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Resumo Imunologia - parte 16

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IMUNOLOGIA – IMUNOPROFILAXIA 
Imunoprofilaxia é um conjunto de medidas preventivas 
e curativas que utilizam as respostas imunológicas para 
a elaboração de produtos terapêuticos como soros e 
vacinas. Tanto na ativa quanto na passiva, o tipo de 
imunidade pode ser natural ou artificial. No primeiro 
caso, o organismo é forçado a produzir o anticorpo após 
a exposição prévia de um antígeno natural (infecção) ou 
artificial (vacina). No segundo caso, o organismo já 
recebe os anticorpos prontos e ativos de forma artificial 
(soros) ou natural (amamentação) 
 
VACINA 
Vacina é uma combinação de antígenos microbianos 
que ao serem introduzidos no organismo de um 
indivíduo, induzem uma imunidade protetora contra 
infecção causada por esse microrganismo 
Os tipos de vacina são: microrganismo inativado, 
microrganismo atenuado, vacina conjugada, 
subunidades, antígenos sintéticos 
 
IMUNIDADE GRUPAL/EFEITO REBANHO 
Imunidade grupal/efeito rebanho: são expressões 
usadas na infectologia que fazem referência aos 
benefícios da aplicação de vacinas recebidos por 
pessoas que não foram vacinadas. O efeito acontece de 
modo indireto; indivíduos que recebem as vacinas com 
vírus atenuados se transformam em vetores desses 
parasitas 
 
ADJUVANTES 
A iniciação de respostas dependentes de células T 
imunológicas contra os antígenos de proteínas requer 
que os antígenos sejam administrados com adjuvantes 
Os adjuvantes provocam resposta imune inata, com 
aumento da expressão de coestimuladores e da 
produção de citocinas, tais como a IL-12, que estimula o 
crescimento e a diferenciação das células T 
Eles aumentam a imunogenicidade dos antígenos e 
reduzem a quantidade de antígenos e imunizações 
necessárias 
Exemplos de adjuvantes: hidróxido de alumínio gel 
(alúmen – promove respostas de células B; ativa os 
receptores NRLP3 relacionados com a formação de 
inflamassoma e produção de citocinas inflamatórias) e 
Squelene (ativa fagócitos) 
Uma alternativa para os adjuvantes é administrar 
substâncias que estimulam respostas de células T em 
conjunto com os antígenos, como a IL-12 incorporada a 
vacinas que promove uma forte imunidade mediada 
por células 
 
RESPOSTAS INDUZIDAS PELAS DIFERENTES 
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DE VACINAS 
Via oral 
Degradação dos antígenos pelas enzimas digestivas; 
quando absorvidos não são imunógenos; induzem 
tolerância. 
Exceções: vacina Sabin; rotavírus 
 
Via intramuscular, subcutânea ou intradérmica 
Uso de antígeno insolúvel ou em suspensão com 
adjuvantes. Quando um antígeno é administrado por 
essas vias, acaba sendo captado pela DC e chega a um 
linfonodo drenante, onde ativa a resposta imune 
adaptativa. Dois eventos importantes: inflamação no 
local da aplicação e liberação lenta do antígeno (efeito 
de depósito ou depot) 
 
Via intraperitoneal ou intravenosa 
Acumula-se predominantemente no baço 
 
VACINAS DE MICRORGANISMOS ATENUADOS 
Utilizam microrganismos intactos, porém 
enfraquecidos para que seja possível a progressão de 
uma resposta imune. O enfraquecimento dos antígenos 
se relaciona com a diminuição da sua virulência por 
meio de vários fatores sem que eles percam sua 
imunopatogenicidade 
Culturas de antígenos: como ocrre na vacina de Sabin 
(poliomielite) o vírus causador é exposto a várias 
culturas celulatrd de diferentes espécies. Esse processo 
faz com que seus compostos estruturais sofram 
mudanças drásticas que dificultam sua invasão na 
espécie humana. Isso permite que o vírus não se 
replique no hospedeiro. 
Submissão a condições extremas, como variações de 
temperatura, introdução de agentes químicos e 
variação de pressão proporcionam a atenuação dos 
antigenos 
A utilização de enzimas de restrição podem mudar 
partes do código genético desses antígenos para 
diminuir a sua virulência 
Induzem IgG e IgA e imunidade celular → promovem 
imunidade por muitos anos 
Exemplos: rotavírus, pólio oral, BCG, catapora, varíola, 
sarampo, caxumba, rubéola e febre amarela 
 
 
 
 
VACINAS DE MICRORGANISMOS INATIVADOS 
OU MORTOS 
Os microrganismos nessas vacinas são induzidos a sua 
morte por diversas maneiras, sejam elas químicas ou 
biológicas. Microrganismos vivos isolados são 
inativados por calor/formol/irradiação. Porém, sua 
patogenicidade fica preservada para conseguir induzir 
uma resposta imune produtora de anticorpos. 
Partículas virais são endocitadas e induzem 
principalmente resposta de células TCD4 que estimula 
por citocinas a produção de anticorpos IgG, mas não 
tem uma duração tão longa 
Exemplos: febre tifoide, hepatite A, cólera, raiva, pólio 
salk, gripe 
POLIO SALK X SABIN: são duas vacinas utilizadas 
contra o vírus da poliomielite, sendo que a primeira 
utiliza o antígeno morto e a outra o utiliza atenuado. A 
vacina inativa é mais segura, pois não há o risco de 
reversão de patogenicidade do antígeno, além de ela ser 
administrada de forma não oral e induzir resposta de 
anticorpos IgG no local da aplicação (menos efetiva). Já 
a atenuada, pode apresentar mais riscos, porém é mais 
eficiente por ser aplicada de maneira oral e ser 
absorvida na mucosa e induzir uma resposta sistêmica 
mediada por IgA 
 
VACINAS CONJUGADAS 
São vacinas com antígenos purificados, mas com 
polissacarídeos usados como carregador. O objetivo 
delas é induzir respostas imunes T dependentes para a 
geração de anticorpos de alta afinidade e memória 
duradoura. É por essa razão que se acopla aos antígenos 
as proteínas carreadoras, pois sem elas, apenas a 
resposta T independente seria gerada, com anticorpos 
de baixa afinidade e memória curta. 
Vacinas para infecções bacterianas nas quais o antígeno 
de interesse é um polissacarídeo capsular, incapaz de 
estimular as células T 
As respostas de alta afinidade podem ser produzidas 
contra antigenos polissacarídeos, mesmo em crianças, 
pelo acoplamento dos polissacarídeos a proteínas para 
formar as vacinas conjugadas 
Elas funcionam como conjugados hapteno-carreador, 
que contém epítopos de carboidratos reconhecidos por 
células B (hapteno) ligados a proteínas reconhecidas 
por células T (carreador) 
Efeito hapteno-carreador: as células B especificas para 
um hapteno ligam-se ao antígeno através do 
determinante do hapteno, endocitam o conjugado 
hapteno-carreador e apresentam peptídeos derivados 
da proteína carreadora a linfócitos T auxiliares 
específicos para essa proteína. Assim, os 2 linfocitos 
cooperam reconhecendo diferentes epítopos do mesmo 
complexo antigênico. O hapteno é responsável pela 
internalização eficiente da proteína carreadora para 
dentro da célula B, o que explica por que ambos 
precisam estar fisicamente ligados 
Exemplos: H. influenzae, pneumococos e 
meningococos 
VACINAS DE SUBUNIDADES OU DE ANTÍGENOS 
PURIFICADOS 
Consistem em vacinas compostas por microrganismos 
purificados ou toxinas inativadas que na maioria das 
vezes precisam estar acompanhadas de adjuvantes. 
Esse tipo de vacina consegue induzir uma resposta 
imune sem causar a doença, pela ativação de células 
CD4 e geração de anticorpos. Como o reconhecimento 
do MHC I fica baixo (induzido apenas por CD4), a ação 
dos CTLs fica quase nula. A razão para o baixo 
desenvolvimento de CTL é que proteínas exógenas (e 
peptídeos) são ineficientes ao entrarem na via do MHC 
i da apresentação de antigenos. Como resultado, as 
vacinas de proteínas não são reconhecidas de forma 
eficiente por células TCD8+ restritas de classe I. 
Importantes na prevenção de doenças causadas por 
toxinas bacterianas como tétano e difteria 
Exemplo: DTP 
VACINAS DE ANTÍGENOS SINTÉTICOS 
São produzidas em laboratórios com a tecnologia do 
DNA recombinante. Esse processo utiliza sequencias 
especificas de nucleotídeos constituintes de 
microrganismos com o objetivo de sintetizar proteínas 
semelhantes aos antígenos. Isso proporciona a resposta 
imune no individuo sem que ela