A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
24 pág.
Resumo de anatomia do sistema digestório

Pré-visualização | Página 6 de 7

o 
diafragma e o fígado, separados em d/e pelo ligamento falciforme 
Importância: podem ser local de formação de abcessos, p. ex.: pcte c/ ruptura do apêndice vermiforme -> suturação -> levou à 
peritonite e à formação de abcessos -> podem chegar a essas regiões -> precisam ser drenados. 
Recessos e relações c/ o peritôneo -> 
 
* área nua do fígado + fossa cística da vesícula (peritôneo passa superiormente à víscera) = não revestidas por peritôneo 
* recesso costodiafragmático formado pela reflexão das pleuras pulmonares, que permitem a expansão do pulmão durante a 
inspiração -> acúmulo de líqs nesse recesso -> toracocentese pode perfurar o fígado 
* região de pus é mais densa em tomografias 
Morfologia da face visceral: 
▪ Fissura sagital esquerda (fissura umbilical): 
• Fissura do ligamento venoso (no período fetal, é denominado ducto venoso -> ligamento venoso é o remanescente fibroso); 
• Fissura do ligamento redondo. 
* esses ligamentos são contínuos 
▪ Fissura sagital direita: 
• Sulco da veia cava inferior (face posterior do fígado); 
• Fossa da vesícula biliar. 
Importância: pontos de referência p/ segmentação hepática. 
* Impressões da face visceral: direita - renal, cólica; esquerda - gástrica, esofágica 
Resquícios da circulação fetal 
- V. umbilical, aa. umbilicais, ducto venoso (ao nascer, oblitera-se formando o ligamento venoso, desembocando v. cava inferior -) 
 
Vascularização + Sistema portal hepático 
Irrigação dupla (venosa + arterial) 
~ do anterior p/ posterior 
➢ Tríade portal - Ducto biliar/colédoco/hepático comum (conduz bile à parte descendente do duodeno e ao armaz na vesícula 
biliar), artéria hepática própria e veia porta do fígado posteriormente (v. mesentérica superior - drena intest. delgado, duodeno, 
jejuno, íleo, colo ascendente, flexura direita do colo e parte do colo transverso - + v. esplênica) 
* veia mesentérica inferior – porção superior do reto, colos sigmoide e descendente e flexura esquerda do colo e parte colo 
transverso - drena em direção à veia esplênica - acompanha a margem superior do pâncreas, que vai receber as veias pancreáticas e 
vai drenar o baço, o estômago 
* drena diretamente p/ v. mesentérica superior = gástricas esquerda e direita, tributárias/paraumbilicais que acompanham o lig 
redondo do fígado 
* todo o sangue proveniente do TGI vai ser drenado pela veia porta do fígado -> v. porta vai adentrar o hilo hepático e bifurca-se 
em direita e esquerda -> fígado metaboliza carboidratos, proteínas, converter glicose em glicogênio, neutralizar e excretar toxinas -> 
sangue direcionado p/ veias hepáticas -> v. cava inferior -> AD -> VD -> tronco pulmonar -> veias pulmonares -> AE -> VE -> 
parte ascendente da aorta -> circulação sistêmica (sangue rico em O2 e nutr.) 
* lesão veia porta > lesão a. hepática própria 
* artéria hepática própria - ramo do 2º maior ramo do tronco celíaco = a. hepática comum, que originará a. hepática própria e a. 
gastroduodenal -> a. hepática própria se divide em ramos direito e esquerdo + ramo intermediário -> do ramo direito, sairá a a. 
cística, que supre a vesícula biliar 
* entre os lobos quadrado e caudado 
* hepatócitos produzem bile -> passa pelos canalículos biliares -> ductos biliares interlobulares -> ductos biliares coletores -> até 
alcançar as vias biliares (ducto hepático esquerdo e direito, que se unirão formando o ducto hepático comum) -> ducto hepático 
comum se unirá c/ ducto cístico, formando ducto colédoco, que desembocará na parte descendente do duodeno 
Vascularização 
Estruturas do espaço porta e parênquima -> A. Hepática própria (15-20% da irrigação do parênquima hepático) 
* a. hepática própria emite ramos para suprir os ductos biliares intra-hepáticos e a parede de alguns vasos -> irriga principalmente 
estruturas não parenquimatosas, mas contribui 
Estruturas parenquimatosas -> V. Porta do fígado (75-80%) 
Drenagem hepática (3 veias hepáticas - direita, esquerda e intermédia) -> V. cava inferior 
* fígado é dividido em segmentos e cada segmentação recebe uma vascularização independente e uma drenagem biliar tb 
independente = podem ser seccionados -> durante uma hepatectomia, pode-se remover uma parte do órgão s/ o indíviduo perder 
todo o órgão = veia porta e a. hepática própria se ramificam em VÁRIOS segmentos -> ajudando nisso, há a v. hepática esquerda, 
direita e intermédia, que drenam p/ veia cava inferior 
Fígado contém vários lóbulos hepáticos -> em cada lóbulo, ramos da veia porta, a. hepática própria e ducto biliar -> arteríolas da a. 
hepática própria e vênulas da v. porta se unem e desembocam nos sinosoides hepáticos (mistura de sangue arterial e venoso; entre 
os sinudoides, há os hepatócitos e entre os hepatócitos, há os canalículos biliares, que recebem a bile secretada pelos hepatócitos -> 
dos canalículos, a bile vai alcançar os ductos biliares, desembocando na parte descendente do duodeno) -> alcançam a v. central, 
conhecida como centro-lobular -> sangue segue através das veias sub-lobulares -> desemboca na v. hepáticas e dps na v. cava 
inferior e capilares Hepatócitos são células poliédricas 
Limites do trígono cisto-hepático (triângulo de Calot): ducto cístico (isolar ele da a. hepática direita) + ducto hepático comum + face 
visceral do fígado -> importante p/ colecistectomia (remoção da vesícula biliar) -> tb importante p/ isolar os vasos que vão irrigar a 
vesícula 
**Cada segmento tem sua própria vascularização intrassegmentar e drenagem biliar. 
Segmentação hepática (8) - a partir das vv. hepáticas direita, intermédia e esquerda + tríade portal 
* mais próximos da linha de Cantlie = mediais; mais distantes – laterais 
* fissura sagital E – v. hepática esquerda; fissura sagital D – v. hepática intermédia; fissura portal D – v. hepática direita 
* segmento I presente apenas na face visceral -> corresponde lobo caudado -> considerado 3º fígado/órgão independente -> pq 
recebe irrigação proveniente de ramos D e E da veia porta e da a. hepática e drena pequenas vv. hepáticas p/ v. cava inferior 
Importância da segmentação - regeneração hepática: em casos de hepatectomias parciais, podem remover 70% do lobo direito -> 
segmentos remanescentes sofrem processo de regeneração hepático -> hiperplasia e hipertrofia/ replicação dos hepatócitos p/ 
compensar a perda 
 
 
 
Ressecções hepáticas + veias hepáticas 
 
Sistema porta 
Correlações clínicas - hepatopatias 
- Cirrose hepática (alcoolismo): tecido normal do fígado é substituído por tec cicatricial/fibroso -> leva à compressão dos sinusoides 
hepáticos -> fígado c/ aspecto nodular/ondular -> desencadeia hipertensão portal -> comprometimento do fluxo da veia porta p/ 
fígado devido à fibrose -> sangue reflui p/ veias tributárias 
* ex1.: refluxo da veia porta p/ veias paraumbilicais (acompanham lig redondo) > anastomoses com as veias epigástricas e 
superficiais da parede abdominal > quadro de cabeça de medusa (pequenas cobras) 
* ex2.: refluxo da veia porta p/ v. esplênica, levando à esplenomegalia 
* ex.3: refluxo que compromete o plexo nervoso retal, levando a hemorroidas 
- Varizes esofágicas: refluxo da v. porta p/ tributárias veia gástrica esquerda* > ramos esofágicos > plexo venoso submucoso (sofre 
anastomose corpo-sistêmica = drena p/ sist. ázigos + sist. porta) > dilatação das veias = varizes esofágicas => Veia ázigo e veia cava 
superior -> em caso de hemorragia, é difícil o controle cirúrgico, podendo levar ao óbito 
 
Veias submucosas da parte inferior do esôfago constituem uma anastomose portossistêmica. A drenagem venosa das veias 
submucosas dessa parte do esôfago se faz para o sistema venoso porta, através da veia gástrica esquerda, e para o sistema venoso 
sistêmico, pelas veias esofágicas que entram na veia ázigo (Moore., 2014). 
Inervação 
Simpática: fibras pré-ganglionares simpáticas atravessam os gânglios paravertebrais e acompanham os nervos esplâncnicos maiores > 
fibras simpáticas presentes no nervo esplâncnico maior