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Planejamento Familiar e Contracepção

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CONTRACEPÇÃO 
INTRODUÇÃO 
• A anticoncepção é um conjunto de métodos e técnicas utilizadas com o intuito de impedir a gravidez. 
• A partir da década de 1996 pela lei 9263, o planejamento familiar foi oficialmente empregado no Brasil. 
• O planejamento familiar corresponde ao recurso que permite ao casal a decisão do número de filhos 
e intervalo entre as gestações que desejam, de maneira programada e consciente. 
• Acredita-se que no Brasil, cerca de 55% das gestações não são planejadas. Esse número é ainda maior entre 
os adolescentes, chegando a 90% das gestações. 
• Hoje em dia, há uma ampla gama de métodos contraceptivos disponíveis, possibilitando ao casal escolher o 
que mais atende as suas necessidades. A maioria desses métodos são oferecidos pelo sistema único de 
saúde (SUS), difundindo assim o emprego planejamento familiar. 
• Os métodos contraceptivos podem ser agrupados de diferentes maneiras, como o tipo de método, o 
potencial de reversibilidade e de acordo com a sua efetividade. 
• Quando se considera a efetividade do método, podemos dividi-los em: métodos de primeira linha que são 
mais efetivos, no qual não é necessário a motivação de uso pela paciente; métodos de segunda linha, 
muito efetivos, no qual precisam de atenção da paciente em relação ao uso correto; métodos de terceira 
linha que são efetivos e incluem os métodos de barreira e percepção das mudanças corporais e os 
métodos de quarta linha que são menos efetivos, onde se encontram os espermicidas e o coito 
interrompido. 
 
 
 
 
 
EFICÁCIA 
• A eficácia de um método contraceptivo diz respeito a capacidade que desse método de evitar 
gestações em um período de tempo, geralmente no decorrer de um ano. 
• O escore mais utilizado para identificar a eficácia é o índice de Pearl. O índice de Pearl é calculado dividindo 
o número de falhas ocorridas em 12 meses em 100 mulheres pelo número total de meses de exposição. 
Portanto, quanto menor o Índice de Pearl, maior é a efetividade do método. 
Obs: Não confunda o conceito de eficácia com efetividade! A eficácia de um método está relacionada ao 
resultado obtido quando o uso é correto. Já a efetividade é o resultado obtido pelo uso rotineiro, ou 
seja, correto e incorreto. 
• A eficácia e efetividade varia entre os estudos, pois são influenciadas pela adesão ao método em cada 
população estudada. 
 
ESCOLHA DO MÉTODO 
• A escolha do método contraceptivo ideal é fundamental para garantir a aderência e continuidade do 
uso, impactando no seu grau de efetividade. 
• Para isso, é fundamental que a paciente conheça cada tipo de método, seu modo de uso, benéficos e 
efeitos adversos. Essa escolha é individual e deve ser orientada pelo profissional de saúde, pois leva 
em conta aspectos clínicos, incluindo idade, fatores de risco e doenças associadas e aspectos 
socioeconômicos. 
• Por isso, é fundamental que o médico avalie através da anamnese e exame físico, fatores que contraindique 
o uso do método naquela paciente. 
• Algumas questões como o tabagismo, presença de hipertensão arterial, amamentação, problemas 
cardiovasculares, histórico de câncer de mama, problemas hepáticos, uso de medicações e enxaqueca, 
devem ser levantadas durante a consulta, visto que são essenciais para a definição do método contraceptivo. 
CRITÉRIOS DE ELEGIBILIDADE 
• Os critérios de elegibilidade são orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a prescrição 
de métodos contraceptivos levando em consideração o risco-benefício para a saúde de cada paciente. 
• Dessa forma, a partir de critérios como comorbidades, medicações em uso e antecedentes médicos, o método 
pode ser ou não indicado para a paciente. 
 
 
MÉTODOS COMPORTAMENTAIS 
• Os métodos anticoncepcionais comportamentais se baseiam na identificação do período fértil por 
meio da observação de sinais e sintomas, durante o qual as relações sexuais devem ser evitadas. 
• Esses métodos possuem a vantagem se serem baratos, naturais, sem efeitos adversos e é bem aceito 
quando as crenças religiosas do casal não permitem outros métodos. 
• No entanto, possuem altas taxas de falhas, pois requerem longos períodos de abstinência sexual e estão 
susceptíveis à irregularidade menstrual. 
• Além disso, esses métodos não protegem contra infecções sexualmente transmissíveis (IST’s). 
• O período fértil da mulher pode ser identificado por meio da observação da curva de temperatura corporal, 
das características do muco cervical e duração e fisiologia do ciclo menstrual. 
 
TABELINHA OU MÉTODO DE OGINO -KNAUS 
• Para usar esse método, a mulher deve registrar 
o número de dias de cada ciclo menstrual por, 
pelo menos, seis meses. 
• O ciclo menstrual começa no primeiro dia da 
menstruação e termina no último dia antes da 
menstruação seguinte. 
• Caso a mulher tenha diferença de dias entre os 
ciclos maior que 10 dias, esse método NÃO pode 
ser usado (ciclos irregulares). 
• Para calcular o período em que se deve adotar a abstinência sexual, basta subtrair 18 da duração do seu 
ciclo mais curto para saber o primeiro dia de seu período fértil e subtrair 11 dias do ciclo mais longo, que 
corresponde ao último dia de seu período fértil. 
• Por exemplo, a paciente que teve o seu ciclo mais curto de 25 dias e o mais longo de 30 dias, deverá ficar 
em abstinência sexual no 7° ao 19° dias do ciclo. Veja bem, subtraindo 18 do ciclo mais curto (25 dias) temos 
7. Já subtraindo 11 do ciclo mais longo (30 dias) temos 19. 
 
MÉTODO DA CURVA DE TEMPERATURA BASAL 
• Nesse método a mulher deve-se 
observar as variações da 
temperatura corporal basal, 
buscando identificar o provável 
dia de ovulação. 
• O princípio se baseia no fato de que 
após a ovulação, o aumento da 
progesterona liberada pelo corpo 
lúteo atinge o centro 
termorregulador do hipotálamo, 
levando ao aumento da 
temperatura corporal em 0,2 a 0,5 
graus. 
• Para utilizar este método, a mulher 
precisa verificar sua temperatura 
diariamente, de preferência com o 
mesmo termômetro, no mesmo 
local do corpo e no mesmo 
horário, preferencialmente pela manhã antes de sair da cama. 
• O período de abstinência deve ser desde o primeiro dia do ciclo menstrual até três dias após a 
elevação da temperatura basal. 
• O problema desse método é que necessita de grande disciplina da mulher, além de ter um longo período 
de abstinência. 
• Outra questão que limita o seu uso é que nem todas as pacientes possui esse efeito termorregulador com a 
liberação da progesterona, não formando um gráfico bifásico. 
 
MÉTODO DO MUCO CERVICAL OU DE BILLINGS 
• Durante o ciclo menstrual, o colo 
cervical sofre influência hormonal. 
Nesse método, busca-se observar as 
características do muco cervical sob 
ação estrogênica, durante período 
ovulatório. 
• Nessa fase, o muco cervical torna-se 
filante, como clara de ovo, 
permitindo ao espermatozoide a 
sobrevivência e locomoção. 
• Após a ovulação, sob ação 
progestágena o muco fica espesso e 
escasso. 
• Para ouso deste método, a mulher 
precisa observar as características 
do muco, examinando diariamente 
sua secreção. 
• O período de abstinência vai do primeiro dia de percepção do muco até o quarto dia de percepção 
máxima da umidade. 
 
• Vale lembrar que o sêmen e produtos vaginais como lubrificantes e pomadas prejudicam a observação do 
muco. 
 
SINTOTÉRMICO 
• O método sintotérmico combina o método da temperatura basal com o método do muco cervical, 
associado a sinais e sintomas que podem ocorrer durante a ovulação, como sensibilidade mamária, 
dor pélvica e mudanças de humor. 
• Nesse caso, o período de abstinência sexual vai desde o primeiro dia do ciclo até o quarto dia após o 
pico das secreções cervicais ou o terceiro dia após a elevação da temperatura. Sendo que na ocorrência 
do primeiro fator, deve-se o segundo para ter relação sexual. 
COITO INTERROMPIDO 
• Esse método se baseia na retirada do pênis da vagina antes da ejaculação. Por isso, requer grande