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História da enfermagem ao longo dos anos PROF: MARIANA LIMEIRA HISTÓRICAMENTE FALANDO... Quando pensamos na enfermagem - que no Brasil possui diferentes categorias, como o Enfermeiro ou Técnico de Enfermagem - é comum imaginarmos diferentes situações, tais como o cuidado em uma Unidade de Terapia Intensiva ou a atuação dos profissionais em uma campanha de vacinação. Mas nem sempre foi assim. O ato de cuidar já foi visto como a mais baixa das profissões, e isso mudou após a atuação da britânica Florence Nightingale, de quem falaremos nas próximas aulas As práticas de enfermagem na história PRÁTICAS INSTINTIVAS Tiveram início com os primeiros grupos nômades, os quais começaram a definir aos poucos o conceito de cuidado. Como o próprio nome já diz, eram práticas instintivas, ou seja, sem conhecimento baseado em alguma lógica ou raciocínio. As precursoras dessas práticas, de modo geral, eram as mulheres, pois elas passaram a ter um zelo com seus filhos, evitando deixá-los para trás nas longas jornadas enfrentadas pelos nômades A evolução da saúde, nesse momento, se dava por meio de tentativas, ocorrendo inevitavelmente alguns erros. As crenças e práticas religiosas também começavam a aflorar. Dessa forma, é nítida a trajetória da enfermagem ser iniciada por intuição. PRÁTICAS RELIGIOSAS Após o período pré-histórico e toda a antiguidade, a utilização de poções e preparos feito a partir de ervas surgiu como forma característica do tratamento de doenças - herança do início das crenças religiosas e do misticismo nas práticas instintivas. Nesse período, acreditava-se que a doença era um castigo atribuído pelos deuses e a cura era feita através do sacerdotes, os quais eram a ponte entre o ser humano e os deuses. Ainda não havia um pensamento científico, logo, era tudo baseado no empirismo e na experiência. Já existiam alguns especialistas no ato de curar, porém eram restritos às classes mais altas da sociedade, enquanto as classes inferiores dependiam dos sacerdotes. As mulheres, antes protagonistas do processo de cuidado, ficavam responsáveis por tarefas como o parto e auxiliares dos sacerdotes, os quais eram a figura principal das práticas mágico-sacerdotais. PRÁTICAS MONÁSTICAS Na história, o surgimento desta prática ocorre durante o período feudal, em que a Igreja Católica tinha poder absoluto sobre a economia e a organização política da população. As práticas do cuidado eram feitas por religiosos, porém de forma leiga, mas mesmo assim sendo observados os primeiros sinais do surgimento de uma estrutura parecida com a que temos atualmente. Contudo, muitas das características presentes nesse período não fazem parte da Enfermagem dos dias atuais, como por exemplo a abnegação, pois durante o período monástico-medieval era muito mais valorizada a parte religiosa, uma vez que a Igreja Católica provinha os cuidadores e considerava o cuidado muito mais como uma forma de mostrar devoção. PRÁTICAS PÓS MONÁSTICAS A Reforma Protestante e o Renascimento foram indispensáveis na constituição dessas práticas de saúde pós-monásticas. A Reforma Protestante, liderada por Martinho Lutero, teve como papel principal a crítica à forma como a Igreja Católica manipulava os seus seguidores a partir de indulgências e utilizando a Santa Inquisição como formas aquisição de dinheiro e punição, respectivamente, sendo claros os abusos e corrupção da Igreja. Lutero ficou conhecido por pregar suas 95 teses, em 31 de outubro de 1517, na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg. Nesse período, também ocorreu o declínio do feudalismo, característica que marcou o fim do período feudal e, consequentemente, o gradual fim da Idade Média. Devido às conturbações pelas quais a Igreja Católica passava nesta fase da história, os hospitais - que antes tinham os religiosos como principais pilares para funcionamento - deixaram de ter atenção, sendo ocupados agora por mulheres de baixo nível social que não tinham noção sobre o cuidado com os enfermos - que agora se amontoavam nos leitos sem auxílio algum - e os tratavam com descaso, trazendo o porquê desse período também ser conhecido como o período negro da Enfermagem. O Renascimento marcou a ruptura dessa fase, sendo essencial por conduzir ao racionalismo, experimentalismo, individualismo e antropocentrismo, embora não tenha contribuído significativamente no desenvolvimento da Enfermagem. ADQUIRINDO CONHECIMENTO Com base nas discussão que tivemos em sala e nos preparando para a próxima aula, de que forma a evolução das práticas em saúde favoreceram o que conhecemos hoje como Enfermagem moderna. Dê exemplos práticos. Obrigada e até a próxima... Profª: Mariana Limeira 01/06/2021