Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

PER ÍODO PANDEMIA DE COVID- 19
ATIVIDADES REMOTAS
LÍNGUA PORTUGUESA - 8º ANO
PROF. ª CAMILA MART INS VELLAR
 
AT IV IDADES REFERENTES AOS PER ÍODOS DA SEMANA DO D IA 10
A 14 DE MAIO DE 2021
Nos próximos dias, estudaremos um pouco
sobre o autor Nauro Júnior e duas de suas
obras.
Nauro Júnior? Obras? Como assim?
 
 
O fotógrafo e documentarista Nauro Júnior tem
47 anos, é formado em Filosofia pela
Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e pós-
graduado em Docência em Ensino Superior pela
PUC/RS.
Natural de Novo Hamburgo, assinou sua a
carteira de trabalho aos 12 anos em uma fábrica
de calçados, no Vale dos Sinos. Vendeu verduras
de carroça e foi peão de estância até chegar ao
seu primeiro contato com a máquina fotográfica,
aos 19 anos de idade.
 
Depois de trabalhar em um estúdio de 3X4 e
fazer pequenos trabalhos como fotógrafo de
aniversários e casamentos, foi admitido no
Grupo Editorial Sinos. Atuou primeiramente na
área industrial, no setor das máquinas
rotativas, até chegar à sala dos fotógrafos e
começar a profissão que tanto o fascinava. A
partir daí passou pelo Jornal Exclusivo, Jornal
NH e Diário de Canos, até chegar à Zero Hora,
onde permaneceu por 18 anos.
Ao longo da carreira fez trabalhos para as
revistas Veja, Carta Capital, Isto É, Época e
para os jornais Folha de São Paulo, Estadão, O
Globo, Correio Braziliense e New York Times.
Como repórter fotográfico tem no currículo
grandes coberturas jornalísticas, como as
comemorações dos 500 anos do Brasil - em
Brasília e Porto Seguro (2000), o aniversário de
40 anos de Brasília (2000) e a posse do
presidente do Uruguai, Tabaré Vazques
(2005), no Uruguai.
Foi ganhador de prêmios nacionais de
fotografia, como o da Confederação
Nacional de Transportes (CNT), Massey
Ferguson, Direitos Humanos, Prêmio ARI,
entre outros.
Em 2004, com a ampliação das plataformas
digitais nos veículos do Grupo RBS, passou a
fazer coberturas multimídia, como
Expedição Lagoa Mirim, Sentinela dos
Mares, entre outros.
Na literatura fez sua estreia em 2009 com o
livro “A noite que não acabou” - em parceria
com o jornalista Eduardo Cecconi. O livro-
reportagem narra uma das maiores
tragédias do futebol gaúcho, o acidente
ocorrido com a delegação do Grêmio
Esportivo Brasil, em janeiro de 2009. A
publicação tem prefácio do escritor Aldyr
Garcia Schlee.
Nauro Júnior aventurou-se pela segunda vez
na literatura em 2012, com o romance
“Náufrago de um mar doce” (Satolep Press),
lançado em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto
Alegre e Pelotas. O livro conta a saga de um
pescador que sobreviveu a um naufrágio
na Lagoa dos Patos. A história já está na
segunda edição e teve os direitos adquiridos
pelo cineasta Henrique Freitas Lima, que irá
adaptá-la ao cinema em 2016.
Em 2013 lançou o livro de fotografias
“Pelotas em imagens”, que figurou no topo
dos mais vendidos na 41ª Feira do Livro de
Pelotas. O livro também foi lançado no Rio de
Janeiro.
No ano seguinte lançou o livro “Andanças
imaginárias”, com financiamento do
Procultura/Pelotas. Desta vez o autor mergulha
no mundo da poesia e divide a publicação
com a filha Sofia, de nove anos, que faz as
ilustrações.
Em 2015, foi a vez da praia do Laranjal, em
Pelotas, ser eternizada no livro “Laranjal em
Imagens”.
A Expedição Fuscamérica é um dos seus
projetos permanentes. Teve inicio em 2011 e
deve se estender até 2018, com uma viagem
à Copa do Mundo da Rússia. As viagens a
bordo do Fusca são documentadas pela
tripulação, criando uma cobertura multimídia
nas redes sociais.
Na área documental assinou a direção do
clipe “Liga esse rádio”, do músico gaúcho
Joca Martins. O vídeo já conta com mais de
600 mil visualizações na internet. Atualmente
Nauro Júnior produz e dirige o documentário
“Imagens do silêncio”, sobre a vida do
fotógrafo Wilson Lima. A produção é uma
parceria com a Universidade Católica de
Pelotas (UCPel).
O projeto “Luz na escuridão” trata-se de
uma inovação na relação do autor com a
construção de imagens. A partir de uma
parceria com a Escola Louis Braille, em
Pelotas, Nauro Júnior criou um curso de
fotografia para alunos cegos e com baixa
visão. O resultado é uma exposição que já
passou pela Sociedade Científica Sigmund
Freud, IFSul Pelotas e hoje é permanente na
Escola Louis Braille, apresentando as
fotografias produzidas pelos alunos. O projeto
foi premiado no 10º Prêmio
Responsabilidade Social do SINEPE/RS,
figurando entre os três melhores na categoria
“Participação Comunitária”.
Vamos assistir aos vídeos?
Entrevista sobre a Expedição Fuscamerica:
<https://www.youtube.com/watch?v=DtzWDUnAwfk>
Eduardo Leite - governador do estado - fazendo a
leitura de um poema:
<https://www.youtube.com/watch?v=TPvpcBCMwjM>
Quem é Nauro Júnior?
Onde Nauro trabalhou antes de publicar seus livros?
Quantos livros Nauro escreveu? Quais os nomes
deles?
 Cite dois projetos dos quais Nauro participou.
Nauro foi premiado por participar de qual projeto
envolvendo cegos?
 Como acontece a Expedição Fuscamerica?
 Qual a temática do livro Naufrago de um mar doce?
Qual a temática e qual gênero dos textos presentes
no livro Andanças Imaginárias?
 De que forma Nauro buscou eternizar a praia do
Laranjal? 
 Qual tema do livro A noite que não acabou?
ATIVIDADES
Enviar as fotos das atividades feitas até dia 14 de maio.
 
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
CANTO DE REGRESSO À
PÁTRIA
 Oswald de Andrade
Minha terra tem palmares
Onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá
Minha terra tem mais rosas
E quase que mais amores
Minha terra tem mais ouro
Minha terra tem mais terra
Ouro terra amor e rosas
Eu quero tudo de lá
Não permita Deus que eu
morra
Sem que eu volte para lá
Não permita Deus que eu
morra
Sem que eu volte para São
Paulo
Sem que veja a Rua 15
E o progresso de São Paulo
 
PARÓDIA
A paródia consiste na recriação de um texto conservando a
ideia central do hipertexto (texto de referência), mas
atribuindo a ele efeitos mais sarcásticos, humorísticos e
críticos. Podemos dizer que a paródia é um exercício de
intertextualidade cujo objetivo é levar o leitor a fazer uma
reflexão crítica a respeito do que acontece na sociedade.
Observe um exemplo de paródia:
CANÇÃO DO EXÍLIO
 GONÇALVES DIAS
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, à noite -
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras
Onde canta o Sabiá.
https://escolakids.uol.com.br/intertextualidade.htm
PRODUÇÃO TEXTUAL
Vejamos um dos poemas de Nauro Júnior:
Nauro Júnior, em seu livro "Andanças
Imaginárias", apresenta alguns poemas que
tratam da cidade de Pelotas ou de locais da
cidade de Pelotas, como o Café Aquários, a
praia do Laranjal, dentre outros.
No poema lido anteriormente, o autor apresenta
várias coisas que o Laranjal tem e finaliza
dizendo que "só não tem laranjas ao vento". 
Sendo assim, vocês deverão escrever uma
paródia desse poema, mas falando sobre a
cidade ou algum ponto específico da cidade
onde vocês vivem, como a Praia do Pontal ou
algum outro local que conheçam bem.
O poema de vocês deve apresentar rimas, um
título criativo e, pelo menos, uma página.
Serão avaliados nessa atividades pontos como a
pontualidade, o empenho, capricho, letra legível
e a criatividade.
ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO
 
No processo comunicativo estão presente os elementos da
comunicação que são seis: emissor, código, mensagem,
canal, receptor e referente.
Emissor ou locutor — quem elabora a mensagem,
quem diz.
Receptor ou interlocutor — a quem a mensagem é
dirigida,por quem ela é captada.
Mensagem — texto verbal ou não verbal propriamente
dito, é a estrutura textual.
Referente ou contexto — o assunto que perpassa o
ato comunicativo.
Canal ou veículo — o meio pelo qual a mensagem é
difundida, divulgada, o seu veículo condutor.
Código — a forma como a mensagem organiza-se, é
um conjunto de sinais organizados de maneira que
tanto o locutor quanto o interlocutor conheçam e
tenham acesso.
ATIVIDADES
1. O pai conversa com a filha ao telefone e diz que vai chegar
atrasado para o jantar. Nesta situação, podemos dizer que o canal é: 
a) o pai 
b) a filha 
c) fios de telefone 
d) o código 
e) a fala 
2.Um guarda de trânsito percebe que o motorista de um carro está
em alta velocidade. Faz um gesto pedindo para ele parar. Neste
trecho o gesto que o guarda faz para o motorista parar, podemos
dizer que é: 
a) o código que ele utiliza 
b) o canal que ele utiliza 
c) quem recebe a mensagem 
d) quem envia a mensagem 
e) o assunto da mensagem 
3. A mãe de Felipe sacode-o levemente e o chama: “FELIPE, ESTÁ NA
HORA DE ACORDAR”. O que está destacado é: 
a) o emissor 
b) o código 
c) o canal 
d) a mensagem 
e) o referente 
4. Podemos afirmar que Referente é: 
a) quem recebe a mensagem 
b) o assunto da mensagem 
c) o que transmite a mensagem 
d) quem envia a mensagem 
e) o código usado para estabelecer comunicação

Mais conteúdos dessa disciplina