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( Dermatomiosite ) · É a principal doença entre as miopatias inflamatórias idiopáticas da musculatura esquelética · A dermatomiosite (DM) foi definida por Steiner em 1903 como “Doença crônica, subaguda ou aguda, de origem desconhecida, caracterizada por início gradual com vagos e indefinidos pródromos, seguido de: · Edema dos membros superiores e inferiores · Dermatite · Inflamação muscular · A DM é uma doença do tecido conjuntivo que associa miopatia a manifestações cutâneas características, sendo considerada ainda uma doença idiopática; Epidemiologia: · Apresenta dois picos de incidência: 5 a 14 anos (DMJ) · 45 a 65 anos · A idade mais comum de diagnóstico é 40 anos · A DMA ocorre em 10% dos casos e é mais comum em adultos Etiologia: · Associações com vírus · Drogas · Antígenos de histocompatibilidade · Autoimunidade A associação da doença com os antígenos de histocompatibilidade (HLA) Manifestações clínicas: · Manifestações cutâneas e sistêmicas, sendo o exantema patognomônico · Sendo as mais comuns lesões em áreas fotoexpostas · Fraqueza muscular proximal simétrica de cinturas pélvica, escapular e músculos anterior do pescoço · Alterações da musculatura respiratória · Disfagia · As lesões cutâneas precedem a fraqueza muscular em 56% dos casos · A fraqueza muscular precede as lesões cutâneas em 16% dos casos, e os dois sinais aparecem simultaneamente em 28% dos pacientes · Alterações da pele podem ser divididas em patognomônicas, características e compatíveis · As patognomônicas ocorrem em 70% dos casos, com as pápulas de Gottron, que são lesões violáceas sobre as articulações interfalangianas ou metacarpofalangeanas, cotovelos ou joelhos, e o sinal de Gottron, que consiste em eritema violáceo sobre placa atrófica nas mesmas distribuições. Classificação: · Primátia idioática (DMPI) · Juvenil (DMJ) · Associada a neoplasia (DPMN) · Associada a outras doenças do tecido conjuntivo (DMDC) · Forma amiopática (DMA) Diagnóstico: Critérios diagnósticos e de classificação · O diagnóstico apoia-se em critérios de classificação, inicialmente propostos por Bohan e Peter, sendo o diagnóstico definido por 4 critérios (Tabela 2). Diante das dificuldades técnicas com a eletromiografia e a biópsia muscular, as imagens por ressonência magnética (RM) indicando inflamação muscular também podem ser utilizadas com finalidade de diagnóstico. 1. Quadro 1 – Critérios diagnósticos de dermatomiosite: · Perda de força muscular simétrica e proximal com ou sem disfagia ou alterações da musculatura respiratória. As contraturas articulares e musculotendinosas ocorrem mais frequentemente sinovite. · Elevações das enzimas musculas séricas, especialmente da creatinofosfoquinase (CPK), da aldolase, das transaminases e da desidrogenase lática (DHL) · Eletromiografia com unidades de potenciais motores polifásicos de pequena amplitude e curta duração. Fibrilações, ondas pontiagudas positivas, aumento da irritabilidade após inserção de agulha. Descargas espontâneas bizarras e de alta frequência · Exame anatomopatológico de biópsia muscular com anormalidades como degeneração, regeneração, necrose, fagocitose e infiltrado mononuclear intersticial · Alterações cutâneas típicas: as manifestações cutâneas são patognomônicas. Sendo o sinal e pápulas de Gottron nas superfícies extensoras das articulações, eritema palpebral violáceo denominado eritema em heliotropo, eritema violáceo descamativo simétrico em ombros, joelhos, maléolos, dorso, tronco, eritema periungueal é indicativo de alterações na microvasculatura na região transparente das cutículas. · Sendo considerada a doença “possível” quando existirem dois dos cinco critérios relacionados, “provável” com a presença de três critérios, e “definida” com a presença de quatro critérios Outras manifestações: · Pneumonias aspirativas podem decorrer do acometimento de musculatura respiratória acessória e de limitações da mobilidade, sendo que 5% dos casos requerem suporte ventilatório · Disfagia por acometimento da musculatura de hipofaringe resultando em refluxo nasofaríngeo com risco de broncoaspiração pode ocorrer. Disfonia também é um sintoma comum · O acometimento gastrointestinal manifesta‐se por dor abdominal, hemorragia digestiva, alterações de motilidade e colestase. Ulcerações intestinais mais graves associadas com peritonite, assim como obstrução intestinal subaguda e perfu‐ ração, foram descritas antes do uso sistemático de glicocorticoides. · O acometimento de sistema nervoso central (SNC) pode causar convulsões e encefalopatia refletindo uma vasculopatia disseminada · Complicações tardias, como lipodistrofia, calcinose cutânea e cicatrizes de úlceras cutâneas, podem ocorrer. A sobre‐ posição de sinais de outra doença autoimune, como esclero‐ dermia, lúpus eritematoso sistêmico, doença mista do tecido conjuntivo e síndrome de Sjögren, pode ocorrer, sendo denominada dermatomiosite em sobreposição. Exames subsidiários: · Enzimas musculares: · São elas a creatinofosfoquinase (CPK) são indicativos de atividade infla- · Alaninoaminotransferase (ALT) matória, mas esses testes não são · Aspartatoaminotransferase (AST) específicos · Desidrogenase lática (DHL) · Aldolase · Autoanticorpos – anticorpos antinucleares (ANA) é um achado frequente, mas inespecífico; os anticorpos anti-ENA e fator reumatoide são encontrados ocasionalmente; · Eletromiografia – diferencia as alterações miopáticas das neuropáticas por meio da condutividade elétrica muscular captada com a inserção de agulhas intramusculares. Alterações encontradas na dermatomiosite: atividade no local de inserção, com fibrilações e ondas agudas; descargas espontâneas bizarras e de alta frequência; potenciais de baixa amplitude e curta duração em unidades motoras polifásicas. Essa tríade é característica, sendo observada em 40% dos pacientes; · Biópsia muscular – variação no tamanho e na forma das fibras musculares, com atrofia, regeneração e fibrose ou substituição por gordura e infiltrado inflamatório nos vasos capilares do endomísio; · Biópsia cutânea · RNM – útil para demonstrar a intensidade e a extensão da inflamação muscular. Imagens boas para demonstrar fibrose, atrofia e infiltração gordurosa. Tratamento: · Fisioterapia - fisioterapia e exercícios indicados para a prevenção de contraturas articulares e, no caso de fraqueza generalizada e envolvimento de musculatura respiratória, para a prevenção de broncoaspiração. A mobilização e os exercícios podem ser indicados mesmo na fase de inflamação ativa, para prevenir as limitações funcionais, fazendo as adaptações necessárias durante a reabilitação · Corticoide – melhoram sobremaneira a atividade inflamatória na maioria dos pacientes. Maioria com doses altas de Prednisona ou Prednisolona 1 a 2 mg/kg/dia, melhor resultado quando iniciada no começo da doença e melhora a formça muscular em 6 a 12 semanas. Cerca de 90% dos casos respondem ao tto, mas apenas 75% atingem a remissão após 3 anos; · Metrotexato -10 a 25 mg/m²/semana, subcutâneo, preconizado na fase inicial do tratamento em associação com glicocorticoides. ( Dermatomiosite ) · É a principal doença entre as miopatias inflamatórias idiopáticas da musculatura esquelética · A dermatomiosite (DM) foi definida por Steiner em 1903 como “ Doença crônica, subaguda ou aguda, de origem desconhecida, caracterizada por início gradual com vagos e indefinidos pródromos, seguido de: § Edema dos membros superiores e inferiores § Dermatite § In flamação muscular · A DM é uma doença do tecido conjuntivo que associa miopatia a manifestações cutâneas características, sendo considerada ainda uma doença idiopática; Epidemiologia : · Aprese nta dois picos de incidência: 5 a 14 anos (DMJ) · 45 a 65 anos · A idade mais comum de diagnóstico é 40 anos · A DMA ocorre em 10% dos casos eé mais comum em adultos Etiologia : · Associações com vírus · Drogas · Antígenos de histocompatibilidade · Autoimunidade A associação da doença com os antígenos de histocompatibilidade (HLA) Manifes tações clínicas: · Mani festações cu tâneas e sistêmicas, sendo o exantema patognomônico § Sendo as mais comuns lesões em áreas fotoexpostas · Fraqueza muscular proximal simétrica de cinturas pélvica, escapular e músculos anterior do pescoço · Alterações da musculatura respiratória · Disfagia · As lesões cutâneas precedem a fraqueza muscular em 56% dos casos · A fraqueza muscular precede as lesões cutâneas em 16% dos casos, e os dois sinais aparecem simultaneamente em 28% dos pacientes · Alterações da pele podem se r divididas em patognomônicas, características e compatíveis · As patognomônicas ocorrem em 70% dos casos, com as pápulas de Gottron, que são lesões violáceas sobre as articulações interfalangianas ou metacarpofalangeanas, cotovelos ou joelhos, e o sinal de Gottron, que consiste em eritema violáceo sobre placa atrófica nas mesmas distribuições. ( Dermatomiosite ) É a principal doença entre as miopatias inflamatórias idiopáticas da musculatura esquelética A dermatomiosite (DM) foi definida por Steiner em 1903 como “Doença crônica, subaguda ou aguda, de origem desconhecida, caracterizada por início gradual com vagos e indefinidos pródromos, seguido de: Edema dos membros superiores e inferiores Dermatite Inflamação muscular A DM é uma doença do tecido conjuntivo que associa miopatia a manifestações cutâneas características, sendo considerada ainda uma doença idiopática; Epidemiologia: Apresenta dois picos de incidência: 5 a 14 anos (DMJ) 45 a 65 anos A idade mais comum de diagnóstico é 40 anos A DMA ocorre em 10% dos casos e é mais comum em adultos Etiologia: Associações com vírus Drogas Antígenos de histocompatibilidade Autoimunidade A associação da doença com os antígenos de histocompatibilidade (HLA) Manifestações clínicas: Manifestações cutâneas e sistêmicas, sendo o exantema patognomônico Sendo as mais comuns lesões em áreas fotoexpostas Fraqueza muscular proximal simétrica de cinturas pélvica, escapular e músculos anterior do pescoço Alterações da musculatura respiratória Disfagia As lesões cutâneas precedem a fraqueza muscular em 56% dos casos A fraqueza muscular precede as lesões cutâneas em 16% dos casos, e os dois sinais aparecem simultaneamente em 28% dos pacientes Alterações da pele podem ser divididas em patognomônicas, características e compatíveis As patognomônicas ocorrem em 70% dos casos, com as pápulas de Gottron, que são lesões violáceas sobre as articulações interfalangianas ou metacarpofalangeanas, cotovelos ou joelhos, e o sinal de Gottron, que consiste em eritema violáceo sobre placa atrófica nas mesmas distribuições.