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1 Adriele Gomes da Silva, Elizangela Rodrigues dos Santos, Elzi Sousa Figueira Soares, Vanessa Joaquim de Jesus 2 Leonice Marques de Sousa Mendes Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI – Pedagogia (PED3338/4) – Prática Interdisciplinar 20/11/2020 Adriele Gomes da Silva¹ Elizangela Rodrigues dos Santos Elizangela Moreira de Melo Elzi Sousa Figueira Soares Vanessa Joaquim de Jesus Leonice Marques de Sousa Mendes² 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Este trabalho busca a compreensão dos principais conflitos das crianças na Educação Infantil em relação às histórias infantis. Onde é notório que as crianças apresentam dificuldades em ler e apreciar um livro literário. Visto que o grande objetivo mostrar nesse trabalho que uma brincadeira sempre traz um grande aprendizado, e que e preciso nos educadores entender o nosso papel, e hoje entendo que o brincar é muito importante para o desenvolvimento da criança, através das brincadeiras e possível trabalhar vários lados: Motor,cognitivo, emocional e social. A escola hoje é um espaço onde deverá ser lançado a base de formação para o indivíduo. Esta pesquisa terá como base a necessidade do educador apresentar mecanismos que incentive o gosto da criança ao habito de ler. Para Betelheim 1980, para que uma história realmente prenda a atenção da criança, deve entretê-la e despertar sua curiosidade. Mas, para enriquecer sua vida, deve estimular-lhe a imaginação: ajudar as crianças a desenvolver a oralidade. Sabem-se os livros infantis levam o leitor a mundo onde tudo é possível; voar, conversar com os animais, fadas, duendes, ovos de ouro. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, onde as crianças contaram uma história por meio de um relato livre. Será mais bem explicada ao longo dos capítulos, que será feito a análise das histórias contadas pelos alunos, que não será um diagnóstico do sujeito, mas algumas observações que poderão ser utilizadas pelo educador nos seus trabalhos pedagógicos. Por isso, esta pesquisa se propõe identificar a influencia das histórias infantis na vida da criança, auxiliando nas suas emoções e no seu desenvolvimento. Problematizando o tema leitura na alfabetização para a comunicação, na tentativa de encontra alguns pontos de reflexão talvez de inquietações, optamos por fazer uma breve analise de como os movimentos de inovações pedagógica na alfabetização e também realizando pesquisas sobre inovações. Nessa perspectiva com jogos e brincadeira as crianças procuram compreender a sua aquisição de escrita e leitura, antes da intervenção formal da escola, isto é antes de a criança se submetida a um processo sistemático de ensino. Mediante análises de alguns movimentos de pesquisas e de inovações LITERATURA NA EDUCAÇÃO INFANTIL 2 pedagógicas dos últimos anos, e sua materialização na sala de aula, pretende se a analisar o que se lê na alfabetização do ponto e vista de gêneros, que materiais são lidos, do ponto de vista dos suportes, onde são lidos, quais são as modalidades de leituras e quais os leitores. Num contexto histórico em que se discutem o letramento e novos letramentos e que se pretende solucionar alguns problemas que permaneceram no processo de alfabetização. Seja por meio de canções de ninar, jogos de roleta ou familiares contando histórias, a literatura infantil já existe e existe em nossas vidas antes de ler e escrever. No entanto, quando as crianças vão para a escola, a literatura tem a capacidade de estabelecer uma ligação lúdica entre o mundo da imaginação, o mundo da simbologia subjetiva e o mundo da escrita e os signos tradicionais impostos pela cultura sistêmica. Tendo em vista a realização da pesquisa, observamos que a criança precisa entender e lidar com as coisas do mundo e para isso, ela precisa de ajuda, que muitas vezes pode ser encontrada nos livros. E estes livros começam a ter êxito no seu ser psicológico e emocional. De acordo Zilberman (1998), os primeiros livros para crianças foram produzidos no final do século XVIII. Antes disso não se escrevia para elas, porque não existia a categoria “infância”. A entrada de uma faixa etária diferenciada, com interesses próprios e formação específica, só acontece na Idade Moderna. Os primeiros livros foram escritos por professores e pedagogos. Estavam diretamente relacionados a uma função utilitária – pedagógica. A produção para a infância surgiu com o objetivo de ensinar valores, ajudar a enfrentar a realidade social e propiciar a adoção de hábitos. Lajolo, (2008) garante que se ler é essencial, a leitura literária também é fundamental. É à literatura, como linguagem e como instituição, que se confiam os diferentes imaginários, as diferentes sensibilidades, valores e comportamentos através dos quais uma sociedade expressa e discute, simbolicamente, seus impasses, seus desejos, suas utopias. Por isso a literatura é importante no currículo escolar: o cidadão, para exercer, plenamente sua cidadania, precisa apossar-se da linguagem literária, alfabetizar-se nela, tornar-se seu usuário competente, mesmo que nunca vá escrever um livro: mas porque precisa ler muitos. (LAJOLO, 2008, p.106) A literatura infantil brasileira é representada, dentre outros, por Carlos Jansen, Figueiredo Pimentel, Coelho Neto, Olavo Bilac e Tales de Andrade. Mas, a verdadeira literatura infantil brasileira iniciou com Monteiro Lobato. Ele criou uma literatura centralizada em alguns personagens, que percorrem e unificam a ficção. Em 1921 estreou com “Narizinho Arrebitando”, apresentando Emília. A educação escolar por sua vez tem o papel de inserir o individuo na sociedade desenvolvendo suas capacidades e respeitando, seus limites e inteligências múltiplas. Contudo, respeitar o direito do educando assegurando pela Legislação, desde a Constituição Federal até a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional que é papéis de nós educadores comprometidos com uma educação de qualidade. 3 Mas, nota se que a criança precisa ser estimulada a pensar, ajudar a desenvolver seu intelecto e a tornar clara suas emoções; estar harmonizada com suas ansiedades e aspirações; reconhecer plenamente suas dificuldades e, ao mesmo tempo, sugerir soluções para os problemas que a perturbam. Sabemos que os livros infantis levam o leitor a mundo onde tudo é possível; voar, conversar com os animais, fadas, duendes, ovos de ouro. Os livros usados na escola para aprender a ler são destinados ao ensino das habilidades necessárias, independentemente do significado. É ao livro que atribuímos a maior responsabilidade na formação da consciência de mundo das crianças e dos jovens. A maioria dos livros de literatura infantil tenta divertir ou informar, ou as duas coisas. Mas grande parte destes livros é superficial em substância, que pouco significado pode se obter deles. A aquisição de habilidades, inclusive a de ler, fica destituída de valor quando o que se aprendeu não acrescenta nada de importante à nossa vida. Para que uma história prenda a atenção da criança deve despertar a sua curiosidade. Mas, para enriquecer sua vida deve estimular a imaginação, desenvolver o intelecto, clarear suas emoções, ansiedade, dificuldades, e sugerir soluções para seus problemas. 1.2 A LITERATURA INFANTIL E O SUJEITO LEITOR Para a realização desta pesquisa, observamos que as escolas são escassas em acervo bibliográfico, contam apenas com salas de leitura que é considerada como um espaço de liberdade e imaginação, mas, precisa ser um espaço bem aproveitado pelos alunos para que possa realmente levá- los a imergir em um ambiente leitor. A inserção da criança no processo de leitura faz com que a sua capacidade criadora seja aguçada, a leitura no seu sentido pleno, imbuída de significados e sentidos para o sujeito que nela mergulha, é o que se espera do bom leitor e, porque não dizer, do bom escritor.Imergir no sentido do texto e entender faz parte do processo de interação e são resultantes do desenvolvimento sócio histórico dos sujeitos de comunidades letradas. A aprendizagem não acontece sem motivação e a leitura na infância vem justamente para criar esse desejo prévio de aprender cada vez mais e mergulhar no mundo e também na fantasia e na imaginação. Para Campelo (2010), a biblioteca escolar e os cantinhos de leitura são espaços, por excelência, para o desenvolvimento de atividades de produção do conhecimento, que colocam o aluno no centro do processo de aprendizagem. Ler nos remete a leitura e leitura nos remete a leitor. Como pensar a leitura sem conceber a figura do leitor? Relação intrinsecamente estabelecida, uma vez que os enunciados se constroem e são apropriados de acordo com o leitor escritor e seus contextos. O sujeito leitor e sua respectiva leitura constituem-se ao longo do elo entre ele e o ato de ler. Leitura é atividade humana, um trabalho simbólico. De acordo com Smolka (1989, p. 28): 4 (...) Quando falo da atividade da leitura, não falo, simplesmente, de um comportamento “de leitura, de maneira de proceder ou de um conjunto de habilidades e atividades frente a um texto contexto social. Falo da atividade da leitura como forma de linguagem, originária na dinâmica das interações humanas - portanto de natureza dialógica que, em processo de emergência e transformações no curso da história, marca os indivíduos (...) configura as relações sociais. Falo de leitura como um mero hábito adquirido, mas como atividade inter e intrapsicológica, no sentido de que os processos e os efeitos desta atividade de linguagem transformam os indivíduos enquanto medeiam a experiência humana (..) falo, portanto da leitura como mediação, como memória e pratica social. (SMOLKA et al. 1989, p. 28) Assim concebendo a leitura como prática social mediada há de se refletir sobre a importância dos sujeitos envolvidos. Nós professores somos os agentes do conhecimento e da leitura, sendo, portanto nossa obrigação aprimorar as atividades desenvolvidas em sala de aula desde a leitura de imagens à leitura das palavras, buscando aproximar os alunos dos diversos gêneros literários, para que eles se aprimorem na construção do seu próprio mundo e nele se intervenha através da linguagem. Sabemos que que o livro hoje, se potencializa como realidade intermidiática e suporte para o saber e o brincar, servindo na sala de aula como ferramenta para comunicação e mediação de linguagens múltiplas. Se no passado o livro como meio de registro e expressão do pensamento humano acompanhou as evoluções de contexto histórico, hoje inevitavelmente, como aponta Campos (2012) o sujeito leitor situado no atual contexto de desenvolvimento da modernidade, vive mergulhado nos fios do interdiscurso e da pluralidade de vozes, de antigas e de novas textualidades, que produzem sentidos diferentes a cada momento. É a partir do uso da linguagem que os enunciados emergem, constituídos por muitas vozes inseridas no contexto social e suscitadas através da interação, ocorrida no meio. Reportando a linguagem e a leitura, Freire (1997, p.22) explicita a importância da leitura do mundo (cultura, sociedade) e a leitura da palavra (contexto escolar, conhecimento escolar). A leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquela. A leitura da palavra não é apenas precedida pela leitura do mundo, mas por certa forma de escrevê-la ou de reescrevê-la, quer dizer de transformá-lo através de nossa prática consciente. Para que a escola atual seja ser comprometida com a formação de leitores, é necessário utilizar o livro como fonte de prazer e informação, para que os alunos sejam mais sensíveis, mais letrados e mais confiantes de suas capacidades, iniciando assim o processo da construção de uma história de leitor. Sobre o ato de ler Sousa (2009, p.52), nos revela que assegurar o acesso de estudantes a uma boa quantidade e diversidade de livros, por si só não assegura o êxito na formação do leitor. Sem dúvida representa uma conquista importante, contudo observa a autora: (...) igualmente importante é garantir um tempo na escola para ler e, por consequência, fazer um investimento, pessoal, silencioso, individual, contínuo e, também, coletivo de leitura. 5 Como também é fundamental a percepção da leitura literária para a formação humana e a valoração de trabalho de mediação. Acrescenta que para que o interesse pela leitura ocorra, faz-se necessário apresentar os livros aos leitores em formação e também há que se investir na mediação da leitura. Para Colomer: (...)‘Estímulo’, ‘intervenção’, ‘mediação’, ‘familiarização’ ou ‘animação’ são termos associados constantemente à leitura no âmbito escolar, bibliotecário ou de outras instituições públicas e que se repetem sem cessar nos discursos educativos. Todos esses termos se referem à intervenção dos adultos encarregados de “apresentar os livros às crianças”. (Colomer, apud SOUZA, RJ. et al, 2009, p. 53). O mundo da leitura e da imaginação é um mundo muito amplo e deve ser trabalhado desde a infância, para que seja um processo incorporado à vida social e que continue ativo até a vida adulta, pois ler é um processo para a vida toda. O livro está comprometido com a civilização, com as demandas sociais e mudanças culturais, no entanto, o processo da leitura precisa estar afinado com um contexto sociocultural mais amplo. Paulo Freire afirma que linguagem e realidade se prendem dinamicamente, assim o contexto social é tão importante na ação da leitura quanto à própria leitura, por influenciar todo o processo existente, mediado pelo texto, o sujeito-leitor e o sujeito-autor. Literatura é arte, literatura infantil é arte. Expressão artística que é um poderoso agente formador. Na relação, na interlocução com a literatura, encontra-se um forte aliado chamado livro. O livro trás um universo que possibilita a tomada e retomada de conceitos, sentidos significados e constante interação com o meio pertencente ou não. (UNIASSELVI, 2010) A literatura infantil, as histórias e os livros infantis contribuem para o desenvolvimento e a formação do sujeito que a ela se destina, isto é, a criança. Dentre os gêneros e as especificidades das histórias há os chamados contos. Por ser literatura e agir diretamente na e para formação dos sujeitos, os contos estão em lugar privilegiado no desenvolvimento do ser humano. Isso, por que: (...) A criança à medida que se desenvolve, deve aprender, passo a passo a se entender melhor com isto, torna-se mais capaz de entender os outros, e eventualmente pode-se relacionar com eles de forma mutuamente satisfatória e significativa. (Bettelheim, 2006, p.12). Nota-se que a leitura e a escrita não deve imobilizar aqueles que delas fazem uso, mas instigá-los a usufruírem das palavras sem limites, isso porque estar em contato com o universo das palavras é estar em constante processo de desenvolvimento e aprendizado. 3 FORMAÇÃO DO LEITOR LITERÁRIO No espaço escolar, especialmente nas escolas públicas, os livros ficam distante dos alunos, as atividades escolares não incluem cotidianamente o livro, há um esquecimento, ou poderíamos dizer, uma cultura escolar que não deixa perceber que a literatura é antes de tudo, arte, prazer e não apenas um conteúdo específico daquele trabalho. É importante que o ambiente pedagógico crie um 6 clima favorável à leitura, marcado por interações que permita várias interpretações de um mesmo texto. Entre as muitas atribuições do professor entendemos que a ele cabe a responsabilidade de reconstruir com seus alunos a trajetória interpretativa de cada um e também a forma de aproximação dos livros. Embora saibamos que o Brasil é um país que não se dedica à formação de leitores, ainda assim, pensamosque na escola deve existir muita leitura, de vários gêneros literários, a fim de que possamos criar leitores e, com eles, refletir, compreender, problematizar e questionar os textos lidos. Considerando todos esses aspectos e apoiando com a ideia de Yunes e Pondé (1988) podemos perceber que: A literatura é a porta de um mundo autônomo que ultrapassa a última página do livro e permanece no leitor incorporado como vivência. Esse mundo se torna possível graças ao trabalho que o autor faz com a linguagem. Literatura, pois, não transmite nada; cria tão somente, no espaço da linguagem. (Yunes; Pondé1988, p.39 apud SOUZA R. J. et al 2009, p. 99) Partilhar uma leitura com outras pessoas é ampliar as possibilidades de troca entre diversos contextos. Quando lemos um livro, compartilhamos o universo criado pelo autor, confrontando-o com o nosso próprio universo de conhecimentos, sentimentos e experiências. (Cf. Programa Biblioteca Ativa, 2009). 3. MATERIAIS E MÉTODOS Esta pesquisa foi embasada teoricamente nas ideias de vários autores que visa demonstrar o poder da literatura Infantil não processo ensino aprendizagem . A metodologia adotada neste trabalho foi dividida em dois momentos sendo o primeiro a análise de textos, revistas, Internet, vários livros foram consultados e procurou-se encontrar uma maneira de sintetizá-los numa obra que tivesse o caráter de objetividade e riqueza de dados, que possam ajudar no entendimento da avaliação do desempenho escolar. e depois em uma conversa com alguns professores da Educação Infantil uma vez que nos encontramos em tempos de pandemia e as aulas tem que ser on line . Para os professores de Língua portuguesa, literatura e gramática, já esta sendo construída. Uma vez em que se tratando do ensino tradicional afastava a realidade do educando da sala de aula. No entanto os Parâmetros Curriculares Nacionais estabelece a concepção de ensino defendida sobre uma nova visão de ensino, onde deve surgir como esforço humano ligada a aspectos da realidade do educando facilitando sua compreensão e construção do conhecimento adquirido. Para Moran (2000 p. 26) Aprendemos realmente quando conseguirmos transformar nossa vida em um processo 7 permanente, paciente, confiante e afetuoso de aprendizagem. Processo permanente, porque nunca acaba. Hoje é consensualmente reconhecido que o professor tem papel decisivo no processo de aprendizagem, pois tem que se preocupar tanto com a aprendizagem dos conteúdos de língua, linguagem quanto com o desenvolvimento da capacidade geral de aprender. Tem que ser capaz de equilibrar momentos de ação com reflexão, ajudando os alunos a construírem conceitos. A formação do chamado leitor literário deve contribuir efetivamente para ampliação da autonomia intelectual e da perceptiva critica dos alunos . E mediante as observações realizadas pela professora Cidinha e Noemia as quais trocamos uma ideia, observamos á dificuldade que eles têm para: interpretar um problema de matemática, um texto de ciências, um livro de literatura, expressarem suas ideias, o que sentem e o que pensam através da escrita, nota-se que alunos precisam aprender a expressar o que sentem e o que pensam para conseguirem se realizar com mais facilidade ao longo da vida. O estudo está embasado em pesquisas bibliográficas, a busca de informações através de material escrito, buscando obter conhecimento sobre diferentes concepções da prática em sala de aula. 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO Contudo resulta que sem dúvida devemos atribuir o conhecimento adquirido durante essa fase atividade fez com analisássemos e presenciássemos o que é de fato ser educadora. Foram muitos os princípios adquiridos e, contudo pode-se afirmar que a escola é um agente socializador tão importante quanto à família juntamente com o conhecimento, transmite não só valores e atitudes, mas 8 preconceitos e como agentes socializadores têm entre as missões fundamentais que é de conseguir que as pessoas aprendam e assumam as normas da sociedade em que vivem. O sistema educacional é ao mesmo tempo reflexo e reprodutor dos códigos culturais. Cabe lembrar a diferença entre mudança e transformação. Mudança é uma alteração dentro do que existe variações sobre o mesmo tom enquanto transformação implica rompimento. Rompimento com uma estrutura estabelecida a reorganização de novas bases ou mesmo substituição por novas estruturas. O professor nunca deve esquecer de ter como ponto de partida o quotidiano do aluno não restringindo informações. É necessário ampliar a gama de conhecimentos que o individuo possui que para que ele amplie também o seu entendimento. Para isso é necessário que o ponto de partida na sala de aula sejam as vivencias do educando, que são suas referencias e o primeiro passo do processo é aquisição de novos conhecimentos. É interessante observar, que numa sala de aula os alunos com curiosidade e interesse quase sempre são despertados por algum acontecimento que, de uma forma ou de outra lhes afetou diretamente. Trata- se de retirar a arte do âmbito da ordem da simetria, da razão e até da beleza. Tradicionalmente confere que a formação, consequência direta da informação, por sua própria natureza significa configurar e, portanto, criar ideologia a partir do pondo de vista do emissor, buscando desmistificar a atuação desprovida do saber. REFERÊNCIAS BETELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. Rio de Janeiro: Paz e terra, 1980 9 GARCIA, Agnaldo. Psicologia da amizade na infância: uma revisão crítica da literatura recente. São Paulo, Editora Ática, 2001 LAJOLO, Marisa (2008). Do mundo da leitura para a leitura do mundo. 6ª ed. 13ª impressão. São Paulo: Editora Ática. CAMPELLO, Bernadete Santos. O bibliotecário e a pesquisa escolar. Presença pedagógica, Belo Horizonte, v. 16, n. 93, p. 24-29, 2010. CAMPOS, E. N.; CURY, M. Z. F. Fontes primárias: saberes em movimento. Revista da Faculdade de Educação da USP [on-line] Jan./Dez. 1997, vol. 23. no. 1-2. Disponível em FREIRE, P. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. São Paulo: Autores Associados/ Cortez, 1986. GOULEMOT, J. - M. __________Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários a prática educativa: São Paulo: Paz e Terra, 1997. Hábitos de leitura no Brasil. Disponível em: (http//:veja.abril.com.br/noticia/educacao/habito-de- leitura-no-brasil-cai-ate-entre-criancas). Acesso em 23/10/2012. JOLIBERT, Josette. Formando crianças leitoras. Porto Alegre: Artmed, 2002. SMOLKA, A. L. B. & GÓES, M. C. (orgs.) (1995) A linguagem e o outro no espaçoescolar: Vygotsky e a construção do conhecimento. São Paulo: Editora Papirus. SOUZA, R.J. (org.). Caminhos para a formação do leitor. São Paulo: Difusão Cultural do Livro, 2009. _____________. Biblioteca escolar e práticas educativas - O Mediador em formação. São Paulo: Mercado das letras, 2009. UNIASSELVI, Literatura Infantil (cadernos de estudos), 2010. ZILBERMAN, Regina. A literatura infantil na escola. 10º ed. São Paulo: Global, 1998. Adriele Gomes da Silva¹ Elizangela Rodrigues dos Santos Elizangela Moreira de Melo Elzi Sousa Figueira Soares Vanessa Joaquim de Jesus 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 3. MATERIAIS E MÉTODOS