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livro Anatomorfofisiologia do Sistema digestório, endócrino, urinário e reprodutor

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UNIDADE 1 | SISTEMA DIGESTÓRIO
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FIGURA 7 – ESTÔMAGO E DUODENO
FONTE: Sobotta (2000, p. 132)
Podemos demonstrar, esquematicamente, as divisões do estômago, 
observando a próxima fi gura:
FIGURA 8 – ESTÔMAGO
FONTE:<http://bit.ly/2H5IdUj>. Acesso em: 6 maio 2019.
Fórnice gástrico
Fundo gástrico
Corpo gástrico
Curvatura maior
Parte pilórica, Canal pilórico, Antro pilórico
PilotoDuodeno, 
Parte descendente
Pregas circulares
Incisura angular
Pregas gástricas
Curvatura menor
Cárdia, Óstio cárdico
Esôfago, Parte abdominal
Incisura cárdica
Duodeno, Parte 
superio, Ampola
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Estas divisões podem também ser vistas em uma radiografi a de contraste. 
Veja que interessante!
FIGURA 9 – ESTÔMAGO (2)
FONTE: <http://bit.ly/31Mpwx7>. Acesso em: 15 jul. 2019.
O alimento fi nalmente chegou ao estômago. Este órgão possui diversas 
funções, desde o armazenamento temporário do bolo alimentar até a secreção 
ácida, entre outras que serão abordadas adiante. 
A histologia deste órgão possui os tipos celulares e estruturas descritas a 
seguir:
A superfície mucosa possui uma camada de células epiteliais simples co-
lunares e não ciliadas, são as células mucosas superfi ciais. A mucosa deste órgão 
é formada por lâmina própria, constituída de tecido conjuntivo frouxo e a cama-
da muscular da mucosa que é formada por células musculares lisas (TORTORA; 
DERRICKSON, 2016).
Também, neste órgão, temos uma coluna de células secretoras que são as 
glândulas gástricas. Estas glândulas gástricas possuem três tipos celulares: célu-
Grande 
Curvatura
Corpo
Pequena 
Curvatura
Bulbo duodenal
Piloro
Duodeno
2º estágio
Duodeno
3º estágio
Antro
Fundo Gástrico
Esôfago
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las mucosas do colo, células principais e células parietais. Quando várias glân-
dulas gástricas se abrem em canais estreitos, temos o que chamamos de fovéolas 
gástricas (você pode observar no link disponibilizado no Uni Dicas, a seguir) 
(TORTORA; DERRICKSON, 2016).
A glândula gástrica também possui um tipo de célula enteroendócrina, 
denominada célula G, que secreta o hormônio gastrina. 
Além disso, o estômago também é constituído por uma camada submu-
cosa, formada por tecido conjuntivo frouxo e uma camada muscular que possui 
três camadas de músculo liso. 
DICAS
Fica bem mais fácil entender quando observamos estas estruturas no link: 
http://bit.ly/2PlFfSe.
Aproveite para observar as várias lâminas histológicas que demostram o epitélio estomacal, 
é só você ir passando as páginas!
Você sabe como o seu estômago produz o ácido? Ele produz o ácido 
clorídrico (HCl) através das glândulas parietais (ou oxínticas), que você pode 
observar na figura a seguir:
FIGURA 10 – GLÂNDULA PARIETAL
FONTE: Adaptado de Guyton e Hall (2017)
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Na Figura 10(A), você pode observar a estrutura da glândula oxíntica 
presente no corpo do estômago, enquanto na Figura 10(B), você observa a 
anatomia esquemática dos canalículos da célula parietal ou oxíntica). As demais 
células representadas na figura e suas funções serão discutidas adiante.
A acidez estomacal faz com que o pH do estômago fique bastante ácido, 
entre 1,5 a 2,5. Você conhece a escala de pH e sabe o que ela indica? A seguir 
temos um exemplo da escala de pH, a qual varia entre 0 a 14.
DICAS
FIGURA – ESCALA DE PH
FONTE:<http://bit.ly/2HxBZNp>. Acesso em: 10 maio 2019.
 Você pode saber um pouco mais sobre o pH, como ele é medido e o que indica, 
lendo o artigo Conceito de PH, escrito por Diogo Lopes Dias, disponível no site Brasil Escola, 
acessando o seguinte endereço: http://bit.ly/2HxbxDo. 
Ao se misturar com o ácido estomacal, o bolo alimentar passa a se chamar 
quimo. O quimo, agora, chega à porção inicial do intestino delgado (duodeno) 
onde continuará o seu processo de digestão.
Como estão dispostas as células que constituem este órgão? Vamos 
descrever um pouco da histologia do intestino delgado: o intestino delgado, assim 
como a maior parte do trato gastrintestinal é formado pelas seguintes camadas: 
mucosa, submucosa, muscular e serosa (TORTORA; DERRICKSON, 2016).
A camada epitelial da mucosa do intestino delgado possui diversos tipos 
celulares: absortivas, caliciformes, enteroendócrinas e de Paneth.
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Já a camada submucosa do duodeno, possui glândulas duodenais, “também 
chamadas de glândulas de Brunner” (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 1576).
A camada muscular do intestino delgado é formada por músculo liso, a 
camada serosa envolve quase totalmente o intestino delgado, com exceção do 
duodeno (TORTORA; DERRICKSON, 2016).
O intestino delgado também apresenta algumas características morfológi-
cas e celulares diferentes do resto do trato digestivo, como a presença de vilosi-
dades, que correspondem a projeções em forma de “dedos” da mucosa epitelial 
deste órgão. A grande quantidade destas projeções aumenta muito a área de ab-
sorção deste órgão! Um pouco mais adiante falaremos destas estruturas.
Além destas vilosidades, temos as microvilosidades que correspondem a 
projeções da membrana apical de células absortivas. Também voltaremos a falar 
destas estruturas.
DICAS
Conheça um pouco mais da histologia destas células no endereço: http://bit.
ly/2Hu1Vt5.
Agora vamos visualizar a anatomia do duodeno:
FIGURA 11 – DUODENO
FONTE: Sobotta (2000, p. 139)
Duodeno, Parte 
superior, Ampola
M. esfincter do 
piloro
Piloro, Óstio pilórico
Canal pilórico
} Parte pilórica
M. suspensor 
do duodeno
Flexura 
duodenojejunal
Duodeno,
Parte ascendente
Jejuno
Antro pilórico
Pregas
circulares
Duodeno, Parte 
descendente
Ampola 
hepatopancreática
Papila maior
do duodeno
Túnica muscular
Duodeno, Parte 
horizontal
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Posterior ao duodeno encontra-se a veia porta, principal componente do 
sistema porta hepático. É através da veia porta que os nutrientes, provenientes da 
alimentação, chegarão até o sangue, após o processo de digestão. Esta estrutura 
também foi destacada na figura a seguir. 
A próxima porção do intestino delgado a ser percorrida pelo quimo é 
o jejuno (segunda porção do intestino delgado), a interseção entre duodeno e 
jejuno, você pode observar na Figura 12: 
FIGURA 12 – DUODENO IN SITU
FONTE: Adaptado de Netter (2011) 
Após o jejuno, o quimo percorrerá a porção do intestino delgado chamada 
de íleo.
As células do epitélio intestinal, também denominadas enterócitos, são 
células possuidoras de microvilosidades, as quais formam a “borda em escova” 
deste epitélio. Estas células são cruciais para o aumento da área absortiva deste 
tecido (GUYTON; HALL, 2017). Discutiremos a participação destas células 
posteriormente.
Ducto colédoco
Margem direita 
livre do omento 
menor (ligamento 
hepatoduodenal)
Parte superior 
(1ª) do duodeno 
(ampola ou bulbo) 
(com mucosa lisa)
Pregas circulares
(de Kerckring)
Papila menor 
do duodeno 
(inconstante)
Ducto colédoco
Porção descendente 
(2ª do duodeno
Papila principal do 
duodeno (de Vater)
Prega longitudinal
Flexura inferior
Ducto pancreático 
acessório (de Santorini)
Ducto pancreático 
principal (de Wirsung)
Cabeça do pâncreas
Parte horizontal 
(3ª) do duodeno
Artéria e veia mesentéricas superiores
Parte ascendente (4ª) do duodeno
Jejuno
Flexura 
duodenojejunal
Óstio pilórico
Artéria hepática comum
Artéria gástrica direita
Artéria gastroduodenal
Artéria hepática própria
Veia porta
Flexura superior
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A seguir, você pode verifi car as microvilosidades dos enterócitos, nas 
próximas duas fi guras:
FIGURA 13 – HE (COLORAÇÃO POR HEMATOXILINA-EOSINA)
FONTE: Montanari (2016, p. 31)
FIGURA 14 – MICROVILOS OBSERVADOS AO MICROSCÓPIO ELETRÔNICO DE TRÂNSMISSÃO
FONTE: Montanari (2016, p. 31)
O processo de digestão de macronutrientes (carboidratos, lipídios e prote-
ínas), bem como a emulsifi cação de gordura, envolvem a participação de enzimas 
e bile produzidas,

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