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10/10/2016 1 Ruptura de ligamento cruzado cranial 1 Funções do LCC 1. Evitar rotação interna da tíbia 2. Evitar deslocamento cranial da tíbia 3. Prevenir flexão e extensão excessiva 2 • Art. fêmoro-tibial (côndilos do fêmur com côndilos da tibia) • Art. fêmoro-patelar (tróclea e patela) • Art. tibio-fibular The Canine Stifle. Sherman O. Canapp, Jr. Clinical Techniques in Small Animal Practice, v.22(4), p.195-205, 2001 3 1 a: banda caudo lateral do LCC 1 b: banda cranio medial do LCC 2: LCCaudal 3: menisco medial 4: menisco lateral 5: tendoão do extensor digital longo 6: condilo femoral medial 7: crista tibial 8: tróclea 4 Anatomia 5 6 10/10/2016 2 Arteria femoral Arteria poplítea Arteria genicular descendente Arteria genicular medial proximal Arteria genicular media Irrigação Arteria tibial cranial Arteria tibial caudal Muir, Peter. 2010. In: Advances in the canin cranial cruciate ligament 7 RUPTURA DE LIGAMENTO CRUZADO CRANIAL Tratamento 8 • O modo ideal de tratamento permanece controverso • Taxa de sucesso independente da técnica cirúrgica 85- 93% • Até o presente nenhuma técnica tem restaurado a biomecânica normal do joelho e nem evitado a progressão da OA • Técnicas Intra-capsulares • Técnicas Extra-capsulares • Osteotomias corretivas Tratamento 9 Johnson & Dunning. Orthopedic surgical procedures of the dog and cat, Elsevier, 2005 Abordagem Momento para avaliar menisco e OA 10 Johnson & Dunning. Orthopedic surgical procedures of the dog and cat, Elsevier, 2005 Meniscectomia • Parcial • Total 11 Johnson & Dunning. Orthopedic surgical procedures of the dog and cat, Elsevier, 2005 12 10/10/2016 3 Johnson & Dunning. Orthopedic surgical procedures of the dog and cat, Elsevier, 2005 13 Imbricação do Retináculo • De Angelis e Lau 14 Técnicas extracapsulares 15 Sutura fabelo-tibial lateral • Cuidado ao apertar demais a primeira laçada = afrouxa o lig. da fabela no trans ou pós-cirurgico • Não passar superficial ao tendão patelar • Clamp mais resistencia que o nó • Pegar o mínimo de tecidos moles = evitar necrose e afrouxamento 16 17 Complicações • Soltura do nó/ ruptura precoce do fio • Instabilidade residual • Avulsão do ligamento fabelo-femoral • Reação ao fio 18 10/10/2016 4 Intra-articulares (Paatsama,1952) 19 Paatsama modificado • DICKINSON AND NUNAMAKER (1977) 20 Técnicas de osteotomia • Técnicas com maior dificuldade de execução • Mais definitivas (não rompe fio ou enxerto) • Complicações mais severas (falha de implante, osteomielite, não união) 21 Kim et al. Veterinary Surgery 37:111–125, 2008 Tibial Tuberosity Advancement (TTA) 22 23 Tibial Tuberosity Advancement (TTA) 24 10/10/2016 5 Kim et al. Veterinary Surgery 37:111–125, 2008 Tibial Plateau Leveling Osteotomy (TPLO) 25 26 Tibial Plateau Leveling Osteotomy (TPLO) 27 Cuidados pós operatórios em geral!!!! •Antibióticos •Analgésicos •Antiinflamatórios •Robert Jones 24hs a um mes •Repouso absoluto durante 1 mês, liberação gradativa da atividade •Passeios com guia •Fisioterapia 28 Displasia Coxofemoral 29 Definição • A DCF tem sido definida como uma doença representada pela disparidade entre a massa muscular e o rápido crescimento ósseo culminando em incongruência articular 30 10/10/2016 6 Ângulo de Norberg 31 32 Penn Hip 33 34 35 Abaixo de 0,3/ Acima de 0,7 36 10/10/2016 7 Tratamentos • “Preventivo” – Seleção para reprodução • Genética/pedigree – Sinfisiodese Púbica juvenil (SPJ) – Osteotomia pélvica tripla (OPT) • Conservativo (discutido em patologia cirúrgica) – AINES • Carproflan/ meloxican – Analgésicos • Dipirona/ tramadol – Condroprotetores • Diacereína / sulfato de controitina/ glucosamina – Ondas de choque • Radial / focal – Souza et al, 2011 37 Tratamentos • Cirúrgicos – Paliativos (não restabelece a articulação ao normal) • Colocefalectomia • Denervação • Prótese coxofemoral (pouco utilizada no Brasil) 38 SPJ 39 • Para animais de 3 -5 meses • Posicionamento em decúbito dorsal. • Acesso ventral do púbis através de incisão de pele iniciando a partir do tubérculo púbico ventral. • Divulsão SC/ incisão de inserções/aponeuroses do músculo reto abdominal, adutor e a aponeurose da fáscia do músculo grácil • Afastamento e exposição da porção púbica da sínfise pélvica SPJ • Fechamento precoce sínfise púbica por termonecrose • Eletrocautério – 40w, ponteira em agulha, 9-20s, 2/3 cranial ao púbis – Palpação retal (segurança) • Pode causar lesão retal, uretral por termonecorse • culmina em uma melhor coaptação por parte do componente acetabular • TUDURI; NOGUEIRA, 2003) 40 Denervação • Grande redução da dor por secção das fibras nociceptivas através da curetagem do periósteo 41 • Existem casos refratários em que não há remissão da dor de modo satisfatório (5-10%) • Técnica simples • Bilateral • Complicações – Neuropraxia do n. isquiático (transitória) – Seroma • Período agudo de dor pós-operatorio (2-3 dias) • Preserva a articulação incongruente – DAD Denervação 42 10/10/2016 8 1. Decúbito lateral. 2. Incisão desde o trocanter maior do Fêmur até o fim do terço cranial da pelve 3. Divulsão dos tecidos subcutâneos até localização de fáscia lata e sua incisão cranial ao trocânter maior do fêmur entre o músculo da fáscia lata, glúteo médio e bíceps femoral 4. Após incisão, uso de afastador de Homman e elevador de periósteo para o rebatimento dorsal do músculo glúteo médio para exposição cranial e dorsal ao acetábulo. 5. Curetagem do perósteo cranial e dorsal ao acetábulo com cureta 6. Finalizando-se o procedimento com aproximação da musculatura/SC com fio absorvível com sutura simples contínua 7. Sutura de de pele com Náilon em ponto simples separado. 8. Após a cirurgia de um lado o mesmo procedimento é repetido, em seguida, no membro contralateral 43 44 Colocefalectomia • Ostectomia – Ressecção da cabeça e colo femoral – Musculatura e fibrose • Pseudo articulação – Remoção da dor – Não mantêm a biomecânica normal – Corte preciso • Serra ou osteótomo • Angulação adequada • Abdução e rotação externa do membro 45 1. Decúbito lateral 2. Abordagem craniolateral, na região do trocânter maior do fêmur 3. Incisada a pele, tecido subcutâneo, fáscia entre os músculos vasto lateral e bíceps femoral, tensor da fáscia lata e glúteo superficial/ médio 4. Exposição e Incisão da cápsula articular/ligamento da cabeça do fêmur. 5. Rotação do membro para exposição da cabeça do fêmur 6. Com martelo + osteótomo e/ ou serra oscilatória faz o corte do colo femoral e removendo junto com a cabeça do fêmur 7. Sutura em ponto simples separada/ ou contínuo simples da fáscia muscular incisada, (absorvível) + sutura no tecido subcutâneo 8. Sutura em ponto simples separado na pele com fio de náilon. 46 47 Prótese 48 10/10/2016 9 Considerações Finais • Como escolher a técnica? • Características individuais (paciente e cirurgião) • Sintomatologia • Resposta aos tratamentos conservativos • Associação de tratamentos • Afecções associadas • Diferenciais 49 Luxação patelar 50 Classificação • Grau 1: luxação patelar intermitente com possível deslocamento manual e redução espontânea na liberação patela. • Grau 2: luxação patelar frequente à flexão da articulação (espontânea) ou pressão digital, em que a redução espontânea não é sempre imediata ou necessita de redução manual. • Grau 3: luxação patelar permanente, em que a redução manual é possível, mas ocorre luxação recorrente espontânea quando a patela é liberada. • Grau 4: luxação patelar permanente em que a redução manual não é possível. 51 52 Tratamento? • Varia com as deformidades!!!! 53 Técnicas • Mesmas do RLCC 1. Sutura fabelo tibial 2. Imbricação do retináculo – SFT ou Imbricação = lateral para luxação patelar medial/ medial para luxação patelar lateral 1. reduzir rotação da tíbia2. Trazer e ajustar o retináculo ao lado frouxo 54 10/10/2016 10 Imbricação do Retináculo • De Angelis e Lau 55 Sutura fabelo tibial 56 Sutura de reforço lateral • Reforço lateral do retináculo • Sutura em 8 do ligamento femoral- fabelar até a fibrocartilagem parapatelar lateral 57 Liberação de retináculo • Quando há tensão do lado da luxação pode-se realizar a incisão do retináculo deixando o mesmo sem suturar para aliviar a tenção • Técnica adicional em tecidos moles • Usualmente realizada também em cápsula e casos mais graves a liberação do quadríceps 58 Técnicas • Correção de deformidades – Trocleoplasia • Aprofundamento do sulco troclear – Em bloco – Em cunha 59 60 1 Osteotomia com serra oscilatoria/ martelo e osteótomo na margem da tróclea 2 ressecção do bloco preservando cartilagem 10/10/2016 11 61 • 3 – aprofundamento do sulco e recolocação do bloco Ressecção em cunha 62 Mesmos passos da em bloco oq difere é a forma do corte e de desgaste Obs: um dos lados não beira a margem troclear, será esta a distancia calculada para o aprofundamento Transposição da crista da tíbia • Banda de tensão – 2 pinos paralelos entre si e perpendiculares a linha de osteotomia da crista da tibia envolvidos pelo fio de cerclagem em 8 com a diáfise da tibia ancorado em orificio realizado com broca/furadeira 63 1 osteotomia da crista 64 2 retilinização do eixo do quadríceps e colocação da banda de tensão 65 Grandes deformidades? 66 10/10/2016 12 Desvio rotacional e angular • Fêmur e/ou tíbial 67 Osteotomia corretiva • Cálculo do CORA • Ressecção em cunha • Colocação de placa – Center of rotation and angulation 68 Luxação coxofemoral • Diversas técnicas – Pino em cavilha – Sutura iliofemoral Paliativa = Colocefalectomia 69 1 abordagem articular • Acesso a articulação coxofemoral – Aula prática! 70Barros 2009 Materiais especiais extras na colocação do pino em cavilha 71 2 perfuração e colocação da cavilha com fio 72 10/10/2016 13 3 Ancoramento do fio 73 Perfuração para túnel do trocanter maior a cabéca do fêmur com guia!! 74 Fechamento do nó com o uso do botão 75 Sutura íliofemoral 76 Martinii, 2001 77 Bibliografia • Recomendada além do Fossum e Slatter… • Peter Muir. Advances in The Canine Cranial Cruciate Ligament • Complementar (curiosidade e aprofundamento) • Souza, Alexandre Navarro; TATARUNAS, ANGELICA ; MATERA, JULIA . Evaluation of vertical forces in the pads of Pitbulls with cranial cruciate ligament rupture. BMC Veterinary Research, v. 10, p. 51, 2014 • SOUZA, Alexandre Navarro Alves de; PINTO, A. C. B. C. F. ; Marvulle, V. ; MATERA, J. M. . Vertical forces assessment according to radiographic hip grade in German shepherd dogs. Journal of Small Animal Practice, v. 55, p. n/a-n/a, 2014. • Souza, A. N. A.; POLETTO, M. F. ; HAGEN, S. C. F. ; PATRICIO, G. C. F. ; Matera, J. M. . Radial shock wave therapy in dogs with hip osteoarthritis. Veterinary and Comparative Orthopaedics and Traumatology, v. 29, p. 4, 2016 • FERREIRA, M. P. ; FERRIGNO, C. R. A. ; DE SOUZA, A. N. A. ; CAQUIAS, D. F. I. ; DE FIGUEIREDO, A. V. . Short-term comparison of tibial tuberosity advancement and tibial plateau levelling osteotomy in dogs with cranial cruciate ligament disease using kinetic analysis. VETERINARY AND COMPARATIVE ORTHOPAEDICS AND TRAUMATOLOGY, v. 29, p. 209-213, 2016. • ODA, SAM GOLGY SHOYAMA ; SOUZA, ALEXANDRE NAVARRO ALVES ; PEREIRA, CESAR AUGUSTO MARTINS ; ESCOBAR, ANDRÉS SEBASTIAN ARISTIZABAL ; TARTARUNAS, ANGÉLICA CECILIA ; MATERA, JULIA MARIA . Biomechanical evaluation of two extracapsular techniques for cranial cruciate ligament reconstruction in cadaver dogs. Semina. Ciências Agrárias (Online), v. 37, p. 1327, 2016. • Souza, A. N. A.; Matera, J. M. . Vertical force analysis in dogs with hip osteoarthritis undergoing treatment with chondroprotectors. Revista Acadêmica: Ciências Agrárias e Ambientais (PUCPR. Impresso), v. 14, p. 19-26, 2016. 78 http://lattes.cnpq.br/0437267624497986 http://lattes.cnpq.br/0437267624497986 http://lattes.cnpq.br/0437267624497986 http://lattes.cnpq.br/0437267624497986 http://lattes.cnpq.br/0437267624497986 http://lattes.cnpq.br/0437267624497986 http://lattes.cnpq.br/0437267624497986 http://lattes.cnpq.br/0437267624497986 http://lattes.cnpq.br/0437267624497986 http://lattes.cnpq.br/0437267624497986 http://lattes.cnpq.br/0437267624497986 http://lattes.cnpq.br/0437267624497986 http://lattes.cnpq.br/0437267624497986 http://lattes.cnpq.br/0437267624497986 http://lattes.cnpq.br/0437267624497986 http://lattes.cnpq.br/0437267624497986 http://lattes.cnpq.br/0437267624497986 http://lattes.cnpq.br/0437267624497986 http://lattes.cnpq.br/0437267624497986 http://lattes.cnpq.br/0437267624497986 http://lattes.cnpq.br/0437267624497986 http://lattes.cnpq.br/0097815895759140 http://lattes.cnpq.br/0097815895759140 http://lattes.cnpq.br/1369693541003738 http://lattes.cnpq.br/0437267624497986 http://lattes.cnpq.br/5076758761794680 http://lattes.cnpq.br/0437267624497986 10/10/2016 14 Bibliografia • MARTINI, F.M.; SIMONAZZI, B.; DEL BUE, M. Extra-articular absorbable suture stabilization of coxofemoral luxation in dogs. Veterinary Surgery, v.30, p. 468- 475, 2001. • BARROS L.P; 2009. Estudo experimental e comparativo entre as técnicas de pino em cavilha com fio fluorcarbono monofilamentar e colocefalectomia para estabilização coxofemoral em cães. tese 79