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Laura Vieira Gomes de Oliveira - Medicina UNIFG Células de Kupffer → Estão presentes no parênquima hepático e se caracterizam por serem macrófagos diferenciados, responsáveis por proteger o ambiente hepático contra processos infecciosos e modular o processo inflamatório - através da diferenciação das células de kupffer. Fígado Segundo maior órgão do corpo e a maior glândula corporal, pesando, em média, 1,5 Kg (no adulto). Ele é o componente de interface entre o sistema digestório e o sangue pois, basicamente, pois por ele passam todos os nutrientes que são absorvidos no duodeno e no jejuno, e em menor proporções, no íleo; são os locais onde esses nutrientes são processados para que os outros sistemas utilizem e/ou são armazenados, como o glicogênio. 80% do sangue transportado com nutrientes para o fígado chega pela veia porta. Lóbulo hepático A célula principal de atuação no fígado são os hepatócitos, células epiteliais que ficam agrupadas na forma de cordões (como é demonstrado na imagem acima), além disso, são interconectadas entre si. Elas são responsáveis por todos os processos de matabolização, indução de biotransformação de fármaco na fase II, reações de hidroxilação. Os lóbulos hepático são, nada menos, do que estes cordões de hepatócitos interconectados - é a forma que essas células estão agrupadas com outras coisas. No centro do lóbulo estaria a veia centrolobular. Já, nas quinas desses lóbulos, teremos o espaço porta, formado pelo ramo da artéria hepática, o ramo do ducto biliar e ramo da veia porta - está última, por sua vez, irá se anastomisar em sinusoides hepáticos que irão bifurcar na veia centrolobular. Os lóbulos são na forma de poligonos não tão bem delimitados, contudo, os espaços porta são bem definidos no corte histológico. Na imagem a esquerda é possível identificar o centro do lóbulo em vista a veia centrolobular. Pode-se perceber que os hepatócitos parecem vários tijolos ao redor dessa veia, bem próximos, ficando difícil até mesmo de delimitar o espaço entre uma célula e outra. Essa disposição é tão “apertada” que fica difícil até mesmo a identificação do sinusoide na imagem. Já na imagem direita, pode-se ver a tríade portal, podendo ser visualizado o ramo da veia porta bem ao centro (e grande), somada a artéria hepática (menor lúmen entre as três) e o ducto biliar presente também. Obs. É pela artéria que chegam os quilomicrons produzidos pelo enterócitos absortivos. A veia e artéria de cada espaço porta se bifurca e anostomisam nos vasos sinusoides - eles ainda são importante pois, como demonstram na imagem acima, são eles os responsáveis pela delimitação dos hepátocitos intercalados. Considera-se que esses sinusoides serão, na verdade, apenas uma via de conceção da veia porta com a veia centrolobular. A parte luminal dos sinusoides é composto por várias frenestações - dessa forma, sua lâmina não é contínua, pois ele possui vários espaços como esses. Esses espaços conferem a passagem de substâncias tanto para os hepatócitos quanto para o próprio nome desses sinusoides. Associado a esse lúmen dos sinusoides estão as células de defesa, que são as células de Kupffer. Laura Vieira Gomes de Oliveira - Medicina UNIFG Células de Kupffer São macrófagos - ou seja, tem origem em monócitos. Suas funções são: Metabolizar hemácias velhas Digerir hemoglobinas Secretar proteínas - Citocinas pro inflamatórias ou anti Destruir bactérias Elas formam 15% da população celular do fígado. Elas são muito confundidas com hepatócitos ao se analisar a lâmina do fígado; contudo, vale ressaltar que essas células NÃO estão localizadas no parênquima, e sim dentro do lúmen dos sinusoides. Elas possuem projeções visando o aumento da superfície de contato; não são fixas e vão se movendo ao longo do vaso sinusoide. Elas usualmente ficam migrando no vaso enquanto exercem suas funções já citadas. Obs. Elas podem ir até os locais onde estão as placas de hepatócitos mas isso é mais difícil de acontecer. Células de Kupffer ficam associadas a estruturas endoteliais dos sinusoides. Função das células de Kupffer Injúria por colestase - exemplo As células de Kupffer serão ativadas por um polissacarídeo LPS. Uma vez ativada, ela pode: 1. Secretar espécies reativas de oxigénio que vão aumentar o estresse dos hepatócitos e fazer a liberação de mediadores pró-inflamatórios 2. Secretar IL6, onde irá aumentar a proliferação de colágeno e a proliferação dos hepatócitos (é dessa forma que o fígado se regenera pois ela aumenta a mitose dessas células, aumentando assim a população de células no parênquima - regenerando o mesmo). 3. Secretar TGF-beta, que estimulam as células estreladas hepáticas a fazer a fibroneogese e, assim, fazer a cicatrização de locais que não podem mais ser regenerados. 4. Podem aumentar o recrutamente e adesão de neutrófilos para a destruição de bactérias que estejam presentes nesse ambiente Outro ponto, é que essas células de kupffer podem se diferenciar em tipo M1 e tipo M2, sendo que sua diferença está em as células M1 serem responsáveis por aumentar o processo inflamatório pela liberação de TN-alfa, de interferon gama, de IL1-beta. Caso ocorra uma exercebação da inflamação, serão essas mesmas células M1 que irão secretar o IL6 ou o TGF-beta afim de regenerar ou cicatrizar. Obs. A diferenciação é feita de acordo com a necessidade corporal; ou seja, num caso de infecção, as células serão diferenciadas para M1 Em contrapartida, a célula de Kupffer M2 modula a inflamação, reduzindo o processo inflamatório, sendo responsáveis pela secreção de IL10. atua, dessa forma, na redução das células M1, reduzir a infiltração de monócitos e neutrófilos.