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Filo Ascomycota Características 
Gerais
Ocorrência e importância 
Maior grupo de fungos: mais de 32.000 espécies (Dictionary, 1995)
Principal característica: ascósporos (n) formados no interior de ascos (fase
teleomórfica);
Habitat: terrestres e aquáticos (água doce e salgada);
Saprófitas: restos de animais vegetais;
Celulolíticos: destruição de papéis e tecidos celulósicos
ex: Chaetomium
Simbiontes: líquens e micorrizas (ecto)
Parasitas do homem e outros animais: dermatites, micoses, infecção pulmonar.
Parasitas de insetos: ex: Cordyceps, Beauveria, Metharhizium
Parasitas de plantas: fitopatógenos ou toxicogênicos
Claviceps purpurea 
Giberella 
Aspergillus flavus
Fermentação alcoólica: leveduras (Saccharomyces cerevisae) Bebidas alcoólicas, 
álcool combustível, panificação. 
Produção de antibióticos: Penicillium chrysogenum.
Ascomicetos comestíveis: Morchelas e trufas 
Sistema vegetativo
Predominantemente micelial: com micélio bem desenvolvido, septado (apocitico).
Septos perfurado com poro simples.
Estruturas Reprodutivas sexuadas:
Ascas
Ascósporos
Corpo de frutificação/esporóforo composto em massa
ASCA: 
Reação ao iodo 
Formato 
Disposição dos ascósporos
Constituição da parede 
Forma de liberação dos ascósporos 
Quanto a reação ao iodo: podem reagir quando em presença de iodo,
produzindo uma coloração violeta (semelhante a reação do amido ao iodo).
ascas amilóides: reage com iodo
ascas não amilóides: não reage com iodo 
Quanto a forma: Globosas (A), clavadas (B) e cilíndricas (C).
Quanto a disposição dos ascósporos: diferentes espécies podem apresentar
os ascósporos com diferentes arranjos dentro da asca, exemplo em fila única (F),
em fila dupla (G).
Quanto a persistência das paredes dos ascos (túnicas) 
Evanescente 
Permanente 
Evanescente: 
Protunicado: parede fina e delicada, que se desintegra a medida que o asco vai 
amadurecendo. 
Unitunicada 
Bitunicada 
Demais ascas possuem duas túnicas. 
Unitunicada: Túnicas são fortemente aderidas, dando a impressão de uma única 
túnica.
Liberação dos ascósporos:
Opérculo: abre quando o asco amadurece para a liberação forçada dos 
ascósporos. 
Inoperculado: fenda, poro, anel apical elástico (funciona como uma válvula, 
sofre prolapso para permitir a passagem dos ascósporos durante liberação 
forçada). 
Unitunicado operculado 
Unitunicado inoperculado 
Bitunicados
Parede externa (exotúnica) – delgada e rígida.
Parede interna (endotúnica) – parede espessa e elástica.
Quando o asco amadurece a endotúnica expande-se rapidamente em 
direção a abertura do asco e rompe a exotúnica para descarga forçada 
dos esporos através de uma abertura apical da endotunica –
Fissitunica 
Encontrado em ascoma tipo: ascostroma, eventualmente em clestótecio 
da ordem Erysephales. 
Bitunicado 
Bitunicado 
Liberação passiva ou ativa 
Diferenças de umidade 
Temperatura 
Luminosidade 
Correntes de ar 
CARACTERÍSTICAS DOS CORPOS DE FRUTIFICAÇÃO (também
conhecidos como ASCOCARPOS):
Ascocarpos: frutificações no interior das quais encontram-se as ascas e
ascósporos de alguns membros do filo Ascomycota.
Constituição: pseudoparênquimas.
No interior dos ascocarpos encontram-se espaços, denominados 
lóculos (espaços) no interior dos quais encontram-se as 
ascas. 
Ascocarpo
Um lóculo
Monoascal 
Pluriascal 
Unilocular: conter apenas um lóculo
Multilocular: mais de um lóculo 
No interior dos lóculos, existem algumas estruturas como:
Himênio
Paráfises 
Perífeses
Hematecio
Hematécio - Hifas estéreis com função variada. Entre os hematécios podemos 
encontrar paráfises e perífeses. 
Perifises – filamentos curtos de hifas,
porem situados no canal do ostíolo
dos peritécios. Função: direcionar os
ascos, no ostíolo, no momento da
liberação dos esporos.
Paráfises – filamentos curtos de hifas,
geralmente não ramificado, septado ou não,
que se originam da base do ascocarpo e se
situam entre os ascos. Função: separar os
ascos entre si e facilitar a liberação dos
ascósporos.
Himênio – conjunto de células férteis 
Tipos básicos de corpos de 
frutificação/ascocarpos: 
Cleistotécio: Frutificação geralmente globosa, completamente fechada.
As ascas e ascósporos somente são liberados se ocorrer o rompimento do
cleistotécio.
Ordem Erysiphales (agentes de cinza ou oídio): apresentam ornamentos
denominados fulcros, juntamente com o número de ascas, constituem
característica importante na identificação dos gêneros
Peritécio : A característica principal desse tipo de ascocarpo é a presença de 
uma abertura, por onde são liberados os ascósporos, denominada ostíolo.
Obs.: Rostro: protuberância no local do ostíolo, como Neurospora 
Apotécio: Ascocarpos abertos, em forma de taça ou prato.
As ascas são formadas na superfície do ascocarpo exposta ao ambiente.
Podem ser:
Pedicelados: Monilinia
Sésseis: na superfície do substrato, como Diplocarpon.
Ascostroma: Pode conter tecido do hospedeiro. Diferencia - se pela formação do
estroma.
Não há portanto parede especial envolvendo as ascas, que se formam em 
cavidades dentro de um estroma. 
Obs.: Existem ascostromas uniloculares e multiloculares.
Um tipo especial de ascostroma unilocular é o pseudotécio, formado pela 
dissolução quase completa do estroma, resultando em apenas uma fina parede 
ao redor do lóculo. 
Os pseudotécios, quando maduros, são indiferenciaveis dos peritécios. 
A diferenciação só pode ser feita observando-se seu desenvolvimento ou por 
características das ascas e paráfises. 
Diferenças entre peritécios e pseudotécios:
Peritécios: sempre apresentam ascas unitunicadas e, quando
apresentam filamentos estéreis, estes são paráfises verdadeiras, ou
seja, originadas da base (hifas ascógenas).
Pseudotécios: sempre apresentam ascas bitunicadas e quando
apresentam filamentos estéreis entre as ascas, este são remanescentes
do estroma original., são denominados pseudoparáfises e estão
ligadas a base e a parte superior do ascostroma.
Ainda pode ocorrer:
Ascas nuas - Ou seja, ausência de ascocarpo. 
Em alguns as ascas são formadas livres no meio, como em leveduras ou
diretamente na superfície do hospedeiro, como em taphrinales.
Ascos nus
Peritécio
Cleistotécio
Apotécio
Pseudotécio
CARACTERÍSTICAS DOS ASCOSPOROS: Os ascósporos apresentam-se 
de diversos formatos, número de células e coloração. 
FASE SEXUADA:
Espermatização: não ocorre formação do anterídio.
Os núcleos masculinos chegam ao ascogônio por espermácias (microconidios),
são células especializadas masculinas uninucleares, espeféricas que se aderem
aos órgãos receptores, tricógenos.
Os núcleos espermáticos migram ao ascogônio através dos poros das paredes.
As espermácias se desprendem das hifas por algum meio, ex. inseto.
Somatogamia: fusão de hifas somáticas pertencentes a micélios compatíveis e
os núcleos migram até o ascogôonio através das paredes. Ocorre algum
mecanismo hormonal no processo para iniciar a plasmogamia.
Contato gametangial:
Hifa 
Ascógena 
Célula mãe do 
asco 
Asco jovem meiose mitose 
Contato 
gametangial:
gameta feminino e 
masculino. 
Fase Assexuada:
Corresponde o filo 
Deutoromycota (Mitospóricos)
Classificação: 
Antiga: baseada na morfologia das estruturas sexuais.
Moderna: “luz das técnicas moleculares”, principalmente do genoma 
ribossomal, e esta sofrendo muitas alterações. 
A taxonomia de ascomiceto é um capitulo ainda não encerrado na micologia. 
10º edição do dicionário: 
Subfilo: 
pezizomycotina 
Sacchoramycotina 
Taphrinomycotina 
“São aceitos, muitas famílias porém não estão conectadas as ordens ou
classes específicas dentro desses subfilos;
Ainda: + 3.200 gêneros não podem ser confiavelmente relacionado a
nenhuma família”.
10º edição do dicionário registra 68 ordens (16 fitopatogênicas) e ainda 
famílias que não se enquadram nessas ordens. 
Taphrinales
Eurotiales
Microascales
OphiostomatalesXylariales
Hypocreales
Diaporthales
Phyllachorales
Helotiales
Rhytismatales
Capnodiales
Botryosphaeriales
Myriangiales
Pleosporales
Trichosphaeriales
Erysiphales
AULA PRÁTICA

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