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REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE ➔ Componentes: 1. Espaço territorial e a população adscrita; 2. Serviços e ações em saúde com diferentes densidades tecnológicas e diferentes caracteríscticas; 3. Logística para orientar o usuário em relação a sua localização na rede de atenção, com ênfase na importância dos mecanismos de identificação do usuário; 4. Sistemas de regulação (com normas e protocolos). 1+2+3+4 = MODELO DE ATENÇÃO (paradigma, visão de mundo) ➔ Complexidade X Densidade tecnológica Na APS tem-se maior complexidade, pois os atendimentos buscam mudanças no comportamento e estilo de vida. As atenções secundárias e terciárias apresentam uma menor complexidade, mas uma maior densidade tecnológica. ➔ Concepção Hierárquica e Piramidal X Redes poliárquicas A rede poliárquica é o tipo de organização mais desejável para o sistema de saúde, pois tem- se a APS como o centro da comunicação da rede (exceção: emergências e urgências, que apresentam regulação própria). ➔ Modelo Hegemônico X RAS Condições agudas Rompimento com a hegemonia do modelo biomédico Demanda espontânea Continuidade da atenção Ênfase em aspectos biomédicos Solução pontual dos problemas Enfrentamento das condições agudas, mas principalmente das condições crônicas ➔ Condição Aguda X Condição crônica A condição aguda é dependente do binômio tempo e resposta. Já a condição crônica exige uma resposta social, pró-ativa e contínua. ➔ Linhas de Cuidado Para cada condição/diagnóstico, são desenhados caminhos preferenciais dentro da rede para o atendimento integral do paciente. É importante que a equipe de atenção primária acompanhe o caminhar deste paciente de um local a outro. 1. Prevenção: age-se sobre os fatores de risco e valoriza-se o diagnóstico precoce. Para isso, é necessária uma visão integral do paciente, entendo-se que a condição do paciente é apenas uma parte de um todo/indivíduo. 2. Cura 3. Reabilitação Esses aspectos remetem a um princípio do Sus: a integralidade, a qual envolve o entendimento da condição integral e não parcial, entendo o contexto social do indivíduo e atendendo a suas demandas e necessidades. Este princípio está contido na Lei 8080/90 e é definido como um conjunto articulado e contínuo de ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema. ➔ COAP (Contrato Organizativo da Ação Pública em Saúde): define os compromissos de cada ente federado em relação aos seus objetivos comuns. ➔ Desafios na organização da rede Manter um fluxo de informações, continuidade do cuidado, participação dos gestores estaduais, configuração da rede, plena atuação da comissão dos intergestores regionais, desconhecimento do Coap pelos gestores e a percepção negativa dos gestores em relação ao Coap. ➔ Desafios para a realização de um cuidado integral • Transição epidemiológica (diminuição de doenças infeciosas e aumento de neoplasias e doenças cardiovasculares); • Transição demográfica acelerada (aumento do número de idosos, e consequente aumento na prevalência de doenças crônicas). • Tripla carga de doenças: persistência de doenças infecciosas, parasitárias e da desnutrição; aumento de doenças, invalidez ou morte por causas externas, como a violência; predominância das doenças crônicas e de seus fatores de risco. ➔ Sistemas Logísticos (parte essencial da rede de atenção, pois conectam os fluxos e contra- fluxos dentro do sistema) • Registro eletrônico em saúde (ex.: prontuário) • Sistema de acesso regulado • Sistema de transporte em saúde ➔ O autor Eugênio Vilaça Mendes evidencia os desafios de se acelerar as mudanças no sistema, pois há um descompasso entre as fortes transições demográficas e epidemiológicas e a capacidade do sistema de se adaptar a essas mudanças.