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2
UNIDADE DE ENSINO SUPERIOR DE FEIRA DE SANTANA
CHEILA BATISTA SANTOS COSTA
ELENIR SANTANA FRANCA
GRACIETE ALVES PIRES
A IMPORTÂNCIA DA LEITURA PARA AS CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Trabalho de Conclusão de Curso da Unidade de Ensino Superior de Feira de Santana como requisito para a obtenção do título em licenciado em Pedagogia.
Orientadora: Profa Ma. Rose Marie Bassuma
CHEILA BATISTA SANTOS COSTA
ELENIR SANTANA FRANCA
GRACIETE ALVES PIRES
A IMPORTÂNCIA DA LEITURA PARA AS CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Trabalho de Conclusão de Curso da Unidade de Ensino Superior de Feira de Santana como requisito para a obtenção do título em licenciado em Pedagogia.
Orientadora: Profa Ma. Rose Marie Bassuma
FEIRA DE SANTANA
2023
CHEILA BATISTA SANTOS COSTA
ELENIR SANTANA FRANCA
GRACIETE ALVES PIRES
A IMPORTÂNCIA DA LEITURA PARA AS CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Artigo apresentado a disciplina Trabalho de Conclusão de Curso ministrado pela Profa. Msc. Rose Marie Bassuma como requisito para a obtenção da licenciatura em Pedagogia da Unidade de Ensino superior de Feira de Santana.
Aprovado em: ____________________________
BANCA EXAMINADORA
Professor Ma. Rose Marie Bassuma
RESUMO
O presente artigo visa refletir sobre a importância da leitura na educação infantil, desde os primeiros anos de vida, tendo principal objetivo, verificar a contribuição da leitura no desenvolvimento social, emocional e cognitivo da criança. Ou seja, a Educação Básica deve preocupa-se em contribuir para a formação de um indivíduo crítico, responsável e atuante na sociedade. A partir dos aportes teóricos de alguns autores como: Abramovich (1997), Freire (1989), Gil (1999), Vygotsky (1992). Para a construção desse artigo foi utilizada uma pesquisa bibliográfica, através das leituras e reflexões realizadas, buscamos compreender a temática e argumentar teoricamente a necessidade e a importância da leitura na educação infantil. a partir dos parâmetros, conceitos, e estudos de diversos pesquisadores. A prática da leitura deve se tornar um hábito na vida dos alunos, através de trabalhos realizados com vários tipos de textos, e a sala de aula, por sua vez, é um ambiente propício para que se abordem essas temáticas. Assim, o professor precisa se apresentar à criança como um modelo de leitor, uma vez que o docente que não pratica a leitura, não conseguirá mostrar ao seu aluno a importância da mesma em sua vida. Dessa forma, é possível abordar diversas maneiras de se trabalhar a leitura, com base em suas experiências, e na vivência que constrói a cada dia com seus alunos, em uma relação que precisa estar pautada na afetividade e na troca de saberes fundamentais para qualquer tipo de aprendizado.
Palavras-chave: Leitura. Escola; Família e Professor, Ensino, Aprendizagem
SUMÁRIO
	INTRODUÇÃO.....................................................................................................
	05
	
	
	1. DESENVOLVIMENTO..............................................................................
	07
	
	
	1.1. ORIGEM E IMPORTÂNCIA DA LEITURA...........................................
	07
	
	
	1.2. A LITERATURA INFANTIL..................................................................
	09
	
	
	1.3. OS BENEFÍCIOS DA LEITURA...........................................................
	10
	
	
	2. O PAPEL DA ESCOLA NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO A PARTIR DA LEITURA..............................................................................
	
12
	
	
	2.1. O PAPEL DO PROFESSOR NA PRÁTICA DA LEITURA...................
	15
	
	
	2.2. O PAPEL DA FAMÍLIA........................................................................
	17
	
	
	3. CONSIDERAÇÕES FINAIS......................................................................
	20
	
	
	REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...................................................................
	21
INTRODUÇÃO
Considerar a importância da leitura na vida do ser humano faz com que cada vez mais as instituições de ensino voltem o olhar para as maneiras de buscar a motivação, adequação, incentiva e interesse do aluno por essa prática, do professor pelo seu preparo e pela escola através da sua adequação.
O aparecimento da Literatura Infantil tem características próprias, pois decorre da ascensão da família burguesa, do novo "status" concedido à infância na sociedade e da reorganização da escola. Sua emergência deveu-se, antes de tudo, à sua associação com a Pedagogia, já que as histórias eram elaboradas para se converterem em instrumento dela. “A literatura infantil propriamente dita partiu do livro escolar, do livro útil e funcional, de objeto eminentemente didático” (ARROYO, 1968).
A leitura é um instrumento de construção do conhecimento, e quando colocada em prática de forma adequada, se torna uma atividade prazerosa, nesse sentido, é importante enfatizar que o papel das escolas na vida das crianças se torna primordial, pois é onde a criança irá passar a maior parte do seu tempo, para desenvolver os processos de aprendizagens. 
Esse artigo tem por objetivo, verificar a contribuição da leitura no desenvolvimento social, emocional e cognitivo da criança. Ou seja, a Educação Básica deve preocupa-se em contribuir para a formação de um indivíduo crítico, responsável e atuante na sociedade.
De acordo com as ideias acima, percebe-se a necessidade da aplicação coerente de atividades que despertem o prazer e o gosto de manusear os livros de diversos tipos de gêneros textuais, estas devem estar presentes diariamente na vida das crianças. 
A escolha do tema para a construção desse artigo, surgiu por afinidade e por entender que a leitura é fundamental para construção humana e para seu convívio ao meio social. A leitura é a base de tudo, é através dela que se tem uma boa formação profissional e intelectual. 
Portanto, a relevância desta pesquisa se dá no fato de que ela poderá propiciar aos alunos, momentos mais alegres e proveitosos durante as aulas; no campo científico, produzir algo que possa servir de embasamento a outros e, no campo teórico, poder absorver tudo o que os autores estudados puderem oferecer para a construção de trabalho
Mediante a isso, procura-se neste estudo reunir, na sua fundamentação, questões teóricas de diversas fontes sobre leitura e escritura de textos, bem como sobre outras questões relativas à textualidade, gêneros textuais, motivação e letramento que julgo serem necessárias para poder dá consistência a essa reflexão pedagógica.
Ressalta-se, porém, que este trabalho só traz ideias básicas, não eximindo a leitura das obras originais consultadas. Pelo contrário, espera-se que essas ideias trazidas sirvam de estímulo para a busca às fontes. De modo algum estou querendo passar receitas prontas, mas tentando servir como uma espécie de "pontapé inicial" para trabalhos com leitura diversos gêneros textuais em sala de aula.
Nessa concepção, é através da leitura que podemos aprender, ensinar e conhecer outras culturas, a sua grandiosidade deve ser compreendida como uma viagem no mundo da imaginação, um encantamento tão presente na infância. A prática da leitura é compreendida como uma atividade que além de educar, diverte, ensina e forma a criança para a vida em sociedade através de atividades prazerosas extraídas direto dos livros de literatura, como, (contos, fábulas, lendas, gravuras, fantoches, entre outros gêneros)
O educador precisa pensar em métodos pedagógicos para organizar e explorar a leitura na escola, visando sempre buscar o desenvolvimento infantil, promovendo o potencial criativo e intelectual, através da construção de significados e conhecimentos que auxiliem a criança na interação social, ou seja, a leitura precisa ser usada como uma ferramenta do ensino lúdico, proporcionando o prazer e a descoberta. 
Nessa perspectiva o educador precisa tornar os alunos leitores competentes e capazes de utilizar gêneros textuais que atendam às necessidades especifica de comunicação, adequando-os às situações comunicativas, é um dosgrandes desafios de estudiosos e educadores da educação. O processo de leitura envolve o ser humano em todos os aspectos de sua individualidade.
1. DESENVOLVIMENTO
1.1. ORIGEM E IMPORTÂNCIA DA LEITURA
Desde os primórdios da civilização o homem busca habilidades que lhe tornem mais útil a vida em sociedade e que lhe possam tornar mais feliz. A criação de mecanismos que possibilitassem a disseminação de seu conhecimento tornava-se um imperativo de saber/poder, que ensejava respeito e admiração pelos companheiros de tribo.
Daí o surgimento das inscrições rupestres, simbologia, posteriormente e num estágio mais avançado das civilizações, os hieróglifos e as esculturas que denotavam sua própria e mais nobre conquista: a conquista de ser. Nesse contexto surge à escrita e a leitura como imanentes à própria história da civilização.
A criação dessa disponibilidade, que chamamos escrita e leitura, criam outras disponibilidades, pois ela é a básica, dela provêm as demais. Através da leitura e da escrita o homem conseguiu estreitar os laços de afetividade com seus semelhantes, harmonizar os interesses, resolver os seus conflitos e se organizar num estágio atual da civilização, com a abstração a que nominamos “Estado”.
Na busca desse conhecimento, que se perpetua ao longo da história da civilização, percebe-se que quanto mais cedo o homem iniciar, mais cedo germinará bons resultados. Ou seja, a infância como uma fase especial de evolução e formação do ser, deve despertar-lhe para este mundo, o mundo da simbologia, o mundo da leitura.
No dizer de Bárbara Vasconcelos de Carvalho (2013): “O conto infantil é uma chave mágica que abre as portas da inteligência e da sensibilidade da criança, para sua formação integral. O que fez Andersen o grande escritor universal e imortal foi às estórias ouvidas quando criança.”
Por outras palavras, a imaginação humana é imperiosa para a construção do conhecimento, e conhecimento também é arte, daí a importância da Educação Infantil para enriquecer essa imaginação da criança, oferecendo-lhe condições de liberação saudável, ensinando-lhe a libertar-se no plano metafísico, pelo espírito, levando-a a usar o raciocínio e a cultivar a liberdade e o hábito da leitura.
Nessa caminhada na construção do conhecimento humano, não é de se olvidar a relatividade da importância dos livros didáticos, muitas vezes o único acesso disponível para a maioria do público infantil, sobre o que passaremos a discorrer nas próximas linhas.
É através da leitura que fazemos a internalização das informações e por meio desta adquirimos a habilidade de ver as coisas com novos significados, novas perspectivas, além do que a leitura é uma forma de nos apropriarmos da realidade na qual estamos condicionados.
Fazer uma conscientização dessa importância, principalmente na base da formação dos futuros leitores que se inicia nas séries iniciais do Ensino Fundamental, enfatizando que independentemente do tipo de leitura, seja ela informativa ou não, apresenta uma relação com o real, despertando também o imaginário, a criatividade, realçando ainda que a mesma é mediadora entre cada ser humano, facilitando a comunicação entre todos.
A infância é o melhor momento para o indivíduo iniciar sua emancipação mediante a função liberatória da palavra. É entre os oito e treze ano de idade que as crianças revelam maior interesse pela leitura. 
O estudioso Richard Bamberger reforça a ideia de que é importante habituar a criança às palavras. "Se conseguirmos fazer com que a criança tenha sistematicamente uma experiência positiva com a linguagem, estaremos promovendo o seu desenvolvimento como ser humano."
Inúmeros pesquisadores têm-se empenhado em mostrar aos pais e professores a importância de se incluir o livro no dia-a-dia da criança. Bamberger afirma que, comparada ao cinema, ao rádio e à televisão, a leitura tem vantagens únicas. Em vez de precisar escolher entre uma variedade limitada, posta à sua disposição por cortesia do patrocinador comercial, ou entre os filmes disponíveis no momento, o leitor pode escolher entre os melhores escritos do presente e do passado. 
Lê onde e quando mais lhe convém, no ritmo que mais lhe agrada, podendo retardar ou apressar a leitura; interrompê-la, reler ou parar para refletir, a seu bel-prazer. Lê o que, quando, onde e como bem entender. Essa flexibilidade garante o interesse continuo pela leitura, tanto em relação à educação quanto ao entretenimento.
Assim como destaca GOES (1990, p. 16)
A leitura para a criança não é, como às vezes se ouve, meio de evasão ou apenas compensação. É um modo de representação do real. Através de um "fingimento", o leitor reage, reavalia, experimenta as próprias emoções e reações.
A leitura é uma forma de recreação muito importante para a criança, principalmente para o seu desenvolvimento intelectual, psicológico e afetivo. Esta desempenha papel fundamental na vida da criança, pela riqueza de motivações, sugestões e de recursos que oferece ao seu desenvolvimento. 
A leitura infantil é um dos fatores para que a criança consiga buscar a sua realização, fazendo com que as novas gerações criem uma responsabilidade quanto a mudanças de seus hábitos, de maneira a que o hábito da leitura seja realizado desde os primeiros anos de idade, contribuindo em sua formação sob todos os aspectos.
Assim, com relação à leitura e à literatura infantil, pais e professores devem explorar a função educacional do texto literário: ficção e poesia por meio da seleção e análise de livros infantis; do desenvolvimento do lúdico e do domínio da linguagem; do trabalho com projetos de literatura infantil em sala de aula, utilizando as histórias infantis como caminho para o ensino multidisciplinar.
1.2. A LITERATURA INFANTIL
A Literatura Infantil surge com caráter pedagógico, ao transmitir valores e normas da sociedade com a finalidade de instruir e de formar o caráter da criança, uma formação humanística, cívica, espiritual, ética e intelectual. 
A partir da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 5692/71), ao decretar o ensino da língua nacional por meio de textos literários, as obras destinadas ao leitor infantil expandiram-se e ocorreu um aumento dos escritores e das editoras interessados na publicação desse tipo de produção. 
Hoje a Literatura Infantil é mais apreciada como gênero de leitura, como obra literária formadora de consciência da vida social e cultural, abordando temas contemporâneos e mantendo a representação de histórias clássicas como os contos de fadas. 
A Literatura Infantil, desde sua origem, instiga uma reflexão que procura definir sua condição nas artes em geral. Tendo o gênero uma especificidade, destaca de outras formas de manifestação artística, devido à caracterização do adjetivo ‘infantil’ e sua íntima ligação com o universo escolar. Há, porém, a preocupação em reafirmar a condição artística da obra literária e fazer uma reflexão sobre a apropriação que a escola faz desse gênero. 
Quando se fala de literatura, fala-se de uma relação bastante estreita entre leitor e leitura. O leitor, no momento da leitura, ativa sua memória, relaciona fatos e experiências e entra em conflito com seus valores. 
Nesse aspecto a Literatura Infantil torna-se uma grande aliada da escola em suas várias possibilidades: divertindo, estimulando a imaginação, desenvolvendo o raciocínio e compreendendo o mundo.
A Literatura Infantil é como uma manifestação de sentimentos e palavras, que conduz a criança ao desenvolvimento intelectual, de sua personalidade, satisfazendo suas necessidades e aumentando sua capacidade crítica. 
A literatura é indispensável na escola por ser o meio necessário para que a criança compreenda o que acontece ao seu redor, seja capaz de interpretar diferentes situações e escolher caminhos com os quais se identifica. No entanto, muitos professores desconhecem a importância da leitura e da literatura e resume sua prática pedagógica, muitas vezes, em textos repetitivos com exercícios dirigidos e mecânicos, nos quais o espaço de reflexão sobre si e sobreo mundo raramente encontra lugar.
1.3. OS BENEFÍCIOS DA LEITURA 
A leitura é importante para o desenvolvimento cognitivo da criança. Ou seja, a leitura é uma forma de se aprender a ler e escrever, mas também é uma forma de se relacionar a leitura com outras disciplinas necessárias para o desenvolvimento humano, ela faz parte de um grupo denominado linguagem, possui forte influência para nós seres humanos, principalmente para as crianças e jovens, e isso se deve pelo fato dela poder transmitir ideias, sentimentos, conhecimentos, entre outras habilidades que facilitam o desenvolvimento. 
Sendo ela um instrumento para a liberdade de criar sua própria autonomia, sua opinião seus próprios conhecimentos sobre as culturas, para que o indivíduo conviva com o mundo em sua volta, pois o ato de ler amplia o conhecimento linguístico, possibilitando um leque muito maior de reflexões e argumentações. 
Os benefícios são grandes quando se coloca em prática a leitura em sala de aula e na instituição escolar como um todo. O desenvolvimento pode ser lento, mas é eficaz e construtivo, a ponto de transformar o aluno, em um cidadão independente, com suas próprias opiniões e vontades, e com liberdade para exercê-las. 
A leitura deve ser entendida como um processo contínuo na vida dos alunos e para tornarem-se leitores capazes, precisam sentir o prazer no ato de ler. Nesse sentido, é fundamental que a escola e a família se unam em benefício desse processo.
Nessa perspectiva, a leitura é um processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de construção do significado do texto. Segundo Coelho (2002, p. 27), “a leitura, no sentido de compreensão do mundo é uma condição básica do ser humano”. De acordo com o autor, a compreensão é sentida a partir daquilo que o cerca na fase inicial da vida do bebê, nos primeiros contatos com o mundo. Os sons, o toque, o paladar, são os primeiros passos para aprender a se envolver no mundo da leitura. 
Neste sentido, relata os PCN’s (2001, p.54.): 
Um leitor competente é alguém que, por iniciativa própria, é capaz de selecionar, dentre os trechos que circulam socialmente, aqueles que podem atender a uma necessidade sua. Que consegue utilizar estratégias de leitura adequada para abordá-los de forma a atender a essa necessidade. 
Assim, pode-se observar que a capacidade para aprender está ligada ao contexto pessoal do indivíduo. Desta forma, cada leitor, entrelaça o significado pessoal de suas leituras de mundo, com os vários significados que ele encontrou ao longo da história de um livro. 
A leitura tira do texto o conhecimento, o saber, a reflexão e, ainda, o desenvolvimento intelectual. Ela é uma atividade dialógica, um processo desafiador entre o leitor e o escritor, que interagem num determinado contexto sociocultural.
Para FREIRE, (1989, p. 9):
A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não passa prescindir da continuidade da leitura daquela. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto. 
De acordo com o autor, a leitura do mundo deve ser entendida como um processo em evolução, quando o leitor interage com o texto e sua vivência do mundo, ela é dinâmica e viabiliza o desenvolvimento de múltiplos significados quando interage com a realidade vivida em sociedade. 
Nesse sentido, a leitura não é um produto, mas sim um processo em constante aperfeiçoamento. O ato de ler está intimamente ligado as condições de interações internas e subjetivas dos leitores. Por isso que, o desenvolvimento da leitura depende diretamente do meio onde as crianças estão inseridas. 
É na interação, nos diferentes meios sociais, com os grupos de amigos, escola, família, o sujeito aprende e compreende o funcionamento e a manifestação da linguagem, bem como constrói seus conhecimentos relativos aos usos em diferentes situações.
2. O PAPEL DA ESCOLA NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO A PARTIR DA LEITURA 
A escola deve direcionar o seu trabalho para a prática pedagógica, cujo objetivo não seja apenas o ensino de leitura, mas desenvolver nos alunos a capacidade de fazer uso da leitura para enfrentar os desafios da vida em sociedade e, a partir do conhecimento adquirido com essa prática e com suas experiências, continuar o processo de aprendizado e ter um bom desempenho na sociedade ao longo da vida, ou seja, a criança que desde pequena tem hábito de ouvir história se torna um indivíduo mais criativa e passa a buscar nos livros um conhecimento favorável para ampliar seu vocabulário. 
A escola tem um papel fundamental a desempenhar nesse processo, porque é um espaço em que pode se dar à convivência entre crianças de origens diferentes, daqueles que cada uma conhece, com visões de mundo diferente daquela que compartilha em família. 
Hoje, as escolas contam com grandes acervos de livros literários como gibis, livros de histórias, fábulas que pode ajudar o professor a estimular o aluno a ser um leitor ativo, porém o professor tem que ser criativo nas leituras, deve usar métodos que cultive no aluno a vontade de ler, pensar em cultivar o hábito da leitura tem que ser bem planejado desde a escolha do livro, a história que vai ser lida e o mais essencial, ler muito bem, fazer deste momento o mais prazeroso possível, onde a criança se imagina na história e passe a ter vontade de ler ainda mais. 
Para tanto, cabe à escola a função de oferecer aos alunos um trabalho de leitura, a fim de que eles, sistematicamente, aprendam a ler todos os gêneros que estão presentes na sociedade em que vive, e aprenda que leitor é aquele que analisa e compreende as ideias dos autores, enfim, temos que ensinar todas as crianças a ter o hábito da leitura, para que no futuro desenvolva esse hábito com prazer e não por uma obrigação. 
A escola tem por obrigação proporcionar aos seus alunos acesso ao conhecimento e a leitura, e repensar sobre o seu currículo, e os professores precisam assumir sua real função na escola, a de contribuir para a emancipação dos sujeitos. 
Entende-se que a escola desempenha um papel de extrema importância nesse processo de construção do saber, cabendo a ela o papel de estimular e buscar por esse conhecimento, para que de forma contínua o indivíduo se transforme em sujeito crítico e reflexivo de sua realidade. 
A função da escola não é só de ensinar a ler mecanicamente, mas ensinar a ler criticamente, e interpretar os diferentes tipos de leitura, para evitar a reprodução das desigualdades sociais, conhecendo-as e buscando superá-las através da aquisição da leitura e da escrita, e assim tornar a sociedade mais igualitária. 
Para tanto, a escola deve considerar a leitura como um meio imprescindível para a conscientização e construção de saberes, devendo buscar estratégias para que todas as crianças tenham o pleno desenvolvimento da escrita e da leitura, não fazendo da leitura uma prática constante apenas na alfabetização e nas séries iniciais, mas uma prática diária em todas as fases da vida escolar. 
A escola que busca a autonomia do aluno, precisa apropriar-se de práticas pedagógicas que possibilitem aos estudantes e aos docentes, a utilizar a leitura não a partir da repetição do pensamento de outros, mas sim, através da construção do seu próprio pensamento, com uma leitura dialógica, com espaço para a troca de interpretações entre os leitores e autores, pois, a leitura deve ser dialogada.
Segundo RIBEIRO 1994, p. 61. 
A biblioteca escolar: Possui a função educativa e cultural. A primeira auxilia a ação do aluno e a do professor e, a segunda complementa a educação formal, ao oferecer possibilidades de leitura, colaborando para que os alunos ampliem os conhecimentos e as ideias acerca do mundo, além de incentivar o gosto pela leitura na comunidade escolar. 
Em nossa cultura popular sempre cativamos a figura do contador de histórias: a avó, a mãe, o tio, enfim. Alguém que narrava os fatos cheios de sentimento, de fantasia. Contudo, nos dias atuais, como tempo dedicado às tecnologias e ao trabalho, o novo estilo de vida familiar foi colocando no esquecimento dessa prática tão importante para a formação do ler e pensar o mundo. 
Mas é preciso que antes que a criança comece a ler, que ela escute histórias, pois a palavra falada é um agente construtor das funções da mente porque é o início da aprendizagem para que a pessoa seja um leitor, visto que, antes de existir a biblioteca, a aprendizagem ocorria pelo ouvir e hoje ocorre pelo ouvir e ler
Desta forma, a biblioteca escolar visa favorecer a criança a desenvolver o gosto pela leitura, pois, esse espaço dá oportunidade aos que a frequentam, possam ter uma grande variedade de livros, no qual as crianças podem ter a liberdade de escolher qualquer um, sem a intervenção direta do professor. Tornando-se um local de encontro entre as crianças e o acesso direto aos livros, onde a prática da leitura pode ser desenvolvida de forma espontânea. 
É importante que a biblioteca seja utilizada como objeto de interação, entre os alunos e o livro, e que os professores mostrem que a biblioteca escolar pode leva-los ao mundo mágico, para que sintam-se atraídos por ela e venham a desenvolver cada vez mais, o gosto pela leitura. 
Contudo, a biblioteca escolar deve ser vista como local de incentivo, um lugar de prazer, em que o aluno se torne um leitor, sem cobranças ou avaliações de leitura, um espaço ativo da aprendizagem do conhecimento, um local de informações, onde os alunos podem encontrar diversos tipos de livros para complementar sua aprendizagem e desenvolver sua criatividade, imaginação e o seu senso crítico. 
Sabemos que as escolas formam poucos leitores e o gosto pelo livro é uma raridade, se a leitura tem que ser prazerosa, não há sentido em exigir tarefas e avaliações. 
O correto é apenas trocar ideias e conduzir a construção de sentido de os textos para a leitura provocar prazer no leitor. O ideal é usar e abusar da fantasia, do faz de contas, de brincadeiras e a leitura em voz alta para os pequenos. Já para os maiores, prendê-los pela curiosidade, suspense, versões diversificadas, explorar um tema que seja comum à realidade do estudante.
2.1. O PAPAEL DO PROFESSOR NA PRÁTICA DA LEITURA
A leitura abre um leque de possibilidades que colaboram com a expressão verbal, visual, corporal e artística dos pequenos, permitindo que eles se expressem de maneira mais livre e criativa. 
Quando aliados às atividades de sala de aula, os livros infantis podem facilitar o processo de aprendizagem, tornando a assimilação do conteúdo mais efetiva. Ao falar sobre um evento ou personagem histórico, o professor pode buscar livros infantis que tratam do tema. Assim, os alunos ficarão mais interessados e curiosos em aprender, pois o assunto se tornará mais palpável e adequado ao seu imaginário. 
Segundo o PCN ‘s, (2001, p. 43). 
[...] Uma prática de leitura que não desperte e cultive o desejo de ler não é uma prática pedagógica eficiente. O docente deve trabalhar com textos do contexto real dos alunos, para daí sim, iniciar a leitura de forma prazerosa e criativa, contando juntamente com os demais professores, pois a leitura está presente em todos os momentos da vida dessa criança. 
Disponibilizar diferentes gêneros textuais é importante para que o aluno produza novas ideias e que possa interpretá-las. Desta maneira, todas as disciplinas têm o compromisso de ensinar a utilizar textos de que fazem uso, e o professor é o grande incentivador da leitura, devendo selecionar os textos para trabalhar em sala de aula. 
Os textos devem ser interessantes e cheios de emoção, itens que agradam a qualquer idade, e devem ser lidos pelo professor antes de serem indicados para os alunos. O material de leitura deve ser muito bem selecionado, obedecendo a uma sequência de acordo com a faixa etária, o gosto, a preferência do aluno e o seu desenvolvimento mental. 
As variedades linguísticas devem estar ao alcance dos leitores, assim, a leitura dos livros proporciona o encontro do autor com o leitor. E o professor deve orientar o aluno a ler todo tipo de livro: literatura, jornais, revistas e todo material encontrado em situações reais de comunicação: cartazes, publicidade, entre outros.
Os educadores devem possibilitar práticas de leituras diárias para seus alunos, e não apenas ler, mas interpretar e apresentar os personagens de forma alegre e divertida, precisam ainda conhecer e estar consciente dos livros que as crianças estão lendo, para que possa orientá-las e auxiliá-las no processo dessa aquisição da leitura.
Promovendo a leitura, os educadores contribuem para o crescimento intelectual da criança e na formação de uma consciência crítica, criativa e produtiva. O docente deve ser um profissional comprometido com a leitura e apresentar estratégias para orientar seus alunos, tornando-se assim, um mediador do processo, abrindo espaços, lançando desafios, desenvolvendo competências nas dimensões cognitivas, emocionais, sensoriais e culturais. 
Segundo Freire (1999, p. 29)
[...] percebe-se, assim, a importância do papel do educador, o mérito da paz com que viva a certeza de que faz de sua tarefa docente, não apenas ensinar conteúdos, mas também ensinar a pensar certo. 
De acordo com o autor, é de grande importância fazer da escola um ambiente que incentive os alunos à prática da leitura, de métodos que auxiliem o objetivo de se fazer alunos/leitores e críticos, contando com a participação dos professores das diversas disciplinas, já que a leitura está presente em todas as áreas. 
Sabemos que ensinar as crianças a gostar de ler é uma preocupação de muitos pais e professores, por isso, é importante que, desde cedo, a leitura faça parte do dia a dia da criança. Ao introduzir a literatura infantil no contexto escolar, os professores, além de colaborar com o aprendizado das crianças, incentivam o hábito da leitura. 
E quando a criança é incentivada a ler, ela se torna ativa e está sempre disposta a desenvolver novas habilidades, querendo sempre mais. Para tornar o mundo um lugar melhor é necessário que se integre uma política de incentivo à leitura e a inclusão de novos leitores à educação. 
Pois, somente através do incentivo à leitura é que serão conquistados resultados efetivos para a educação. No entanto, não cabe só ao professor de Língua Portuguesa ensinar os alunos a criar o hábito da leitura. 
É preciso que todos os professores trabalhem em conjunto e estabeleçam metas relacionadas com as suas disciplinas, com o objetivo de ensinar o aluno a ler diferentes tipos de textos e a perceber diferentes formas de leitura e entendimento.
Dessa forma, a leitura para se tornar prazerosa precisa de incentivo, por parte de todos os responsáveis, desde pais, escola, professores até o aluno. Algumas medidas podem ser adotadas pelo educador com intuito de promover o hábito da leitura e estimular a curiosidade para construção do seu próprio conhecimento. 
De acordo com Freire (1999, p.12), “ensinar não é transmitir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou sua construção”. Enfim ler é uma forma de liberdade de expressão, de estimular as possibilidades de conhecimento, despertar a consciência dos alunos acerca do mundo em que vive.
Para que se inicie o prazer pela leitura, é preciso em casa, no ambiente familiar, que haja uma interação com a leitura, de forma a despertar na criança esse gosto tão necessário e importante.
2.2. O PAPEL DA FAMÍLIA 
Os pais precisam estar cientes da importância que a leitura representa na vida de seus filhos. Compete aos pais a prática do incentivo, seja por meio da leitura em casa, no dia a dia ou através de estímulos. 
O sucesso da criança está diretamente ligado aos incentivadores que possui em casa, sem o apoio dos familiares, dificilmente essa criança irá ter uma plena experiência com os livros. Um dos grandes fatores que prejudicam a vida escolar das crianças é o fato de não receberem o devido incentivo e o estimulo familiar.
Tudo começa no seio familiar, todos os principais exemplos deconduta que serão levados pela vida, estiveram ali durante rápidos e decisivos anos como em uma exposição de fatos e comportamentos. 
É neste ambiente propício para a construção da personalidade que se marca as vontades e os anseios e as motivações da criança. É interessante instigar a criança à ludicidade, à curiosidade pela fantasia, por histórias, o importante é contá-las ou lê-las aos filhos. Casos ocorridos, lembranças de vida, casos passados de geração a geração, tudo é válido. 
A aquisição rotineira de livros aos filhos prestando atenção nas preferências deles também conta, assim como levá-los a bibliotecas e livrarias, inserindo no cotidiano da família, uma vez que o contato com este mundo somente ajudará e muito para os costumes familiares caminharem em direção ao conhecimento.
É crucial saber que a criança deve ter as escolhas próprias respeitadas. Com o gerenciamento dos pais obviamente, o estímulo à leitura deve ser iniciado com o hábito de ler em família, fazendo da leitura algo cotidiano, pois esse é um processo que a torna algo simples e natural. Mas a realidade é outra, muitas vezes, a família não participa da educação para a leitura. 
Segundo (CASSIANO, p. 8, 2009)
Não devemos culpar pais e mães que não acompanham a vida escolar e a vida de leitor de seus filhos. Mais uma vez, a sociedade turbulenta, a vida cheia de compromissos profissionais, acaba fazendo os pais atribuírem somente à escola, a tarefa de educar suas crianças, como se, ao passar a responsabilidade para escola, a sua parte na educação seja compensada. 
De acordo com o autor, o incentivo familiar dá-se através de várias maneiras, o acompanhamento, contar histórias curtas, mas que irão proporcionar um contato entre pais, filhos e leitura. Alguns pais podem não ter dimensão do quanto, mas sem dúvida trata-se de um estimulo simples, porém tão importante quanto a educação recebida em sala de aula. 
A família é o pilar fundamental para o crescimento da criança. A educação dos pais proporciona muitos benefícios, entre alguns, desenvolvimento mental, afetivo, emocional, ajuda no processo de aprendizagem da criança. Na realidade é uma pequena escola que ensina naturalmente. 
Para que isso se proceda é necessário que os pais tenham motivação, é sistemático o envolvimento da família que proporcionem estratégias de intervenções e para que isso se concretize é necessário que os pais estejam cientes de seus papeis como educadores parentais. 
No que tange a esse aspecto, conceitua AMORIM, 2008, p. 11: 
[...] O gosto pela leitura é um hábito que se consolida a partir da prática cotidiana, devendo, portanto, ser estimulado desde a infância, até tornar-se uma necessidade. Muitos afirmam que os pais são os principais responsáveis pelo incentivo à leitura e que um bom leitor se faz, fundamentalmente, em casa. 
Nessa perspectiva, os pais podem e devem ser os incentivadores desse hábito de leitura, promovendo estratégias no âmbito familiar, contanto histórias para os filhos dormirem, dando livros para eles lerem. Criando sempre momentos de leituras, possibilitando espaços de leituras, tendo uma mini biblioteca em casa, enfim, proporcionando inúmeras situações para o envolvimento da criança pelo gosto da leitura.
É possível prever que quando a criança é instigada pelos pais nesse processo de manusear os livros, essa criança será uma futura leitora que terá consequentemente, o hábito da leitura. 
Os pais têm o dever de educar e exercer autoridade perante o ensino, haja vista que o direito de educação dos filhos é correspondente ao dever dos pais de ministrar, auxiliar e influenciar positivamente. 
Ao considerar fatores essenciais nesse processo, como o amor, a paciência e a persistência diante das dificuldades apresentadas, eles devem ser conselheiros, na interação, nos diferentes meios sociais, como grupos de amigos, escola e família.
O apoio da família é extremamente relevante na participação efetiva da escola e auxiliar nas atividades levadas para casa, esse apoio precisa ser intenso no desenvolvimento da criança, sendo um dos elementos que determinam um bom rendimento escolar é a relação família-filho, porque é nesse vínculo que se transmite os exemplos a serem seguidos, e o filho recebe educação para a vida: com atenção, limites e bons exemplos. 
Além disso, é nessa interação que se gera a alegria e o prazer que o aprendiz sente ao seu redor, sendo indispensável ao bom desenvolvimento na escola e, posteriormente, na sua vida social.
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
No decorrer deste artigo, podemos observar a importância da leitura na vida das crianças, e que quanto mais cedo este hábito for despertado ao universo infantil, mais rico e aprofundado ficam seus conhecimentos, contribuindo diretamente para sua formação enquanto cidadão. 
A leitura é uma maneira inquestionável de aprendizado da linguagem, como foi explicado no decorrer deste artigo. Com a prática da leitura, o aluno pode se aproximar dos textos, de uma forma mais fácil de se compreender, através da qual ele pode criar conceitos e construir o hábito de ler por prazer, tendo em vista a gama de oportunidades vivenciadas para quem se dedica a tal atividade, além de propiciar a aquisição de informações. 
Vivemos em uma sociedade em que a leitura e a escrita estão por toda à parte. Independentemente de saberem ler, as crianças convivem com isso em seu dia-a-dia, e muitas vezes toma o adulto como seu modelo referencial, que interage diretamente sobre elas. 
Foi possível analisar que todo o processo de aprendizagem está articulado com a história de cada indivíduo, e o ser humano aprende mais facilmente quando o novo pode ser relacionado com algum aspecto de sua experiência prévia, com o conhecimento anterior, com imagens, palavras e fatos que estão em sua memória e com vivências culturais. 
Podemos também constatar, que este artigo abordou de forma extrínseca as bibliografias de autores que estudaram e privilegiou com assuntos riquíssimos que nos remete a este processo complexo, e que necessita do aprimoramento por parte dos professores, da escola e de seus familiares. 
Dessa forma, acredita-se que este estudo pode contribuir para a reflexão sobre a importância da leitura na educação infantil. Ou seja, se quisermos que o nosso aluno conquiste independência no ato de ler, precisamos orientar sua leitura na fase inicial para que ele entenda como proceder na tarefa de construção de sentido nos textos que forem surgindo ao longo da caminhada escolar de sua vida.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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