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completo de actividades 
necessárias à manutenção de linhas de transmissão, mas o mínimo aceitável do ponto de vista 
regulatório. 
Assim, cabe à transmissora estabelecer seu plano de manutenção, com base nas normas técnicas, 
nos manuais dos fabricantes e nas boas práticas de engenharia, a fim de garantir a prestação do 
serviço adequado e a conservação das instalações sob sua concessão. A partir dos resultados das 
manutenções preditivas e preventivas a transmissora deve efectuar as correções das anomalias 
verificadas. 
As manutenções preventivas só poderão ser realizadas em intervalos superiores aos estabelecidos 
neste plano quando forem adoptadas técnicas de manutenção baseadas na condição ou na 
confiabilidade. Neste caso, deverá ser apresentado laudo técnico que aponte a condição do 
equipamento que justifica a postergação da manutenção preventiva baseada no tempo. 
4.4.1. Chaves Seccionadoras e Para-Raios 
 
4.4.1.1. Chaves Seccionadoras 
Nas chaves seccionadoras, as actividades mínimas de manutenção a serem realizadas nas 
manutenções preventivas periódicas são: 
 Inspeção geral do estado de conservação; 
 Verificação da limpeza da parte activa; 
 Limpeza dos contatos e aplicação de lubrificante na superfície do contato; 
 Verificação da necessidade de substituição de contatos danificados ou corroídos; 
 Verificação dos cabos de aterramento; 
 Inspeção do armário de comando e seus componentes; 
 Verificação do mecanismo de operação; 
 Inspeção e limpeza de isoladores, das colunas de suporte e dos flanges dos isoladores; 
 Lubrificação dos principais rolamentos e articulações das hastes de acoplamento; 
Capítulo 4 | TECM 2020 
 
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 Verificação do aperto dos parafusos; 
 Verificação dos ajustes dos batentes e das chaves de fim de curso; 
 Medição de resistência de contato; 
 Execução de manobras de fechamento e abertura; 
 Verificação da operação da resistência de aquecimento, proteção do motor e 
intertravamento eletromecânico. 
 
4.4.1.2. Pára-raios 
Na manutenção preventiva de pára-raios devem ser realizadas verificações gerais do estado de 
conservação das ferragens e da porcelana, dos invólucros, dos miliamperímetros e dispositivo 
contador de descargas. A medição da corrente de fuga pela componente resistiva deve ser realizada 
em locais onde os pára-raios estejam expostos a altas actividades atmosféricas ou muita poluição; 
ou, ainda, antes de uma temporada de descargas e após períodos com condições climáticas 
adversas. 
4.4.2. Linhas de Transmissão 
As actividades mínimas de manutenção para as linhas de transmissão são: 
a) Inspeção Terrestre; 
b) Inspeção Aérea. 
A inspeção terrestre e a inspeção aérea devem ser realizadas, no mínimo, a cada doze meses e em 
períodos não coincidentes, preferencialmente intercaladas a cada seis meses (antes do início do 
período chuvoso e antes do início do período de queimadas). 
Nas inspeções terrestres deverão ser verificados: o estado geral da linha de transmissão, a 
estabilidade das bases das estruturas quanto a erosões, a situação dos aterramentos, a situação dos 
contrapesos, a situação dos acessos até as estruturas, a proximidade da vegetação aos cabos, a 
possibilidade de queimadas e a possibilidade de invasão da faixa de servidão. 
Nas inspeções aéreas deverão ser verificados: o estado geral da linha de transmissão, a 
integridade das cadeias de isoladores, a verificação de pontos quentes, a integridade dos cabos 
pára-raios, a estabilidade das estruturas, a aproximação da vegetação aos cabos e a possibilidade 
de queimadas. 
Nos relatórios de inspeção de linhas de transmissão deve constar registro fotográfico dos pontos 
relevantes que permita a verificação da limpeza da faixa de servidão e do tipo e altura da vegetação 
circunvizinha. Devem ser registradas a data e a hora das fotografias e as coordenadas geográficas 
dos pontos em que elas foram tiradas. 
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As concessionárias deverão manter cadastro actualizado das linhas de transmissão, contendo as 
restrições ambientais, o tipo de arborização existente sob as linhas e as periodicidades de podas e 
roçadas recomendadas. 
 
Bibliografia Recomendada 
 ATABEKOV, V. Electric Power System installation Practice, Mir Publisher, 
Moscow/Russia,1980; 
 CABRAL, José Saraiva Paulo. Organização e Gestão da Manutenção – dos Conceitos à 
Prática, 5ᵌ Edição, edições Lidel; 
 FITZGERALD, A.E. et al, Máquinas Eléctricas, Editora McGraw-Hill, São Paulo, Brasil, 
1975; 
 R.S.I.U.E.E - Regulamento de Segurança de Instalações de Utilização de Energia Eléctrica; 
 SOLIDAL, Guia Técnico, , Porto/Portugal, 1992; 
 TITARENKO M.; DUKELSKY N., Protective Relaying in Electric Power Systems, Peace 
publisher- Moscow/Russia; 
 VASQUEZ, J. R. Instalações eléctricas Vol. I, II, , Plátano Edições Técnicas, Porto/Portuga, 
1991;