeta dos Escravos nasceu na Bahia. (“Poeta dos Escravos”= Castro Alves) A Cidade Luz continua atraindo visitantes do mundo inteiro. (“Cidade Luz”= Paris) 1) FIGURAS DE PALAVRAS OU DE TROPOS SINESTESIA: é a união de palavras que revelam impressões sensoriais (utilização dos cinco sentidos) diferentes. Exemplos: O cheiro doce e verde do capim trazia recordações da fazenda para onde nunca mais retornou. (cheiro: sensação olfativa; doce: sensação gustativa; verde: sensação visual) O doce abraço indicava que o pai desculpara o filho. (doce: sensação gustativa; abraço: sensação tátil) Senti aspereza no seu olhar.(aspereza: sensação tátil; olhar: sensação visual) 2) FIGURAS DE SINTAXE OU DE CONSTRUÇÃO FRASAL ALLPPT.com _ Free PowerPoint Templates, Diagrams and Charts http://www.free-powerpoint-templates-design.com/free-powerpoint-templates-design 2) FIGURAS DE SINTAXE OU DE CONSTRUÇÃO FRASAL As figuras sintáticas também ocorrem quando se quer atribuir maior expressividade ao significado: a lógica da frase é substituída pela maior expressividade que se dá ao sentido. São recursos expressivos que se encontram na organização não convencional ou usual dos termos na frase. As figuras sintáticas são: repetição ou iteração, anástrofe, elipse, zeugma, hipérbato, sínquise, pleonasmo, polissíndeto, assíndeto, anacoluto, anáfora ou repetição e silepse. 1) FIGURAS DE SINTAXE OU DE CONSTRUÇÃO FRASAL REPETIÇÃO ou ITERAÇÃO: consiste repetir diversas vezes as mesmas palavras. Exemplos: “Ou se tem chuva e se tem sol Ou se tem sol e não se tem chuva”. (Cecília Meireles) Nada de asas! Nada de poesia! Nada de alegria! (Mário de Andrade) 1) FIGURAS DE SINTAXE OU DE CONSTRUÇÃO FRASAL ANÁSTROFE: ocorre quando se altera a ordem normal da frase ou do enunciado, provocando a inversão dos termos da oração, geralmente o sujeito e o predicado. Exemplos: “Entre as nuvens do amor dormia!” (Álvares de Azevedo) Adjunto adverbial (Predicado) Sujeito Predicado ela 2) FIGURAS DE SINTAXE OU DE CONSTRUÇÃO FRASAL ELIPSE: consiste no ocultamento de um termo, que fica subentendido, mas que é facilmente identificado. Exemplos: “À direita da estrada, sol; à esquerda, chuva. (omissão do verbo havia) “Na rua deserta nenhum sinal de bonde.” (Clarice Lispector) (omissão de não havia) 2) FIGURAS DE SINTAXE OU DE CONSTRUÇÃO FRASAL ZEUGMA: também consiste na omissão de um termo, mas de um termo já expresso anteriormente. Exemplos: Nem eu o ouvi, nem ele a mim. (omissão de ouviu) “Acorda, Maria, é dia De matar formiga de matar cascavel de matar tempo de matar estrangeiro de matar irmão de matar impulso de se matar. “ (Carlos Drummond de Andrade) (omissão de Acorda, Maria, é dia) O que acalmava o pescador era contar as estrelas; as luzes dos barcos pesqueiros; os dias que faltavam para rever a mulher e filhos. (omissão de era contar) 2) FIGURAS DE SINTAXE OU DE CONSTRUÇÃO FRASAL HIPÉRBATO: consiste na inversão da ordem natural (direta) dos termos na oração ou das orações no período. Exemplos: “Bendito o que na terra o fogo fez, e o teto.” (Bendito o que fez o fogo e o teto na terra.) Viajam cansados os pescadores de ilusões. (Os pescadores de ilusões viajam cansados.) Acompanhando o som da torcida, dançava com a bola o atleta. (Olavo Bilac) (O atleta dançava com a bola acompanhando o som da torcida.) 2) FIGURAS DE SINTAXE OU DE CONSTRUÇÃO FRASAL SÍNQUISE: Alguns hipérbatos provocam inversões tão acentuadas na estrutura sintática dos períodos que provocam ambiguidades e comprometem a compreensão do que está sendo falado ou escrito. Quando isso ocorre, temos o que chamamos de sínquise. Raymond Queneau escreveu um texto integralmente constituído de sínquises. Leia um exemplo: “Vago senta sobre e se se um lugar dito precipita, isto.” Na sínquise ocorre uma inversão tão intensa e excessiva que compromete a clareza e sentido da mensagem, tornando-a obscura e ininteligível. 2) FIGURAS DE SINTAXE OU DE CONSTRUÇÃO FRASAL PLEONASMO: consiste na repetição de um termo ou no reforço do seu significado. Exemplos: Choramos um choro sentido, mas nos refizemos logo. A esperança do nordestino era que a água aguasse a terra, preparando o terreno para a plantação. A ele, resta-lhe a boa oportunidade de provar sua inocência. 2) FIGURAS DE SINTAXE OU DE CONSTRUÇÃO FRASAL POLISSÍNDETO: consiste na repetição do conectivo. Exemplos: E falei, e gritei, e gesticulei e pedi ajuda, mas ninguém parou para socorrer o gato acidentado. “E a noite é negra e as estrelas não brilham e as pessoas mascaram a voz e a dor e expõem o rosto ao riso e à solidão”. 2) FIGURAS DE SINTAXE OU DE CONSTRUÇÃO FRASAL ASSÍNDETO: consiste na supressão do conectivo. Exemplos: O cantor interpretava a canção, o público vaiava. Ele insistia, o público continuava. Ele parou, quebrou o violão, saiu do palco. O vento zunia, as folhas caíam. 1) FIGURAS DE SINTAXE OU DE CONSTRUÇÃO FRASAL ANÁCOLUTO: consiste numa interrupção da estrutura sintática em curso para se introduzir uma outra ideia. Exemplos: Umas moedas velhas caídas no fundo da gaveta, nós descobrimos o seu valor depois que o colecionador as quis comprar. Os nordestinos quando chegam em família, entre sacos e sacolas, na estação central, eu acho que merecem mais do que uma reportagem: merecem um livro que conte a luta e a resistência dessa brava gente. 2) FIGURAS DE SINTAXE OU DE CONSTRUÇÃO FRASAL ANÁFORA OU REPETIÇÃO: consiste na repetição de uma palavra ou expressão para enfatizar o sentido. Essa repetição é intencional por parte do escritor. Exemplos: “Na solidão solicitude, Na solidão entrei, Na solidão perdi-me, Nunca me alegrarei.” (Mário de Andrade) “Vários tons de vermelho dançam para mim, o vermelho da guerra, o vermelho das terras, o vermelho do nada.” (Kátia Maristela Ongaro) 2) FIGURAS DE SINTAXE OU DE CONSTRUÇÃO FRASAL SILEPSE: consiste na concordância com a ideia e não com os termos expressos na frase. Há três tipos de silepse: 1)Silepse de gênero: Exemplos: Vossa Excelência ficou cansado com o discurso (concorda com o sexo da pessoa e não com o pronome sujeito, que é feminino) A antiga São Paulo da garoa é uma das maiores cidades do mundo. (concorda com cidade e não com o sujeito São Paulo, que é masculino) O Rio de Janeiro dos turistas e das belezas naturais é também famosa pelos seus carnavais. (concorda com cidade e não com o sujeito Rio de Janeiro, que é masculino. 2) FIGURAS DE SINTAXE OU DE CONSTRUÇÃO FRASAL 2)Silepse de número: Exemplos: O bando de moleques brincava com pipa. Não ouviam nem buzina nem chamado da mãe. (concorda com o adjunto adnominal e não com o núcleo do sujeito) A família do réu procurou o advogado e queriam saber se ele poderia ficar em liberdade durante o processo. (concorda com a ideia plural de família e não com o próprio termo) Aquela antiga gente do vilarejo costumavam ir à igreja para ver casamento e padre benzer defunto. Eram os dias mais movimentados do lugar. (concorda com a ideia plural do termo gente e não com o próprio termo.) 2) FIGURAS DE SINTAXE OU DE CONSTRUÇÃO FRASAL 3)Silepse de pessoa: Exemplos: Crédulos, amistosos, todos os interioranos somos assim, até que a cidade grande comece a nos transformar. ( somos= todos + eu, em vez de são) Todos sonhamos com um mundo menos violento. (sonhamos= todos + eu, em vez de sonham). Os brasileiros somos hospitaleiros. (somos= os brasileiros + eu, em vez de são). OBSERVAÇÃO: Desgastada pelo uso, a silepse já não representa recurso expressivo da língua. 3) FIGURAS DE PENSAMENTO ALLPPT.com _ Free PowerPoint Templates, Diagrams and Charts http://www.free-powerpoint-templates-design.com/free-powerpoint-templates-design 3) FIGURAS DE PENSAMENTO São recursos expressivos que se encontram na combinação das palavras, quando o conteúdo da frase expressa um jogo de conceitos. As figuras de pensamento são : reticência, antítese, paradoxo ou oxímoro, eufemismo, hipérbole ou auxese, gradação, apóstrofe, litotes, ironia e prosopopeia. 3) FIGURAS DE PENSAMENTO RETICÊNCIA: A reticência ou reticências é assinalada por três pontos ... Consiste em suspender o pensamento enunciado na frase sem que ele esteja concluído, a fim de que o leitor ou ouvinte completea ideia. Exemplos: Ou você começa logo a partida, ou então... 3) FIGURAS DE PENSAMENTO ANTÍTESE: Consiste na aproximação de termos de sentidos opostos, antônimos. Exemplos: “Tristeza não tem fim. Felicidade sim...” (Vinícius de Moraes/Tom Jobim) “Eu preparo uma canção que faça acordar os homens e adormecer as crianças.” (Carlos Drummond de Andrade) 3) FIGURAS DE PENSAMENTO PARADOXO ou OXÍMORO: Consiste numa frase de sentido aparentemente absurdo, porque resulta da reunião de ideias contrárias. Diferente da antítese, que opõem palavras, o paradoxo corresponde ao uso de ideias contrárias, consideradas, à primeira vista como sendo irracionais. Exemplos: “Para se viver do amor Há que esquecer o amor.” “Só o vejo na ausência.” (Chico Buarque de Hollanda) 3) FIGURAS DE PENSAMENTO EUFEMISMO: Consiste em atenuar o sentido da frase, substituindo uma expressão por outra. Exemplos: Há pessoas que se apropriam de coisas alheias. (apropriar-se de coisas alheias= roubar) O prisioneiro faltou com a verdade. (faltou com a verdade= mentiu) 3) FIGURAS DE PENSAMENTO HIPÉRBOLE ou AUXESE: Consiste em tornar uma ideia mais expressiva por meio do exagero. Exemplos: Na época de festas juninas, morro de medo dos fogos de artifício. Ele possuía um mar de sonhos e aspirações. 3) FIGURAS DE PENSAMENTO GRADAÇÃO: consiste em enumerar qualidades de um ser, dando-nos uma ideia de ordem crescente (clímax) ou decrescente (anticlímax). Exemplos: “Em cada porta um frequentado olheiro, que a vida do vizinho e da vizinha pesquisa, escuta, espreita e esquadrinha para levar à praça e ao terreiro”. (Gregório de Matos) A distribuição de alimentos para os pobres parecia uma luta, uma batalha, uma guerra. 3) FIGURAS DE PENSAMENTO APÓSTROFE ou INVOCAÇÃO: é a invocação ou interpelação que se faz a alguém. Geralmente, aparece como termo desligado da frase. Exemplo: Espere, moça! Espere por mim. “Ó príncipes, meus irmãos, Arre, estou farto de semideuses!” (Fernando Pessoa) 3) FIGURAS DE PENSAMENTO LITOTES: é a figura de pensamento do abrandamento. Esse recurso consiste em afirmar por meio da negação. Exemplo: Ariosto não é nada bonito, mas gosto dele mesmo assim. Nesse exemplo, o enunciador afirma que Ariosto é feio a partir da negação do adjetivo contrário a feio, ou seja, bonito: não é nada bonito. 3) FIGURAS DE PENSAMENTO IRONIA: Consiste na inversão de sentido: afirma-se o contrário do que se pensa, visando-se à sátira ou à ridicularização. Produz um efeito contrário com intenção sarcástica, maliciosa e/ou de crítica, uma vez que as palavras são utilizadas para dar o sentido diverso ou oposto, por exemplo: Exemplos: Que careta mais bonita! A pontualidade daquele médico é britânica. Só esperei duas horas para ser atendido. Cada vez que você interrompe o colega, sem pedir licença, percebo como é bem-educado. 3) FIGURAS DE PENSAMENTO PROSOPOPEIA: Também chamada de personificação ou animismo, consiste em atribuir características humanas a seres não humanos, ou características de seres vivos a seres inanimados. Exemplos: Com a passagem da nuvem, a lua se tranquiliza. O mar passa saborosamente a língua na areia.” (Eduardo Dusek /Luís Carlos Góes) 4) FIGURAS FONÉTICAS OU DE SONS ALLPPT.com _ Free PowerPoint Templates, Diagrams and Charts http://www.free-powerpoint-templates-design.com/free-powerpoint-templates-design 4) FIGURAS FONÉTICAS OU DE SONS São recursos que ocorrem quando são realçados os sons das palavras para que a mensagem ganhe maior expressividade. Depreendem dos sons que sugerem significados. Eles também se mostram nos aspectos sonoros das palavras. As figuras fonéticas são : onomatopeia ,aliteração, assonância e paronomásia. 4) FIGURAS FONÉTICAS OU DE SONS ONOMATOPEIA: Consiste na imitação do som ou da voz natural dos seres. Exemplos: “Sem o coaxar dos sapos e o cri-cri dos grilos como é que poderíamos dormir tranquilos a nossa eternidade?” (Mário Quintana) O miado desapareceu quando as crianças puseram, em volume alto, a gravação do au-au. O gato pensou que o perigo estava próximo e emudeceu. O cóim-cóim dos porcos parecia uma orquestra desafinada. 4) FIGURAS FONÉTICAS OU DE SONS ALITERAÇÃO: Consiste na repetição de fonemas no inicio ou no interior das palavras. É o recurso que se utiliza da repetição de sons consonantais para criar um efeito sensorial. Exemplos: Ele era bruto, bravo, como a agreste região onde nascera e morrera. “São Paulo – metrópole O metrô – bisturi que rasga O ventre da noite...” (Clínio Jorge) 4) FIGURAS FONÉTICAS OU DE SONS ASSONÂNCIA: é o recurso que se utiliza da repetição de sons vocálicos para criar um efeito de sentido. Observe os exemplos: Borboletinha tá na cozinha fazendo chocolate para a madrinha. – repetição de /a/ Venha, Vera, ver as velas ao vento! – repetição de /e/ 4) FIGURAS FONÉTICAS OU DE SONS PARONOMÁSIA: é o recurso que se utiliza de palavras que possuem o som e a escrita semelhantes, mas significados diferentes, ou seja, palavras parônimas, com o objetivo de remeter o leitor para a diferença de sentidos. É utilizada a semelhança sonora e gráfica para criar esse efeito de sentido. Exemplos: Quem conta um conto sempre aumenta um ponto. (dito popular) Você está confundindo espinafre de caçarolinha com espingarda de caçar rolinha. (dito popular) Cereja, William Roberto. Magalhães, Thereza Cochar. GRAMÁTICA REFLEXIVA: texto, semântica e interação. São Paulo, Atual, 1999. FARACO & MOURA. GRAMÁTICA. São Paulo: Ática, 19 ed. , 6 impr. 2003. MESQUITA, Roberto Melo. Gramática da Língua Portuguesa, 8a . Ed., 1999, Editora Saraiva. Paschoalin& Spadoto. GRAMÁTICA: TEORIA E EXERCÍCIOS. ENSINO MÉDIO; Volume único, Ediitora FTD, 1989. __________________. GRAMÁTICA: TEORIA E EXERCÍCIOS. ENSINO MÉDIO; Nova Edição. Volume único, 1. ed. , São Paulo , Editora FTD, 2014 Tufano, Douglas. Gramática e Literatura Brasileira: Curso Completo. 1. edição. São Paulo, 1995. https://www.portugues.com.br/gramatica/figuras-sonoras.html > Acesso em maio 2021. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS https://www.portugues.com.br/gramatica/figuras-sonoras.html https://www.portugues.com.br/gramatica/figuras-sonoras.html https://www.portugues.com.br/gramatica/figuras-sonoras.html https://www.portugues.com.br/gramatica/figuras-sonoras.html https://www.portugues.com.br/gramatica/figuras-sonoras.html BONS ESTUDOS!!!