A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
7 pág.
Resumo Imunologia - parte 11

Pré-visualização | Página 3 de 3

das doenças autoimunes é decorrente de 
traços poligênicos complexos nos quais os indivíduos 
afetados herdam polimorfismos genéticos múltiplos 
que contribuem para a suscetibilidade à doença. Esses 
genes agem em conjunto com os fatores ambientais para 
causarem as doenças 
 
ASSOCIAÇÃO DE ALELOS DE MHC COM 
AUTOIMUNIDADE: 
Dentre os genes que estão associados à autoimunidade, 
as associações mais fortes são com os genes MHV. 
Alguns alelos do MHC (como HLA) ocorrem com maior 
frequência nas doenças autoimunes 
Em muitas doenças autoimunes, os polimorfismos de 
nucleotídeos associados à doença codificam 
aminoácidos nas fendas de ligação de peptídeos das 
moléculas de MHC 
 
ATIVAÇÃO ESPECTADORA 
As infecções geram processos inflamatórios e, com isso, 
expressão da molécula coestimuladora nas DCs e outras 
APCs. Sendo assim, a molécula coestimuladora 
expressa em um linfócito autorreativo, pode haver 
ativação da resposta imune adquirida contra 
constituintes do hospedeiro 
INFECÇÕES E DOENÇAS AUTOIMUNES 
Infecções virais ou bacterianas contribuem por ativação 
espectadores, em que as APCs começam a expressar 
coestimuladores e a secretar citocinas ativadoras de 
células T, resultando no colapso da tolerância da célula 
T. Normalmente, o encontro de uma célula T 
autorreativa madura com um autoantígeno 
apresentado por uma APC em estado quiescente com 
deficiência de coestimulador resulta em tolerância 
periférica por anergia 
Microrganismos podem encontrar receptores tipo Toll 
em DCs, levando à produção de citocinas ativadoras de 
linfócitos; microrganismos também podem encontrar 
células B autorreativas, levando à produção de 
autoanticorpo 
Mimetismo molecular: linfócitos produzidos para 
conter determinado patógeno pode realizar reações 
cruzadas com antígenos próprios (febre reumática) 
MECANISMOS RELACIONADOS A ESCLEROSE 
MÚLTIPLA 
A esclerose múltipla é uma doença autoimune do SNC, 
na qual células TCD4+ das subpopulações Th1 e Th17 
reagem contra os antígenos próprios de mielina, 
resultando em inflamação do SNC com ativação de 
macrófagos ao redor dos nervos do cérebro e da medula 
espinhal, destruição da mielina, anormalidades na 
condução nervosa e déficits neurológicos. No exame 
patológico há inflamação da substância branca e 
desmielinização secundária. Fraqueza, paralisia e 
sintomas oculares com exacerbações e remissões 
Uma infecção viral pode ativar as células T reativas à 
mielina própria pelo fenômeno de mimetismo 
molecular ou pode ser por fator genético do alelo DR2 
dos genes HLA. Assim, células T autorreativas são 
geradas contra as proteínas da mielina, ativando uma 
resposta imune, com liberação de citocinas, 
recrutamento e ativação de outras células de defesa, 
IMUNOLOGIA (Abbas – capítulo 15) Gabriela Chioli Boer – T9 
como micróglias ativadas; TCD4 Th1; TCD4 Th17; 
linfócitos TCD8 e linfócitos B 
A doença é propagada por meio de um processo 
conhecido como espalhamento de epítopos. A ruptura 
do tecido resulta na liberação de novos antígenos 
proteicos e expressão de novos epítopos (antes não 
presentes como epítopos e após lesão há uma expressão 
aumentada desses epítopos que são tidos como 
intolerantes), previamente sequestrados, que ativam 
mais células T autorreativas 
 
MECANISMOS RELACIONADOS AO DIABETES 
TIPO 1 
A diabetes tipo I insulino-dependente é resultante da 
produção prejudicada de insulina; decorre do 
comprometimento das células B pancreáticas 
(secretoras de insulina). A predisposição genética a esta 
patologia relaciona-se com os alelos DR3 e DR4 dos 
genes HLA. O HLA é um complexo com muitos locus 
gênicos e codifica as glicoproteínas de reconhecimento 
dos antígenos, como o MHC. Assim, uma mutação 
neste local pode gerar moléculas de superfície que 
reconheçam e se liguem a autoantígenos 
Causas: inflamação mediada por células Th1 CD4+ 
reativas com antígenos das ilhotas (incluindo insulina), 
lise de células das ilhotas mediadas por CTL, produção 
local de citocinas (TNF e IL-1) que danificam células das 
ilhotas e autoanticorpos contra as células das ilhotas 
Um fator ambiental que pode contribuir a essa 
patologia é a infecção pelo vírus coxsackie B4. Isto 
porque ele tem tropismo pelo pâncreas e causa uma 
inflamação na região. A destruição de células libera 
muitos autoantígenos, que são capturados pelos 
linfócitos autorreativos. Como existe uma infecção e 
inflamação, as DCs expressão coestimuladores. No 
entanto, estas coestimuladoras acabam por ativar 
linfócitos contra o vírus e linfócitos contra os 
autoantígenos, causando grande destruição das células 
beta → ATIVAÇÃO ESPECTADORA 
Os tipos celulares envolvidos na patologia incluem: 
macrófagos, linfócitos Th1, linfócitos TCD8 e linfócitos 
B 
 
MECANISMOS RELACIONADOS À ARTRITE 
REUMATÓIDE 
É uma doença inflamatória crônica que envolve desde 
articulações pequenas (dedos), até articulações maiores 
(joelhos). Ela está envolvida na inflamação da sinóvia, 
com destruição das superfícies articulares. As células 
efetoras respondem a proteínas citrulinadas e incluem 
macrófagos, TCD4 Th1, TCD4 Th17, linfócitos TCD8, 
linfócitos B (fator reumatoide – FR), sendo que várias 
citocinas estão envolvidas, principalmente o TNF, que 
estimula as células da sinóvia a produzir colagenases e 
outras enzimas proteolíticas que acabam por degradar 
a cartilagem, ligamentos e tendões 
Geralmente, a artrite reumatoide também está 
relacionada com fatores reumatoides, que são 
anticorpos (IgM ou IgG) autorreativos, com mutações 
nas suas extremidades Fc. A suscetibilidade genética 
está envolvida com os alelos DR4 e os fatores 
ambientais são infecções e tabagismo