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Amanda Varago
 Resumo sobre: Neodarwinismo,neutralismo e equilíbrio pontuado
Disciplina: Evolução
· Panorama geral
É possível perceber que são enfatizadas, ou seja, são mais difundidas, três teorias evolutivas, são elas:
1. Teoria de Lamarck
2. Teoria de Darwin 
3. Teoria Sintética da evolução (ou Neodarwinismo). 
A descrição das teorias segue uma linha histórica- temporal que começa com Lamarck e termina com o modelo mais aceito atualmente, tendo uma abordagem que não apresenta os conflitos gerados após o fortalecimento da síntese moderna da evolução. Roma (2011) afirma que, a maioria dos livros didáticos não mostram outras teorias como a teoria neutralista ou a de equilíbrio pontuado que apresentam argumentos polêmicos relacionados ao adaptacionismo e ao gradualismo.
· NEODARWINISMO:
O Neodarwinismo chamado também de "Teoria Sintética (ou Moderna) da Evolução" é a teoria que baseia seus fundamentos na noção de seleção natural postulada por Darwin juntamente com os avanços recentes principalmente na área de biologia molecular, onde se descobriu a unidade que é responsável tanto pela adaptação como pela herança por meio de partículas: o gene, basicamente o neodarwinismo é uma complementação da teoria de Darwin em relação às fontes de variabilidade das populações, possibilitando a partir do desenvolvimento da Genética e o conhecimento do material hereditário (ácidos nucleicos) uma “atualização” da teoria postulada por Darwin (Stedile, 2012).
(EMMECHE; EL-HANI, 1999) Pode-se entender que o Neodarwinismo está construído em um modo o qual utiliza o método de “listagem” de características para estruturar seu conhecimento sobre vida. Isso se observa em argumentos como: a vida é uma propriedade de populações de entidades que:
1. Se auto reproduzem 
2. Herdam características de seus predecessores por um processo de transferência de informação genética e, assim de características hereditárias (implicando em uma distinção entre genótipo e fenótipo) 
3. Apresentam variação em virtude de mutações aleatórias 
4. Deixam descendentes pelo sucesso de sua combinação de propriedades frente ao desafio das pressões seletivas encontradas no ambiente. 
O neodarwinismo é constantemente refinado como teoria, tanto por novas descobertas quanto pelas diferentes ideias que a teoria permite em sua própria estrutura. Algumas variações que chamam a atenção são do cientista Richard Dawkins, o qual defende em sua mais famosa obra, O Gene Egoísta (1979), que o alvo principal e sob o qual atua diretamente a seleção natural é o gene ou “replicador”. 
Ele vai mais longe defendendo que o início da vida ocorreu na terra primitiva com os replicadores, resultando na concepção de que a molécula ou o sistema mínimo de vida é um replicador (um gene). Essas moléculas replicadoras evoluíram através do tempo por meio da seleção, construindo “cascas” ou “robôs” (os corpos dos seres vivos) com a função de defesa e melhoria de sua chance de sobrevivência no ambiente.
· NEUTRALISMO
A teoria neutralista da evolução molecular sugere que grande parte da variação genética nas populações é o resultado de mutações e deriva genética e não de seleção. Basicamente, a teoria sugere que se uma população carrega várias versões diferentes de um gene, a probabilidade é de que cada uma dessas versões seja igualmente boa na realização de seu trabalho – em outras palavras, que a variação é neutra: se você carrega a versão A ou a versão B do gene, não afeta sua aptidão.
A teoria neutralista é facilmente mal interpretada. Ela NÃO sugere:
· Que os organismos não são adaptados aos seus ambientes
· Que toda variação morfológica é neutra
· Que TODA variação genética é neutra
· Que a seleção natural não é importante para moldar genomas
O ponto mais importante da teoria neutralista é simplesmente que quando vemos várias versões de um gene em uma população, é possível que suas frequências estejam apenas derivando por aí. Os dados apoiando e refutando a teoria neutralista são complicados. Descobrir quão amplamente a teoria neutra se aplica é ainda tópico de muita pesquisa.
· EQUILIBRIO PONTUADO
As pesquisas de Darwin (2004) em A origem das espécies mostram a evolução com um lento fluxo de pequenas mutações gradualmente moldadas pela seleção do ambiente, num enfoque de mudanças incrementais e cumulativas.
 A proposta darwiniana foi sendo aperfeiçoada com os resultados dos estudos de Gould (1992), onde novas espécies surgem devido a revoluções pontuadas originadas de mudanças rápidas no ambiente.
 Uma teoria científica formulada após 1972, pelos paleontólogos evolucionistas Stephen Jay Gould e Niles Eldredge, denominada de equilíbrio pontuado (saltacionismo, pontualismo ou teoria dos equilíbrios intermitentes). Segundo essa linha de pensamento, a evolução de uma espécie não ocorre de forma constante, mas alternada em períodos de escassas mudanças, com súbitos saltos que caracterizam alterações estruturais ou orgânicas adaptadas e selecionadas.
 Gersick (1991) apresenta os três conceitos fundamentais do equilíbrio pontuado: 
1. Estrutura profunda
A estrutura profunda é uma rede de escolhas interdependentes em que as unidades do sistema são organizadas e caracteriza-se por ter partes diferenciadas, que trocam recursos com o ambiente com o objetivo de sustentar esta diferenciação. 
2. Períodos de estabilidade
Durante os períodos de equilíbrio, os sistemas mantêm a estrutura profunda, procurando não sofrer influências internas e/ou externas e buscando avanços incrementais que melhorem o desempenho.
3. Períodos de revolução
Os períodos revolucionários são caracterizados por grandes mudanças internas ou ambientais que originam rompimento da estrutura profunda.
 Os resultados obtidos com estas mudanças poderão ou não melhorar o sistema. 
REFERÊNCIAS:
dos Anjos Rodrigues, R. M., & de Oliveira, D. H. ABORDAGEM DO TEMA TEORIAS EVOLUTIVAS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE BIOLOGIA DO ENSINO MÉDIO.
ROMA, V. N. Os livros didáticos de biologia aprovados pelo programa nacional do livro didático para o ensino médio (PNLEM 2007/2009): a evolução biológica em questão. São Paulo, 2011. 229p. Dissertação (Mestrado em Educação) Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011.
GERSIK, C.J.G. Revolutionary Change Theories: A Multilevel Exploration of the Punctuated Equilibrium. Academy of Management Review, v. 16, 1991, p. 10-32.
DARWIN, C. A Origem das Espécies. São Paulo:Martin Claret, 2004.
GOULD, S. J. Darwin e os grandes enigmas da vida. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
Stedile, G. (2012). O que é vida? Uma abordagem articulada das teorias de Neodarwinismo, Autopoiese e Biossemiótica.
EMMECHE, C; EL-HANI, C.N. Definindo vida, explicando emergência. Série Ciência e Memória, CNPQ/ON, Coordenação de informação e documentação, 1999.
DAWKINS, Richard. O gene egoísta. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Ed. Univ. S. Paulo, 1979.
IB USP,Teoria Neutralista: A importância relativa da deriva e da seleção, disponível em: https://evosite.ib.usp.br/evo101/IIIE5bNeutraltheory.shtml