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XXXXXXXXXX Turma: XXXXXX RA: XXXXXXX FICHA DO FILME A CAÇA (JAGTEN, 2012) Lucas (Mads Mikkelsen) trabalha em uma creche. Simpático e amigo de todos, ele tenta reconstruir a vida após um divórcio complicado, no qual perdeu a guarda do filho. Tudo vai bem até que, um dia, uma de suas alunas inventa à diretora da creche que Lucas lhe mostrou suas partes íntimas. A acusação logo faz com que ele seja afastado do trabalho e, mesmo sem qualquer tipo de comprovação, seja perseguido pelos moradores da cidade em que vive. REFLEXÃO Filme, A Caça, mostra como a mentira pode danificar a vida de uma pessoa. Alguns aspectos podemos analisar no filme e um deles é a forma como lidamos com a mentira infantil. No próprio filme, há uma fala que traduz a ideia de “as crianças nunca mentem”. Embora seja uma questão delicada pois é preciso ouvir atentamente a criança, principalmente em casos onde há a suspeita de abusos, nos coloca diante de um conflito onde precisamos estar cientes de que a mentira infantil realmente ocorre. No caso da personagem do filme, ela não o faz de maneira maliciosa, já que tampouco tem idade para compreender as dimensões de sua mentira, mas reproduz um diálogo presenciado em sua própria casa, de forma a “revidar” o sentimento de rejeição do professor em sua fantasia romântica. Outro ponto claramente trabalhado no filme é a questão do julgamento que todos nós fazemos diante de determinadas situações, mesmo sem que tenhamos pleno conhecimento dos fatos. Por conta do ocorrido, a vida do personagem foi totalmente transformada e agora ele carrega consigo a imagem de pedófilo, rótulo que coloca em risco a sua liberdade, sua integridade física e seu futuro. Entretanto, é possível notar que o filme não tem a intenção de mostrar o personagem de forma vitimizada diante das pessoas que o perseguem e nem de fazer com que essas pessoas sejam vistas como cruéis, ao contrário, é possível que o espectador compreenda igualmente o ponto de vista de uma comunidade que se vê revoltada diante de um possível abuso a uma criança. Em todos os momentos da vida nos deparamos com situações em que necessitamos tomar uma posição. Mas, muitos de nós não se lembra que quase tudo tem dois lados. Toda moeda tem dois lados (exceto a moeda do Harvey Dent/Duas Caras que tem a mesma face dois lados) e toda história tem pelo menos duas versões. Alguns dizem que são três: um lado, o lado oposto e a verdade. O problema é que nem sempre a gente está disposto a ver o outro lado, querer saber a opinião do outro, saber ser imparcial ou saber reconhecer quem está certo, independentemente a qual lado você pertença. Devemos nos colocar no lugar do outro em todos os momentos e circunstâncias. Antes de acusar, de tomar partido, procure ver o outro lado da questão. Antes de julgar, saiba todos os detalhes da história. Antes de xingar, se pergunte se você faria ou teria feito de forma diferente. As pessoas tem o péssimo hábito de ouvir apenas um lado da história, em qualquer situação seja em casa, no trabalho, ou mesmo lendo alguma notícia em um site de fofoca. E julgam o outro como se fossem juízes. Então antes de nos posicionarmos a favor de um dos lados, (que é uma tendência natural do ser humano), devemos ouvir os envolvidos, assim como funciona no meio jurídico, ouvir a acusação e a defesa, o acusado e o acusador. E em alguns casos você poderá chegar a uma conclusão de que os dois lados podem estar certos ou errados! Cabe a nós sempre analisarmos e ouvirmos os dois lados para tirarmos conclusões e darmos razão para quem realmente a tem. Devemos exercer o nosso próprio julgamento, desenvolver o nosso senso crítico e não aceitar o que nos é imposto por um dos lados. No filme a diretora conta com a ajuda de um psicólogo amigo dela, e que exerce uma avaliação persuasiva e antiética, contribuindo para julgar e rotular o personagem principal. Como futuros profissionais, devemos nos atentar a ética e nos desarmar de pré concepções para uma atuação bem centrada, profissional e coerente.